Sua frequência no Templo

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Sei que muitos de nós nos perguntamos “qual deve ser minha frequência no Templo?”, afinal todos têm outros compromissos, existe uma vida familiar, social, material... E tantos fatores que são importantes para o equilíbrio de nossa vida física e emocional.

Por isso sua frequência no Templo depende exclusivamente do tipo de médium que você é, e do tamanho do compromisso que você assumiu.

Vamos passo a passo:

Quando entra para a Doutrina você tem o compromisso de não faltar às aulas, para que a sequência de seu Desenvolvimento mediúnico não seja interrompida. Este é seu compromisso!

Ao ser emplacado, passa a ter a necessidade de manipular a energia acumulada, frequentando o Templo de acordo com suas possibilidades, ou necessidade. Neste ponto já começa a delinear qual o tipo de médium que irá se transformar.

Com a Iniciação seu ingresso na Doutrina é confirmado e seu nome escrito no Grande Livro dos Iniciados dos Himalaias, passando a fazer parte integralmente da Doutrina do Amanhecer e da Corrente Indiana do Espaço. Seu compromisso é de um Retiro por mês.

Com a Elevação chega-se ao Mestrado! O compromisso assumido nesta Consagração é de realizar uma Estrela Candente por mês, além do Retiro já assumido com a Iniciação (em outra oportunidade comentarei sobre o médium dos Templos com Estrelas distantes geograficamente).

A Centúria traz a responsabilidade com os trabalhos Iniciáticos e Comandos, e quando recebe Cavaleiro, Guia Missionária e Ministro, passa a ter o compromisso de emitir ao menos uma vez por mês.

Chegando a Rama 2000, classificado ou como Ninfa de um Mestre com tal classificação, o compromisso passa a ser de estar presente em todos os trabalhos oficiais possíveis! Este é o principal motivo que sempre se recomenda que não corram atrás de suas classificações! Não é mais poder e força, e sim, MAIS COMPROMISSO!!! Forças? Tem que fazer valer a classificação, registrar espiritualmente seu prefixo pela sua atuação nos trabalhos, aí pode ser que as receba.

Padrinho e Madrinha têm a obrigação de acompanhar, aconselhar, estar presente junto de seus afilhados! Não o contrário... Não é o afilhado que fica buscando os dois, são eles que devem se fazer presentes em todos os trabalhos que sejam possíveis acompanhar o afilhado, e ainda estar alertas e disponíveis para aconselhar e auxiliar nas dificuldades. Ser Padrinho e Madrinha de um Adjunto de povo é um dos maiores compromissos da Doutrina do Amanhecer!

Assumir esta missão específica, bem como outras (Janatã, Lança Vermelha, Recepção, etc.), é espontaneamente agregar mais um compromisso em sua jornada. Não iludam com poderes e vaidades!!! Somente assuma se puder cumprir!

Existem muitos médiuns, mas poucos são verdadeiramente jaguares. O Jaguar tem compromisso! Sente falta de ir ao Templo, e não troca um trabalho espiritual por qualquer outra atividade que não seja verdadeiramente importante. Jaguar é Filho de Pai Seta Branca, o restante é apenas médium.

Com isso, percebendo seu compromisso, tendo consciência de sua classificação e da posição que ocupa, é que se pode definir “sua frequência no Templo”.
Salve Deus!


Kazagrande

Povo Delano

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


No dia 30 de Agosto de 2014, pela primeira vez o Templo de Rio Branco – AC, recebeu a Corte de Consagrações da Doutrina do Amanhecer.

Tive a grata oportunidade de estar à frente desta realização que pode levar a Centúria a este povo do Templo mais distante geograficamente dentro do Brasil.

Depois de 09 anos da fundação do Templo pelo Adjunto Ravan, movimentamos uma corte com 15 médiuns (02 de Santa Cruz de la Sierra – Bolívia, 06 de Cochabamba – Bolívia, 02 de Manaus, 02 de Brasília, 03 de Porto Velho).

Poderia ficar horas escrevendo sobre as emoções vividas... sobre os encontros e reencontros, sobre a magia dos Rituais, a energia fantástica que envolveu a todos nós... Mas esta postagem é para agradecer a este povo do Acre e Rondônia, a oportunidade que tive em poder servir.

Entendo que a função de Subcoordenador, ou Coordenador Regional, é somente para poder auxiliar ao Adjunto da casa. Para promover as Consagrações possíveis, para instruir, repassar a experiência vivida, e, acima de tudo: servir!!!

Eu, minha Ninfa e a pequena Corte que nos acompanhou nesta missão, fomos muitíssimo bem recebidos! A simplicidade, a humildade, o carinho e o respeito, tanto do Adjunto, como de sua Ninfa e de todo povo, permitiu que nos integrássemos com tranquilidade, afinal, somente fomos para poder ajudar! Seja no Ritual ou na louça a ser lavada!

Tudo transcorreu da maneira como aprendi: Com sintonia, alegria, fraternidade e muita, mas muita vontade de estar juntos!

Os Devas foram perfeitos! As Samaritanas impecáveis! O povo acolhedor! A seriedade nos trabalhos devidamente equilibrada com a alegria nos momentos de comer, tocar violão, fazer o “corujão” (o primeiro virou “Bom Dia Acre”... terminou as 9:30 da manhã!).

Parabéns ao Mestre Wesley, Adjunto Delano, pela receptividade e amizade.

Parabéns a Ninfa Lene, pela simplicidade e dedicação incondicional!

Parabéns a todo este povo, verdadeiros Filhos de Seta Branca, que desejam a união e o fiel cumprimento da missão que nos foi confiada!

Obrigado de coração pela oportunidade!

Que o sentido vibrante de união em nossa Doutrina, semeado por Tia Neiva, permaneça em nossos corações e os templos “irmãos” de Cochabamba, Rio Branco e Porto Velho continuem compartilhando a emoção e o encanto da Doutrina do Amanhecer.

Um fraterno abraço,


Kazagrande e Nilma

Templo de Porto Velho - Rondônia


Meus irmãos Samy, Flavia, Lohane,
Salve Deus!

Obrigado de coração pela presença de vocês nestas consagrações e em nossas vidas!

A felicidade ao encontrar espíritos afins, amigos, companheiros de missão e com o necessário comprometimento nesta Doutrina, aumenta a certeza de tudo que chega a nossas mãos.

A simpatia do Mestre Samy e sua determinação em trabalhar no Templo. Obrigado meu irmão! Teremos muitas jornadas juntos e logo também o Templo de Porto Velho receberá nossa presença.

O desprendimento da Ninfa Flávia, Aponara, em buscar as respostas que eram necessárias para a segurança de sua missão, encontrando em minha Ninfa, até então desconhecida, a confiança que precisava.

O olhar carinhoso da Ninfa Lohane pronta para, enfim, receber tudo que estava a sua espera. Minha irmã, por sua causa muitas foram beneficiadas!

Foi o primeiro passo apenas! Em pouco tempo estaremos juntos em Porto Velho já planejando novos rumos para nossa Doutrina no Estado e vibrando em conjunto para as decisões que ainda precisam ser tomadas.

Contem conosco, e, novamente: Muito Obrigado!!!


Kaza e Nilma

Agradecimento aos Mestres Devas


Salve Deus!

Meus irmãos, Renato Castro, Hordônio, Jean Cleyton e Meigh: Obrigado de coração pela presença de vocês nesta belíssima missão!

A realização da 1ª Consagração de Centúria dos Templos do Acre e Rondônia foi um verdadeiro sucesso pela sintonia e dedicação de vocês.

Mestres Hordônio e Renato, vindo de tão longe, sem preocuparem-se com o cansaço ou com a despesa, permitiram uma integração que foi além de qualquer idéia que tivéssemos planejado. Uma ligação tão perfeita, unida por ideais comuns, que nos permitiram ficar em uma conversa agradável e doutrinária, da meia noite até as 9:30 da manhã!!! Não tenho dúvidas: Foi um reencontro espiritual!!!

Tantas emoções chegaram com este encontro e com os Rituais, que o reencontro de “três velhos Aluxãs de guerra”, foi apenas uma delas.

Mestre Jean, agora Trino Solitário Iramar! Meus Parabéns! Sue comportamento demonstrou claramente que a conquista foi merecida.

Ninfa Meigh, podíamos ver claramente sua alegria estampada no renascimento da Doutrina em seu coração! Servir ao Pai é isto: união pelo ideal de poder servir! Obrigado de coração pelo seu carinho e por tantas fotos lindas!

Entendo perfeitamente que nenhum de nós desejaria este agradecimento, mas precisa ao menos tentar expressar um pouco da gratidão pela presença de vocês em minha vida!

Que o Pai abençoe nossos caminhos e que estes possam se cruzar muitas vezes em outras realizações do amor Incondicional.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

Samaritanas! Obrigado de coração!


Salve Deus!

Venho agradecer às Ninfas Samaritanas que abrilhantaram a 1ª Consagração de Centúria dos Templos do Acre e Rondônia, em 30 de agosto.

Obrigado minhas irmãs! Pelo seu empenho, dedicação, sintonia e harmonia na realização de nossos Rituais.

Obrigado às irmãs Bruna e Samantha Maués, que se deslocaram desde Manaus para garantir no número necessário, atuando com perfeição e deixando marcados seus sorrisos no Templo Delano e junto a todos os Mestres e Ninfas ali presentes.

Obrigado às Ninfas Maritza e Mariela, do Adjunto Oliban, que aceitaram vir desde de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, somar nesta festa espiritual.

Obrigado a Ninfa Ruth Alencar, que mesmo ainda sofrendo com a perda de seu esposo, em condições tão difíceis, esteve presente cumprindo a missão que este grande mestre sempre fez com tanta dedicação e carinho.

Obrigado a minha filha adotiva Samara Coco, do Templo de Cochabamba, Bolívia, que não mediu esforços e abriu mão de outras oportunidades para poder estar presente.

Obrigado a todas Samaritanas que vibram com esta jornada, mesmo não podendo estar presentes.

Tenho certeza que todas saíram felizes desta realização e que seria até mesmo desnecessário agradecer, porém, não poderia me furtar de registrar, em meu nome, em nome dos Ministros Anavo e Delano, e de todos presentes o sincero agradecimento pela presença e sintonia de vocês.

Que o Pai mostre a cada uma o caminho da felicidade que buscam e merecem!
Um fraterno abraço,

Kazagrande

Coordenador Regional AC / RO

As Obsessões - Parte 03

sexta-feira, 29 de agosto de 2014



OBSESSÃO POR ELÍTRIOS

As Obsessões – Parte 02



Espíritos Desencarnados

A obsessão por espíritos desencarnados é a mais comum. O espírito encarna, e traz programada uma série de reajustes com outros espíritos desencarnados. A maioria desses reajustes se faz na vida quotidiana do indivíduo, nas mil e uma maneiras que a vida diária proporciona. Os espíritos cobradores se aproximam da área invisível da pessoa, e provocam situações embaraçosas.

Com isso, provocam a dor, e esta libera as energias de que eles se acham credores. Satisfeitos e vingados, eles se afastam. Assim são nossos aborrecimentos e nossos desastres quotidianos. Sempre tem alguém se aproveitando de nossas amarguras e se libertando de nosso espírito.

Essa energia sutil, da qual os espíritos são ávidos, é produzida de duas maneiras básicas: pela dor ou pelo trabalho espiritual, considerando trabalho espiritual toda atitude humana condizente com os princípios Crísticos. A forma mais lucrativa do trabalho espiritual é a mediúnica.

A obsessão começa a existir quando as condições de cobrança são desequilibradas. Ou o espírito cobrado não tem dor suficiente intensa para satisfazer o cobrador vingativo, ou não consegue outra forma da produção da energia necessária para satisfazê-lo.

Nesse caso, o obsessor toma conta da personalidade, na proporção em que consegue romper suas resistências, e a pessoa entra em desequilíbrio. Esse fenômeno pode durar de apenas alguns minutos até uma existência. Até certo ponto de sua duração, a intervenção é possível, no mecanismo da Lei do Perdão e do Amor Crístico. Ultrapassado esse ponto, o indivíduo se torna um esquizofrênico ou um louco total, e acaba por desencarnar nessas condições. O que se passa depois está fora do domínio humano. Salve Deus!

Observem que a obsessão ocorre sempre quando o espírito obsessor consegue nivelar o padrão do obsediado ao que ele mantém! Consciente ou inconscientemente, na maioria das vezes, somos nós que permitimos a obsessão! Baixamos nosso padrão vibracional, nos entregamos a pensamentos negativos insuflados pelo obsessor e formamos uma “corrente”, uma linha direta que permite até mesmo que atuemos como marionetes nas mãos de um manipulador.

Determinadas atitudes, impulsionadas pela obsessão de um espírito desencarnado, podem nos levar a tragédia moral, social, financeira e até mesmo física.

Obsessões sexuais podem fazer perder até mesmo bons missionários.

Obsessões pelo poder destroem os líderes natos e os transformam em tiranos, seja em pequenas e grandes empresas, na política ou mesmo em congregações religiosas.

Obsessões materiais fazem com que o dinheiro seja visto até hoje como algo “sujo”.

A obsessão é sempre negativa e traz prejuízo a todos os envolvidos. Não importa se é uma obsessão romântica ou cheia de ideais, e nem mesmo se está ligada a nossa religiosidade... Assim nascem crimes passionais e também os fanáticos.

Após “permitida” a obsessão, somente com auxílio espiritual ela poderá ser curada! Esta cura deverá processar-se para todos os envolvidos, para o ser encarnado, e para o ser, ou seres, desencarnados, que estejam atuantes.

É importante saber que o ajuste de uma situação obsessiva não consiste, apenas, em afastar o obsessor. A intervenção indevida só transfere o problema para situações futuras, provavelmente piores. É necessário dar, ao obsidiado, condições de pagamento de suas dívidas e proporcionar, com isso, a libertação de ambos – obsidiado e obsessor.

As Obsessões – Parte 01



Diz-se que uma pessoa é obsidiada quando tem uma idéia fixa, ama ou odeia descontroladamente alguém ou algo, e é assediada por essa idéia, pessoa ou coisa. Isso, na linguagem comum, é uma obsessão, um defeito da personalidade, uma anormalidade de comportamento. Caracterizadas, no indivíduo, sob a forma de vícios, hábitos estranhos, marginalização social, revoltas, etc., são resultantes do conflito natural da gama vibratória psicofísica, e, até certo ponto, faz parte da vida normal.

Sob o olhar espiritual a obsessão adquire outra dimensão... Entendemos que nas obsessões existem sempre influências espirituais e só assim consideramos quando a pessoa perde sua liberdade, total ou parcialmente, por meio destas influências.

O espírito, ao encarnar, ocupa um corpo físico, submisso à matéria deste plano denso. Este corpo é comandado por sua personalidade (alma, mente), influenciada diretamente pelo meio em que convive e que auxiliou na formação desta mesma personalidade transitória.

O espírito, sua Individualidade, que agrega todas as suas personalidades (almas) de encarnações passadas, é regido por leis de outra dimensão, de aspecto transcendental. Ao encarnar, igualmente está regido pelas leis físicas da matéria, e pelo meio social em que está inserido.

Analisando assim encontramos um “cabo-de-guerra” entre as obrigações transcendentais do espírito encarnado e seus desejos “da alma” (provenientes da personalidade construída nesta encarnação específica).

A luta entre os dois – personalidade e espírito – cada qual procurando atender às demandas de seu ambiente, forma a eterna dualidade que se reproduz em todos os homens. À personalidade repugna qualquer interferência e, para isso, dispõe do seu mecanismo de defesa. O espírito, a fim de atender aos compromissos anteriores, liga-se e permite que outros espíritos interfiram na vida da pessoa. Para o espírito, o corpo tem, apenas, uma utilidade transitória: o período necessário para atingir os fins a que ele se propõe. É apenas um meio, um veículo. O corpo pode se desagregar, e acabará por desaparecer. O espírito permanece, neste ou em outros planos.

Nessa perspectiva ampla, a obsessão é um fenômeno próprio da vida neste planeta, onde o espírito encontra condições de equacionar seus problemas, criados por ele, em tempos diferentes, em encarnações diversas.

A personalidade, regida por leis relativamente estáveis, procura a tranqüilidade, a satisfação de suas necessidades básicas e o melhor aproveitamento do ambiente. O espírito, regido por leis mais dinâmicas, com outro conceito de tempo, procura o conflito, o ajuste de contas e a cobrança ou o pagamento de seus débitos.

A ligação de um espírito com outro, qualquer que seja a sua natureza, produz alterações no meio psicofísico, na forma de ação da personalidade. Quando essas ligações são de caráter negativo, produzem-se as obsessões.

Existem mais obsessões do que se considera habitualmente como tal, por se notar esse fenômeno apenas quando se manifesta em termos de convulsões, manifestações de loucura ou ações criminosas.

Sob esta ótica espiritual passaremos a estudar cada caso obsessivo separadamente, nos complementos desta série.

Respeito aos Comandantes

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Um Comandante não é uma pessoa que avaliamos pelo seu caráter, pela sua cordialidade, conhecimento, ignorância ou mesmo estupidez. Entendo que muitos se envaidecem na função e por vezes trazer até desarmonia.

Porém... Naquele momento, em que assume o comando, ele está representando a Guarda do Trabalho! Sua palavra tem voz ativa e suas determinações são registradas nos Planos Espirituais.

Devemos respeitar aos comandantes sempre, independente de suas condutas, pois nossa parte deve ser feita! E nossa preocupação é com o nosso trabalho, e não o dos outros.

Ao chegar a qualquer setor de trabalho, devemos nos dirigir ao Comandante, pedir permissão para participar do trabalho e ao final agradecer a oportunidade.

O Comandante está observando tudo, emanado com o trabalho e por vezes detecta situações que desconhecemos. Pode receber intuições que nos atingem, mas não necessariamente inerentes aos nossos comportamentos. Por tanto, desconhecendo as razões de qualquer atitude ou pedido, devemos atender!

O convite realizado por um Comandante para um determinado trabalho é registrado nos Planos Espirituais. Seu Cavaleiro, sua Guia Missionária, igualmente está sendo convidado, e acredito que eles nunca justificariam “estar sem sintonia” para atender ao chamado.

Nossa missão é coletiva, porém cumprida na Individualidade de cada um!

Não devemos nos incomodar pela rudeza de alguns e muito menos julgar! Pois grandes Comandantes de nossa Doutrina foram homens duros, com pouco conhecimento, mas com a herança transcendental identificada por Tia Neiva e colocada à prova na realização dos primeiros trabalhos Iniciáticos.

A posição ocupada por um Comandante é tão séria que até mesmo Tia Neiva, o ápice de nossa cadeia hierárquica como Koatay 108, respeitava e não contradizia uma ordem.

Vejam o seguinte caso, passado com o responsável pela Recepção em certo dia de trabalho (em tempo: Orixá da Recepção também ocupa uma posição de Comando em seu setor):

Tia Neiva chegava à porta do Templo para entrar e iniciar o atendimento daquele dia. O Recepcionista, em tom sério disse:

- A senhora não pode entrar!

Imediatamente Tia voltou às costas e começou a retornar para a Casa Grande, enquanto o mestre corria atrás dela:

- Tia, é brincadeira, volte aqui!

- Meu filho – ela respondeu – No momento em que você disse que eu não podia entrar, seu Cavaleiro se posicionou fechando a entrada do Templo!

Salve Deus!

Imaginam a seriedade?
Tanto do dever de um Comandante, já tratado em outro texto, quando dos médiuns em jamais afrontar quem se encontra em tal posição.


Kazagrande

Os trabalhos que deixamos de fazer

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Contam nossos irmãos, que já cumpriram sua missão na Terra, que o que realmente pesa, ao despertar na Pedra Branca, não é os erros e faltas cometidas, mas sim o tempo perdido!

Não é o que fizemos, mas o que deixamos de fazer.

Claro que tudo é computado de uma maneira geral na triplicidade de nosso ser, mas falemos dos trabalhos que deixamos de fazer...

Uma Mesa Evangélica, por exemplo, em sua menor configuração, com sete Aparás incorporando e sete Doutrinadores doutrinando. O tempo médio de execução é de vinte minutos, onde cada Doutrinador, em média, dá três voltas na Mesa, se doutrinar a todos Aparás incorporados. Em uma conta simples verificamos que mais de 140 espíritos podem ser encaminhados.

140 Elevações!!! Apenas 20 minutos de trabalho! E quantas Mesas deixam de ser realizadas pela preguiça ou por considerar o papo e o café mais gostosos que a sensação de dever cumprido? Salve Deus!

Muitas vezes falta apenas consciência da missão! É preciso olhar quanto se deixa de fazer pela falta de compromisso, pela falta de consciência, por não ser Jaguar!

Usar esta denominação “Jaguar”, não é para muitos! Somente espíritos com uma herança transcendental de grande experiência em vidas físicas, e aos agregados por um compromisso sincero de poder servir.

Um Jaguar não se presta a um “café com política” enquanto  falta, por vezes, um médium para completar um determinado trabalho. Em muitas ocasiões observei uma Junção esperar pacientemente o médium com má vontade terminar seu cigarrinho; Mesas deixando de funcionar em Templos menores porque “hoje não estou afim”; pacientes esperando nos Tronos, vibrando em suas dores e sofrimentos, enquanto o médium (nem posso dizer Jaguar), ri alto de suas próprias piadas em uma involuntária agressão ao sentimento alheio.

Salve Deus!

Como será quando nós, “lá em cima”, nos dermos conta do tempo perdido em “autoatendimento” enquanto pacientes vibravam esperando para poder ter um consolo?

Como será ao contabilizarmos nosso tempo real trabalho e as oportunidades negligenciadas? Estará a conta com saldo positivo? Caminharemos vibrantes com a sensação da missão cumprida, ou nossos passos serão lentos ao entrar no anfiteatro?

Por isso é preciso se dar conta do tempo perdido desde já! Ir ao Templo para trabalhar de verdade, ajudar em tudo que for possível. Entender que nossa missão é “encaminhar espíritos”! Que ao nos entregarmos verdadeiramente ao trabalho espiritual não precisamos ficar vivenciando as frustrações da alma, pois elevamos naturalmente nosso padrão vibracional e atraímos soluções até então impensadas, contando claramente com a intuição de nossos Mentores e com a experiência de nossa Individualidade.

Claro que gostamos de conviver com muitos de nossos irmãos, e uma conversa saudável, DEPOIS dos trabalhos, até mesmo sairmos socialmente com irmãos de Doutrina pode auxiliar no equilíbrio de nossa triplicidade. Mas ao entrar no Templo, devemos buscar nossa Individualidade (ensinado na 1ª Aula de Desenvolvimento). Ficam de fora os problemas, a política, o futebol, a novela, as fofocas e principalmente tudo que possa atrair perigosas correntes negativas que naturalmente já circulam no ambiente ao lado de nossos irmãozinhos.

“Tia, estou sempre no Templo, porque minha vida não se ajeita?”
“– Filho, você trabalha muito, está sempre fisicamente aqui, mas poucas vezes seu espírito está acordado.”
Salve Deus!


Kazagrande

1ª Consagração de Centúria dos Templos do Acre e Rondônia

terça-feira, 26 de agosto de 2014



Roteiro sugerido (sujeito à confirmação do Adjunto Delano):

Sexta-feira 29/08  

15Hs/16Hs – Chegada do Coordenador Regional Adjunto Anavo e sua Aponara, e parte da comitiva a Rio Branco.

19Hs – Jantar com o Povo Delano.

20Hs – Curso de Conhecimentos Doutrinários – Todos estão convidados para uma aula livre para perguntas cujo tema principal será: “O Caminho Natural de nosso espírito e o progresso em nossas vidas físicas”. Outros temas poderão ser livremente abordados.

23Hs – Recepção dos Mestres Devas – Lanche e Corujão.

Sábado 30/08

15Hs – Chegada das Samaritanas da Bolívia e de Manaus para auxiliar no Ritual.

16Hs – Consagração de Centúria

18Hs – Classificação e Reclassificação – Consagração de Trinos

19Hs – Jantar com toda Corte de Consagração

20Hs – Palestra dos Mestres Devas: A responsabilidade de um Centurião – A Corrente Mestra – Espaço para dúvidas pertinente aos Rituais inerentes aos Mestres Devas, Falanges e Indumentárias.

23Hs – Corujão – Lanche

Domingo 31/08

05Hs – Café da manhã para a partida das Samaritanas da Bolívia.

11Hs – Almoço com o Mestres Devas – Devem estar no Aeroporto as 12Hs para o voo as 13Hs!!!!

15Hs – Abertura dos Trabalhos – Com a presença dos novos Centuriões!

Do nosso Templo...


Nosso Templo é pouco comum, na verdade creio que é único em suas características, no que dizem respeito ao Corpo Mediúnico.

Em solo boliviano, terra que nosso amado Pai Seta Branca encarnado pisou, formado por pessoas de nacionalidades diversas, já contamos com brasileiros, bolivianos, argentinos e africanos... por enquanto. Os brasileiros são de diversas regiões do Brasil, formando uma miscelânea cultural inimaginável em outros Templos e até mesmo na maioria das reuniões sociais que sempre primam em agrupar pessoas de uma mesma origem.

Ah, também existe outro fator que caracteriza nossa missão por aqui: entre os brasileiros, quase todos são estudantes de Medicina, serão Médicos e Médicas, do corpo e do espírito! Médiuns com cultura, conhecimento e que terão condições financeiras de ajudar também materialmente na obra do lugar onde estivem.

Do lugar onde estivem... Podemos concluir que em seu devido tempo, cada um seguirá seu caminho. Retornando para suas cidades de origem, seus países e carregando uma sementinha do Ministro Anavo.

Por isso não devo, e nem posso, me apegar a ninguém. Recebo a prova do amor incondicional, amando verdadeiramente cada um que chegar e sem sofrer com sua partida. Lembro com saudade, mas sem qualquer tristeza, daqueles que já partiram levando a sementinha do Templo de Cochabamba: Laís, para Santa Catarina; Caleb para o Ceará; Fabinho para a Paraíba; Vinícius para Goiás; Leila para o Paraguai...

Outros Adjuntos poderiam dizer “eu não sou barriga de aluguel para ficar formando médiuns para os outros"... Eu, porém fico extremamente feliz em cumprir esta missão! De espalhar sementes do Ministro Anavo por tantos lugares, assim como espalhar estes pequenos escritos que chegam tão longe.

Este editorial na verdade visava parabenizar nosso primeiro Médium Médico formado: Dr. Hendrick Vieira, que se formou neste ano, e ontem, dia 25/08/2014 recebeu a notícia de que foi aprovado no Exame Nacional de Revalidação de Títulos Estrangeiros, tendo assim seu título aceito no Brasil e podendo solicitar seu registro no CRM (falta o exame prático na verdade, mas este ele tira de letra).

Sei que este Ajanã em breve seguirá seu caminho, ao lado da futura Drª Maiara Xavier, que deverá receber sua titulação junto com minha esposa. Hendrick e Maiara logo serão “papais”, formarão uma bela família, terão todo o conforto que a profissão que conquistaram merece e talvez até percamos contato... mas sei... Tenho certeza: Os Mantras de Luz de suas Iniciações estarão presentes para sempre e aquela sementinha do Ministro Anavo irá florescer onde quer que se encontrem.

Parabéns Mestre Hendrick, parabéns Dr. Hendrick! Conquistaste teu espaço, cumpriste mais uma etapa da jornada que teu espírito escolheu: Médico de Homens e de Almas!

Kazagrande e Nilma

Quando se paga com dinheiro

segunda-feira, 25 de agosto de 2014


A forma “mais barata” de pagar uma cobrança espiritual é com dinheiro.

Muitas vezes nos revoltamos quando sofremos perdas materiais, quando sofremos uma injustiça que nos gera grandes prejuízos econômicos ou nos deparamos com pessoas mesquinhas, que, aproveitando-se de uma situação, querem nos explorar e receber muito mais do que aparentemente lhes é de direito ou mesmo de bom senso.

Nestas horas é preciso refletir muito, evitar cair em desequilíbrio e controlar nosso padrão vibratório, para não gerar uma nova corrente negativa que nos envolve e acaba gerando um verdadeiro “efeito cascata” em nossas vidas, atraindo novas dívidas e mais pessoas mesquinhas.

Sofrer uma injustiça, ou ter um grande prejuízo material é muito pouco face a tantos atos do passado que ainda temos que reequilibrar. Nosso karma, de espírito líder, de guerreiros, é pesado, e toda energia um dia desequilibrada, terá que ser reajustada. Lembremos ainda que estamos com a possibilidade de ser esta nossa última encarnação terrestre, e por conseguinte, as oportunidades de reajustes chegam velozmente.

E quando a cobrança vem em forma de lhe tirar a saúde? Ou pela traição da pessoa amada? Ou ainda pela perseguição insensata e odiosa daqueles que um dia ferimos por não saber amar? Seria muito pior!

A maneira mais simples e barata de pagar um reajuste é “com dinheiro”. As perdas materiais podem ter um grande significado, mas é apenas momentâneo! Dinheiro se atrai novamente, emprego encontra-se outro... Mas e a saúde? E a forte dor moral da traição?

Não é hora de esbravejar e sentir-se o mais injustiçado dos mortais ao viver seus prejuízos materiais.

É hora de agradecer! Agradecer pela oportunidade do reajuste, e pedir que consiga manter o equilíbrio para superar esta etapa e ver que somos reflexos de nossas reações, de nossa atitude mental ao nos depararmos com as dificuldades. Se aprendemos a reagir bem, a encarar o lado positivo dos fatos (e sempre há uma maneira para isso), iremos superar com mais facilidade e semear novos e agora positivos encontros!

É natural sentir uma revolta inicial, mas esta não pode passar dos primeiros minutos até a reflexão chegar e trazer de novo o necessário equilíbrio e positividade. Como médiuns e principalmente como Jaguares, não podemos permitir mais do que alguns minutos negativos, pelo impacto inicial, mas absorvida a energia, manipulada pela nosso plexo e consciência, voltamos a sobriedade que pregada pelo Divino Mestre: Amor, HUMILDADE e TOLERÂNCIA.

Kazagrande

A Doutrina como eu a conheço

sábado, 23 de agosto de 2014


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

A Doutrina do Amanhecer é uma Doutrina Crística, ou seja, fundamentada nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sabiamente foi sintetizado em Amor, Humildade e Tolerância.

Tia Neiva agregou os conceitos de família e união entre nosso povo e nosso Mestre Tumuchy, os conceitos científicos. Assim, embora com todos os aspectos religiosos e ritualísticos, estes sempre devem sem esclarecidos sob a Luz da Razão e com explicações plausíveis para cada gesto, movimento ou palavra. Nada em nossa Doutrina é sem explicação, tudo tem um “porquê” e a Luz da Razão não pode permitir esclarecimentos que “agridam a inteligência”. Devemos ter RESPOSTAS!

Como espiritualistas por definição, entendemos que nossas famílias biológicas são, na maioria absoluta das vezes, reagrupamentos kármicos, cuja dificuldade de convivência faz parte de nossa evolução.

Não é diferente no Templo, onde reencontramos desafetos de vidas passadas, porém ali estamos unidos por um ideal comum: curar e encaminhar espíritos! Este nosso ideal missionário, que, se compreendido, pode nos levar a formação de uma grande família espiritual.

Nossos Mentores se apresentam como “pai, mãe, vovô, vovó”. Pai Seta Branca é nosso Pai, não se apresentava como o espírito do Grande Simiromba de Deus que é. Em suas mensagens sempre trazia a comoção do “menor dos pais”, “quero ser pequeno para caber no coração de cada um”. Tia Neiva não pedia para ser chamada de Koatay 108, era apenas “Tia Neiva”, ou nossa “Mãe Clarividente”.

Entendem a sutilizada das mensagens nestas apresentações?

A Espiritualidade deseja que o Jaguar forme uma grande família! Que os Adjuntos e suas respectivas Ninfas sejam aqueles que unificam um povo para servir na Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um dia, quando este grupo espiritual denominado “Jaguares”, assumiu sua primeira missão neste planeta, chegaram como uma grande família, mas sujeitos aos enredos kármicos da vida física, endividaram-se mutuamente, e Pai Seta Branca assumiu o difícil compromisso de nos resgatar pelas missões que poderíamos ainda realizar.

Hoje estamos em nossa última missão na Terra! Sim! Temos nas mãos todas as ferramentas para evoluir e fazer desta, a nossa última encarnação neste planeta. E tudo que precisamos é trabalhar espiritualmente e agregar os valores do Evangelho: Amor, Humildade e Tolerância! E somar os conceitos de união familiar e conhecimento.

Não nos pedem a santidade... Não nos pedem nada que interfira em nossas personalidades, exceto a abstinência ao uso de álcool e drogas (apenas por questões técnicas). Porém, nos dão tudo no fiel cumprimento da jornada! Nos explicam que pelo nosso padrão vibratório podemos ser senhores de nossos destinos e ter tudo que é necessário para vivermos bem e felizes ainda neste plano. Qualquer mudança deverá vir de dentro para fora e por sua própria vontade e decisão.

Estes textos são apenas uma lembrança para o “despertar”! Não demorem tanto tempo para começarem a ser felizes! Libertem-se dos apegos, sorriam para seus irmãos e eleve sempre, sempre, sempre, seu padrão vibratório!

Como eu gostaria de ter entendido tudo isso há muito mais tempo!


Kazagrande

Ação e Reação, ou vingança?


“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”. Mateus 5:39

Aí está algo que o homem natural não consegue fazer: oferecer a outra face ao seu agressor. É uma questão de natureza. Seria o mesmo que esperar que um abutre rejeitasse a carne, para comer alpiste. Algo realmente impossível. Assim também é o homem natural, que é movido por impulsos nervosos e instintos primitivos. Às vezes nem precisa que o tapa seja literal, basta um olhar torto, ou que alguém lhe atravesse o caminho, para desencadear uma reação animalesca. Não é isso que acontece no trânsito? Uma simples fechada pode até gerar uma morte. Alguns até conseguem evitar as vias de fato, ficando apenas na esfera das agressões verbais, por questões de etiqueta social, mas, "engolir sapo", "levar o desaforo pra casa"? Pensam: Oferecer a outra face, isso jamais. É sinal de fraqueza, de covardia.

Meus irmãos e irmãs, não é aceitável que um médium, conhecedor da Escola do Caminho, siga intolerante e vingativo! Pelo Divino Mestre já não vivemos mais o “olho por olho; dente por dente”. Deixemos a linguagem da violência, da ignorância. Devemos absorver o conhecimento de que a raiva não é compatível com o que professamos em nossos Templos, e que violência só gera violência.

Vejo nas redes sociais a expressão de muitos sentimentos (entre nós, Jaguares) que fogem por completo de tudo que vivenciamos em nossa vida espiritual. Agressões, ameaças veladas, e muita, mas muita mesmo, “síndrome de vítima”.

“Sentir-se agredido” é muito diferente de ser agredido verdadeiramente. Mas a “síndrome de vítima” faz com que tudo pareça pessoal e agressivo. Não podemos avaliar os sentimentos dos outros! Não sabemos o que se passa em suas mentes, em seus corações, assim, por vezes “nos sentimos agredidos” sem que existisse uma intenção do outro, e pior, geramos uma reação desmedida!

As reações, que alguns dizem ser uma “lei cósmica universal”, são nossa absoluta responsabilidade, e é aí que entra o “dar a outra face”, citado por Jesus. Reagir negativamente somente potencializa o lado negativo de tudo, ao passo que a reação positiva, anula o negativo. Isso sim é uma “lei universal”.

Deixemos de buscar justificativas para nossas reações negativas. Elas não passam do sentimento mais primitivo do ser humano: vingança! Vingança não é reação, vingança é “terra no coração”.

É normal irritar-se, chatear-se, quando tudo não sai como desejamos. Mas porque não questionar a si mesmos? Porque não avaliar o real motivo? Não buscarem nossas imperfeiçoes e nos íntimos sentimentos que moveram nossas atitudes que naufragaram?

Sejamos conscientes! Questionemos a nós mesmos e paremos de choramingar à Espiritualidade respostas que estão dentro de nós!

Não deu certo? Não reaja negativamente! Busque as respostas em você mesmo, antes de sair culpando os outros! Somente reagindo positivamente é que anulamos o mal.

É difícil? Difícil foi a missão do Divino Mestre que mostrou, como encarnado, a possibilidade de poder semear o bem, sempre!!!


Kazagrande

Esquizofrenia de Hórus

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


Com o claro início da Conjunção dos Planos, cada vez mais “aparecem” Aspirantes com a Esquizofrenia de Hórus, bem explicada por Tia na terceira parte da carta que publiquei no tópico “Para os Instrutores – 03”.

A maioria destes Aspirantes infelizmente consegue desarmonizar o Instrutor. Dotado de mente ágil, inquisitivo, conhecedor de diversas seitas, correntes filosóficas e até mesmo iniciáticas, é um “sabe-tudo”!

Explica a seu modo tudo o quê se passa em nossa Doutrina, baseando-se em seus conhecimentos prévios, pinçados de diversas teorias. Normalmente é convincente, e acaba confundindo, não só o Instrutor, como também outros aspirantes.

Acompanhei pessoalmente um caso destes há algum tempo atrás. Identificando o problema, devido à descrição precisa de Tia Neiva, pude isolar sua ação e buscar conduzir de uma forma discreta o seu tratamento.

O primeiro passo é mostrar as regras do Desenvolvimento. Não se pode permitir que lhe interrompa a cada instante com uma pergunta, que em seguida vira uma afirmação contundente, onde ele procura demonstrar que sabe mais que o Instrutor. Tem que colocar a premissa de que as perguntas ficarão para o final, e deixar o final com tempo bastante reduzido, impedindo suas divagações. Cobrar dele a perfeição nas técnicas, elogiando sempre sua conduta e reafirmando a necessidade da postura silenciosa ao realizar o trabalho.

No fim de cada aula, após dispensar o restante do grupo, deixá-lo falar o que desejar, sem nunca desmerecer seus pretensos conhecimentos e usar toda a tolerância possível. Não é fácil, mas é possível e gratificante quando atingimos o objetivo. Normalmente o médium que chega nestas condições, ao superar a Esquizofrenia de Hórus, torna-se um Mestre exemplar! Consegue ordenar seus conhecimentos pré-adquiridos e tem um aproveitamento fantástico, tornando-se o que costumávamos chamar de “pé-de-boi”, no Templo Mãe.

A esquizofrenia, em geral, é uma enfermidade espiritual. Obviamente existem casos de deliro mental, o que não deixa de ser uma obsessão do próprio espírito. Todos os demais casos, além da Esquizofrenia de Hórus, são de trato particular. Um Aspirante com esta enfermidade deve ser identificado e tratado com um carinho e cuidado espiritual. Levando-o a consciência do problema, sem jamais apontá-lo como “doente”. Cabe ao Instrutor estar preparado para identificar e tratar o problema.

Kazagrande

Quero fazer mais!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Ao entrar na Doutrina do Amanhecer, invariavelmente, o médium sente a necessidade de querer compartilhar tudo de bom que está descobrindo. Para conter esta euforia inicial, uma das primeiras instruções que recebe, logo na palestra de recepção, é que “não fazemos proselitismo”. Ou seja, não saímos divulgando a Doutrina e não convidamos as pessoas para “entrarem conosco”.

Esta instrução inicial é dada porque cremos que “chega quem tem que chegar” e no momento certo. As pessoas encontram o Vale pela atração magnética provocada por seus Mentores, que avaliam a possibilidade de já estarem prontos para iniciar suas caminhadas, ou já possuírem o merecimento para a necessária libertação de um irmãozinho.

Praticamos a caridade em sua essência mais nobre: ao verdadeiro desconhecido. A aquele de quem não podemos auferir absolutamente nada em troca... A espíritos que não vemos, e a pacientes que saem do atendimento dos Tronos e seguem as recomendações sem ao menos poderem parar para agradecer ao Doutrinador e Apará que o receberam ali.

Entendo o natural sentimento de “fazer mais” que surgem nos bons corações. Olhar as misérias, mazelas e sofrimentos alheios, tão próximos, ter nas mãos a fonte e não encontrar o recipiente para compartilhar a água, pode parecer frustrante. Porém, quem deve trazer o recipiente é o sedento.

O mecanismo de atração deve ser nossa conduta! Pela nossa conduta é que podemos trazer a curiosidade do necessitado, que muitas vezes ainda não se dá conta de sua real situação.

A maneira como agimos, como reagimos... Nossas palavras, nossa paciência, nossa tranquilidade, é que devem despertar no outro inicialmente a curiosidade e posteriormente a necessidade de encontrar um caminho que o conduza ao mesmo estado de harmonia. Somente nosso equilíbrio, em nossas ações diárias é que podem transmitir com verdade e subliminarmente, o convite para que conheçam o caminho que encontramos.

A isso Tia Neiva se referia ao falar que devemos ser “Jaguares as 24hs”. Não era para nos internarmos no Templo! E sim para, com nossa conduta, despertar a curiosidade e a consciência dos que nos observam.

Por isso, meus irmãos, a resposta sobre como ajudar, saciar a fome e sede, não é com “palestras... etc”.... Estas podem ser uma ferramenta para os que possuem o dom da palavra. A resposta é: COM NOSSA CONDUTA DIÁRIA!.


Kazagrande
 
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