TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Um cobrador na Doutrina



Muitos médiuns questionam a conduta, o comportamento e as atitudes de seus irmãos e irmãs de Doutrina, questionando suas ações, verificando a incompatibilidade com os ensinamentos que recebemos.

Alguns vão além do questionamento e incorrem no julgamento, gerando pesadas e nocivas vibrações que acabam atravancando a própria vida.

É compreensível que quando nos encontramos com alguém que insiste em incomodar e até mesmo atrapalhar nossa jornada, que nos rebelemos e acabemos desabafando contra situações que nos prejudicam.

Porém é preciso sempre recordar que é muito melhor encontrar seus cobradores de uniforme, do que na figura de um vizinho, de um chefe ou de um familiar.

A simples presença destas pessoas na Doutrina já indica que elas estão a caminho! Que embora os conceitos de amor, humildade e tolerância possam parecer distantes de seus comportamentos, o espírito delas clama pelas mudanças e a levaram a ingressar nesta fraternidade.

Obviamente nem tudo é cobrança e determinadas situações são geradas pela incompatibilidade de personalidades. Mas ainda assim devemos ter a consciência da necessidade de compreender. Não digo concordar! Apenas compreender. Procurar calçar os sapatos do outro e tentar enxergar a vida pela ótica limitada daquele que ainda não absorveu a essência de nossa Doutrina.

Não podemos mudar as pessoas tentando faze-las enxergar “na marra” aquilo que nós um dia também demoramos em compreender. “Abrir os olhos” é algo do tempo e da evolução de cada um.

Permitir seu padrão vibratório cair pela influência alheia não vale a pena! Como já afirmei: é natural que nos incomodemos, que nos choquemos com a chegada da desarmonia provocada... Mas não temos mais o direito de mergulhar nestas energias, permitindo que elas ganhem força e formem uma corrente negativa.

A missão do Jaguar é coletiva, mas é cumprida na Individualidade de cada um!

Liberte-se de uma vez do julgamento! Chega de querer mudar o outro, prossiga modificando seu interior e cumprindo a sua missão. Tenha a consciência de que, para a Espiritualidade, o quê verdadeiramente interessa é que a missão esteja sendo cumprida.

Pergunte sempre: minha atitude vai resolver alguma coisa? Vai fazer bem para mim ou para os outros? Se a resposta for “não”... Para que prosseguir com as mesmas atitudes? Perdoe para ser perdoado, não é isso que sempre repetimos? Façamos valer nossas palavras!

Kazagrande

Ser Jaguar já deve bastar


Nós jaguares devemos pensar muito em nossa própria evolução, antes de qualquer tentativa de sair por aí “evoluindo os outros”.

Tratando-se de comandantes, adjuntos, trinos, esse cuidado deve ser ainda maior, porquanto existe no mundo um conceito soberano de “força” para todas as criaturas que se encontram nas disputas para a obtenção dos títulos de progresso.

Essa “força” permanecerá até que os homens compreendam a necessidade do evangelho (“Amor, Humildade e Tolerância”) em seus corações, trabalhando por sua realização plena.

Aqueles que dispõem do poder terreno, nas administrações, presidências, diretorias, com exceções é claro, muitas vezes, aceitam apenas os postulados que a “força” proporciona ou os princípios com que a mesma concorda. Cegam-se, temporariamente, pelos véus da vaidade e fantasia que a “força” lhes proporciona, porém devem ficar livres nas suas experiências.

Dia virá em que brilharão, sobre a Terra os eternos direitos da verdade e do bem, anulando essa “força” transitória.

Jesus não teve a preocupação de converter ao Evangelho os Pilatos e os Antipas de seu tempo.

Ser Jaguar já nos deve bastar!

Kazagrande

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ligações Afetivas – Almas Gêmeas


Em algum momento de nossa jornada doutrinária, sempre perguntamos por nossa alma gêmea. Seja porque encontramos um grande amor e o temor de haver uma separação nos levar a querer que possamos continuar unidos eternamente; seja porque ainda buscamos o par ideal para nos acompanhar em nossa missão e formar uma família harmoniosa.

Lemos a história das Almas Gêmeas, relatada por Tia Neiva, ouvimos mitos e normalmente fantasiamos muito além de qualquer possibilidade real de realização. Isso é até natural, pois todo ser humano sente a necessidade de estar ligado a alguém que ame e lhe proporcione a felicidade.

Porém também é necessário desmistificar este tema. Trazer os sonhos à realidade e colocar os pés no chão, para não desequilibrarmos o emocional, prato de grande peso em nossa balança do equilíbrio da vida (emocional, material, espiritual).

São belíssimos os romances que lemos, mas invariavelmente nossa realidade é distante.

Pouquíssimos casos de Almas Gêmeas foram confirmados pela Clarividente, e mesmo estes, estavam repletos de cobranças mútuas.

“Quando te apegares à alguém, não  te iludas e não iludas a ninguém, sentindo-se imortal para anular a personalidade, pensando ter ou ser um amigo eterno. Lembre-se da escada fatal da evolução: o teu amigo ou um grande amor poderá se evoluir primeiro. Quando Deus te colocar diante de um grande amigo ou de grande amor, procura sempre acompanhá-lo para não o perder de vista. O homem só se liga a outro como amigo e irmão, quando descendem de uma só evolução. Assim são, também, os casais de amantes e nossos filhos.” Tia Neiva

Neste plano físico, especificamente aqui na Terra, é muito difícil o encontro de almas gêmeas! O reencontro somente se processa quando efetivamente já estão no mesmo patamar evolutivo e podem seguir unidos pela Luz. A Terra ainda é um ambiente de evolução pelo reajuste, pelo reequilíbrio das energias anteriormente mal direcionadas.

Uma ligação espiritual somente se preserva pela possibilidade de manterem o mesmo padrão evolutivo, de estarem na mesma faixa vibracional.

Existem muitos daqueles que hoje são grandes amigos, ficarem anos, talvez centenas de anos, sem reencontrar! Não existem máscaras nos Planos da Luz! Não se pode “carregar” o grande amor, ou a grande amizade! Vários Cavaleiros, e Guias Missionárias, têm sua alma gêmea ainda encarnada ou sofrendo em regiões inferiores, e somente no tempo correto é que poderão agir acima das preces que hoje direcionam.

Não podemos ver o padrão evolutivo de nossos companheiros e companheiras, assim, não há qualquer garantia de continuidade após o desencarne, da mesma ligação que hoje os une!

“Ninguém é de ninguém...” Tia Neiva

Não vamos nos iludir! Somente a verdadeira sintonia em prol de evoluir nesta jornada, é que pode nos unir em um futuro espiritual.

Um casal na Doutrina não tem garantias de continuidade e, muitas vezes, um casal, onde um pertence à Doutrina e outro não, evolui juntos, pela jornada física que escolheram, e se mantém unidos no Plano Espiritual.

Outro fator: Paixão, desejo, ciúme, possessão e sexo, não são sentimentos a serem considerados para determinar “sua alma gêmea”!!! Acredite, a maioria das almas gêmeas, quando se encontram neste plano físico, sequer formam casais! É mais freqüente que se tornem “melhores amigos” do que amantes! Já ultrapassaram a necessidade física da ligação sexual ou paixão obsessiva.

Mesmo na bela história de Tiãozinho e Justininha, observamos que eles viveram apenas cinco meses casados e logo a seguir desencarnaram, passando ainda por período de grande dificuldade de aceitação. Tiãozinho reencarnou para auxiliar o resgate de Justininha, que ainda estava presa a reajustes cármicos de suas últimas passagens no plano físico da Terra.

Encontrar nossa alma gêmea? É possível, mas é muito raro! São exceções que por vezes se passam em situações onde um vem ajudar o outro e não necessariamente como casais (vejam a história do doutrinador, contada nas aulas de Pré-Centúria).

Procuremos não nos perder de nossos amigos, de nossos amores, mas não pelo sentimento de “posse”, e sim pela necessidade de evoluirmos juntos!

Kazagrande 

Incorporando várias Entidades


Durante o Desenvolvimento mediúnico o Apará deve ser orientado a concentrar-se em seu Mentor, de maneira que vá aprendendo bem a identificar as energias dos diferentes Mentores.

O Preto Velho, ou Preta Velha será o Mentor “de frente”. O Mentor com o qual é emplacado e que irá acompanha-lo até o Castelo de Iniciação. Será, para sempre, a Entidade que o acompanhará em todos os passos de sua Jornada Missionária.

Porém, o Apará é um aparelho perfeito! Sente claramente a energia de outros Mentores quando está incorporado. Percebe, por exemplo, em um atendimento de Tronos, a presença do Mentor do paciente, a aproximação do Mentor de Cura, ou do Caboclo... Caso não esteja concentrado em sua Entidade, irá inevitavelmente incorporar outras.

Mas... Está errado incorporar outras Entidades que não sejam Mentores diretos do Apará?

Não! Em absoluto! Depois de concluído o Desenvolvimento, Emplacamento e Elevação de Espadas, o médium está completo! Poderá trabalhar sem qualquer problema com outras Entidades. Inclusive com certas particularidades, exemplos:

O paciente aproxima-se e claramente a energia muda do Mentor muda, pode ser que uma determinada Entidade tenha a necessidade de realizar aquele trabalho para este paciente específico;

O Apará pode passar por uma faixa kármica que será manipulada com a incorporação de outro Preto Velho;

O Mentor assume determinada missão espiritual e outro fica responsável durante certo período, voltado após cumprir aquela missão.

Estes são apenas alguns exemplos clássicos, mas existem inúmeras situações espirituais, que não temos a faculdade de ver ou interpretar, que podem gerar uma troca de incorporações.

O Apará ao incorporar coloca-se a disposição da espiritualidade e, portanto sempre estará recebendo a projeção de todos seus Mentores. Em qualquer trabalho, todos os Mentores do Apará estão a sua disposição. No Desenvolvimento o Médium de incorporação deve ser orientado a concentrar-se na Entidade que trabalha no setor correspondente, justamente para evitar Preto Velho batendo no peito e Caboclo estralando os dedos. Obviamente estarão os dois presentes, mas a manipulação depende da concentração do aparelho consciente da incorporação.

É natural que em alguns casos o Apará sinta a projeção, por exemplo, do Médico nos Tronos, por uma necessidade do paciente e pela constatação de que aquele paciente não poderá ir até a Cura depois. Isso não quer dizer que vá incorporar o Médico nos Tronos. Ele está presente e emana sua energia curadora junto ao Preto Velho. Uma projeção de Preto Velho durante a incorporação do Caboclo, também pode ocorrer, porém, não existe a necessidade de “misturar” as incorporações por conta desta projeção. A presença das Entidades é patente, porém sua manifestação depende do nível de concentração do Aparelho na Entidade que efetivamente está incorporada.

Desta forma, voltamos a necessidade da orientação no Desenvolvimento, onde o Instrutor é responsável por corrigir as incorporações antes da liberação do emplacamento.

Ao médium Centurião que começa a manifestar estes sintomas, somente podemos abordar como um tema geral de reunião, pois jamais se chama a atenção de um Centurião: ele já é responsável por todos seus trabalhos mediúnicos.


Kazagrande

Sem Vidência!


Relato do atendimento de Pai Joaquim das Cachoeiras:

- Salve Deus! Pai Joaquim eu Ninfa Lua há dois anos e acabo de Consagrar minha Centúria, porém estou em dúvida com minha mediunidade. Sabe, quando venho para os Tronos eu sinto a energia da minha Vozinha, as mensagens me chegam com facilidade, como se as palavras brotassem na minha boca. Sai tudo sem eu ter que pensar. Acho até que está correto, mas meu pai... Eu não vejo nada! A maioria das outras Ninfas dizem que vêem suas Entidades, que se sentem em outros lugares quando estão incorporadas, que sua Preta Velha assim, usa tal roupagem, tem um lenço, um colar e outros detalhes, e eu não! A verdade é que apenas acho que recebo as mensagens. Nunca vi nenhuma Amacê, nunca vi nenhuma Entidade e a única referência que tenho são as imagens dos quadros que mentalizo. Confesso que sinto uma certa inveja de minhas irmãs, sinto-me envergonhada quando começam a falar que tal Entidade lhes disse tal coisa e que estava em tal lugar, que a noite se transportou não sei para onde... Até me afasto para não me sentir tentada a mentir alguma coisa. Nunca vi nada e não tenho nem idéia de como é um transporte. Acho que vou mudar de mediunidade!

Pai Joaquim respondeu:

- Salve Deus! Filha querida do meu coração. É muito melhor assumir sua realidade do que deixar envolver-se pelos desejos e fantasias. Sua mediunidade é normal, igualzinha das suas irmãs! Saiba que um médium só vai ver alguma coisa, ter conhecimento de alguma passagem de sua vida passada ou ainda lembrar de um transporte, se houver uma necessidade real para isso. Nós que nos encontramos na condição de Mentores não podemos alimentar nenhuma vaidade e nem mesmo nos é permitido perder o precioso tempo de trabalho com nada que não seja efetivamente produtivo e tenha uma real aplicação para a vida do médium, ou do paciente.

- Mas meu Pai... Eu queria tanto poder ver também! – retrucou a Ninfa.

- Minha filha, eu estou aqui! Em espírito e verdade e em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. E sua Vovó está aqui também! Você não precisa de ilusões. É sincera com seus sentimentos e não necessita se envaidecer ou criar fantasias. Viva a mediunidade que lhe é confiada com simplicidade e precisão. Cumprindo sua jornada nesta seara de Amor que é a Doutrina do Amanhecer.

- E os transportes, meu pai? Por que eu pareço que estou acorrentada no corpo, nunca tive nenhum transporte ou fiz viagens espirituais encontrando com vocês, ou auxiliando nossos irmãozinhos durante meu sono. Será que sou tão incapaz assim?

- Salve Deus! Em Cristo Jesus, minha filha, todas as noites você parte para completar no espiritual, a missão iniciada no físico. Mas você não precisa lembrar disso não! Você vai ao lado de sua Guia Missionária e encontra muitos destes nossos irmãozinhos em situações terríveis, cuja lembrança não lhe faria nada bem. Você é uma trabalhadora de Pai Seta Branca e não uma “conversadora” de espíritos. Quando você sai do corpo físico, vai para trabalhar e não para ficar de “prosa por aí”.

- Mas por que tantos têm esta vidência, e eu não? Não seria melhor eu refazer meu teste mediúnico?

- Minha filha querida... Você só não precisa é ficar se iludindo. Cumpre sua missão e é o quê basta para seu espírito. Havendo uma real necessidade e um motivo que não seja apenas para semear a destrutiva vaidade, aí você vai lembrar. Não inveje e não julgue ninguém. Siga sua caminhada silenciosa e agradeça ao Pai a “cegueira” face a aquilo que ainda não está pronta para ver. Mas se ainda quiser refazer seu teste... Vai filha... Faça...

Com lágrimas nos olhos a Ninfa concluiu:

- Não meu pai! Eu sou Ninfa Lua! Sou filha de Pai Seta Branca e é isso que escuto agora!

Kazagrande
(crônica baseada em fatos reais)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ainda sobre o "Ritmo"


Uma das minhas maiores batalhas internas foi contra o extremismo.

Encontrar o equilíbrio usando bom senso e a tolerância contra os que divergem de nossas opiniões e ações, colocando-se no lugar do outro, independente de ele “estar errado”, ou não.

Falo deste tema hoje visando o equilíbrio entre “estar no Templo” e “viver a Doutrina”.

O Templo, os Trabalhos, têm vida própria. Independem de sua específica presença física para terem continuidade. Porém, podemos avaliar que quem está mais presente, está no “ritmo” dos trabalhos, não percebe claramente quando estão mais “acelerados ou mais devagar”.

Temos um compromisso mínimo, ao realizarmos nossa Iniciação, de participarmos de um Retiro por mês e temos a Sessão Branca. Ao realizar a Elevação de Espadas, passamos a dispor do Angical, Prisão e firmamos o compromisso de uma Estrela por mês (ou por ano nos Templos mais distantes).

Ao Consagrar Centúria, como médiuns completos, nosso compromisso aumenta. Passamos a ter responsabilidades com escalas de Trabalho e Falanges Missionárias.

Ser Rama 2000 (ou escrava/madrinha de Rama 2000) implicar assumir que tem condições REAIS de poder estar presente em todos os Trabalhos Oficiais possíveis. Por isso não se deve “correr atrás” desta classificação, é uma responsabilidade muito grande! Nem sempre estamos em condições materiais para poder assumir tal compromisso e arcar com suas responsabilidades.

Bem, falava que quem está no “ritmo” correto de seus trabalhos dentro do Templo vive a Doutrina com tranqüilidade sem se fixar nas movimentações e alterações energéticas.

Quando se “afasta” por um tempo, sai do ritmo, e, ao voltar, se sente deslocado. Se aborrece com facilidade, não entende como as “coisas” estão acontecendo, acho que tudo está errado, que mexeram onde não devia, que tem mudanças, que “era de outro jeito”...

Muitas vezes acaba encontrando com outro, também fora da sintonia dos trabalhos... Seus padrões se atraem e juntos passam a criticar e reclamar, gerando uma força esparsa que irá alimentar os “irmãozinhos” que trouxeram em suas auras.

Esta falta de constância nos trabalhos, muitas vezes ainda leva o médium a seu afastamento completo da corrente, para tristeza dos mentores e festa dos seus cobradores.

Com um pouco de paciência e insistência, porém, tudo acaba se ajeitando, pega-se o ritmo, e - quem diria - caminha-se e trabalha-se muito bem nos diversos setores.

Kazagrande

(baseado em texto do Adjunto Otalevo e Aula do Trino Araken)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Excesso de Ritmo (rep. a pedido)


Continuando o assunto anterior sobre equilíbrio.

Por outro lado tem os que se “internam” no Templo. O Trino Araken afirmou claramente que “o mestre que coloca o uniforme todo o dia enlouquece”. É força demais e o plexo não agüenta.

Às vezes escuto mestres dizendo que vão se aposentar para se tornarem “empregados de Pai Seta Branca”. Têm outros que tiram férias para fazerem Escaladas de segunda a segunda e ficarem prisioneiros repetidamente. Alguns refugam empregos que exijam freqüência regular e constante, acomodando-se com parcos ganhos, mas dispondo de tempo livre para participarem dos Abatás e Alabás constantemente.

Enquanto isso, a família fica por conta própria, ou quase. Sem pai (ou mãe), nem chefe, nem marido (esposa), nem conselheiro, nem provedor, nem solucionador dos problemas, no momento em que eles surgem e reclamam atenção. Moram mal, estudam mal, não têm lazer decente, mas o “mestrão” não para de colecionar medalhas no colete.

Um dia, tal fanático descobre que o companheiro ou companheira se foi (física e/ou emotivamente), os filhos estão sendo reprovados na escola, quando não se encheram de vícios, a saúde vai mal e não tem nem aposentadoria certa ou suficiente.

Ai a culpa é de Pai Seta Branca, ou do Adjunto, ou do Presidente do Templo. Não percebem que a culpa pela desbarrancada na vida pessoal é dele mesmo (a ficha caiu), pensa em se suicidar ou, (Salve Deus!) acaba enfiando-se mais ainda no Templo, e pobres de nós aturando um chato amargurado desses...

O equilíbrio na Terra é um indicativo do equilíbrio espiritual. A condução da missão e do carma de forma controlada e produtiva demonstra a evolução alcançada pelo encarnado e a sua real condição íntima. A harmonia familiar/social e profissional/financeira se insere na máxima “as leis físicas que vos chamam a razão são as mesmas que vos conduzem a Deus” (Pai Seta Branca).

Largue disso de tanta televisão e conversa fiada, tamanha preguiça e indolência. Também fuja do excesso de ocupação em uma atividade, enquanto o resto do seu mundo desmorona por falta de manutenção. Ocupe o seu tempo com o cuidado e a objetividade de quem sabe que não é deste mundo, mas precisa muito dele por enquanto.

Trabalhe mediunicamente, trabalhe materialmente; assista à Centúria novamente, faça uma “pós-graduação”. Cuide da família, jogue bola com seus filhos, ajude-os nos deveres, leve a esposa ao cinema, não deixe para trocar a telha quebrada ou a lâmpada queimada quando não tiver uma escala para cumprir. Mas não perca as suas Escalas, nem deixe de pesquisar, refletir, ensinar e praticar esta maravilhosa Doutrina que nossa Mãe Clarividente nos trouxe dos mundos luminosos para o Vale do Amanhecer.

Não encarnamos para vivermos como espíritos. Não somos como os outros encarnados, pois somos sacerdotes. Nem lá, nem cá. Somos jaguares.

Kazagrande

(baseado em texto do Adjunto Otalevo e Aula do Trino Araken)

sábado, 23 de janeiro de 2016

O fim de uma cobrança



Muitas vezes iniciamos um relacionamento sob os auspícios de uma fraterna amizade ou de um grande amor. Mostramos e vemos o quê mais nos agrada na pessoa e nos encantamos com a possibilidade de estar ao lado de um companheiro(a) para toda a vida. Isso acontece nos namoros, casamentos, amizades, sociedades e em praticamente todas as relações interpessoais.

Porém, com o passar do tempo, novas facetas, da então pessoa admirada se revelam, e surgem os conflitos... e despertam-se os reajustes e cobranças.

Teria tudo dado errado? Quando somos conscientes paramos para nos questionar onde erramos. Quando não temos a consciência desperta, normalmente jogamos a culpa no outro, acusamos que a pessoa “mudou”, e as dores do convívio, as intimidades, passam a ser objeto de sofrimento.

Meus irmãos e irmãs, todos nossos reencontros são programados. O reajuste irá se processar. Se ambos estiverem chegado a um nível de evolução e compreensão, entenderão que é chegada a hora de parar, de terminar a ligação sem a necessidade de tornarem-se “inimigos íntimos”.

A energia do reajuste, após manipulada, trará o natural desligamento, quando os envolvidos sentem que cumpriram seu papel. Ou, se insistirem em manter o insustentável, seja pela vaidade, orgulho, ganância, ou qualquer outro sentimento de posse negativo, correrão o risco de iniciar um novo ciclo de desequilíbrio e dívidas futuras.

Nenhuma separação é fácil. Seja uma amizade rompida pela desconfiança, uma sociedade que se esfacela pelo radicalismo de uma parte, ou um matrimônio que desmorona pela incompatibilidade detectada nas personalidades.

Porém é preciso identificar o momento em que termina a cobrança, em que o reajuste está cumprido e esforçar-se ao máximo, com todas as forças mesmo, para terminar em harmonia. Para conquistar o mérito pela consciência.

“O reajuste mais barato é o que se paga com dinheiro, as vezes um grande prejuízo material é o menor preço cobrado pelos nossos desequilíbrios de um passado sombrio de tantas encarnações passadas”. (Pai Zé Pedro)

Terminar bem é a coroação do reajuste pelo amor. Não importa se uma das partes “levou tudo”. Como diz Pai Zé Pedro, pode ter sido o melhor preço negociado para sua vida seguir adiante, com saúde e sem perseguições. O apego material nos traz muito mais dor e pode gerar um novo ciclo kármico a ser pago com mais um retorno a este planeta... e as oportunidades de voltar estão escasseando...

Ao identificar a necessidade dos fechamentos, das finalizações, procedamos este “parto” sem dores sofridas! Abra mão, esforce-se para fazer o melhor para outra parte, afinal você não sabe até onde deve, mas sente que deve terminar e tem consciência de que se terminar “bem”, o ciclo estará cumprido, o reequilíbrio realizado e o reajuste finalizado. Assim, estará livre e pronto para o próximo passo, para a próxima missão.

Kazagrande

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Familiares desencarnados


Uma das maiores dores, pelas quais passa um ser humano, é a perda de um parente ou de um ente querido.

É um dos momentos em que se sente a necessidade de buscar o lado espiritual da vida, ansiando por um “contato”, uma comunicação que possa tranquilizar os familiares e aplacar um pouco a grande saudade que se sente com a perda.

Em nossos atendimentos nos Templos do Amanhecer, diariamente encontramos pacientes angustiados por um contato. Mesmo médiuns, com anos de casa, ao depararem-se com a situação, ficam ansiosos, esperando uma resposta e por vezes questionando a Espiritualidade.

Por este motivo venho esclarecer sobre assunto.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Para que se possa obter uma comunicação com um familiar, existem fatores que devem ser considerados e inevitavelmente pesados na balança, antes de qualquer revolta:

As condições espirituais da pessoa desencarnada;
O merecimento dos envolvidos;
A afinidade do médium que realizará a comunicação, e,
Fundamentalmente a utilidade desta comunicação, pois tudo que provêm da Luz deve ser útil!

Abordemos separadamente cada um destes quesitos:

Um espírito ao desencarnar passa por um período de adaptação. 

Um novo “corpo”, uma nova realidade. É outra vida! Existe uma consciência transcendental a ser despertada, as lembranças de outras vidas, de outros familiares... O nível de apego do ser, que deixou na vida física, é que vai determinar o tempo que durará este período de adaptação. Por isso, muitas vezes a comunicação torna-se prejudicial, pois faz com que o espírito reforce sentimentos e consequentes apegos, retardando seu processo de adaptação à realidade espiritual que agora vive. Existem aqueles que libertam-se das “amarras” físicas e emocionais rapidamente, mas é um processo que pode durar de horas a anos e anos.

Uma comunicação é uma dádiva dos céus! Por isto existe o fator “merecimento” envolvido. O merecimento tem que ser de ambas as partes. Do espírito, já liberado de seus apegos e verdadeiramente encaminhado no plano espiritual; e da pessoa que solicita esta comunicação... Quais as intensões? Existe pureza no pedido? A pessoa que pede a comunicação terá o merecimento de movimentar toda uma estrutura de proteção espiritual para trazer um espírito recém-desencarnado às condições necessárias de uma comunicação presencial? Quantos bônus (dos dois) serão necessários para tanto?...

Existe ainda a questão do preparo do médium. Não é fácil ter uma sintonia tão grande com um espírito que ainda não possui preparação para incorporar. O médium tem que ser muito puro ou muito experiente, para que, ao receber perguntas que somente aquele espírito pudesse responder, não turvar a sua mente com seus próprios pensamentos e acabar no descrédito. O médium precisa ter uma grande afinidade com o espírito para conseguir passar uma comunicação precisa.

Finalmente entra a questão da “utilidade”. Será que a comunicação será útil? Irá fazer com que a pessoa desperte para uma realidade espiritual, ou somente trará mais dúvidas? E o fator vaidade, não estará envolvido também? É preciso que uma movimentação espiritual desta grandeza possa ter uma aplicação útil e beneficie a ambos os lados. Lembremos sempre: Se é da Luz, é útil! Nada proveniente da Luz é inútil!

Por estes fatores é que, na maioria das vezes, ao pedir a comunicação com um parente, ou ser amado, nossos Mentores “dão notícias”. Contam como está a situação do espírito, mas muito raramente permitem a presença. Mesmo porque, em nossos Tronos, somente uma Entidade de Luz pode manifestar-se verbalmente. Em alguns Angicais acontecem excepcionalmente estas comunicações, mas sempre respeitando: condição, merecimento, afinidade e utilidade.


Kazagrande

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sua frequência no Templo


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Sei que muitos de nós nos perguntamos “qual deve ser minha frequência no Templo?”, afinal todos têm outros compromissos, existe uma vida familiar, social, material... E tantos fatores que são importantes para o equilíbrio de nossa vida física e emocional.

Por isso sua frequência no Templo depende exclusivamente do tipo de médium que você é, e do tamanho do compromisso que você assumiu.

Vamos passo a passo:

Quando entra para a Doutrina você tem o compromisso de não faltar às aulas, para que a sequência de seu Desenvolvimento mediúnico não seja interrompida. Este é seu compromisso!

Ao ser emplacado, passa a ter a necessidade de manipular a energia acumulada, frequentando o Templo de acordo com suas possibilidades, ou necessidade. Neste ponto já começa a delinear qual o tipo de médium que irá se transformar.

Com a Iniciação seu ingresso na Doutrina é confirmado e seu nome escrito no Grande Livro dos Iniciados dos Himalaias, passando a fazer parte integralmente da Doutrina do Amanhecer e da Corrente Indiana do Espaço. Seu compromisso é de um Retiro por mês.

Com a Elevação chega-se ao Mestrado! O compromisso assumido nesta Consagração é de realizar uma Estrela Candente por mês, além do Retiro já assumido com a Iniciação (em outra oportunidade comentarei sobre o médium dos Templos com Estrelas distantes geograficamente).

Centúria traz a responsabilidade com os trabalhos Iniciáticos e Comandos, e quando recebe Cavaleiro, Guia Missionária e Ministro, passa a ter o compromisso de emitir ao menos uma vez por mês.

Chegando a Rama 2000, classificado ou como Ninfa de um Mestre com tal classificação, o compromisso passa a ser de estar presente em todos os trabalhos oficiais possíveis! Este é o principal motivo que sempre se recomenda que não corram atrás de suas classificações! Não é mais poder e força, e sim, MAIS COMPROMISSO!!! Forças? Tem que fazer valer a classificação, registrar espiritualmente seu prefixo pela sua atuação nos trabalhos, aí pode ser que as receba.

Padrinho e Madrinha têm a obrigação de acompanhar, aconselhar, estar presente junto de seus afilhados! Não o contrário... Não é o afilhado que fica buscando os dois, são eles que devem se fazer presentes em todos os trabalhos que sejam possíveis acompanhar o afilhado, e ainda estar alertas e disponíveis para aconselhar e auxiliar nas dificuldades. Ser Padrinho e Madrinha de um Adjunto de povo é um dos maiores compromissos da Doutrina do Amanhecer!

Assumir esta missão específica, bem como outras (Janatã, Lança Vermelha, Recepção, etc.), é espontaneamente agregar mais um compromisso em sua jornada. Não iludam com poderes e vaidades!!! Somente assuma se puder cumprir!

Existem muitos médiuns, mas poucos são verdadeiramente jaguares. O Jaguar tem compromisso! Sente falta de ir ao Templo, e não troca um trabalho espiritual por qualquer outra atividade que não seja verdadeiramente importante. Jaguar é Filho de Pai Seta Branca, o restante é apenas médium.

Com isso, percebendo seu compromisso, tendo consciência de sua classificação e da posição que ocupa, é que se pode definir “sua frequência no Templo”.
Salve Deus!


Kazagrande

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Escolhas



Nosso livre-arbítrio é o fiel da balança!

Tudo posso, mas nem tudo me convêm.

Meus irmãos e irmãs, é necessário que aprendamos a escolher sem sofrer. E falando em sofrer, lembremos que o próprio sofrimento não deixa de ser também uma escolha.

Quando nos ferimos, ou somos feridos, temos sempre a opção de perdoar, de nos perdoar, e, após um breve período para a necessária absorção energética, seguirmos adiante sem ficar remoendo as mágoas do passado.

Consideremos que as perguntas para nortear nossas escolhas são muito simples: Agir assim, pensar assim, falar assim, me fará bem? Fará bem aos outros?

Com esta resposta já podemos escolher com segurança. Podemos escolher nossa atitude, sentimento ou pensamento, e decidir se devemos mantê-lo!

Não existe justificativa para seguirmos sofrendo com ações passadas que não nos fizeram bem e cuja energia impregnada pode seguir nos fazendo mal. Valerá a pena? Por isso afirmei que o sofrimento também é uma escolha! Ao sermos feridos não vale a pena seguir com o pensamento atrelado a dor sofrida, tem que perdoar e seguir em frente. E perdoar de verdade é esquecer! Não é isso que pedimos aos nossos cobradores quando os encontramos nos Angical, ou no Julgamento?

Temos também nos perdoar, deixar de sofrer com nossos próprios erros. Somos humanos e a Terra é um planeta escola. Erramos e somente a consciência de que podemos e devemos fazer melhor é que nos dará alento de prosseguir na jornada. Ficar estagnado se culpando e pensando que “poderia ser diferente”, não vai resolver nada. Daqui tiramos a segunda grande pergunta a ser feita antes de uma escolha: “Vai resolver?”. Simples assim: Resolve se revoltar, se culpar, jogar a culpa em algo ou alguém? Não!

Apesar de termos um plano espiritual traçado para esta encarnação, somos senhores de nossos destinos! Vai fazer bem? Resolve? São duas pequenas máximas a serem levadas à reflexão na hora de nossas escolhas. Guarde em seu coração estas perguntas e antes de permitir que qualquer negatividade persista em sua mente e coração, responda com sinceridade, assim poderá seguir adiante evoluindo e sem sofrer.

Kazagrande

Encontro com familiares desencarnados



Uma das maiores dores, pelas quais passa um ser humano, é a perda de um parente ou de um ente querido.

É um dos momentos em que se sente a necessidade de buscar o lado espiritual da vida, ansiando por um “contato”, uma comunicação que possa tranquilizar os familiares e aplacar um pouco a grande saudade que se sente com a perda.

Em nossos atendimentos nos Templos do Amanhecer, diariamente encontramos pacientes angustiados por um contato. Mesmo médiuns, com anos de casa, ao depararem-se com a situação, ficam ansiosos, esperando uma resposta e por vezes questionando a Espiritualidade.

Por este motivo venho esclarecer sobre assunto.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Para que se possa obter uma comunicação com um familiar, existem fatores que devem ser considerados e inevitavelmente pesados na balança, antes de qualquer revolta:

As condições espirituais da pessoa desencarnada;
O merecimento dos envolvidos;
A afinidade do médium que realizará a comunicação, e,
Fundamentalmente a utilidade desta comunicação, pois tudo que provêm da Luz deve ser útil!

Abordemos separadamente cada um destes quesitos:

Um espírito ao desencarnar passa por um período de adaptação. 

Um novo “corpo”, uma nova realidade. É outra vida! Existe uma consciência transcendental a ser despertada, as lembranças de outras vidas, de outros familiares... O nível de apego do ser, que deixou na vida física, é que vai determinar o tempo que durará este período de adaptação. Por isso, muitas vezes a comunicação torna-se prejudicial, pois faz com que o espírito reforce sentimentos e consequentes apegos, retardando seu processo de adaptação à realidade espiritual que agora vive. Existem aqueles que libertam-se das “amarras” físicas e emocionais rapidamente, mas é um processo que pode durar de horas a anos e anos.

Uma comunicação é uma dádiva dos céus! Por isto existe o fator “merecimento” envolvido. O merecimento tem que ser de ambas as partes. Do espírito, já liberado de seus apegos e verdadeiramente encaminhado no plano espiritual; e da pessoa que solicita esta comunicação... Quais as intensões? Existe pureza no pedido? A pessoa que pede a comunicação terá o merecimento de movimentar toda uma estrutura de proteção espiritual para trazer um espírito recém-desencarnado às condições necessárias de uma comunicação presencial? Quantos bônus (dos dois) serão necessários para tanto?...

Existe ainda a questão do preparo do médium. Não é fácil ter uma sintonia tão grande com um espírito que ainda não possui preparação para incorporar. O médium tem que ser muito puro ou muito experiente, para que, ao receber perguntas que somente aquele espírito pudesse responder, não turvar a sua mente com seus próprios pensamentos e acabar no descrédito. O médium precisa ter uma grande afinidade com o espírito para conseguir passar uma comunicação precisa.

Finalmente entra a questão da “utilidade”. Será que a comunicação será útil? Irá fazer com que a pessoa desperte para uma realidade espiritual, ou somente trará mais dúvidas? E o fator vaidade, não estará envolvido também? É preciso que uma movimentação espiritual desta grandeza possa ter uma aplicação útil e beneficie a ambos os lados. Lembremos sempre: Se é da Luz, é útil! Nada proveniente da Luz é inútil!

Por estes fatores é que, na maioria das vezes, ao pedir a comunicação com um parente, ou ser amado, nossos Mentores “dão notícias”. Contam como está a situação do espírito, mas muito raramente permitem a presença. Mesmo porque, em nossos Tronos, somente uma Entidade de Luz pode manifestar-se verbalmente. Em alguns Angicais acontecem excepcionalmente estas comunicações, mas sempre respeitando: condição, merecimento, afinidade e utilidade.


Kazagrande

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Os Olhos de Tia Neiva



Recordar o amor materno é trazer à lembrança o olhar de Tia.

Olhos profundos que hoje povoam algumas mentes e muitas fotos compartilhadas com alegria e certo orgulho.

Olhos por vezes que parecem tristes, distantes. Em outras alegres, penetrantes.

Tia Neiva não pode ser esquecida e sua lembrança não pode ficar perdida em meio a disputas hierárquicas. Seu olhar não pode perder-se pelos questionamentos dos que ainda não compreendem a essência da Doutrina: A mensagem de Jesus! Do Jesus redivivo, do Caminheiro, do Divino Mestre que veio abrir a Escola do Caminho e romper o ciclo vicioso do karma com a Lei do Perdão através da caridade prática.

Tia Neiva preocupava-se em Evangelizar! Em despertar a consciência do médium para as coisas simples. Em meio a nossos Rituais, onde técnicas Iniciáticas manipulam energia precisas, está simplesmente o médium missionário. Este é o pilar de sustentação da Doutrina. Aqueles que, na simplicidade de seus parcos conhecimentos, apenas se preocupam em praticar a caridade com a peculiar pureza de seus sentimentos nobres de servir a humanidade. De servir ao encarnado e ao desencarnado.

Tia Neiva se preocupava em encaminhar espíritos! Trouxe-nos toda esta estrutura doutrinária para que pudéssemos ter em mãos as ferramentas mais precisas, armando seu povo com a sabedoria das palavras do Divino Mestre, entregando a cada dia seus olhos a bem da verdade.

Juramos com a espada apontada junto peito, pedindo, repito, pedindo para sermos feridos se nossos pensamentos se afastassem de Jesus! Isso é muito sério! Não juramos apenas pelas palavras proferidas ou ações cometidas, juramos pelos nossos pensamentos!!!

Tia a cada dia pedia que seus olhos fossem arrancados se escravizasse os sentimentos dos que nela confiavam.

Por isso, meus irmãos e irmãs, não questiono os “certos e os errados”, os acertos e desacertos, apenas semeio que o mais importante é seguir encaminhando espíritos. Acreditando que podemos ser pessoas melhores e evoluirmos como espíritos a caminho.

Não posso ficar observando “erros” e perdendo o precioso tempo terrestre com as picuinhas da personalidade. Devemos, ao abrir a boca, pensar na mensagem do Divino Mestre e ter em mente Os Olhos de Tia Neiva!

Kazagrande

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Adjunto Koatay 108


Meus irmãos e irmãs, especialmente, meus irmãos Adjuntos Koatay 108,
Salve Deus!

Um dia, um homem assumiu a missão de levar a Doutrina de Pai Seta Branca além das portas sagradas do Templo Mãe.

Talvez ele ainda não tivesse todo o preparo, ou ainda carregasse as marcas da dureza desta e de outras encarnações. Porém tinha amor em seu coração! Não poderia se afastar da Doutrina e assim, mesmo temeroso por seus próprios defeitos e falhas, despertou o espírito espartano da coragem e disciplina e encarou esta jornada.

O começo de uma missão é sempre muito difícil. Materialmente envolve compromissos a serem assumidos, um aluguel, a compra de um lote, ou ainda chegar a abrir mão do espaço físico de seu próprio lar, deixando de lado o sonho da churrasqueira ou o cantinho para confraternizar com os amigos.

Deixa de ser dono de muitos objetos pessoais, pois invariavelmente se misturam com as coisas do templo. Não se sabe quais são suas panelas, pratos e talheres. A mesa da sala fica sem cadeiras. Abre mão de um valioso tempo com a família e de dinheiro que poderia gastar para alegrar os seus, passando a construir uma grande família.

O fim de semana que poderia ser dedicado ao descanso da vida material normalmente atribulada pelos tempos atuais, passa a ser o único momento em que convive com a própria família, que procura integrar nesta missão. Sempre tem algo a ser construído, limpo, arrumado, ampliado.

Começa seu trabalho em meio a muitas inseguranças, afinal formará um povo! Os primeiros testes mediúnicos trazem o medo de errar, o sentimento que sua decisão poderá influenciar toda a vida daquela pessoa que está depositando nele tanta esperança.

Abre um Pajezinho, corre para o Desenvolvimento e testes mediúnicos, desdobra-se para comandar todos os trabalhos... Tantas vezes sozinho, ou com apenas a companheira para dividir sua esperança na missão que lhe foi confiada. Mas só pode dividir a esperança, pois seus medos e temores ficam ocultos para não contaminar a família que nem sempre entenderá completamente o sentido de tanto esforço.

Este homem, com o tempo, vê a missão crescer! Primeiro chegam os médiuns que vêm para cobrar... Questionam seu conhecimento, buscam informações e promovem perguntas capciosas. E depois de superada esta prova chegam os que realmente vêm para ajudar. A missão começa a crescer e fluir com mais naturalidade.

Muitos daqueles primeiros médiuns acabam esquecendo, não recordam, ou às vezes sequer conhecem tantos esforços para que a missão, que desfrutam agora, fosse implantada.

Esquecem, ou deixam de valorizar, aquele homem, por vezes rude, que teve a coragem de enfrentar seus próprios fantasmas para trazer a Luz do Doutrinador para terras distantes. Apresentam-se cheios de conhecimentos, falam melhor que ele, questionam de maneira incisiva... Perdem o respeito e mergulham na vaidade de seus pseudoconhecimentos.

Falo pseudoconhecimentos porque o verdadeiro conhecimento vem da experiência vivida e não dos livros lidos. A intuição é despertada pela necessidade e não pela leitura de regras que servem apenas de diretrizes. O dinamismo de nossa Doutrina conduz o Adjunto Koatay 108 a proporcionar a caridade em suas intuições e responsabilidades. Não se aprende isso... Somente podemos viver isso!

Às vezes o homem é bastante distante do Mestre, mas o Mestre é que merece sim o nosso respeito. Suas conquistas e coragem trouxeram a possiblidade de estarmos aqui.

Salve Deus! Não falo para meu povo, pois somente tenho a agradecer o carinho com que sou tratado, mas vejo tantos que mergulham na incompreensão e julgamento e esquecem que sem “o seu Adjunto” talvez não conhecessem a Doutrina, talvez não pudessem sequer merecer o espaço que hoje convivem. Talvez sem o caráter firme daquele homem que hoje podem considerar “superado” a obra do Pai não chegaria até eles.

Meus respeitos a todos Adjuntos Koatay 108.

Kazagrande