TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

E-MAILS e WHATSAPP


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Ontem coloquei todos os e-mails em dia! Sim... Eu demoro, mas sempre respondo a todos, um por um, com o mesmo carinho e respeito. Caso alguém não tenha recebido a resposta, por favor envie novamente. As vezes cai na caixa de spam, ou, se for mais antigo, posso ter perdido na formatação do computador do início do ano. (exiliodojaguar@gmail.com)

É sempre muito gratificante este contato com vocês, e agradeço ao Pai, todos os dias, a oportunidade de, mesmo estando longe fisicamente, sentir-me tão perto espiritualmente.

Recentemente reativei os grupos do Whatsapp. Prometi adicionar alguns médiuns que escreveram, mas passei o encargo de adicionar os novos membros às administradoras do grupo. Podem pedir diretamente no e-mail delas, pois é preciso receber e concordar com as regrinhas antes de ser adicionado. No momento somente um grupo tem vagas, mas formarão uma fila de espera para os próximos. Enviem os pedidos para lugotti@gmail.com e tenham paciência se já não encontrarem vagas.


Um fraterno abraço, Kazagrande

quarta-feira, 28 de junho de 2017

FUGINDO DA RAIA???


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

A vida neste plano físico sempre apresenta situações aparentemente complicadas que visam avaliar se estamos dentro do processo evolutivo da oportunidade encarnatória que recebemos. Precisamos tomar decisões que implicam diretamente na demonstração de nosso real caráter, onde verificamos se aprendemos a lição que assumimos passar, ou se ainda estamos precisando de novas provas para entender os objetivos da evolução.

Evoluir significa estar em condições de enfrentar estas provas e tomar a decisão correta, mas qual seria a decisão correta? Salve Deus! A decisão correta é aquela que não nos cause estranheza e nos deixe em paz! Aprender a dominar os sentimentos negativos de vaidade, orgulho, inveja, ganância e outros que um dia fizeram parte das personalidades vividas em outras vidas e que hoje devem ser superadas e substituídas pelo amor, humildade e tolerância.

Considerando estas três premissas do Evangelho (Amor, Humildade e Tolerância), sem dúvidas a mais difícil de ser compreendida é a Humildade! Talvez o Amor seja o mais difícil de ser aplicado, mas a Humildade, para ser compreendida, exige a demarcação de uma sutil linha entre a ignorância passiva e a reação desmedida.

Diz o sábio que aquele que se considera humilde já deixou de ser ao assim se considerar. Logo podemos entender que a humildade virá de acordo com a real evolução, onde o espírito entende que não é preciso sofrer diante dos desafios diários que a vida apresenta.

Inúmeras situações em que nos sentimos humilhados, ou desvalorizados, seriam facilmente suplantadas se entendêssemos como uma simples aferição de que aprendemos a não sofrer pelas coisas e sentimentos terrenos. Espiritualmente os sentimentos são sinceros e as coisas apenas meios para trazer mais conforto e melhores condições para o cumprimento da missão.

Revidamos demais! Normalmente não por vingança, mas por uma reação impulsiva ao sentir-se agredido por coisas pequenas demais! Quando percebemos... Já foi! Agredimos porque nos sentimos agredidos, mesmo se a intenção da outra pessoa não seja nos agredir. Tem um grande diferença entre “se sentir agredido” e verdadeiramente “ser agredido”. Já não deveríamos nos sentir agredidos por tão pouco. Já deveríamos estar acima das picuinhas e mimimis daqueles que não possuem esclarecimento. A humildade também consiste em não se sentir agredido pelo “que vem de baixo”. É preferível pedir desculpas, mesmo acreditando estar certo, do que revidar somente para vingar o orgulho ferido pelos que não têm condições de compreender a jornada evolutiva.

Aí entramos na avaliação sobre a ignorância passiva. Ao entender que o outro ainda não compreende o porquê de sua encarnação, ou mesmo de sua missão, quando tratamos com outros irmãos de Doutrina, nós deixamos a ignorância passiva de lado, pois compreendemos que o outro não pode acompanhar o raciocínio e menos ainda ser retaliado por isso. A reação contra o ignorante apenas nos nivela ao nível dele. Não deixamos de reagir simplesmente porque “somos humildes”! Deixamos de reagir quando vemos que nossa reação não modificará a ignorância do outro.

Para que entendam melhor vou exemplificar com uma situação real:

Há algum tempo escrevi um texto, a pedido de um Adjunto de Povo, esclarecendo alguns pontos que fanatizavam o acesso a alguns trabalhos do Templo. Antes de publicar, enviei para a aprovação, pois era direcionado a esclarecer e jamais polemizar. Houve uma rápida aprovação e entendimento por parte dos médiuns para qual o texto foi dirigido, mas uma missionária, responsável pela fanatização, sentiu-se ofendida, embora jamais houvesse sido citada, e publicou um texto direcionado a ofender, citando o nome de meu Ministro e dizendo toda sorte de impropérios e mentiras. Deixando clara sua falta de entendimento pela posição que ocupa.

Dotado de uma boa retórica, eu poderia destruir frase por frase e publicar para milhares de médiuns o texto inicial e o esclarecimento, gerando vibrações que poderiam destruir a médium. Porém preferi me desculpar, ou melhor, pedir perdão publicamente, mesmo tendo total segurança de cada palavra de meu texto inicial, e me afastar de qualquer polêmica. Doeu? Nem lembro mais, mas creio que na hora doeu. Sofri com isso? Não, em absoluto!

Dou este exemplo apenas porque já passou um bom tempo. É preciso superar as ofensas quando elas não significam nada. É preciso construir nossa própria trajetória, conquistar o respeito não pelo medo ou imposições, mas sim pela conduta.

Nossas reações devem sempre ser pautadas pelas três perguntas que sempre insisto em republicar: Vai resolver? Vai me fazer bem? Vai fazer bem para alguém? Se não?... Não vale a pena reagir!

Kazagrande

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Distante da Espiritualidade


Em nossa jornada por este plano físico somos cercados por situações que tomam nosso foco central e exigem uma atenção especial. Uma necessidade material, de saúde, trabalho ou estudos; ou momentos de comoção emocional envolvendo nossos sentimentos de desejo e paixão, ou ainda apego emocional a seres queridos.

Quando uma destas situações especiais se apresenta é comum abandonarmos o restante, para dedicar nossa energia e pensamentos em favor de uma solução. Alguns mergulham em sofrimentos e depressões, outros literalmente esquecem de tudo, e todos, ao redor, e se enclausuram na mente focada em busca da almejada “paz”, que possibilitaria o retorno ao equilíbrio e normalidade.

Qualquer uma destas decisões – deprimir-se, ou isolar-se – não trará a esperada “paz” que todos buscamos. Queremos segurança material, nem precisa muito, costumamos dizer... Queremos um relacionamento confiável e amoroso... Queremos apenas esta tranquilidade para poder “rezar em paz e agradecer”.

Clamamos à Espiritualidade soluções para que possamos ter condições de cumprir a missão espiritual. Fazemos promessas de que quando tudo estiver resolvido vamos nos dedicar ao Templo, ou até mesmo a um trabalho específico. Juramos que pedimos pouco... apenas uma solução imediata!

Mas... Sempre tem um “mas”, não é?

Mas isso é exatamente o que todos querem! Seja médium da Doutrina, ou um ateu. Todos somente desejam ter segurança, equilíbrio e prometem fazer o bem depois, para poder compensar o tempo perdido nas divagações e depressões.

Não somos melhores que qualquer outro ser humano! A diferença reside justamente na possibilidade de podermos fazer o bem independente das condições circundantes. Temos em nossas mãos todas as ferramentas para cumprirmos uma missão espiritual que semeará o verdadeiro futuro de nossas vidas, além da vida!

E acabamos nos afastando justamente da Espiritualidade para nos dedicar a solucionar o problema imediato que se apresenta. Com o passar do tempo devíamos perceber que os problemas nunca acabam! Cada vez que algo se soluciona, aparece um novo desafio! Aliás... A palavra correta a ser usada jamais deveria ser “problema”, deveria sempre ser “desafio”. Não viemos a este plano a passeio, nem para ser “apenas” missionários... Somos missionários Kármicos. Temos uma missão, mas ela corre em conjunto com os desafios de nossos karmas.

O distanciamento da Espiritualidade sempre trará prejuízos e dificultará ainda mais o aparecimento da solução esperada. O fato de focarmos apenas em um prato de nossa tríplice balança da vida, sempre trará ainda mais desequilíbrio. E não falo de ir ao Templo, ou de estar no Templo! O distanciamento da Espiritualidade ocorre quando imergimos em nosso egoísmo e deixamos de lado nossas orações, nossa intuição, nosso contato com o espiritual. A razão nos manda focar no problema, mas por vezes a solução estará na intuição despertada pela fé! Razão e Fé: Um equilíbrio que sempre será benéfico para todos os seres humanos.

Ao fazermos nossas orações, lembrar de nossos três horários, e, quando possível ir ao Templo para dedicar-se aos que nos forem confiados (não para chorar as próprias mazelas no ombro do Preto Velho), realizando assim a verdadeira caridade, duas coisas acontecem: primeiro seus Mentores avaliam a possibilidade em aliviar seu karma pela Lei do Auxílio; segundo seu padrão vibracional se eleva e permite que seja ajudado, que desperte a intuição! Os Mentores somente podem lhe ajudar se você permitir, e nós permitimos pelo nosso padrão vibracional, e não por preces mergulhadas em um padrão negativo, de desânimo e pessimismo.

Fé é a justa medida entre o conhecimento e a ação! Entendemos o desafio e nos propomos a encará-lo. Sem mimimi e promessas vãs, mas com coragem, esperança e a certeza que o desafio que naturalmente se apresenta, naturalmente será sanado.

Kazagrande

segunda-feira, 12 de junho de 2017

É PRECISO VALER A PENA


Tudo em nossa vida deve obedecer ao equilíbrio e coerência. O equilíbrio sempre será baseado na observância dos fatores físicos, emocionais e espirituais, mas a coerência demanda observação e decisões que nem sempre são fáceis. Ser coerente é encontrar a justa medida entre falar/agir, e calar/esperar.

“Sou aquele que fala, e cala quando deve”, já nos ensina o Terceiro Sétimo! Por vezes é muito difícil calar! Pode formar uma sensação de omissão, ou pior... de covardia! Mas aprender a calar é a essência da sabedoria.

O grande questionamento não deve ser sobre “covardia”, mas sim sobre a efetividade das palavras ou mesmo ações. Tem que “valer a pena!”. É preciso avaliar com sinceridade, sem máscaras e sem qualquer pretensão, se nossa ação, ou mesmo nossas palavras trarão algum efeito prático. As três perguntas chaves para qualquer decisão em nossa caminhada são simples e traduzem, nesta mesma simplicidade, a necessidade, ou não, de nossas ações e reações.

1º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, vai resolver a situação? Trará uma solução?

2º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, vai fazer bem para mim? Bem “de verdade”! Ficarei em paz, ou com sentimento de “revide” que irá se transformar em culpa depois?

3º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, fará bem para alguma pessoa? Deixarei alguém feliz, vibrando positivamente em paz?

Se a resposta a qualquer destas perguntas for não, por que fazer? Se não resolve, não faz bem para mim e não faz bem para outras pessoas, será até uma questão de inteligência deixar de fazer, de falar e até de pensar!

Isso vale tanto para nossas pequenas raivas, como para situações maiores e mais complexas. A simplicidade sempre será a maior faceta da sabedoria. Deixar de reagir às provocações, deixar de dar respostas ferinas, parar de questionar e semear dúvidas... Tudo isso trará muito mais benefício do que reações negativas. Calar é uma ciência que conduz à evolução!

Sufocar o “espírito guerreiro” e despertar o “espírito da disciplina” traz benefícios para todos e neste ponto avaliamos a sabedoria dos mestres que ensinaram a “não reação”.

Obviamente não somos cordeiros... Temos vontade de reagir, de gritar, de colocar ordem nas coisas, mas qualquer reação deverá ser passada pelo crivo das três perguntas. Se houver solução, se valer a pena... Aí compre a briga sim! Mas se a satisfação do revide for a única vitória que irá obter... Salve Deus!

Muitas vezes já desejei consertar situações que se apresentam na minha frente, mas ao observar que os beneficiados não desejam o benefício, eu me calo! “Ajudamos a quem quer ser ajudado”. Não recusamos um pedido de auxílio, mas não saímos por aí nos intrometendo onde não fomos chamados. E isso vale para toda nossa vida, inclusive para situações dentro do templo. Aferimos nosso grau de responsabilidade e nos atemos a ele. Estaremos prontos para ajudar, mas nunca nos metendo onde acreditam tudo estar bem. É preferível cumprir a missão dentro da Individualidade.
Kazagrande

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Homenagem - Adjunto Ypuena

Salve Deus!
Ontem, 07/06/2017, nos deixou fisicamente o Adjunto Ypuena, Mestre Lacerda. Confesso ter ficado muito triste, talvez o verdadeiro sentimento seja um grande vazio... Pois não haveria motivo para entristecer ao saber que este Adjunto estará colhendo os frutos da belíssima missão que cumpriu entre nós. Fica sim um vazio... Uma saudade imensa e um respeito imensurável!

Republico aqui uma singela homenagem que fiz em 2010, com o mesmo sentimento de amor e respeito por este grande e inquestionável missionário. Kazagrande

Mestre Lacerda!!!
Hoje o Exílio do Jaguar homenageia um dos maiores Adjuntos de Povo da Doutrina do Amanhecer: O Primeiro Mestre Luz Evangélico da Falange de Consagração – Mestre Manoel Feitosa Lacerda, ou Mestre Lacerda – Adjunto Ypuena!

Nunca fui muito próximo fisicamente deste excepcional Mestre, mas espiritualmente minha ligação sempre foi muito forte. Sem ele saber, muitas das iniciativas, que tive em minha jornada missionária, foram inspiradas pela conduta deste valoroso exemplo.

Tive a oportunidade de conhecer grande parte de sua jornada ao trabalhar na “reforma” da Casa Grande, na década de 90 (coloco assim por não recordar com precisão o ano). Entre as pessoas envolvidas no “monta e desmonta painel”, classificação de fotos, confecção de legendas, sempre estava presente algum componente expressando sua admiração pelo Mestre. A cada foto, uma nova passagem... Afinal, reconhecer-lo ainda com os cabelos soltos e sua característica cor branca, não seria possível para quem não conviveu com ele nos primeiros tempos.

Mestre Lacerda, além de assumir a missão de ser um Adjunto de Povo, sempre se preocupou verdadeiramente com a situação de quem o procurava. Inspirado em não deixar jamais a fé sem obras, iniciou a “Mansão dos Ypuenas”, hoje conhecida como a Casa Transitória do Povo Ypuena. Alimentando o Espírito e o corpo físico. Sua obra serviu de referência para muitos outros Adjuntos, que seguiram o mesmo caminho depois.

Sem recursos, ele e seu numeroso, porém humilde povo, começaram com almoços (sopas), até que pela perseverança e segurança na missão, transformou-se na grandeza hoje respeitada em todos os planos, físicos e espirituais.

Um homem simples, de fácil acesso, nas vezes que o procurei nunca tive dificuldade. Empenhado nos trabalhos espirituais, sempre cumprindo todas as suas obrigações e julgando que ainda fazia pouco pelo que havia recebido.

Minha admiração, pela qual hoje presto homenagem, estende-se a seu povo! Mestres e Ninfas que passaram, ou que ainda fazem parte de minha jornada.

Salve Deus, Mestre Lacerda! Meus respeitos e homenagem,
Deste seu componente de coração,

Kazagrande

Lição da Semana


Salve Deus!
Publico aqui uma das valorosos lições recebidas do Adjunto Ypuena, Mestre Lacerda... Este deixou saudade... Muita saudade! E tenho absoluta certeza que seu caminho espiritual estará pavimentado  pelas vibrações de amor que receberá eternamente deste povo que acolheu e amor como filhos. Kazagrande


"Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque.


Não responda da mesma forma.


Apenas sinta compaixão por aquele que precisa humilhar, ofender e magoar, para sentir-se forte".

Adjunto Ypuena – Mestre Lacerda

UM LUGAR PARADISÍACO

Pelo Adjunto Ypuena - Mestre Lacerda

Eu dormia quando Tia Neiva levou-me a um lugar no espaço, lugar esse que tinha a forma de uma pedra arredondada. Daquele lugar tínhamos uma visão de todo aquele mundo. Tia Neiva pediu-me para que prestasse atenção nas cores que ali existiam, pois o lugar era de um colorido tão lindo que não tenho palavras que possam descrever com precisão aquele magnífico ambiente. Tia Neiva pediu-me que andasse por aquele lugar. Comecei a me sentir levitando naquele mundo colorido. Cheguei a um lugar onde o transporte era realizado através de várias correntes aquáticas.

As águas desses rios dividiam-se em cores; era fantástica a movimentação das águas, indo e vindo, subindo e descendo, igualmente à movimentação de escadas rolantes aqui na terra. Era como um mundo sem maldade, uma coisa pura e bela... Ao retornar, Tia Neiva pediu-me para que eu voltasse à minha casa. Observando, na minha chegada, vi meus dois filhos dormindo e minha mulher fazendo café.

Na situação em que eu me encontrava, em meu corpo etérico, as paredes não representavam obstáculo, assim, podia atravessá-las sem maiores transtornos e retornar ao meu corpo físico, que despertou em seguida. Acordei meio tonto e confuso, até mesmo com certo conflito em relação ao quadro espiritual vivido por mim fora da matéria.

Tão logo retomei a lucidez pude constatar que, realmente, a minha mulher fazia café e meus filhos dormiam calmamente. Eram seis horas da manha. Mais uma experiência que pude fixar com clareza em minha mente, podendo assim assimilar melhor as minhas idéias, os impulsos, as sensações e imagens da vida fora da matéria, Salve Deus.

Adjunto Ypuena - Mestre Lacerda

Livro: A vida fora da matéria no duplo etérico da terra

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ELE NÃO ENTENDE A MISSÃO


Nossa Doutrina é incomparável! A capacidade de encaminhamento de espíritos e a realização de manipulações iniciáticas de grande porte, como a Estrela Candente, Estrela Sublimação e Leito Magnético, dão um caráter único à missão espiritual realizada em nosso planeta. Nas Contagens, mesmo as realizadas em templos pequenos, a força Luz liberta centenas, e até milhares, de espíritos acrisolados no etérico, em suas invocações. Tudo isso sem contar o “trabalho de formiguinha” dos tronos e a atenção aos recém desencarnados das Mesas Evangélicas.

Somos respeitados nos Planos Espirituais por nossa colaboração junto à Luz! Tia Neiva comentava que somos uma “Doutrina fidalga”, em alusão ao grande respeito dos Mentores por nosso trabalho!

Somos diferentes de todos outros grandes grupos espirituais igualmente imbuídos nesta senda de esclarecer, encaminhar e iluminar.

Porém... Somos iguais no âmbito do material humano! Em todas as doutrinas, religiões, seitas ou mesmo qualquer outro agrupamento humano, existem aqueles que não compreendem, ou mesmo se adequam, ao escopo central que promoveu esta união. Assim como uma lâmpada nos traz luz, beneficiando nossa comodidade, atrai insetos em detrimento desta mesma comodidade.

As personalidades, ainda em construção, por vezes acabam se sobrepondo às características da individualidade espiritual do ser que o conduziu à busca de crença, ou lugar, onde possa cumprir a missão assumida espiritualmente, ainda antes da encarnação.

Conviver com pessoas que fogem por completo dos princípios doutrinários é muito difícil, talvez por isso um de nossos três pilares Crísticos seja justamente a tolerância.

É preciso compreender, mesmo que nunca pensemos em concordar! É preciso tolerar e seguir adiante por nossos Mentores. Estamos na Doutrina por eles, pela missão, e não pelos homens que participam. Encontraremos nossos melhores amigos e amores, mas também nossos mais incômodos cobradores. Entender o outro não é fechar os olhos para suas falhas, mas procurar “seus sapatos”, para, usando sua ótica, entender um pouco de suas atitudes. Mas repito: Compreender não implicará em concordar.

Temos muitos trabalhos coletivos, mas todos podem ser cumpridos em sua individualidade. Muitos trabalhos são perdidos pela falta de carisma (para não dizer amor) nos comandos, muitos também se perdem pelos “faladores” que levam seus pensamentos dispersos para falar em momentos inapropriados. Mas, mesmo assim, com comandos chatos, ou com um chato falador ao seu lado, podemos fazer nossa parte, depositar nossa energia nas mãos de nossos Mentores com a certeza de que, mesmo que o trabalho se perca, a sua energia será aproveitada para a finalidade maior: servir à Luz!

Assim, meus irmãos e irmãs, perdoem as palavras mais rebuscadas de hoje, não é meu estilo, mas este texto deverá alcançar aqueles que refletem com muita dureza a respeito da conduta dos irmãos. Condenar é fácil, compreender alguns fatos é quase impossível. Mesmo assim, se fizermos nossa parte, cumpriremos a missão! E com ferramentas não encontradas em nenhum outro lugar.

Kazagrande

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ESSA TAL JUSTIÇA DIVINA



Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Muitas vezes olhamos para o alto e questionamos Deus sobre sua justiça. Não entendemos como pode haver tanta injustiça no mundo e até mesmo em nossas vidas! Salve Deus! Pelo conhecimento que adquirimos nesta caminhada, já não temos este direito.

Entendemos claramente que a Lei do Reajuste sempre está presente, e que mesmo com o perdão, ainda existirá a necessidade de reequilibrar o que desajustamos por não saber amar. Não recordamos do passado, das outras vidas, e devemos até agradecer por isto. Afinal, como receberíamos, no seio de nossa família, nossa mais sofrida vítima, ou nosso mais terrível algoz? Com o Divino esquecimento podemos nos unir até por laços familiares e reajustar por amor. Sim! A premissa de todo reajuste sempre será “primeiro por amor”, restando a dor quando não conseguimos, novamente, amar!

Observamos também, aflitos, tantas situações por toda nossa cidade, nosso país, nosso planeta... Hoje a velocidade das comunicações permite conhecermos dramas de outras nações, por mais distantes que estejam, no momento que estão acontecendo. A chegada destas informações, na verdade, traz mas luz ao mundo, pois passamos a enxergar o que estava escondido e que sempre existiu. Podemos rezar mais pelos que sofrem, sabemos das dores que enfrentam e isso deveria despertar nossa consciência para a oportunidade que recebemos de nascer em uma pátria abençoada e participar de uma Doutrina com tantas possibilidades de trabalho.

Mas muitas vezes escolhemos questionar... Olhamos para o próprio umbigo  e consideramos nossa dor a pior possível! Nosso egoísmo nos leva a, de maneira insana, tentar rezar por nós mesmos, esquecendo tantos que precisam da energia da oração e do poder de nossos trabalhos. Vamos para Estrela pensando em arrumar emprego, ou em um salário melhor, e não recordamos da fome de tantos que a dureza de seus corações conduziu às provas de uma encarnação em condições e locais sem possibilidade de despertar pelo amor... Somente a dor enternecerá estes corações. E... Cada um escolhe a fatura a ser saldada na encarnação assumida.

Pensamos na corrupção de nosso país, hoje tão exposta, como a prova de que não vale a pena ser honesto. E não recordamos que há pouco tempo, na Itália, o juiz que iniciou trabalho parecido, foi brutalmente assassinado pela Máfia. Pensamos na criminalidade crescente e não lembramos que países do Oriente Médio e África vivem o terror no dia a dia com criminosos fardados protegidos pelo Estado.

A Justiça Divina somente poderá ser entendida quando passemos a refletir de uma maneira mais global, mais aberta. Recordemos quando Tia Neiva nos falou dos antigos Romanos, que dominaram pela guerra o velho mundo, promovendo as mais bárbaras atrocidades contra os que seriam escravizados, reencarnando na África para virem ao Brasil como escravos. Recentemente a Síria recebe antigos nazistas da Segunda Guerra, em situação oposta. Nascendo nas terras que consideravam de seres inferiores e lutando para retornar à Alemanha... Sem saber, inconscientemente, vão cumprindo seus karmas pela dor que provocaram expulsando, matando tantos naquela guerra, e hoje sentem o peso da expulsão de outra guerra. Quando suicidas tiveram a oportunidade de reencarnar neste “surto” de microcefalia, que “inexplicavelmente” quase desapareceu, mesmo continuando os mesmo índices da “zika” e com os mosquitos por aí.

A Justiça Divina sempre será perfeita. Nós que não temos a capacidade compreender tudo, ou nem devemos saber tudo. A necessária compreensão de nossos pequenos dramas surgirá com o reconhecimento do que ainda precisamos mudar, do que ainda falta para evoluir. E, se pudermos cumprir com amor, se pudermos semear o perdão que também precisamos pedir, a vida será leve. A dor nem sempre pode ser evitada, mas o sofrimento sempre será uma escolha.

Kazagrande

quinta-feira, 1 de junho de 2017

BASTA APENAS TRABALHAR?



Será que somente precisamos de trabalho espiritual? Seria apenas a fé a nos mover em direção à evolução? Teremos apenas que trabalhar pois a “mesa está posta”? Salve Deus!

Embora a fé seja um fator decisivo para aqueles que desejam contribuir nesta missão, devemos recordar das palavras de Tia Neiva, repetidas deste a palestra inicial: “A fé que nega a ciência é tão inútil quanto a ciência que nega a fé”.

Sim, meu irmão e irmãs! É preciso mais do que a fé! É preciso o conhecimento, sob pena de nos tornarmos “robôs místicos”, um dos temores de Tia Neiva. É preciso saber o que estamos fazendo, entender, conhecer, saber explicar. Já passamos da fase dos “mistérios da fé”, onde ficávamos sem explicações e somente rezávamos. Atualmente, principalmente para os que chegam na Doutrina agora, cheios de informações e questionando com propriedade às realizações, é preciso esclarecer, ensinar, compartilhar conhecimentos que não sejam apenas embasados na fé e experiência... É preciso coerência, instruções que não agridam a inteligência, sob pena de nos tornarmos uma seita de seguidores robotizados.

Evangelizar é trazer o conhecimento! Jamais será pregar o fanatismo ou a fé pela fé. Evangelizar é trazer os princípios de Jesus que justificam a realização dos trabalhos, mas que devem também trazer o conhecimento que nos liberta e dá a necessária segurança e emoção na realização destes trabalhos.

Por vezes vemos médiuns sedentos de conhecimento perguntando sobre o que se passa no Turigano, por exemplo... Respostas desencontradas, cheias de mistérios e misticismos, para não dizer fanatismo, acabam por desiludir aos que hoje se apresentam na Doutrina com dúvidas que não serão sanadas pelos “mistérios da fé”.

Não basta dizer “vocês precisam trabalhar”! É preciso ensinar sobre o trabalho, esclarecer, explicar o que se passa ali e trazer a correspondência com a missão de cada ato praticado. Antes tínhamos Tia Neiva e os fenômenos de sua clarividência eram incontestáveis, por isso muitos se abstinham de perguntar, pois a simples observação já era a prova necessária. Mas, sabedora que não duraria para sempre neste plano físico, ela registrou na cores de nossa fita a necessidade do conhecimento! A cura e a sabedoria, a fé e a ciência, o conhecimento e o trabalho espiritual.

Claro que muitos não precisam de nada disso. Simplesmente trabalham e se sentem felizes com isso, cumprindo tão somente pela fé. Mas os encarnados nesta Nova Era chegam em busca da compreensão, desejam entender para poder transmitir, não se satisfazem com a indicação do trabalho, querem entender. Não aceitam mais que o Adjunto os mande trabalhar, querem do Adjunto o papel de Instrutor, de pai. Querem sua experiência aliada ao verdadeiro conhecimento.

Temos um grandioso acervo, deixado por Tia Neiva, e o conhecimento não pode ficar velado. Não basta distribuir as cartas marcadas para determinadas aulas, é preciso comentar, explicar cada uma delas, e ir além, trazendo a cada semana, ou a cada reunião, uma nova carta, uma nova explicação, uma nova aula!

O povo já não precisa apenas de trabalho, precisa de conhecimento para trabalhar com esclarecimento e direcionando suas energias por esta compreensão. Imagine se o médium entende o papel que desempenha na posição que assume no Turigano? Se entende o que recebe no momento da invocação das forças? Se sabe do que se trata cada canto específico e que tipo de energia é manipulada naquele momento? Tenho certeza absoluta que já não seria o mesmo! Que a cada novo canto saberia o que mentalizar, teria motivos para manter sua concentração... E, vou mais longe, teria motivos para participar do trabalho além da fé que o conduziu até ali.
Kazagrande


(O Turigano foi usado apenas como exemplo, aplica-se este questionamento a todos os demais trabalhos).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estar no Comando, ou SER Comandante



Para os médiuns que participam de um trabalho coletivo, principalmente os iniciáticos, o Comando tem um valor imensurável! Um comandante pode tanto manter a atenção, e sintonia, dos participantes, como ser o elemento desagregador, que permite os pensamentos “escaparem” da finalidade que os reuniu.

O Comandante deve ter “emanação”! A maneira como conduz o trabalho deverá contagiar aos participantes, que literalmente sentem a energia emanada. Muitos são comandantes “perfeitos” ... Emitem e fazem a lei certinho, cumprem todo o ritual com perfeição, mas não trazem a emoção necessária. É preciso vibrar com o comando, sentir-se feliz, motivado e com real intenção de transmitir este sentimento por seus gestos e palavras.

Aprender a fazer tudo certinho é fácil: basta seguir a Lei! Mas muitos não possuem o necessário carisma da condução, e isto não é nenhum demérito! Pois somente é preciso ajustar-se dentro daquilo que pode fazer bem. Recordo sempre o Adjunto Janatã, Mestre José Luiz, que certa vez fez o seguinte comentário: “Tem muito Arcano que deseja comandar a Estrela apenas por ser Arcano sem nunca ter sido um Comandante antes. A Estrela é para os Comandantes”. Para comandar o maior trabalho desobsessivo de nosso Planeta, a Estrela Candente, é preciso SER comandante!

Mas não é apenas na Estrela. Todos os trabalhos requerem uma voz ativa, firme, mas que interprete, vivencie verdadeiramente a Lei e o Ritual! Não tem como comandar nada sem saber o que está acontecendo naquela hora. Tem que saber, e, na vibração da realização, ir esclarecendo aos que são convidados. Sim, pois convidar os participantes de um trabalho que irá comandar é papel do comandante! Chegar de “boneco” com tudo pronto, só para comandar??? Salve Deus! É preciso vibração, antes e durante o trabalho, para que depois do trabalho a vibração permaneça entre os que participaram! Se não... Acabou o trabalho e o médium sai falando do futebol que estava pensando dentro do trabalho e não da grandeza da realização que acabou de fazer.

Salve Deus! O Vale do Amanhecer traz uma Doutrina repleta de opções para todos! Só precisamos “escolher”, sentir, onde nos encaixamos melhor e servimos de maneira mais efetiva. Quem não sente a emoção do Comando, por vezes se realiza plenamente doutrinando espíritos, ou auxiliando em tantos trabalhos disponíveis. Assim como alguns consideram “chata” a função de Devas, e não vão se realizar ali, outros sentem como a função mais importante da Doutrina... Sabem qual a função mais importante da Doutrina que você pode livremente assumir? Aquela que se sente bem fazendo e percebe que faz bem aos outros quando você está ali.

A vaidade em querer comandar apenas para ser o boneco traz prejuízos muito grandes para todos: para o corpo mediúnico onde os pensamentos se dispersam, para a Espiritualidade que prepara todo um ambiente que será pouco aproveitado, para os irmãozinhos que igual aos médiuns se aborrecem, e principalmente para o comandante... Pois assume para seus ombros o custo de tudo isso.

Kazagrande


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Me ajude Pai João!

A médium, chegando como paciente aos tronos, identifica-se e toma conhecimento que ali está Pai João de Enoque:

- Me ajuda Pai João, pelo amor de Deus me ajuda a mudar o quê está acontecendo em minha vida!

- Salve Deus minha filha, o quê posso fazer por você? Estou aqui para lhe ouvir e servir se assim for possível.

Pálida, com aspecto claramente sofredor, começou a chorar e contar seu drama atual:

- Estou desempregada e meu marido também. Esses cobradores perturbadores não nos deixam em paz! Parece que estão presentes o tempo todo e fazem tudo dar errado. Não adianta rezar, eles invadem até meus sonhos onde me vejo sempre perseguida ou sonho que estou caindo. Escuto vozes me chamando durante o dia e parecem que estão o tempo todo rindo de mim. Estou doente, já procurei os médicos da terra, que não encontrando nada ficam me intoxicando com remédios que de nada servem, pois sei que meu problema é espiritual. Me salva Pai João! Como é que me livro desta cobrança e encontro um trabalho para mim e meu marido? Sequer consigo vir cumprir minha missão aqui por conta destas perturbações. Se eu conseguir passar por isso, prometo vir ao templo todo dia para agradecer!

Com a voz doce e firme Pai João, compungido por aquele sofrimento respondeu:

- Salve Deus minha filha! Sei das dores que por ora você enfrenta, e tenha certeza que elas vêm para te despertar em Cristo Jesus. Compreenda e agradeça antes começar a pedir, pois somente a consciência da necessidade de encaminhar estes que lhes são enviados é que poderá iniciar um novo rumo na sua vida.

- Não chore. A hora é de lutar pelo seu perdão. Existem milhares de pessoas vivendo este mesmo drama, mas poucas dispõe das armas que você tem em suas mãos, para com amor, semear o perdão que necessita destes irmãos que realizam sua justa cobrança. Quisera que este humilde preto velho tivesse como remover sua dor simplesmente! Mas não depende de mim e sim de você. É claro que você assim deseja, mas não basta desejar, tem que fazer a sua parte. Vir para agradecer e prometer pagar depois? Todos podem fazer, mas somente uma verdadeira filha de Pai Seta Branca é que poderia por amor, nesta hora mais difícil, vestir as sandálias da humildade e vir trabalhar em prol daqueles que se dizem seus inimigos e lhe cobram com tanta dureza.

- Mas saiba que a dureza com que te cobram é igual a dureza do seu coração. Se abrandar seus pensamentos e sentimentos, vestir as armas que lhe foram confiadas, com certeza também abrandará o coração, destes que ainda sem o poder do amor, somente querem o que consideram justiça.

- Os médicos da terra sempre encontrarão dificuldades para e ajudar, pois os tranqüilizantes diminuem a sensação física da cobrança espiritual, mas não sufocam o clamor do seu espírito, pela necessidade de despertar e retomar sua jornada, seja por amor, ou pela dor.

- Este é o momento da disciplina, de preparar-se espiritualmente! Não veja seus irmãozinhos espirituais menos esclarecidos apenas como cobradores ou espíritos perturbadores, agradeça, pois eles são o feliz instrumento de seu despertar.

- Este templo pode ser sim a chave para reerguer-se e sair dos escombros da falta do necessário trabalho material, porém, somente a sintonia com suas entidades, e a busca por elas através da doação e da caridade, é que poderá reequilibrar seu caminho, fazendo com que seu padrão vibratório seja elevado e fique praticamente inatingível por aqueles que desejam apenas lhe desequilibrar para realizar seus reajustes. Assim terão que reequilibrar a balança da justiça através do amor, que por ora você pode oferecer, e pelo bilhete de passagem para uma vida melhor.

- Seu trabalho e suas entidades serão o foco de luz que você precisa para iluminar o túnel escuro que atravessa.

- Trabalhe espiritualmente com disciplina, cumpra seus objetivos de trabalho com fé e perseverança, para que a luz de Nosso Senhor Jesus Cristo possa brilhar e iluminar a todos vocês.

- Venha trabalhar minha filha, este “nego véio" estará aqui para ajudar-lhe a revigorar suas forças em Cristo Jesus.

A médium, já desanimada, ainda perguntou:

- Quer dizer que o senhor não pode pedir para “dar um tempo” nesta cobrança?

- Sim minha filha jaguar, só podemos ajudá-la a resgatar-se. Você na verdade é que será o médico de si mesma, e daqueles necessitam de você e não percebem, desta forma realizando esta dura cobrança. Uma árvore para ter seu tronco forte demora para crescer, a sabedoria não aparece na mente e no espírito por mágica, e não podemos evoluir só porque assim queremos, é necessário trabalho, tempo e ação! Quem deseja de coração buscar a luz e sabedoria, trabalhará com disciplina e sem desânimo. Servindo aos necessitados, mesmo quando mais necessita, só assim suprirá suas próprias necessidades.

A ninfa não ouvindo o quê desejava, somente obtendo recomendações ao trabalho, disse apenas um “Salve Deus!”, levantou-se sem se despedir e voltou para o banco de pacientes para passar de novo.

Kazagrande

A magia dos relacionamentos


Os seres, encarnados ou desencarnados, sempre se aproximam por duas premissas: Afinidade ou Cobrança. E mesmo quando se trata de uma legítima cobrança, a aproximação inicia pela afinidade, só que mascarada pelo charme das encarnações passadas.

É impossível visualizar de imediato se uma aproximação, que se inicia pela afinidade, se converterá em cobrança, posteriormente. Isso acontece porque todo reajuste ocorre pelo planejamento de encontro no plano físico, inicialmente traçado no espiritual.

É necessário reajustar! Na verdade, o termo correto seria “reequilibrar”, pois com o advento da Escola do Caminho, iniciado na chegada do Divino Mestre, rompendo o ciclo kármico vicioso, e trazendo a possibilidade da Lei do Perdão, podemos, pelo amor e perdão, reduzir o karma e suas cobranças ao equilíbrio energético.

Explicando: Antes da chegada de Jesus, o Caminheiro, o ciclo kármico obedecia exclusivamente ao “dente por dente, olho por olho”, e os reajustes eram verdadeiras cobranças “centil por centil”. Com a chegada de Jesus, movimentando uma inenarrável força extra-cósmica, com milhares de espíritos de Luz envolvidos no evento, o etérico terrestre sofreu uma ruptura, e os espíritos que aqui se acrisolavam por seus apegos e culpas, passaram a ter a possibilidade de seguir a jornada em busca de novas encarnações e oportunidades.

A Escola do Caminho instituiu a Lei do Perdão, que permite a dívida ser paga com amor, restando apenas a energia negativa emitida ser reequilibrada.

Antes: Uma profunda dor provocada somente seria paga com o sofrimento, em igual profundidade, pelo causador da dor.

Depois: Havendo o perdão por parte da vítima, a energia gerada pelo sofrimento da vítima deverá ser reequilibrada, permitindo que o agressor se redima pela prática da caridade, sem necessariamente ter que sofrer o mesmo mal que gerou.

Por isso devemos semear o perdão todos os dias! Para poder colher o perdão, para poder pedir perdão por nossas próprias falhas, para nos libertamos e termos a oportunidade de trabalhar espiritualmente em prol dos desconhecidos, praticando a caridade e assim redimindo a energia emitida por nossas vítimas do passado.

Portanto, lembremos: não há “cobrador”, existem nossas vítimas do passado!

A Afinidade se dá pela frequência vibratória. Somos atraídos por aqueles que estão na mesma sintonia que nós. Já observaram que quando estamos reclamando da vida sempre aparece um que vem contar um drama que ele acha ser pior que o nosso??? Atraímos este tipo de gente!

Da mesma maneira quando estamos “pra cima”, de alto astral, parece que encontramos as pessoas mais felizes. Realmente é assim!

“Ah, mestre... Meus relacionamentos parecem que são todos cobranças”... Salve Deus! Devem ser mesmo, pois é isso que você está atraindo! Pare de vibrar em cobranças, pare de reclamar da vida, pare de pensar que está com problemas.

Pensar em problemas atrai mais problemas! Se você pode resolver, parta para a solução. Se não pode resolver, de nada adiantará ficar remoendo pensamentos tristes. Vibre positivo! Atraia boas pessoas, atrai soluções! Pense em soluções, vibre pensando que tudo já está resolvido e logo estará!

Meus irmãos e irmãs, não falo da boca para fora! Eu realmente vivi e descobri que isso é possível! Nossa Mãe Clarividente nos ensinava isso muitos anos antes de se falar na “atração”! Ela falava, escrevia, repetia e gravava: Seu padrão vibratório é a sua sentença!

Falta alguma coisa?

Kazagrande

Sofredores


Um processo normal de desencarne inicia-se 24hs antes do fato em si. Após deixar o corpo, totalmente livre das amarras físicas, o espírito é levado para um sono cultural, onde revive suas lembranças terrenas por um período de sete dias. Ao término deste tempo, retorna ao ambiente terrestre, acompanhado de seu Mentor, de quem recebe o convite para seguir em busca da faixa dimensional correspondente ao seu grau de evolução.

No momento em que recebe o convite, o livre arbítrio é total, independente das condições do espírito. Muitos, ainda apegados aos bens materiais, às pessoas, aos familiares, a lugares e sentimentos, decidem que querem “ver suas coisas”, encontrar pessoas, e ficam “por aqui”. Passam a uma dimensão paralela ao plano terrestre, chamada etérico.

O etérico é muito parecido com o plano físico, pois as energias são densas e a vida é plasmada pela energia dos encarnados, uma vez que não existe produção energética luminosa, apenas o magnético animal absorvido dos seres encarnados.

Vivem levados pelos seus pensamentos como um “furacão de transporte”. Às vezes seu padrão vibracional consegue os aproximar dos parentes, mas em poucos segundos são levados para outros lugares, e seguem de acordo com seus pensamentos, cada vez mais entorpecidos pelas inusitadas situações que encontram.

Alguns chegam a adaptar-se, ao ponto de considerarem-se ainda encarnados e desprezados pelo mundo.

Outros vivem a vagar, sem nada entender.

Alguns ainda são capturados por espíritos mais experientes no etérico e transformados em escravos.

São muitas informações que permitiriam transformar este texto em um grande capítulo do novo livro, e o objetivo é apenas dar uma noção do que é um “espirito sofredor”.

O sofredor é o espírito que permaneceu no etérico, a despeito do convite de seu Mentor. Vive em função da energia alheia que capta pela familiaridade vibracional, ou pela obsessão direta. Existem os inconscientes, que decidiram ficar pelo impulso e apego, e os conscientes, que ficam pela vingança e sentimentos negativos.

A denominação de “sofredor” vem porque não é possível ser feliz no etérico. A dor moral, sentimental e mesmo física, pois permanecem por muito tempo as dores do desencarne, os impede de evoluir. Não produzem energia e, portanto, não podem praticar a caridade e buscar a redenção.

Somente pelo difícil equilíbrio de seus pensamentos, pelo real arrependimento, por uma dificílima conscientização, é que podem receber uma nova oportunidade de seguir para onde verdadeiramente lhe compete.

Aí entramos nós... Os Jaguares!

Na Mesa Evangélica recebemos os espíritos recém-desencarnados, trazidos por seus Mentores, para receber uma “dose extra” de energia, que lhes dará condições de seguir a “jornada de regresso”. Por isso, os espíritos que passam ali já vêm com toda uma preparação e orientação. O objetivo é receberem o esclarecimento e principalmente a energia magnética que lhes proporcionará as forças para a jornada.

Nos Tronos os sofredores já chegam na condição de obsessores. Estão ligados ao paciente e pela afinidade vibracional, ou cobrança, que igualmente necessita desta afinidade, estão sugando as energias da vítima (daí o termo obsessor). Chegam ali pelo trabalho dos Mentores que encaminharam o paciente, e chegam na condição de pacientes também. Devem ser tratados com total respeito e jamais se deve permitir que suas pesadas vibrações encontrem um campo fértil nos pensamentos dos médiuns, que ali são verdadeiros socorristas, médicos deste grande hospital chamado Mayanti.

Somos profissionais do auxílio! Instrumento feliz que participa do resgate destes irmãos desconhecidos, pela força de nossa energia mediúnica, associada à projeção luminosa de nossos Mentores.

É necessário total respeito! Por isso o termo “irmãozinho”, aplicado até mesmo no Mantra em que emitimos que “nos compadecemos porque é sofredor”. Temos a consciência que eles não tiveram e ainda não tem.

Não brinque falando dos “cobradores”. Só é cobrado quem merece e tem condições de pagar.

Kazagrande

Vale a pena perdoar?


Nosso espírito já passou por muitas experiências neste plano físico, Tia Neiva falava em aproximadamente dezenove encarnações, em média, para os médiuns da Doutrina do Amanhecer.

No cenário destas outras passagens interpretamos os mais diversos personagens. Ricos e pobres, poderosos e escravos, políticos e rebeldes, religiosos e perseguidores, enfim, podemos imaginar os mais diversos palcos de interpretações da vida real, onde adquirimos estas experiências.

Cabe também lembrar que, no intervalo entre uma encarnação e outra, igualmente vivenciamos experiências acrisoladas no etérico e em escolas da Espiritualidade Maior. Resumindo: não há muito que aprender no sentido de conhecimentos, mas, se ainda estamos encarnados, com certeza, temos muito que aprender no aperfeiçoamento de nosso caráter espiritual.

Nossa personalidade hoje pode ser a mais importante de nossas vidas, ou mesmo a mais insignificante, não sabemos! Mas sabemos que estamos aqui para cumprir nossos reajustes e evoluirmos em nossa individualidade pela aplicação prática de boas decisões, que não foram tomadas no passado.

Nos deparamos com situações similares a outras já vivenciadas, onde nossas decisões trouxeram dor e sofrimento. Por vezes encontramos diretamente com nossos cobradores, já encarnados, e que também possuem a mesma oportunidade de decidir pelo perdão ou pela cobrança.

Decidir pelo perdão é fundamental! Sabem por quê? Porque quando perdoamos deixamos um bom exemplo, algo a ser mostrado aos nossos cobradores desencarnados, quando se aproxima o momento do reajuste. Imagine seu cobrador, preparado para executar sua justa cobrança, observando que nós perdoamos a outro que talvez tenha nos infligido uma cobrança maior que a dele. É possível que ele avalie que, se nós, que somos “ruinzinhos”, conseguimos perdoar e seguir em frente, ele também pode! Pode nos perdoar e seguir em frente, nos libertando e libertando a si mesmo do apego emocional da vingança, que prende tantos pelos “umbrais” do etérico.

Também mostramos aos nossos irmãos encarnados, muitos com direito de reajuste, que nosso comportamento atual, nossa afabilidade, não merece uma prática injusta.

O conhecimento de nosso espírito é muito maior do que qualquer estudo que possamos realizar enquanto encarnados. Por este motivo, ao despertar a consciência espiritual, nos tornamos pessoas melhores. Não recordamos com clareza as situações do passado, mas sentimos a intuição provocada pela nossa individualidade comprometida com a evolução.
Kazagrande


Ingratidão



A verdadeira caridade é prestada quando está totalmente desprovida de expectativas! (Ministro Anavo)

Meus irmãos e irmãs, muitas vezes nos decepcionamos com as pessoas que ajudamos, pois esperamos um reconhecimento pelo bem prestado. É um sentimento humano esperar por isso.

Quem de nós não passou por alguma situação em que além da falta de reconhecimento ainda recebeu de volta a triste ingratidão?

Porém, a ingratidão é igualmente um sentimento humano e ela só torna-se real quando havia expectativa de reconhecimento, e assim, o bem proporcionado não real caridade.

Em nossa Doutrina aprendemos e realizamos a mais pura caridade: auxiliamos a espíritos, encarnados e desencarnados, totalmente desconhecidos e que na maioria das vezes não possuem qualquer possibilidade de “retribuição”, e se houver reconhecimento, não saberemos.

Esta lição prática de nossa vida doutrinária deveria ser levada adiante em nosso dia a dia também! Quando auxiliamos alguma pessoa não podemos esperar retribuição ou reconhecimento, somente assim estaremos prestando a verdadeira caridade.

Desta forma a ingratidão também passa a ser uma escolha pessoal. Podemos escolher não esperar nada em troca e assim jamais existirá a ingratidão. É natural se entristecer ao constatar que o beneficiado não percebe o bem recebido, mas jamais podemos nos deixar levar pela negatividade de uma pretensa cobrança.

Por outro lado, ao recebermos algum benefício, devemos ter a consciência de sermos gratos, de reconhecermos o esforço alheio ao menos com nossas vibrações, lembrando-se de nossos benfeitores em nossas orações e com o carinho de nossos pensamentos.

Cabe ainda recordar uma mensagem de Pai Joaquim das Cachoeiras, que recebi em um momento em que havia me decepcionado com um amigo:

“Meu filho, você não precisa da gratidão de ninguém deste plano. Saiba que cada espírito que você elevou, com amor e desprendimento, jamais lhe esquecerá! Um espírito jamais esquece aquele casal que participou de sua libertação. Eles seguem seus caminhos, vão para hospitais, escolas, se preparam para seus novos reajustes, mas nunca esquecem. Filho, já tem um montão de gente orando por você aqui deste lado e quando você desencarnar haverão milhares de rostos desconhecidos e braços amigos querendo lhe abraçar e agradecer”.

Kazagrande

segunda-feira, 22 de maio de 2017

NOSSAS PALAVRAS MUDANDO NOSSA VIDA – 03


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Não podemos mais ignorar o poder de nossas palavras! Vamos refletir um pouco sobre o poder energético envolvido quando falamos: Quando estamos doutrinando um espírito, seja na Mesa ou nos Tronos, emitimos uma energia ectoplasmática que o envolve positivamente. Esta carga positiva neutraliza as cargas negativas dos pensamentos do sofredor e nossas mãos atraem os resíduos mais pesados, igualmente negativos, que são neutralizados ou descarregados (recordemos que para anular uma carga negativa basta aproximar outra positiva na mesma intensidade).

Muitas vezes o sofredor incorporado sequer tem possibilidade de escutar as palavras, mas a energia emitida com elas é mais densa que a dos pensamentos e acelera as condições para que ele possa ser encaminhado. Vejam bem: Nossas palavras sempre estão envoltas pela energia de nossos pensamentos, e tornam esta energia “mais forte”, mais efetiva, mais intensa!

Então vamos ser racionais e entender que tudo o que falamos emite uma energia, que pode ser negativa ou positiva, e que atrairá uma consequência vibracional para nossas vidas. Já observaram como as pessoas que reclamam muito da vida continuam sempre envolvidas em um ciclo vicioso de problemas que parece nunca terminar? Ao passo que aqueles que falam muito de coisas boas, além de mudar suas vidas, mudam a vida de muitas outras pessoas?

Somos reflexo do que fazemos, falamos e pensamos! Porém a energia contida e emitida pelas palavras é mais intensa e provoca uma resposta enérgica muito rápida. Quando nos envolvemos em conversas em que falamos de coisas negativas, rapidamente se juntam outras pessoas com a mesma sintonia trazendo mais negatividade. Experimente começar a falar da violência do seu bairro... Logo aparece um falando que onde mora é ainda mais violento, que já passou por esta e aquela situação... Semelhante atraindo semelhante.

Muitas palavras possuem um “poder” específico, como se fosse uma “chave” de acesso a uma energia. Da mesma maneira que conhecemos os códigos de Cavaleiros de Legião (-0- por exemplo), que permite uma invocação imediata de nossa proteção espiritual; da mesma forma certos palavrões, ou frases feitas do passado, proferidas como ditos populares, ou obras de pensadores “do mal”, atraem uma energia correspondente.

Um xingamento direcionado a uma pessoa poderia trazer de volta para nós uma energia positiva? Frases desprovidas de realidade benéfica poderiam trazer algo de bom para nós? Sem contar o efeito na pessoa que escuta, que poderá rechaçar de imediato, devolvendo esta energia, ou entrar na mesma sintonia e receber uma carga que lhe fará mal logo em seguida.

Controlar nossas palavras não pode ser tão difícil assim. Primeiro precisamos aprender a falar menos. A nos calarmos diante da negatividade alheia, entendendo que ficar falando de problemas não os resolve! Falar de violência não acaba com ela, pelo contrário, atrai mais pessoas nesta sintonia de medo e revolta, e também a própria violência para sua vida. É preciso falar de coisas boas! Afastar-se das conversas improdutivas e, principalmente, resistir a vontade de “bancar o inteligente” e participar de qualquer conversa. Primeiro a aprender a calar-se... Depois aprender a selecionar o que falar.

Semear o bom e produtivo pelas nossas palavras trará sempre de volta esta mesma sintonia! É melhor sermos lembrados pelas coisas boas que falamos, pois as pessoas ao lembrar, ou comentar, suas boas palavras, também estarão emitindo energia positiva em seu favor.

Agora se lembram da gente pelos relatos tristes, pelos jeito pesado ou revoltado de falar, ou por uma pseudo-inteligência demonstrada em um tema negativo... O que retornará para nós nesta lembrança? Salve Deus!

Kazagrande