TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

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MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Minha Filha Nyara


Minha Filha Nyara,
Salve Deus!

Lembro bem o dia em que você nasceu! A emoção que tomou conta de mim naquele momento em que vi aquela coisa “branquinha” nos braços da enfermeira.

Seus olhos abriram logo e podia sentir, quando me olhava, o carinho existente em espíritos afins.

Por você muita coisa mudou em minha vida! Senti o peso da responsabilidade em ter que amar, proteger, amar, ensinar, amar, corrigir e amar.

Muitas vezes a turbulência do dia a dia pesa minha consciência e sinto a necessidade de estar perto de você só para olhar a bela pessoa que ajudo a formar.

Observo seus defeitos e às vezes sou duro em querer de você uma perfeição que não tenho, afinal queria fazer de você a mais perfeita de minhas obras.

Mas, quando paramos para conversar vejo em seus olhos a admiração e o respeito que existem acima dos momentos em que cobro coisas de você, e, acima de tudo, vejo que me entende!

Seu velho pai pode parecer que não entende certas coisas, mas a experiência de uma vida dura, repleta de conquistas e derrotas sem rendição, me fez olhar sempre um futuro de muitas possibilidades, positivas e negativas, e sinto o dever de “estar no controle”.

Você acompanhou tantas mudanças, recomeços em nossas vidas, e já está pronta para mais um recomeço: Voltaremos para o Brasil! Saiba que todas as decisões também passam por você e por mais que não lhe pergunte tudo, procuro sentir e visualizar o que possa ser melhor para você também.

Você é livre, lembre sempre disso! Por mais que deseje lhe proteger, tê-la ao meu lado, entenderei o dia que sentir que deve partir e seguir seus próprios caminhos. Não sem fazer um “draminha” é claro, mas entenderei.

Somos parecidos em muitas coisas, e diferentes e outras tantas... Aprendemos, passo a passo, a ir respeitando nossas limitações e diferenças, todos os dias um pouco mais.

Filha! Só queria dizer que te amo muito! Que este seu dia de aniversário seja apenas mais um dia para marcar este amor e a grande gratidão que tenho por Deus ter permitido você vir como minha filha.

Seu pai babão,

Kazagrande 27/02/2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

União entre irmãos


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Nossa jornada mediúnica foi assumida por nosso espírito por motivos que desconhecemos, porém podemos ter a certeza que não foi por acaso. Ninguém vem médium por acaso!

Alguns são verdadeiramente Jaguares! Espíritos milenares designados para promover o encaminhamento da maior quantidade possível de irmãozinhos neste período de transição. Foram reunidos em torno de uma Doutrina Crística para terminar os reajustes dos desequilíbrios que formaram ao longo de outras encarnações coletivas e, por este motivo, mesmo com um ideal superior, ainda se chocam uns com os outros.

Estivemos juntos em outras passagens importantes da atual humanidade e naturalmente, por vezes, em lados opostos, cumprindo os papéis designados e não escapando do endividamento comum.

Mas hoje estamos juntos e “do mesmo lado”. Em busca de terminarmos nossos karmas e com todas as ferramentas nas mãos.

Por isso escrevi ontem que é importante conviver com os irmãos! Buscar a tolerância de compreensão, o amor incondicional e a humildade de tratamento.

Isolar-se por conta de uma pretensa falsa humildade é deixar de lado a oportunidade de reajuste pelo amor, pela Doutrina que nos foi confiada.

Entendo perfeitamente que muitos ainda estão presos a sentimentos que não compreendem. Que sentem antagonismos imediatos. Mas o próprio Mestre Jesus nos ensinou que não há mérito em amar somente a quem nos ama, que até os marginais fazem isso!

Por tanto é preciso compreender aos outros, mesmo que não aceitemos determinadas atitudes. Consideremos que todos que estão reunidos pelo mesmo ideal e que todos têm seu tempo! Alguns compreendem a missão ainda de branquinho e se entregam, de corpo e alma, à caridade. Outros, mais endurecidos pelas provas passadas e pelas dores vividas em outras vidas, chegam a grandes patamares da hierarquia sem ainda terem no coração a essência crística. Porém... Também estão a caminho! Insistem em permanecer pela própria persistência inconsciente do espírito.

Não sabemos quem é quem. Não sabemos que espírito está por trás de cada personalidade atual. Se são nossas vítimas do passado, ou nossos algozes. Por isso certos antagonismos. Alguns chegam apenas para cobrar, outros para pagar!

Assim, nossa convivência, por mais turbulenta que possa ser, ainda é um eficiente instrumento de nossa própria evolução. Não exija que o outro evolua como você, repito: cada um tem seu tempo e o mais importante é que estão a caminho!

Kazagrande


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Evolução Estagnada


Sempre afirmei que o mais importante em nossa caminhada espiritual é prestar a caridade e encaminhar espíritos! Encaminhar espíritos é a nossa missão!

Porém é preciso avaliar que tudo a nossa volta faz parte de nossa evolução.
Quando vamos ao Templo temos várias opções de comportamento:

Podemos ir, realizar nossos trabalhos, prestar a caridade e não se envolver com ninguém, escapando de qualquer “fofoca” e desperdícios de tempo;

Podemos também fazer do Templo um ambiente de convívio social, onde nos envolvemos com todos e falamos de todos e ainda realizamos nossos trabalhos;

E ainda existe a possibilidade, assumida por diversos médiuns, de ir ao Templo para apenas conviver, conversar, expor suas frustrações e envolver-se em correntes negativas.

Qual seria o caminho certo? Muitos dirão que é apenas a primeira opção: ir ao Templo, realizar os trabalhos e “vazar”.

Mas... Sem nosso trabalho físico no Templo não haverá Templo! Nosso local sagrado exige manutenção e comprometimento. Possui contas a serem pagas, áreas a serem limpas e zeladas, reformas sendo exigidas, e pequenos carinhos que devem ser naturais com o lugar que amamos. Sem compromisso com a área física do Templo não há Templo!

Entendo que muitos não possuem condições financeiras para contribuir e outros não dispõem da força física para colaborar no que seja mais pesado. Porém demonstrar carinho e compromisso com a área sagrada não implica necessariamente gastar ou suar a camisa. Sempre existem pequenas tarefas,  ou como prefiro dizer “pequenos carinhos” que podem ser feitos: uma flor, o pó que se acumula nos quadros, uma limpeza nos castiçais, lavar um forro de mesa, etc.

Agora, o título deste texto é outro: “Evolução Estagnada”. Isso diz respeito ao médium da primeira opção que escolhe isolar-se de seus irmãos. Claro que em qualquer agrupamento humano existem pessoas que “nosso santo não bate” e não tem jeito de se aproximar; e sempre tem aqueles que vivem de suas cobrancinhas e pequenas intrigas.

Mas... A oportunidade de convívio também faz parte de nossa Evolução!!! Estar ao lado de pessoas que amamos é muito fácil, mas, se recebemos a oportunidade de testar nossa tolerância, e nosso caráter, perante certas pessoas, é porque temos que aproveitar. Aproveitar que as encontramos no Templo, pois poderia ser muito mais desagradável encontrar estas pessoas em nosso ambiente de trabalho, estudos ou como vizinhos. Creiam: Se deixamos de lado esta oportunidade, encontraremos pessoas com a mesma índole em situações mais desagradáveis.

É preciso aproveitar todas as oportunidades de evolução e isso implica em conviver.

É muito triste ver o médium se isolar, que se acha “o especial” e só vai ao Templo sem conviver com todos. Talvez ele, com sua pretensa evolução, é que deveria ser o instrumento de auxílio para aqueles que ainda vivem em suas intrigas. Isolar-se por completo também é falta de caridade.

Selecionemos nossas amizades, mas demonstremos caridade ao procurar ensinar com nosso exemplo. O Templo não é convívio social, mas deve ser convívio fraterno.


Kazagrande

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O que outros querem…


As grandes dificuldades que enfrentamos nos relacionamentos normalmente esbarram nas diferenças de objetivos de cada ser envolvido.

Cada pessoa tem suas próprias prioridades, seus desejos, fantasias, metas, e, nem sempre são as mesmas em um relacionamento. Seja este relacionamento um casamento, uma amizade ou mesmo uma sociedade.

Aparentemente podem comungar dos mesmos ideais, mas os caminhos e as prioridades para atingi-los podem ser muito diferentes.

Ainda conta a questão da maneira como cada um observa e interpreta cada situação vivida em comum. Um mesmo fato pode ser avaliado e interpretado de maneiras muito diferentes.

Assim vemos naufragar grandes amores e amizades por conta da personalidade de cada um.

Conviver significa compreender! Somente compreendendo o outro é que podemos exercitar nossa tolerância com verdadeira sinceridade. Entender mesmo sem concordar!

Não é preciso anular nossa personalidade, mas pode ser necessário abrir mão de certas “certezas” em favor da convivência.

Tia Neiva já nos dizia que “ninguém é de ninguém” e também que na escada fatal da evolução somente ficaremos próximos daqueles que possuem a mesma faixa vibracional. Assim, um grande amor hoje, ou mesmo a melhor amizade, não poderá nos manter próximos na “verdadeira vida” se nossas faixas evolutivas forem desiguais.

Para compreendermos o outro é preciso “calçar seus sapatos”! É necessário que procuremos entender os fatos e comportamentos usando a ótica da outra pessoa. Repito: mesmo que não concordemos! Entender os outros significa procurar as razões pelas quais as atitudes são tomadas, as palavras proferidas e os objetivos traçados. Deste modo a tolerância fica mais fácil!

Claro que certas atitudes podem parecer injustificadas, mas não temos a mesma maneira de ver. As experiências do espírito por vezes trazem alguns traços traumáticos para a personalidade atual. A educação recebida, o convívio na infância, a família, todos são fatores de formação desta personalidade atual que se reflete em atos que podemos julgar como insanos oou “impensados”.

Também por este motivo Tia Neiva nos afirmava “o julgamento é o pior desequilíbrio”. Isso para nós: Médiuns conscientes das encarnações e da vida além da matéria! Não podemos julgar nunca e, ao “avaliarmos” uma situação ou pessoa (que na verdade é uma forma dissimulada de julgar) temos que tomar em conta todos os fatores conhecidos e ainda considerar tudo que desconhecemos a respeito dela.

Podemos ser felizes em nossas relações, o segredo é respeitar o que outros querem.

Kazagrande


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Que máscara usou no Carnaval?



Qual foi sua máscara?

Esteve na Individualidade, lembrando-se dos milhares de espíritos a sua espera, precisando da verdadeira caridade no Templo?

Esteve na Personalidade, lembrando-se da família, dos seres queridos e fazendo-se presente com seu carinho, respeito e tolerância?

Esteve na Animalidade, entregando-se aos desejos do corpo físico?

Ou conseguiu o equilíbrio... Soube dividir seu tempo entre o Templo, a Família e as necessidades do físico?

Lembre-se: Qualquer extremismo gera desequilíbrio! Todo desequilíbrio semeia ventos, e a colheita da tempestade é inevitável.

Kazagrande


Meu filho Jaguar, Salve Deus!

Sabemos que a alma tenta fabricar e modificar o organismo através dos séculos.

Em geral, a sensibilidade fluídica do ser, é proporcional ao seu grau de pureza e de adiantamento moral.

Nesta regra, vivemos no meio de uma multidão que assiste, silenciosamente, atenta, às mesquinharias de nossa existência, participam pelo pensamento, de nosso trabalho, de nossas alegrias e de nossas penas.

Lembre-se filho, de que não é possível animar o corpo se a alma esta ausente.

Se sua alma busca as coisas distantes de sua Doutrina, não há calor para a Doutrina.

Sim, filho, além do períspirito, que vive dentro do nosso corpo (centro nervoso), temos partículas do sistema fluídico, que vivem dentro de nós, e que, na realidade, como anti-matéria, sustentam-nos e se transmutam pela alma.

Estas partículas que adquirimos, é a própria vida e nos dão todas as variedades de percepções sensoriais – calor e frio, se temos muitas partículas -, e são também, a energia dos rituais. Contudo, os materialistas grosseiros não acreditam nos mundos anti-matéria. No entanto, até hoje ainda não conseguiram cortar ou queimar coisa alguma das que lhes incomodam. No entanto, a prece, o nosso canto, lhe faz sentir ou perceber uma presença explicada mais claramente.

O homem vive a buscar a destruição do outro. Falta de visão. A teima em não aceitar, porém, que a sua vida é a sua anti-matéria. E na busca nuclear, está destruindo a sua matéria. Na realidade, vivemos a nos destruir.

Salve Deus!
Vale do Amanhecer, 14 de agosto de 1981.
Com carinho, a Mãe em Cristo.
Tia Neiva

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Um carnaval no exílio


Há alguns anos eu fui assistir o desfile de carnaval aqui na Bolívia. É... Aqui tem também. Blocos e alegorias desfilam com marchas bem diferentes do nosso samba, exibindo fantasias e expressividade cultural características da região. É meio difícil para um brasileiro achar realmente bonito, principalmente depois de presenciar os desfiles do Rio de Janeiro, mas olhando sem preconceitos posso avaliar que tem sim uma beleza "distinta" (como se diz por aqui).

Estava “duro” nesta época, mas, como na maioria das vezes em minha vida, “algo acontece” e posso realizar meus projetos. Recebi o convite de um novo amigo para participar do seu camarote, em um local bem localizado na avenida e sem que nenhum dos presentes ingerisse bebida alcoólica.

Minhas meninas divertindo-se com as espumas em lata, que são uma tradição local; minha esposa observando atentamente a diversidade e riqueza cultural que compõe este país e eu ali sentado, tentando encontrar um motivo para estar ali. Aceitei, pois queria proporcionar divertimento à família mesmo com meus recursos minguados daquele momento.

Em determinado ponto, alguma coisa aconteceu... Eu estava mais ao fundo, para deixar livre a visão dos verdadeiros pagantes e também das crianças, quando espiritualmente despertei. Passei a olhar com outros olhos o que estava ao meu redor...

Observei o camarote ao lado repleto de gente entorpecida pelo álcool, gritando e vibrando de uma maneira que me incomodou... Pensei comigo: estou ficando velho. Mas não parou aí. Em determinado momento passei a lembrar de cenas que pareciam de um filme. O Senador romano observando as multidões vibrando nos espetáculos do Coliseu.

As pessoas gritando, desfrutando em meio à embriaguez, de assassinatos, danças, lutas, cristãos e leões.

Impassível, com o olhar perdido, observando o fruto do investimento no “ópio do povo”, que entorpecia as mentes e permitia o poder ser exercido com facilidade.

O sexo, o álcool, as drogas, embalando um êxtase coletivo, liberando uma energia nada positiva.

Tentei tirar minha mente deste “filme”, mas pareceu que a “terceira dimensão foi ativada no cinema” e passei a vislumbrar o quê acontecia do outro lado. Os carros alegóricos levavam uma multidão de desencarnados ensadencidos que vampirizavam a energia esparsa no ar, obscurecendo ainda mais suas já opacas auras. Alguns, ligavam-se às vítimas encarnadas, como se fossem um único corpo com duas cabeças, que igualmente se agitavam sob o efeito do êxtase. A sensualidade dava lugar a uma pornografia espiritual e os bacanais eram revividos em espetáculo de permissividade difícil de ser narrado.

Em cada um dos camarotes parecia haver um grande líder, a quem escravos depositam a oferenda energética recolhida das vítimas encarnadas. Impassíveis, com um leve sorriso irônico no canto dos rostos deformados, tinham o fruto do poder do mal estampado em suas faces.

- Pai me jogaram tinta!

A voz de minha filha mais velha me despertou deste transe, ilusão ou sei lá como denominar. Não sou vidente e nem quero sonhar com este carma! Devia ter alguma coisa na coca-cola.

Olhei para minha filha manchada de tinta (um detestável costume que existe por aqui: jogar tinta nas pessoas). Minha filha menor já estava sem espuma nas latas de spray e minha esposa já parecia aborrecida. Decidimos de comum acordo ir embora.

Fiquei com a imagem na mente durante alguns minutos depois, e somente hoje, tempos depois, em um domingo de carnaval vivido entre os trabalhos do Templo, é que tudo veio à tona novamente... Anos depois.

Tenho certeza que a realidade espiritual está bem próxima deste pequeno quadro imaginário (prefiro colocar assim), nunca pensei em publicar isso, mas senti a intuição e as palavras fluíram, como que para alertar aos nossos irmãos sobre a necessidade de trabalhar ainda mais neste difícil momento que a Espiritualidade atravessa todos os anos.

Kazagrande

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Reclamar ou Fazer?


O Adjunto Aluxã, Mestre Mário Kioshi, tinha o dom da tranquilidade. Não importava a situação, ele estava sempre disposto a ouvir sem expressar aborrecimento, mesmo face às mais absurdas colocações.

Recordo de uma reunião em um Templo (não citarei qual) em que muitos médiuns queriam mudanças. Clamavam por uma atuação mais intensa do corpo mediúnico, reclamavam uns dos outros, sempre desejando que houvesse mais comprometimento dos irmãos.

Então marcou uma reunião afirmando que daria oportunidade a todos se manifestarem.

Neste dia o templo estava cheio! Parecia que até mesmo aqueles que só apareciam no Templo “quando o calo aperta”, estavam presentes. Fez longos instantes de concentração, uma bela prece e abriu a reunião.

Primeiramente falou da Doutrina. Do quanto era agradecido pelos trabalhos espirituais e que jamais desanimava, pois compreendia que não era Pai Seta Branca que precisava dele, e sim ele que precisava da Doutrina.

Depois abriu espaço para que todos se manifestassem. Um dos comandantes mais antigos começou a reclamar da falta de compromisso com a manutenção do Templo. Mário não interferiu... Deixou que falasse tudo que queria. Quando terminou, ele perguntou:

- Mas o que você considera importante agora?

- Mestre, o templo está sempre sujo. Dá até vergonha dos pacientes em alguns dias. Todos chegam para trabalhar, mas cadê que vêm limpar?

- Está certo, meu irmão, então você pode começar a assumir a limpeza e ir formando um grupo para manter? Passo a você esta missão!

- Salve Deus! Mestre!!! Eu não posso!  - respondeu o Mestre e em seguida apresentando uma porção de justificativas.

Outro então se manifestou:

- Adjunto. O senhor já viu como está o Pajé? Nunca foi terminado! As telhas velhas doadas já estão caindo em tempo de machucar alguém. Precisamos urgentemente terminar esta obra.

Com sua tranquilidade inabalável, Mário respondeu:

- Está bem meu irmão. Então entrego em suas mãos esta missão! Pode começar a reforma, eu mesmo faço a primeira doação.

- Salve Deus! Eu??? Não dá Mestre! – E também apresentou uma série de desculpas esfarrapadas.

Outro mais ainda se manifestou:

- Mestre Mário, ninguém contribui para manter o pátio limpo também.

Novamente aconteceu o mesmo. Mário concordando e entregando a missão e a pessoa “dona da grande idéia” pulando fora na hora de assumir.

E foi assim até que todos que desejavam se manifestaram.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Não basta observar os defeitos, as falhas, as necessidades. É preciso ter coragem de enfrentar e fazer!

Basta de reclamar! Reclamar do seu irmão é muito fácil. Difícil é fazer o que se precisa! Vejo em nossa Doutrina muitos “reclamadores”, cheios de idéias e até boas intenções... Mas os “fazedores” são poucos!

Se você observa uma necessidade em seu Templo, não fale! Vá e faça! Aprendi esta lição com o grande Adjunto Aluxã. Ele era Dentista, reconhecido, um dos Adjuntos de Raiz consagrados por Tia Neiva, mas nunca se furtou a ele mesmo empunhar o carrinho de mão e carregar concreto para as obras quando era necessário. Fosse no Templo que fosse!


Kazagrande

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

De volta!


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Estamos de volta ao lar! Durante um mês estivemos no Brasil aproveitando as férias para descansar, participar de trabalhos que ainda não temos na Bolívia e principalmente vivenciar o necessário contato pessoal com tantos que apenas nos conheciam pelos textos do Exílio do Jaguar.

Fomos inicialmente recebidos em Aracajú, onde o Adjunto Aleso, Mestre Valteilton, sua família e povo, tão bem nos acolheram. Nesta bela cidade tive a oportunidade de participar e comandar todos os trabalhos, inclusive a Estrela Candente, e reabastecer o plexo para este que deve ser nosso último ano nas terras que nosso amado Pai Seta Branca pisou encarnado.

Tenho que agradecer a este irmão que nas longas conversas identificamos tantos ideais em comum. Agradecer as oportunidades, o carinho de sua Ninfa e esposa Rosângela com minha família e principalmente o sentimento de fraternidade que constatamos permanecer vivo entre os verdadeiros jaguares!

Ainda sobre Aracajú tenho que registrar o apoio de nossa querida amiga Karla Leão! Karlinha: que o Pai lhe cubra de benções neste ano. Você estará em nossas lembranças e orações!

De Aracajú partimos para a belíssima festa cigana em Propriá, terra que recebeu Tia Neiva como sua filha. Uma belíssima e organizada celebração sob o comando do Mestre Altran e sua Ninfa Denise. A eles também registro meu agradecimento pela acolhida e receptividade. A energia cigana manipulada da maneira correta: com festa, música e sem fanatismos.

Acompanhados do Mestre Valteilton, sua Ninfa Rosângela e jovem Yuricy Soraia, visitamos o Canindé do São Francisco, conhecendo mais da rica cultura deste povo e do calor humano que tanto faz falta aqui na Bolívia.

Malas prontas para seguir para Palmas, no Tocantins, recebi o convite do Trino Ajarã para um jantar. Mudança de planos! Fomos recebidos por meus “padrinhos de Consagração”, em Brasília, Alberto e Valéria, e seguimos para Formosa, na residência de Figueiredo e Núbia para um jantar inesquecível. Inesquecível pela comida fantástica e pela oportunidade de estar ao lado do Tio Beto por tanto tempo... Muitas novidades para os Templos do Acre e Rondônia, estarei comunicando nos próximos dias.

Dia seguinte partimos para Palmas: rever minha “filha adotiva” Mylena, meu grande irmão Márlio e vários amigos que por lá deixamos em nossa última estadia.

As cachoeiras em Taquaruçu revigoram o físico, a alma e o espírito! De lá, as forças estavam completas para retornar. Foram ao todo quase 12.000 km de alegrias, percepção, encontros e reencontros e, para a família, principalmente, tempo para estar juntos e observar o quanto ainda precisamos evoluir em nossas personalidades.

Perdoem se o texto de retorno não é o que esperam, mas era necessário dar satisfação desta ausência, agradecer e afirmar: o Exílio do Jaguar continua! Em breve: o “Retorno do Jaguar”.

Um fraterno abraço, pedindo perdão por não poder citar a todos neste texto (no Facebook postarei as fotos com pequenos comentários de cada um),


Kazagrande e família