quarta-feira, 10 de maio de 2017

De volta ao lar


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Durante os últimos dez dias estive em viagem à Bolívia, por isso algumas das postagens foram repetidas. Fui visitar nosso pequeno povo, formado com muito amor e um sentimento de família que, com a Graça de Deus e a excelente condução do novo Adjunto, Mestre Andrés, Adjunto Aman, preservou esta semente e seu germinar, mesmo com nossa distância física, trazendo uma felicidade intraduzível em palavras.

Um reencontro feliz, muito feliz! Ver o olhar saudoso, receber os abraços carinhosos e tantas demonstrações de amor e respeito! Não há mais nenhuma dúvida que esta missão seguirá avançando e este povo ama a Doutrina e realiza um trabalho reconhecido pela Espiritualidade.

Poderia citar diversas passagens desta visita, mas o mais marcante, sem dúvidas, é o sentimento familiar preservado! Tia Neiva sempre desejou que fossemos verdadeiros irmãos. Que pudéssemos viver com respeito e unidos pelo ideal de servir em uma grande família. Apesar de algumas rusgas, naturais em qualquer família, o ideal conjunto de progredir e fazer o bem à humanidade é preservado e estas rugas superadas no momento em que somos chamados a servir em conjunto.

Cochabamba teve há mais de 13 anos a abertura de um Templo, que durou uns poucos meses. Depois esperou por quase dez anos, que os três ou quatro remanescentes, reabrissem esta missão. Em 2012, na primeira Consagração Internacional da Doutrina do Amanhecer, com a presença de médiuns do Brasil, Bolívia e Estados Unidos, e também do próprio Trino Ajarã, deixado como Coordenador dos Templos do Amanhecer por Tia Neiva, fui convidado a assumir esta missão.

Morava em Santa Cruz, 450km de distância e mais de 9 horas de viagem subindo parte da cordilheira. Minha esposa estava em penúltimo ano de Faculdade de Medicina, onde havia cativado amizades e futuros companheiros de graduação, sequer poderia estar presente em todos os fins de semana por conta da viagem de retorno. Mas... Aceitei o desafio! Depois da primeira visita, em uma semana abríamos o primeiro trabalho!

Durante as semanas seguintes tive uma surpresa: Minha esposa viajou durante e voltou com o apartamento alugado e a transferência de seus estudos para Cochabamba, nos mudaríamos no próximo fim de semana! Jamais pediria a ela tal sacrifício, ela sabia, mas a missionária falou mais alto, nos mudaríamos para estarmos juntos no cumprimento desta missão!

Foram quase três anos, dezenas médiuns formados, muitos dos quais brasileiros que seguiram suas jornadas levando a Doutrina para suas cidades natais ao concluírem seus estudos. Foi também a mais bela experiência doutrinária vivida!

Mais uma vez recomeçamos a vida... Novo trabalho, novos estudos, nova escola para as filhas... Mas acima de tudo uma nova missão! Uma missão que me transformou em Adjunto de Povo, feliz e realizado.

Nossas coisas se misturaram, quase não havia o “nosso”, pois o fim de semana era no Templo e grande parte de nossos pertences ficava por lá. Quais eram nossas panelas ou talheres? Não sei. Quais eram nossas cadeiras ou objetos pessoais? Já não se determinava. Tudo era de todos e ficaria por lá mais tarde. Nossa família se reunia mais no Templo do que em casa e... Fomos felizes com isso! Nos unimos todos em favor desta pequena obra do Pai.

A familiar cresceu mesmo! Minhas meninas dividiam o pai com todos que procuravam conselhos e traziam suas dúvidas e problemas. Minha esposa era disputada por todos, devido sua doçura e carinho maternal com aquels que desejavam um pouco de seu olhar amigo.

Certa vez, aqueles mesmos médiuns que tiveram por 10 anos a autorização de abrir o templo e não fizeram, resolveram abrir outro, dez quadras de distância, para poderem realizar os trabalhos que eu não permitia (curas fora de nossas leis, trabalhos de comunicação com sofredores, etc.). Tínhamos apenas seis meses de existência... Mas, o Trino Ajarã, em sua sabedoria, pessoalmente ligou e pediu que não fosse inaugurado! Por que dividir uma missão que começava dentro das leis, quando por tanto tempo puderam fazer e não fizeram?

Voltar à Bolívia trouxe todas estas lembranças! Do quanto fomos felizes com esta missão e do quanto poder cumpri-la tornou pequena todas dificuldades enfrentadas dentro de um país que dificulta ao máximo a vida de um estrangeiro.

Paro por aqui para conter as lágrimas e não me estender indefinidamente nas belas recordações que este povo nos proporcionou. Obrigado a todos estes meus filhos e filhas! Obrigado a Cochabamba! Obrigado ao Trino Ajarã por me conceder esta oportunidade.


Kazagrande

3 comentários:

Salve Deus mestre, quanta grandiosidade!

Mano Velho, quanta saudade de vocês e deste Povo abençoado e iluminado.
Espero em Cristo Jesus poder rever cada um para agradecer o carinho ao qual fui recebido.
Graças a Deus as razões se encontraram e essa tempestade que ocorreu nos seis meses de jornada lá foi dando lugar ao sol, mas não a qualquer sol, foi dando lugar ao sol simétrico, simbolo maior das conquistas universais que hora dispomos a nosso favor.
Obrigado meu irmão pela oportunidade que você e a Mãe Nilma me concederam, e obrigado a todos os Mestres e Ninfas que formam desde o inicio e agora na continuação este Povo tão especial que sempre guardarei em meu cotação.
Um dia quem sabe poderei dizer o tamanho do bem que me fizeram.
Um forte abraço deste pequeno Devas.
Salve Deus!

Parabéns e que esse Raio de Nosso Pai Seta Branca venha sempre acolher aos que chegam precisando de Luz.

Postar um comentário

Comente com amor! Construa, não destrua! Críticas assim serão sempre bem vindas.