As Obsessões - Parte 03

sexta-feira, 29 de agosto de 2014



OBSESSÃO POR ELÍTRIOS

As Obsessões – Parte 02



Espíritos Desencarnados

A obsessão por espíritos desencarnados é a mais comum. O espírito encarna, e traz programada uma série de reajustes com outros espíritos desencarnados. A maioria desses reajustes se faz na vida quotidiana do indivíduo, nas mil e uma maneiras que a vida diária proporciona. Os espíritos cobradores se aproximam da área invisível da pessoa, e provocam situações embaraçosas.

Com isso, provocam a dor, e esta libera as energias de que eles se acham credores. Satisfeitos e vingados, eles se afastam. Assim são nossos aborrecimentos e nossos desastres quotidianos. Sempre tem alguém se aproveitando de nossas amarguras e se libertando de nosso espírito.

Essa energia sutil, da qual os espíritos são ávidos, é produzida de duas maneiras básicas: pela dor ou pelo trabalho espiritual, considerando trabalho espiritual toda atitude humana condizente com os princípios Crísticos. A forma mais lucrativa do trabalho espiritual é a mediúnica.

A obsessão começa a existir quando as condições de cobrança são desequilibradas. Ou o espírito cobrado não tem dor suficiente intensa para satisfazer o cobrador vingativo, ou não consegue outra forma da produção da energia necessária para satisfazê-lo.

Nesse caso, o obsessor toma conta da personalidade, na proporção em que consegue romper suas resistências, e a pessoa entra em desequilíbrio. Esse fenômeno pode durar de apenas alguns minutos até uma existência. Até certo ponto de sua duração, a intervenção é possível, no mecanismo da Lei do Perdão e do Amor Crístico. Ultrapassado esse ponto, o indivíduo se torna um esquizofrênico ou um louco total, e acaba por desencarnar nessas condições. O que se passa depois está fora do domínio humano. Salve Deus!

Observem que a obsessão ocorre sempre quando o espírito obsessor consegue nivelar o padrão do obsediado ao que ele mantém! Consciente ou inconscientemente, na maioria das vezes, somos nós que permitimos a obsessão! Baixamos nosso padrão vibracional, nos entregamos a pensamentos negativos insuflados pelo obsessor e formamos uma “corrente”, uma linha direta que permite até mesmo que atuemos como marionetes nas mãos de um manipulador.

Determinadas atitudes, impulsionadas pela obsessão de um espírito desencarnado, podem nos levar a tragédia moral, social, financeira e até mesmo física.

Obsessões sexuais podem fazer perder até mesmo bons missionários.

Obsessões pelo poder destroem os líderes natos e os transformam em tiranos, seja em pequenas e grandes empresas, na política ou mesmo em congregações religiosas.

Obsessões materiais fazem com que o dinheiro seja visto até hoje como algo “sujo”.

A obsessão é sempre negativa e traz prejuízo a todos os envolvidos. Não importa se é uma obsessão romântica ou cheia de ideais, e nem mesmo se está ligada a nossa religiosidade... Assim nascem crimes passionais e também os fanáticos.

Após “permitida” a obsessão, somente com auxílio espiritual ela poderá ser curada! Esta cura deverá processar-se para todos os envolvidos, para o ser encarnado, e para o ser, ou seres, desencarnados, que estejam atuantes.

É importante saber que o ajuste de uma situação obsessiva não consiste, apenas, em afastar o obsessor. A intervenção indevida só transfere o problema para situações futuras, provavelmente piores. É necessário dar, ao obsidiado, condições de pagamento de suas dívidas e proporcionar, com isso, a libertação de ambos – obsidiado e obsessor.

As Obsessões – Parte 01



Diz-se que uma pessoa é obsidiada quando tem uma idéia fixa, ama ou odeia descontroladamente alguém ou algo, e é assediada por essa idéia, pessoa ou coisa. Isso, na linguagem comum, é uma obsessão, um defeito da personalidade, uma anormalidade de comportamento. Caracterizadas, no indivíduo, sob a forma de vícios, hábitos estranhos, marginalização social, revoltas, etc., são resultantes do conflito natural da gama vibratória psicofísica, e, até certo ponto, faz parte da vida normal.

Sob o olhar espiritual a obsessão adquire outra dimensão... Entendemos que nas obsessões existem sempre influências espirituais e só assim consideramos quando a pessoa perde sua liberdade, total ou parcialmente, por meio destas influências.

O espírito, ao encarnar, ocupa um corpo físico, submisso à matéria deste plano denso. Este corpo é comandado por sua personalidade (alma, mente), influenciada diretamente pelo meio em que convive e que auxiliou na formação desta mesma personalidade transitória.

O espírito, sua Individualidade, que agrega todas as suas personalidades (almas) de encarnações passadas, é regido por leis de outra dimensão, de aspecto transcendental. Ao encarnar, igualmente está regido pelas leis físicas da matéria, e pelo meio social em que está inserido.

Analisando assim encontramos um “cabo-de-guerra” entre as obrigações transcendentais do espírito encarnado e seus desejos “da alma” (provenientes da personalidade construída nesta encarnação específica).

A luta entre os dois – personalidade e espírito – cada qual procurando atender às demandas de seu ambiente, forma a eterna dualidade que se reproduz em todos os homens. À personalidade repugna qualquer interferência e, para isso, dispõe do seu mecanismo de defesa. O espírito, a fim de atender aos compromissos anteriores, liga-se e permite que outros espíritos interfiram na vida da pessoa. Para o espírito, o corpo tem, apenas, uma utilidade transitória: o período necessário para atingir os fins a que ele se propõe. É apenas um meio, um veículo. O corpo pode se desagregar, e acabará por desaparecer. O espírito permanece, neste ou em outros planos.

Nessa perspectiva ampla, a obsessão é um fenômeno próprio da vida neste planeta, onde o espírito encontra condições de equacionar seus problemas, criados por ele, em tempos diferentes, em encarnações diversas.

A personalidade, regida por leis relativamente estáveis, procura a tranqüilidade, a satisfação de suas necessidades básicas e o melhor aproveitamento do ambiente. O espírito, regido por leis mais dinâmicas, com outro conceito de tempo, procura o conflito, o ajuste de contas e a cobrança ou o pagamento de seus débitos.

A ligação de um espírito com outro, qualquer que seja a sua natureza, produz alterações no meio psicofísico, na forma de ação da personalidade. Quando essas ligações são de caráter negativo, produzem-se as obsessões.

Existem mais obsessões do que se considera habitualmente como tal, por se notar esse fenômeno apenas quando se manifesta em termos de convulsões, manifestações de loucura ou ações criminosas.

Sob esta ótica espiritual passaremos a estudar cada caso obsessivo separadamente, nos complementos desta série.

Respeito aos Comandantes

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Um Comandante não é uma pessoa que avaliamos pelo seu caráter, pela sua cordialidade, conhecimento, ignorância ou mesmo estupidez. Entendo que muitos se envaidecem na função e por vezes trazer até desarmonia.

Porém... Naquele momento, em que assume o comando, ele está representando a Guarda do Trabalho! Sua palavra tem voz ativa e suas determinações são registradas nos Planos Espirituais.

Devemos respeitar aos comandantes sempre, independente de suas condutas, pois nossa parte deve ser feita! E nossa preocupação é com o nosso trabalho, e não o dos outros.

Ao chegar a qualquer setor de trabalho, devemos nos dirigir ao Comandante, pedir permissão para participar do trabalho e ao final agradecer a oportunidade.

O Comandante está observando tudo, emanado com o trabalho e por vezes detecta situações que desconhecemos. Pode receber intuições que nos atingem, mas não necessariamente inerentes aos nossos comportamentos. Por tanto, desconhecendo as razões de qualquer atitude ou pedido, devemos atender!

O convite realizado por um Comandante para um determinado trabalho é registrado nos Planos Espirituais. Seu Cavaleiro, sua Guia Missionária, igualmente está sendo convidado, e acredito que eles nunca justificariam “estar sem sintonia” para atender ao chamado.

Nossa missão é coletiva, porém cumprida na Individualidade de cada um!

Não devemos nos incomodar pela rudeza de alguns e muito menos julgar! Pois grandes Comandantes de nossa Doutrina foram homens duros, com pouco conhecimento, mas com a herança transcendental identificada por Tia Neiva e colocada à prova na realização dos primeiros trabalhos Iniciáticos.

A posição ocupada por um Comandante é tão séria que até mesmo Tia Neiva, o ápice de nossa cadeia hierárquica como Koatay 108, respeitava e não contradizia uma ordem.

Vejam o seguinte caso, passado com o responsável pela Recepção em certo dia de trabalho (em tempo: Orixá da Recepção também ocupa uma posição de Comando em seu setor):

Tia Neiva chegava à porta do Templo para entrar e iniciar o atendimento daquele dia. O Recepcionista, em tom sério disse:

- A senhora não pode entrar!

Imediatamente Tia voltou às costas e começou a retornar para a Casa Grande, enquanto o mestre corria atrás dela:

- Tia, é brincadeira, volte aqui!

- Meu filho – ela respondeu – No momento em que você disse que eu não podia entrar, seu Cavaleiro se posicionou fechando a entrada do Templo!

Salve Deus!

Imaginam a seriedade?
Tanto do dever de um Comandante, já tratado em outro texto, quando dos médiuns em jamais afrontar quem se encontra em tal posição.


Kazagrande

Os trabalhos que deixamos de fazer

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Contam nossos irmãos, que já cumpriram sua missão na Terra, que o que realmente pesa, ao despertar na Pedra Branca, não é os erros e faltas cometidas, mas sim o tempo perdido!

Não é o que fizemos, mas o que deixamos de fazer.

Claro que tudo é computado de uma maneira geral na triplicidade de nosso ser, mas falemos dos trabalhos que deixamos de fazer...

Uma Mesa Evangélica, por exemplo, em sua menor configuração, com sete Aparás incorporando e sete Doutrinadores doutrinando. O tempo médio de execução é de vinte minutos, onde cada Doutrinador, em média, dá três voltas na Mesa, se doutrinar a todos Aparás incorporados. Em uma conta simples verificamos que mais de 140 espíritos podem ser encaminhados.

140 Elevações!!! Apenas 20 minutos de trabalho! E quantas Mesas deixam de ser realizadas pela preguiça ou por considerar o papo e o café mais gostosos que a sensação de dever cumprido? Salve Deus!

Muitas vezes falta apenas consciência da missão! É preciso olhar quanto se deixa de fazer pela falta de compromisso, pela falta de consciência, por não ser Jaguar!

Usar esta denominação “Jaguar”, não é para muitos! Somente espíritos com uma herança transcendental de grande experiência em vidas físicas, e aos agregados por um compromisso sincero de poder servir.

Um Jaguar não se presta a um “café com política” enquanto  falta, por vezes, um médium para completar um determinado trabalho. Em muitas ocasiões observei uma Junção esperar pacientemente o médium com má vontade terminar seu cigarrinho; Mesas deixando de funcionar em Templos menores porque “hoje não estou afim”; pacientes esperando nos Tronos, vibrando em suas dores e sofrimentos, enquanto o médium (nem posso dizer Jaguar), ri alto de suas próprias piadas em uma involuntária agressão ao sentimento alheio.

Salve Deus!

Como será quando nós, “lá em cima”, nos dermos conta do tempo perdido em “autoatendimento” enquanto pacientes vibravam esperando para poder ter um consolo?

Como será ao contabilizarmos nosso tempo real trabalho e as oportunidades negligenciadas? Estará a conta com saldo positivo? Caminharemos vibrantes com a sensação da missão cumprida, ou nossos passos serão lentos ao entrar no anfiteatro?

Por isso é preciso se dar conta do tempo perdido desde já! Ir ao Templo para trabalhar de verdade, ajudar em tudo que for possível. Entender que nossa missão é “encaminhar espíritos”! Que ao nos entregarmos verdadeiramente ao trabalho espiritual não precisamos ficar vivenciando as frustrações da alma, pois elevamos naturalmente nosso padrão vibracional e atraímos soluções até então impensadas, contando claramente com a intuição de nossos Mentores e com a experiência de nossa Individualidade.

Claro que gostamos de conviver com muitos de nossos irmãos, e uma conversa saudável, DEPOIS dos trabalhos, até mesmo sairmos socialmente com irmãos de Doutrina pode auxiliar no equilíbrio de nossa triplicidade. Mas ao entrar no Templo, devemos buscar nossa Individualidade (ensinado na 1ª Aula de Desenvolvimento). Ficam de fora os problemas, a política, o futebol, a novela, as fofocas e principalmente tudo que possa atrair perigosas correntes negativas que naturalmente já circulam no ambiente ao lado de nossos irmãozinhos.

“Tia, estou sempre no Templo, porque minha vida não se ajeita?”
“– Filho, você trabalha muito, está sempre fisicamente aqui, mas poucas vezes seu espírito está acordado.”
Salve Deus!


Kazagrande

1ª Consagração de Centúria dos Templos do Acre e Rondônia

terça-feira, 26 de agosto de 2014



Roteiro sugerido (sujeito à confirmação do Adjunto Delano):

Sexta-feira 29/08  

15Hs/16Hs – Chegada do Coordenador Regional Adjunto Anavo e sua Aponara, e parte da comitiva a Rio Branco.

19Hs – Jantar com o Povo Delano.

20Hs – Curso de Conhecimentos Doutrinários – Todos estão convidados para uma aula livre para perguntas cujo tema principal será: “O Caminho Natural de nosso espírito e o progresso em nossas vidas físicas”. Outros temas poderão ser livremente abordados.

23Hs – Recepção dos Mestres Devas – Lanche e Corujão.

Sábado 30/08

15Hs – Chegada das Samaritanas da Bolívia e de Manaus para auxiliar no Ritual.

16Hs – Consagração de Centúria

18Hs – Classificação e Reclassificação – Consagração de Trinos

19Hs – Jantar com toda Corte de Consagração

20Hs – Palestra dos Mestres Devas: A responsabilidade de um Centurião – A Corrente Mestra – Espaço para dúvidas pertinente aos Rituais inerentes aos Mestres Devas, Falanges e Indumentárias.

23Hs – Corujão – Lanche

Domingo 31/08

05Hs – Café da manhã para a partida das Samaritanas da Bolívia.

11Hs – Almoço com o Mestres Devas – Devem estar no Aeroporto as 12Hs para o voo as 13Hs!!!!

15Hs – Abertura dos Trabalhos – Com a presença dos novos Centuriões!

Do nosso Templo...


Nosso Templo é pouco comum, na verdade creio que é único em suas características, no que dizem respeito ao Corpo Mediúnico.

Em solo boliviano, terra que nosso amado Pai Seta Branca encarnado pisou, formado por pessoas de nacionalidades diversas, já contamos com brasileiros, bolivianos, argentinos e africanos... por enquanto. Os brasileiros são de diversas regiões do Brasil, formando uma miscelânea cultural inimaginável em outros Templos e até mesmo na maioria das reuniões sociais que sempre primam em agrupar pessoas de uma mesma origem.

Ah, também existe outro fator que caracteriza nossa missão por aqui: entre os brasileiros, quase todos são estudantes de Medicina, serão Médicos e Médicas, do corpo e do espírito! Médiuns com cultura, conhecimento e que terão condições financeiras de ajudar também materialmente na obra do lugar onde estivem.

Do lugar onde estivem... Podemos concluir que em seu devido tempo, cada um seguirá seu caminho. Retornando para suas cidades de origem, seus países e carregando uma sementinha do Ministro Anavo.

Por isso não devo, e nem posso, me apegar a ninguém. Recebo a prova do amor incondicional, amando verdadeiramente cada um que chegar e sem sofrer com sua partida. Lembro com saudade, mas sem qualquer tristeza, daqueles que já partiram levando a sementinha do Templo de Cochabamba: Laís, para Santa Catarina; Caleb para o Ceará; Fabinho para a Paraíba; Vinícius para Goiás; Leila para o Paraguai...

Outros Adjuntos poderiam dizer “eu não sou barriga de aluguel para ficar formando médiuns para os outros"... Eu, porém fico extremamente feliz em cumprir esta missão! De espalhar sementes do Ministro Anavo por tantos lugares, assim como espalhar estes pequenos escritos que chegam tão longe.

Este editorial na verdade visava parabenizar nosso primeiro Médium Médico formado: Dr. Hendrick Vieira, que se formou neste ano, e ontem, dia 25/08/2014 recebeu a notícia de que foi aprovado no Exame Nacional de Revalidação de Títulos Estrangeiros, tendo assim seu título aceito no Brasil e podendo solicitar seu registro no CRM (falta o exame prático na verdade, mas este ele tira de letra).

Sei que este Ajanã em breve seguirá seu caminho, ao lado da futura Drª Maiara Xavier, que deverá receber sua titulação junto com minha esposa. Hendrick e Maiara logo serão “papais”, formarão uma bela família, terão todo o conforto que a profissão que conquistaram merece e talvez até percamos contato... mas sei... Tenho certeza: Os Mantras de Luz de suas Iniciações estarão presentes para sempre e aquela sementinha do Ministro Anavo irá florescer onde quer que se encontrem.

Parabéns Mestre Hendrick, parabéns Dr. Hendrick! Conquistaste teu espaço, cumpriste mais uma etapa da jornada que teu espírito escolheu: Médico de Homens e de Almas!

Kazagrande e Nilma

Quando se paga com dinheiro

segunda-feira, 25 de agosto de 2014


A forma “mais barata” de pagar uma cobrança espiritual é com dinheiro.

Muitas vezes nos revoltamos quando sofremos perdas materiais, quando sofremos uma injustiça que nos gera grandes prejuízos econômicos ou nos deparamos com pessoas mesquinhas, que, aproveitando-se de uma situação, querem nos explorar e receber muito mais do que aparentemente lhes é de direito ou mesmo de bom senso.

Nestas horas é preciso refletir muito, evitar cair em desequilíbrio e controlar nosso padrão vibratório, para não gerar uma nova corrente negativa que nos envolve e acaba gerando um verdadeiro “efeito cascata” em nossas vidas, atraindo novas dívidas e mais pessoas mesquinhas.

Sofrer uma injustiça, ou ter um grande prejuízo material é muito pouco face a tantos atos do passado que ainda temos que reequilibrar. Nosso karma, de espírito líder, de guerreiros, é pesado, e toda energia um dia desequilibrada, terá que ser reajustada. Lembremos ainda que estamos com a possibilidade de ser esta nossa última encarnação terrestre, e por conseguinte, as oportunidades de reajustes chegam velozmente.

E quando a cobrança vem em forma de lhe tirar a saúde? Ou pela traição da pessoa amada? Ou ainda pela perseguição insensata e odiosa daqueles que um dia ferimos por não saber amar? Seria muito pior!

A maneira mais simples e barata de pagar um reajuste é “com dinheiro”. As perdas materiais podem ter um grande significado, mas é apenas momentâneo! Dinheiro se atrai novamente, emprego encontra-se outro... Mas e a saúde? E a forte dor moral da traição?

Não é hora de esbravejar e sentir-se o mais injustiçado dos mortais ao viver seus prejuízos materiais.

É hora de agradecer! Agradecer pela oportunidade do reajuste, e pedir que consiga manter o equilíbrio para superar esta etapa e ver que somos reflexos de nossas reações, de nossa atitude mental ao nos depararmos com as dificuldades. Se aprendemos a reagir bem, a encarar o lado positivo dos fatos (e sempre há uma maneira para isso), iremos superar com mais facilidade e semear novos e agora positivos encontros!

É natural sentir uma revolta inicial, mas esta não pode passar dos primeiros minutos até a reflexão chegar e trazer de novo o necessário equilíbrio e positividade. Como médiuns e principalmente como Jaguares, não podemos permitir mais do que alguns minutos negativos, pelo impacto inicial, mas absorvida a energia, manipulada pela nosso plexo e consciência, voltamos a sobriedade que pregada pelo Divino Mestre: Amor, HUMILDADE e TOLERÂNCIA.

Kazagrande

A Doutrina como eu a conheço

sábado, 23 de agosto de 2014


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

A Doutrina do Amanhecer é uma Doutrina Crística, ou seja, fundamentada nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sabiamente foi sintetizado em Amor, Humildade e Tolerância.

Tia Neiva agregou os conceitos de família e união entre nosso povo e nosso Mestre Tumuchy, os conceitos científicos. Assim, embora com todos os aspectos religiosos e ritualísticos, estes sempre devem sem esclarecidos sob a Luz da Razão e com explicações plausíveis para cada gesto, movimento ou palavra. Nada em nossa Doutrina é sem explicação, tudo tem um “porquê” e a Luz da Razão não pode permitir esclarecimentos que “agridam a inteligência”. Devemos ter RESPOSTAS!

Como espiritualistas por definição, entendemos que nossas famílias biológicas são, na maioria absoluta das vezes, reagrupamentos kármicos, cuja dificuldade de convivência faz parte de nossa evolução.

Não é diferente no Templo, onde reencontramos desafetos de vidas passadas, porém ali estamos unidos por um ideal comum: curar e encaminhar espíritos! Este nosso ideal missionário, que, se compreendido, pode nos levar a formação de uma grande família espiritual.

Nossos Mentores se apresentam como “pai, mãe, vovô, vovó”. Pai Seta Branca é nosso Pai, não se apresentava como o espírito do Grande Simiromba de Deus que é. Em suas mensagens sempre trazia a comoção do “menor dos pais”, “quero ser pequeno para caber no coração de cada um”. Tia Neiva não pedia para ser chamada de Koatay 108, era apenas “Tia Neiva”, ou nossa “Mãe Clarividente”.

Entendem a sutilizada das mensagens nestas apresentações?

A Espiritualidade deseja que o Jaguar forme uma grande família! Que os Adjuntos e suas respectivas Ninfas sejam aqueles que unificam um povo para servir na Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um dia, quando este grupo espiritual denominado “Jaguares”, assumiu sua primeira missão neste planeta, chegaram como uma grande família, mas sujeitos aos enredos kármicos da vida física, endividaram-se mutuamente, e Pai Seta Branca assumiu o difícil compromisso de nos resgatar pelas missões que poderíamos ainda realizar.

Hoje estamos em nossa última missão na Terra! Sim! Temos nas mãos todas as ferramentas para evoluir e fazer desta, a nossa última encarnação neste planeta. E tudo que precisamos é trabalhar espiritualmente e agregar os valores do Evangelho: Amor, Humildade e Tolerância! E somar os conceitos de união familiar e conhecimento.

Não nos pedem a santidade... Não nos pedem nada que interfira em nossas personalidades, exceto a abstinência ao uso de álcool e drogas (apenas por questões técnicas). Porém, nos dão tudo no fiel cumprimento da jornada! Nos explicam que pelo nosso padrão vibratório podemos ser senhores de nossos destinos e ter tudo que é necessário para vivermos bem e felizes ainda neste plano. Qualquer mudança deverá vir de dentro para fora e por sua própria vontade e decisão.

Estes textos são apenas uma lembrança para o “despertar”! Não demorem tanto tempo para começarem a ser felizes! Libertem-se dos apegos, sorriam para seus irmãos e eleve sempre, sempre, sempre, seu padrão vibratório!

Como eu gostaria de ter entendido tudo isso há muito mais tempo!


Kazagrande

Ação e Reação, ou vingança?


“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”. Mateus 5:39

Aí está algo que o homem natural não consegue fazer: oferecer a outra face ao seu agressor. É uma questão de natureza. Seria o mesmo que esperar que um abutre rejeitasse a carne, para comer alpiste. Algo realmente impossível. Assim também é o homem natural, que é movido por impulsos nervosos e instintos primitivos. Às vezes nem precisa que o tapa seja literal, basta um olhar torto, ou que alguém lhe atravesse o caminho, para desencadear uma reação animalesca. Não é isso que acontece no trânsito? Uma simples fechada pode até gerar uma morte. Alguns até conseguem evitar as vias de fato, ficando apenas na esfera das agressões verbais, por questões de etiqueta social, mas, "engolir sapo", "levar o desaforo pra casa"? Pensam: Oferecer a outra face, isso jamais. É sinal de fraqueza, de covardia.

Meus irmãos e irmãs, não é aceitável que um médium, conhecedor da Escola do Caminho, siga intolerante e vingativo! Pelo Divino Mestre já não vivemos mais o “olho por olho; dente por dente”. Deixemos a linguagem da violência, da ignorância. Devemos absorver o conhecimento de que a raiva não é compatível com o que professamos em nossos Templos, e que violência só gera violência.

Vejo nas redes sociais a expressão de muitos sentimentos (entre nós, Jaguares) que fogem por completo de tudo que vivenciamos em nossa vida espiritual. Agressões, ameaças veladas, e muita, mas muita mesmo, “síndrome de vítima”.

“Sentir-se agredido” é muito diferente de ser agredido verdadeiramente. Mas a “síndrome de vítima” faz com que tudo pareça pessoal e agressivo. Não podemos avaliar os sentimentos dos outros! Não sabemos o que se passa em suas mentes, em seus corações, assim, por vezes “nos sentimos agredidos” sem que existisse uma intenção do outro, e pior, geramos uma reação desmedida!

As reações, que alguns dizem ser uma “lei cósmica universal”, são nossa absoluta responsabilidade, e é aí que entra o “dar a outra face”, citado por Jesus. Reagir negativamente somente potencializa o lado negativo de tudo, ao passo que a reação positiva, anula o negativo. Isso sim é uma “lei universal”.

Deixemos de buscar justificativas para nossas reações negativas. Elas não passam do sentimento mais primitivo do ser humano: vingança! Vingança não é reação, vingança é “terra no coração”.

É normal irritar-se, chatear-se, quando tudo não sai como desejamos. Mas porque não questionar a si mesmos? Porque não avaliar o real motivo? Não buscarem nossas imperfeiçoes e nos íntimos sentimentos que moveram nossas atitudes que naufragaram?

Sejamos conscientes! Questionemos a nós mesmos e paremos de choramingar à Espiritualidade respostas que estão dentro de nós!

Não deu certo? Não reaja negativamente! Busque as respostas em você mesmo, antes de sair culpando os outros! Somente reagindo positivamente é que anulamos o mal.

É difícil? Difícil foi a missão do Divino Mestre que mostrou, como encarnado, a possibilidade de poder semear o bem, sempre!!!


Kazagrande

Esquizofrenia de Hórus

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


Com o claro início da Conjunção dos Planos, cada vez mais “aparecem” Aspirantes com a Esquizofrenia de Hórus, bem explicada por Tia na terceira parte da carta que publiquei no tópico “Para os Instrutores – 03”.

A maioria destes Aspirantes infelizmente consegue desarmonizar o Instrutor. Dotado de mente ágil, inquisitivo, conhecedor de diversas seitas, correntes filosóficas e até mesmo iniciáticas, é um “sabe-tudo”!

Explica a seu modo tudo o quê se passa em nossa Doutrina, baseando-se em seus conhecimentos prévios, pinçados de diversas teorias. Normalmente é convincente, e acaba confundindo, não só o Instrutor, como também outros aspirantes.

Acompanhei pessoalmente um caso destes há algum tempo atrás. Identificando o problema, devido à descrição precisa de Tia Neiva, pude isolar sua ação e buscar conduzir de uma forma discreta o seu tratamento.

O primeiro passo é mostrar as regras do Desenvolvimento. Não se pode permitir que lhe interrompa a cada instante com uma pergunta, que em seguida vira uma afirmação contundente, onde ele procura demonstrar que sabe mais que o Instrutor. Tem que colocar a premissa de que as perguntas ficarão para o final, e deixar o final com tempo bastante reduzido, impedindo suas divagações. Cobrar dele a perfeição nas técnicas, elogiando sempre sua conduta e reafirmando a necessidade da postura silenciosa ao realizar o trabalho.

No fim de cada aula, após dispensar o restante do grupo, deixá-lo falar o que desejar, sem nunca desmerecer seus pretensos conhecimentos e usar toda a tolerância possível. Não é fácil, mas é possível e gratificante quando atingimos o objetivo. Normalmente o médium que chega nestas condições, ao superar a Esquizofrenia de Hórus, torna-se um Mestre exemplar! Consegue ordenar seus conhecimentos pré-adquiridos e tem um aproveitamento fantástico, tornando-se o que costumávamos chamar de “pé-de-boi”, no Templo Mãe.

A esquizofrenia, em geral, é uma enfermidade espiritual. Obviamente existem casos de deliro mental, o que não deixa de ser uma obsessão do próprio espírito. Todos os demais casos, além da Esquizofrenia de Hórus, são de trato particular. Um Aspirante com esta enfermidade deve ser identificado e tratado com um carinho e cuidado espiritual. Levando-o a consciência do problema, sem jamais apontá-lo como “doente”. Cabe ao Instrutor estar preparado para identificar e tratar o problema.

Kazagrande

Quero fazer mais!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Ao entrar na Doutrina do Amanhecer, invariavelmente, o médium sente a necessidade de querer compartilhar tudo de bom que está descobrindo. Para conter esta euforia inicial, uma das primeiras instruções que recebe, logo na palestra de recepção, é que “não fazemos proselitismo”. Ou seja, não saímos divulgando a Doutrina e não convidamos as pessoas para “entrarem conosco”.

Esta instrução inicial é dada porque cremos que “chega quem tem que chegar” e no momento certo. As pessoas encontram o Vale pela atração magnética provocada por seus Mentores, que avaliam a possibilidade de já estarem prontos para iniciar suas caminhadas, ou já possuírem o merecimento para a necessária libertação de um irmãozinho.

Praticamos a caridade em sua essência mais nobre: ao verdadeiro desconhecido. A aquele de quem não podemos auferir absolutamente nada em troca... A espíritos que não vemos, e a pacientes que saem do atendimento dos Tronos e seguem as recomendações sem ao menos poderem parar para agradecer ao Doutrinador e Apará que o receberam ali.

Entendo o natural sentimento de “fazer mais” que surgem nos bons corações. Olhar as misérias, mazelas e sofrimentos alheios, tão próximos, ter nas mãos a fonte e não encontrar o recipiente para compartilhar a água, pode parecer frustrante. Porém, quem deve trazer o recipiente é o sedento.

O mecanismo de atração deve ser nossa conduta! Pela nossa conduta é que podemos trazer a curiosidade do necessitado, que muitas vezes ainda não se dá conta de sua real situação.

A maneira como agimos, como reagimos... Nossas palavras, nossa paciência, nossa tranquilidade, é que devem despertar no outro inicialmente a curiosidade e posteriormente a necessidade de encontrar um caminho que o conduza ao mesmo estado de harmonia. Somente nosso equilíbrio, em nossas ações diárias é que podem transmitir com verdade e subliminarmente, o convite para que conheçam o caminho que encontramos.

A isso Tia Neiva se referia ao falar que devemos ser “Jaguares as 24hs”. Não era para nos internarmos no Templo! E sim para, com nossa conduta, despertar a curiosidade e a consciência dos que nos observam.

Por isso, meus irmãos, a resposta sobre como ajudar, saciar a fome e sede, não é com “palestras... etc”.... Estas podem ser uma ferramenta para os que possuem o dom da palavra. A resposta é: COM NOSSA CONDUTA DIÁRIA!.


Kazagrande

Vibrando no Adjunto

domingo, 17 de agosto de 2014


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Muitos dos e-mails que recebo são de Mestres e Ninfas que reclamam a respeito de seus Adjuntos. Talvez protegidos pelo anonimato encontrem este canal para um desabafo a respeito de tudo que não consideram correto, ou simplesmente pelas suas diferenças de pensamentos.

Sempre procuro aconselhar que não julguem, afinal nossa Mãe Clarividente sempre alertava que o maior desajuste é o julgamento!

Entendo que muitos, sob a sua ótica e com apenas uma das versões presentes, poderiam ter razão.

Porém nossa Doutrina opera em comunhão com a Espiritualidade e, portanto, recebe uma projeção energética-espiritual de maneira decrescente, é o que chamamos de “Força Decrescente”.

Para que entendam bem: Nossa maior hierarquia física era Tia Neiva – Koatay 108, o topo desta pirâmide. Temos nossos Trinos, as Raízes do Amanhecer, que representam a base da sustentação hierárquica e trouxeram as heranças para a formação do Adjunto Koatay 108.

Ao Consagrar Centúria o médium entra para um Adjunto Koatay 108, que representa a topo da Pirâmide de Forças em um Templo do Amanhecer. Passa a emitir na “Ordem” do Ministro daquele Adjunto e na “Linha” daquele Mestre que o representa.

As forças que manipula partem dali! Vamos refletir... O quê acontece se rompemos a sintonia com nosso Adjunto? Como fica nossa emissão, ou mesmo nossos pensamentos no momento em que estamos emitindo especificamente o nome do Adjunto? Será que estaremos partindo em busca das forças que nos competem ou estarem “interrompendo” o canal por nossa vibração baixar ao recordar do Mestre?

Nossa emissão traz toda nossa procedência, somente é eficaz quando estamos em real sintonia com todos seus termos e “vivendo” cada pedacinho das frases que pronunciamos.

Vamos um pouco mais longe... O que acontece com um componente que vibra contra seu Adjunto? Simples! Choque energético! O desequilíbrio torna-se inevitável! Por vezes a vida material começa a desmoronar... Outras vezes o lado emocional pesa tanto que mal se pode controlar as reações... Ou ainda, espiritualmente passamos a deixar de alcançar todas nossas possibilidades... A força decrescente está interrompida! Salve Deus!

Entendo que muitos podem ter grande motivos para entrarem em choques com seus Adjuntos, mas separem o Mestre, do homem! Procurem entende-lo, respeitar e manter viva a esperança de compreender para poder ser compreendido!

Lembrem que estamos juntos na Doutrina por algum motivo que ainda não desvendamos, e muitos de nós possuem cobranças pesadas entre si. Um Adjunto é aquele que necessitou reunir um povo para melhor reajustar com todos, considerando sempre que por vezes ele é o maior devedor, e em outras vezes... o maior cobrador!

Estamos todos a caminho! Nos entendendo ou não, pois o quê nos uniu foi uma Doutrina Crística, um compromisso firmado ainda nos Planos Espirituais.

Abandonemos as fofocas manipuladoras, os grupinhos e principalmente o desequilíbrio causado pelo julgamento! O maior desajuste é o julgamento! 

Que nosso reajuste possa sempre ser por amor!

Um fraterno abraço,

Kazagrande

Incorporando fora do Templo

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Muitos médiuns de nossa Doutrina perguntam a respeito de incorporações fora do Templo. Seja em suas casas, na casa de pacientes ou mesmo em situações que consideram “incontroláveis”. Salve Deus!

O assunto é muito delicado! Para que tenham uma idéia, em 1.984, Tia Neiva afixou um aviso na porta do Templo que dizia:

“O 5º Yurê que incorporar fora do templo perderá suas classificações”

No Templo existe toda uma ritualística para a incorporação... Abrimos nosso plexo ao entrar, nos preparamos na Pira, nos anodizamos com Sal e Perfume, e se vamos aos Tronos para uma comunicação, ainda registramos nossa presença junto a um Comandante, fazemos um cruzamento de forças e ionizamos o Apará. Um convite é realizado com uma determinada Chave e a Entidade identificada perante o conhecimento do Doutrinador. Seria tudo isso em vão? Será que podemos acreditar na incorporação de uma Entidade de Luz fora de toda esta ritualística? Seria tudo sem necessidade? Nossos Mentores iriam desrespeitar as Leis do Amanhecer em uma incorporação? Não!!! Esta é a resposta para todas estas questões.

Entendo que muitos sentem uma “afinidade tão grande” com seu Mentor que sentem sua presença em todos os momentos, mas jamais um Mentor virá para quebrar as Leis do Amanhecer e jogar no lixo toda uma ritualística trazida com tantos detalhes.

Sentir a presença do seu Mentor, sua projeção e intuição, não significa, em absoluto, necessidade de “dar passagem”. Seu Mentor está ali sim, mas não é necessária a incorporação para dar uma mensagem ou acalmar um coração aflito! Lembre que você é 50% da incorporação em qualquer situação, e a mensagem chega com a consciência desperta.

Ao abrir sua aura para uma incorporação sem toda a preparação necessária, e principalmente, sem a presença de um Doutrinador, o Apará se sujeita a tornar-se um “brinquedo espiritual” nas mãos de espíritos de grande conhecimento, mas que ainda seguem vagando pelo etérico da Terra. Lembrem que muitos espíritos conhecem nossa forma de trabalho e ficam muito satisfeitos em poder manipular as mentes dos despreparados, mistificando mensagens belíssimas, mas sem o cunho crístico... Ou seja, aferradas ao deturpado senso de justiça do “dente por dente...”.

Se um Doutrinador faz o convite  para uma Entidade de Luz fora do Templo, ele poderá ser atendido, dependendo de seus bônus, afinal há um custo para isso! Mesmo que seja no seu Aledá, executando o ritual da Carta dos Pequenos Detalhes. Não se iludam, na Espiritualidade importa a Lei da Razão também! Tudo tem um custo, por isso a presença dos cadernos de bônus no ritual.

Certa vez Pai Seta Branca se manifestou na casa do Trino Ajarã, 1º Doutrinador deste Amanhecer... Sabem qual foi sua reação:

“Meu Pai nos perdoe, mas gostaria que o Senhor desocupasse o aparelho, pois o senhor mesmo nos ensinou que só incorporaria em local adequado e com condições apropriadas”. Salve Deus!

Lembremos ainda do Trino Araken, em sua costumeira “dureza”: “Seu Mentor não é seu amiguinho para atender suas mazelas. Ele lhe escuta, lhe aconselha, mas sempre usará a razão para poder lhe atender, se não merece... Salve Deus!”.

Tia Neiva, Trino Araken, Trino Ajarã... para não ficarmos garimpando outros exemplos... Estão todos errados?

Não brinquem com o Sagrado em nossa Doutrina!


Kazagrande

AGRADECIMENTO PELO DOMINGO 10 DE AGOSTO DE 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014


Venho agradecer de maneira profunda e sincera aos Jaguares Leopoldo Elear (), Maciana Farias () e Bruno Figueiredo () pelo seu trabalho no dia ontem em nosso pequeno Templo!

Por alguns instantes pensei em manifestar minha tristeza, mas prefiro ater-me às alegrias que revigoram o espírito e elevam nosso padrão vibratório.

- Olha Mestre, veja quem veio sozinho! – disse a Ninfa Maciana.

Olhei surpreendido o jovem que entrava pelo portão do Templo, ainda tremendo a mão esquerda, mas carregando um indisfarçável sorriso nos lábios. Não sabia seu nome... Apenas recordava da primeira vez que veio, há umas três semanas, sendo contido pelos parentes e terrivelmente obsediado. Desesperados, os pais tentavam segurá-lo, depositavam em nossos trabalhos talvez uma última esperança depois de terem passados em tantos lugares. Hoje ele voltava só! Caminhando e sorrindo!

Conter as lágrimas nestas horas é difícil...

Horas depois chegou sua mãe, repetindo tantas vezes quanto possível: “Gracias, gracias...” (muito obrigado!).

Prefiro guardar esta lembrança do dia ontem, tão triste para mim como Adjunto.

Prefiro guardar a recordação da Ninfa Cremilda, ainda de branquinho, em seus primeiros passos, feliz por trazer um pudim e vê-lo devorado em poucos minutos em meio a incontáveis elogios a sua perícia de cozinhar.

Prefiro guardar as lágrimas da Ninfa Maciana, ao desincorporar depois de atender todos os pacientes sem importar-se com o resfriado a incômoda coriza. Prefiro recordar a vontade contida de nos abraçarmos ali mesmo nos Tronos, ao fim do trabalho com a missão cumprida.

Prefiro recordar o Leopoldo organizando os trabalhos seguintes, o Bruno imantrando sem ausentar-se de dentro do Templo...

Nada mais!

Peço perdão ao Pai pelos momentos que me senti só! Agradeço aos Jaguares que me acompanham e esqueço as tristezas de Adjunto, compreendendo agora as muitas das lágrimas derramadas por Tia Neiva.

Obrigado! Salve Deus!
Kazagrande – 10 de agosto de 2014.

Ser pai, para mim...

domingo, 10 de agosto de 2014

Quando minha primeira filha nasceu meu coração mudou. Aquele pequeno ser tão delicado, tão linda! Nunca consegui ver cara de joelho nela, sempre a considerei o bebê mais lindo do mundo!

Sentia um peso enorme, uma responsabilidade incalculável. Amava desesperadamente, creio que é a melhor descrição! Porque também ficava desesperado ao pensar se seria capaz de dar a ela tudo que não havia tido, se conseguiria fazê-la feliz, poupá-la do quê já havia passado na vida... Se ia conseguir fazer ela me amar!!!

Não queria outro filho de jeito nenhum, pois sequer me considerava capaz de poder dividir o imenso amor que sentia por ela!

Acordava durante a noite para ficar acariciando-a dormindo... Olhava embasbacado aquela criança que me reconhecia e me amava sinceramente!

Passados cinco anos, minha esposa teve um problema no ovário e passou por uma cirurgia. O Médico disse que caso desejássemos ter outro filho, teria que ser já, pois com o tempo poderia ficar arriscado. Minha esposa então teve toda a argumentação necessária para vencer minha resistência.

Então, seis anos depois do nascimento da primeira, veio a segunda!

Como me enganei! Não, eu não dividia aquele amor imenso! Ele se multiplicava de uma forma que julgava não ser possível!

Minha Estrelinha da Sorte! A segunda filha, com personalidade totalmente diferente desde muito cedo.

Ah! Como foi boa este descoberta que o amor se multiplica! Que o amor de pai é protetor, é forte, é seguro! Que muitos se distanciam sob o peso da responsabilidade gritante despertada no espírito, mas que a ternura do olhar destes pequenos frutos da ligação com a mulher, é maior que seu amor próprio!

Os filhos crescem e vamos descobrindo que não podemos esperar recompensas por qualquer coisa que possamos ter feito para agradar ou facilitar a vida. É claro que a felicidade transborda no coração se este reconhecimento chegar, mas não podemos esperar.

Cuidando destes espíritos que nos são confiados em forma de filhos, aprendemos errando, refletimos os erros de nossos pais e descobrimos que muitas vezes também não estavam tão errados assim.

Vamos aprendendo com o passar do tempo, que os filhos são os atores principais, mesmo quando ainda dependem de nós na direção do filme de suas vidas. Somos o homem por trás das câmeras, que não precisa aparecer, e que se aparecer, pode até envergonhar.

A tolerância é exercitada, a compreensão dos erros uma constante. É ser o super-homem em nome de tudo que eles ainda precisarão passar. Que esta experiência só servirá se a vivermos intensamente!

Também é preciso como Jaguar, entender a dor necessária que têm ou terão que passar em função de seus carmas próprios aos quais infelizmente não podemos carregar!

Ser pai é abrir mão de sua própria carência! É preciso ser forte e deixar o carinho que tanto nos realiza para a doçura mãe... Afinal nós somos o porto seguro e nem sempre o aconchego dos braços.

Compreender mais do que ser compreendido... Parece que a frase de Francisco de Assis foi escrita para nós: Pais!

Para nossas crianças temos que ser o herói, para nossos jovens o exemplo e para os pais de nossos netos seremos o amigo.

A maior vitória será quando conseguirmos justamente o que mais nos assombra: Quando pudermos perceber que nossos filhos já não precisam mais de nós para viver.

Kazagrande
 
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