TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

TEXTO NOVO - Ministro Anavo - Outubro de 2013


Meu filho Jaguar,
Salve Deus!

Em nossas jornadas kármicas os caminhos dos espíritos se entrelaçam cumprindo inevitavelmente o Planejamento Divino.

Muitos pensam que Deus nos pune, nos envia as cobranças de nossas falhas do passado, quando na verdade sempre nos está proporcionando a feliz oportunidade do reajuste por Amor.

Não precisamos nos render aos nossos tristes sentimentos de orgulho e vaidade, a lição nos ensina que é possível perdoar sempre, e sempre é possível obter o perdão.

É preciso primeiramente perdoar a si mesmo! Entender que o passado não é algo material, palpável e que pode ser “consertado”. O passado coexiste e é reconstruído por nossas ações em um mundo espiritual onde as razões se encontram. Não se conserta o passado, escrevemos a cada minuto que passa um novo passado, que projetará a energia do futuro.

Somente nossa consciência liberta é que pode dar a certeza que precisamos na hora de pedir perdão! Somente nossa mente consciente é que poderá perdoar sempre!

Devemos encontrar a equação que determina nosso valor espiritual, onde o perdão é a variável permanentemente presente.

Entenda que o Planejamento Divino espera sempre que os reajustes aconteçam pelo Amor, e que a dor proveniente dos reencontros kármicos, é sempre uma escolha.

Não há mais tempo para escolher o sofrimento e alimentar os ciclos kármicos! O Planeta Terra alcança o momento de sua evolução, deixando a expiação e seguindo para a Redenção. Por isso os karmas são acelerados, por isso os reajustes acontecem com tanta frequência! Não temos mais tempo para lamentar, é tempo de amar e semear um novo futuro a ser colhido rapidamente, permitindo a felicidade nesta vida ainda!

A felicidade não é um estado material, é um sentimento espiritual da grata satisfação do espírito a caminho de Deus!

Não pensem que os grandes missionários sofrem. Por mais difícil que sejam suas encarnações, eles escolhem não sofrer pelas intempéries da própria missão, e refletem no olhar a “paz dos que escolheram perdoar e amar”.

A vida material ainda possui um grande peso e afeta nossa jornada espiritual, por isso o Pai permite que os caminhos materiais possam se abrir a aqueles que descobrem o segredo de moldar o próprio futuro, equacionando de maneira justa o equilíbrio do perdão pessoal, do desejo de tranquilidade e a disposição ao trabalho.

As ilusões passam, os sonhos permanecem! Mantenha vivo seu desejo de servir com amor, de perdoar sempre. Projete um futuro feliz em que não sofra pelas intempéries de seus karmas, apenas sorria para o reajuste que se apresenta como feliz oportunidade de reequilibrar com Amor... Sempre!


Ministro Anavo – Outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

COMPENSAÇÕES KÁRMICAS



        As pessoas que procuram o Templo do Amanhecer são, na maioria, enredadas nas teias de seus Karmas. Apesar do mecanismo natural de reajuste permanente, elas acumulam cargas negativas e chegam ao ponto de não entenderem mais suas próprias vidas. Chegam, então, com a angústia em fase aguda e esse estado se apresenta com os sintomas mais variados.

        Graças a Deus, o pronto-socorro do Vale do Amanhecer tem capacidade para aliviá-los de pronto e de lhes dar o relaxamento nervoso e a tranqüilidade necessários para acharem o fio da meada. Assim, aliviadas, elas passam a freqüentar nossos trabalhos e, aos poucos, vão compreendendo as razões que as levam àquele estado.

        A maior parte delas prossegue nas suas vidas, com maior ou menor sucesso, dependendo dos seus talentos ou da vontade de viver. Algumas, porém, recebem a advertência de que precisam trabalhar espiritualmente.

        Isto significa que suas faixas KÁRMICAs apresentam probabilidades de acontecimentos trágicos, os quais, eventualmente, poderão ser evitados mediante o desenvolvimento de sua mediunidade potencial.

        O trabalho mediúnico, a participação como elo de uma corrente, pode, então, compensar, preventivamente, o dispêndio súbito de energia que o acontecimento programado acarretaria.

        Ingressam, pois, na vida quotidiana do Templo. As exigências são poucas: abster-se do álcool e de entorpecentes, não participar de trabalhos mediúnicos em outras correntes e freqüentar, regularmente, o Templo do Amanhecer.

        Estabelece-se, então, uma rotina, em que nada acontece de mais grave. A vida passa a ser comum, no dia-a-dia com seus altos e baixos. Eis, porém, que pequenos incidentes perturbam a vida de nosso paciente. Acostumado já com a segurança espiritual, achando que nada mais pode acontecer, considera-se injustiçado e dramatiza exageradamente os fatos. Nesse ponto, os Mentores consentem que lhe seja dito o que lhe aconteceria se ele não estivesse trabalhando espiritualmente. É o momento da revelação e, graças aos dotes  excepcionais da Clarividente, ele fica sabendo quem foi, o que fez e o que teria que lhe acontecer para que se reajustasse com suas vidas anteriores. Esses casos, contados pela própria pessoa ou pela Clarividente, têm um cunho extraordinariamente didático e, ao mesmo tempo, nos coloca em contato com as maravilhas da organização sideral, de como são bem cuidados os nossos destinos no mundo espiritual. Nesse mecanismo, o que mais chama a atenção são os arranjos, as compensações e as maneiras complexas como a Lei KÁRMICA é respeitada em seus mínimos detalhes.

- Maria do Nascimento, 45 anos, nascida em Goiás, foi um caso típico – diz Neiva -. Ela veio me consultar em 1962. Em sua companhia estavam as filhas gêmeas, Mira e Mara, de 9 anos. Ambas eram mudas, porém ouviam bem. Maria ouvira falar da UESB e vinha com esperança de conseguir a cura das meninas. Mas não era apenas o que vinha buscar, pois se considerava a criatura mais infeliz do mundo, e se lamentava a ponto de despertar a compaixão de todos nós.

- Tia Neiva, - dizia ela em tom lamuriento – estou sofrendo muito. Minha vida é só trabalhar dia e noite, e meu marido não faz outra coisa senão se embriagar e dificultar a minha vida. Tenho um bar bem montado e um armazém de cereais, por atacado. Apesar disso, estou vendo a hora de perder tudo, por culpa dele. Para agravar a situação, tenho o desgosto dessas meninas. Tenho feito tudo por elas e até consegui que elas aprendessem a ler e a escrever, apesar de sua mudez. Tia Neiva, faça alguma coisa por mim!...

        Prometi ajudá-la e anotei seus nomes, inclusive o de Joana, menina de 13 anos, que a ajudava nos afazeres domésticos. Elas moravam numa cidade próxima a Goiânia, e lhe pedi que voltasse daí a alguns dias. De antemão, porém, fui lhe dizendo que ela tinha muita mediunidade e que precisava trabalhar espiritualmente. Ela me pediu que lhe indicasse algum lugar na sua cidade ou, no máximo, em Goiânia, para fazer o desenvolvimento, pois sendo comerciante ficava difícil se afastar de seus negócios. Prometi-lhe que olharia isso também, e ela se foi com as gêmeas. Logo que ela saiu, Mãe Neném e Jalico, impressionados com os lamentos dela, me procuraram para saber o que havia. Sentamo-nos em baixo do pequizeiro, a maior árvore que havia na UESB, e Mãe Etelvina começou a me mostrar o quadro de Maria, que eu ia descrevendo para Mãe Neném, Jalico e outros que se juntaram na roda.

Tudo se passou numa cidade pequena, no interior de Minas Gerais, há cerca de 60 anos. Nesse lugar havia um fazendeiro rico e respeitado, chamado Júlio Ferreira. Sua mulher se chamava Penha, e tinham um único filho, de nome Odilon.

Júlio nascera e se criara naquela região, conseguindo sua fortuna à custa de muito suor e sofrimentos. Embora o casal estivesse na casa dos 50 anos, eram muito envelhecidos devido ao desgaste da vida que levavam.

Odilon, rapaz ajuizado e trabalhador, era o esteio da sua velhice e, também muito respeitado por todos. Casara-se com uma moça da região, de nome Maria, e seu único desgosto era o de ainda não terem filhos. Odilon nascera e se criara na fazenda, com profundo conhecimento da vida rural e da criação de gado. Embora tivessem uma casa na cidade, ele passava a maior parte do tempo da fazenda ou em viagens para negociar gado. Gostava de passar o fim de semana na cidade, onde se reunia com os amigos, rapazes nascidos e criados, junto com ele, na região.

Como em toda cidade pequena, todo mundo sabe o que se passa e qualquer alteração é logo notada. Naquele final de semana, o comentário foi a chegada à cidade de uma bonita moça, chamada Efigênia. Sua chegada chamara a atenção não somente por sua beleza, mas, também, pelo fato de ter ido à procura de uma família que já se mudara de lá havia algum tempo. A moça não dera grande importância a isso, e se hospedou na pensão do seu Hilário, um velho viúvo que tinha um único braço.

Aparentemente, ela chegara para ficar, e estava indecisa quanto ao rumo que tomaria. Começaram as especulações em torno dela, principalmente entre os rapazes, e os mais afoitos buscavam formas de se chegarem à misteriosa viajante.

Odilon ouviu, divertido, os comentários feitos por seus amigos, mas não deu maior atenção ao assunto. Não era dado a aventuras com mulheres, e vivia satisfeito com sua esposa, simples e dedicada.

Mas, o destino tem suas armações! Naquele mesmo dia, Odilon foi se encontrar com um homem de negócios que se hospedara na pensão do seu Hilário e, ali, encontrou-se casualmente com Efigênia. De imediato, foram envolvidos por forte atração, um laço sentimental que mudou o destino de ambos. Embora a afeição fosse sincera, Efigênia não resistiu à tentação de se apoderar da riqueza daquela família e, em pouco tempo, através de Odilon, conseguiu desbaratar tudo. Quando Efigênia viu que nada mais havia para se aproveitar, abandonou Odilon e se mudou para uma cidade grande.

Inexperiente e reduzido à miséria, Odilon, em pouco tempo, transformou-se num alcoólatra e jogador. Separou-se da mulher e dos pais, passando a viver de pequenos expedientes que sua antiga reputação ainda lhe proporcionava. Tentou recuperar-se no jogo, mas acabou por perder o pouco que lhe restara de sua antiga fortuna. Sem ter onde ficar, abatido e sofrido, ele procurou sua família. Sua mãe e sua esposa o aceitaram de volta, porém sem o mesmo afeto de antes. O tempo todo escarneciam de sua situação e amaldiçoavam Efigênia pelo mal que lhes causara. Para agravar a situação, a esposa de Odilon, Maria, ficou grávida, mas perdeu a criança e morreu no parto frustrado.

E assim foram desencarnando, um a um, todos os membros daquela família em triste faixa KÁRMICA. Efigênia casou-se e viveu muito bem durante alguns anos. Agora, todos estão aqui para o reajuste!

A antiga Efigênia chama-se, agora, Maria do Nascimento, e suas duas mudas – Mira e Mara – eram Penha e Maria, mãe e esposa do desventurado Odilon. Na verdade, estas duas mulheres não tinham um Karma pesado, pois haviam sofrido muito com os desmandos de Odilon e Efigênia. Vieram mudas como único ressarcimento pelo muito que haviam amaldiçoado Efigênia. Quem mais sofria com a mudez das gêmeas era sua mãe, Maria, cujo atual marido, o alcoólatra de quem era tanto se queixava, era o mesmo espírito que fora seu marido, quando ela era Efigênia. Era um espírito bom e sua atitude atual era efeito da falta de sintonia com Maria, devido à atual faixa KÁRMICA dela.

Dias depois, Maria voltou com as filhas. Chamei Jalico e Mãe Neném e, na presença deles, contei a Maria sua estória passada. Ela me ouviu cabisbaixa e me perguntou o que deveria fazer. Aconselhei-a a desenvolver sua mediunidade em um centro espírita de Goiânia e que aguardasse, com paciência, que seu Karma passasse ou fosse amenizado.

Quanto às gêmeas mudas, disse-lhe que não teriam cura. Ela me perguntou se seu atual marido havia sido Odilon, e eu lhe disse que não. Mas adverti que tanto Odilon como o pai dele estavam reencarnados e que ainda iriam entrar em sua vida, para o reajuste. Se ela estivesse trabalhando espiritualmente, esse reajuste seria menos doloroso.

Desde esse dia, perdi o contato com Maria. A UESB foi extinta, e nos mudamos para Taguatinga.

Em 1967, ela me apareceu, na maior das aflições. Contou-me que havia se mudado para uma cidade próxima, mas não prosseguira seu trabalho espiritual devido à maior distância de Goiânia. Continuara com o bar e aplicara todo seu capital na criação de porcos.

Dias antes de seu encontro comigo, ela se preparara para comemorar o aniversário das gêmeas, tendo até reservado uma porquinha para ser servida na festa. Foi quando apareceram dois homens que haviam parado o caminhão em seu bar, e falaram que estavam à procura de gado e porcos para comprar. Com a cobiça despertada pela conversa, Maria entrou em negociação com eles e, diante de vantajosa oferta, vendeu-lhes todos os porcos que possuía, inclusive, até, a porquinha que reservara para a festa das filhas. Como era uma sexta-feira, os homens preencheram um vultoso cheque para ser recebido na segunda-feira, cobrindo toda a compra. Carregaram o caminhão com os porcos e partiram.

Logo que o banco abriu, na segunda-feira, Maria foi descontar o cheque e, para seu desespero, não havia fundos para o pagamento. Mobilizou a polícia e alguns amigos, mas nada conseguiu. Homens, caminhão e porcos haviam desaparecido, sem deixar qualquer rastro. Com o passar dos dias, sem ter como satisfazer suas dívidas, foi apertada pelos credores do bar, a freguesia se afastou, e Maria se viu na miséria, sem ter sequer um pão em sua mesa. Estava feito o reajuste: as compradores dos porcos eram os antigos Odilon e seu pai!

Atualmente, ela vive com grandes dificuldades mas, ao que sei, as meninas estão sadias. Maria resolveu se mudar para Goiânia, onde explora um pequeno bar, de onde tira seu sustento. Bom é que ela está também trabalhando espiritualmente.

Sob os Olhos da Clarividente

A PIRA (rep.)


Mestre, o quê são aqueles “desenhinhos” que tem na Pira?

Salve Deus! Infelizmente, muitos já estão se esquecendo e até mesmo formando Mestres que desconhecem o significado. Já encontramos hoje Templos que sequer têm a representação correta devidamente pintada na Pira.

A Pira é nosso primeiro contato ritualístico com a Doutrina. Onde aprendemos a fazer nossa preparação e onde firmamos nosso primeiro compromisso iniciático.

Claro que nem todos são “obrigados” a saber seu significado simbólico, mas os instrutores e principalmente os presidentes, devem ter o cuidado de estar atentos para responder corretamente se são questionados.

Infelizmente este conhecimento vai se perdendo em uma pressa injustificada de “preparar” médiuns e futuros instrutores, sem o devido cuidado.

Coisas simples, básicas, e que aqueles que têm o “espírito de Jaguar” questionam, perguntam, sentem “fome” de conhecimento, devem ser respondidas! Quem chegou antes tem esta obrigação de estar preparado para responder ou para encaminhar a quem sabe responder com segurança.

Vamos a resposta:

A Pira representa o centro de controle do Templo e, ao mesmo tempo, é uma síntese da Doutrina do Amanhecer.

Colocando-nos de costas para a estátua de Jesus vemos o seguinte:

a Terra, representada pela base;

o Sol a sua esquerda e a Lua a sua direita.

No centro está colocada a Presença Divina. Essa figura não é privativa de nosso Templo e é encontrada em uso em outros grupos iniciáticos. Ela representa os 7 planos do Homem, ou seja, do Espírito encarnado na Terra com seus 7 raios de forças.

No centro, na parte espelhada, está representado o Corpo Físico, seu sistema nervoso, os 7 plexos, seus “chakras” correspondentes e o sistema circulatório do sangue.

O sangue venoso e o sangue arterial representam os pólos positivos e negativos.

O círculo maior destaca o Plexo Solar e o seu respectivo “chakra” umbilical.

As duas taças representam o sangue que fornece o ectoplasma.

As duas setas, uma subindo e outra descendo, simbolizam a macro-circulação.

Temos então representados o Micro-Cosmo, que é o Homem, e o Macro-Cosmo que representa seu Universo.

As estrelas simbolizam Mayanti e as nossas casas transitórias.

Kazagrande

OBSERVAÇÃO:
Texto baseado nas Aulas do Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi (em memória).

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Na Magia das cartas de Tia Neiva

Voltando a este plano físico nos deparamos com pedras pelo caminho, na figura de pessoas e situações difíceis. Encontramos buracos pela estrada, representados pelas pelos desejos incontidos, paixões e tentações.

Reencontramos amigos e companheiros de grandes jornadas anteriores, cujo laço espiritual nos uniu e tornou indissolúvel a amizade e fraternidade. Também nos deparamos com velhos inimigos sem esclarecimento, revestidos pela dor que semeamos ao não sabermos amar em nossas outras passagens. Sem consciência do mal que lhe fizemos, a antipatia natural que causamos lhes intui a dificultar nossos passos.

Nesta nova passagem, por vezes vivenciamos o conforto do encontro fraterno de amigos espirituais, aliado a tensão angustiante de enfrentar nossas falhas passadas refletidas naqueles que algo tem a nos cobrar. Muitas vezes dentro do próprio lar, na figura do ser amado, dos filhos, dos pais. Somos trazidos a encarar, frente a frente e sem muitas oportunidades de fuga ao convívio pela busca de evolução, buscando compreender a angústia espiritual que deverá ser transmutada na paz exterior a ser transmitida.

Com a bênção do trabalho espiritual, aos poucos vamos compreendendo e aceitando que braços que hoje nos atravancam o caminho, são os mesmos que ensinamos a empunhar espadas e lanças para ferir nossos inimigos. Naquela era distante, ou nem tão distante, quando a luz da Verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo ainda não nos havia resgatado.

Pelas comunicações de nossas Entidades de Luz compreenderemos que as bocas que hoje nos caluniam ou injuriam, são as mesmas que envenenamos com nossas injustiças, na cegueira do passado, ou que levamos a perderem-se por nossas mentiras proferidas em benéfico próprio.

Hoje tranqüilizamos corações aflitos, mas mesmo assim ainda temos que sofrer com o reequilíbrio do mal que semeamos, porque não compreendemos equilibradamente “que o trabalho incessante nos libertará da dor... e Jesus prescreverá nossos restos cármicos...”.

Compreender esta máxima é o primeiro passo para não deixar-se mais levar pelas aflições da vida cármica que vivemos... Sim, somos Missionários... Mas Missionários Cármicos!

Aceitar o curso natural da jornada, a que nos propusemos ao embarcar nesta viagem, nos conclama a amar, e com o amor renunciar às dores da revolta e aos sofrimentos da incompreensão.

Busquemos em nossas referencias máximas o nosso modelo de atitude, de conduta e comportamento para viver bem. Tudo nos foi claramente explicado...

A magia das Cartas de Nossa Mãe Clarividente é fantástica! A cada vez que relemos encontramos algo que antes não havíamos compreendido, e por vezes que parece nunca ter sido lido antes.

Está tudo em nossas mãos!

Kazagrande

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

TEXTO NOVO: Sofredor conversa nos Tronos?


Um irmãozinho (prefiro chamar assim a nominar como espírito sofredor) não cai de paraquedas nos Tronos. Um Mentor o conduz! Este é o primeiro ponto a ser considerado antes da resposta.

Existe um preparo espiritual que pode envolver diversas Entidades neste verdadeiro trabalho de resgate. Parentes espirituais, o Mentor do próprio irmãozinho, o Mentor do paciente, a “guarda” do Cavaleiro e Guia Missionária dos médiuns...

O espírito pode chegar em diferentes condições: pode chegar sofrido, esperando ansiosamente aquela oportunidade; revoltado por ter sido trazido até ali; com ódio do paciente, por conta dos reajustes; enfim, de maneiras que não podemos saber até o momento em que se apresenta.

O Apará sente as vibrações da incorporação mais pesada. Quando o espírito chega com raiva, se ele permitisse, algumas vezes, o espírito poderia aproveitar-se da incorporação e “voar no pescoço” do paciente. Sim, ele sente vontade de falar, desabafar, conta sua versão da “história” que os envolve (paciente / irmãozinho), porém...

Porém o dever do Apará é controlar a incorporação! Não permitir as agressões físicas e também as verbais. Haja vista que um irmãozinho não tem qualquer compromisso com a verdade, vai contar apenas sua versão limitada da história e sem ao menos saber o quê passou anteriormente, em outras vidas. Às vezes aquilo que parece uma grande cobrança, na verdade igualmente foi um reajuste no passado.

POR ISSO UM SOFREDOR NÃO PODE PASSAR COMUNICAÇÃO NOS TRONOS!

Uma comunicação de um sofredor poderia desequilibrar a vida de um paciente para sempre! Gerar um novo karma e este de responsabilidade do Doutrinador e do Apará envolvidos! Do Apará porque permitiu a comunicação, porque deixou seus sentimentos mesclarem-se com o do espírito e facilitou a comunicação. Do Doutrinador, porque ele é o comandante, não a entidade. O comando e a responsabilidade dos Tronos é do Doutrinador. Sua obrigação é interromper e impedir que se processe algo assim.

Ao receber um irmãozinho revoltado, o Apará deve emanar apenas amor! Deve transmitir a ele sua caridade, vibrar com a possibilidade dele clarear a mente pela limpeza de aura promovida pelo Doutrinador e que possa sentir este amor! Que se sinta acolhido recebendo a oportunidade de mudar a sua vida. O Apará JAMAIS pode permitir que suas próprias frustrações se misturem com os sentimentos de revolta do irmãozinho, isso é extremamente perigoso para todos!

O Doutrinador, por sua vez, deve doutrinar com Amor. Sentir que verdadeiramente limpa a aura do espírito. Sentir e viver cada uma das palavras que profere em sua doutrina. O irmãozinho sente! Ele sente se está recebendo uma doutrina robotizada, ou se existe ali sentimento, emanação, compromisso com a verdade.

Salve Deus! Existem trabalhos especiais, Angicais e algumas oportunidades (raras) em trabalhos de libertação por Julgamento. Somente nestes casos, pelas bênçãos da Espiritualidade e dentro de uma ritualística Iniciática trazida por nossa Mãe Clarividente, é que podem haver comunicações. Nestes trabalhos não passam pacientes. Somente médiuns preparados para estas situações.


Kazagrande

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

TEXTO NOVO: As Correntes da “felicidade”


Mestre, por que normalmente um Jaguar não tem sucesso nestas “correntes de ajuda mútua”, marketing de rede e empresas que prometem dinheiro sem esforço?

Meus irmãos e irmãs, MESTRES e NINFAS,
Salve Deus!

A resposta é simples: Porque no final das contas você sempre estará prejudicando alguém! Sim! Tudo isso não passa de “esquemas piramidais” que deixam aquele que fica por baixo da pirâmide, ou que entram “depois”, cheios de dívidas, problemas ou perdendo um dinheiro que estava reservado para o sustento de suas famílias.

Mas... Sei de alguns que conseguiram, por que não eu?

Novamente a resposta é simples, porque você foi protegido de endividar-se espiritualmente. Ou será que prejudicar alguém, mesmo que indiretamente, oou inconscientemente, não teria nenhuma consequência?

Salve Deus! Jaguares, vamos entender que somente dois tipos de pessoas entram nestas “roubadas”: os espertalhões, que desejam ganhar sem fazer esforço, criando ilusões, mentindo sobre o próprio sucesso; e os desesperados, que não enxergam outra saída para suas vidas e acabam depositando suas esperanças em uma “oportunidade caída dos céus”.

Entendo que a maioria absoluta de nossos irmãos, acaba entrando nestes “esquemas milionários” e fantasiosos, pelo desespero. Por não visualizar saída para seus problemas financeiros e até mesmo acreditar que “foi Pai Seta Branca que trouxe esta oportunidade”.

Pai Seta Branca não iria levar até você uma “oportunidade” de “se dar bem” em cima dos outros!

Ah!... Mas vamos nos ajudar mutuamente...

E os outros? Os que chegarem depois de saturada a corrente?

Não se iludam! É pura enganação! Não vai solucionar sua vida, seus problemas, tornando-se um semeador de ilusões, mentindo, enganando ou mesmo sem preocupar-se com aqueles que chegarão mais tarde e ficarão no prejuízo. Porque toda “corrente” termina da mesma maneira: saturada! E a maioria acaba perdendo o pouco que tinha reservado para passar o mês.

Meus irmãos e irmãs, somos Jaguares! Nosso negócio é TRABALHO! Muitas vezes é preciso superar o orgulho para nos encontrarmos verdadeiramente. Foi assim comigo, deixei o Brasil na condição de Diretor Geral de TV, e acabei aceitando limpar a fossa das quitinetes onde morava para ajudar a pagar o aluguel. Não tenho vergonha, venci o orgulho! Precisava trabalhar e sustentar a família, não importava com o quê! Com toda a experiência que possuía sujeitei-me a qualquer trabalho para poder sobreviver. Tinha minhas ilusões com a loteria até o dia que Pai João categoricamente afirmou: “Meu filho, vai ser com trabalho”. Você vai ter muito mais do antes, mas vai ser com muito trabalho!”.

É possível sim! Em Cristo Jesus: É possível meus irmãos!

Deixem as ilusões, deixem as promessas fantasiosas, e trabalhem acima de qualquer orgulho! Emprego é difícil, mas trabalho sempre existe para os que abandonam os sentimentos de Reis e Rainhas... Este tempo passou, agora é precisar conquistar seu novo espaço, aprender a difícil lição do orgulho. Vencer a inveja, suplantar a vaidade.

Com muito amor e pedindo ao Pai, por cada um de vocês, para que recebam de mente aberta esta mensagem, registro meu fraterno abraço.


Kazagrande

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TEXTO NOVO: Por que não somos avisados das dificuldades?


Meus irmãos e irmãs,                                            
Salve Deus!

As últimas semanas foram de grandes conquistas na vida deste irmão exilado, porém, de igual tamanho foram as dificuldades passadas em outras situações, absolutamente inesperadas... Inesperadas? Será que não teria sido avisado das dificuldades? Será que a Espiritualidade nos “deixa na mão” sem qualquer aviso prévio? Salve Deus!

Problemas inesperados, e de grande gravidade, surgiram do nada, colocando em risco tudo que desenvolvemos até hoje aqui na Bolívia. Mantive o equilíbrio, mas estava difícil encontrar soluções definidas. Ontem, no momento mais delicado de toda a situação, minha esposa me ligou:

- Amor, você lembra-se da mensagem que você recebeu no fim de semana? Sobre umas pétalas de rosa que recebia de sua mãe Iemanjá? Eu lembro que era muito claro você recebendo este presente, então o use agora!

Parei tudo! Retirei-me por alguns instantes e fui rezar, elevar meu padrão e visualizar meu “presente” com tudo resolvido. No momento em que terminei a oração, recebi um telefonema: tudo estava encaminhado e esclarecido! Salve Deus! Entrei na internet e procurei uma foto de Iemanjá para preparar um novo quadro. Postei textos no Exílio e no Face e senti a energia ir mudando, ao ponto das pessoas que trabalham comigo notarem a mudança da energia local... “Parece que tem um cheiro de rosas no ar”...

Recordei então que Tia Neiva a cada conquista de um novo trabalho espiritual adoecia. Sentia fisicamente o impacto da energia desprendida. Eu teria que ter entendido que as conquistas exigem uma carga energética muito grande e ao mesmo tempo despertam a inveja e a incompreensão daqueles que não podem suportar ver o outro “ir ainda mais longe”.

Muitos saem deslumbrados com uma mensagem recebida que traz um presente, que nos “elogia”... Quando na verdade isso já é uma preparação para o que teremos que passar. Muitas vezes nossos Mentores não podem nos avisar daquilo que já faz parte nosso karma, ou que se projeta pelas nossas conquistas, mas eles sempre irão nos preparar! Dar-nos forças, percepção, nos avisar de uma forma diferente, como eu fui avisado! Ninguém recebe nada de graça, todo “presente” tem um motivo.

Temos que ter a compreensão de tudo ao nosso redor! Somos médiuns preparados para sentir as energias que chegam e se desprendem, sem a necessidade de ficar amolando o Preto Velho com perguntas pessoais que não podem ser respondidas por uma Entidade de Luz que jamais irá ferir seu livre arbítrio.

Observemos os sinais! Sejamos conscientes das forças contrárias e de todo o acervo de Luz a nossa disposição!

É hora de retomar o ritmo normal das postagens aqui no Exílio, de repor as energias.

Queria relatar com detalhes tudo o quê passou, mas temo que seja aborrecido ler um longo relato pessoal. Mas não posso me furtar a dizer que uma semana antes senti a intuição de ir reabastecer as energias no local em que Pai Seta Branca ergueu sua flecha de paz! Decidi, disse “tchau” e parti por mais de 11 horas de carro por montanhas intermináveis. No retorno a mensagem da Vovó, e o presente de Iemanjá... Que mais poderia faltar para que eu estive alerta? Nada!

Em tempo: nova casa, inauguração do novo negócio com autoridades dos dois países presentes, resgate de médiuns perto do desencarne, curas físicas e espirituais comprovadas e que elevam nossa fé em tudo que realizamos neste exílio de nosso amado Brasil.


Kazagrande

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Doação de Órgãos


A doação de órgão é uma das maiores caridades, pois a família do ente querido, que partiu, precisou se desvencilhar da dor da perda, e ter a sobriedade para aceitar doar. Toda atitude que promove a vida é louvável.

Espiritualmente a Medicina terrena é bênção divina, acompanhada de perto pela Espiritualidade que faz chegar no tempo certo, benesses curativas para as doenças do corpo físico, propiciando cura ou alívio da dor que causam.

Consideremos assim que os avanços da Medicina têm aval espiritual e não há porque duvidar.

Os transplantes constituem um ato sublime de desprendimento material. Salvam vidas. Aliviam dores.

E os Elítrios?

Todos nós temos um corpo físico e um corpo espiritual. No corpo espiritual estão localizados os elítrios que porventura se objetive levar ao reequilíbrio e reajuste.

A atuação de um elítrio, embora afete diretamente ao corpo físico, tem sua origem na emanação energética de profundo ódio que levou aquele espírito a tão dura condição espiritual. Sendo assim, ao desencarnar, a pessoa liberta automaticamente seus elítrios, seja por merecimento próprio ou pela simples condição de não haver mais ali fonte de energia para mantê-lo.

A exceção ocorre quando assumimos o compromisso de evoluir aquele elítrio, mas não atingimos o objetivo, permanecendo espiritualmente ligados a eles, como se fossem verdadeiras “bolas de prisioneiro” a serem arrastadas pelo etérico, sugando suas já parcas energias.

Em um transplante, nada de mal poderá ocorrer ao transplantado, visto que o elítrio não está mais presente. Porém, caso restem impregnações de sua presença, ocorre a natural rejeição por parte do corpo do receptor, para sua própria proteção e dentro de sua própria programação existencial.

No caso de uma pessoa perder um órgão por conta de um elítrio, e manter sua vida por devido a um transplante recebido, tudo estará em ordem, na remoção do órgão, não estando devidamente realizada a cobrança, ele irá continuar atuando no novo órgão (se necessário for), até atingir sua plenitude e equilíbrio.

Tudo em equilíbrio perfeito e sem falhas, quando não está diretamente afetado pelas nossas decisões arbitrárias. A naturalidade dos fatos, seguida da intuição, sempre determina o melhor caminho!

Tia Neiva não deixou nada escrito sobre o assunto (por ser algo ainda pouco difundido em sua época), mas tive a oportunidade de esclarecer-me amplamente sobre este assunto, não restando dúvidas sobre um posicionamento doutrinário a este respeito.

O corpo é um acessório, um real empréstimo ao espírito para sua jornada terrena.

Os transplantes, ligados intimamente que estão ao ato supremo das doações, e surgiram como que para testar nossas virtudes de solidariedade humana, nosso altruísmo, nossa generosidade, nossa compaixão, nossa bondade, nosso amor ao próximo, nosso espírito humanitário, nossa indulgência, nossa grandeza de alma, nossa misericórdia, nosso espírito de socorro, amparo e auxílio e, sobretudo, a virtude mais decantada nos Evangelhos: o amor e a caridade.

É preciso uma alta dose de altruísmo, solidariedade e generosa caridade cristã para transferir a própria vida, por nossa vontade, após nos despirmos das prisões da carne, ou consentir que um parente venha a compartilhar o dom da vida com alguém da lista de pacientes aguardando recepção de órgãos, após um infortúnio.

Kazagrande

O Acordo

Tia Neiva, no início de sua jornada, foi conclamada por Pai Seta Branca, a fazer as pazes com todos que “se diziam seu inimigos”, foi sua primeira grande missão.

Visando proteger seu povo, que ainda seria formado, procurou os “Sete Reis do Submundo” para realizar um pacto de não agressão. Esta passagem nos é relatada em nossa primeira aula de pré-Centúria, porém não é distribuída de forma impressa aos futuros Centuriões. Ela encontra-se transcrita no livro “Minha Vida, Meus Amores”, hoje de difícil acesso.

Para recordar a todos os Centuriões os perigos de quando baixamos nosso padrão vibratório, e o risco que se corre ao romper este “acordo”, transcrevo aqui a passagem.

Kazagrande

Dois anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim, estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta com capuz e mangas largas, que me disse:

- Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...

A partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me agüentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...

Então, já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos. Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranqüilidade, apesar do meu tremendo pavor...

Era um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia, tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi, por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro. Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um suntuoso castelo, onde tudo era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres, que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei: Exu Sete Flechas.

Ele me encarou, zombeteiro, e vociferou:

- Ela é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contatos.

Eu me aproximei e ele me falou:

- Sua pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem sequer um povo para defender!

- Vou levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.

- Já sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a minha força.

- Salve Deus! – eu só murmurei.

- Quero ver o tipo de proteção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o telhado de sua casa. Quero testar a sua força...

Voltei ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.

Entretanto, a ameaça não se concretizou.

Tornei a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força comigo, e reforçou sua ameaça anterior.

Três anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado de minha casa.

Desafiadora, pensei:

- Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha casa, não arrancará mais.

Voltei, confiante, ao meu corpo.

Por volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:

- Oh, irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...

Eu fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e, assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado e foi tudo pelo ar!

Pensei:

- Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...

Voltei há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus! Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual, para entrar em uma caverna. Tia Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”

Ainda dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:

A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.

Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nômades e sem protetores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.

Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.

Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em ação. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus. Tia Neiva em “Manoel Truncado”

Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda! Mestre Amanto, sem data

Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!

Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.

Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, exceto no âmbito da Doutrina. Tia Neiva,em 07 de maio de 1974

Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição.

Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças.

Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla.

Depende do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade. Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”