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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estar no Comando, ou SER Comandante

segunda-feira, 29 de maio de 2017 - 5 Comments



Para os médiuns que participam de um trabalho coletivo, principalmente os iniciáticos, o Comando tem um valor imensurável! Um comandante pode tanto manter a atenção, e sintonia, dos participantes, como ser o elemento desagregador, que permite os pensamentos “escaparem” da finalidade que os reuniu.

O Comandante deve ter “emanação”! A maneira como conduz o trabalho deverá contagiar aos participantes, que literalmente sentem a energia emanada. Muitos são comandantes “perfeitos” ... Emitem e fazem a lei certinho, cumprem todo o ritual com perfeição, mas não trazem a emoção necessária. É preciso vibrar com o comando, sentir-se feliz, motivado e com real intenção de transmitir este sentimento por seus gestos e palavras.

Aprender a fazer tudo certinho é fácil: basta seguir a Lei! Mas muitos não possuem o necessário carisma da condução, e isto não é nenhum demérito! Pois somente é preciso ajustar-se dentro daquilo que pode fazer bem. Recordo sempre o Adjunto Janatã, Mestre José Luiz, que certa vez fez o seguinte comentário: “Tem muito Arcano que deseja comandar a Estrela apenas por ser Arcano sem nunca ter sido um Comandante antes. A Estrela é para os Comandantes”.Para comandar o maior trabalho desobsessivo de nosso Planeta, a Estrela Candente, é preciso SER comandante!

Mas não é apenas na Estrela. Todos os trabalhos requerem uma voz ativa, firme, mas que interprete, vivencie verdadeiramente a Lei e o Ritual! Não tem como comandar nada sem saber o que está acontecendo naquela hora. Tem que saber, e, na vibração da realização, ir esclarecendo aos que são convidados. Sim, pois convidar os participantes de um trabalho que irá comandar é papel do comandante! Chegar de “boneco” com tudo pronto, só para comandar??? Salve Deus! É preciso vibração, antes e durante o trabalho, para que depois do trabalho a vibração permaneça entre os que participaram! Se não... Acabou o trabalho e o médium sai falando do futebol que estava pensando dentro do trabalho e não da grandeza da realização que acabou de fazer.

Salve Deus! O Vale do Amanhecer traz uma Doutrina repleta de opções para todos! Só precisamos “escolher”, sentir, onde nos encaixamos melhor e servimos de maneira mais efetiva. Quem não sente a emoção do Comando, por vezes se realiza plenamente doutrinando espíritos, ou auxiliando em tantos trabalhos disponíveis. Assim como alguns consideram “chata” a função de Devas, e não vão se realizar ali, outros sentem como a função mais importante da Doutrina... Sabem qual a função mais importante da Doutrina que você pode livremente assumir? Aquela que se sente bem fazendo e percebe que faz bem aos outros quando você está ali.

A vaidade em querer comandar apenas para ser o boneco traz prejuízos muito grandes para todos: para o corpo mediúnico onde os pensamentos se dispersam, para a Espiritualidade que prepara todo um ambiente que será pouco aproveitado, para os irmãozinhos que igual aos médiuns se aborrecem, e principalmente para o comandante... Pois assume para seus ombros o custo de tudo isso.

Kazagrande


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Me ajude Pai João!

quarta-feira, 24 de maio de 2017 - 7 Comments

A médium, chegando como paciente aos tronos, identifica-se e toma conhecimento que ali está Pai João de Enoque:

- Me ajuda Pai João, pelo amor de Deus me ajuda a mudar o quê está acontecendo em minha vida!

- Salve Deus minha filha, o quê posso fazer por você? Estou aqui para lhe ouvir e servir se assim for possível.

Pálida, com aspecto claramente sofredor, começou a chorar e contar seu drama atual:

- Estou desempregada e meu marido também. Esses cobradores perturbadores não nos deixam em paz! Parece que estão presentes o tempo todo e fazem tudo dar errado. Não adianta rezar, eles invadem até meus sonhos onde me vejo sempre perseguida ou sonho que estou caindo. Escuto vozes me chamando durante o dia e parecem que estão o tempo todo rindo de mim. Estou doente, já procurei os médicos da terra, que não encontrando nada ficam me intoxicando com remédios que de nada servem, pois sei que meu problema é espiritual. Me salva Pai João! Como é que me livro desta cobrança e encontro um trabalho para mim e meu marido? Sequer consigo vir cumprir minha missão aqui por conta destas perturbações. Se eu conseguir passar por isso, prometo vir ao templo todo dia para agradecer!

Com a voz doce e firme Pai João, compungido por aquele sofrimento respondeu:

- Salve Deus minha filha! Sei das dores que por ora você enfrenta, e tenha certeza que elas vêm para te despertar em Cristo Jesus. Compreenda e agradeça antes começar a pedir, pois somente a consciência da necessidade de encaminhar estes que lhes são enviados é que poderá iniciar um novo rumo na sua vida.

- Não chore. A hora é de lutar pelo seu perdão. Existem milhares de pessoas vivendo este mesmo drama, mas poucas dispõe das armas que você tem em suas mãos, para com amor, semear o perdão que necessita destes irmãos que realizam sua justa cobrança. Quisera que este humilde preto velho tivesse como remover sua dor simplesmente! Mas não depende de mim e sim de você. É claro que você assim deseja, mas não basta desejar, tem que fazer a sua parte. Vir para agradecer e prometer pagar depois? Todos podem fazer, mas somente uma verdadeira filha de Pai Seta Branca é que poderia por amor, nesta hora mais difícil, vestir as sandálias da humildade e vir trabalhar em prol daqueles que se dizem seus inimigos e lhe cobram com tanta dureza.

- Mas saiba que a dureza com que te cobram é igual a dureza do seu coração. Se abrandar seus pensamentos e sentimentos, vestir as armas que lhe foram confiadas, com certeza também abrandará o coração, destes que ainda sem o poder do amor, somente querem o que consideram justiça.

- Os médicos da terra sempre encontrarão dificuldades para e ajudar, pois os tranqüilizantes diminuem a sensação física da cobrança espiritual, mas não sufocam o clamor do seu espírito, pela necessidade de despertar e retomar sua jornada, seja por amor, ou pela dor.

- Este é o momento da disciplina, de preparar-se espiritualmente! Não veja seus irmãozinhos espirituais menos esclarecidos apenas como cobradores ou espíritos perturbadores, agradeça, pois eles são o feliz instrumento de seu despertar.

- Este templo pode ser sim a chave para reerguer-se e sair dos escombros da falta do necessário trabalho material, porém, somente a sintonia com suas entidades, e a busca por elas através da doação e da caridade, é que poderá reequilibrar seu caminho, fazendo com que seu padrão vibratório seja elevado e fique praticamente inatingível por aqueles que desejam apenas lhe desequilibrar para realizar seus reajustes. Assim terão que reequilibrar a balança da justiça através do amor, que por ora você pode oferecer, e pelo bilhete de passagem para uma vida melhor.

- Seu trabalho e suas entidades serão o foco de luz que você precisa para iluminar o túnel escuro que atravessa.

- Trabalhe espiritualmente com disciplina, cumpra seus objetivos de trabalho com fé e perseverança, para que a luz de Nosso Senhor Jesus Cristo possa brilhar e iluminar a todos vocês.

- Venha trabalhar minha filha, este “nego véio" estará aqui para ajudar-lhe a revigorar suas forças em Cristo Jesus.

A médium, já desanimada, ainda perguntou:

- Quer dizer que o senhor não pode pedir para “dar um tempo” nesta cobrança?

- Sim minha filha jaguar, só podemos ajudá-la a resgatar-se. Você na verdade é que será o médico de si mesma, e daqueles necessitam de você e não percebem, desta forma realizando esta dura cobrança. Uma árvore para ter seu tronco forte demora para crescer, a sabedoria não aparece na mente e no espírito por mágica, e não podemos evoluir só porque assim queremos, é necessário trabalho, tempo e ação! Quem deseja de coração buscar a luz e sabedoria, trabalhará com disciplina e sem desânimo. Servindo aos necessitados, mesmo quando mais necessita, só assim suprirá suas próprias necessidades.

A ninfa não ouvindo o quê desejava, somente obtendo recomendações ao trabalho, disse apenas um “Salve Deus!”, levantou-se sem se despedir e voltou para o banco de pacientes para passar de novo.

Kazagrande

A magia dos relacionamentos


Os seres, encarnados ou desencarnados, sempre se aproximam por duas premissas: Afinidade ou Cobrança. E mesmo quando se trata de uma legítima cobrança, a aproximação inicia pela afinidade, só que mascarada pelo charme das encarnações passadas.

É impossível visualizar de imediato se uma aproximação, que se inicia pela afinidade, se converterá em cobrança, posteriormente. Isso acontece porque todo reajuste ocorre pelo planejamento de encontro no plano físico, inicialmente traçado no espiritual.

É necessário reajustar! Na verdade, o termo correto seria “reequilibrar”, pois com o advento da Escola do Caminho, iniciado na chegada do Divino Mestre, rompendo o ciclo kármico vicioso, e trazendo a possibilidade da Lei do Perdão, podemos, pelo amor e perdão, reduzir o karma e suas cobranças ao equilíbrio energético.

Explicando: Antes da chegada de Jesus, o Caminheiro, o ciclo kármico obedecia exclusivamente ao “dente por dente, olho por olho”, e os reajustes eram verdadeiras cobranças “centil por centil”. Com a chegada de Jesus, movimentando uma inenarrável força extra-cósmica, com milhares de espíritos de Luz envolvidos no evento, o etérico terrestre sofreu uma ruptura, e os espíritos que aqui se acrisolavam por seus apegos e culpas, passaram a ter a possibilidade de seguir a jornada em busca de novas encarnações e oportunidades.

A Escola do Caminho instituiu a Lei do Perdão, que permite a dívida ser paga com amor, restando apenas a energia negativa emitida ser reequilibrada.

Antes: Uma profunda dor provocada somente seria paga com o sofrimento, em igual profundidade, pelo causador da dor.

Depois: Havendo o perdão por parte da vítima, a energia gerada pelo sofrimento da vítima deverá ser reequilibrada, permitindo que o agressor se redima pela prática da caridade, sem necessariamente ter que sofrer o mesmo mal que gerou.

Por isso devemos semear o perdão todos os dias! Para poder colher o perdão, para poder pedir perdão por nossas próprias falhas, para nos libertamos e termos a oportunidade de trabalhar espiritualmente em prol dos desconhecidos, praticando a caridade e assim redimindo a energia emitida por nossas vítimas do passado.

Portanto, lembremos: não há “cobrador”, existem nossas vítimas do passado!

A Afinidade se dá pela frequência vibratória. Somos atraídos por aqueles que estão na mesma sintonia que nós. Já observaram que quando estamos reclamando da vida sempre aparece um que vem contar um drama que ele acha ser pior que o nosso??? Atraímos este tipo de gente!

Da mesma maneira quando estamos “pra cima”, de alto astral, parece que encontramos as pessoas mais felizes. Realmente é assim!

“Ah, mestre... Meus relacionamentos parecem que são todos cobranças”... Salve Deus! Devem ser mesmo, pois é isso que você está atraindo! Pare de vibrar em cobranças, pare de reclamar da vida, pare de pensar que está com problemas.

Pensar em problemas atrai mais problemas! Se você pode resolver, parta para a solução. Se não pode resolver, de nada adiantará ficar remoendo pensamentos tristes. Vibre positivo! Atraia boas pessoas, atrai soluções! Pense em soluções, vibre pensando que tudo já está resolvido e logo estará!

Meus irmãos e irmãs, não falo da boca para fora! Eu realmente vivi e descobri que isso é possível! Nossa Mãe Clarividente nos ensinava isso muitos anos antes de se falar na “atração”! Ela falava, escrevia, repetia e gravava: Seu padrão vibratório é a sua sentença!

Falta alguma coisa?

Kazagrande

Sofredores


Um processo normal de desencarne inicia-se 24hs antes do fato em si. Após deixar o corpo, totalmente livre das amarras físicas, o espírito é levado para um sono cultural, onde revive suas lembranças terrenas por um período de sete dias. Ao término deste tempo, retorna ao ambiente terrestre, acompanhado de seu Mentor, de quem recebe o convite para seguir em busca da faixa dimensional correspondente ao seu grau de evolução.

No momento em que recebe o convite, o livre arbítrio é total, independente das condições do espírito. Muitos, ainda apegados aos bens materiais, às pessoas, aos familiares, a lugares e sentimentos, decidem que querem “ver suas coisas”, encontrar pessoas, e ficam “por aqui”. Passam a uma dimensão paralela ao plano terrestre, chamada etérico.

O etérico é muito parecido com o plano físico, pois as energias são densas e a vida é plasmada pela energia dos encarnados, uma vez que não existe produção energética luminosa, apenas o magnético animal absorvido dos seres encarnados.

Vivem levados pelos seus pensamentos como um “furacão de transporte”. Às vezes seu padrão vibracional consegue os aproximar dos parentes, mas em poucos segundos são levados para outros lugares, e seguem de acordo com seus pensamentos, cada vez mais entorpecidos pelas inusitadas situações que encontram.

Alguns chegam a adaptar-se, ao ponto de considerarem-se ainda encarnados e desprezados pelo mundo.

Outros vivem a vagar, sem nada entender.

Alguns ainda são capturados por espíritos mais experientes no etérico e transformados em escravos.

São muitas informações que permitiriam transformar este texto em um grande capítulo do novo livro, e o objetivo é apenas dar uma noção do que é um “espirito sofredor”.

O sofredor é o espírito que permaneceu no etérico, a despeito do convite de seu Mentor. Vive em função da energia alheia que capta pela familiaridade vibracional, ou pela obsessão direta. Existem os inconscientes, que decidiram ficar pelo impulso e apego, e os conscientes, que ficam pela vingança e sentimentos negativos.

A denominação de “sofredor” vem porque não é possível ser feliz no etérico. A dor moral, sentimental e mesmo física, pois permanecem por muito tempo as dores do desencarne, os impede de evoluir. Não produzem energia e, portanto, não podem praticar a caridade e buscar a redenção.

Somente pelo difícil equilíbrio de seus pensamentos, pelo real arrependimento, por uma dificílima conscientização, é que podem receber uma nova oportunidade de seguir para onde verdadeiramente lhe compete.

Aí entramos nós... Os Jaguares!

Na Mesa Evangélica recebemos os espíritos recém-desencarnados, trazidos por seus Mentores, para receber uma “dose extra” de energia, que lhes dará condições de seguir a “jornada de regresso”. Por isso, os espíritos que passam ali já vêm com toda uma preparação e orientação. O objetivo é receberem o esclarecimento e principalmente a energia magnética que lhes proporcionará as forças para a jornada.

Nos Tronos os sofredores já chegam na condição de obsessores. Estão ligados ao paciente e pela afinidade vibracional, ou cobrança, que igualmente necessita desta afinidade, estão sugando as energias da vítima (daí o termo obsessor). Chegam ali pelo trabalho dos Mentores que encaminharam o paciente, e chegam na condição de pacientes também. Devem ser tratados com total respeito e jamais se deve permitir que suas pesadas vibrações encontrem um campo fértil nos pensamentos dos médiuns, que ali são verdadeiros socorristas, médicos deste grande hospital chamado Mayanti.

Somos profissionais do auxílio! Instrumento feliz que participa do resgate destes irmãos desconhecidos, pela força de nossa energia mediúnica, associada à projeção luminosa de nossos Mentores.

É necessário total respeito! Por isso o termo “irmãozinho”, aplicado até mesmo no Mantra em que emitimos que “nos compadecemos porque é sofredor”. Temos a consciência que eles não tiveram e ainda não tem.

Não brinque falando dos “cobradores”. Só é cobrado quem merece e tem condições de pagar.

Kazagrande

Vale a pena perdoar?


Nosso espírito já passou por muitas experiências neste plano físico, Tia Neiva falava em aproximadamente dezenove encarnações, em média, para os médiuns da Doutrina do Amanhecer.

No cenário destas outras passagens interpretamos os mais diversos personagens. Ricos e pobres, poderosos e escravos, políticos e rebeldes, religiosos e perseguidores, enfim, podemos imaginar os mais diversos palcos de interpretações da vida real, onde adquirimos estas experiências.

Cabe também lembrar que, no intervalo entre uma encarnação e outra, igualmente vivenciamos experiências acrisoladas no etérico e em escolas da Espiritualidade Maior. Resumindo: não há muito que aprender no sentido de conhecimentos, mas, se ainda estamos encarnados, com certeza, temos muito que aprender no aperfeiçoamento de nosso caráter espiritual.

Nossa personalidade hoje pode ser a mais importante de nossas vidas, ou mesmo a mais insignificante, não sabemos! Mas sabemos que estamos aqui para cumprir nossos reajustes e evoluirmos em nossa individualidade pela aplicação prática de boas decisões, que não foram tomadas no passado.

Nos deparamos com situações similares a outras já vivenciadas, onde nossas decisões trouxeram dor e sofrimento. Por vezes encontramos diretamente com nossos cobradores, já encarnados, e que também possuem a mesma oportunidade de decidir pelo perdão ou pela cobrança.

Decidir pelo perdão é fundamental! Sabem por quê? Porque quando perdoamos deixamos um bom exemplo, algo a ser mostrado aos nossos cobradores desencarnados, quando se aproxima o momento do reajuste. Imagine seu cobrador, preparado para executar sua justa cobrança, observando que nós perdoamos a outro que talvez tenha nos infligido uma cobrança maior que a dele. É possível que ele avalie que, se nós, que somos “ruinzinhos”, conseguimos perdoar e seguir em frente, ele também pode! Pode nos perdoar e seguir em frente, nos libertando e libertando a si mesmo do apego emocional da vingança, que prende tantos pelos “umbrais” do etérico.

Também mostramos aos nossos irmãos encarnados, muitos com direito de reajuste, que nosso comportamento atual, nossa afabilidade, não merece uma prática injusta.

O conhecimento de nosso espírito é muito maior do que qualquer estudo que possamos realizar enquanto encarnados. Por este motivo, ao despertar a consciência espiritual, nos tornamos pessoas melhores. Não recordamos com clareza as situações do passado, mas sentimos a intuição provocada pela nossa individualidade comprometida com a evolução.
Kazagrande


Ingratidão



A verdadeira caridade é prestada quando está totalmente desprovida de expectativas! (Ministro Anavo)

Meus irmãos e irmãs, muitas vezes nos decepcionamos com as pessoas que ajudamos, pois esperamos um reconhecimento pelo bem prestado. É um sentimento humano esperar por isso.

Quem de nós não passou por alguma situação em que além da falta de reconhecimento ainda recebeu de volta a triste ingratidão?

Porém, a ingratidão é igualmente um sentimento humano e ela só torna-se real quando havia expectativa de reconhecimento, e assim, o bem proporcionado não real caridade.

Em nossa Doutrina aprendemos e realizamos a mais pura caridade: auxiliamos a espíritos, encarnados e desencarnados, totalmente desconhecidos e que na maioria das vezes não possuem qualquer possibilidade de “retribuição”, e se houver reconhecimento, não saberemos.

Esta lição prática de nossa vida doutrinária deveria ser levada adiante em nosso dia a dia também! Quando auxiliamos alguma pessoa não podemos esperar retribuição ou reconhecimento, somente assim estaremos prestando a verdadeira caridade.

Desta forma a ingratidão também passa a ser uma escolha pessoal. Podemos escolher não esperar nada em troca e assim jamais existirá a ingratidão. É natural se entristecer ao constatar que o beneficiado não percebe o bem recebido, mas jamais podemos nos deixar levar pela negatividade de uma pretensa cobrança.

Por outro lado, ao recebermos algum benefício, devemos ter a consciência de sermos gratos, de reconhecermos o esforço alheio ao menos com nossas vibrações, lembrando-se de nossos benfeitores em nossas orações e com o carinho de nossos pensamentos.

Cabe ainda recordar uma mensagem de Pai Joaquim das Cachoeiras, que recebi em um momento em que havia me decepcionado com um amigo:

“Meu filho, você não precisa da gratidão de ninguém deste plano. Saiba que cada espírito que você elevou, com amor e desprendimento, jamais lhe esquecerá! Um espírito jamais esquece aquele casal que participou de sua libertação. Eles seguem seus caminhos, vão para hospitais, escolas, se preparam para seus novos reajustes, mas nunca esquecem. Filho, já tem um montão de gente orando por você aqui deste lado e quando você desencarnar haverão milhares de rostos desconhecidos e braços amigos querendo lhe abraçar e agradecer”.

Kazagrande

segunda-feira, 22 de maio de 2017

NOSSAS PALAVRAS MUDANDO NOSSA VIDA – 03

segunda-feira, 22 de maio de 2017 - 2 Comments


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Não podemos mais ignorar o poder de nossas palavras! Vamos refletir um pouco sobre o poder energético envolvido quando falamos: Quando estamos doutrinando um espírito, seja na Mesa ou nos Tronos, emitimos uma energia ectoplasmática que o envolve positivamente. Esta carga positiva neutraliza as cargas negativas dos pensamentos do sofredor e nossas mãos atraem os resíduos mais pesados, igualmente negativos, que são neutralizados ou descarregados (recordemos que para anular uma carga negativa basta aproximar outra positiva na mesma intensidade).

Muitas vezes o sofredor incorporado sequer tem possibilidade de escutar as palavras, mas a energia emitida com elas é mais densa que a dos pensamentos e acelera as condições para que ele possa ser encaminhado. Vejam bem: Nossas palavras sempre estão envoltas pela energia de nossos pensamentos, e tornam esta energia “mais forte”, mais efetiva, mais intensa!

Então vamos ser racionais e entender que tudo o que falamos emite uma energia, que pode ser negativa ou positiva, e que atrairá uma consequência vibracional para nossas vidas. Já observaram como as pessoas que reclamam muito da vida continuam sempre envolvidas em um ciclo vicioso de problemas que parece nunca terminar? Ao passo que aqueles que falam muito de coisas boas, além de mudar suas vidas, mudam a vida de muitas outras pessoas?

Somos reflexo do que fazemos, falamos e pensamos! Porém a energia contida e emitida pelas palavras é mais intensa e provoca uma resposta enérgica muito rápida. Quando nos envolvemos em conversas em que falamos de coisas negativas, rapidamente se juntam outras pessoas com a mesma sintonia trazendo mais negatividade. Experimente começar a falar da violência do seu bairro... Logo aparece um falando que onde mora é ainda mais violento, que já passou por esta e aquela situação... Semelhante atraindo semelhante.

Muitas palavras possuem um “poder” específico, como se fosse uma “chave” de acesso a uma energia. Da mesma maneira que conhecemos os códigos de Cavaleiros de Legião (-0- por exemplo), que permite uma invocação imediata de nossa proteção espiritual; da mesma forma certos palavrões, ou frases feitas do passado, proferidas como ditos populares, ou obras de pensadores “do mal”, atraem uma energia correspondente.

Um xingamento direcionado a uma pessoa poderia trazer de volta para nós uma energia positiva? Frases desprovidas de realidade benéfica poderiam trazer algo de bom para nós? Sem contar o efeito na pessoa que escuta, que poderá rechaçar de imediato, devolvendo esta energia, ou entrar na mesma sintonia e receber uma carga que lhe fará mal logo em seguida.

Controlar nossas palavras não pode ser tão difícil assim. Primeiro precisamos aprender a falar menos. A nos calarmos diante da negatividade alheia, entendendo que ficar falando de problemas não os resolve! Falar de violência não acaba com ela, pelo contrário, atrai mais pessoas nesta sintonia de medo e revolta, e também a própria violência para sua vida. É preciso falar de coisas boas! Afastar-se das conversas improdutivas e, principalmente, resistir a vontade de “bancar o inteligente” e participar de qualquer conversa. Primeiro a aprender a calar-se... Depois aprender a selecionar o que falar.

Semear o bom e produtivo pelas nossas palavras trará sempre de volta esta mesma sintonia! É melhor sermos lembrados pelas coisas boas que falamos, pois as pessoas ao lembrar, ou comentar, suas boas palavras, também estarão emitindo energia positiva em seu favor.

Agora se lembram da gente pelos relatos tristes, pelos jeito pesado ou revoltado de falar, ou por uma pseudo-inteligência demonstrada em um tema negativo... O que retornará para nós nesta lembrança? Salve Deus!

Kazagrande

terça-feira, 16 de maio de 2017

OS PENSAMENTOS - MUDANDO NOSSA VIDA -02

terça-feira, 16 de maio de 2017 - 3 Comments



Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Vivemos em um mundo físico, e independente de qualquer conhecimento, estamos sujeitos às leis físicas que o regem. Nossa vida material, nossa saúde, nosso trabalho, nossos estudos, nossos relacionamentos com outras pessoas - por motivos emocionais ou igualmente materiais -, trazem uma necessidade de equilíbrio, onde buscamos conforto e realização. É absolutamente natural desejar progredir materialmente e trazer benefícios para os que amamos.

Sim! Somos missionários! Trazer espiritualmente a marca daqueles que possuem um karma “pesado”, que definiu a necessidade da realização mediúnica como forma mais amena de cumprir seus reajustes e reencaminhar a evolução do espírito, nos fez missionários... Mas, Missionários Kármicos! Aqueles que desejam evoluir, cheios de reajustes, mas com a coragem de enfrentar uma missão e fazer algo de bom para a humanidade.

Ser missionário, representar um ponto de luz na tumultuada faixa de transição planetária, vivendo todos os reajustes das pessoas ditas “normais”, é complicado! Passamos por questionamentos e dúvidas onde, por vezes sofremos por considerar que nossos pensamentos, palavras e até ações, não seriam compatíveis com a missão que nossa individualidade nos impeliu a assumir.

É complicado quando o Apará se pergunta: Como posso receber um Mentor de Luz, transmitir suas mensagens, aconselhar, encorajar, dar esperança, se eu mesmo ainda sou “tão ruizinho”? Igualmente questiona-se o Doutrinador ao fazer as grandes inovações de forças da Luz sem sentir-se digno de tudo que está em suas mãos. Por isso “missionários kármicos”. Encarnamos como médiuns, assumimos um compromisso de fazer o bem, mas não estamos livres das Leis Físicas que nos regem, de nossos reajustes e das dificuldades que todas as outras pessoas igualmente enfrentam. Esta condição normalmente é conferida a espíritos com várias encarnações na Terra, com muita experiência, mas também com muitas dívidas.

Diante do exposto é preciso colocar o pé no chão, assumindo assim esta realidade e procurar fazer o melhor de nossas três vidas (espiritual, emocional e material). Não somos aqueles que vieram a este plano apenas com a missão de servir, libertos do reajustes e sem necessidades materiais ou emocionais. Vivemos intensamente uma vida física e precisamos equilibrar tudo isso.

Precisamos buscar conforto e progresso em nossas vidas materiais, e não tem nada de errado nisso! Precisamos amar e ser amados, desejar e ser desejados fisicamente, mentalmente... E também, nada de errado nisso!

Em nossas cabeças passam dezenas de milhares de pensamentos todos os dias. Dizem os cientistas que um ser humano normalmente tem em média 60.000 pensamentos por dia (como será que contaram isso... rsrs). Cada pensamento é uma força que se transforma em uma fagulha de energia, positiva ou negativa, em acordo com a vibração dele. Seria preocupante se colocássemos na balança todos os pensamentos bons de um lado, e os “maus” do outro. Pois o lado negativo sempre seria maior. Somos conduzidos a pensar negativamente por todos os lados, bombardeados de informações e notícias que nos conduzem a esta negatividade. Porém, vem aí um detalhe importante: Cada pensamento é uma força neutra, nem negativa ou positiva, irá se transformar em energia (negativa ou positiva) se dermos continuidade a ele!

Então, nada de preocupar-se com tantos pensamentos que passam como flashes em nossas cabeças (ensinamento de Tia Neiva), só precisamos evitar de dar força aos que não são compatíveis com nossa missão. Pensar besteira? Todos nós pensamos, a todo instante! Mas são coisas que passam rapidamente pela mente, até em momentos mais sérios, e o cuidado é somente não permitir que lembranças negativas acabem por dar força a estes pensamentos, gerando uma cadeia de negatividade. Por exemplo: Derrubamos café em cima dos papéis que estávamos trabalhando... Pronto! Nossa mente já nos traz a infeliz lembrança de uma outra situação, em que, lá nos tempos de escola, um garoto malvado, de propósito, molhou nossos cadernos. Lembramos que ele era ruivo, e daí já lembramos que um outro ruivo também nos proporcionou uma experiência desagradável, em seguida lembramos que hoje conhecemos um outro ruivo que também não vamos com a cara dele... Logo já começamos a ficar com raiva de uma pessoa que nem conhecemos direito, pensando coisas negativas e no que ele poderia fazer de mal para nós! Entendem? Nossa mente é associativa! Cada acontecimento dispara um pensamento, que traz lembranças e que nos conduz à negatividade.

É preciso aprender a mudar de canal! Encarar os pensamentos inconvenientes como um canal de tv que não queremos assistir. O que fazer? Mudar de canal! Não permitir que a mente nos conduza por divagações e lembranças negativas. Derrubou o café? Não permita que a raiva inicial persista, limpe a sujeira com uma música ou já pensando em outras coisas a fazer. O importante é não permanecer na negatividade, é não dar força ao que não nos interessa!

Os pensamentos banais, inconvenientes e até alguns mais pesados, continuarão a existir, mesmo com toda nossa disposição em servir à Luz, em ser missionários. Ainda estamos sujeitos a isso tudo e não somos “santos”!

Quer mudar sua vida? Ser e sentir-se uma pessoa melhor? Atrair coisas boas, pessoas melhores e boas oportunidades para sua vida? Mude de canal!

Em tempo: controlamos bem nossas ações, afinal muitas vezes pensamos em voar no pescoço de alguém e quase nunca fazemos. Agora sabemos que não é apenas “não fazer”, é preciso parar de ficar mantendo este pensamento. Ele chega (a vontade de agarrar o pescoço), não fazemos e agora sabemos que é preciso mudar de canal sem ficar imaginando como seria se fizéssemos.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

sexta-feira, 12 de maio de 2017

NOSSA ENERGIA MUDANDO NOSSA VIDA -01

sexta-feira, 12 de maio de 2017 - 3 Comments


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Muitas vezes desejei escrever sobre “energia”, pois entendo que tudo ocorre energeticamente e a compreensão da atuação, e direcionamento dela, permitiu que tudo em minha vida mudasse: atinjo meus objetivos, encontro equilíbrio, enfim, vivo feliz! Independente das dificuldades naturais, dos reencontros kármicos, das decepções ou tristezas inerentes à observação da incompreensão dos outros... Eu vivo feliz!

Porém, cada vez que começo a escrever sobre o tema, as páginas se acumulam e o texto se torna extenso demais para ser publicado. Hoje as pessoas desejam mensagens curtas, ou não irão ler. Alguns já se cansam aqui mesmo, em um segundo parágrafo. Mas falar sobre energia não pode ser de maneira superficial demais. É preciso explicar, dar um sentido prático, ensinar com exemplos, ser didático para não correr o risco de ser tomado por apenas mais um falastrão propagador do “Segredo” e outras fórmulas “mágicas”.

Sempre fico neste impasse.

Hoje estava relendo várias das tentativas de publicação e decidi iniciar este processo de esclarecimento. Meu desejo é compartilhar a felicidade e dar a consciência sobre as dificuldades que podem ser enfrentadas com coragem e, sobretudo, com conhecimento.

Começarei com um pequeno relato que aconteceu ontem: Passava das 19 hs e minha filha ainda não havia chegado da escola. Ela vem de ônibus, para em uma parada a uma quadra e meia de casa. Não moramos em um bairro violento, mas é visado por ser de bom nível, perto da praia, cheio de turistas, etc. Não tento colocar minhas filhas em uma redoma de vidro, pois acredito ser importante conquistarem segurança na personalidade e não apenas pela proteção dos pais. Mas energeticamente eu as protejo! Tenho clara a visão sobre onde estão e mentalizo seu bem estar. Costumo dizer: vocês estão em minha aura!Não é exagero. Sinto realmente que estou presente mesmo com elas distantes.

Bem... 19 hs e nada da filha mais nova. Fiquei inquieto e decidi ir até a esquina ficar observando de longe a hora que o ônibus se aproximasse. Não pretendia recebe-la na parada, apenas cuidar. Percebi a presença suspeita de um motociclista que saiu ao me ver aproximar-se com cara de poucos amigos. Deu uma volta na quadra, voltou me encarou de novo e seguiu seu caminho.

Entrei para dentro de casa novamente, para buscar um café, e quando fui abrir no portão para voltar à rua, minha filha abre antes, com os olhos grandes e meio mareados e diz: Pai, hoje senti sua presença me cuidando! O que foi isso? Perdi o ônibus de sempre e parece que você estava comigo o tempo todo. Eu não estava preocupada com nada, mas tinha esta sensação de que você estava comigo e foi bom!

Salve Deus! Energeticamente é assim mesmo que acontece! Quando conseguimos colocar, de maneira positiva, uma pessoa “dentro de nosso campo vibracional”, ela sentirá presença, o carinho, o cuidado. E situações de risco podem ser evitadas pela intuição despertada no “cuidador”. Quantas mães já passaram por isso? Já sentiram a aflição por um filho antes de receberem a notícia de que algo havia passado?

Esta é uma pequena introdução para a sequência dos próximos textos, onde procurarei explicar como isso acontece e como controlar nossa emissão energética de maneira positiva. Em tempo: Muito antes de qualquer técnica da “lei da atração”, Tia Neiva já nos ensinava que nosso padrão vibracional é nossa sentença, e aí reside nosso sucesso, ou nossa ruina neste cenário físico.
Kazagrande


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Quando se paga com dinheiro

quinta-feira, 11 de maio de 2017 - 7 Comments


A forma “mais barata” de pagar uma cobrança espiritual é com dinheiro.

Muitas vezes nos revoltamos quando sofremos perdas materiais, quando sofremos uma injustiça que nos gera grandes prejuízos econômicos ou nos deparamos com pessoas mesquinhas, que, aproveitando-se de uma situação, querem nos explorar e receber muito mais do que aparentemente lhes é de direito ou mesmo de bom senso.

Nestas horas é preciso refletir muito, evitar cair em desequilíbrio e controlar nosso padrão vibratório, para não gerar uma nova corrente negativa que nos envolve e acaba gerando um verdadeiro “efeito cascata” em nossas vidas, atraindo novas dívidas e mais pessoas mesquinhas.

Sofrer uma injustiça, ou ter um grande prejuízo material é muito pouco face a tantos atos do passado que ainda temos que reequilibrar. Nosso karma, de espírito líder, de guerreiros, é pesado, e toda energia um dia desequilibrada, terá que ser reajustada. Lembremos ainda que estamos com a possibilidade de ser esta nossa última encarnação terrestre, e por conseguinte, as oportunidades de reajustes chegam velozmente.

E quando a cobrança vem em forma de lhe tirar a saúde? Ou pela traição da pessoa amada? Ou ainda pela perseguição insensata e odiosa daqueles que um dia ferimos por não saber amar? Seria muito pior!

A maneira mais simples e barata de pagar um reajuste é “com dinheiro”. As perdas materiais podem ter um grande significado, mas é apenas momentâneo! Dinheiro se atrai novamente, emprego encontra-se outro... Mas e a saúde? E a forte dor moral da traição?

Não é hora de esbravejar e sentir-se o mais injustiçado dos mortais ao viver seus prejuízos materiais.

É hora de agradecer! Agradecer pela oportunidade do reajuste, e pedir que consiga manter o equilíbrio para superar esta etapa e ver que somos reflexos de nossas reações, de nossa atitude mental ao nos depararmos com as dificuldades. Se aprendemos a reagir bem, a encarar o lado positivo dos fatos (e sempre há uma maneira para isso), iremos superar com mais facilidade e semear novos e agora positivos encontros!

É natural sentir uma revolta inicial, mas esta não pode passar dos primeiros minutos até a reflexão chegar e trazer de novo o necessário equilíbrio e positividade. Como médiuns e principalmente como Jaguares, não podemos permitir mais do que alguns minutos negativos, pelo impacto inicial, mas absorvida a energia, manipulada pela nosso plexo e consciência, voltamos a sobriedade que pregada pelo Divino Mestre: Amor, HUMILDADE e TOLERÂNCIA.

Kazagrande

quarta-feira, 10 de maio de 2017

De volta ao lar

quarta-feira, 10 de maio de 2017 - 3 Comments


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Durante os últimos dez dias estive em viagem à Bolívia, por isso algumas das postagens foram repetidas. Fui visitar nosso pequeno povo, formado com muito amor e um sentimento de família que, com a Graça de Deus e a excelente condução do novo Adjunto, Mestre Andrés, Adjunto Aman, preservou esta semente e seu germinar, mesmo com nossa distância física, trazendo uma felicidade intraduzível em palavras.

Um reencontro feliz, muito feliz! Ver o olhar saudoso, receber os abraços carinhosos e tantas demonstrações de amor e respeito! Não há mais nenhuma dúvida que esta missão seguirá avançando e este povo ama a Doutrina e realiza um trabalho reconhecido pela Espiritualidade.

Poderia citar diversas passagens desta visita, mas o mais marcante, sem dúvidas, é o sentimento familiar preservado! Tia Neiva sempre desejou que fossemos verdadeiros irmãos. Que pudéssemos viver com respeito e unidos pelo ideal de servir em uma grande família. Apesar de algumas rusgas, naturais em qualquer família, o ideal conjunto de progredir e fazer o bem à humanidade é preservado e estas rugas superadas no momento em que somos chamados a servir em conjunto.

Cochabamba teve há mais de 13 anos a abertura de um Templo, que durou uns poucos meses. Depois esperou por quase dez anos, que os três ou quatro remanescentes, reabrissem esta missão. Em 2012, na primeira Consagração Internacional da Doutrina do Amanhecer, com a presença de médiuns do Brasil, Bolívia e Estados Unidos, e também do próprio Trino Ajarã, deixado como Coordenador dos Templos do Amanhecer por Tia Neiva, fui convidado a assumir esta missão.

Morava em Santa Cruz, 450km de distância e mais de 9 horas de viagem subindo parte da cordilheira. Minha esposa estava em penúltimo ano de Faculdade de Medicina, onde havia cativado amizades e futuros companheiros de graduação, sequer poderia estar presente em todos os fins de semana por conta da viagem de retorno. Mas... Aceitei o desafio! Depois da primeira visita, em uma semana abríamos o primeiro trabalho!

Durante as semanas seguintes tive uma surpresa: Minha esposa viajou durante e voltou com o apartamento alugado e a transferência de seus estudos para Cochabamba, nos mudaríamos no próximo fim de semana! Jamais pediria a ela tal sacrifício, ela sabia, mas a missionária falou mais alto, nos mudaríamos para estarmos juntos no cumprimento desta missão!

Foram quase três anos, dezenas médiuns formados, muitos dos quais brasileiros que seguiram suas jornadas levando a Doutrina para suas cidades natais ao concluírem seus estudos. Foi também a mais bela experiência doutrinária vivida!

Mais uma vez recomeçamos a vida... Novo trabalho, novos estudos, nova escola para as filhas... Mas acima de tudo uma nova missão! Uma missão que me transformou em Adjunto de Povo, feliz e realizado.

Nossas coisas se misturaram, quase não havia o “nosso”, pois o fim de semana era no Templo e grande parte de nossos pertences ficava por lá. Quais eram nossas panelas ou talheres? Não sei. Quais eram nossas cadeiras ou objetos pessoais? Já não se determinava. Tudo era de todos e ficaria por lá mais tarde. Nossa família se reunia mais no Templo do que em casa e... Fomos felizes com isso! Nos unimos todos em favor desta pequena obra do Pai.

A familiar cresceu mesmo! Minhas meninas dividiam o pai com todos que procuravam conselhos e traziam suas dúvidas e problemas. Minha esposa era disputada por todos, devido sua doçura e carinho maternal com aquels que desejavam um pouco de seu olhar amigo.

Certa vez, aqueles mesmos médiuns que tiveram por 10 anos a autorização de abrir o templo e não fizeram, resolveram abrir outro, dez quadras de distância, para poderem realizar os trabalhos que eu não permitia (curas fora de nossas leis, trabalhos de comunicação com sofredores, etc.). Tínhamos apenas seis meses de existência... Mas, o Trino Ajarã, em sua sabedoria, pessoalmente ligou e pediu que não fosse inaugurado! Por que dividir uma missão que começava dentro das leis, quando por tanto tempo puderam fazer e não fizeram?

Voltar à Bolívia trouxe todas estas lembranças! Do quanto fomos felizes com esta missão e do quanto poder cumpri-la tornou pequena todas dificuldades enfrentadas dentro de um país que dificulta ao máximo a vida de um estrangeiro.

Paro por aqui para conter as lágrimas e não me estender indefinidamente nas belas recordações que este povo nos proporcionou. Obrigado a todos estes meus filhos e filhas! Obrigado a Cochabamba! Obrigado ao Trino Ajarã por me conceder esta oportunidade.


Kazagrande

sábado, 6 de maio de 2017

Eles querem poder ajudar!

sábado, 6 de maio de 2017 - 15 Comments



Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!
   
Nos momentos em que parece tudo parece sem saída é justamente quando temos a oportunidade de encontrar a nós mesmos.

Pensemos em nossos Mentores, nos Pretos Velhos que tiveram a duríssima prova da escravidão... Nenhuma perspectiva de vida, nem pra si e nem para os filhos, que igualmente estavam condenados a apenas servir em troca de comida e de serem poupados de castigos. Neste ambiente cruel, de dor e desolação, só restava a revolta ou encontrar-se com o espírito! Procurar dentro de si a liberdade e a realização por meio dos cantos, da sabedoria espiritual, que liberta e dá coragem.

Assim, naquela era nem tão distante, foragidos em meio à guerra instalada nas fazendas, Pai João e Pai Zé Pedro, tornaram-se os precursores da Doutrina do Amanhecer. Eles e nossas hoje Princesas, então encarnadas como criolas escravas, e também tantos outros que hoje, na condição de Espíritos de Luz, nos assistem.

Veja a dureza do espírito de Pai João, antigo imperador Romano, que teve que assumir duas encarnações seguidas, como escravo, para abrandar seu espírito!

Nenhuma de nossas mazelas poderia ser hoje comparada ao que passaram nossos Mentores.

Lembremos também de Tia Neiva, viúva aos 25 anos, sem instrução e com quatro filhos para alimentar. Saiu pelo Brasil afora mascateando, vendendo o que era possível e pelo espírito guerreiro, conquistou a primeira Carteira de Motorista Profissional de uma mulher brasileira. Trabalhava em caminhões arrendados, levando espremidos na cabine, os quatro filhos e mais Gertrudes, sua afilhada e filha do coração. Foram anos de dura batalha e quando tudo parecia estabilizar-se, passou a “ver espíritos”.

São exemplos próximos que podemos recordar sempre em nossas horas de solidão e desabafo. Sim, eu sei, não somos tão fortes quanto eles. Mas o objetivo não é ser “santo” e sim trazer à memória que sempre existe esperança, que sempre podemos recomeçar, nem que seja do zero absoluto. Escrevo, porque assim se passou comigo! Cheguei à Bolívia, Terra que nosso Amado Pai Seta Branca encarnado pisou, cheio de sonhos e para realizar o sonho de minha esposa estudar Medicina. Porém tudo foi dando errado. Costumes diferentes, idioma diferente, nenhum apoio, nem dos poucos irmãos de Doutrina que aqui existem. Gastei literalmente até meu último centavo, e no dia em que sabia que para alimentar a família, teria que começar a vender as poucas coisas que tínhamos em casa, tudo mudou!

A vida não mudou por conta de um passe de magia. Eu já estava consciente da dura lição a ser aprendida e do tanto que necessitava abrandar meu coração, de despir-me de qualquer negatividade e passar a olhar o futuro com esperança, com certeza de que havia uma missão a ser cumprida e eu não seria desamparado. Já havia falhado antes e não poderia perder o quê parecia a última oportunidade.

Quando tudo estava dando errado, naturalmente me revoltei, sofri, chorei, esperneie, questionei a Espiritualidade, pensei sem raciocinar... Mas concluí que minha inteligência não permitia aceitar a “fatalidade”. Ninguém, nem o mais endividado dos espíritos, vem a este plano para ser infeliz. Todos nós somos preparados e chegamos em condições de cumprir nossas metas kármicas, promover os reajustes de nossas dívidas e ainda sermos felizes.

Com esta consciência passei a vibrar diferente. Pai João era duro comigo, não podia baixar meu padrão. Pensar besteira era sinônimo de “coro nele”. Como agradeço todas as dificuldades! Como pude aprender com elas! No meio da tempestade que assolou minha vida, eu criei o Exílio do Jaguar e persistentemente postava a cada dia o que deseja para mim mesmo: otimismo, fé e esperança.

Pois bem, no dia em que gastei minha última moeda e pensei que teria que vender a TV para comprar a comida... neste dia uma “voz” gritava em meu ouvido: Não vai se revoltar agora? Está abandonado... Cadê seus Mentores?

Neste momento coloquei-me em oração e vibrei apenas no quanto era importante abrandar meu espírito e nos irmãos e irmãs distantes, que já esperavam a postagem de uma nova palavra de ânimo.

Deste dia em diante, nunca mais nada faltou. Um ano depois estava com a vida totalmente estabilizada, morando em uma excelente casa, com um bom carro, minhas filhas em boas escolas e a esposa feliz com seus estudos.

Por isso eu afirmo sem qualquer medo: É possível! Se Pai João, escravo, conseguiu ainda ser feliz e trazer a luz da Doutrina naqueles tempos difíceis. Se Tia Neiva, viúva, com quatro filhos, sem nunca ter trabalhado na vida e sem praticamente nenhuma instrução, trouxe todo este acervo que hoje nos alimenta espiritualmente. Se eu, que não sou ninguém, perdido em um país estranho, sem nem falar o idioma local... Se consegui... Você também pode! É Possível!

Mude seus pensamentos! Pare de pensar nos problemas, pense apenas nas soluções. E o que onde aparentemente não enxergar soluções, abandone, não pense... Entregue aos pés do Pai e esqueça! Já estará solucionado. O único que precisa é colocar-se em condições de receber!

Muitas vezes nossos Mentores estão ao nosso lado, de plantão, esperando uma oportunidade de poder nos auxiliar, de nos inspirar soluções positivas e caminhos que podem melhorar nossas vidas, mas nossa negatividade, nosso padrão vibratório, nossos pensamentos, não permitem que nos alcancem! Somente é ajudado aquele permite ser ajudado, aquele se coloca em condições para tanto.

Eu não sou nenhum ser especial e nem tenho algum dom que me distinga em meio da multidão, apenas aprendi que “nosso padrão vibratório é a nossa sentença” e por ele podemos mudar nossas vidas, negativamente ou positivamente.

Kazagrande

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Coragem!

sexta-feira, 5 de maio de 2017 - 16 Comments



Muitas vezes, quando cremos que tudo em nossa vida está finalmente se estabilizando, que a “tranquilidade” está chegado, irrompem novas situações nos tirando do comodismo e nos forçando a buscar coragem para enfrentar novas e inesperadas situações.

É comum que fiquemos até revoltados: “mas justo agora quando tudo parecia tão bem?”, insistimos em perguntar. Questionamos à Espiritualidade em busca de respostas, de um porquê, de um motivo para estarmos mais uma ver na berlinda quando tudo parecia “tão calmo”.

Meus irmãos e irmãs, é preciso ter coragem, não fugir às responsabilidades e lutar contra a tendência natural do menor esforço. Não há nada que tanto engrandeça e eleve os homens acima de si próprios como despertar sua força interior.

Na maioria dos casos são nossos próprios Mentores que nos tiram do comodismo para não nos esquecermos de nossa missão. Para não relegarmos a um plano secundário os nossos compromissos kármicos e nossas juras transcendentais.

Os sinais estão sempre presentes, mas insistimos em não prestar a atenção nos caminhos que naturalmente se apresentam para impulsionar as necessárias mudanças. Queremos nos acomodar, “ir vivendo a vida sem se incomodar”. Mas ainda existe muito a ser realizado e quase sempre assumimos compromissos muito grandes para merecermos a oportunidade de uma reencarnação nesta mudança de ciclo planetário.

A coragem de hoje, para enfrentar os desafios da vida física, será a experiência que nos auxiliará no futuro, em nosso verdadeiro lar espiritual. Nos momentos difíceis que as capacidades surgem como prova de crescimento e desenvolvimento da vontade espiritual.

Perdemos um emprego, nos envolvemos em negócios que nos trazem prejuízo material, aparece uma doença, um desentendimento familiar, uma separação da pessoa amada até então... E nos julgamos logo vítimas de um “azar injustificado”, sem lembrar de quantas vezes passamos por situações semelhantes e que nestes momentos é que nossa capacidade de reagir se revelou. Nem lembramos que foi em um momento assim que normalmente acabamos por conhecer a Doutrina... Não lembramos quantas vezes apareceram forças e soluções que nunca havíamos vislumbrado e que nos remeteram a uma nova etapa da vida.

Não é preciso passar sempre pelas dores das mudanças! Seria muito mais simples se nos acostumássemos a ver e aceitar o Caminho Natural. Os sinais das necessárias mudanças estão sempre presentes, as intuições chegam como pensamentos velozes, que se não fossem igualmente descartados de maneira rápida, nos mostrariam as soluções antes dos problemas aparecerem.

Por vezes nossa única tolerância é com nosso próprio comodismo... E, ser tolerante consiste em aceitar outras formas de pensar e de atuar. Quem procede assim revela autoconfiança, sabe o caminho que deve percorrer, sem necessidade de se impor aos outros.

A impaciência raramente alcança bons resultados. É preciso dar tempo ao tempo. Não é por quebrar o ovo antes do tempo que se adianta o nascimento do pássaro, pelo contrário, causamos-lhe a morte.

Temos que ser tolerantes e pacientes, mas não com o comodismo! Temos que aceitar as mudanças entendendo que o tempo é curto e ainda há muito a ser realizado. Seremos muito mais cobrados pelo que não fizemos... Pelas nossas possibilidades... Nem tanto pelos erros...

Errar faz parte do aprendizado. Recuperada a lucidez não adianta derramar culpas sobre o passado. É como culpar a lei da gravidade sempre que partimos um copo. A melhor atitude é apanhar os vidros e substituir o copo.

Coragem! Aproveite cada lição! Viva intensamente cada mudança e aprenda a interpretar os sinais do Caminho Natural.

Kazagrande

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O tempo passa... Agradecimento 2017

quarta-feira, 3 de maio de 2017 - 5 Comments



Hoje pensei muito sobre tudo que já vivi e quando coloquei estas lembranças no prato oposto da balança dos sonhos que ainda tenho por realizar, descobri que tenho mais lembranças que sonhos. Que por mais que possa sonhar, a realidade mostra que já gastei bem mais da metade do tempo que tinha neste plano.

Entendi que me tornei muito mais tolerante, embora ainda não consiga compreender a todos.

No tempo que me resta não devo mais participar de reuniões que não sejam produtivas, e muito menos aceitar ouvir discursos de gente vaidosa que vive de enaltecer suas “boas obras” e mascarar suas maldades.

Não dá mais para observar calado aqueles que se mordem de inveja e tentam puxar o tapete dos que dizem seguir, cobiçando seus bens, classificações, “sorte” ou dons.

Cansei de propostas milagrosas, falsas promessas, falsos profetas, mentiras e desilusões. Não dá para perder meu tempo com aqueles que desejam iludir e dividir para dominar.

Reuniões sem propósito real e alcançável para discutir Leis, estatutos, condutas alheias e promover julgamentos insanos, ou gerar vibrações negativas, já estão riscadas de minha apertada agenda terrestre. Suportar os melindres, ou senilidades daqueles que continuam “dormindo” face tanto a ser feito, será evitado não pela falta de tolerância, mas pela real ausência de tempo nesta encarnação.

“Lavar roupa suja” já não me atrai. As confrontações me cansam, pois vejo sempre que as discussões são apenas pelas aparências e não pela essência.

Assim que já decidi, há algum tempo, deixar de lado qualquer aparência fútil, qualquer destaque, classificação ou “missão especial”. Ser apenas Doutrinador me basta! O convívio que desejo é com vocês! Com o povo, com aqueles que desejam apenas trabalhar e entender um pouco mais aquilo que a experiência e a chibata foi me ensinando com o passar dos anos.

O que conta para mim são vocês! O que conta é a essência e não a aparência!

Obrigado de coração a todos que registraram os “Parabéns” para este irmão Doutrinador, nascido em 1º de maio por coincidência.
Um fraterno abraço,
Kazagrande

Bolívia, 1º de maio de 2017

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