Kazagrande

.

EXÍLIO DO JAGUAR

TEMPLO ANAVO DO AMANHECER - COCHABAMBA - BOLÍVIA.

TIA NEIVA - VALE DO AMANHECER

SEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A SUA SENTENÇA!!!.

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - BOLÍVIA - 2009 - 2015.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O MÉDIUM - DOUTRINADOR


Até pouco tempo atrás, somente se considerava médium aquele que “incorporava”.

Tia Neiva trouxe à luz da verdade um outro tipo de mediunidade, onde, ao contrário do fenômeno da incorporação (na qual ocorre uma diminuição do fator sensorial), os sentidos são superativados e o nível de consciência aguçado: O Doutrinador!

O Doutrinador, igualmente ao médium de incorporação, antes de desenvolver sua mediunidade e canalizar sua energia, sofre os efeitos do acúmulo desta energia e passa pelos mesmos problemas de todos os médiuns que ainda não encontraram seu caminho.

Pelas razões expostas acima, o Doutrinador é o médium por excelência, o intermediário entre os planos e o responsável pelo fenômeno mediúnico. Sem a presença de seu ectoplasma, é difícil a realização do processo, no qual ele atua como catalisador.

O Doutrinador normalmente não sente arrepios, não apresenta perdas de consciência, nem tem descontroles emocionais, comuns em outros médiuns – exceto quando sob influência alcoólica ou sob muitos anos de acúmulo energético não manipulado.

O exercício da mediunidade tem um tempo certo para começar. Quando essa cronologia não é observada a Natureza põe em funcionamento os sinais de alarme. Estes aumentam de intensidade na proporção em que não são atendidos.

Muitos Doutrinadores, antes da Doutrina do Amanhecer esclarecer este tipo de fenômeno, devido ao este acúmulo energético, eram levados a tentar desenvolver sua mediunidade forçando incorporações, onde as conseqüências sempre são imprevisíveis.

O Doutrinador ainda não desenvolvido demonstra, em geral, ter a vida desequilibrada e ser dominado pela angústia, pela descrença, agressividade ou passividade excessiva.

Fisicamente, queixa-se de dores de cabeça, distúrbios digestivos e incômodos cardíacos. De modo geral, esses incômodos cardíacos já foram objeto de cuidados médicos e desanimaram o clínico pela falta de causas definidas.

Submetido a um trabalho mediúnico, onde ocorre absorção do ectoplasma excedente no organismo, melhora quase instantaneamente.

Por tendência natural, o Doutrinador tem interesse no conhecimento, tenha escolaridade ou não. Assim, apresenta-se sempre cheio de justificativas, explicações e demonstrações de conhecimentos, que acabam por bloquear a recepção espiritual.

Sem dúvida, o sucesso de um Doutrinador depende de sua capacidade de mediunizar-se. Pela sua própria natureza, ele é um impaciente, e tudo que lhe acontece em torno o incomoda. Tem tendência para dar ordens e organizar as coisas. Gosta de falar, mas não de ouvir, provocando, com isso, reações desfavoráveis à sua atividade.

No estado normal, sob o domínio da personalidade, ele manifesta seu temperamento, sua cultura e seus preconceitos, nem sempre agradando.

Ao mediunizar-se, porém, ele entra em sintonia com seu espírito, portador da experiência milenar, e com o plano em que se acha. Seus Mentores encontram acesso à sua psique e, através dela, trazem suas vibrações benéficas ao ambiente, no verdadeiro exercício da mediunidade.

Kazagrande

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Entidade de Luz - 3ª PARTE


Quando incorporado, devido a sua consciência, o Apará “vê” o quadro do paciente. Nestes flashes, que chegam a sua mente, muitas vezes o futuro pode ser revelado, porém é um futuro que se projeta apenas pelo comportamento atual do paciente, jamais é imutável. A energia que o consulente carrega o está conduzindo para tais situações que aparecem como quadros na mente do Apará.
Salve Deus! Não é para comunicar isso! Estes flashes do futuro aparecem pelo contato com a Entidade e para maior segurança diante das comunicações que serão repassadas, mas uma Entidade de Luz não vai fazer previsões e profecias! O Mentor sabe que o futuro está sendo escrito a cada dia de acordo com nossas atitudes, palavras e pensamentos, e a energia que hoje projeta um futuro bom ou mau, amanhã poderá estar totalmente diferente.

Tia Neiva sempre avisava a respeito das previsões. Preferia abster-se de falar, de responder determinadas perguntas, e como já afirmei anteriormente: é melhor que saiam desacreditando de você, do que se si mesmo. Nem tudo que vê é para ser comunicado!

Outro ponto: Uma Entidade de Luz só revela fatos de uma vida passada se houver um propósito real, uma utilidade para a vida da pessoa, um esclarecimento absolutamente necessário! Não sai contando historinhas de vidas passadas que não servem para nada. Tudo que provem da Luz é útil! Recebemos o dom do esquecimento com um propósito Divino. Pode acontecer que no quadro formado do paciente apareça determinadas informações, mas novamente deixo claro que são flashes para a segurança do Apará, e não para contar contos. Qual é a utilidade de um Mentor dizer “olha meu filho, este aparelho foi sua esposa na vida passada”? Só irá trazer ansiedade e expectativas que podem inclusive colocar em risco a personalidade atual. Algumas raras situações, em que existe uma utilidade real e cujo esclarecimento de um fato do passado pode contribuir para o consulente despertar mais amor, humildade e tolerância, podem até acontecer. Mas tem que ser útil, se não serve para nada positivo, não é uma comunicação da Luz!

Para encerrar: Entidade de Luz não provoca superstições e fanatismos! Não tem isso “passe em três curas, sete induções”. Salve Deus! O paciente vai para a Cura, passa a primeira vez e é informado que somente em outro dia pode passar de novo. Para passar de novo obrigatoriamente terá que passar nos Tronos... Então para quê recomendar três curas??? Se passando de novo a Entidade irá avaliar se naquele dia a aura está em condições de receber o tratamento! Recomendação de trabalho é somente para o dia e apenas um. A exceção são os trabalhos Estrela, Cruz do Caminho, Randy, etc., que são realizados em horários que nem sempre permitem participar logo que saia dos Tronos.

Nosso “remédio” é água fluídica, e água fluídica é para beber, não para sair lavando a casa, jogando nos cantos ou tomar banho! A Entidade de Luz recomenda que leve a água para beber, nada mais!

Sal e Perfume do Templo, são do Templo! Não são fonte de superstição para que o paciente leve para casa e faça suas “bendições”. A Entidade de Luz não recomenda nada além de água para levar.

Novamente me desculpo pela objetividade destes textos, porém são fatos que devem ser tratados com a razão sem espaço para argumentos que contradigam a verdadeira missão de nossos Mentores.

Kazagrande

quarta-feira, 8 de abril de 2015

2ª PARTE: Comunicações de uma Entidade de Luz


Continuando nosso assunto de ontem:

Uma Entidade de Luz não interfere na Medicina terrestre: Não receita chás, banhos de descarrego, ervas, e muito menos medicamentos! Por mais que o Apará seja Médico, e visualizando o quadro do paciente entenda que determinada atitude poderá trazer uma substancial melhora de seu quadro físico.

Quem está comunicando é a Entidade, não o Apará! Seus conhecimentos e intuições são aproveitados para a transmissão da mensagem, mas jamais interferem na vida do paciente. A Entidade recomendará que procure o “Médico da Terra” para reavaliar seu quadro clínico, mesmo entendendo claramente que poderia estar tomando um medicamento que provoca um efeito contrário! Observem bem: Não vai receitar e tão pouco suspender um medicamento!

Uma Entidade de Luz não dá “Mensagens para o Aparelho”, ou manda o Doutrinador procurar o Aparelho depois de desincorporado. Quando necessário deixará as lembranças na consciência do Apará! Trabalhamos na Individualidade, logo não existe o João, a Maria e o José, para que enviem recados para a Personalidade.

Uma Entidade de Luz não provoca ansiedades. Não vai passar nenhuma comunicação em que o coração da pessoa “fique pesado”. Seu objetivo será sempre dar esperança e elevar o padrão vibratório do interlocutor. Algumas vezes pode até chamar a atenção, mas sempre com muito amor! Amor e Razão são as tônicas que regem uma comunicação  espiritual elevada. Leiam as mensagens de Pai João e reparem que mesmo nos momentos em que nos chama a razão seu amor é imenso e sua sabedoria não permite que fiquemos com o coração pesado.

Uma Entidade de Luz não compartilha nossos sentimentos negativos. Não tem ciúmes, vaidade, egoísmo e nem se magoa com qualquer dúvida por parte do paciente ou do Doutrinador. Se tiver uma comunicação interrompida porque o Doutrinador teve dúvidas, irá ficar feliz ao saber que está trabalhando com um Doutrinador preocupado em fazer o melhor e trabalhar sem dúvidas. Irá respeitar a “puxada” e permitir a passagem, agradecendo ao Doutrinador depois. Eles são amor e não entram em nossas sintonias de sentimentos negativos.

Uma Entidade de Luz transmite fé! Prefere que o paciente saia desacreditado dela e do Apará, do que desacreditado de si mesmo.

Uma Entidade de Luz não vem para “mandar no Templo”. Não incorpora nos Tronos com mensagens constrangedoras que provocam  mal-estar em todos. O comando da Doutrina é do Doutrinador e a responsabilidade pelos acertos e erros também. O livre-arbítrio é respeitado como lei máxima para que um Mentor possa trabalhar na Corrente Indiana do Espaço.

Entendo o sofrimento dos Aparás que tantas vezes olham pelos  “olhos da Entidade” e compreendem tantas coisas que precisam ser  corrigidas, mas sem o poder temporal para fazê-las. Mesmo assim, jamais devem permitir que seus próprios sentimentos ou compreensões interfiram nas mensagens.


Ainda temos que falar das profecias e previsões, das revelações de vidas passadas, das superstições e fanatismos, das contagens de trabalhos... Tudo isso dentro das comunicações. Por tanto... Amanhã nova continuação!


Kazagrande

terça-feira, 7 de abril de 2015

Comunicações de uma Entidade de Luz - 01


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Em nossa Doutrina somente trabalham Entidades de Luz. Seres Espirituais que já estão livres de seus Karmas terrestres e possuem todas suas células espirituais em harmonia. Ultrapassaram nossas emoções humanas e agora podem, de maneira absolutamente isenta, auxiliar e dar esperança aos que ainda sofrem com seus reajustes neste plano físico.

Considerando que não possuem “apegos” e seus sentimentos são puros, jamais interferem em nosso livre-arbítrio e, por mais que desejem ajudar, deixam sempre que cada um possa receber de acordo com seu merecimento e padrão vibracional.

Deste modo existem comunicações que não serão nunca transmitidas por um Mentor e o objetivo deste texto, a pedido de um Apará, é justamente apresenta-las. Perdoem a exposição tão direta.

Todos nós já sabemos das primeiras recomendações das aulas de Desenvolvimento: Entidade de Luz não dá receitas (chás, ervas, medicamentos), não interrompe tratamentos da Medicina física, não gera fantasias e expectativas,  não interfere na vida do consulente e nem determina mediunidade (se é Apará ou Doutrinador).

Mas vamos aprofundar um pouco mais...

Interferência na vida do Paciente: Jamais uma Entidade de Luz vai dizer coisas que provoquem ansiedades ou que deem decisões na vida da pessoa! Não diz “faça ou não faça”, pois a decisão é de responsabilidade somente de cada um! O Mentor “escapa” das perguntas diretas sempre orientando para que faça uma oração e consulte seu coração.

O paciente falou para a Entidade que no dia seguinte faria uma viagem e perguntou se tudo iria correr bem. Imediatamente, na mente do Apará, se formou a imagem de um acidente automobilístico. O Apará teve o impulso de dizer “não faça esta viagem”, mas a comunicação da Entidade veio assim: “Meu filho, faça suas orações, consulte seu coração e veja se realmente é necessário que viaje agora”.

Entendem? Por mais que o Apará deseje interferir pelo que “vê” projetado pela Entidade, a comunicação jamais vem para interferir na vida da pessoa.

Outro caso: A paciente conta que sofre maus-tratos por parte do companheiro. Que ele a agride fisicamente, a humilha, maltrata os filhos e ainda está desconfiada do olhar dele para a filha mais velha. Depois do relato pergunta: “Oh meu pai, devo deixa-lo?” Salve Deus! Qualquer um de nós diria imediatamente para que largasse de ser besta e mandasse o sujeito ir pastar! E essa seria naturalmente a vontade do Apará! Mas uma Entidade de Luz novamente irá se abster de dar decisões na vida da pessoa. Pedirá que faça suas orações e sinta se verdadeiramente sua missão ao lado deste espírito está cumprida.

Esclarecendo: Sabem por que o Mentor sempre manda fazer as orações? Para que o padrão do paciente possa se elevar e assim possa estar em condições de ouvir a voz do espírito. Para que possa ser verdadeiramente ajudado, pois nenhum Mentor consegue intuir uma pessoa com o padrão lá embaixo.

Este assunto é bastante extenso. Amanhã continuarei aprofundando o que já abordamos acima e ainda falando das “mensagens para o aparelho” e ainda dos “mentores que dão ordens no templo”. Salve Deus!


Kazagrande

sábado, 4 de abril de 2015

EDITORIAL: Quem manda na Doutrina?


“Tia Neiva, quem será sua substituta? Falam em Carmem Lúcia sua filha, é verdade?

- Não! Eu não quero isso pra ela. Meu substituto será o Doutrinador, desde que tenha muito amor no coração”. Tia Neiva em entrevista a Rede Globo em 1984.

No atual momento doutrinário que vivemos, onde aparentes divisões nublam o legado de Tia Neiva, só posso concluir que Tia estava absolutamente certa ao fazer a afirmação acima: “meu substituto é o Doutrinador”.

Somente um verdadeiro Doutrinador, com amor no coração, é que pode seguir adiante e cumprir a missão! E nossa missão é simples: Encaminhar espíritos!

Com esta consideração é que não me preocupo com as lideranças e hierarquias e sempre escrevo para vocês, para o povo, para os verdadeiros herdeiros de Tia Neiva! Quem encaminha os espíritos são aqueles que se afastam das disputas, que ignoram as fofocas, tendências e divisões e vão ao Templo para trabalhar, para cumprir a missão.

Não se importam qual das hierarquias estará “mais certa”, pois o que efetivamente conta é que o templo que frequentam permita que entrem e participem dos trabalhos.

Já recebi quase 20.000 e-mails, o Exílio do Jaguar já conta com milhões de acessos e foram mais de 1.500 textos publicados, e nunca tomei partidos ou falei mal de A ou B (e agora C também). Tenho minha opinião própria, o Templo que conduzo está filiado a uma liderança, mas a minha única preocupação é com aqueles que leem o que eu escrevo! Com vocês que encaminham espíritos! Quem encaminha espíritos, ou seja, quem cumpre a missão, são os médiuns que estão longe das disputas, que vão com o coração livre para o Templo e que invariavelmente procuram respostas aqui no Exílio do Jaguar.

Considero a todos vocês integrantes deste meu povo! Independente e com todo respeito aos vossos Adjuntos e a qualquer “filiação” que tenham escolhido. Entendo que o Ministro que me rege, Ministro Anavo, acolhe a todos que me escrevem, que de tão longe fazem parte de minha vida, como seus, como nossos filhos!

Respondendo a pergunta inicial “Quem manda na Doutrina?”: Nós, vocês! Aqueles que enxergam a essência e não se preocupam em tomar partidos. Aqueles que respeitam a hierarquia, mas não se preocupam com ela, pois entendem que enquanto houver um Trono para trabalhar, a Voz Direta será transmitida pelo Apará e o irmãozinho será encaminhado pelo Doutrinador.

Nada é mais sublime que um Apará trazendo a Voz Direta com a esperança para a vida física do paciente encarnado, ou a Elevação sendo realizada pelo Doutrinador, dando uma nova vida para o paciente desencarnado que foi recebido.

Falo apenas de Doutrina nos textos de redijo, por isso, meu grande líder é Pai Seta Branca e entendo que todos nós temos “Koatay 108” em suas emissões. Somos irmãos! Salve Deus!


Kazagrande

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Semana Santa - Tradição Católica

   
 Comer carne...   Mestre, não somos católicos e nem cultuamos o Jesus Crucificado, e sim o “Caminheiro”, por tanto não deve ter problema comer carne na Sexta-Feira Santa, estou certo?   

Salve Deus! Essa dúvida um dia já foi minha, e sei que ainda é a de diversos médiuns novatos, e até antigos de Doutrina do Amanhecer. Por isso resolvi postar novamente aqui, no “Exílio do Jaguar”, esta resposta.

Tia Neiva sempre guardou um profundo respeito pela Igreja Católica, berço de sua educação espiritual. Sentia-se emocionada sempre que um padre a visitava, fazendo questão de uma especial deferência por parte de todos.

Em nossa Doutrina, levamos em consideração toda a jornada missionária de Jesus, mesmo sem fazermos uso da imagem do “Cristo Crucificado”, ensangüentado e sofrido.

A mensagem de Jesus, o Caminheiro, traduzida em Amor, Humildade e Tolerância, suplanta a mensagem de martírio tão necessária para comover os embrutecidos por sofrimentos menores. Jesus, quando encarnado, sofreu verdadeiramente as dores do corpo físico, e somente a consciência de sua missão é que o fazia suportar. Não tinha um elixir milagroso contra as chibatadas, e seu corpo não era etérico. Era carne como a nossa. Sentiu as dores como nós sentiríamos.

Para responder a pergunta vou transcrever um trecho da Carta “Partida Evangélica”, escrita por Tia, em 27 de abril de 1983, relatando um fato de 1958, quando iniciava sua descoberta missionária.

“...Entramos no Maracangalha, um restaurante da Cidade Livre. Trouxeram uma travessa de bifes, por sinal muitos, e era Sexta-Feira da Paixão. Eu tinha o princípio da Igreja Católica, não levei nada em consideração, e coloquei um bife no prato.

Naquele instante (na vibração e na desarmonia em que eu vivia), ouvi uns estampidos, era Mãe Yara. “Filha, disse ela, continuas como eras. Já estás tão desajustada que te esqueces dos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana? Alerta-te, cuida dos teus sentimentos. O dia de hoje representa, em todos os planos, os mesmos sentimentos por Jesus crucificado. Em todos os planos deste Universo que nos é conhecido, sentimos respeito. Filha, está na hora, devolves o teu bife para a travessa do restaurante.” Eu estava na companhia de três pessoas, como já disse e, vi que não comiam carne. Eles ainda não acreditavam em mim, entre a mediunidade e a loucura. “Como amanhã" – continuou Mãe Yara – “não irás festejar as incompreensões, as fraquezas daquele pobre instrumento que foi Judas”...

...Meu filho entre os diversos conceitos da Igreja que nós respeitamos e, como tornou-se uma tradição em quase todos os sacerdócios, digo: nós não comemos carne às quintas e sextas-feiras da semana santa, nós respeitamos estes conceitos. Eles não nos atrapalham em nossa vida evangélica. E respeitamos as tradições da Igreja Católica, que foi a base de todas as religiões."

Texto integral desta carta em: 

Não é preciso acrescentar nada...

No Templo do Vale do Amanhecer, somente na Sexta-Feira da Paixão, ocorre uma alteração na rotina dos trabalhos:

No 1º Intercâmbio, abre-se a Corrente Mestra e o Intercâmbio, fazendo-se a leitura do Evangelho; os faróis se posicionam na Mesa Evangélica, mas esta não é aberta. Caso haja pacientes abre-se uma Linha de Passes. Da mesma forma se procede no 2º Intercâmbio, exceto no que se refere à pacientes, porque não se abre a Linha de Passes. Às 16 horas abre-se a Mesa Evangélica e, a seguir, os demais trabalhos para atendimento ao público.

Entre 10 e 16 horas, os mestres e ninfas ficam de honra e guarda, buscando permanecer no interior do Templo, emitindo mantras e buscando concentração e meditação.

Kazagrande

quinta-feira, 2 de abril de 2015

TÊM PACIENTES NO ANGICAL?


O Angical é um trabalho Iniciático para o Mestrado! Realizado em Templos que possuem Corrente Mestre e onde somente os que já passaram pela Elevação de Espadas é que podem participar.

Após o encerramento do Retiro as portas são fechadas. Um Recepcionista é encarregado de organizar duas filas, uma para os Mestres e outra para as Ninfas, que devem entrar aos pares no Templo, tendo suas indumentárias e plaquinhas do Mentor verificadas. Não se pode entrar sem estar devidamente uniformizado para este trabalho.

Dada a hora de abertura novamente o Recepcionista se posta na porta para impedir a entrada e qualquer movimentação durante a abertura. Somente depois de abertos os trabalhos é que os "atrasados" podem entrar, fazer a preparação na Pira sem a Ritualística completa e individualmente convidar o Mentor responsável pelo Trabalho.

É recomendado que após este trabalho os médiuns se dirigissem diretamente para suas casas e desfrutem de uma noite de sono, evitando outras atividades nesta noite.

Sei que todos já sabem disso, mas fiz questão de reescrever para que observem os detalhes:

Entramos aos pares! Por tanto, o correto é já ter convidado o Mestre/Ninfa para esta realização (assim como na Estrela). É um evento, uma oportunidade, e devemos nos preparar previamente para estarmos com tudo pronto (uniforme específico e companheiro(a) de trabalho). Claro que muitos não possuem a facilidade de fazer os convites com antecedência, e aí impera o bom senso: deve chegar antes e já ir firmando o compromisso antes de entrar no Templo.

Em algumas situações o médium não consegue par, obviamente devem ser poucos, normalmente Ninfas Sol na maioria dos Templos. Neste caso, devem participar da Mesa Evangélica.

Não existem pacientes no Angical! Temos a oportunidade de trabalhar um espírito que nos é trazido especialmente para esta ocasião. Não é um cobrador que chega para nos "incomodar"! É um espírito que, pela grandiosidade deste trabalho, tem a oportunidade de nos encontrar antes do prazo de sua cobrança e receber o esclarecimento e a luz, avaliando nosso comportamento e talvez até tomando a decisão de seguir sua jornada registrando seu perdão.

Não tem exploração do espírito com perguntas a respeito de sua própria vida, afinal, é um sofredor que não possui qualquer compromisso com a verdade e sempre estará contando sua versão da história. Às vezes a empregada da casa vê a patroa como uma Rainha e sai falando que foi escrava da Rainha, e a médium insana ainda sai contando que foi rainha na vida passada. Eles não possuem compromisso com a verdade, repito!

Quem pode revelar alguma coisa e se for absolutamente necessário e útil, é o Mentor! Que vem para antes para esclarecer as condições em que se encontra o sofredor. Não que provém da Luz é inútil!

Normalmente apenas um espírito é preparado para esta passagem, onde por vezes tem relação com o Doutrinador, outras com o Apará e outras com os dois. Não deve ser comum a passagem de vários espíritos.

Não deve ser comum o atendimento a outro médium fora do par! Excepcionalmente, por uma questão de caridade, onde verdadeiramente não havia possibilidade nem do médium passar na Mesa e nem de encontrar um par (fato bastante raro), é que atendemos "pacientes". Reafirmo: Não tem pacientes, esta condição é excepcional e jamais devemos nos dirigir para este trabalho com a intenção de “ser paciente”. É para Mestres e Ninfas!

Eu sempre entendi o Angical como um trabalho para minha Individualidade, por isso cumpro a risca! Vou no horário, com minha Ninfa ou uma convidada, entro,  realizo o trabalho  atendendo o irmãozinho que foi preparado para ele, encerro e vou direto para casa dormir. Não julgo os que fazem diferente, mas aprendi assim e ensino assim.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

terça-feira, 24 de março de 2015

Frequentando outro Templo


“Quando estiver em Roma, faça como os Romanos.” (Dito popular)

Muitos médiuns me escrevem buscando orientações sobre como agir estando em outro templo.

Nossas leis são as mesmas para todos os Templos, porém cada local começou de uma maneira diferente. Alguns iniciaram pela reunião de médiuns formados em povos diferentes, outros a partir do zero, somente com o casal que chegou na cidade e começou a missão. Alguns partiram do Templo Mãe, outros da rama, da rama, da rama de um Adjunto de Raiz...

Também contam as condições materiais... Alguns começam com muito pouco dinheiro para as despesas, em uma simples “choupana”,  outros desde o início já possuem recursos para construir uma “miniatura” do Templo Mãe. Conta também o espaço físico, casas alugadas improvisadas, terrenos “limpos”, e também aqueles que “já começam com tudo”, porque podem ou possuem merecimento.

Enfim... um início diferente marca a necessidade de adaptações do físico, do financeiro, e isso inevitavelmente influencia no andamento da missão.

Temos que considerar que os templos que começam do zero levam tempo para poder formar a primeira mesa evangélica. Para terem suas Piras, Radar e até mesmo móveis corretos para os atendimentos.

Por isso, ao frequentar um Templo, temos que ter total respeito pela missão dos que ali começaram! Não sabemos as dificuldades passadas e as improvisações necessárias para que tudo pudesse caminhar.

Porém... Podemos esbarrar com “outras” diferenças. Diferenças na condução dos trabalhos.

Neste ponto entendo que não trabalhamos em dúvida! Se for para fazer de má vontade ou preocupado se isto ou aquilo está correto, é melhor não fazer. Vou dar um exemplo prático:

Você chega a um Templo e lhe convidam para um Trabalho que você não conhece. Creio que é preferível observar antes, para poder aprender ou contar com alguém que lhe apoie, desde que o trabalho esteja em nossas Leis.

Outro: Convidam-lhe para um trabalho “fora da lei”, que não está registrado no Livro de Leis, nem no Realinhamento. Tipo conversar com sofredores, desobsessões direcionadas, trabalhos fora do Templo, curas estranhas com vários Aparás e médicos “especialistas”, trabalhos Iniciáticos em templos evangélicos, e outros. Se lhe convidam para isso, Salve Deus! A consciência é sua e a responsabilidade também. Eu não participo! Mas se você for lembre que o risco é grande e ficamos sem a proteção das Leis do Amanhecer.

É comum encontrar grandes médiuns, principalmente Aparás, que se sujeitam aos pedidos de trabalhos estranhos à Lei, com suas vidas “arrebentadas” ou deixando a Doutrina.

A cartilha de comportamento que sugiro é respeito! Tenha muito respeito mesmo que não concorde, mesmo que sua consciência lhe impeça de participar.

“Mestre, e se eu chegar em um templo que me impedirem de trabalhar porque sou de outra denominação jurídica, que que eu faço?”

Salve Deus! Se impedirem você de emitir, não importa! Ainda teremos a Mesa e os Tronos, ali alcançaremos nossa evolução. A Mesa Evangélica e os Tronos não são propriedade de nenhuma denominação jurídica.

Agora se lhe impedirem até mesmo de ir à Mesa e aos Tronos, agradeça ao Pai, porque quem lhe impediu de trabalhar está assumindo todos os irmãozinhos que estavam destinados a você encaminhar neste dia. Você ganhou sem trabalhar e alguém pagará esta conta.

Kazagrande

(Obs.: Estamos falando de “ir a outros Templos”, não de médiuns em desequilíbrio que necessitam de reciclagem até mesmo para manipular nos templos em que foram formados. O médium sem humildade no seu modo de tratar os outros perde o respeito da Corrente Indiana do Espaço).

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sem medo de recomeçar! – 20/03/2015


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Em nossas vidas muitas vezes tivemos que “recomeçar”.

Nem sempre é fácil, pois implica em engolir o orgulho, aceitar as limitações do momento, e, em algumas vezes, até mesmo voltar atrás.

É preciso rever conceitos, identificar onde estivemos errados e fundamentalmente olhar sem máscaras para nossas atitudes. Deixar de querer se justificar é o primeiro passo!

Entender que se algo deu errado é porque existia verdadeiramente algo errado em nós! Em nossas atitudes,  em nossas escolhas, nas palavras que insistimos em proferir, nos pensamentos que cultivamos.

Quem vos fala é o “rei do recomeço”... Incontáveis vezes em minha vida tive que render-me à situação que se apresentava e tentar de novo! Demorei muito para entender estes conceitos básicos que escrevi acima. Errei, errei de novo, me revoltei, questionei tantas vezes nossos Mentores, até que, sob a “varinha de Pai João”, entendi!

Em diversas ocasiões escrevi para vocês sobre a necessidade de deixar de lado a “síndrome da justificativa” e assumir onde falhamos. Escrevi em uma tentativa de evitar que outros tenham que passas pelas mesmas portas estreitas que passei, pois em nossa vida basta seguir o caminho natural. Basta seguir adiante quando naturalmente a vida nos impele às mudanças. É preciso coragem e abandonar por completo o orgulho.

Temos que encarar as mudanças e recomeços como oportunidades de evolução, jamais com revolta ou tentando empurrar para as Entidades a responsabilidade de dizerem “que estou fazendo de errado”. Descobrir seus “vacilos” é uma tarefa sua!!! Só sua!!! Tentar empurrar isso para um Mentor é maldade com o Apará que não poderá ouvir dos céus a resposta que está dentro de você.

Hoje, mesmo com a vida estabilizada, outro desafio se aproxima: Retornar ao Brasil! Puxa... Aqui estava tão tranquilo... Mas se a vida naturalmente apresenta esta necessidade, Salve Deus! Mais um recomeço a vista! Sem medo! Sem orgulho ferido!

Somos Jaguares! Viemos para evoluir e encaminhar espíritos! Cumpriremos!

Kazagrande


quinta-feira, 19 de março de 2015

A Primeira Contagem


Contou-me certa vez, meu instrutor e amigo Bálsamo, esta pequena história, que seria a realização do Primeiro Trabalho de Contagem no Vale do Amanhecer.

Uma das primeiras missões que recebeu no Vale foi o comando da Estrela Candente, ainda em um tempo que a luz para a terceira Consagração era à base de lampião a gás, e para completar o grupo mínimo de quatorze pares, era necessário ir de porta em porta procurando médiuns de boa vontade para participar.

Era agosto de 1976... Naquela manhã ele despertou “inexplicavelmente” mais cedo que o normal. Sete e meia da “madrugada” (no Vale, na época de Tia, este horário, em função dos famosos “corujões”, era muito cedo mesmo!), ele já estava a caminho da Casa Grande para buscar a bolsa com a Lei da Estrela, recém ditada por Vovô Indú.

Pensava em “pegar” a bolsa sozinho, e ir tranqüilo para a Estrela pensar um pouco na vida.

Porém ao chegar, uma das mocinhas do Orfanato já estava na porta e foi dizendo:

- A Tia já está na Estrela lhe esperando!

Pensou: “Vixi”... A Tia na Estrela a esta hora?

Chegando lá entendeu por que...

A “chefe” (ele gostava de contar sempre chamando a Tia de “a chefe”) estava com as mãos na cintura, bem no meio da Estrela com “aquele olhar”... Distante, penetrante, com um silêncio profundo.

Imediatamente percebeu o quê se passava: No piso da Estrela estava uma “macumba das grandes”. Tinha de tudo! Farofa, vela, charuto, bonequinhas de vodu, tesouras, fitas, bebidas... Tudo colocado lá dentro da Estrela!

Conta que parou ao lado de Tia e esperou que ela se manifestasse após algum tempo ainda em silêncio:

- Bálsamo! Tiãozinho está pedindo para que você tenha muito carinho com o comando da Estrela de hoje. Também pede para que avise que não devem usar sal e perfume na primeira consagração, colocaram umas “coisas” lá. Já pedi para as meninas virem limpar tudo, e depois da primeira consagração já vai estar tudo desimpregnado.

Falou assim... De forma firme e segura. Com uma naturalidade que somente a mediunidade dela poderia transmitir.

Ninguém, exceto as meninas que fizeram a limpeza, ou alguma pessoa mais próxima de Tia, ficou sabendo do ocorrido antes, ou durante as consagrações, que foram executadas seguindo a recomendação de Tiãozinho.

Após as três consagrações, desceram todos para o Templo e Tia aguardava junto ao Radar. Pediu para que as Entidades nos Tronos desincorporassem, e após todos acomodados, com os Aparás de pé, iniciou as Invocações. Terminou pedindo a presença do Povo de Cachoeiras e das Sereias de Yemanjá. Nesse momento ela mesma iniciou o Mantra das Ninfas.

A emoção contagiou a todos, era algo inédito aquele trabalho!

Ao terminar o Mantra, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, Tia Neiva pediu aos Médiuns de Incorporação que desincorporassem. Os Aparás, também, tinham lágrimas nos olhos.

“Todos estavam em estado de êxtase; amparados pela magia, encantos... Meu Deus, como traduzir... !?” (Bálsamo)

Então pediu que todos em conjunto emitissem o Mantra de Simiromba, e, ao final, pedindo total sintonia, dirigiu três Elevações em conjunto.

Tomada pela emoção do momento, lutando para manter a razão face a grandiosidade que se operara, ela falou:

- Meus filhos, pelos olhos que entreguei a Jesus a bem da verdade, trezentos exús voltaram para Deus. Salve Deus, meus filhos, graças a Deus!

Após essa realização, este trabalho ganhou forma definitiva e foi entregue para ser conduzido pelo Trino Araken.

Mais um fato interessante se passou algum tempo depois, ainda referente a esta história:

Em uma aula de Centúria, Tia Neiva e seu Mário (Trino Tumuchy), estavam presentes, acompanhando o Trino Araken. Em determinado momento ela contou a história dizendo que o líder da legião tinha por objetivo destruir a Estrela. Assim, enviou todo o seu povo para lá, mas “macaco velho” que era, ficou de fora e acabou escapando. Quando deu por si que tinha perdido todos seus componentes, virou sua ira contra o “pai de santo” que foi preparar a macumba. Contou então, que o tal “pai de santo” só teve um jeito de escapar da terrível cobrança: entrou para a Doutrina do Vale do Amanhecer.

- Meus filhos, ele agora é um de vocês! Um Centurião!

- E quem é ele Tia? – perguntou um dos Mestres Presente.

- Ah... De jeito nenhum! Se eu contar vocês derretem ele na vibração!

Todos deram um alegre riso.

Salve Deus!

Kazagrande

quarta-feira, 18 de março de 2015

Problemas?


O pior problema que podemos passar é aquele que criamos...

Ensinam-nos “por aí”, que se deve aproveitar o momento, mas não avisam das conseqüências futuras.

Nos alimentamos de forma errada, não cuidamos direito do corpo físico e por vezes abusamos do que sabemos que deveríamos evitar.

Perdemos oportunidades...

Perdemos tempo...

Aceitamos o mais fácil ao invés do querer o melhor.

Quando juntamos tudo, entramos em depressão.

Porém, sempre é possível recomeçar, buscar forças para fazer direito agora... Não na próxima vez... Agora!!!

Esperança é um dom a ser despertado.

Criamos o problema... Somos capazes de sair dele.

Dependerá da força da vontade, da disciplina da certeza do que se quer de verdade.

Podemos atingir todos nossos objetivos, a partir de agora, ou na próxima encarnação...

Compreender as pessoas, tolerar e aprender a amar, permite uma vida muito mais exitosa.

Ingressar em atalhos e querer tudo mais fácil, não é uma forma de se aprender a lição que nos trouxe de volta a este plano.

Disciplina! Pai João sempre recomenda e aplica! Disciplina acompanhada de compromisso, esforço e dedicação.

Para viver bem é necessário deixar de criar problemas, e passar a criar uma vida melhor... Melhores relacionamentos, melhores comportamentos, melhores reações.

Agora é hora! Hora de colocar-se acima dos problemas e ao lado das soluções. O que não pode ser solucionado já não importa mais. Passou! Tome suas decisões, tenha disciplina e assuma o compromisso em fazer a diferença em sua vida, na vida dos que confiam em você, dos que dependem de você.

Cada dia se aproveita sim! Mas vivendo a semear um futuro melhor. Semear o vento, obriga a colher tempestades. É hora de semear a Luz e colher o Sol em nossas vidas.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

terça-feira, 17 de março de 2015

Como concentrar-se na Mesa Evangélica


Antes de iniciarmos o primeiro Trabalho do dia, que invariavelmente deveria ser a Mesa Evangélica, ficando a exceção apenas para os Prontos Socorros que ainda operam em regime de urgência, existe todo um preparo.

Ao colocarmos o uniforme iniciamos um processo que nos conduzirá ao contato com nossa Individualidade. Deixamos de lado nossos problemas e aflições e passamos a considerar que o atendimento ao paciente, encarnado ou desencarnado, é o mais importante dever do dia.

Passamos por um processo completo de mediunização, onde os mantras e nossa preparação, nos dão a condição de participar da mesa Evangélica, já devidamente interiorizados em nosso espírito.

Perguntaram “em que pensar? como me concentrar na Mesa Evangélica?”. Abordemos este tema sob a ótica de nossas duas diferentes mediunidades desenvolvidas: Doutrinador e Apará.

O Apará, Mestre ou Ninfa Lua, tem normalmente uma maior faculdade de desprender-se das necessidades de concentração. Sua mediunidade já leva um pequeno entorpecimento do sistema de vigília, e um suave relaxamento se passa no momento que se dispõe a preparar-se para a incorporação.

Na Mesa Evangélica não é diferente. Deve deixar a mente livre de pensamentos pré-concebidos e entregar-se a projeção que recebe. A chamada para incorporação dos irmãozinhos é a chave para fechar as mãos, cruzar os braços e ser o perfeito aparelho de integração entre aqueles que necessitam do magnético humano para partir rumo a uma nova jornada.

Este trabalho foi destinado aos nossos irmãos recém-desencarnados, que necessitam de fluído, para recuperar parte de suas forças, afim de acompanharem seus mentores.

As ditas “Mesa Pesadas” não são um trabalho trazido pela Clarividente. Excepcionalmente, pode-se realizar uma Mesa Especial de Centuriões, como o Trino Araken concebia, visando direcionar a energia de maneira claramente desobsessiva para determinado evento ou pessoa.

O tal “peso”, de algumas Mesas, é trazido pela falta de preparo dos médiuns participantes, que trazem suas energias pesadas e externam seus próprios problemas.

O Apará equilibrado vai à Mesa para cumprir o papel que a ela foi destinada: Receber os irmãozinhos recém-desencarnados, doar a energia e permitir que sejam rapidamente encaminhados pelos seus Mentores.

Deste modo, a concentração é apenas na doação de energia a ser fornecida e ao esclarecimento promovido pelo Doutrinador.

Já o Doutrinador, concentra-se expandindo sua percepção. Trabalha a Doutrina com amor e procura sentir cada palavra proferida como um bálsamo a ser entregue aos que ali chegam ainda desorientados e enfraquecidos.

Sua postura de carinho, respeito e total dedicação, é a verdadeira e necessária concentração.

Kazagrande