Voltando para o Vale

quarta-feira, 23 de abril de 2014


Carta dirigida a uma irmã que, após ter deixado o Desenvolvimento há anos, retorna ao  Vale do Amanhecer.

Seja bem vinda ao reencontro com sua missão! Você passou um longo período de necessária preparação para seu regresso e, agora, está pronta para retomar sua jornada com o clamor de seu espírito em busca de recuperar o tempo.

Não o tempo perdido, pois tudo tem seu porque, sua explicação, que sempre chega no momento certo. Mas o tempo em que, depois de receber a semente, chega para germinar e transformar-se na grande árvore de sua vida!

Terá que crescer, suportar os espinhos das flores entregues por seus próprios irmãos, mas chegará o tempo de colher os frutos e estes poderão ser doces e alimentar seu espírito no dia de seu regresso ao lar espiritual.

Não tenha medo! Não se melindre pelos questionamentos. Apenas busque cumprir a missão que lhe é confiada: curar o espírito e os espíritos! Praticar a verdadeira caridade, dada aos desconhecidos que jamais terão como agradecer.

Não vai ganhar na loteria, encontrar a alma gêmea ou fazer de sua vida um mar de rosas, apenas por ter entrado para a Doutrina. Mas ao conviver com a dor alheia, por vezes mais intensa que a nossa, passará a ser mais tolerante mais afável. Terá um brilho no olhar que poderá atrair as coisas e pessoas boas para sua vida. Para isso entenda a essência de nossa Doutrina, da Doutrina do Divino Mestre Jesus: Amor, humildade e tolerância!

Muitos levam a vida toda para entender estas três palavras, e seguem sofrendo mesmo dentro de uma Doutrina Crística. Envolvem-se em fofocas e conversas improdutivas dentro do Templo, ou mergulham no fanatismo das visões, previsões dos falsos videntes, presentes apenas para nos testar a fé.

Outros, agradecidos pelo convívio com nossos Mentores, entendem a essência e despertam o brilho no olhar, proveniente da felicidade em poder servir ao próximo.

Jamais julgue, pois cada um tem seu tempo para despertar e o mais importante e entender que estão a caminho como você... com você!

Um fraterno abraço,

Kazagrande

Importância dos Trabalhos Evangélicos

terça-feira, 22 de abril de 2014


Tudo um dia começou nos Tronos... Você passou por um Preto Velho e foi informado que era médium, que precisava desenvolver sua mediunidade. Iniciou suas aulas, foi emplacado e começou a trabalhar, na Mesa, nos Tronos, na Cura e Linha de Passes.

Este período, em que estamos de “branquinho”, normalmente é um dos momentos mais felizes de nossas vidas. Estamos empolgados, fascinados com tudo que aprendemos e tão rapidamente colocamos em prática. Nossos Mentores vibram intensamente pela conquista que é deles também!

Os Trabalhos Evangélicos são a base de nossa jornada e jamais devem esquecidos! Com o passar do tempo, ao receber nossas Consagrações, por vezes passamos a nos dedicar muito aos Trabalhos Iniciáticos, porém a Lei do Auxílio é fundamental! A prática da verdadeira caridade, prestada ao absoluto desconhecido, que não tem nenhuma forma de lhe agradecer, é que registra nossa evolução e nosso merecimento.

O glamour das Indumentárias e a energia despertada em uma Emissão em sintonia trazem para o físico o “Céu na Terra”, mas a humildade do trabalho na Lei do Auxílio, nos Tronos, na Mesa, na Cura e Linha de Passes, é que burilam nosso espírito e nossa personalidade.

São nestes trabalhos que temos contato com as dores de nossos semelhantes. Nestes setores é que podemos constatar o quanto somos abençoados por estarmos em uma Doutrina Crística, acolhidos por tantos Mentores de Luz que humildemente se prestam à caridade e que contam com nós, tão imperfeitos mortais.

Nossos Trabalhos Iniciáticos são maravilhosos, porém são a conquista de um povo que tenha crescido em amor, e sabedoria, em caridade e responsabilidade, merecendo assim a confiança de manter com muito amor todos os Trabalhos Evangélicos, para que possam usufruir dos Iniciáticos.

Implantar a Corrente Mestre é uma grande responsabilidade! Se houve a conquista... Salve Deus! Está tudo certo.

Perder a Corrente Mestre é uma grande dor... Mas é muito melhor resignar-se à realidade do que persistir no que ainda não foi efetivamente conquistado!

“Meu filho, na simplicidade dos Tronos, havendo merecimento e sintonia, qualquer cura pode ser realizada”. Pai João de Enoque – Outubro de 2013


Kazagrande

Teresópolis - 12 de Abril

segunda-feira, 21 de abril de 2014


Salve Deus!

No último dia 12 de abril, sábado, um momento histórico para nossa Doutrina concretizou-se no Templo de Tarajo do Amanhecer, de Teresópolis-GO.

Uma grande unificação entre vários médiuns de origem Aluxã proporcionou um evento cuja magnitude só pode ser avaliada espiritualmente. O comando da Estrela Candente, entregue aos templos do Estado de São Paulo, foi assumido pelo Trino Ajarã, e mais de 1.000 Mestres e Ninfas, das mais diversas origens e regiões, uniram-se na realização de 13 Consagrações de Estrela Candente. Foram 3 consagrações na primeira, 3 consagrações na segunda e 4 consagrações na terceira; além de 3 outras estrelas especiais, realizadas a noite!

Neste dia tão especial a herança de nossa Mãe Clarividente se fez presente e a força-luz do Jaguar resplandeceu na alegria estampada nos rostos presentes.

Nunca escrevo sobre estes eventos, mas tive a oportunidade de estar presente e não sai de minha mente esta realização. Por tanto, peço licença a vocês para registrar meus agradecimentos e congratulações:

Mestre Shesman Pats: Poucos sabem, mas você foi o instrumento para iniciar toda esta movimentação. Sua empolgação na reunião de dezembro passado contagiou aos Adjuntos de origem Aluxã de São Paulo e a idéia tomou corpo com a convicção do...

Mestre André Luiz, Adjunto Ajuvano: Sim! Este Adjunto, que assumiu a coordenação dos Templos de São Paulo no lugar do Adjunto Aluxã, deu continuidade ao trabalho de unificação e evangelização de nosso saudoso Mário Kioshi. Assim, pode lograr que tantos se deslocassem para Teresópolis, inclusive o próprio...

Trino Ajarã! Sua presença incentivou a tantos, de tantos outros lugares: De Minas Gerais, do Espírito Santo, do Tocantins, de Goiás... Sua força, no alto de seus setenta anos, comandando pessoalmente a Estrela, marcou uma vez mais a herança que lhe foi confiada.

Não poderia encerrar os agradecimentos sem registrar minha especial emoção em poder estar ao lado, nas consagrações, da Ninfa de meu amado Adjunto: Maria Helena Nagashima. Obrigado mamãe!

Parabéns também ao Adjunto Tarajo, Mestre Jurandir, pela belíssima recepção e pela organização impecável!

Nesta ocasião, ao final, já na madrugada, o Mestre Vicente Carvalho, Presidente do Templo do 6º Anillo de Santa Cruz, Bolívia, recebeu a consagração de 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2000.


Kazagrande

Por quê Páscoa ?

sexta-feira, 18 de abril de 2014


Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Com o êxodo, a Páscoa hebraica será a lembrança perpétua da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, através de Moisés. Assumida pelos cristãos, a Páscoa Cristã será a lembrança permanente de que Deus libera seu povo de seus "pecados" (erros), através de Jesus Cristo, novo cordeiro pascal. 

O ritual da Páscoa mantém viva a memória da libertação, ao longo de todas as gerações. "Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" - (João, 1:29).

João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos "pecados", ou seja, dos erros, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Divino como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.




Esta palavra "salvação", vale por "reparação", "restauração", "reequilíbrio".

Portanto, "salvação" não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.

Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Divino Mestre, para "renovarmos" nossas atitudes, com exemplos de Jesus, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na presente sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã.

Que este homem novo seja um soldado da Paz neste mundo em guerras. Um lavrador do Bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da Justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas e políticas. Um defensor da Verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas e tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional.

Por isso, nós médiuns conscientes, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta "libertação" e/ou "renovação" é diária, e não somente no dia e mês pré-determinado. Queremos nos livrar deste homem velho. Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se.

Aspectos históricos dos ovos de páscoa

Na antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.

Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.

De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.

O chocolate

Essa história tem seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.

Na Europa aparece a partir do século XVI, tornando-se popular rapidamente. Era uma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. O chocolate, na história, foi consumido como bebida. Era considerado como alimento afrodisíaco e dava vigor. Por isso, era reservado, em muitos lugares, aos governantes e soldados. Os bombons e ovos, como conhecemos, surgem no século XX.

Kazagrande

Semana Santa - Tradição Católica

quinta-feira, 17 de abril de 2014

   
 Comer carne...   Mestre, não somos católicos e nem cultuamos o Jesus Crucificado, e sim o “Caminheiro”, por tanto não deve ter problema comer carne na Sexta-Feira Santa, estou certo?   

Salve Deus! Essa dúvida um dia já foi minha, e sei que ainda é a de diversos médiuns novatos, e até antigos de Doutrina do Amanhecer. Por isso resolvi postar novamente aqui, no “Exílio do Jaguar”, esta resposta.

Tia Neiva sempre guardou um profundo respeito pela Igreja Católica, berço de sua educação espiritual. Sentia-se emocionada sempre que um padre a visitava, fazendo questão de uma especial deferência por parte de todos.

Em nossa Doutrina, levamos em consideração toda a jornada missionária de Jesus, mesmo sem fazermos uso da imagem do “Cristo Crucificado”, ensangüentado e sofrido.

A mensagem de Jesus, o Caminheiro, traduzida em Amor, Humildade e Tolerância, suplanta a mensagem de martírio tão necessária para comover os embrutecidos por sofrimentos menores. Jesus, quando encarnado, sofreu verdadeiramente as dores do corpo físico, e somente a consciência de sua missão é que o fazia suportar. Não tinha um elixir milagroso contra as chibatadas, e seu corpo não era etérico. Era carne como a nossa. Sentiu as dores como nós sentiríamos.

Para responder a pergunta vou transcrever um trecho da Carta “Partida Evangélica”, escrita por Tia, em 27 de abril de 1983, relatando um fato de 1958, quando iniciava sua descoberta missionária.

“...Entramos no Maracangalha, um restaurante da Cidade Livre. Trouxeram uma travessa de bifes, por sinal muitos, e era Sexta-Feira da Paixão. Eu tinha o princípio da Igreja Católica, não levei nada em consideração, e coloquei um bife no prato.

Naquele instante (na vibração e na desarmonia em que eu vivia), ouvi uns estampidos, era Mãe Yara. “Filha, disse ela, continuas como eras. Já estás tão desajustada que te esqueces dos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana? Alerta-te, cuida dos teus sentimentos. O dia de hoje representa, em todos os planos, os mesmos sentimentos por Jesus crucificado. Em todos os planos deste Universo que nos é conhecido, sentimos respeito. Filha, está na hora, devolves o teu bife para a travessa do restaurante.” Eu estava na companhia de três pessoas, como já disse e, vi que não comiam carne. Eles ainda não acreditavam em mim, entre a mediunidade e a loucura. “Como amanhã" – continuou Mãe Yara – “não irás festejar as incompreensões, as fraquezas daquele pobre instrumento que foi Judas”...

...Meu filho entre os diversos conceitos da Igreja que nós respeitamos e, como tornou-se uma tradição em quase todos os sacerdócios, digo: nós não comemos carne às quintas e sextas-feiras da semana santa, nós respeitamos estes conceitos. Eles não nos atrapalham em nossa vida evangélica. E respeitamos as tradições da Igreja Católica, que foi a base de todas as religiões."

Texto integral desta carta em: 

Não é preciso acrescentar nada...

No Templo do Vale do Amanhecer, somente na Sexta-Feira da Paixão, ocorre uma alteração na rotina dos trabalhos:

No 1º Intercâmbio, abre-se a Corrente Mestra e o Intercâmbio, fazendo-se a leitura do Evangelho; os faróis se posicionam na Mesa Evangélica, mas esta não é aberta. Caso haja pacientes abre-se uma Linha de Passes. Da mesma forma se procede no 2º Intercâmbio, exceto no que se refere à pacientes, porque não se abre a Linha de Passes. Às 16 horas abre-se a Mesa Evangélica e, a seguir, os demais trabalhos para atendimento ao público.

Entre 10 e 16 horas, os mestres e ninfas ficam de honra e guarda, buscando permanecer no interior do Templo, emitindo mantras e buscando concentração e meditação.

Kazagrande

TEXTO NOVO - Eu sou meu inimigo?

sexta-feira, 4 de abril de 2014


No dia a dia, inconscientemente, somos programados para pensar negativamente. Novelas, noticiários, egoísmos e vaidades impregnados em nossa sociedade e nos meios de comunicação, nos induzem a sempre manter uma tendência negativa ao pensar.

Considerando que somos fruto do que pensamos, que nossa realidade é primeiramente projetada por nossa mente, acabamos “negativando” nossa vida pelos medos, e revoltas.

Para ser feliz, para construir um futuro mais confortável, independente de nossos reajustes, é preciso primeiramente mudar nossos pensamentos e deixarmos de ser nosso maior inimigo!

Inimigo sim! Pois ao cultivarmos a negatividade, o pessimismo, os medos e outros sentimentos que nada nos trazem de bom, trazemos para nossa realidade o sofrimento destas emoções!

Entendendo que nossas emoções são fruto do que pensamos, ou seja, nos sentimos bem ou mal, de acordo com o que estamos pensando.

Então... Por que escolher sentir-se mal? Por que focar nossos pensamentos em coisas que não  nos fazem bem? Por que se lembrar de pessoas que cujas recordações já  nos embrulham o estômago?

Olhando assim, até parece burrice! Porém, somos condicionados a isto! Da mesma maneira que os meios de comunicação nos permitem ver com mais clareza tudo que precisa ser mudado em nossas vidas, também nos inunda de informações inúteis que conduzem nossos pensamentos por emoções que não nos fazem bem.

Precisamos despertar a consciência de que somos nós que provocamos nossas emoções, e que estas emoções nos deixam felizes ou tristes; confiantes ou depressivos; e assim por diante!

Temos que nos libertar de tudo que nos faz mal, e este “tudo” inclui nossos pensamentos! Aliás, principalmente nossos pensamentos, que são a força geradora de nossa realidade física.

Passemos a prestar a atenção no que pensamos e poderemos nos tornar mais felizes, atraindo pessoas melhores para nossas vidas, oportunidades melhores, uma vida melhor!

Reparemos que nossa Doutrina não promete nada! Ao entrar para a Doutrina você não vai ganhar na loteria para resolver seus problemas financeiros e muito menos encontrar sua alma gêmea.

Ao entrar para a Doutrina passamos a nos conscientizar do mundo espiritual que nos cerca e da grande necessidade de praticar a caridade em prol daqueles que desesperados nos buscam, nos são encaminhados, confiados ou que simplesmente cruzam nossos caminhos.

Desta maneira, observando os dramas alheios pelos olhos da caridade, convivendo com nossos Mentores de Luz, ouvindo ou sendo portadores de tantas mensagens que visam despertar a esperança dos que nos buscam; passamos a ser mais tolerantes! Sim, mais compreensivos com as pessoas. Nossos próprios problemas parecem ficar menores ao vermos os problemas dos irmãos.

Tudo isso, faz com que você se torne mais “afável”, mais agradável... Traduzindo: Você passa a ficar mais tempo com seu padrão elevado e com pensamentos positivos – prestar a caridade é a melhor maneira de desligar-se da negatividade do mundo.

Naturalmente... Passará a atrair pessoas melhores para sua vida, oportunidades melhores... E a mudança virá naturalmente de dentro para fora! Por isso a Doutrina não lhe impõe nada e não promete nada: tudo depende de você compreender sua essência e mudar seus pensamentos, seu padrão, sua própria vida!

Kazagrande


Escute seu espírito!

quarta-feira, 2 de abril de 2014



Em nossas vidas físicas se apresentam situações em que as decisões podem mudar os rumos de todo um direcionamento planejado espiritualmente, por nós e nossos Mentores, ao nos preparamos para esta encarnação... É o Livre-Arbítrio!

Somos livres para tomarmos as decisões e modificar nossas vidas, influindo, por vezes, na vida de várias das pessoas que nos cercam.

Algumas vezes insistimos em caminhos tortuosos. Nosso orgulho não permite nos libertarmos dos apegos materiais ou sentimentais. Nossa vaidade clama por sustentar o quê claramente não possui mais uma utilidade benéfica, nem para nós e nem para os outros.

É preciso nestas horas buscar a voz do seu próprio espírito! Temos em nossas mãos este grande Acervo de Luz, deixado por nossa Mãe Clarividente, e que nos ensina a abandonarmos a personalidade transitória, que tão pouco representa face à experiência transcendental de nosso espírito, e mergulhar na Individualidade, que possui adormecida a sabedoria de tantas passagens por este plano físico.

Somos missionários! Missionários kármicos, mas ainda assim missionários! Isso significa que viveremos nossas mazelas humanas, nos preocupando diariamente com a sobrevivência e com os reajustes a serem cumpridos, mas teremos este Acervo de Luz disponível para nos direcionar em nossas escolhas e decisões.

Mas Mestre, como é que vou saber o quê foi traçado? Como posso saber se estou fazendo certo?

Salve Deus! Querem saber na prática? Meus irmãos e irmãs, aprendemos que ao entrar no Templo deixamos para trás todos nossos problemas, nos mediunizamos e mergulhamos na Individualidade. Porém, não deixamos de ser médiuns quando estamos fora do Templo. Seguimos com nossa capacidade de contato espiritual e dominamos as técnicas.

Ao precisar tomar decisões mediunize-se! Procure seu Aledá, seu cantinho de orações ou seu quarto se assim desejar; libere sua mente! Pare tudo por alguns instantes e mentalize seus Mentores, Pai Seta Branca, com a mente livre! Não fique com os problemas na cabeça, eles fazem parte de sua personalidade, para seu espírito tudo já está traçado e resolvido!

Neste momento de “lucidez”, em que poderá sentir a presença da Luz, sem a angústia provocada pela dificuldade de compreender com a mente humana, estará em contato com seu verdadeiro “eu”.

Envolvido pela Luz sentirá exatamente qual o caminho que naturalmente se apresenta. Não resista! Não coloque desculpas, empecilhos e pensamentos claramente infantis. Não questione sob o auspício do orgulho e da vaidade! Entregue-se ao que naturalmente se apresenta, com a certeza de que se seguir adiante por esse caminho, estará no roteiro natural de sua jornada previamente traçada.

Não canso de repetir que todos os espíritos, até mesmo o mais endividado, ao receber a oportunidade de uma encarnação, recebe igualmente a oportunidade de cumprir todos os reajustes traçados e ainda ser feliz neste Terceiro Plano.

Podemos até julgar que nosso espírito está errado, que as decisões que parecem se apresentar são ridículas e que jamais poderão dar certo. Acredite, é possível! Estes dias mesmo, vivi uma situação em que minha decisão deveria trazer um série de consequências que dificultariam minha vida. Mas era este o caminho a ser naturalmente seguido. Não vacilei, pedi intuição aos meus Mentores, e ajuda com a oração de meus irmãos! O “impossível” aconteceu! Tudo se resolveu sem traumas. Houve um custo, é claro, senão o reajuste não estaria completo e “voltaria” depois, mas nada perto da dor que poderia gerar.

Pelo amor, ou pela dor... Não é assim? Escutemos nosso espírito, sigamos o “Caminho Natural” e a dor que se apresentará, será apenas a necessária professora para abrandar nossa personalidade ainda arraigada nos apegos materiais.

Kazagrande

Ligações Afetivas – Almas Gêmeas


Em algum momento de nossa jornada doutrinária, sempre perguntamos por nossa alma gêmea. Seja porque encontramos um grande amor e o temor de haver uma separação nos levar a querer que possamos continuar unidos eternamente; seja porque ainda buscamos o par ideal para nos acompanhar em nossa missão e formar uma família harmoniosa.

Lemos a história das Almas Gêmeas, relatada por Tia Neiva, ouvimos mitos e normalmente fantasiamos muito além de qualquer possibilidade real de realização. Isso é até natural, pois todo ser humano sente a necessidade de estar ligado a alguém que ame e lhe proporcione a felicidade.

Porém também é necessário desmistificar este tema. Trazer os sonhos à realidade e colocar os pés no chão, para não desequilibrarmos o emocional, prato de grande peso em nossa balança do equilíbrio da vida (emocional, material, espiritual).

São belíssimos os romances que lemos, mas invariavelmente nossa realidade é distante.

Pouquíssimos casos de Almas Gêmeas foram confirmados pela Clarividente, e mesmo estes, estavam repletos de cobranças mútuas.

“Quando te apegares à alguém, não  te iludas e não iludas a ninguém, sentindo-se imortal para anular a personalidade, pensando ter ou ser um amigo eterno. Lembre-se da escada fatal da evolução: o teu amigo ou um grande amor poderá se evoluir primeiro. Quando Deus te colocar diante de um grande amigo ou de grande amor, procura sempre acompanhá-lo para não o perder de vista. O homem só se liga a outro como amigo e irmão, quando descendem de uma só evolução. Assim são, também, os casais de amantes e nossos filhos.” Tia Neiva

Neste plano físico, especificamente aqui na Terra, é muito difícil o encontro de almas gêmeas! O reencontro somente se processa quando efetivamente já estão no mesmo patamar evolutivo e podem seguir unidos pela Luz. A Terra ainda é um ambiente de evolução pelo reajuste, pelo reequilíbrio das energias anteriormente mal direcionadas.

Uma ligação espiritual somente se preserva pela possibilidade de manterem o mesmo padrão evolutivo, de estarem na mesma faixa vibracional.

Existem muitos daqueles que hoje são grandes amigos, ficarem anos, talvez centenas de anos, sem reencontrar! Não existem máscaras nos Planos da Luz! Não se pode “carregar” o grande amor, ou a grande amizade! Vários Cavaleiros, e Guias Missionárias, têm sua alma gêmea ainda encarnada ou sofrendo em regiões inferiores, e somente no tempo correto é que poderão agir acima das preces que hoje direcionam.

Não podemos ver o padrão evolutivo de nossos companheiros e companheiras, assim, não há qualquer garantia de continuidade após o desencarne, da mesma ligação que hoje os une!

“Ninguém é de ninguém...” Tia Neiva

Não vamos nos iludir! Somente a verdadeira sintonia em prol de evoluir nesta jornada, é que pode nos unir em um futuro espiritual.

Um casal na Doutrina não tem garantias de continuidade e, muitas vezes, um casal, onde um pertence à Doutrina e outro não, evolui juntos, pela jornada física que escolheram, e se mantém unidos no Plano Espiritual.

Outro fator: Paixão, desejo, ciúme, possessão e sexo, não são sentimentos a serem considerados para determinar “sua alma gêmea”!!! Acredite, a maioria das almas gêmeas, quando se encontram neste plano físico, sequer formam casais! É mais freqüente que se tornem “melhores amigos” do que amantes! Já ultrapassaram a necessidade física da ligação sexual ou paixão obsessiva.

Mesmo na bela história de Tiãozinho e Justininha, observamos que eles viveram apenas cinco meses casados e logo a seguir desencarnaram, passando ainda por período de grande dificuldade de aceitação. Tiãozinho reencarnou para auxiliar o resgate de Justininha, que ainda estava presa a reajustes cármicos de suas últimas passagens no plano físico da Terra.

Encontrar nossa alma gêmea? É possível, mas é muito raro! São exceções que por vezes se passam em situações onde um vem ajudar o outro e não necessariamente como casais (vejam a história do doutrinador, contada nas aulas de Pré-Centúria).

Procuremos não nos perder de nossos amigos, de nossos amores, mas não pelo sentimento de “posse”, e sim pela necessidade de evoluirmos juntos!

Kazagrande 

Quero equilíbrio!


Ao buscar sentir sobre o quê escrever nesta manhã, sentindo já o peso da responsabilidade por estar com a “caixa de entrada” cheia de emails, comecei a recordar de como minha vida mudou no último ano. Sentindo um imenso amor me envolver, retirando-me do turbilhão de compromissos que vêm à cabeça no planejar o dia.

Um amor intenso, repleto de boas energias e vibrações, que traz a certeza do caminho estar sendo trilhado com segurança e objetivo claro. Que impede que os problemas naturais do cotidiano e da convivência com tantas pessoas, tornem-se dignos de nota.

Este Amor está disponível para todos! É possível despertar o Espírito, a Individualidade e sentir-se parte integrante e ativa da mudança pela qual nosso planeta está passando, e de forma positiva.

Somos médiuns! Temos um Karma “pesado” - por isso a condição mediúnica, não é mérito, é necessidade - e também somos missionários!

Temos em nossas mãos a oportunidade de ultrapassar nossos grandes compromissos, superar nossos reajustes e ainda semear muito a ser colhido quando retornarmos ao plano espiritual.

Temos também a possibilidade, arrisco dizer “a obrigação”, de sermos felizes! Basta que compreendamos um pouquinho que este plano físico nos oferece a intensidade dos sentimentos humanos a serem encarados de forma positiva.

“Pagar as dívidas” apenas faz parte da jornada pedida e planejada. Os reajustes, reencontros, se aproximam, se concretizam e devem findar com o reequilíbrio. Nenhum, repito, nenhum médium vem a este plano para ser infeliz ou apenas acertar suas contas... A condição mediúnica proporciona a possibilidade de ir muito além, pela prática da caridade, pela oportunidade de fazer o bem a aqueles que “não tem nada com nosso karma”.

Muitas vezes, preocupados com nossas vidas, com os problemas, com dinheiro, trabalho, saúde, acabamos indo ao Templo em busca de ajuda. Vamos chorar nossas mazelas e pedir socorro aos nossos Mentores... Mas não deve ser assim!

Temos que ir ao Templo apenas para cumprir a missão, vamos para servir, para pedir pelos outros, desconhecidos, encarnados e desencarnados, que desesperados e sem esclarecimento, não têm nada nas mãos além da esperança de ainda encontrar esperança...

E os nossos problemas? Salve Deus!

Tudo que precisamos realmente fazer é “nos permitir ser ajudados”. Nossos Mentores (Pretos Velhos, Cavaleiros, Guias, Princesas, Ministros, etc, etc) querem muito nos ajudar! Querem que você possa ser feliz, independente de seu karma e do que ainda tenha que reajustar. Mas só podem nos auxiliar se nosso padrão vibratório permitir! Temos que estar em condições de receber!

Por isso, se vamos ao Templo realmente para servir, se deixamos nossos problemas do lado de fora da porta e nos dedicamos verdadeiramente a servir ao próximo, a praticar a Lei do Auxílio, que reza pela caridade a aqueles que nos são confiados, não pela ligação, mas porque podemos auxiliar sem nada esperar em troca; nossos pensamentos se libertam! Nosso padrão se eleva ao ver (sentir) o irmãozinho sendo encaminhado, ao ver as lágrimas do paciente agradecido, ao compreender que a maioria não teve a mesma coragem de assumir uma missão além do cumprimento de seus reajustes.

E... Ao elevar nosso padrão, permitimos que nossos Mentores nos auxiliem! Passamos a naturalmente atrair coisas e pessoas boas. Nossa aura muda e os caminhos fluem com naturalidade. O emprego inesperadamente aparece, o dinheiro deixa de faltar (difícil sobrar para um Jaguar que tanto mal uso já fez anteriormente), e a promessa de nosso Pai pode ser cumprida: “Nada lhe faltará no cumprimento desta jornada”.

Pode parecer muito difícil esquecer os problemas, mesmo que por apenas alguns momentos. Mas no Templo, não é você, o ser humano! É a Individualidade, o espírito com experiência transcendental que já passou por situações bem piores em tempos onde tudo era mais doloroso, difícil e demorado.

Não tem magia, oração, trabalho especial, força de Adjunto, ou qualquer outra fórmula que vá “dar jeito em sua vida” sem que você aprenda a controlar seu padrão vibratório! Tem que aprender a pensar positivo, ver as coisas com os olhos do espírito e compreender que somos fruto do que emitimos, do que pensamos, do que semeamos.

“Eu não queria muito... Só um pouquinho de estabilidade material e familiar para poder me dedicar mais ao trabalho espiritual”... Salve Deus! Mas não é isso que todos querem? Quem é melhor que o outro para receber assim “de mão beijada” a estabilidade e o equilíbrio?

A estabilidade e o equilíbrio vem de dentro para fora! Vem do espírito consciente, que vibra positivamente! Vibre assim, o máximo que puder, e permita ser ajudado.

Kazagrande

Incorporando várias Entidades

terça-feira, 1 de abril de 2014


Durante o Desenvolvimento mediúnico o Apará deve ser orientado a concentrar-se em seu Mentor, de maneira que vá aprendendo bem a identificar as energias dos diferentes Mentores.

O Preto Velho, ou Preta Velha será o Mentor “de frente”. O Mentor com o qual é emplacado e que irá acompanha-lo até o Castelo de Iniciação. Será, para sempre, a Entidade que o acompanhará em todos os passos de sua Jornada Missionária.

Porém, o Apará é um aparelho perfeito! Sente claramente a energia de outros Mentores quando está incorporado. Percebe, por exemplo, em um atendimento de Tronos, a presença do Mentor do paciente, a aproximação do Mentor de Cura, ou do Caboclo... Caso não esteja concentrado em sua Entidade, irá inevitavelmente incorporar outras.

Mas... Está errado incorporar outras Entidades que não sejam Mentores diretos do Apará?

Não! Em absoluto! Depois de concluído o Desenvolvimento, Emplacamento e Elevação de Espadas, o médium está completo! Poderá trabalhar sem qualquer problema com outras Entidades. Inclusive com certas particularidades, exemplos:

O paciente aproxima-se e claramente a energia muda do Mentor muda, pode ser que uma determinada Entidade tenha a necessidade de realizar aquele trabalho para este paciente específico;

O Apará pode passar por uma faixa kármica que será manipulada com a incorporação de outro Preto Velho;

O Mentor assume determinada missão espiritual e outro fica responsável durante certo período, voltado após cumprir aquela missão.

Estes são apenas alguns exemplos clássicos, mas existem inúmeras situações espirituais, que não temos a faculdade de ver ou interpretar, que podem gerar uma troca de incorporações.

O Apará ao incorporar coloca-se a disposição da espiritualidade e, portanto sempre estará recebendo a projeção de todos seus Mentores. Em qualquer trabalho, todos os Mentores do Apará estão a sua disposição. No Desenvolvimento o Médium de incorporação deve ser orientado a concentrar-se na Entidade que trabalha no setor correspondente, justamente para evitar Preto Velho batendo no peito e Caboclo estralando os dedos. Obviamente estarão os dois presentes, mas a manipulação depende da concentração do aparelho consciente da incorporação.

É natural que em alguns casos o Apará sinta a projeção, por exemplo, do Médico nos Tronos, por uma necessidade do paciente e pela constatação de que aquele paciente não poderá ir até a Cura depois. Isso não quer dizer que vá incorporar o Médico nos Tronos. Ele está presente e emana sua energia curadora junto ao Preto Velho. Uma projeção de Preto Velho durante a incorporação do Caboclo, também pode ocorrer, porém, não existe a necessidade de “misturar” as incorporações por conta desta projeção. A presença das Entidades é patente, porém sua manifestação depende do nível de concentração do Aparelho na Entidade que efetivamente está incorporada.

Desta forma, voltamos a necessidade da orientação no Desenvolvimento, onde o Instrutor é responsável por corrigir as incorporações antes da liberação do emplacamento.

Ao médium Centurião que começa a manifestar estes sintomas, somente podemos abordar como um tema geral de reunião, pois jamais se chama a atenção de um Centurião: ele já é responsável por todos seus trabalhos mediúnicos.


Kazagrande

Sem Vidência!

sexta-feira, 28 de março de 2014


Relato do atendimento de Pai Joaquim das Cachoeiras:

- Salve Deus! Pai Joaquim eu Ninfa Lua há dois anos e acabo de Consagrar minha Centúria, porém estou em dúvida com minha mediunidade. Sabe, quando venho para os Tronos eu sinto a energia da minha Vozinha, as mensagens me chegam com facilidade, como se as palavras brotassem na minha boca. Sai tudo sem eu ter que pensar. Acho até que está correto, mas meu pai... Eu não vejo nada! A maioria das outras Ninfas dizem que vêem suas Entidades, que se sentem em outros lugares quando estão incorporadas, que sua Preta Velha assim, usa tal roupagem, tem um lenço, um colar e outros detalhes, e eu não! A verdade é que apenas acho que recebo as mensagens. Nunca vi nenhuma Amacê, nunca vi nenhuma Entidade e a única referência que tenho são as imagens dos quadros que mentalizo. Confesso que sinto uma certa inveja de minhas irmãs, sinto-me envergonhada quando começam a falar que tal Entidade lhes disse tal coisa e que estava em tal lugar, que a noite se transportou não sei para onde... Até me afasto para não me sentir tentada a mentir alguma coisa. Nunca vi nada e não tenho nem idéia de como é um transporte. Acho que vou mudar de mediunidade!

Pai Joaquim respondeu:

- Salve Deus! Filha querida do meu coração. É muito melhor assumir sua realidade do que deixar envolver-se pelos desejos e fantasias. Sua mediunidade é normal, igualzinha das suas irmãs! Saiba que um médium só vai ver alguma coisa, ter conhecimento de alguma passagem de sua vida passada ou ainda lembrar de um transporte, se houver uma necessidade real para isso. Nós que nos encontramos na condição de Mentores não podemos alimentar nenhuma vaidade e nem mesmo nos é permitido perder o precioso tempo de trabalho com nada que não seja efetivamente produtivo e tenha uma real aplicação para a vida do médium, ou do paciente.

- Mas meu Pai... Eu queria tanto poder ver também! – retrucou a Ninfa.

- Minha filha, eu estou aqui! Em espírito e verdade e em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. E sua Vovó está aqui também! Você não precisa de ilusões. É sincera com seus sentimentos e não necessita se envaidecer ou criar fantasias. Viva a mediunidade que lhe é confiada com simplicidade e precisão. Cumprindo sua jornada nesta seara de Amor que é a Doutrina do Amanhecer.

- E os transportes, meu pai? Por que eu pareço que estou acorrentada no corpo, nunca tive nenhum transporte ou fiz viagens espirituais encontrando com vocês, ou auxiliando nossos irmãozinhos durante meu sono. Será que sou tão incapaz assim?

- Salve Deus! Em Cristo Jesus, minha filha, todas as noites você parte para completar no espiritual, a missão iniciada no físico. Mas você não precisa lembrar disso não! Você vai ao lado de sua Guia Missionária e encontra muitos destes nossos irmãozinhos em situações terríveis, cuja lembrança não lhe faria nada bem. Você é uma trabalhadora de Pai Seta Branca e não uma “conversadora” de espíritos. Quando você sai do corpo físico, vai para trabalhar e não para ficar de “prosa por aí”.

- Mas por que tantos têm esta vidência, e eu não? Não seria melhor eu refazer meu teste mediúnico?

- Minha filha querida... Você só não precisa é ficar se iludindo. Cumpre sua missão e é o quê basta para seu espírito. Havendo uma real necessidade e um motivo que não seja apenas para semear a destrutiva vaidade, aí você vai lembrar. Não inveje e não julgue ninguém. Siga sua caminhada silenciosa e agradeça ao Pai a “cegueira” face a aquilo que ainda não está pronta para ver. Mas se ainda quiser refazer seu teste... Vai filha... Faça...

Com lágrimas nos olhos a Ninfa concluiu:

- Não meu pai! Eu sou Ninfa Lua! Sou filha de Pai Seta Branca e é isso que escuto agora!

Kazagrande
(crônica baseada em fatos reais)

O COMANDANTE


“Consagrei Centúria! Agora posso comandar!”

Esta é uma frase comum, que muitos não têm a coragem de dizer claramente, mas que a maioria dos Doutrinadores sente intimamente.

É natural, pois nossas heranças são de Comando e liderança.

Mas o quê implica em ser Comandante?

Como assumir os primeiros Comandos?

Qual deve ser a minha postura como tal?

Primeiramente compre um Livro de Leis! Um Comandante tem que conhecer todo o Ritual e suas Leis. Tem que ter seu próprio Livro de Leis, e ler com muita atenção, tirar as dúvidas com o Adjunto ou com Comandantes veteranos. Nunca pode ser um “sabetudo”, pois o bom sendo é a principal resposta a todas as indagações surgidas. Nossa Doutrina é coerente em suas Leis, e as lacunas que existem em determinadas explicações, são sempre preenchidas com bom senso e equilíbrio.

Após conhecer o Ritual, participando como observador de diversos Comandos de Trabalho, é hora de trabalhar seu íntimo para a missão! Lembre-se sempre: não é um cargo, é uma missão!

O Comandante não é o “Chefe”! Não é quem manda e desmanda e faz o quê quer! O Comandante é o “Responsável”. E “responsável”, na acepção clara da palavra, é quem responde por tudo que acontece dentro de sua responsabilidade. Colhe os frutos e bônus de sua atuação, ou sai no prejuízo total por não saber conduzir-se.

Para ser um Comandante e não ficar no prejuízo cada vez que assumir uma escala, tem que ser equilibrado, atencioso, educado, prestativo, solidário, paternal e entender a linha tênue que une Amor e Razão!

Abrir o plexo, fazer a Chave de Abertura e dar ordens, qualquer um faz. Pegue um paciente, dê a ele um papel com a Chave e ele vai... Agora, “Comandar”... É, sobretudo, preparar-se para o peso da responsabilidade assumida! É estar com a Tolerância aliada ao Amor Incondicional, vibrando na Humildade de servir.

Tem que tolerar os médiuns que chegam desequilibrados e arrogantes, o paciente que chega sofrido e fanatizado. Tem que saber olhar com os olhos do espírito e encontrar os que estão verdadeiramente dispostos a auxiliar.

Elegância e Educação! São palavras que devem definir o Comandante para qualquer paciente ou visitante que o olhar!

Outro ponto importantíssimo ao assumir um Comando: Comandante não pode faltar!

Ao assumir uma escala, o compromisso é feito com seu Cavaleiro, e este não vai faltar... Se você não aparecer, vai ficar sozinho, a mercê do próprio karma, seu Cavaleiro vai estar bastante ocupado auxiliando aos que você abandonou.
Não existem desculpas para faltar uma Escala! Pode até existir uma justificativa de força maior, esta a Espiritualidade saberá avaliar, mas nada pode desculpar a ausência em um trabalho assumido espontaneamente. Pois as escalas deverão sempre ser assumidas espontaneamente! Ninguém pode lhe “escalar”, ou cobrar sua presença, sem que você tenha assumido o compromisso.

Ninguém é obrigado a assumir, mas assumiu? Tem que cumprir!

Não irei estender mais este texto, mas aos poucos, iremos abordando o Comando de cada um de nossos Trabalhos, de forma a mostrar na prática, como conduzir-se em cada um, da Mesa Evangélica à Estrela Candente.

Kazagrande
 
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