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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

As cores do Templo

quinta-feira, 20 de outubro de 2016 - 4 Comments



Estes dias estava ouvindo umas besteiras a respeito dos motivos de tantas cores em nossos Templos, e agora até mesmo um fanatismo que vai muito além dos significados originais.

Vocês querem saber porque nossos Templos são coloridos? Porque as paredes não são pintadas de maneira monocromática?

Para que todos entendam vou reproduzir uma pequena história contada em um destes corujões de Tia Neiva:

Às vezes um espírito demora muito tempo para poder chegar aqui no Vale. Ai pelo merecimento dele, pelas orações dos familiares espirituais, ele começa a avistar ao longe, como se estivesse em cima de um morro, ele vê nosso Templo. Uma construção como a nossa com uma bandeira cor de rosa em cima.

Lá no etérico não tem luz do sol, e com isso não tem cor, é um mundo todo cinzento.

Este espírito então começa a caminhar... Enquanto ele caminha vai refletindo na vida, vai perdoando, vai se perdoando, entendem? Ele chega aqui pronto!

Então ele caminha, alguns caminham por anos. Quando ele entra no Templo o primeiro choque que recebe é voltar a ver as cores. Para ele que só via o cinzento tudo toma uma nova forma! Passa a ter luz e cor! Fica maravilhado ao reencontrar-se com as cores, se sente no céu! O cheiro da mescla parece o mais fino perfume, e nossos mantras, mesmo que estejam desafinados, são a expressão da mais bela música para ele! Onde ele estava não tinha cor, fedia e só tinha gritos!

Ao ver esta descrição de Tia Neiva creio que todos podem estender porque não dá para aceitar fanatismos. Nossas coisas são assim, com explicação lógica e simples e que na verdade abrem todo um leque para outras explicações que ainda podemos explorar face esta colocação.


Kazagrande

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Murro em ponta de faca

quinta-feira, 13 de outubro de 2016 - 1 Comment



“Dar murro em ponta de faca” é uma expressão antiga que se refere a “insistir em vão”!

Existe uma diferença muito grande entre perseverar e insistir naquilo que é inútil. Perseverar é ter a consciência de lutar pelo que merece nosso esforço, e que, mais cedo ou mais tarde, surtirá efeitos práticos. Ao passo que “dar murro em ponta de faca” é insistir por orgulho, vaidade ou mesmo por ignorância.

Perseverar traz a determinação do espírito imbuído em cumprir a missão e fazer valer sua jornada por este plano físico. É preciso não abandonar aos que verdadeiramente clamam por aprender, entender e evoluir. Porém não é aceitável insistir onde os resultados não alcançam o nível do esforço empregado. É assim em todos os setores de nossa vida!

Aprender a abrir mão e seguir em frente, aceitar o que possa parecer uma derrota, também é sinal de evolução e abre as portas para o novo, para a liberdade criativa tão necessária ao espírito encarnado que deseja evoluir.

Precisamos aprender que nem sempre é possível “consertar” os erros, porém sempre será possível parar tudo e começar de novo. Difícil, eu sei, ah como eu sei! Mas imprescindível para poder continuar avançando e semeando um futuro melhor. Em nossos relacionamentos, em nossos empregos, estudos, e até na Doutrina, devemos avaliar o retorno dos investimentos físicos e emocionais para decidir seguir em frente, ou simplesmente mudar tudo e recomeçar.

Datas especiais sempre são momentos que trazem a energia necessária para refletir, avaliar e decidir! Um aniversário, a passagem do Ano, Natal, Páscoa, enfim... cada um tem um momento especial que conduz à reflexão e, se houver a necessária coragem, promover as mudanças ou determinar ainda mais afinco no investimento atual.

Reclamar, lamentar-se, criticar, nada que produza negatividade poderá ser útil nesta hora. A avaliação deve ser sincera, sem máscaras e sem medos. Os sentimentos despertados podem vir com alguma frustração, mas será por este despertar que chegará a intuição das decisões.

Marque uma data para sua reflexão! Escolha o dia em que se despirá das ansiedades e não contabilizará o investimento, mas sim o retorno recebido! Veja o quanto vale a pena perseverar, ou se apenas está dando murros em ponta de faca. 30 de outubro, aniversário de Tia, será a minha data.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Dar um tempo???

segunda-feira, 10 de outubro de 2016 - 4 Comments



Todos nós passamos por algum momento em que pensamos em desistir de tudo. Por alguns instantes, horas e às vezes por dias, esquecemos o que já recebemos, como era nossa vida “antes”, nossa personalidade, caráter, obsessões, dilemas, etc., e consideramos “seriamente” a possibilidade de abandonar a missão e seguir em frente sem as obrigações, compromissos e até exigências enfrentadas ao frequentar o templo.

Salve Deus!

Estes momentos, em que a irresponsabilidade e ingratidão falam mais alto, são perfeitamente normais, pois o Jaguar é um espírito livre! Anseia por estar solto no mundo para fazer o que quiser de sua vida. Porém é também o espírito da disciplina espartana, que não desiste e sabe ser fiel aos princípios.

Perseverar na caridade, no cumprimento do compromisso, na lealdade ao Juramento proferido, é para aqueles que realmente possuem o transcendente de Jaguar, os outros estão liberados para seguir suas jornadas e agregarem-se a outras missões ou ainda terminarem suas vidas na satisfação física e frustração espiritual.

Arrumar desculpas para justificar o afastamento, ou mesmo para “dar um tempo”... ( - Aqui cabe um comentário a parte... Dar um tempo??? Salve Deus! “Dar um tempo” é o que se diz quando se quer enrolar alguém porque está com dó de terminar, ou ainda não se sabe se a pessoa com quem se está traindo vai dar certo. Dar um tempo nos seus Mentores? Na Espiritualidade? Na sua MISSÃO? Quem diz que vai dar um tempo é porque deseja ver se “dá certo” viver fora do compromisso que espontaneamente assumiu, e, enquanto vai dando certo, fica longe, quando o sapato aperta volta correndo dizendo que “já passou o tempo”).

Mas voltando... Arrumar desculpas para justificar o  afastamento para os outros é fácil, difícil é dar explicações para nós mesmos, para nosso espírito que cobra a lealdade ao compromisso espiritual. Para nosso espírito que sabe de nossos reencontros e cobranças e o quanto sairá mais caro por não estarmos aliviando o karma dentro da Lei do Auxílio.

Não pensem que eu são “tão santinho” que nunca pensei em dar um chute no pau da barraca... Sou humano igual a todos, e até hoje, as vezes, passam estes pensamentos bestas pela cabeça. Hoje em dia, pela experiência, com muito menos frequência, mas o suficiente para me recordar algo que escrevi há bastante tempo atrás:

“Que minha lealdade e gratidão sejam tão fortes quanto os desafios que sugerem rompê-los, mesmo que precise provar que o impossível de hoje será o possível de amanhã. Porque eu sou aquele que sonha, mas nunca para de lutar enquanto sonha!”.

Kazagrande


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

No automático – Sem emoções

sexta-feira, 7 de outubro de 2016 - 5 Comments


Em nossa caminhada, dentro da Doutrina do Amanhecer, passamos por diversas etapas até o momento em que nos sentimos “livres demais”. Quando perigosamente voltamos a adormecer nossa consciência e passamos a tratar os momentos, outrora mágicos, como uma rotina sem maiores emoções.

Normalmente nos primeiros passos existe uma empolgação! Estamos descobrindo a Doutrina e nos descobrindo também, pois percebemos potenciais para fazer algo de bom pela humanidade, que antes parecia impossível mesmo com todo nosso desejo de “mudar o mundo”.

Passamos a perceber que podemos sim fazer alguma coisa! Que encaminhar espíritos com tanta precisão era algo nunca pensado antes; que a desobsessão pode mudar a vida das pessoas, como mudou a nossa. Que a cura do espírito pode se estender ao corpo físico e também à vida material e emocional das pessoas.

Realizamos nossa Iniciação envolta em mistérios e beleza! Partimos para uma Elevação de Espadas sonhando com o momento de vestir finalmente o uniforme de Jaguar! E alguns, já nem todos, aguardam a Centúria para poder registrar suas emissões, assumir uma Falange ou ainda realizar os primeiros comandos.

Mas depois da Centúria muitos vão perdendo o encanto. Passam a perceber as imperfeições alheias e julgar os irmãos antes admirados. Aos poucos vão entrando no “automático”, indo ao templo para “cumprir a missão” e já não vivenciam os encantos, a magia e o amor de nossos Mentores. A fé, que poderia ser aumentada pelo fato de ter em mãos um poder nunca antes imaginado, perde-se pela rotina de ir ao Templo, fazer “alguma coisa” e voltar para casa com a sensação de “já cumpriu a obrigação”.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! É preciso evitar que a magia dos primeiros passos se perca em trabalhos mecânicos e sem encantos! Voltemos a prestar a atenção em tudo que está ao nosso redor. Existem tantas curas sendo realizadas ocultamente, espíritos que vagaram por anos e anos a procura de um lenitivo, corações despedaçados que encontraram um esperança, vidas por um fio que são salvas pelas palavras e amor dos Mentores.

Vamos voltar a perceber quantas vidas são modificadas pela simples passagem pelo Templo. Vamos olhar os aspirantes e perceber neles o mesmo encanto que já esteve em nossos olhos e redescobrir a emoção.

Falo em emoção porque o fator de liberação energética é emocional! Somente pelas emoções é que nossos Mentores podem trabalhar mais, pois liberamos mais energia. Um trabalho no automático as vezes é até efetivo, mas se contiver a atenção e emoção, a concentração verdadeira dos que entendem o que está se passando espiritualmente... Salve Deus! Permitiremos nossos Mentores fazerem muito mais!

Nunca sabemos quando irá passar o nosso cobrador (nossa vítima do passado, prefiro dizer)... O quê ele pensará se encontrar-nos em um momento automático, sem emoção, sem percepção? Será que ao perscrutar nossos sentimentos e vibrações ele realmente nos sentirá pessoas melhores que não cometeriam o mesmo crime? Ou apenas verá um robozinho tentando ser melhor?

Salve Deus! Este pequeno texto é principalmente para nós Doutrinadores... Pois o Apará invariavelmente se emociona na presença do Mentor! Mas o Doutrinador, o herdeiro da Doutrina, tantas vezes se perde no “cumprir a obrigação” deixando de cumprir “a verdadeira missão”.


Kazagrande

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Os trabalhos que deixamos de fazer

quinta-feira, 6 de outubro de 2016 - 6 Comments


Contam nossos irmãos, que já cumpriram sua missão na Terra, que o que realmente pesa, ao despertar na Pedra Branca, não é os erros e faltas cometidas, mas sim o tempo perdido!

Não é o que fizemos, mas o que deixamos de fazer.

Claro que tudo é computado de uma maneira geral na triplicidade de nosso ser, mas falemos dos trabalhos que deixamos de fazer...

Uma Mesa Evangélica, por exemplo, em sua menor configuração, com sete Aparás incorporando e sete Doutrinadores doutrinando. O tempo médio de execução é de vinte minutos, onde cada Doutrinador, em média, dá três voltas na Mesa, se doutrinar a todos Aparás incorporados. Em uma conta simples verificamos que mais de 140 espíritos podem ser encaminhados.

140 Elevações!!! Apenas 20 minutos de trabalho! E quantas Mesas deixam de ser realizadas pela preguiça ou por considerar o papo e o café mais gostosos que a sensação de dever cumprido? Salve Deus!

Muitas vezes falta apenas consciência da missão! É preciso olhar quanto se deixa de fazer pela falta de compromisso, pela falta de consciência, por não ser Jaguar!

Usar esta denominação “Jaguar”, não é para muitos! Somente espíritos com uma herança transcendental de grande experiência em vidas físicas, e aos agregados por um compromisso sincero de poder servir.

Um Jaguar não se presta a um “café com política” enquanto  falta, por vezes, um médium para completar um determinado trabalho. Em muitas ocasiões observei uma Junção esperar pacientemente o médium com má vontade terminar seu cigarrinho; Mesas deixando de funcionar em Templos menores porque “hoje não estou afim”; pacientes esperando nos Tronos, vibrando em suas dores e sofrimentos, enquanto o médium (nem posso dizer Jaguar), ri alto de suas próprias piadas em uma involuntária agressão ao sentimento alheio.

Salve Deus!

Como será quando nós, “lá em cima”, nos dermos conta do tempo perdido em “autoatendimento” enquanto pacientes vibravam esperando para poder ter um consolo?

Como será ao contabilizarmos nosso tempo real trabalho e as oportunidades negligenciadas? Estará a conta com saldo positivo? Caminharemos vibrantes com a sensação da missão cumprida, ou nossos passos serão lentos ao entrar no anfiteatro?

Por isso é preciso se dar conta do tempo perdido desde já! Ir ao Templo para trabalhar de verdade, ajudar em tudo que for possível. Entender que nossa missão é “encaminhar espíritos”! Que ao nos entregarmos verdadeiramente ao trabalho espiritual não precisamos ficar vivenciando as frustrações da alma, pois elevamos naturalmente nosso padrão vibracional e atraímos soluções até então impensadas, contando claramente com a intuição de nossos Mentores e com a experiência de nossa Individualidade.

Claro que gostamos de conviver com muitos de nossos irmãos, e uma conversa saudável, DEPOIS dos trabalhos, até mesmo sairmos socialmente com irmãos de Doutrina pode auxiliar no equilíbrio de nossa triplicidade. Mas ao entrar no Templo, devemos buscar nossa Individualidade (ensinado na 1ª Aula de Desenvolvimento). Ficam de fora os problemas, a política, o futebol, a novela, as fofocas e principalmente tudo que possa atrair perigosas correntes negativas que naturalmente já circulam no ambiente ao lado de nossos irmãozinhos.

“Tia, estou sempre no Templo, porque minha vida não se ajeita?”
“– Filho, você trabalha muito, está sempre fisicamente aqui, mas poucas vezes seu espírito está acordado.”
Salve Deus!


Kazagrande

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Cuidado com o Jaguar?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016 - 4 Comments


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Muitas vezes ouvimos afirmações do tipo: “Cuidado com Jaguar”, “Não tenha amigos dentro do Templo”, “Não negocie com Jaguar”, e outras interpretações totalmente incorretas sobre o verdadeiro espírito de nossa Doutrina.

Somos irmãos! Formamos uma fraternidade que deveria se traduzir em união e paz! Porém, aqueles que já sofreram alguma decepção, que foram enganados, traídos, mal falados, ou mal amados, insistem em semear suas próprias frustrações como uma “máxima doutrinária”.

Salve Deus! As decepções podem estar em qualquer lugar e dentro de nossa Doutrina não seria uma exceção onde só encontraríamos “santinhos”. Abrimos as portas para todas as pessoas e chegam de todos os lugares e jeitos. Ninguém pergunta se é polícia ou ladrão. Apenas nos importa dar a oportunidade de buscarem sanar suas feridas.

Então... Da mesma maneira que selecionamos nossas amizades fora do Templo, encontraremos afinidade com alguns médiuns e repulsa por outros. Estando de uniforme somos iguais para cumprir a missão, mas se a vida nos proporciona encontros salutares dentro do Templo, que se estendem para fora de suas portas... Salve Deus! Tudo certo!

Lembremos como nossa vida vai mudando ao entrar para a Doutrina. Primeiro pelo fato de deixarmos de ingerir bebidas alcoólicas. Este fator, por si só, já nos afasta de muitos de nossos amigos, cuja vida social naturalmente impele para “relaxar” sob o efeito do álcool. Nossos assuntos também passam a ser outros, e falar da espiritualidade e espíritos algo natural, até usamos palavras e expressões que as pessoas “de fora” não entendem (vibrações, sintonias, merecimento, padrão vibratório, nomes de nossos trabalhos, etc.).

Assim, porque não termos amigos dentro da Doutrina? Pessoas que vão entender nosso “palavreado”, que não bebem e possuem assuntos em comum? É natural, normal e recomendável! Claro que será preciso seguir a intuição e afinidade, pois serão nossos amigos aqueles que escolhermos, como na vida lá fora.

Em minha caminhada formei diversas amizades na Doutrina. Pessoas que frequentaram minha casa e abriram as portas das suas para minha família. Um churrasco, um violão, piadas e, é claro, assuntos doutrinários! Tia Neiva fazia questão de semear esta união entre os médiuns. Preparava bailes e festas, reunia a todos que aguentavam seu horário confuso nas madrugadas pela Casa Grande. E, não se falava apenas de Doutrina não! Os corujões eram regados por violão e viola, canja (churrasco pra tanta gente era inviável economicamente... rsrsrs), e até danças. Em determinados momentos tudo ficava sério e a Neiva “ia embora”, chegando a Clarividente. Todos entendiam perfeitamente que era hora de um pouco de seriedade. Porém depois... a festa voltava.

Alegria! Descontração, sem desconcentração! Lemas da Mãe que nos ensinou com seu exemplo vivo!


Kazagrande

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Decepções na Doutrina

terça-feira, 4 de outubro de 2016 - 3 Comments


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Em nossa caminhada nos deparamos com situações, e pessoas, que nos decepcionam!

Situações que esperávamos uma outra finalização, e principalmente pessoas das quais esperávamos outra reação ou ao menos entendimento e compreensão.

Dentro do convívio doutrinário, em nossos Templos, não é diferente! Não estão reunidos na Doutrina do Amanhecer os “bonzinhos”, ou “salvadores do mundo”. Estão reunidos médiuns! E médium é aquele espírito que pediu para vir com uma produção energética extra, de maneira a poder assumir uma missão que beneficiasse às pessoas, e assim, diminuísse um pouco a longa conta de dívidas passadas! É isso! Médium não é o mocinho do filme! É aquele que, por seu próprio endividamento kármico, pediu a oportunidade de sanar mais rapidamente estas dívidas, cumprindo uma missão em prol da Espiritualidade.

Diante deste fato podemos entender que dentro da Doutrina, dos Templos, igualmente encontraremos decepções!

Muitos se perguntam: “Mas aquela pessoa é médium da Doutrina, prega amor, humildade e tolerância, como pode ter tal atitude? É a demonstração viva da intolerância...”

Salve Deus! Ele está a caminho... Apenas a caminho. Ainda não chegou lá. Alguns demoram muito para poder absorver os princípios doutrinários, outros chegam prontos! Por isso a afirmação de que a diferença entre um “fitinha” e um Arcanos será apenas o amor que tiver em seu coração. Classificação não é evolução, consciência sim!

E também é importante lembrar que encontrar os que nos decepcionam dentro do Templo é muito melhor que encontra-los lá fora. Pense como poderia ser pior encontrar estas decepções dentro de casa, na família, ou ainda se deparar com o cobrador na figura de seu chefe. Melhor encontrar estes “espíritos difíceis” dentro da Doutrina, pois, pelo menos, estão a caminho.

Então, nada de decepcionar-se por pessoas! Nada de pensar em deixar a Doutrina por conta das atitudes dos outros! Os outros são os outros, a SUA missão é a SUA missão! E mais... Em qualquer agrupamento humano, seja em uma religião, sociedade, estudos, etc., sempre haverá aquele que destoa dos princípios ali professados. Não pense que em uma religião “a” ou “b” você não encontrará também aqueles que vêm apenas para cobrar... para decepcionar!

Nosso compromisso é com a Espiritualidade, não com pessoas! Juramos perante o Pai, não perante os homens ali presentes no Castelo de Iniciação.


Kazagrande

A caridade em nossa Doutrina


Alguns dizem: Darei somente aos que precisam. 
Porém nossos pomares não dizem assim... Dão a todos simplesmente para continuarem a viver, pois deixar de doar é morrer!

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

A Lei do Auxílio determina que toda ação realizada de maneira despretensiosa e sem possiblidades de obtenção de benefícios pessoais, gera um “crédito” para nossos enredos kármicos.

Quando nos dispomos a trabalhar mediunicamente passamos a reservar um tempo de nossas vidas para a prática da caridade, para a doação de nosso “excesso” de energia (característica que define o médium) em prol de nossos irmãos, encarnados e desencarnados.

Pacientes desconhecidos são atendidos com nosso total desprendimento e vamos além: recebemos os irmãozinhos que os acompanham e doamos nosso amor, nosso conhecimento, nossa energia. Encaminhamos a aqueles que nada podem nos dar, que não tem absolutamente nada para retribuir. Essa é a verdadeira caridade! Semeamos o perdão, instruímos que somente o amor pode aplacar as tristezas e o perdão é que traz a verdadeira libertação.

Muitos de nós, imbuídos no desejo de fazer mais pelos seus semelhantes, de compartilhar o quê possuem, questionam a possibilidade de realizarmos ações sociais, movimentos de caridade física e até mesmo recebermos apoio governamental com o reconhecimento de nossa Doutrina como de “cunho social e filantrópico”.

Porém, “alimentar o corpo é uma caridade humana, alimentar as almas é sublime”. Em primeiro lugar estão nossos trabalhos espirituais! A realização da verdadeira caridade que não trará nenhum tipo de reconhecimento, aquela realizada ao total desconhecido... ao espírito que sequer possui um corpo físico e não tem qualquer possibilidade de retribuir.

Entendo os desejos de servir, de “fazer mais” de muitos de nossos irmãos... Mas nossa Doutrina não tem oficialmente um cunho social, não busca sequer qualquer reconhecimento da sociedade. Alimentamos espíritos, curamos as feridas da alma, sanamos as mentes conturbadas e semeamos a esperança onde ninguém mais poderia. Por isso usamos uniformes que nos colocam em pé de igualdade na hora de prestar atendimento ao paciente. Nos Tronos, na Mesa, não existem hierarquias, posições... Todos são Doutrinadores e Aparás, apenas. São iguais, atendemos aos que nos são enviados pela Espiritualidade, sem qualquer distinção. Ali, o paciente não sabe “o quê é um Arcano, ou uma Regente”... A Lei do Auxílio traz de volta a verdadeira humildade também!

Como são belas as obras sociais, como são sublimes os trabalhos Iniciáticos!

Mais bela é a verdadeira caridade!

Mais sublime é a consciência e humildade de JAMAIS nos afastarmos da singeleza dos Tronos e da Mesa.


Kazagrande

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Doutrina precisa de mim?

segunda-feira, 3 de outubro de 2016 - 2 Comments


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

O despertar da consciência é algo pessoal de cada médium. Cada qual em seu tempo passa a perceber a grandiosa oportunidade da missão que tem nas mãos e a chance real da evolução, onde poderemos semear um futuro melhor para nossa “verdadeira vida”, lá, nos planos espirituais.

Nossa passagem pela Terra é efêmera... Apenas uma passagem! Uma memória que irá compor nosso ser espiritual integral, que congrega as recordações de todas as outras passagens.

Por vezes observamos um Adjunto esforçando-se para a composição de um trabalho, pedindo pessoalmente a cada um, indo de porta em porta, e ficamos com a estúpida sensação de que “a Doutrina precisa de mim”.

No entanto somos nós quem precisamos da Doutrina! Este é o verdadeiro despertar! A compreensão de que a cada novo trabalho, a cada conquista mantida, colocamos um grãozinho de milho no alforje da alimentação espiritual que iremos precisar ao “retornar para casa”.

Mais do que isso... Poderíamos até dizer que colocamos uma moedinha na carteira que será aberta na hora de verificar se temos recursos para pagar uma viagem tranquila de retorno, ou passaremos por longas caminhadas em um etérico sombrio, até encontramos a “carona” de um familiar espiritual.

Ser um membro da Doutrina não basta, não garante a “salvação” para ninguém! É preciso despertar! Entender que temos nas mãos a chance de evoluir.

Obviamente é preciso equilíbrio... Não é internar-se no Templo e pensar que Pai Seta Branca vai mandar uma “bolsa-templo” para nós. A vida material requer atenção, a família requer atenção! Porém, o compromisso espiritual deve ter o mesmo peso da responsabilidade que o mundo físico nos exige!

Ir ao Templo, estar no Templo, não é sinônimo de registro espiritual. Na Espiritualidade não existem máscaras! Quando colocamos nosso uniforme devemos estar prontos para servir, para atender onde for necessário. “Estar no Templo” e não trabalhar, é o mesmo que tentar enrolar o patrão. Aqui na Terra as vezes até dá certo, mas espiritualmente não!

Atender o pedido de um Adjunto, de um Comandante, por mais que ele seja inconveniente (e tem muitos mal-educados, né?!), não é atender aquele Mestre, é atender a SUA necessidade de trabalho espiritual! Ninguém “está por perto” por acaso...

Algo triste, mas importante de comentar também: Não espelhem no outro! Não tenham um líder para que determine como deve ser sua jornada. Ela é sua! Nem sempre os líderes traduzem a expressão de nosso maior exemplo: Tia Neiva! Ela sim demonstrou, com a vida que levou, o exemplo maior da missionária, da mãe, da Grande Líder. E... Ela trabalhava! Incessantemente!

Nunca dava as costas a quem quer que fosse, nem ao mais incômodo Mestre que estava ali apenas para cobrar.

Kazagrande




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