Frequentando outro Templo

terça-feira, 24 de março de 2015


“Quando estiver em Roma, faça como os Romanos.” (Dito popular)

Muitos médiuns me escrevem buscando orientações sobre como agir estando em outro templo.

Nossas leis são as mesmas para todos os Templos, porém cada local começou de uma maneira diferente. Alguns iniciaram pela reunião de médiuns formados em povos diferentes, outros a partir do zero, somente com o casal que chegou na cidade e começou a missão. Alguns partiram do Templo Mãe, outros da rama, da rama, da rama de um Adjunto de Raiz...

Também contam as condições materiais... Alguns começam com muito pouco dinheiro para as despesas, em uma simples “choupana”,  outros desde o início já possuem recursos para construir uma “miniatura” do Templo Mãe. Conta também o espaço físico, casas alugadas improvisadas, terrenos “limpos”, e também aqueles que “já começam com tudo”, porque podem ou possuem merecimento.

Enfim... um início diferente marca a necessidade de adaptações do físico, do financeiro, e isso inevitavelmente influencia no andamento da missão.

Temos que considerar que os templos que começam do zero levam tempo para poder formar a primeira mesa evangélica. Para terem suas Piras, Radar e até mesmo móveis corretos para os atendimentos.

Por isso, ao frequentar um Templo, temos que ter total respeito pela missão dos que ali começaram! Não sabemos as dificuldades passadas e as improvisações necessárias para que tudo pudesse caminhar.

Porém... Podemos esbarrar com “outras” diferenças. Diferenças na condução dos trabalhos.

Neste ponto entendo que não trabalhamos em dúvida! Se for para fazer de má vontade ou preocupado se isto ou aquilo está correto, é melhor não fazer. Vou dar um exemplo prático:

Você chega a um Templo e lhe convidam para um Trabalho que você não conhece. Creio que é preferível observar antes, para poder aprender ou contar com alguém que lhe apoie, desde que o trabalho esteja em nossas Leis.

Outro: Convidam-lhe para um trabalho “fora da lei”, que não está registrado no Livro de Leis, nem no Realinhamento. Tipo conversar com sofredores, desobsessões direcionadas, trabalhos fora do Templo, curas estranhas com vários Aparás e médicos “especialistas”, trabalhos Iniciáticos em templos evangélicos, e outros. Se lhe convidam para isso, Salve Deus! A consciência é sua e a responsabilidade também. Eu não participo! Mas se você for lembre que o risco é grande e ficamos sem a proteção das Leis do Amanhecer.

É comum encontrar grandes médiuns, principalmente Aparás, que se sujeitam aos pedidos de trabalhos estranhos à Lei, com suas vidas “arrebentadas” ou deixando a Doutrina.

A cartilha de comportamento que sugiro é respeito! Tenha muito respeito mesmo que não concorde, mesmo que sua consciência lhe impeça de participar.

“Mestre, e se eu chegar em um templo que me impedirem de trabalhar porque sou de outra denominação jurídica, que que eu faço?”

Salve Deus! Se impedirem você de emitir, não importa! Ainda teremos a Mesa e os Tronos, ali alcançaremos nossa evolução. A Mesa Evangélica e os Tronos não são propriedade de nenhuma denominação jurídica.

Agora se lhe impedirem até mesmo de ir à Mesa e aos Tronos, agradeça ao Pai, porque quem lhe impediu de trabalhar está assumindo todos os irmãozinhos que estavam destinados a você encaminhar neste dia. Você ganhou sem trabalhar e alguém pagará esta conta.

Kazagrande

(Obs.: Estamos falando de “ir a outros Templos”, não de médiuns em desequilíbrio que necessitam de reciclagem até mesmo para manipular nos templos em que foram formados. O médium sem humildade no seu modo de tratar os outros perde o respeito da Corrente Indiana do Espaço).

Sem medo de recomeçar! – 20/03/2015

sexta-feira, 20 de março de 2015


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Em nossas vidas muitas vezes tivemos que “recomeçar”.

Nem sempre é fácil, pois implica em engolir o orgulho, aceitar as limitações do momento, e, em algumas vezes, até mesmo voltar atrás.

É preciso rever conceitos, identificar onde estivemos errados e fundamentalmente olhar sem máscaras para nossas atitudes. Deixar de querer se justificar é o primeiro passo!

Entender que se algo deu errado é porque existia verdadeiramente algo errado em nós! Em nossas atitudes,  em nossas escolhas, nas palavras que insistimos em proferir, nos pensamentos que cultivamos.

Quem vos fala é o “rei do recomeço”... Incontáveis vezes em minha vida tive que render-me à situação que se apresentava e tentar de novo! Demorei muito para entender estes conceitos básicos que escrevi acima. Errei, errei de novo, me revoltei, questionei tantas vezes nossos Mentores, até que, sob a “varinha de Pai João”, entendi!

Em diversas ocasiões escrevi para vocês sobre a necessidade de deixar de lado a “síndrome da justificativa” e assumir onde falhamos. Escrevi em uma tentativa de evitar que outros tenham que passas pelas mesmas portas estreitas que passei, pois em nossa vida basta seguir o caminho natural. Basta seguir adiante quando naturalmente a vida nos impele às mudanças. É preciso coragem e abandonar por completo o orgulho.

Temos que encarar as mudanças e recomeços como oportunidades de evolução, jamais com revolta ou tentando empurrar para as Entidades a responsabilidade de dizerem “que estou fazendo de errado”. Descobrir seus “vacilos” é uma tarefa sua!!! Só sua!!! Tentar empurrar isso para um Mentor é maldade com o Apará que não poderá ouvir dos céus a resposta que está dentro de você.

Hoje, mesmo com a vida estabilizada, outro desafio se aproxima: Retornar ao Brasil! Puxa... Aqui estava tão tranquilo... Mas se a vida naturalmente apresenta esta necessidade, Salve Deus! Mais um recomeço a vista! Sem medo! Sem orgulho ferido!

Somos Jaguares! Viemos para evoluir e encaminhar espíritos! Cumpriremos!

Kazagrande


A Primeira Contagem

quinta-feira, 19 de março de 2015


Contou-me certa vez, meu instrutor e amigo Bálsamo, esta pequena história, que seria a realização do Primeiro Trabalho de Contagem no Vale do Amanhecer.

Uma das primeiras missões que recebeu no Vale foi o comando da Estrela Candente, ainda em um tempo que a luz para a terceira Consagração era à base de lampião a gás, e para completar o grupo mínimo de quatorze pares, era necessário ir de porta em porta procurando médiuns de boa vontade para participar.

Era agosto de 1976... Naquela manhã ele despertou “inexplicavelmente” mais cedo que o normal. Sete e meia da “madrugada” (no Vale, na época de Tia, este horário, em função dos famosos “corujões”, era muito cedo mesmo!), ele já estava a caminho da Casa Grande para buscar a bolsa com a Lei da Estrela, recém ditada por Vovô Indú.

Pensava em “pegar” a bolsa sozinho, e ir tranqüilo para a Estrela pensar um pouco na vida.

Porém ao chegar, uma das mocinhas do Orfanato já estava na porta e foi dizendo:

- A Tia já está na Estrela lhe esperando!

Pensou: “Vixi”... A Tia na Estrela a esta hora?

Chegando lá entendeu por que...

A “chefe” (ele gostava de contar sempre chamando a Tia de “a chefe”) estava com as mãos na cintura, bem no meio da Estrela com “aquele olhar”... Distante, penetrante, com um silêncio profundo.

Imediatamente percebeu o quê se passava: No piso da Estrela estava uma “macumba das grandes”. Tinha de tudo! Farofa, vela, charuto, bonequinhas de vodu, tesouras, fitas, bebidas... Tudo colocado lá dentro da Estrela!

Conta que parou ao lado de Tia e esperou que ela se manifestasse após algum tempo ainda em silêncio:

- Bálsamo! Tiãozinho está pedindo para que você tenha muito carinho com o comando da Estrela de hoje. Também pede para que avise que não devem usar sal e perfume na primeira consagração, colocaram umas “coisas” lá. Já pedi para as meninas virem limpar tudo, e depois da primeira consagração já vai estar tudo desimpregnado.

Falou assim... De forma firme e segura. Com uma naturalidade que somente a mediunidade dela poderia transmitir.

Ninguém, exceto as meninas que fizeram a limpeza, ou alguma pessoa mais próxima de Tia, ficou sabendo do ocorrido antes, ou durante as consagrações, que foram executadas seguindo a recomendação de Tiãozinho.

Após as três consagrações, desceram todos para o Templo e Tia aguardava junto ao Radar. Pediu para que as Entidades nos Tronos desincorporassem, e após todos acomodados, com os Aparás de pé, iniciou as Invocações. Terminou pedindo a presença do Povo de Cachoeiras e das Sereias de Yemanjá. Nesse momento ela mesma iniciou o Mantra das Ninfas.

A emoção contagiou a todos, era algo inédito aquele trabalho!

Ao terminar o Mantra, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, Tia Neiva pediu aos Médiuns de Incorporação que desincorporassem. Os Aparás, também, tinham lágrimas nos olhos.

“Todos estavam em estado de êxtase; amparados pela magia, encantos... Meu Deus, como traduzir... !?” (Bálsamo)

Então pediu que todos em conjunto emitissem o Mantra de Simiromba, e, ao final, pedindo total sintonia, dirigiu três Elevações em conjunto.

Tomada pela emoção do momento, lutando para manter a razão face a grandiosidade que se operara, ela falou:

- Meus filhos, pelos olhos que entreguei a Jesus a bem da verdade, trezentos exús voltaram para Deus. Salve Deus, meus filhos, graças a Deus!

Após essa realização, este trabalho ganhou forma definitiva e foi entregue para ser conduzido pelo Trino Araken.

Mais um fato interessante se passou algum tempo depois, ainda referente a esta história:

Em uma aula de Centúria, Tia Neiva e seu Mário (Trino Tumuchy), estavam presentes, acompanhando o Trino Araken. Em determinado momento ela contou a história dizendo que o líder da legião tinha por objetivo destruir a Estrela. Assim, enviou todo o seu povo para lá, mas “macaco velho” que era, ficou de fora e acabou escapando. Quando deu por si que tinha perdido todos seus componentes, virou sua ira contra o “pai de santo” que foi preparar a macumba. Contou então, que o tal “pai de santo” só teve um jeito de escapar da terrível cobrança: entrou para a Doutrina do Vale do Amanhecer.

- Meus filhos, ele agora é um de vocês! Um Centurião!

- E quem é ele Tia? – perguntou um dos Mestres Presente.

- Ah... De jeito nenhum! Se eu contar vocês derretem ele na vibração!

Todos deram um alegre riso.

Salve Deus!

Kazagrande

Problemas?

quarta-feira, 18 de março de 2015


O pior problema que podemos passar é aquele que criamos...

Ensinam-nos “por aí”, que se deve aproveitar o momento, mas não avisam das conseqüências futuras.

Nos alimentamos de forma errada, não cuidamos direito do corpo físico e por vezes abusamos do que sabemos que deveríamos evitar.

Perdemos oportunidades...

Perdemos tempo...

Aceitamos o mais fácil ao invés do querer o melhor.

Quando juntamos tudo, entramos em depressão.

Porém, sempre é possível recomeçar, buscar forças para fazer direito agora... Não na próxima vez... Agora!!!

Esperança é um dom a ser despertado.

Criamos o problema... Somos capazes de sair dele.

Dependerá da força da vontade, da disciplina da certeza do que se quer de verdade.

Podemos atingir todos nossos objetivos, a partir de agora, ou na próxima encarnação...

Compreender as pessoas, tolerar e aprender a amar, permite uma vida muito mais exitosa.

Ingressar em atalhos e querer tudo mais fácil, não é uma forma de se aprender a lição que nos trouxe de volta a este plano.

Disciplina! Pai João sempre recomenda e aplica! Disciplina acompanhada de compromisso, esforço e dedicação.

Para viver bem é necessário deixar de criar problemas, e passar a criar uma vida melhor... Melhores relacionamentos, melhores comportamentos, melhores reações.

Agora é hora! Hora de colocar-se acima dos problemas e ao lado das soluções. O que não pode ser solucionado já não importa mais. Passou! Tome suas decisões, tenha disciplina e assuma o compromisso em fazer a diferença em sua vida, na vida dos que confiam em você, dos que dependem de você.

Cada dia se aproveita sim! Mas vivendo a semear um futuro melhor. Semear o vento, obriga a colher tempestades. É hora de semear a Luz e colher o Sol em nossas vidas.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

Como concentrar-se na Mesa Evangélica

terça-feira, 17 de março de 2015


Antes de iniciarmos o primeiro Trabalho do dia, que invariavelmente deveria ser a Mesa Evangélica, ficando a exceção apenas para os Prontos Socorros que ainda operam em regime de urgência, existe todo um preparo.

Ao colocarmos o uniforme iniciamos um processo que nos conduzirá ao contato com nossa Individualidade. Deixamos de lado nossos problemas e aflições e passamos a considerar que o atendimento ao paciente, encarnado ou desencarnado, é o mais importante dever do dia.

Passamos por um processo completo de mediunização, onde os mantras e nossa preparação, nos dão a condição de participar da mesa Evangélica, já devidamente interiorizados em nosso espírito.

Perguntaram “em que pensar? como me concentrar na Mesa Evangélica?”. Abordemos este tema sob a ótica de nossas duas diferentes mediunidades desenvolvidas: Doutrinador e Apará.

O Apará, Mestre ou Ninfa Lua, tem normalmente uma maior faculdade de desprender-se das necessidades de concentração. Sua mediunidade já leva um pequeno entorpecimento do sistema de vigília, e um suave relaxamento se passa no momento que se dispõe a preparar-se para a incorporação.

Na Mesa Evangélica não é diferente. Deve deixar a mente livre de pensamentos pré-concebidos e entregar-se a projeção que recebe. A chamada para incorporação dos irmãozinhos é a chave para fechar as mãos, cruzar os braços e ser o perfeito aparelho de integração entre aqueles que necessitam do magnético humano para partir rumo a uma nova jornada.

Este trabalho foi destinado aos nossos irmãos recém-desencarnados, que necessitam de fluído, para recuperar parte de suas forças, afim de acompanharem seus mentores.

As ditas “Mesa Pesadas” não são um trabalho trazido pela Clarividente. Excepcionalmente, pode-se realizar uma Mesa Especial de Centuriões, como o Trino Araken concebia, visando direcionar a energia de maneira claramente desobsessiva para determinado evento ou pessoa.

O tal “peso”, de algumas Mesas, é trazido pela falta de preparo dos médiuns participantes, que trazem suas energias pesadas e externam seus próprios problemas.

O Apará equilibrado vai à Mesa para cumprir o papel que a ela foi destinada: Receber os irmãozinhos recém-desencarnados, doar a energia e permitir que sejam rapidamente encaminhados pelos seus Mentores.

Deste modo, a concentração é apenas na doação de energia a ser fornecida e ao esclarecimento promovido pelo Doutrinador.

Já o Doutrinador, concentra-se expandindo sua percepção. Trabalha a Doutrina com amor e procura sentir cada palavra proferida como um bálsamo a ser entregue aos que ali chegam ainda desorientados e enfraquecidos.

Sua postura de carinho, respeito e total dedicação, é a verdadeira e necessária concentração.

Kazagrande

Trabalho Especial de Tronos

segunda-feira, 16 de março de 2015


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

A realização de um Trabalho Especial não visa em absoluto a abertura de comunicação de sofredores nos Tronos! Salve Deus! Como já foi registrado anteriormente, uma comunicação de sofredor pode desequilibrar a vida de um paciente e por em risco toda a estrutura trazida dos Planos Espirituais por nossa Mãe Clarividente. Um sofredor não possui compromisso com a verdade e pode manipular a situação a seu bel prazer.

É claro que todos nossos trabalhos são especiais e devem ser realizados com todo nosso amor espiritual para com os pacientes encarnados e desencarnados. Porém, consideraremos uma recomendação dos nossos abnegados Pretos Velhos para um específico paciente, de passar em um Trabalho Especial.

Quando isso ocorre, o procedimento é passar o paciente por três Tronos. Os Comandantes do Radar devem ser avisados e soar a campainha. Assim, os responsáveis pelos Tronos ficam de sobreaviso para a possibilidade do paciente incorporar ou sentir algum mal-estar maior. Lembremos que a responsabilidade sobre o paciente é do Comandante dos Tronos, cabendo ao doutrinador que acompanha o Apará, seu cuidado exclusivo com o respectivo aparelho.

Dessa forma fica claro que:

Ao ser solicitado um trabalho especial nos tronos, ele deve ser imediatamente viabilizado. Conta-se o Trono de recomendação como o primeiro, e o paciente passará por mais dois.

O Comando no Radar deve ser avisado e soar a campainha (sineta).

No caso de haverem mais pacientes passando normalmente pelos Tronos, deverá haver um Comandante a mais, disponível para atender ao paciente, se necessário for.

Este paciente terá prioridade sobre o restante da fila de atendimento. Ou seja, ao sair de um Trono poderá ocupar imediatamente outro, sem necessidade de passar pela fila novamente. Não havendo Trono disponível, aguardará fora da fila.

Após o atendimento nos três tronos, as recomendações das Entidades devem ser seguidas normalmente.
Kazagrande

Sequência completa:
·   
   *  O PEDIDO: A Entidade avisa ao seu Doutrinador responsável sobre a necessidade da realização de um Trabalho Especial, ou seja, do paciente passar por três Tronos.

· REGISTRO NO COMANDO DOS TRONOS: O Doutrinador responsável pelo atendimento chama o Comandante dos Tronos e comunica o pedido.

·    *  REGISTRO NO RADAR: O Comandante dos Tronos se dirige ao Orixá do Dia e registra no Radar a necessidade.

·     *   REGISTRO NA ESPIRITUALIDADE: O Orixá do Dia toca a sineta de alerta e registro nos Planos Espirituais.

·   *  TODOS EM ALERTA: Um dos Comandantes dos Tronos fica a disposição para atender o paciente em suas necessidades e outro segue com o trabalho normal, não havendo mais de um Comandante nos Tronos, um Centurião deverá ser encarregado de posicionar-se temporariamente no Comando dos Tronos.

Este é o Trabalho Especial, sem mistérios, sem comunicações de sofredores e claramente efetivo! Vejam o que fiz Tia Neiva:

“Em muitos casos, as perturbações mentais dominam o homem de um modo clínico, pois todos os transtornos são de motivos psíquicos, profundos, dolorosos, de acordo com a sensibilidade do caso, da região afetada alucinatória. Devemos considerar o fator psíquico mesmo que seja no pé. Temos que destacar com um trabalho desobsessivo.

Me faz lembrar de um homem que tinha uma grande dor na espinha a ponto de não poder sentar-se. Não podia mais andar. Os médicos tiraram diversas radiografias e o homem sempre pior. Chegou ao Templo em uma cadeira de rodas, que mal podia sentar. Cheguei também na hora. Quando me viram foram dizendo:

- Este homem teve meningite e ficou com este defeito na espinha. O coitado ficou aleijado e o médico diz que não tem nada, é um absurdo!

Percebi que se tratava de um ELÍTRIO. Mandei que passasse em três tronos. Os Pretos Velhos mandaram que ele voltasse e, por fim, encontrei o homem restabelecido.”


Tia Neiva, em 16 de março de 1978

Caindo as máscaras - Paciente de Uniforme -2

terça-feira, 10 de março de 2015


“Seu padrão vibratório é a sua sentença!”

Será que já refletimos realmente na profundidade desta pequena frase, tantas vezes repetida?

Ao desencarnarmos não temos mais como fingir de bonzinho. Nossa aura reflete exatamente aquilo que fomos durante esta encarnação. Nosso egoísmo, nossa vaidade e orgulho, nossas mágoas, nossos verdadeiros sentimentos estarão estampados nas cores de nossa aura... A máscara cairá!

Muitas vezes vamos para o Templo carregados de intenções pessoais e objetivos materiais, esquecendo que trabalhar espiritualmente é uma missão, que só terá valor se houver um total desprendimento. Por isso aprendemos, desde as primeiras aulas, no Desenvolvimento, que deixamos nossa personalidade do lado de fora do Templo, ao entrarmos devemos buscar nossa Individualidade.

Quantos de nós ainda sofrem, e carregam suas dores para dentro do Templo, pensando que “rezando vão resolver tudo”?

Colocam suas armas, seus uniformes e vêm para o Vale rezar para a vida melhorar... Mas será que é assim mesmo? Que rezando, trabalhando espiritual a vida melhora?

A resposta é: depende!

O Trabalho espiritual por si só não vai mudar sua vida. Nossos Mentores e tantas Entidades de Luz que nos assistem e auxiliam, não vão poder simplesmente “ajeitar” sua vida por conta dos trabalhos que realizamos. O quê muda a sua vida é o seu padrão vibratório! Por isso aquela frase inicial de que esta é a sua sentença...

O que deve ocorrer com o médium, que vem para trabalhar com a mente voltada exclusivamente par a caridade, é um aumento de sua tônica vibracional. Ele deixa de preocupar-se com seus próprios problemas, deixa de pensar neles, e se dedica a auxiliar o próximo, ao desconhecido, encarnado e desencarnado. Mediunizado, emite sua emanação de amor em favor daqueles necessitados que nos são confiados e encaminhados. Não fica pensando em seus problemas, seus desejos e paixões. Entrega-se por completo à realização espiritual e deixa de lado tudo o quê lhe aflige.

Com esta atitude de desprendimento, seu padrão vibratório naturalmente se eleva. Ele passa a pensar nas coisas boas que está realizando, na ajuda que está prestando, envolve-se pela Luz de nossos Mentores e entra em um “estado de graça”.

Assim, ao sair do Templo, sente-se realizado, forte e com condições de enfrentar todos os problemas que havia deixado do lado de fora. Com o padrão elevado, passa a poder receber a energia de nossos Mentores e seguir com sagacidade às intuições que lhe chegam. Literalmente fica conectado com a Luz e torna-se capaz de poder direcionar sua vida de uma forma positiva e produtiva.

Passa a atrair naturalmente outras coisas boas. Com certeza a maioria já ouviu falar da Lei da Atração... Pois ela funciona mesmo! Quando estamos bem e mentalizando coisas boas, estaremos atraindo mais coisas boas, e as boas energias e intuições de nossos Mentores encontram acesso!

Nossa vida vai melhorar materialmente, sentimentalmente, fisicamente em função de nosso padrão vibratório.

Ao mesmo passo, quando vamos ao Templo visando nosso egoísmo, melhorar a nossa vida por conta dos trabalhos espirituais para nós mesmos, vergonhosamente entrando na fila da Indução antes de iniciar qualquer trabalho, pensando primeiramente em nós, em nossa vida, em nossos problemas, em nossos desejos, passamos a ser o pior dos pacientes: o paciente de uniforme!

Chegar no Templo pensando em qual problema vai mentalizar primeiro, passar na Mesa rezando por si próprio, ir aos Tronos e primeiro atender a si mesmo, consultar o Preto Velho enquanto os pacientes estão ali, vibrando para que você termine logo e comece a atender, ou ainda o Apará que fica “mandando recados” para o aparelho... Salve Deus!

Seus Mentores sabem exatamente o quê você precisa! Você só precisa estar em condições de receber a ajuda que tanto pede. Para isso deve servir o Trabalho Espiritual, para desprender-se de seus problemas, dedicar-se na Lei do Auxílio e sair do Templo sentindo que sua vida também pode mudar! Que tudo pode se resolver.

O atendimento nos Tronos é para o paciente. Paciente é que consulta com o Preto Velho. Se o Doutrinador tem necessidade de ouvir alguma mensagem ele receberá no final do Trabalho, mas creiam, estando atentos e em sintonia, a mensagem que você precisa vai chegar através de um paciente, que passará com um problema semelhante ao seu! Dispensando a “consulta” final.

Entidade de Luz não “manda recado” para o Aparelho! O Apará é consciente e irá lembrar do quê precisa lembrar ao desincorporar. A maioria das lembranças se desvanece ao encerrar o atendimento, mas o quê o Apará precisa saber, isso fica marcado, a mensagem não se apaga. Seu Mentor sabe do que você precisa, eu repito.

Uma triste verdade: Pai Seta Branca não tem agência de emprego! Se precisamos de um emprego para nos sustentar, temos que procurar emprego! Rezar em casa, pela manhã, mentalizar seus objetivos, pedir auxílio e sair com aquela energia boa que nos envolve ao nos mediunizarmos em nossas orações. Muito preferem se “internar” dentro do Templo esperando que o emprego caia do Céu... Salve Deus!

Outras tristes verdades: Tiãozinho não tem agência de matrimônio, e o Teacher não é um Banco ou o dono dos números da Mega Sena!

Para encontrar um emprego você tem que se esforçar, acordar cedo, levar currículos, sorrir o dia todo para todas as pessoas e se fazer lembrar como alguém que pode ser útil dentro de uma empresa. Ninguém quer ter ao seu lado no trabalho um “coitadinho”. As pessoas querem gente disposta, com iniciativa e alto astral, todo empregador está a espera da chegada de uma pessoa assim para lhe auxiliar.

Para encontrar alguém que lhe complete sentimentalmente, nós temos que estar emitindo coisas boas. Naturalmente iremos atrair pessoas boas e despertar nelas o interesse de estar com a gente. Muitos médiuns, principalmente as Ninfas, reclamam sempre que só encontram “tranqueira”. Com certeza são estes que seu padrão vibratório está atraindo. Mesmo nas cobranças mais terríveis, a atração se dá primeiramente pelo padrão vibratório similar dos dois. Tiãozinho pode ser o protetor dos casais harmonizados, mas não tem tempo para perder com lamentações, lembre que você só atrai quem está no seu padrão... Com o padrão elevado você pode até ter uma “ajudinha”.

Sonhar com a Mega Sena, com tudo de bom que poderíamos fazer, pode até ser uma saudável forma de elevar o seu padrão... Mas daí a ficar plantado pedindo para o Teacher lhe dar a intuição dos números?... Salve Deus!

Quando iniciei este texto, agora pela madrugada, pensava nas máscaras espirituais que caem ao desencarnarmos. Terei que escrever sobre isso em outra ocasião.

Kazagrande

Paciente de Uniforme 1 - Interrogando as Entidades

segunda-feira, 9 de março de 2015



“Nada que provém da Luz é inútil!”  

Sempre insisto muito com esta frase pelo fato de ser uma verdadeira “chave” para desmistificação. Uma entidade, uma intuição, uma comunicação, somente será proveniente da Luz, se efetivamente trouxer algo bom e produtivo.

Infelizmente existem os médiuns que levam os desejos de sua personalidade para um trabalho espiritual, onde somente a Individualidade deveria permanecer, e com isso apresentam perguntas desprovidas de real valor espiritual para um missionário interessado em cumprir sua missão de auxiliar aos menos esclarecidos e encaminhar nossos irmãozinhos.

Vamos refletir com clareza sobre a necessidade de interrogar uma Entidade sobre encarnações passadas, por exemplo. Primeiramente, sabemos que tivemos a bênção do esquecimento, provida por Deus, pela necessidade de estarmos livres de preconceitos, em uma nova jornada e também para não nos prendermos às tristes lembranças de um passado onde falhamos por não saber amar.

Especular sobre este assunto é uma grande falta de preparo para quem assume uma missão a ser cumprida na Individualidade. É mais do que isso, é uma total insensatez! Querer saber se foi rei ou rainha, comandante ou princesa, se teve riquezas, reajustes com histórias dignas de virar filmes... Salve Deus!

Qual a utilidade? Se houver alguma, a informação chegará em uma hora precisa e sem a necessidade de qualquer pergunta a respeito. Por vezes, em um reajuste pesado, nossos Mentores consideram que poderá ser de valia se você tiver consciência que passa pela situação, em função de um passado vivido e que pode lhe ajudar a aceitar o presente. Mas, isso chega naturalmente, sem perguntas, sem forçar!

Insistir com questionamentos infantis é buscar a mistificação! Pensemos em como fica o médium incorporado ao “ouvir” este tipo de questionamento. Por vezes a Entidade até “vislumbra” o passado do inquiridor, mas sabe que de nada valerá expor a situação de um passado esquecido pelo amor de Deus! E o médium, acuado pela insistência das perguntas, por vezes acaba “soltando” o quê não deve, ou até mesmo mistificando uma comunicação.

Não posso crer que seja tão difícil compreender que ao entrarmos no Templo uniformizados, não somos mais o José, ou a Maria! Somos “o nosso espírito”, dotado de uma experiência transcendental e que está ali somente para servir! Para se doar!

Do contrário, será apenas um paciente de uniforme! Paciente pode tudo, pode perguntar o quê quiser, chorar todas as suas mazelas e receber o consolo e apoio pela emanação das Entidades. Sabemos que JAMAIS uma Entidade de Luz proverá o quê não seja verdadeiramente útil.

Impensados doutrinadores com perguntas pessoais, tomando o tempo de atendimento dos necessitados, ou vaidosos aparás com “historinhas” de encarnação e vidências sem qualquer aproveitamento útil, não passam de pacientes de uniforme!

É hora de avaliar nossa conduta! De sentir nossa missão! É hora de compreender que quando vamos ao Templo, vamos para servir, e não para ser servidos ou manifestar nossos pensamentos pessoais. Do contrário, é melhor continuar como paciente. O médium que assume sua missão, é aquele que compreende que tem o quê fazer pelos outros, e coloca sua missão acima de seus desejos pessoais. Coloca seu uniforme para abandonar a personalidade e identificar-se perante a Espiritualidade como Servidor da Luz.

Havendo necessidade, a mensagem chegará! Nos Tronos, em um Alabá, em um Angical... Sem precisar perguntar, sem forçar, apenas porque nossos Mentores sabem nossas reais necessidades e no momento em que estivermos preparados, e houver utilidade, tomaremos conhecimento do que nos é proveitoso.

Kazagrande

Escolhendo o Preto Velho

quinta-feira, 5 de março de 2015


Quando um paciente (seja médium – não nos cabe julgar – está sem uniforme é paciente) ou não, ingressa em uma fila de atendimento dos Tronos, todo um preparo espiritual para aquele atendimento se inicia.

Uma verdadeira Contagem de forças é realizada para que o paciente passe com a Entidade que esteja dentro da seqüência de trabalhos que ele necessita para aquele dia. Já repararam como o término de um atendimento é diferente? Como em algumas situações a Entidade se estende com um assunto simples e outras rapidamente encaminha o paciente para outro setor, mesmo parecendo casos “idênticos”? Pois é... Nós não vemos, o Apará normalmente não sabe, mas está ocorrendo uma Contagem para que determinado paciente passe com a Entidade que a ele foi designada naquele dia.

Quando o paciente “rompe” esta Contagem, escolhendo a Entidade, ou melhor dizendo, o Apará com o qual deseja passar, ele está saindo de todo um preparo que estava sendo realizado desde o momento em que decidiu ir ao Templo.

Infelizmente situações como estas são comuns, e se passam exclusivamente pela falta de esclarecimento. Todas as Entidades que se manifestam nos Tronos, para o atendimento e comunicação, são Entidades de Luz! Não é um supermercado onde se escolhe pela “marca do produto”. A afinidade com o Apará não pode ser considerada como fator confiabilidade, pois quem atende é a Entidade e esta pode estar no “mais perfumado” ou no médium de uniforme mais surrado.

Um paciente “novato” pode querer consultar com a Entidade seu conhecido, do médium que o trouxe até o Templo, mas isso só deve ocorrer naturalmente, se ao chegar sua vez de ser atendido, seja encaminhado justamente para este Trono... E creiam, isso se passa com freqüência e naturalidade. Sem forçar, sem criar situações desagradáveis.

Por outro lado, o Comandante escalado para o setor de Tronos deve ser um médium verdadeiramente preparado. Entenda-se preparado como aquele que tem consciência que rege um trabalho de Luz e a Humildade, Amor e Tolerância são os pré-requisitos fundamentais! Além é claro da elegância e o fraterno sorriso acolhedor, característico de quem verdadeiramente abandona a personalidade e trabalha na Individualidade dentro do Templo.

Ao deparar-se com pacientes que desejem “escolher” a Entidade, deve ser firme, esclarecer com educação e tranqüilidade os motivos pelos quais se deve obedecer a Contagem Espiritual que se faz presente nas filas de espera. Porém, face a insistência daqueles que depositam sua fé nas aparências, não deve se desarmonizar e deixar que se coloquem a mercê dos próprios desejos e não dos caminhos traçados pela Espiritualidade... Salve Deus! O livre-arbítrio é soberano.

Mas Mestre, eu não posso escolher o Preto Velho com quem tenho afinidade de passar então?

Salve Deus! Você têm fé? Se tiver fé, saberá que a Espiritualidade lhe encaminhará exatamente para onde seu merecimento e sintonia permitirem!

Kazagrande

A Cura Desobsessiva


Mas afinal o quê é a Cura Desobsessiva que tanto falamos deste o início de nosso Desenvolvimento?

Costuma-se dizer que todos os Trabalhos do Vale do Amanhecer são voltados para a Cura Desobsessiva, mas por quê?

Vemos acontecer curas físicas em nossos Templos. Houve uma época em que atrás do Randy, entre a mureta de entrada e a que separava a área do trabalho, ficavam depositadas cadeiras de rodas e muletas. Muitas deixadas por pacientes que já não necessitariam mais delas (outras para uso dos que delas necessitassem, facilitando sua locomoção no Templo). Dessa forma se pode acreditar que a Cura Física também seria operada... Mas será isso mesmo?

Vamos então compreender o quê realmente se passa nos Trabalhos, para que a resposta naturalmente nos alcance.

Ao chegar nos Tronos o paciente é recebido pelo Doutrinador e pela Entidade de Luz. A Entidade avalia o quadro espiritual do paciente. Não importa se ele vai contar sua vida e os seus dramas pessoais. Sobre este aspecto a Entidade no máximo emite suas mensagens de amor e acolhimento, sem jamais interferir no carma da pessoa. O trabalho fundamental do Preto Velho é avaliar o quadro espiritual!

O Preto Velho verifica qual faixa cármica que a pessoa atravessa, quais os cobradores que foram trazidos e quais os que estão em condições de fazerem suas passagens, de acordo com a sintonia do Doutrinador. Vejam também porque é importante que o Doutrinador esteja em total sintonia com o trabalho: se ele não estiver bem e atento, aquela oportunidade pode ser perdida, sem que possamos avaliar o quanto foi investido para que aquele paciente e seus cobradores chegassem até ali.

Diante do quadro apresentando, a Entidade vai limpando a aura do paciente. Tirando suas impregnações provenientes de diversas origens (dos lugares por onde passa ou freqüenta, dos obsessores, das vibrações emitidas por quem convive, etc.).

Em determinado momento, enquanto o mentor do paciente negocia com os cobradores, a passagem é permitida, e de acordo com a sintonia do par e o merecimento do paciente, o irmãozinho pode ser encaminhado. Nem todos são, mas consideremos neste caso que sim, o irmãozinho foi encaminhado.

A conversa entre a Entidade e o paciente proporciona a troca de energias, que vai revigorando sua aura. Com o padrão em alta, após o atendimento, e ainda por cima, após a passagem de algum irmãozinho que o acompanhava, o paciente sai naturalmente melhor e pode ser que a Entidade ainda considere propício que passe em outros trabalhos.

Sendo encaminhado para a Cura, poderá receber o reequilíbrio energético de sua aura. Seus chakras são realinhados e havendo algum elítrio, deslocado de sua posição original de cobrança, será também recolocado em seu devido lugar, e, quem sabe, iniciado o processo de libertação que poderá ser concluído na Junção.

Este deslocamento a que me referi, da posição do elítrio, pode ocorrer em função da freqüência em outras correntes. Uma pessoa que passa por diversos tipos de cultos e rituais, pode acabar mudando a posição original de um elítrio.
Ainda em nosso paciente imaginário... O paciente passou pela Cura, recebeu o reequilíbrio de seu perispírito e tendo um elítrio, ele passou a ser trabalhado.

Supomos que ele foi ainda encaminhado para a Junção. Neste trabalho é que efetivamente ele terá a oportunidade de libertar aquele elítrio! Os mantras luminosos que ali se emitem, em conjunto com a seqüência perfeita de passes do Doutrinador, permitem esta libertação, de acordo com o merecimento do paciente.

O paciente sai da Junção “nas nuvens”... Nem sente o cansaço! Está notadamente melhor. Se ele ainda foi recomendado a passar na Indução, vai receber ali mais uma grandeza. Na Indução é possível “romper as correntes”. Uma corrente é formada pela emissão contínua de energia direcionada, consciente ou inconscientemente. As correntes atrapalham principalmente a vida material da pessoa.

Assim, o paciente recomendado a “todos os trabalhos”, ainda passa na Linha de Passes para retirar alguma impregnação resistente ou mesmo alguma força esparsa que o possa ter atingido durante seu trânsito pelo Templo.

Visualizamos este rápido roteiro para compreender que ao passar pelas Entidades nos Tronos o paciente pode receber uma libertação, na Cura é reequilibrado, na Junção uma libertação de maior porte ainda pode ocorrer, na Indução é libertado das correntes e por fim na Linha de Passes sai “zero kilômetro” para levar sua vida. Isso é, claro de acordo com seu merecimento e principalmente seguindo rigorosamente a orientação dos Pretos Velhos nos Tronos.

Caso o paciente tenha chegado com uma doença física, provocada pela triste situação que seu quadro espiritual apresentava, obviamente vai sair curado! Curado fisicamente também! Porém a maioria das vezes, o quadro espiritual apenas mascara a condição física. E ao passar pelos trabalhos, seguindo a recomendação de procurar novamente o “Médico da Terra”, este, por sua vez, irá cumprir seu papel encontrando a causa física da doença que tanto procurava antes e nada via.

A recomendação de outros trabalhos, como o Randy, por exemplo é dada em caso específicos e mesmo sendo mais complexo o seu funcionamento, a finalidade também é a mesma : a cura desobsessiva, a libertação espiritual e o encaminhamento dos irmãozinhos.

Somente uma Entidade de Luz pode avaliar o quadro do paciente, e somente nos Tronos é que se pode obter a recomendação de passar nos outros trabalhos (exceto a passagem pela linha de passes que é livre). Muitas vezes um paciente é recomendado a passar pela Cura, e encontrando a fila muito extensa resolve deixar para passar em outro dia. Salve Deus! Sua aura foi preparada para aquele dia, e a recomendação só vale para aquele momento específico avaliado pelo Preto Velho. Outro dia, só com outra passagem pelos Tronos e muitas vezes não receberá a mesma recomendação por uma condição diversa de sua aura e padrão vibratório.

Creio que assim podemos enfim compreender corretamente o quê é Cura Desobsessiva.

Kazagrande

Nossos Princípios Doutrinários

terça-feira, 3 de março de 2015


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Todos nós, no transcurso de nossas jornadas missionárias, vamos formando “Princípios Doutrinários Pessoais”, ou seja, nossa interpretação própria da missão que cumprimos junto à Doutrina do Amanhecer.

Não falo dos Princípios Originais, aqueles deixados por Tia Neiva, que tratam de nossas Leis, Chaves, Orientações Ritualísticas e Hierárquica, que devem ser preservados a qualquer custo. Mesmo com as considerações das responsabilidades e intuições dos Adjuntos de Povo, que possuem “certas regalias”.

Falo da maneira como vemos a nossa jornada pessoal na execução de nossa missão!

Nossa maneira de interpretar, porque cada ser humano possui sua ótica formada em acordo com as próprias experiências pessoais, é que determina o grau de comprometimento que temos. Podemos ser aquele médium que apenas cumpre  sua missão, realiza seus trabalhos, colabora com a estrutura física do templo e não se importa com qualquer outro fato doutrinário; ou sermos aqueles que, por um compromisso espiritual, precisam se envolver nas decisões doutrinárias que afetam a todos.

Para os que, pela necessidade de seus karmas, encontram-se na posição de liderança, sejam como Trinos, Adjuntos, Comandantes, Primeiras e Regentes, a responsabilidade é maior! É um compromisso coletivo que precisa ser direcionado pelos princípios do caráter espiritual que possuem, desperto ou não.

O apoio à determinada ideologia vai pela afinidade com os objetivos de cada liderança.

Embora nunca tenha me manifestado a respeito de nenhuma “facção”, mesmo porque considero a Doutrina do Amanhecer por inteiro, respeitando nossa hierarquia da maneira como foi deixada por Nossa Mãe Clarividente Tia Neiva, expresso minha conformidade em cumprir a jornada que me é confiada.

Ser fiel aos Princípios Doutrinários Originais está acima de minha interpretação pessoal.

Acredito nas palavras, mas fundamentalmente observo as ações! Porém não basta observar as ações, é preciso também procurar entender e compreender nossos líderes. Ter real conhecimento da vida que levam e da missão que cumprem, para chegar a uma conclusão, que levará à “Fidelidade de Princípios”.

A maioria de nós nunca teve a oportunidade de se aproximar dos líderes encarnados de nossa Doutrina, e julgam apenas pelo “achismo” e pelo “ouvi dizer”. Isso é triste, porque não devemos expressar opiniões do que não temos certeza. A certeza reside em nossa experiência pessoal e não na ótica do outro.

Em minha jornada somente me decidi pelo que vivi! Assim como até hoje só escrevo das coisas que pelas quais passei, pedindo a Jesus que “fira-me se meu pensamento se afastar de Ti”.

Embora não comente, minha posição é clara! Não podemos ser os que concordam com tudo ou que vivem de migalhas que caem da mesa do Rei. É preciso ser consciente, conhecer e compreender aqueles que possuem a missão de estar a frente, para então dar apoio aos princípios que acreditam, ou não... Por esta consciência, sigo minha missão! Por esta consciência, pelo que sei e vivi, tenho a mente clara em meus princípios doutrinários pessoais. Salve Deus!

Kazagrande



 
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