TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

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MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A PASSAGEM NO IMPÉRIO ROMANO


Narrada na Cachoeira do Jaguar
Filha, não chore, não se desespere. Eu, você, sua mãe e todos os seus irmãos vivíamos na mais rica vida em Pompéia. Eu era Procurador, Zé Pedro era Imperador, e todo esse povão estava lá. Só Deus sabe, minha Jurema, os desatinos, as tragédias que provocamos naquele império. Fizemos a mais terrível escravidão. Hoje, filha querida, Deus nos deu essa oportunidade de pagar todo este mal. Esta pequena sinhazinha é o espírito da jovem escrava de Pompéia.

Sim, tudo pela condenação da matéria! A terra... A terra... Tão lindo o mar e, no entanto, a terra é o que nos pertence, por ser a parte sólida deste planeta. Porém, o que me conforta é que as forças cósmicas continuam em atividade, porque, neste Universo, não há inércia. Tudo se movimenta em nosso favor, pela bênção de Deus! A Sua atividade é, essencialmente, produtora desta nossa matéria orgânica e inorgânica. Logo nos dará forças, graças a Deus!

Sim, Zé Pedro, a atividade do Homem é essencialmente produtora e as forças essencialmente ativas. Como já disse, cria na matéria orgânica este arsenal de forças. Portanto, temos que organizar um ritual, uma jornada, vestimentas que mudem a sintonia dos crioulos. Sim, Zé Pedro, vamos erguer esta arma para o Céu!

Todos somos livres, neste mundão de Deus! Até mesmo para acreditar, desejar, escolher, fazer e obter. Mas todos somos, também, constrangidos a penetrar nos resultados de nossas próprias obras. Não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência.

Pai João, machucado, ajoelhou-se e, erguendo os braços para o Céu, na força do chamado Deus Africano, gemeu como um leão, dizendo:  - Ó, OBATALÁ! Ó, OBATALÁ! Ó, OBATALÁ! ENTREGO, NESTE INSTANTE, MAIS ESTA OVELHA PARA O TEU REDIL! Pai João voltou ao seu lugar, e ouviu Vô Agripino, que lhe falou:  - Salve Deus! Viu, João? Fizestes tudo tão perfeito porque tens constantemente livre o teu Sol Interior. O ensino é como pétalas de rosa que caem em nossas mentes, enquanto vai orvalhando os três reinos de nossa natureza.

Todos os que se perdem pelo pensamento e se enchem de ódio, ao desencarnar vão para o astral inferior e, evidentemente, procuram voltar, aumentando suas furiosas crises. Vamos  juntos, tentar doutriná-lo, antes que morra nesse ódio e se torne invisível aos nossos olhos. 

- Pobre Imperador! Viestes com tão nobre missão e, no entanto, eis o que resta de ti!

Zé Pedro, – dizia Pai João – quando o celeiro está pronto, o Mestre aparece. São palavras de Vô Agripino.

- Sim, Zé Pedro. Ouça bem o que diz Vô Agripino: Deus é absolutamente fé, é absolutamente razão. E ser a razão é a Ciência. A Ciência é a razão.

Tia Neiva

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DISCIPLINA



A grande herança de nossa saudosa Esparta não é a “espada do guerreiro”, mas sim a “disciplina do soldado”. Hoje não temos mais as ordens do Rei Leônidas, mas aprendemos, paulatinamente, a disciplina de Pai João.

Falar em disciplina não implica somente em nossas questões doutrinárias, pois aqui no Exílio do Jaguar tratamos também de nossa vida física, onde a felicidade pode ser atingida por atitudes que possam trazer a prosperidade e semear a necessária evolução do espírito.

É preciso largar a espada, abandonar as respostas ferinas, desarmar-se... Não é possível sermos pessoas melhores, e semear a evolução, enquanto insistimos em ferir os outros pelas palavras e vibrações. Libertar-se da negatividade e da preguiça são primeiros passos para atender ao chamado da disciplina.

Em nossa Doutrina a disciplina é marcada por compromissos que vamos amealhando no transcurso de nossas consagrações. Primeiro assumimos o compromisso de renovar nosso juramento de Iniciação, todos os dias, três vezes ao dia (12, 15 e 20 horas), emitindo em favor de todo o Universo a Energia do Jaguar Iniciado, que se unifica a todos, encarnados e desencanados, que passaram por este ritual. Depois vamos acumulando outros compromissos: Retiro, Estrela... A cada novo passo, mais um compromisso assumido.

Para nossa vida física não existe melhor começo, ou recomeço, que reavivar este compromisso e insertar, no dia a dia, mais rotinas de ações que semeiem vibrações positivas e contribuam em atrair pessoas e oportunidades melhores para nossas vidas.

Anteriormente falei em acordar cedo (Texto: A Preguiça), em ter um sorriso de “bom dia”, de metas traçadas para cada dia. Devemos aliar estas ações à criação de rotinas mais ou menos fixas para nosso dia, por exemplo: Ter horários em que determinamos, e cumprimos, atividades benéficas para nosso corpo. Algum tipo de exercício, uma caminhada, algo dentro das possibilidades do físico de nossa idade. Horários para alimentar-se, para convívio familiar, para o trabalho, ou mesmo a procura dele. Também é importante direcionar uma parte do tempo para sua missão espiritual.

A balança de nossa vida é tríplice, assim como também somos seres tríplices. Corpo, mente e espírito, vida física, psíquica e espiritual. Equacionar nosso tempo de forma sensata é a chave do equilíbrio e do sucesso! Ter tempo para o físico (vida material, trabalho, estudos, saúde); ter tempo para a vida psíquica (vida emocional, amores, família, relações sociais) e ter tempo para a vida espiritual (nossos trabalhos no templo).

Não é possível ser feliz vivendo extremismos! Não será feliz internando-se no Templo, pois ali não traz dinheiro e não é lugar para conversas sociais ou afetivas. Não seremos felizes mergulhando no trabalho material e esquecendo o restante, e menos ainda se nos entregamos a uma paixão e deixamos de lado o trabalho e o espírito. Equilíbrio é a chave! Tudo é importante, e tudo ao mesmo tempo, não resolve direcionar sua energia somente para um dos pratos da balança. Somos tríplices eu repito!

A disciplina em cumprir o planejado, porém estando aberto às intuições, é uma das melhores maneiras de ser feliz! Todas as vezes em que abandonei algum destes pratos a vida desandou. Trabalho, família e Templo, em uma divisão consciente de prioridades, tempo e dedicação igual para cada uma.

Kazagrande

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A Preguiça


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Falei recentemente sobre a negatividade a que somos involuntariamente conduzidos e o quanto ela pode prejudicar nossas vidas. Vencer a negatividade é uma tarefa da vida toda, mas não é só isso que impede nossa evolução e também a felicidade possível de ser vivenciada ainda neste plano físico.

“Hoje estou devagar.” Um frase que parece comum e que aceitamos com total naturalidade. Estar “cansado fisicamente” é absolutamente normal, porém, entrar nessa de “estar devagar” e assumir isso como a “meta do dia”, traz muito mais danos do que podemos imaginar.

Somos espíritos que conduzem mentes, e não mentes (personalidades) que direcionam um espírito. É preciso deixar a mente saudável, livre das negatividades e da preguiça! Sim, da preguiça! Encontramos centenas de desculpas para protelar nossas atividades e verdadeiramente boicotar nossa prosperidade e nossa evolução. Entramos em estados depressivos, grande parte das vezes, apenas por preguiça mental.

Sei que estamos em um blog doutrinário, mas esta orientação não se aplica apenas aos trabalhos espirituais. A preguiça de participar de um trabalho espiritual, esconder-se até o trabalho começar ou esperar que ele não possa ser realizado (acreditem: Tem muitos médiuns que agem assim), é uma prática que normalmente custa caro e se reflete por toda nossa vida física. Se você não quer estar à disposição para atender ao chamado de um trabalho, não vá ao Templo!!! Fique em casa, mas não vá semear vibrações em cima de seu couro! Pois, tenha certeza, as pessoas percebem sua má vontade e vibram pesado, mesmo sem ser “de propósito”.

Eu falava que a preguiça não se refere somente ao trabalho espiritual... A dica vale para nossa vida! Nossa prosperidade depende diretamente de nossa disposição em servir de maneira eficiente, seja no trabalho, na família ou ainda dentro de suas relações sentimentais.

Não vou ficar escrevendo sobre os absurdos que fazemos em nome da preguiça disfarçada de desânimo ou de alguma dorzinha. Não vale a pena. Vamos falar das atitudes necessárias para estar bem!

Levante cedo! “Ah... Este povo do Vale dorme tarde e acorda tarde”. Saia dessa! Se você não aguenta levantar cedo, vá dormir mais cedo. Dentro do Vale temos aqueles que “vivem da Doutrina” e esquecem a vida lá fora, deixando a família desmoronar, o trabalho se perder e o patrimônio se esgotar; e existem os que trabalham lá fora, e muito, para poder garantir o necessário equilíbrio entre físico, emocional e espiritual.

Então... Levante cedo! Tome um banho caprichado, coma com mais calma e visualize seu dia dando certo. Sorria para as pessoas em sua casa, diga bom dia com mais amor e lembre que mau-humor é vibração baixa, e custa caro.

Cumpra seus objetivos do dia e não pare enquanto o objetivo do dia não atingido. Encontre forças na mente, pois o corpo responde na medida que sua mente se cura.

Kazagrande

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O PRINCÍPIO DA NEGATIVIDADE


Um dos maiores desafios de nossa vida terrena é vencer a negatividade. Estamos envolvidos cotidianamente em dezenas de situações que nos conduzem a vibrar negativamente de forma inconsciente.

Nos jornais, na televisão, na internet, nos deparamos o tempo todo com situações que nos envolvem, e ainda compartilhemos, textos, fotos, imagens, vídeos, que somente despejam uma gama de energia que alimenta a negatividade de todos os envolvidos, gerando uma rede de ansiedades, tristezas e maldades.

Entendo, e vejo com bons olhos, todas as possibilidades que as comunicações trouxeram para nossas vidas. Porém é preciso aprender a filtrar o que decidimos ver, e principalmente saber escolher o que “mandamos adiante”, o que compartilhamos.

Vejo muitos nós, médiuns espiritualizados, detentores de conhecimentos sobre a energia que nos envolve e o poder das vibrações, mergulharem em abismos perigosos da negatividade, ao saírem compartilhando coisa inúteis ou que inevitavelmente irão baixar o padrão de quem as recebe, assim como o seu baixou ao ver a primeira vez.

Certa vez um mestre amigo veio mostrar-me, com certa euforia, a foto de um bandido que havia recebido um tiro de escopeta no rosto. Salve Deus! Qual o sentimento que vocês sentiram ao ler esta frase? Imagine agora como fica seu padrão vibracional ao ver uma foto como esta. Será que se desperta algum bom sentimento? Será que alguma coisa boa poderá surgir energeticamente deste impacto? Refletir é bom...

Da mesma maneira tantos spams, hoax, notícias falsas, boatos, intrigas e mesmo fofocas internas da doutrina, somente trazem tristeza, baixam o padrão vibracional e atraem as mesmas coisas para nossas vidas!

Somos fruto do que fazemos, falamos e pensamos! Isso é uma normal universal! Atraímos para nossas vidas exatamente o que vivenciamos em nossos pensamentos e palavras. Temos uma consequência imediata quando “fazemos algo”, sempre existe a consequência. E o mesmo se dá quando falamos e pensamos! Reflitam um pouco... Já observaram que quando falamos de enfermidades, por exemplo: saímos reclamando que estamos com uma dor. Logo aparece outro dizendo que também está com dor e, pior, entra em uma disputa insana dizendo que a sua dor é pior. Atraímos este tipo de conversa.

O mesmo se dá quando começa a falar de roubos, assaltos, violência... Está trazendo para sua vida este tipo de energia, e muitas vezes acaba se concretizando, pois entramos no padrão vibracional deste tipo de situação.

É preciso evitar a todo custo a negatividade! Falar de coisas boas, pensar coisas boas, e atrair oportunidades melhores para nossas vidas. É uma consequência natural trazer para nosso campo energético o mesmo que estamos emitindo.

Então... Vamos deixar de compartilhar tristezas e maldades alheias. Vamos “mudar o canal” das conversas improdutivas. Buscar mudar o tema da conversa quando ela enverga para a negatividade, e, se não for possível, sair fora destes comportamentos que já não são condizentes com nossa jornada missionária.
Kazagrande


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DESENCARNE DE ENTES QUERIDOS


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Mesmo com toda consciência espiritual que possuímos, ainda sofremos pela partida de um ser querido. Sofremos pela ausência dos que se foram, esquecendo que, para os que partem de maneira natural, ou por um duro reajuste cumprido até o fim, estarão retornando ao “lar espiritual”.

A vida na Terra é passageira! “A única certeza da vida é a morte”, afirma com propriedade o dito popular. Todos nós teremos que partir um dia e deixaremos para trás as vibrações daquilo que semeamos, colhendo de forma inexorável os frutos da energia que deixamos nas mentes e corações.

Nossa tristeza deverá ser transformada em uma saudade grata. Recordar com carinho das boas lembranças e procurar na oração o envio de energias que o espírito, que partiu, precisará em sua nova jornada.

Os sentimentos de desespero, tristeza, mágoa, cobrança, somente poderão atrasar o avanço do espírito e até mesmo contribuir para que se recuse a seguir o novo caminho e passe pelas agruras de permanecer no etérico.

É preciso desapegar-se, por mais duro que isso possa parecer. Somente o despego é que libertará a ambos! O espírito, liberto da roupagem carnal, precisa se redescobrir, encontrar sua família espiritual e entender que possui inicialmente as recordações da última encarnação, mas, adormecida em sua consciência transcendental, está todo o manancial de conhecimento adquirido ao longo de suas outras encarnações. As justificativas, os porquês, as respostas... Tudo adormecido e esperando que tenha condições de “seguir em frente”. Precisamos libertar aquele que partiu! Permitir apenas as recordações de amor e saudade, mas sem tristeza, apenas o desejo que siga em frente e nos aguarde quando chegar nossa hora. Que o desejo do reencontro seja na “verdadeira vida” e jamais um apego daninho que prende os que já cumpriram sua etapa na Terra.

Dentro de nossa Doutrina tratamos com espíritos todo o tempo e temos a certeza da continuidade da vida. Encontramos os mais diversos casos nos Angicais que podemos participar. Então, nos resta esperar o reencontro, sem ansiedades, com amor, sem tristeza, com oração. Nossas orações chegam despertando uma suave lembrança de nós, semeiam o poder do reencontro no momento certo, no dia determinado.

As comunicações com os que partiram não devem ser esperadas. Não sabemos o grau de merecimento dos envolvidos e, pela Luz, somente se houver uma grande e real necessidade. Nada que provém da Luz é inútil ou sem merecimento.

A vida na escola encarnatória sempre traz difíceis lições, deixemos que descansem em Paz.
Kazagrande


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A NOVA LINGUAGEM ESPIRITUAL


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Até a missão de Tia Neiva se descortinar, o espiritismo, e também o espiritualismo, limitavam o conhecimento espiritual aos médiuns aculturados ou com capacidade intelectual mais apurada, que, inevitavelmente, conduziam a uma “elitização” dos membros.

Da época de Tia Neiva em diante houve uma mudança completa na aceitação da vida espiritual por parte da humanidade. As centenas de livros de Chico Xavier, novelas espíritas, reportagens televisivas e impressas, popularizaram, desmistificaram e diminuíram grande parte do preconceito e também trouxeram explicações menos elitizadas para o fenômeno.

Tia Neiva, e o neologismo do Doutrinador; Mestre Mário Sassi (Trino Tumuchy) e o livro “No limiar do Terceiro Milênio”; finalmente explicaram de maneira coerente e possível de entender por todos, o fenômeno mediúnico. Fato que fez florescer a Doutrina do Amanhecer entre pessoas de todas as classes sociais e culturais. Uma das grandes belezas de nossa Doutrina é que ninguém pode ser avaliado pelas suas posses materiais ou pelos seus conhecimentos acadêmicos. Uniformizados todos têm as mesmas possibilidades! O Desenvolvimento é igual para o doutor e para o analfabeto, de uniforme não se sabe quanto cada um ganha... as roupas são iguais! A simplicidade dos conhecimentos, onde primeiro se aprende a trabalhar e depois, se desejar, encontra as informações, trouxe um sistema fascinante de iguais possibilidades, totalmente diferente dos padrões da “vida lá fora”.

Aqui, no Exílio do Jaguar, as explicações sobre várias questões espirituais são apresentadas de maneira simples e em linguagem acessível, diferente dos tradicionais livros espíritas que, em sua ampla maioria, exigem que se tenha um dicionário ao lado para poder entender tantas palavras rebuscadas.

Certa vez me perguntaram: Mestre, estes Mentores de Luz são tão chatos como nos livros espíritas?

A partir desta pergunta encontramos mais uma das belezas de nossa Doutrina: a simplicidade dos Pretos Velhos! Espíritos de Luz que envergam a mais humilde das roupagens para nos atender, para nos fazer compreender as coisas do espírito, com uma linguagem acessível e repleta de uma sabedoria que atende também com perfeição aos mais cultos.

Para os mais simples o Preto Velho é aquele que traz a paz e esperança sem precisar florear as palavras, para os mais cultos traz esta sabedoria grandiosa que ultrapassa o falar singelo ao atingir a mente pela coerência e amor.

Também pensando nesta pergunta iniciei um projeto de novos livros que deverão explicar “as coisas do espírito” sem a necessidade de uma linguagem que possa parecer até soberba. Falar abertamente de temas espirituais do dia a dia, e das energias que nos cercam sempre influenciando nossas vidas. Este é um dos projetos para 2017.


Kazagrande

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Substituto de Tia Neiva



Tia Neiva deixou como seu “substituto” o Doutrinador, desde que este tenha muitos amor no coração! Assim ela afirmou categoricamente.

Porém, tenho absoluta certeza que, ao propor esta afirmação ela não indicava diretamente a mediunidade específica, mas sim, direcionava aos que possuem a Doutrina em seus corações! Seu substituto não é “um” Doutrinador elevado hierarquicamente às condições de comandar a Doutrina, seu substituto é qualquer médium, Doutrinador ou Apará, que leve a Verdadeira Doutrina em seu coração!

Será “o” Doutrinador que entenda que somos evangélicos, que nossos princípios são os deixados pelo Divino Mestre em sua mensagem de Amor, Humildade e Tolerância. Será aquele que se emociona, que carrega viva a magia do contato espiritual e torna-se capaz de racionalizar o sofrimento sem tornar-se indiferente ou soberbo.

Será o Apará que entregue-se à Mensagem de Amor de nossos Mentores de Luz e sinta verdadeiramente que eles apenas apontam o caminho, sem envolverem-se em nossas mazelas. O Apará que deseja cumprir sua missão sem julgar a ninguém, nem a si mesmo.

Jamais será o Doutrinador que pela pretensa hierarquia toma decisões na personalidade e crê em um poder temporal acima do espiritual.

Jamais será o Apará que manipula as mensagens em benefício de algum interesse seu ou de outrem.

Tia Neiva apontava o caminho! Mostrava com seu exemplo vivo a conduta esperada dos médiuns que lhe acompanhavam. Esperava que estes pudessem tornar-se exemplos a serem seguidos, e assim, “novas Tias Neiva”. Ninguém substitui ninguém, mas novos exemplos devem surgir, para lançar novas sementes e colher novos frutos.

Com isso não espero que “alguém” seja nosso exemplo, pelo contrário! Espero que todos nós, que cada um de nós, se esforce para poder ser um exemplo.

Temos ainda muitas falhas... Ainda perdemos muito a paciência, julgamos, demonstramos grandes faltas de amor. Mas... Estamos a caminho! Nos esforçando para um dia estarmos perto daquele exemplo de Mãe amorosa, forte, convicta em sua fé e em tudo que tinha nas mãos.

Seguir homens? Não! Despertar o Doutrinador de cada um de nós, independente de sua mediunidade, sim!


Kazagrande

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vale a pena perdoar?


Nosso espírito já passou por muitas experiências neste plano físico, Tia Neiva falava em aproximadamente dezenove encarnações, em média, para os médiuns da Doutrina do Amanhecer.

No cenário destas outras passagens interpretamos os mais diversos personagens. Ricos e pobres, poderosos e escravos, políticos e rebeldes, religiosos e perseguidores, enfim, podemos imaginar os mais diversos palcos de interpretações da vida real, onde adquirimos estas experiências.

Cabe também lembrar que, no intervalo entre uma encarnação e outra, igualmente vivenciamos experiências acrisoladas no etérico e em escolas da Espiritualidade Maior. Resumindo: não há muito que aprender no sentido de conhecimentos, mas, se ainda estamos encarnados, com certeza, temos muito que aprender no aperfeiçoamento de nosso caráter espiritual.

Nossa personalidade hoje pode ser a mais importante de nossas vidas, ou mesmo a mais insignificante, não sabemos! Mas sabemos que estamos aqui para cumprir nossos reajustes e evoluirmos em nossa individualidade pela aplicação prática de boas decisões, que não foram tomadas no passado.

Nos deparamos com situações similares a outras já vivenciadas, onde nossas decisões trouxeram dor e sofrimento. Por vezes encontramos diretamente com nossos cobradores, já encarnados, e que também possuem a mesma oportunidade de decidir pelo perdão ou pela cobrança.

Decidir pelo perdão é fundamental! Sabem por quê? Porque quando perdoamos deixamos um bom exemplo, algo a ser mostrado aos nossos cobradores desencarnados, quando se aproxima o momento do reajuste. Imagine seu cobrador, preparado para executar sua justa cobrança, observando que nós perdoamos a outro que talvez tenha nos infligido uma cobrança maior que a dele. É possível que ele avalie que, se nós, que somos “ruinzinhos”, conseguimos perdoar e seguir em frente, ele também pode! Pode nos perdoar e seguir em frente, nos libertando e libertando a si mesmo do apego emocional da vingança, que prende tantos pelos “umbrais” do etérico.

Também mostramos aos nossos irmãos encarnados, muitos com direito de reajuste, que nosso comportamento atual, nossa afabilidade, não merece uma prática injusta.

O conhecimento de nosso espírito é muito maior do que qualquer estudo que possamos realizar enquanto encarnados. Por este motivo, ao despertar a consciência espiritual, nos tornamos pessoas melhores. Não recordamos com clareza as situações do passado, mas sentimos a intuição provocada pela nossa individualidade comprometida com a evolução.
Kazagrande


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

As Cartas da Iniciação - NOVO


A maior luta dentro de nossa existência física é contra nós mesmos.
O mais perfeito juiz é o juiz de si próprio.

Na contagem de Cartas das aulas para Iniciação Dharma Oxinto observamos claramente que o objetivo exposto é despertar nossa consciência. Despertar nossa consciência para vivermos dentro do Evangelho é o verdadeiro passo para a evolução espiritual e para sermos considerados Iniciados. Nestas cartas não se fala dos trabalhos que poderemos executar ou das diferenças que existirão a partir da conquista da Iniciação. Elas foram escolhidas para este despertar. Vamos recordar um pouco:

A carta da primeira aula é “Biografia do Doutrinador”. Um verdadeiro poema mediúnico, onde Tia tenta despertar a emoção de sua caminhada e espera contagiar aos que lerem. Relata uma saudade, um aperto no peito, que ela descobre ser a felicidade pela concretização de sua obra. Em 1981, 21 anos do início da missão no Vale do Amanhecer, e comovida ela relembra: “legiões de espíritos foram encaminhados pra o Céu; legiões de espíritos trabalham comigo na Terra”.

Na segunda carta, “O que é o Apará”, novamente em uma linguagem poética, Tia Neiva compara a missão do Apará à missão de Nossa Senhora que aparecia nos porões dos navios negreiros para acalentar a dor e trazer a esperança.

Já na terceira, e última carta, a “Mensagem Aluxã” fala do exemplo dos lírios, que nascem no lodo e ainda assim perfumam as mãos de quem os colhem. Um alerta, um despertar profundo para a necessidade de abandonar os julgamentos, de deixar de lado as fofocas e abandonar conflitos que só trazem dor.

Como podemos ver, nada a respeito dos trabalhos e conquistas, apenas o despertar da emoção nas duas primeiras cartas e o caminho claramente apontado na terceira. Nossa Doutrina é tão simples! Repleta de detalhes, rituais, roupas especiais, mas ao mesmo tão simples nos seus ensinamentos. Basta amar! Basta deixar de julgar e ter mais paciência, menos agressividade! A responsabilidade está em nossa consciência e a felicidade passível de ser construída no dia a dia.

Questionar faz parte de nosso espírito inquieto, mas julgar e despejar vibrações negativas resolverá alguma coisa? Guardemos nossos questionamentos para avaliar nossa própria conduta e passemos a “consertar nós mesmos”. É mais sensato afastar-se do que nos afeta negativamente, do que criticar e emitir uma energia que inevitavelmente fará mal primeiramente a nós mesmos.

Talvez seja hora de reler as primeiras três cartas que recebemos na Doutrina e encontrar TUDO que precisamos para ser feliz dentro dela.


Um fraterno abraço, Kazagrande

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Fim do Ano Sabático*


* Ano sabático é conhecido como o período de 12 meses em que a pessoa se dedica a algum projeto de vida particular, retirando para isso uma licença de suas funções profissionais.

Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

2016 foi um ano de grandes batalhas e incontáveis conquistas! Sim! Apesar dos percalços, das dificuldades, dos imprevistos, de tanta energia pesada ao nosso redor, em todas as áreas da sociedade, e mesmo dentro da Doutrina, é preciso contabilizar todos os sucessos para iniciar bem o novo ano.

Particularmente eu dediquei-me a firmar a estrutura familiar neste nosso retorno ao Brasil. Era preciso dedicar-se à família, e acomodar a todos em uma nova realidade. Como escrevi: foi difícil! Tão difícil que as vezes pensava que tinha alguma coisa errada comigo. Porém hoje, ao contabilizar tudo que foi conquistado, vejo que a única coisa de errado que poderia existir era minha pressa, ou meus “quereres”, que insistiam em “terminar logo”. Pois bem, terminou! Tudo, tudo que havia planejado foi executado!

Costumo no final do ano reunir a família e colocar em um papel todas as nossas metas para o próximo ano, sempre tomando o cuidado de planejar coisas realizáveis ou que nossos sonhos não virem fantasias sem objetivo. Neste fim de semana abrimos o papel do ano passado: tudo cumprido! Até mesmo as coisas mais difíceis estavam realizadas. Confesso que não contive as lágrimas ao lembrar o quanto esperneei durante o ano, quando alguma coisa parecia emperrada. Chorei porque entendi que tinha tanto para agradecer, mas primeiramente era preciso pedir perdão pelos momentos de sofrimento. Eu que sempre repito que sofrer é uma escolha, entendi que algumas situações me fizeram sofrer, mas não era preciso! Bastava ter paciência e tudo se resolveria, e mais, dentro das metas traçadas.

No início do texto falei em “ano sabático”... descrevi assim porque entendo que dediquei-me, quase que integralmente, à condução desta transição que envolveu grandes mudanças. Agora é hora de traçar metas doutrinárias para este ano que inicia. A Doutrina não precisa de nós, somos nós que precisamos da Doutrina! Porém todos precisamos uns dos outros, e o convívio mais intenso e direto com vocês fez muita falta.

Retorno aos meus escritos, a escrever sobre a Doutrina, enquanto “falar” sobre Doutrina parece estar meio distante ainda... Sou aquele que fala, e CALA quando deve! Alguns entenderão isso.

Resta então agradecer, de todo coração, a presença de vocês em minha vida, em nossas vidas! E desejar, ainda que com uns dias de atraso, um Feliz 2017! E recomendar: façam a lista! Dos projetos, das metas, das coisas viáveis para este ano. Dobrem, coloquem na carteira e abram no próximo ano. Será a hora de conferir o quanto temos para a agradecer!

Um fraterno abraço,

Kazagrande