TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O “irmãozinho” nos Tronos (Rep.: a Pedido)

Vamos parar para analisar “espiritualmente” um trabalho de Tronos?

Imaginemos um trabalho perfeito: Você chega ao Templo, faz sua preparação, trabalha na Mesa Evangélica e vai com sua parceira(o) para o Castelo do Silêncio, ou para um outro local tranqüilo, dentro do Templo, caso onde esteja não tenha o Castelo.

Harmoniza-se por alguns instantes, faz uma prece, e coloca-se verdadeiramente a disposição de servir, para cumprir uma missão! Então, dirigem-se para o Comandante dos Tronos, registra sua presença e pede a permissão, pois jamais se ingressa em um trabalho sem registrar sua presença com o Comandante, e obter sua permissão. Ele representa o Comando Espiritual, quem está ali não é o Médium, que você pode gostar ou não, é sua individualidade, é o representante da Espiritualidade.

Ingressa na área de trabalho com toda elegância, com o máximo de cuidado para não esbarrar em ninguém, movimentando-se de forma a não chamar a atenção. Fazem o cruzamento, sentam-se por mais alguns instantes. Cada um faz mais uma oração, reafirma seu compromisso, e realizam a ionização. A Entidade é convidada, identificada “em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Hum? Sim, não importa quem seja o aparelho, poderia ser Tia Neiva! Sua obrigação, como Doutrinador(a), é de dar a segurança que o Apará precisa para trabalhar, e ele só obterá esta certeza, ao sentir a Entidade respondendo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, além de outros fatores mais avançados e que não cabem comentar agora.

A Entidade dá uma breve mensagem ao Doutrinador (a) – breve! Têm pacientes ansiosos, e por vezes angustiados, esperando a oportunidade. No fim do trabalho, se ainda necessitar, poderá falar tranquilamente com a Entidade. Depois da mensagem, pede permissão para atender os pacientes, afinal, pode acontecer que o Apará não esteja em condições, e sequer saiba disso. A Entidade com todo carinho irá autorizar, ou não. Então, por fim, depois de todo esse ritual, de todos estes cuidados, estaremos prontos para, discretamente, avisar o Comandante para enviar o primeiro paciente. Basta um pequeno gesto. A mão erguida, sinalizando que está pronto, é o quê basta, o Comandante deve estar atento, essa é a obrigação dele.

Bem, chegou o primeiro paciente. O atendimento começa, o Doutrinador(a), elegantemente postado, recebe o paciente, e o orienta como se posicionar, como colocar as mãos, identifica a Entidade para o paciente, e pede que ele diga seu nome e idade.

A Entidade dá um passe inicial, localiza as mãos do paciente e começa sua mensagem. Salve Deus! Hora da atenção total do Doutrinador(a). Pois aquela mensagem pode ser a que você precisa ouvir! Posso afirmar com segurança que, todas as vezes que nos dedicamos com nossa total sintonia a um trabalho de Tronos, vamos receber alguém que irá relatar uma situação parecida com a nossa, e ouvir a mensagem que precisamos sem nada ter perguntado.

Então, durante a mensagem o Apará sente a voz do Preto Velho ir ficando mais distante, e sabe que é hora de dar uma passagem, mesmo que ainda não sinta nenhuma forte vibração. Atento, o Doutrinador(a) identifica o momento, solicita ao paciente para afastar as mãos e realiza seu trabalho: Puxada, Doutrina e Elevação.

Mas para onde vai aquele espírito? Nesta hora é que finalmente chegamos onde eu queria falar desde o principio! Você recebeu um paciente, normalmente um desconhecido. O recebeu, com educação, elegância. A Entidade fala das coisas boas, que tudo pode melhorar, que o quê busca pode sim ser alcançado e, então, no meio da conversa, chega nosso paciente invisível. Aquele, que não conhecemos, não vemos, nada sabemos e provavelmente nunca saberemos nesta vida. Nosso paciente espiritual chega por vezes muito pior que o paciente físico. O sofrimento no plano etérico é muito mais intenso do que no plano físico. As emoções são mais fortes e não se pode dissimular a sua própria verdade. O espírito fica onde merece, onde semeou durante sua vida física. Chega sofrido, com dores, com revolta, preso as teias que ele mesmo teceu, sujo, maltrapilho, com fome, com sede, sem carinho, sem amor. Recebe uma Doutrina feita com todo o amor do coração daquele doutrinador(a). Um Doutrinador(a) mediunizado, sente exatamente qual a classe que espírito que está ali, e sua doutrina flui de forma espontânea, sem formas fixas, apenas dentro de nosso padrão Crístico.

O espírito recebe aquela doutrina, ouve, mas acima de tudo, sente que aquele que está ali se preocupa com ele, quer que ele tenha uma oportunidade de ir para um lugar melhor. Pede por ele, reza por ele. Talvez seja sua única chance de perdoar... De se perdoar! A Doutrina com amor atinge ao mais embrutecido coração. Ele sentirá que deve ao menos tentar, ele vai acreditar e partir! Um facho de luz lhe dá a passagem.

Aquele espírito será bem recebido, esclarecido e se realmente estiver disposto a buscar reabilitar-se, terá a oportunidade. Depois de vagar, sabe-se lá por quanto tempo. Por passar por situações terríveis. É resgatado!

Sabe quanto este espírito vai esquecer daqueles dois, Doutrinador e Apará, que o receberam naquele Trono? NUNCA!

Ele vai se curar, aprender, se reabilitar e trabalhar muito, para poder ter a oportunidade de recebê-los quando vocês chegarem lá! Vai querer muito poder dizer “Obrigado!. Você é responsável pelo meu resgate!”. Pare para pensar em quantos amigos como este você tem a oportunidade de encontrar. Com sincera gratidão, lhe esperando para mostrar que valeu a pena!

Ao mesmo tempo também é hora de refletir como tudo pode ser muito ruim se não realizamos o trabalho como se deve. Mas falemos sobre isso em outra ocasião.

Depois de atender a todos os pacientes, terminado o trabalho, normalmente não há mais nada para falar. Estando em sintonia, com certeza teremos ouvido tudo que precisávamos e a mensagem da Entidade só irá confirmar aquilo que intimamente já sentimos.

Agora sim, podemos tomar um cafezinho.

Kazagrande

Irmão Sol, Irmã Lua

Meus irmãos,

Por sugestão do Jaguar Mestre Lua Dilo, posto a oportunidade de baixarem e/ou assistirem online o filme “Irmão Sol, Irmã Lua”, que relata a história de São Francisco de Assis.

O filme enfoca os primeiros anos da vida de Francisco, de sua origem aristocrática, até sua volta da guerra, completamente modificado, após o encontro com o Evangelho.

Ele então renuncia às riquezas da família e procura na comunhão com a natureza, traçar seu próprio destino, livre do apego às propriedades materiais.

“Irmão Sol, Irmã Lua” mostra essa surpreendente, gratificante e significativa experiência, que transformou Francisco em santo e fundou uma doutrina, para conquistar a união espiritual com o mundo.

O filme é dificilmente encontrado em DVD, pois é da época do VHS.

Vocês podem baixar o filme todo em:


Ou assisti-lo online, capítulo a capítulo pelo You Tube (demora um pouco para carregar, mas não precisa baixar para assistir):













terça-feira, 24 de agosto de 2010

DESENCARNE!!!


MESTRE PLÍNIO - ADJUNTO YTUPURÃ

Com profundo pesar venho informar o desencarne do Adjunto maior do Povo Ytupurã do Amanhecer, de Guarapari-ES.

Mestre PLÍNIO DOMINGOS ROLO, 2º Mestre Sol Curador, Adjunto Arcano consagrado por Tia Neiva cumpriu sua missão em nosso plano, e parte agora em busca de sua origem.

Passagem: 24 de agosto de 2.010 – 17 horas.

Nossos sinceros pesares pela sua ausência física, e toda nossa vibração de amor, carinho e respeito.

Kazagrande e Brígida

P.S.: O velório será no Templo de Guarapari.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sawabona* - Pérolas de Pai João


Fragmentos em Agosto de 2010:

Entrando Jesus no Templo olhou e disse:

"Em verdade vos digo, que não ficará pedra sobre pedra, até que a verdade seja restabelecida". (Lucas)

Em quanto o homem cultuar a luxuria, sua fé andará arrastando, mutilada pela ostentação descabida e pretensiosa que não o leva a lugar nenhum.

Por isso, prefiro a beleza do "Templo Mãe", onde não tenho que tirar os sapatos para entrar, e não saio com os bolsos vazios de volta pra casa!

Esqueceram eles que Jesus nasceu em um estábulo, andou descalço, e morreu crucificado?

Lucas, descrevendo "a crucificação” escreveu: “Jesus, porem, dizia: - Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!...”

- Filho! A nossa doutrina costuma a ensinar que o perdão anula o pecado e apaga a culpa.

E finalizou:

- Parecemos animais quando matamos, parecemos homens quando julgamos, e parecemos Deus quando perdoamos.

Salve Deus!

* SAWABONA é um cumprimento usado na África e quer dizer: "EU RESPEITO VOCÊ! EU VALORIZO VOCÊ! VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA!

ou seja,

"ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ!"

Link para baixar a Apresentação Sawabona:

Homenagem – Mestre Jorge e Ninfa Filomena

Exilados nesta terra bendita onde Pai Seta Branca encarnado pisou, a distância e a saudade de casa é sufocada pela presença virtual/espiritual de muitos que chegam para nos acompanhar nesta jornada.

Aqui registro meu sincero agradecimento ao Mestre Jorge e sua Ninfa Filomena, de Portugal. Pela sua assídua participação neste período de Exílio. Mestre Jorge, de além mar, envia quase que diariamente textos bons e produtivos, colhidos de suas leituras e estudos. Auxiliando e agora conduzindo o blog Mensagens de Luz (http://mestrejorgeluis.blogspot.com/ ).

Meu fraterno abraço, meu irmão! Que a cada dia Pai João de Enoque lhe mostre os bons frutos da perseverança e disciplina.

Kazagrande

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em tempo de Campanha Política

Há alguns dias atrás recebi um email, de um Mestre, que amigavelmente solicitava a divulgação de um candidato vinculado à “Doutrina do Amanhecer”. Cordialmente, respondi que iria refletir sobre o assunto, pois já abandonei o risco do impulso em agir de acordo com meus primeiros pensamentos. Já paguei muito caro pela minha impulsividade de tempos atrás...

Respondi assim porque tenho particular apreço pelo cidadão, e acredito em suas boas intenções. Preferi consultar minha intuição e não me deixar levar pelo impulso imediato.

No dia seguinte, navegando pelos sites e blogs de nossa Doutrina, verdadeiramente “garimpando” e filtrando tudo que é publicado, encontrei um texto que se referia a política, em um relato pessoal sobre a opinião de Tia Neiva. Li de forma desatenta, mas salvei o texto para analisar com calma, e conferir sua fidelidade e origem, hábito que mantenho diante de tudo que encontro pela internet.

Ontem é que fui parar para reler com calma... É um texto do Adjunto Otalevo, e sua origem é totalmente fidedigna. O relato das lágrimas de Tia Neiva, quase me leva às lágrimas também. Não há mais nada para acrescentar, e faço minhas as palavras deste grande instrutor, ao qual tive a felicidade de acompanhar em várias aulas de Centúria, e que só guardo boas lembranças, embora nosso contato tenha se restringido praticamente às aulas que vi e revi, dentro do curso citado.

Abaixo, o texto na íntegra, para que analisem e reflitam. Salve Deus!

Kazagrande

OS REENCONTROS E AS LEMBRANÇAS QUE SÓ O DIA DO DOUTRINADOR PROPORCIONA

Adoro o 1º de maio. Aqui, no Templo Mãe, ficamos muito tempo sem nos encontrarmos com alguns médiuns dos quais gostamos, simplesmente, por estarmos freqüentando os trabalhos em dias diferentes. Interessante como iniciamos uma conversa com um médium hoje, paramos no meio, e só a continuamos meses, às vezes anos, depois, exatamente de onde a deixamos, quando nos reencontramos. Com os mestres concentrados nos demais templos do Amanhecer isso, de ficar tempos sem ver, se agrava, dá saudades, ainda mais quando já vivemos momentos interessantes e inesquecíveis ao lado daquele mestre ou ninfa. Ficamos torcendo para eles não faltarem ao ritual do Dia do Doutrinador. Ultimamente, andava me lembrando do mestre Tavares direto, É típico dos anos eleitorais. Sabe por qual motivo?

Certa feita estava eu sentado no Radar, naquele intervalo entre o primeiro e o segundo intercâmbio, e Tavares, hoje presidente do Templo do Amanhecer de Crato – CE, encostou para uma prosa ligeira, já que ali não é lugar para se ficar de papo comprido. Eis que chega um adjunto maior (nós ainda éramos adjuntos regentes) e, prontamente, respeitando a hierarquia, lhe perguntei o que “mandava”.

Ele vinha nos convidar para participarmos da inauguração do “diretório” de um certo partido político, em sua casa, situada na rua principal do Vale, a ocorrer mais tarde. Eu e Tavares nos olhamos desconfiados, mas não polemizamos. Apenas agradecemos o convite e, após tecer alguns comentários sobre as hipotéticas vantagens de termos um núcleo partidário no Vale, o nosso politizado irmão foi embora.

O meu companheiro de Radar vinha chegando e eu e Tavares fomos relatar o convite para Tia. Quando soube, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. Chegava a tremer. Entre grossas lágrimas, disse: - Eles estão me envergonhando perante Pai Seta Branca!

O espartano em mim logo quis se manifestar: - Deixa, Tia, que vou lá e dou um jeito nisso! Acabo com essa história rapidinho.

Ela, ainda chorando, não permitiu: - Não, meu filho. Você está no Radar e não pode se desequilibrar. Deixa que o Tavares vai, como quem não quer nada, vê o que está acontecendo e vem me contar. Mas esses homens não sabem que eu não aceito dinheiro do Governo, não deixo fazer comício aqui dentro, nem carro-de-som com propaganda de político deixo rodar aqui? Parece até que fazem só para me chatear...

Tia se referia aos avisos que nos dava sobre o envolvimento dos jaguares com a política. Tivemos muitas encarnações no poder material. Aliás, o jaguar vem à Terra, costumeiramente, em momentos relevantes do planeta, em grandes transições, e, geralmente, alguns de nós são colocados em pontos estratégicos, nos governos, donos de grandes fortunas, líderes populares, em condições de auxiliarmos a espiritualidade nos seus projetos.

Foi assim com a passagem de Jesus pelo plano físico. Encarnamos antes, durante e depois, com a missão de favorecermos o trabalho do Grande Mestre. Em vez de fazê-lo, todavia, nos encantamos com a riqueza, com o poder, com as vantagens e os prazeres que trazem, e acabamos, isso sim, atrapalhando os mentores e perseguindo os cristãos, atirando aos leões aqueles mártires que tínhamos vindo proteger.

Arrumamos carma pesado em Roma, por exemplo, por causa dessas perseguições. Os desencarnes brutais em Angical foram reajustes oriundos daquela época. Pai João, que lá tombou, junto com Mãe Tildes, Pai Zé Pedro, Mãe Zefa e outros, tinha sido o sanguinário imperador Tibério e, por sinal, acabara perseguindo e mandando matar Veleda, espírito que, séculos depois, teve a missão de proteger e orientar como um mentor, quando encarnada como Neiva Chaves Zelaya. A ataca dos prisioneiros é igual àquela usada pelos gladiadores, nos tristes momentos no Circulo Máximo do Coliseu. Mas ainda tem a história da Queda da Bastilha e tantas outras encrencas políticas na nossa velha estrada.

Como nós, os jaguares ainda encarnados, somos os mais enrolados carmicamente (os que se desenrolaram já são caboclos, pretos-velhos, e nós ainda por aqui, marcando passo e dando trabalho), entrar no padrão vibratório dos políticos representa se expor aos cobradores daquelas épocas e, pior, abrir a guarda para os falcões, uma terrível falange negra, surgida no Império Romano e “especializada” em atuar na área política. Ficamos no dizer de Tia, “sem moral para doutrinarmos aqueles espíritos”.

Ainda tem a questão do atendimento. Tia atendia a todos os políticos que a procuravam, não sendo raro ver um carro com a “chapa branca” estacionado diante da Casa Grande, altas horas, naquelas noites em que não havia Trabalho Oficial e o movimento era menor. Eles chegavam, o mais discretamente possível (até porque ela não lhes permitia o espalhafato), contavam as suas angústias e anseios, se consultavam, riam, choravam, tomavam um cafezinho, às vezes até jantavam aquela comidinha simples, mas tão gostosa, da Casa Grande, e iam embora. Dependendo do político, saia com um pedido de Tia, para arranjar um emprego para um de nós. Mas ficava nisso. Nossa mãe nos ensinou que, se tomarmos um partido, os do outro partido não virão nos procurar e falharemos com a lei-de-auxílio incondicional, que é fundamental para a nossa missão.

Não é que não possamos trabalhar para os políticos, mas mantendo a relação no campo profissional, sem nos empolgarmos demais, sem entrarmos no campo vibracional deles. Também não quer dizer que não possamos nos candidatar e, vencendo no pleito, cumprirmos mandatos, mas temos de ter a consciência do que isso, carmicamente, irá representar, dos problemas pessoais, como na saúde, na família etc., que podem surgir, como um efeito colateral, pelas nossas dívidas do passado. Simplesmente, para nós, isso é velha estrada, não é mais a nossa missão. O custo/benefício, muito provavelmente, não compensará.

Por todos esses motivos, Tia nunca permitiu, enquanto encarnada, manifestações políticas no Vale do Amanhecer. Com a Constituição de 1988 (Tia desencarnou em 1985) e o regime democrático imperando, não há como impedir o livre exercício do pluripartidarismo, da liberdade de reunião etc. Mas não há como esquecer as lições da Clarividente. Não há como ver um jaguar envolvido com a política sem sentir um aperto no coração, uma preocupação com o nosso irmão. Especialmente, não há como esquecer das lágrimas da nossa mãe. Eu e Tavares, ontem, quinta-feira, momentos antes de participarmos da terceira consagração do dia 29 de abril de 2006, na Estrela Candente do Templo Mãe do Amanhecer, nos lembramos daquela tarde quente, de um domingo tão antigo, em que tivemos que nos controlar muito, para não chorarmos também.

Espero que essa mensagem não seja interpretada como uma crítica àqueles que pensam diferentemente, ou uma afronta aos direitos fundamentais constitucionais de ninguém, algo inconcebível para um professor de Direito Constitucional, como eu. São só fatos, só emoções. Conviver com a Clarividente nem sempre era o mesmo que ouvir o que se queria, o que se esperava, o que se pretendia, sequer o que se acreditava.

Como Tia perguntava: - Caiu a carapuça?

Salve Deus!
Adjunto Otalevo

Os Ricos

Vamos falar hoje sobre os ricos. Mas quero esclarecer primeiro a que tipo de riqueza me refiro. Falo da riqueza material. Daqueles que têm dinheiro!

Nesta encarnação não sou rico. Já tive momentos de em que desfrutei de muito conforto e posição social, mas rico mesmo, de ter dinheiro sobrando, guardado para fazer tudo que quisesse, não. Isso nunca tive!

Mas convivi socialmente com pessoas de grande poder aquisitivo e poder político. Creio que em outras vidas já devo ter possuído muito dinheiro, pois sempre fui bem aceito na “alta roda” e tive facilidades por conta disso.

Desta convivência guardei a experiência da dificuldade que um rico tem para poder obter a caridade espiritual, para obter a orientação nos momentos em que passa situações que fogem ao controle, independente da quantidade de dinheiro que possam ter.

Recordo da dificuldade inicial do Trino Tumuchy em aceitar que os “ricos” passassem na frente nas filas de atendimento, relatada no livro “Sob os Olhos da Clarividente”. Porém Tia Neiva, e mais precisamente, Pai Seta Branca nos deixou uma lição que por vezes esquecemos ao levantar a bandeira da “justiça”:

Meus filhos!

É preciso ter caridade para com os ricos, pois suas vidas são mais difíceis que as dos pobres. Estes já têm tudo de que precisam para sua evolução, pois a própria condição de pobre lhes dá isso. A rudeza da sua vida não os deixa sentir os problemas com maior intensidade.

Mas, o Homem que recebeu uma educação, tem uma certa finura e sensibilidade, esse sofre muito mais. Não quero que vocês o submetam a humilhações.

Vocês sabem o quê significa, para uma pessoa educada, disputar um lugar para ser atendido por vocês? É preciso, portanto, dar mais atenção a eles. Por que submeter uma pessoa fina, educada, limpa, à humilhação de sentar-se no mesmo banco com uma pessoa grosseira e cheirando mal? O pobre não se sente muito mal ao sentar-se nesse banco, mas o rico sente.

Vocês já repararam como o homem rico de Brasília tem dificuldades em encontrar um lugar para se tratar? Os hospitais de Brasília nivelam todos quase no mesmo plano. Por isso, quero que vocês, no futuro, construam um hospital onde o rico possa ser tratado com o conforto que merece.

E há, ainda, as tradições humanas. Convencionou-se que a caridade é para os pobres, os miseráveis, e se faz disso uma indústria. Essa é uma idéia muito material da caridade! Até essa palavra está tão desvirtuada que prefiro que a usem o menos possível. Todos merecem ser bem tratados, e não quero que se demonstre ressentimento a uma pessoa, só porque ela tem um carro e um padrão de vida melhor.

Lembrem-se de que vocês conhecem a precariedade da existência na Terra. O homem que hoje é rico e poderoso, ontem foi, talvez, um pobre miserável. E o pobre de hoje foi, talvez, o rico que ontem desperdiçou sua fortuna e oprimiu outros.

Todos devem ser bem tratados, mas cada um merece atenção de acordo com seu padrão!... (Pai Seta Branca)

Nestas palavras encontramos a necessidade de tolerância.

Quantos de nós já ficamos irritados por ver uma pessoa de melhor condição social ser atendida antes?

Quantos de nós,quando os encarregados em acomodar os pacientes, fizemos os mais afortunados materialmente passar por humilhações, ou mesmo desistirem do atendimento?

Não podemos imaginar o quanto é difícil para uma pessoa de padrão material elevado vir buscar o auxílio no humilde trono do Preto Velho... Normalmente só chegam neste ponto em desespero total! Já passaram por todos os lugares possíveis em busca de ajuda, antes de se submeter as nossas humildes condições. Afinal, na maioria, nossos Templos ainda são pequenos e seus médiuns desprovidos de grandes posses.

Zelar pela limpeza do Templo, por acomodar da melhor maneira possível os pacientes, ter um sorriso fraterno de recepção, sentindo a intuição necessária na hora de acompanhar até o atendimento, por vezes é mais que uma simples caridade. Você hoje, em condição material desfavorecida, com certeza aguarda o reencontro com aqueles aos quais prejudicou com sua fortuna em outras vidas...

Kazagrande

Abaixo o texto completo supracitado.

MORTE COM HORA MARCADA

Mais um dia de consultas de Neiva. Desde as dez horas da manhã, o povo se comprimia no recinto do Templo reservado ao público, e a impaciência era sensível no ambiente. Em sua maior parte, os consulentes eram gente simples. Às seis horas da manhã já haviam formado fila diante da porta do Templo, em busca de uma ficha, e o número de pessoas a serem atendidas já se havia esgotado.

Um carro parou bem junto ao Templo, e dele desceram algumas pessoas bem vestidas. Uma senhora de certa idade, duas moças e um rapaz. A senhora demonstrava ser pessoa de bom trato, enquanto as moças e o rapaz usavam calças coloridas e cabelos longos. Tão pronto se aproximaram da porta do Templo, formou-se um clima de hostilidade. A senhora, demonstrando certa familiaridade com o ambiente, abriu caminho por entre o povo e se aproximou da moça que atendia os candidatos à consulta. Falou com voz baixa e a moça foi até à Clarividente, voltando daí a poucos instantes. Pediu licença aos que obstruíam a entrada interna, e conduziu os quatro para um banco próximo ao local onde Tia Neiva consultava. Um murmúrio se levantou no meio do povo. Uma pessoa menos paciente fez um comentário áspero. No meio do vozerio que se formou, distinguiam-se as palavras grã-finos, ricos e termos semelhantes. Neiva levantou-se, e se voltou para o povo, que se calou de pronto. De pé, sem nada dizer, ela ficou olhando para aquele povo simples, todos de olhos baixos, e por fim falou, pedindo que tivessem paciência. Disse que todos seriam atendidos e que a família que acabava de ser admitida tinha um problema muito mais sério do que os deles. O povo se acalmou, e o dia de consultas prosseguiu normalmente.

Eu me havia perturbado com a cena, e sentia certa irritação. Todo dia de atendimento surgia esse problema. As pessoas mais simples, geralmente moradores das proximidades, chegavam de madrugada, e absorviam todas as vagas. O pessoal de Brasília, quando chegava, já não conseguia lugar. Eu já havia estudado várias maneiras, mas nenhuma dava resultado, sempre surgia alguma perturbação.

As consultas terminaram cerca de oito horas da noite. Meus nervos estavam à flor da pele, e Neiva sentiu meu estado. Após a refeição frugal, ela me perguntou o que eu estava sentindo. Aí, explodi, e fui dizendo:

- É esse seu atendimento, Neiva. Precisamos dar um jeito nisso. Toda hora tem enguiço com esse pessoal de Brasília. Por que eles não vêm cedo, como os outros?

- Calma, Mário, não se preocupe muito com isso. Deixe estar que dou um jeito com minhas meninas. Isso é assim mesmo. Aos poucos, o povo vai aprendendo. Você parece que também está irritado com os grã-finos! Já se esqueceu da lição de Seta Branca?

- Que lição? – retruquei, ainda irritado.

E ela, remexendo com o garfo a comida esquecida no prato, foi-me lembrando as palavras do Mentor. Aos poucos, fui-me acalmando, e meu espírito se encheu de admiração pela sabedoria daquele excelso espírito. A lição de Seta Branca foi muito simples. Ele disse:

- Meus filhos, é preciso ter caridade para com os ricos, pois suas vidas são mais difíceis que as dos pobres. Estes já têm tudo de que precisam para sua evolução, pois a própria condição de pobre lhes dá isso. A rudeza da sua vida não os deixa sentir os problemas com maior intensidade. Mas, o Homem que recebeu uma educação, tem uma certa finura e sensibilidade, esse sofre muito mais. Não quero que vocês o submetam a humilhações. Você sabem o que significa, para uma pessoa educada, disputar um lugar para ser atendido por vocês? É preciso, portanto, dar mais atenção a eles. Por que submeter uma pessoa fina, educada, limpa, à humilhação de sentar-se no mesmo banco com uma pessoa grosseira e cheirando mal? O pobre não se sente muito mal ao sentar-se nesse banco, mas o rico sente. Vocês já repararam como o homem rico de Brasília tem dificuldades em encontrar um lugar para se tratar? Os hospitais de Brasília nivelam todos quase no mesmo plano. Por isso, quero que vocês, no futuro, construam um hospital onde o rico possa ser tratado com o conforto que merece. E há, ainda, as tradições humanas. Convencionou-se que a caridade é para os pobres, os miseráveis, e se faz disso uma indústria. Essa é uma idéia muito material da caridade! Até essa palavra está tão desvirtuada que prefiro que a usem o menos possível. Todos merecem ser bem tratados, e não quero que se demonstre ressentimento a uma pessoa, só porque ela tem um carro e um padrão de vida melhor. Lembrem-se de que vocês conhecem a precariedade da existência na Terra. O homem que hoje é rico e poderoso, ontem foi, talvez, um pobre miserável. E o pobre de hoje foi, talvez, o rico que ontem desperdiçou sua fortuna e oprimiu outros. Todos devem ser bem tratados, mas cada um merece atenção de acordo com seu padrão!...

Quando ela terminou, meus pensamentos estavam muito modificados a respeito desse assunto. Neiva, então, contou um caso que se passara há alguns anos, na antiga UESB, que bem demonstra o que Seta Branca queria dizer:

- Mário, você não conheceu a UESB. Lá é que a pobreza se concentrava, nos seus aspectos mais tristes. Meio alqueire de terra de cerrado e água escassa. Beira de estrada, a meio caminho de Anápolis, próximo a Alexânia. Quando começamos, Brasília ainda estava em obras e quase não havia assistência hospitalar. Os pobres e desajustados, que em grande quantidade vinham para cá, atraídos pela miragem de um futuro melhor, acabavam por procurar socorro na UESB. Nossas construções eram todas de barro e cobertas com palha. Todos os dias, uma verdadeira multidão se concentrava lá. Vinham a pé, de carroça, a cavalo, ou desciam dos ônibus que faziam a linha de Brasília. Portavam as moléstias mais terríveis e muitos pediam para ficar, pois não tinham para onde ir. Improvisamos um hospital, à nossa maneira, e tratávamos todos os tipos de doenças. Predominavam os problemas mentais. Trabalhávamos dia e noite, sem parar. Eu atendia numa pequena palhoça, bem no centro da comunidade. Certa tarde, as coisas estavam particularmente difíceis. Como você sabe, Mário, aquela concentração de pessoas desajustadas formava tremendas cargas espirituais negativas. A par do simples atendimento, tínhamos que manter o ambiente psíquico em constante renovação. As cargas, às vezes, pesavam demais e, até darmos conta da limpeza, o ambiente permanecia pesado. Naquela tare, as coisas estavam dessa maneira. O povo esperando nos arredores de minha cabana, estava impaciente e, a toda hora, as meninas que me ajudavam tinham que acalmar pessoas. Nesse ambiente de tensão, chegou um vistoso carro Simca, e dele desceram duas senhoras em traje de viagem, demonstrando serem pessoas de posses. Tão logo localizaram Jesualda, minha pequena assistente, foram logo dizendo que queriam falar com dona Neiva, mas que dispunham de pouco tempo, e queriam ser atendidas logo! É fácil imaginar a impressão que isso causou entre os que esperavam, alguns já há muitas horas. Levantou-se um murmúrio de protesto. Jesualda pediu-lhes que aguardassem um instante, e correu até mim, pedindo instruções. Meu primeiro impulso foi o de mandar dizer àquelas senhoras que teriam de esperar, pois havia pessoas necessitadas a serem atendidas. Mas, nisso, Mãe Etelvina me mostrou, de relance, o quadro delas, e fiquei horrorizada! Mandei que entrassem de imediato.

- E o povo não protestou? – perguntei.

- Sim, a gritaria entre os que esperavam foi grande. Só nossa posição moral, que impunha muito respeito, evitou que acontecesse algo pior. Alguns se levantaram e saíram dizendo as piores coisas a meu respeito. Ouvi distintamente quando uma mulher disse ser eu uma bajuladora de grã-finos, e outras coisas desagradáveis. Um homem da roça, cujo apelido era Bodinho, que há muito vinha se tratando conosco, desandou a falar grosserias e só parou quando um de nossos médiuns lhe pediu. Apesar de tudo, fiz entrar as duas mulheres, que se sentaram diante da minha pequena mesa, e se apresentaram...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Perdao – Dia de Angical

Hoje é Dia de Angical e como estes dias postei um tópico sobre este maravilhoso trabalho, senti que deveria hoje escrever sobre um dos elementos mais importantes desta feliz oportunidade de reajuste: O Perdão!

Como podemos falar abertamente com um irmãozinho sobre a necessidade dele em perdoar, e muitas vezes perdoar a nós mesmos, se ainda temos no coração a mágoa?

Claro que dependendo da situação, da ofensa recebida é difícil compreender, aceitar e perdoar. Porém analisemos a questão da mágoa carregada de maneira franca, sem máscaras, sem se ocultar no prisma do justiceiro, ou de injustiçado.

A mágoa pode estar em relação àqueles que já passaram em nossas vidas. Cobraram seu quinhão e nos deixaram! Não há justificativa para continuarmos a vibrar contra quem já se foi. Não há como avaliar o quanto poderíamos estar devendo a aquela pessoa, e se prejuízo foi apenas financeiro então... Salve Deus! A forma mais barata de se pagar uma dívida, de se realizar um ajuste espiritual é com dinheiro, com bens materiais. Passou... Ficou no passado! E se nada devíamos a este que nos causou a “dor no bolso”, melhor ainda! Estaremos semeando o perdão para nossos próprios momentos difíceis, para apresentar aos nossos reais cobradores.

Em outras situações a mágoa é mais próxima, é familiar! Ou mesmo tem o sabor amargo da traição de quem tanto confiávamos... Sorver o fel da decepção, perdoando verdadeiramente, é o caminho para a evolução. É compreender que muitas vezes magoamos com nossas atitudes, gestos, ações, e sem saber. Sem real consciência de nossas atitudes, pois nossa mente desconhece a realidade do coração do próximo.

O perdão verdadeiro é aquele que não deixa vestígios, que permite um sorriso compreensivo e fraterno, face a falha de qualquer irmão. Dizer “eu perdôo, mas nunca mais quero ver esta pessoa” é mascarar a mágoa, a terra que ainda está em nosso coração. O perdão sincero traz o verdadeiro amor incondicional. Recebe de volta o ofensor com o sorriso de quem tem a missão divina de auxiliar. De quem se coloca no lugar do próximo e procura compreender suas fraquezas e razões, de quem sabe que deve continuar ajudando se for procurado e nunca fecha a porta devolvendo na mesma moeda.

Quando eliminamos a mágoa, quando tiramos a terra do nosso coração, não precisamos mais de máscaras de falsa humildade e capas de justiceiro. É que verdadeiramente evoluímos, damos um passo em direção a ter o direito de pedir perdão aos que ferimos.

Perdoar a si mesmo é outra condição igualmente difícil... Principalmente para um Mestre, ou Ninfa, consciente que seus erros, suas falhas, suas franquezas, geraram dor ao semelhante. Mas é fundamental que nos perdoemos e possamos construir um novo começo, como dizia Chico, não dá para voltar a atrás e fazer de novo, mas dá para fazer um novo começo!

Recomeçamos a cada dia! Semeamos hoje, o amanhã, pois o fruto hoje já estamos colhendo de semeaduras passadas. Perdoar a si mesmo opera um verdadeiro milagre em nossas vidas, pois dá esperança e forças para continuar! Perdoar a si mesmo e todas as pessoas envolvidas na situação, sem culpar ninguém, afinal não importa quem teve razão.

Devemos livrar a todos, incluindo a nós mesmos, do fardo da culpa que impede o crescimento espiritual. Assim também diminuindo um pouco nosso peso cármico... Somos médiuns, escolhidos e acolhidos por um Pai amoroso, sabedor de nossos carmas, na maioria das vezes, bastante pesado.

Ao perdoar trocamos nossas dívidas maiores por dívidas menores, através do merecimento. Passamos a compreender um pouco mais dos desígnios da Espiritualidade Maior, aonde tanto almejamos chegar.

Não pode haver evolução sem perdão! Perdão verdadeiro! O perdão evita muitas doenças da alma, as mais difíceis de sanar. Traz de volta a luz aos nossos pensamentos e harmonia ao nosso coração.

Hoje é Angical... Perdoe a tudo e a todos antes de ir ao Templo. Sinta o alívio e a inspiração que lhe proporcionará para este trabalho! E que possamos merecer tudo que nos aguarda!

Um fraterno abraço,

Kazagrande

Biblioteca – George Vale Owen

Em 1859, em Birmingham, Inglaterra, reencarnou George Vale Owen (1869 – 1931).

George tornou-se um sacerdote aos vinte e quatro anos, após ser educado no Instituto de Midland e no Queen´s College (Universidade da Rainha). Passou então a servir sua Igreja Protestante, sempre dedicado à verdade, e, por conta desta qualidade, pagou alto preço.

Rapidamente ele demonstrou suas inclinações filosófico - cientificas, fato que o distanciou de seus confrades, apegados a dogmas e rituais.

Em 1893, ele foi nomeado para cumprir seu ministério no curato em Seaforth, uma designação humilde, mas que ele executou com responsabilidade e comprometimento. Depois foi Cura em Fairfield (1895), e em S. Matheus (1897), ambos em Liverpool. Em 1908 foi servir na Igreja em Oxford.

A necessária mudança em sua trajetória de vida ocorreu em 1913. Naquele ano sua mediunidade começou a dar os primeiros sinais, com a ajuda de sua mãe que desencarnara em 1909.

Obviamente que George teve que romper as barreiras pessoais para primeiramente aceitar, depois acreditar, e, por fim, passar a divulgar as verdades sobre as quais somente naquele instante ele tomara conhecimento.

Por meio da psicografia ele recebeu inicialmente mensagens de sua mãe e de um grupo de amigos desencarnados. Depois surgiu um outro Espírito que se identificou pelo nome Astriel; este disse que fora diretor de uma escola em Wrawich, em meados do século XVIII; ele juntou-se aos seus antecessores e escreveu, por intermédio da mediunidade de George, o livro “As Regiões Inferiores do Céu”.



Posteriormente ele teve sua companhia espiritual alterada, Astriel, sua mãe e seus amigos, deram lugar ao Espírito que se identificou como Zabdiel; por orientação dele foi escrito “As Altas Regiões do Céu”.

A obra “O Ministério do Céu” foi escrita pelo Espírito que se identificou apenas como Leader (guia), juntamente com seu grupo.

Depois, Leader assumiu o nome Arnel e escreveu “Os Batalhões do Céu”, obra de elevado cunho moral.

Consta que George jamais alterou, com o fito de adaptar ou tornar mais compreensível, qualquer parte dos textos que foram escritos pelos Espíritos.

Para conhecimento do leitor, reproduzimos abaixo parte do prefácio da primeira edição, que retiramos do livro publicado no Brasil sob o nome “A Vida Além do Véu”. Na realidade, esta obra é uma tradução de “As Regiões Inferiores do Céu”. O trecho escolhido esclarece bastante sobre a obra registrada pela Mediunidade de George Vale Owen:

“A narrativa coloca-nos em face do Universo Espiritual, de inconcebível grandeza e imensidade, e vai, de esfera em esfera, pelos reinos da luz, os quais se desdobram pela amplidão do infinito”.

Diz-nos ela que aqueles que partiram da vida terrena habitam as mais próximas esferas do nosso globo e se vêm circundados de coisas não inteiramente dessemelhantes às que conheceram no mundo; que entramos, com a morte, no círculo mais apropriado ao nosso desenvolvimento espiritual. Não há mudança repentina em nossa personalidade. Não mergulhamos no esquecimento. Um ser não se transforma em outro ser.

Na primeira esfera de luz encontramos árvores e flores, como as que nascem nos jardins da Terra; flores e árvores mais belas, que não emurchecem, que não morrem, que formam parte integrante de nossa vida.

Em torno de nós há pássaros e animais. Conservam-se ainda amigos do homem, de quem estão mais próximos. São mais inteligentes e já não sofrem os temores nem padecem as crueldades que experimentam no Planeta.

Encontramos casas e jardins, porém, de substância, cor e atmosfera mais de acordo conosco. A água borbulha com sonoridades musicais; há maior harmonia de cores. Tudo é mais radiante, mais alegre, mais interessantemente complexo, e, não obstante estar a nossa atividade multiplicada, é a nossa vida mais remansosa.

Desaparecem as diferenças de idade. Não há velhos na Esfera de Luz. Ali só habitam os fortes e de bela aparência.

Espíritos de mais alta esfera podem descer à esfera inferior; podem, mesmo, ser enviados em missão à Terra. Antes, porém, de nos alcançarem, têm que se habituar à luz mais obscura e ao ar mais pesado das esferas inferiores.

Necessitam de adaptação, a fim de se amoldarem à densa e turva atmosfera na qual está envolvido o nosso mundo.

É esta razão por que as vozes dos Espíritos nos alcançam tantas vezes, em pequenos fragmentos, de sorte que a nossa inteligência pode dificilmente reuni-los. É esta a razão por que, tão de espaço, são ouvidas as palavras e percebidas a presença dos que estão ansiosos por se comunicarem com os amigos e confortá-los.

Tão insignificante é a transformação a que chamamos morte, conta-nos a narrativa, que muitos não se apercebem dela.

Precisam os mortos se lhes diga que estão em outro mundo, no mundo em que todos se hão de reunir”.

O leitor acostumado às obras espíritas, particularmente as psicografadas por Francisco Cândido Xavier, ditadas pelo Espírito André Luiz, especialmente o livro “Nosso Lar”, poderão comparar e ver as identidades e semelhanças notáveis entre uma e outra exposição. Contudo, a obra de George Vale Owen foi escrita antes de 1920, enquanto “Nosso Lar” foi escrito no inicio da década de 1940.

Apenas como lembrança é bom registrar que existem regiões espirituais infinitamente mais ditosas e outras extremamente inferiores àquela acima descrita.

As reações contrárias vindas dos confrades do médium psicógrafo não tardaram. George perdeu a administração de seu curato e, como resultado, ficou sem sua fonte de renda, passando daí por diante a viver com enormes dificuldades financeiras.

Todavia, o trabalho de George já tinha se tornado conhecido e ele não ficou desamparado na divulgação de sua obra.

Em 1920, o nobre irlandês J. Alfred Hamsworth (1865 – 1922), conhecido como Lord Northcliffe, detentor de fortuna e prestígio, interessou-se por seu trabalho e passou a publicá-lo no “The Weekly Despatch”.

Lord Northcliffe era editor do jornal “The Times”, de Londres, e estava sempre disposto a publicar a verdade. Seu lema era “Explique, simplifique, clarifique”.

Quando o Lord encontrou George ofereceu-lhe mil libras como pagamento pela autorização da publicação de seus textos, porém o médium, demonstrando nobreza de caráter, apesar de sua difícil situação financeira, aceitou apenas que fosse publicado o trabalho dos Espíritos, não recebendo nenhuma vantagem pessoal.

Pela publicação destes textos e por razoes ligadas às suas próprias opiniões, Northcliffe foi marginalizado por sua classe social, não obstante, manteve-se firme em seu propósito de divulgar o trabalho que tanto interesse despertava.

“Não tive a oportunidade de ler toda “A vida Além do Véu”, porém, entre as passagens que perlustrei, muitas há de grande beleza”.

“Parece-me que a personalidade do Reverendo G. Vale Owen é matéria de suma importância, devendo ser considerada de par com os notáveis documentos que nos apresenta”.

“Durante a ligeira conferencia que entretivemos, percebi que estava em presença de um homem de sinceridade e convicção. Ele não se julgava dotado de qualidades psíquicas especiais. Mostrou-se pouco ambicioso de publicidade e declinou dos grandes emolumentos que facilmente lhe adviriam em conseqüência do enorme interesse que estes escritos vão despertar no público de todo o Planeta”. Escreveu Northcliffe a respeito de sua relação com o médium.

A publicação das obras de George no “The Weekly Despatch” levou o periódico a atingir marcas vultosas de vendagem. Na Inglaterra seu trabalho passou a ser reconhecido como as “Escrituras de Owen”.

Com cinqüenta e três anos George rumou para os Estados Unidos a fim de divulgar, por meio de palestras, seu trabalho e suas crenças. Depois retornou para a Inglaterra e lá continuou realizando conferências e apresentando um mundo novo para os que o ouviram.

Como todas suas despesas eram cobertas com recursos próprios, George esgotou rapidamente seus recursos. Em seu socorro Arthur Conan Doyle realizou uma coleta que ficou conhecida como “Caixa de Vale Owen”; todavia, em respeito aos seus princípios, o médium não aceitou o dinheiro. Arthur manteve suas relações com o amigo, inclusive escrevendo os prólogos de seus livros.

Depois de dezoito anos de trabalho em defesa da verdade, George adoeceu e desencarnou em 1931.

Apresento a vocês algumas obras de George Vale Owen.


domingo, 15 de agosto de 2010

Filha de Deus e Alanto do Amanhecer


Salve Deus!

Venho indicar mais dois blogs que compartilham arquivos semeando coisas boas a produtivas. Nestes endereços encontramos fontes de conhecimento e inspirações para nosso espírito!

http://soufilhadeus.blogspot.com/  - SOU FILHA DE DEUS


Abaixo um texto belíssimo de autoria da Ninfa Rosa Maria, de Portugal, que edita o “Sou Filha de Deus!”

Rosa Mar – Eu sou filha de Deus!

Por entre a dura estrada da vida, cada vez mais vou compreendendo melhor as pessoas.

Suas atitudes, suas decepções, suas lutas internas, seus trajetos e opções de vida.

Poderia questionar-me o porquê de algumas pessoas não serem diretas, objetivas e coerentes com os afetos que demonstraram numa determinada fase de suas vidas… mas não o farei.

Aprendi que existe a palavra tempo, palavra tão sábia, e dessa palavra eu aguardo as respostas... Nem tão pouco me preocupa se as respostas serão cruéis, ou doces… entrego simplesmente ao TEMPO e confio nele.

Recuando algum tempo no tempo, olho para um grupo de pessoas que conviveram comigo, umas de uma forma mais formal e profissional, outras de forma familiar, outras em forma de amizade, pessoas de estrada, aqui e ali. Novamente recuo no tempo e admiro a evolução de algumas, a estagnação de muitos, e o recuo de tantos mais.

Se eu contribui em algo positivo ao “cruzar” com essas pessoas?? Certamente que sim!!! Se estou decepcionada ou arrependida?? NÃO!!!!

Todas elas me serviram para compreender que não podemos mudar ninguém à sua passagem na vida terrena, às suas opções e ao seu livre arbítrio. Unicamente podemos nos permitir dar a nossa opinião, o nosso SENTIR. Se isso irá alterar o percurso de cada um… penso que não! Cada um muda na hora exata que tem que mudar.

Há uns anos atrás, seguramente que nesta fase que atravesso estaria deprimida, triste e magoada, mas felizmente que cresci como pessoa e fico simplesmente quieta, tranqüila e aceitando tudo o que gravita ao meu redor. Posso concluir que cresci que estou mais serena.

Esta serenidade não aposso adjetivar de passividade, porque efetivamente eu estou mais do que nunca atenta e com uma sensibilidade apuradíssima em tudo o que se passa em meu redor e com aqueles que convivem comigo. Não posso ainda afirmar hipocritamente que as atitudes e ações das pessoas não deixam marcas. Deixam… Claro que deixam!!!!!!!! Porém aprendi a viver com o que me é dado sem exigir demais das pessoas e acima de tudo aprendi a viver segundo os meus critérios e filosofia de vida.

Aprendi a lutar por mim! Pela minha paz interior… o quê me valoriza… a minha aprendizagem como ser espiritual na vida terrena… os meus objetivos de vida… conviver com as pessoas que gosto e privilegiar essas mesmas pessoas.

Recuso-me a entrar em conversas vazias e repetitivas e que jamais conduzem a algo construtivo. Recuso-me a estar com quem não me sinto bem. Recuso-me a fazer do meu dia o que as outras pessoas querem que eu faça, ou seja, recuso-me a rotina, ao comodismo e á inércia.

Valorizo quem faz de meus dias momentos lindos, valorizo quem me pergunta “estás bem?” Mas quer e tem tempo para ouvir a resposta, resposta ao meu ritmo e jeito de ser, sem pressa na brevidade dessa resposta……

Valorizo a desabrochar de uma flor, num vaso que todos olham e não o acham bonito… não faz mal…. Eu estive sempre lá.. atenta à espera desse desabrochar!!!! Eu gosto do vaso feio, da planta simples e de cor pálida, como gosto de uma linda e esplendorosa roseira. Todas as plantas têm a sua beleza o seu encanto em natureza que são. Todas as plantas têm um motivo de ser, a sua essência, o seu perfume e a sua beleza como nós humanos.

Valorizo a sinceridade e honestidade das pessoas, e só com estas gosto verdadeiramente de compartilhar os meus dias.

Valorizo o olhar terno de uma criança, e o olhar já baço de um idoso. São olhos… são espelhos da alma!!

Valorizo as pessoas que me olham nos olhos e me dizem a verdade na minha cara, muito embora saibam de antemão que me vão magoar, mas igualmente sabem que eu as entendo e sei aceitar criticas, porque eu não sou perfeita.

Valorizo as pessoas que têm sempre uma palavra afetuosa, um sorriso na cara, apesar de todos os seus problemas pessoais. Pessoas otimistas e que a vida jamais as derruba, porque têm a luz, a proteção e o entendimento para ultrapassar todas as fases difíceis no seu palmilhar de estrada.

Se gostam ou não de mim?? Não me preocupa!!!!!

Se muitos permanecerão??? Não sei!!!

Se gosto de ser assim???? SIM …

É ASSIM QUE EU GOSTO DE SER E É ASSIM QUE EU QUERO VIVER!!! QUEM GOSTAR FICARÁ QUEM NÃO GOSTAR SEGUIRÁ O SEU CAMINHO A SUA EXPERIÊNCIA DE VIDA E TODOS SEREMOS MAIS E MAIS FELIZES!

Fiquem em Paz!

Sejam a Paz!

Rosa Mar, em 3 de Agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Biblioteca – Gabriel Delanne


Apresento a vocês algumas obras de Gabriel Delanne.

Um menino que foi chamado François-Marie-Gabriel Delanne, filho de Alexandre Delanne, amigo íntimo de Allan Kardec.

Um dia Kardec tomou esse menino, colocou-o em seu colo e vaticinou:

– Este menino um dia será uma personalidade de destaque no Espiritismo.

E acertou porque com apenas 28 anos publicou a sua primeira obra intitulada, “O Espiritismo Perante a Ciência”, nos idos de 1885, 16 anos após a desencarnação de Allan Kardec.

Gabriel Delanne, que foi criado em ambiente espírita, mostrou a estreita relação entre a Ciência e a espiritualidade, unindo, através de sua palavra clara e objetiva, a ciência, a filosofia e a moral espírita.

Livros para baixar gratuitamente: