segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Doutrina precisa de mim?


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

O despertar da consciência é algo pessoal de cada médium. Cada qual em seu tempo passa a perceber a grandiosa oportunidade da missão que tem nas mãos e a chance real da evolução, onde poderemos semear um futuro melhor para nossa “verdadeira vida”, lá, nos planos espirituais.

Nossa passagem pela Terra é efêmera... Apenas uma passagem! Uma memória que irá compor nosso ser espiritual integral, que congrega as recordações de todas as outras passagens.

Por vezes observamos um Adjunto esforçando-se para a composição de um trabalho, pedindo pessoalmente a cada um, indo de porta em porta, e ficamos com a estúpida sensação de que “a Doutrina precisa de mim”.

No entanto somos nós quem precisamos da Doutrina! Este é o verdadeiro despertar! A compreensão de que a cada novo trabalho, a cada conquista mantida, colocamos um grãozinho de milho no alforje da alimentação espiritual que iremos precisar ao “retornar para casa”.

Mais do que isso... Poderíamos até dizer que colocamos uma moedinha na carteira que será aberta na hora de verificar se temos recursos para pagar uma viagem tranquila de retorno, ou passaremos por longas caminhadas em um etérico sombrio, até encontramos a “carona” de um familiar espiritual.

Ser um membro da Doutrina não basta, não garante a “salvação” para ninguém! É preciso despertar! Entender que temos nas mãos a chance de evoluir.

Obviamente é preciso equilíbrio... Não é internar-se no Templo e pensar que Pai Seta Branca vai mandar uma “bolsa-templo” para nós. A vida material requer atenção, a família requer atenção! Porém, o compromisso espiritual deve ter o mesmo peso da responsabilidade que o mundo físico nos exige!

Ir ao Templo, estar no Templo, não é sinônimo de registro espiritual. Na Espiritualidade não existem máscaras! Quando colocamos nosso uniforme devemos estar prontos para servir, para atender onde for necessário. “Estar no Templo” e não trabalhar, é o mesmo que tentar enrolar o patrão. Aqui na Terra as vezes até dá certo, mas espiritualmente não!

Atender o pedido de um Adjunto, de um Comandante, por mais que ele seja inconveniente (e tem muitos mal-educados, né?!), não é atender aquele Mestre, é atender a SUA necessidade de trabalho espiritual! Ninguém “está por perto” por acaso...

Algo triste, mas importante de comentar também: Não espelhem no outro! Não tenham um líder para que determine como deve ser sua jornada. Ela é sua! Nem sempre os líderes traduzem a expressão de nosso maior exemplo: Tia Neiva! Ela sim demonstrou, com a vida que levou, o exemplo maior da missionária, da mãe, da Grande Líder. E... Ela trabalhava! Incessantemente!

Nunca dava as costas a quem quer que fosse, nem ao mais incômodo Mestre que estava ali apenas para cobrar.

Kazagrande




2 comentários:

Salve Deus!
Palavras muito, muito pertinentes!
Me ajudou muito em uma busca que travo para compreender e amar os "Comandantes" que muitas das vezes são extremamente rústicos em seu convites que parecem ordens para compor um ou outro trabalho.
Lembremos sempre: Ali está o representante de um Ministro, trabalhando em prol do atendimento aos nosso irmão visitantes-pacientes.
Lamentavelmente ainda "precisamos" ouvir e sermos lembrados de que nosso trabalho será "recompensado" nos planos espirituais, mas tenho certeza e esperança de nossa dedicação chegue ao dia de ser apenas por Amor.
Obrigado pela reflexão!

Mestre salve deus. Seria possível falar consigo? Tenho umas dúvidas e precisava do seu esclarecimento. Salve deus

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