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domingo, 31 de janeiro de 2016

Um cobrador na Doutrina

domingo, 31 de janeiro de 2016 - 8 Comments



Muitos médiuns questionam a conduta, o comportamento e as atitudes de seus irmãos e irmãs de Doutrina, questionando suas ações, verificando a incompatibilidade com os ensinamentos que recebemos.

Alguns vão além do questionamento e incorrem no julgamento, gerando pesadas e nocivas vibrações que acabam atravancando a própria vida.

É compreensível que quando nos encontramos com alguém que insiste em incomodar e até mesmo atrapalhar nossa jornada, que nos rebelemos e acabemos desabafando contra situações que nos prejudicam.

Porém é preciso sempre recordar que é muito melhor encontrar seus cobradores de uniforme, do que na figura de um vizinho, de um chefe ou de um familiar.

A simples presença destas pessoas na Doutrina já indica que elas estão a caminho! Que embora os conceitos de amor, humildade e tolerância possam parecer distantes de seus comportamentos, o espírito delas clama pelas mudanças e a levaram a ingressar nesta fraternidade.

Obviamente nem tudo é cobrança e determinadas situações são geradas pela incompatibilidade de personalidades. Mas ainda assim devemos ter a consciência da necessidade de compreender. Não digo concordar! Apenas compreender. Procurar calçar os sapatos do outro e tentar enxergar a vida pela ótica limitada daquele que ainda não absorveu a essência de nossa Doutrina.

Não podemos mudar as pessoas tentando faze-las enxergar “na marra” aquilo que nós um dia também demoramos em compreender. “Abrir os olhos” é algo do tempo e da evolução de cada um.

Permitir seu padrão vibratório cair pela influência alheia não vale a pena! Como já afirmei: é natural que nos incomodemos, que nos choquemos com a chegada da desarmonia provocada... Mas não temos mais o direito de mergulhar nestas energias, permitindo que elas ganhem força e formem uma corrente negativa.

A missão do Jaguar é coletiva, mas é cumprida na Individualidade de cada um!

Liberte-se de uma vez do julgamento! Chega de querer mudar o outro, prossiga modificando seu interior e cumprindo a sua missão. Tenha a consciência de que, para a Espiritualidade, o quê verdadeiramente interessa é que a missão esteja sendo cumprida.

Pergunte sempre: minha atitude vai resolver alguma coisa? Vai fazer bem para mim ou para os outros? Se a resposta for “não”... Para que prosseguir com as mesmas atitudes? Perdoe para ser perdoado, não é isso que sempre repetimos? Façamos valer nossas palavras!

Kazagrande

Ser Jaguar já deve bastar


Nós jaguares devemos pensar muito em nossa própria evolução, antes de qualquer tentativa de sair por aí “evoluindo os outros”.

Tratando-se de comandantes, adjuntos, trinos, esse cuidado deve ser ainda maior, porquanto existe no mundo um conceito soberano de “força” para todas as criaturas que se encontram nas disputas para a obtenção dos títulos de progresso.

Essa “força” permanecerá até que os homens compreendam a necessidade do evangelho (“Amor, Humildade e Tolerância”) em seus corações, trabalhando por sua realização plena.

Aqueles que dispõem do poder terreno, nas administrações, presidências, diretorias, com exceções é claro, muitas vezes, aceitam apenas os postulados que a “força” proporciona ou os princípios com que a mesma concorda. Cegam-se, temporariamente, pelos véus da vaidade e fantasia que a “força” lhes proporciona, porém devem ficar livres nas suas experiências.

Dia virá em que brilharão, sobre a Terra os eternos direitos da verdade e do bem, anulando essa “força” transitória.

Jesus não teve a preocupação de converter ao Evangelho os Pilatos e os Antipas de seu tempo.

Ser Jaguar já nos deve bastar!

Kazagrande

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ligações Afetivas – Almas Gêmeas

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 - 8 Comments


Em algum momento de nossa jornada doutrinária, sempre perguntamos por nossa alma gêmea. Seja porque encontramos um grande amor e o temor de haver uma separação nos levar a querer que possamos continuar unidos eternamente; seja porque ainda buscamos o par ideal para nos acompanhar em nossa missão e formar uma família harmoniosa.

Lemos a história das Almas Gêmeas, relatada por Tia Neiva, ouvimos mitos e normalmente fantasiamos muito além de qualquer possibilidade real de realização. Isso é até natural, pois todo ser humano sente a necessidade de estar ligado a alguém que ame e lhe proporcione a felicidade.

Porém também é necessário desmistificar este tema. Trazer os sonhos à realidade e colocar os pés no chão, para não desequilibrarmos o emocional, prato de grande peso em nossa balança do equilíbrio da vida (emocional, material, espiritual).

São belíssimos os romances que lemos, mas invariavelmente nossa realidade é distante.

Pouquíssimos casos de Almas Gêmeas foram confirmados pela Clarividente, e mesmo estes, estavam repletos de cobranças mútuas.

“Quando te apegares à alguém, não  te iludas e não iludas a ninguém, sentindo-se imortal para anular a personalidade, pensando ter ou ser um amigo eterno. Lembre-se da escada fatal da evolução: o teu amigo ou um grande amor poderá se evoluir primeiro. Quando Deus te colocar diante de um grande amigo ou de grande amor, procura sempre acompanhá-lo para não o perder de vista. O homem só se liga a outro como amigo e irmão, quando descendem de uma só evolução. Assim são, também, os casais de amantes e nossos filhos.” Tia Neiva

Neste plano físico, especificamente aqui na Terra, é muito difícil o encontro de almas gêmeas! O reencontro somente se processa quando efetivamente já estão no mesmo patamar evolutivo e podem seguir unidos pela Luz. A Terra ainda é um ambiente de evolução pelo reajuste, pelo reequilíbrio das energias anteriormente mal direcionadas.

Uma ligação espiritual somente se preserva pela possibilidade de manterem o mesmo padrão evolutivo, de estarem na mesma faixa vibracional.

Existem muitos daqueles que hoje são grandes amigos, ficarem anos, talvez centenas de anos, sem reencontrar! Não existem máscaras nos Planos da Luz! Não se pode “carregar” o grande amor, ou a grande amizade! Vários Cavaleiros, e Guias Missionárias, têm sua alma gêmea ainda encarnada ou sofrendo em regiões inferiores, e somente no tempo correto é que poderão agir acima das preces que hoje direcionam.

Não podemos ver o padrão evolutivo de nossos companheiros e companheiras, assim, não há qualquer garantia de continuidade após o desencarne, da mesma ligação que hoje os une!

“Ninguém é de ninguém...” Tia Neiva

Não vamos nos iludir! Somente a verdadeira sintonia em prol de evoluir nesta jornada, é que pode nos unir em um futuro espiritual.

Um casal na Doutrina não tem garantias de continuidade e, muitas vezes, um casal, onde um pertence à Doutrina e outro não, evolui juntos, pela jornada física que escolheram, e se mantém unidos no Plano Espiritual.

Outro fator: Paixão, desejo, ciúme, possessão e sexo, não são sentimentos a serem considerados para determinar “sua alma gêmea”!!! Acredite, a maioria das almas gêmeas, quando se encontram neste plano físico, sequer formam casais! É mais freqüente que se tornem “melhores amigos” do que amantes! Já ultrapassaram a necessidade física da ligação sexual ou paixão obsessiva.

Mesmo na bela história de Tiãozinho e Justininha, observamos que eles viveram apenas cinco meses casados e logo a seguir desencarnaram, passando ainda por período de grande dificuldade de aceitação. Tiãozinho reencarnou para auxiliar o resgate de Justininha, que ainda estava presa a reajustes cármicos de suas últimas passagens no plano físico da Terra.

Encontrar nossa alma gêmea? É possível, mas é muito raro! São exceções que por vezes se passam em situações onde um vem ajudar o outro e não necessariamente como casais (vejam a história do doutrinador, contada nas aulas de Pré-Centúria).

Procuremos não nos perder de nossos amigos, de nossos amores, mas não pelo sentimento de “posse”, e sim pela necessidade de evoluirmos juntos!

Kazagrande 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ainda sobre o "Ritmo"

terça-feira, 26 de janeiro de 2016 - 5 Comments


Uma das minhas maiores batalhas internas foi contra o extremismo.

Encontrar o equilíbrio usando bom senso e a tolerância contra os que divergem de nossas opiniões e ações, colocando-se no lugar do outro, independente de ele “estar errado”, ou não.

Falo deste tema hoje visando o equilíbrio entre “estar no Templo” e “viver a Doutrina”.

O Templo, os Trabalhos, têm vida própria. Independem de sua específica presença física para terem continuidade. Porém, podemos avaliar que quem está mais presente, está no “ritmo” dos trabalhos, não percebe claramente quando estão mais “acelerados ou mais devagar”.

Temos um compromisso mínimo, ao realizarmos nossa Iniciação, de participarmos de um Retiro por mês e temos a Sessão Branca. Ao realizar a Elevação de Espadas, passamos a dispor do Angical, Prisão e firmamos o compromisso de uma Estrela por mês (ou por ano nos Templos mais distantes).

Ao Consagrar Centúria, como médiuns completos, nosso compromisso aumenta. Passamos a ter responsabilidades com escalas de Trabalho e Falanges Missionárias.

Ser Rama 2000 (ou escrava/madrinha de Rama 2000) implicar assumir que tem condições REAIS de poder estar presente em todos os Trabalhos Oficiais possíveis. Por isso não se deve “correr atrás” desta classificação, é uma responsabilidade muito grande! Nem sempre estamos em condições materiais para poder assumir tal compromisso e arcar com suas responsabilidades.

Bem, falava que quem está no “ritmo” correto de seus trabalhos dentro do Templo vive a Doutrina com tranqüilidade sem se fixar nas movimentações e alterações energéticas.

Quando se “afasta” por um tempo, sai do ritmo, e, ao voltar, se sente deslocado. Se aborrece com facilidade, não entende como as “coisas” estão acontecendo, acho que tudo está errado, que mexeram onde não devia, que tem mudanças, que “era de outro jeito”...

Muitas vezes acaba encontrando com outro, também fora da sintonia dos trabalhos... Seus padrões se atraem e juntos passam a criticar e reclamar, gerando uma força esparsa que irá alimentar os “irmãozinhos” que trouxeram em suas auras.

Esta falta de constância nos trabalhos, muitas vezes ainda leva o médium a seu afastamento completo da corrente, para tristeza dos mentores e festa dos seus cobradores.

Com um pouco de paciência e insistência, porém, tudo acaba se ajeitando, pega-se o ritmo, e - quem diria - caminha-se e trabalha-se muito bem nos diversos setores.

Kazagrande

(baseado em texto do Adjunto Otalevo e Aula do Trino Araken)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Excesso de Ritmo (rep. a pedido)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016 - 10 Comments


Continuando o assunto anterior sobre equilíbrio.

Por outro lado tem os que se “internam” no Templo. O Trino Araken afirmou claramente que “o mestre que coloca o uniforme todo o dia enlouquece”. É força demais e o plexo não agüenta.

Às vezes escuto mestres dizendo que vão se aposentar para se tornarem “empregados de Pai Seta Branca”. Têm outros que tiram férias para fazerem Escaladas de segunda a segunda e ficarem prisioneiros repetidamente. Alguns refugam empregos que exijam freqüência regular e constante, acomodando-se com parcos ganhos, mas dispondo de tempo livre para participarem dos Abatás e Alabás constantemente.

Enquanto isso, a família fica por conta própria, ou quase. Sem pai (ou mãe), nem chefe, nem marido (esposa), nem conselheiro, nem provedor, nem solucionador dos problemas, no momento em que eles surgem e reclamam atenção. Moram mal, estudam mal, não têm lazer decente, mas o “mestrão” não para de colecionar medalhas no colete.

Um dia, tal fanático descobre que o companheiro ou companheira se foi (física e/ou emotivamente), os filhos estão sendo reprovados na escola, quando não se encheram de vícios, a saúde vai mal e não tem nem aposentadoria certa ou suficiente.

Ai a culpa é de Pai Seta Branca, ou do Adjunto, ou do Presidente do Templo. Não percebem que a culpa pela desbarrancada na vida pessoal é dele mesmo (a ficha caiu), pensa em se suicidar ou, (Salve Deus!) acaba enfiando-se mais ainda no Templo, e pobres de nós aturando um chato amargurado desses...

O equilíbrio na Terra é um indicativo do equilíbrio espiritual. A condução da missão e do carma de forma controlada e produtiva demonstra a evolução alcançada pelo encarnado e a sua real condição íntima. A harmonia familiar/social e profissional/financeira se insere na máxima “as leis físicas que vos chamam a razão são as mesmas que vos conduzem a Deus” (Pai Seta Branca).

Largue disso de tanta televisão e conversa fiada, tamanha preguiça e indolência. Também fuja do excesso de ocupação em uma atividade, enquanto o resto do seu mundo desmorona por falta de manutenção. Ocupe o seu tempo com o cuidado e a objetividade de quem sabe que não é deste mundo, mas precisa muito dele por enquanto.

Trabalhe mediunicamente, trabalhe materialmente; assista à Centúria novamente, faça uma “pós-graduação”. Cuide da família, jogue bola com seus filhos, ajude-os nos deveres, leve a esposa ao cinema, não deixe para trocar a telha quebrada ou a lâmpada queimada quando não tiver uma escala para cumprir. Mas não perca as suas Escalas, nem deixe de pesquisar, refletir, ensinar e praticar esta maravilhosa Doutrina que nossa Mãe Clarividente nos trouxe dos mundos luminosos para o Vale do Amanhecer.

Não encarnamos para vivermos como espíritos. Não somos como os outros encarnados, pois somos sacerdotes. Nem lá, nem cá. Somos jaguares.

Kazagrande

(baseado em texto do Adjunto Otalevo e Aula do Trino Araken)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Familiares desencarnados

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 - 0 Comments


Uma das maiores dores, pelas quais passa um ser humano, é a perda de um parente ou de um ente querido.

É um dos momentos em que se sente a necessidade de buscar o lado espiritual da vida, ansiando por um “contato”, uma comunicação que possa tranquilizar os familiares e aplacar um pouco a grande saudade que se sente com a perda.

Em nossos atendimentos nos Templos do Amanhecer, diariamente encontramos pacientes angustiados por um contato. Mesmo médiuns, com anos de casa, ao depararem-se com a situação, ficam ansiosos, esperando uma resposta e por vezes questionando a Espiritualidade.

Por este motivo venho esclarecer sobre assunto.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Para que se possa obter uma comunicação com um familiar, existem fatores que devem ser considerados e inevitavelmente pesados na balança, antes de qualquer revolta:

As condições espirituais da pessoa desencarnada;
O merecimento dos envolvidos;
A afinidade do médium que realizará a comunicação, e,
Fundamentalmente a utilidade desta comunicação, pois tudo que provêm da Luz deve ser útil!

Abordemos separadamente cada um destes quesitos:

Um espírito ao desencarnar passa por um período de adaptação. 

Um novo “corpo”, uma nova realidade. É outra vida! Existe uma consciência transcendental a ser despertada, as lembranças de outras vidas, de outros familiares... O nível de apego do ser, que deixou na vida física, é que vai determinar o tempo que durará este período de adaptação. Por isso, muitas vezes a comunicação torna-se prejudicial, pois faz com que o espírito reforce sentimentos e consequentes apegos, retardando seu processo de adaptação à realidade espiritual que agora vive. Existem aqueles que libertam-se das “amarras” físicas e emocionais rapidamente, mas é um processo que pode durar de horas a anos e anos.

Uma comunicação é uma dádiva dos céus! Por isto existe o fator “merecimento” envolvido. O merecimento tem que ser de ambas as partes. Do espírito, já liberado de seus apegos e verdadeiramente encaminhado no plano espiritual; e da pessoa que solicita esta comunicação... Quais as intensões? Existe pureza no pedido? A pessoa que pede a comunicação terá o merecimento de movimentar toda uma estrutura de proteção espiritual para trazer um espírito recém-desencarnado às condições necessárias de uma comunicação presencial? Quantos bônus (dos dois) serão necessários para tanto?...

Existe ainda a questão do preparo do médium. Não é fácil ter uma sintonia tão grande com um espírito que ainda não possui preparação para incorporar. O médium tem que ser muito puro ou muito experiente, para que, ao receber perguntas que somente aquele espírito pudesse responder, não turvar a sua mente com seus próprios pensamentos e acabar no descrédito. O médium precisa ter uma grande afinidade com o espírito para conseguir passar uma comunicação precisa.

Finalmente entra a questão da “utilidade”. Será que a comunicação será útil? Irá fazer com que a pessoa desperte para uma realidade espiritual, ou somente trará mais dúvidas? E o fator vaidade, não estará envolvido também? É preciso que uma movimentação espiritual desta grandeza possa ter uma aplicação útil e beneficie a ambos os lados. Lembremos sempre: Se é da Luz, é útil! Nada proveniente da Luz é inútil!

Por estes fatores é que, na maioria das vezes, ao pedir a comunicação com um parente, ou ser amado, nossos Mentores “dão notícias”. Contam como está a situação do espírito, mas muito raramente permitem a presença. Mesmo porque, em nossos Tronos, somente uma Entidade de Luz pode manifestar-se verbalmente. Em alguns Angicais acontecem excepcionalmente estas comunicações, mas sempre respeitando: condição, merecimento, afinidade e utilidade.


Kazagrande

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sua frequência no Templo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 - 1 Comment


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Sei que muitos de nós nos perguntamos “qual deve ser minha frequência no Templo?”, afinal todos têm outros compromissos, existe uma vida familiar, social, material... E tantos fatores que são importantes para o equilíbrio de nossa vida física e emocional.

Por isso sua frequência no Templo depende exclusivamente do tipo de médium que você é, e do tamanho do compromisso que você assumiu.

Vamos passo a passo:

Quando entra para a Doutrina você tem o compromisso de não faltar às aulas, para que a sequência de seu Desenvolvimento mediúnico não seja interrompida. Este é seu compromisso!

Ao ser emplacado, passa a ter a necessidade de manipular a energia acumulada, frequentando o Templo de acordo com suas possibilidades, ou necessidade. Neste ponto já começa a delinear qual o tipo de médium que irá se transformar.

Com a Iniciação seu ingresso na Doutrina é confirmado e seu nome escrito no Grande Livro dos Iniciados dos Himalaias, passando a fazer parte integralmente da Doutrina do Amanhecer e da Corrente Indiana do Espaço. Seu compromisso é de um Retiro por mês.

Com a Elevação chega-se ao Mestrado! O compromisso assumido nesta Consagração é de realizar uma Estrela Candente por mês, além do Retiro já assumido com a Iniciação (em outra oportunidade comentarei sobre o médium dos Templos com Estrelas distantes geograficamente).

Centúria traz a responsabilidade com os trabalhos Iniciáticos e Comandos, e quando recebe Cavaleiro, Guia Missionária e Ministro, passa a ter o compromisso de emitir ao menos uma vez por mês.

Chegando a Rama 2000, classificado ou como Ninfa de um Mestre com tal classificação, o compromisso passa a ser de estar presente em todos os trabalhos oficiais possíveis! Este é o principal motivo que sempre se recomenda que não corram atrás de suas classificações! Não é mais poder e força, e sim, MAIS COMPROMISSO!!! Forças? Tem que fazer valer a classificação, registrar espiritualmente seu prefixo pela sua atuação nos trabalhos, aí pode ser que as receba.

Padrinho e Madrinha têm a obrigação de acompanhar, aconselhar, estar presente junto de seus afilhados! Não o contrário... Não é o afilhado que fica buscando os dois, são eles que devem se fazer presentes em todos os trabalhos que sejam possíveis acompanhar o afilhado, e ainda estar alertas e disponíveis para aconselhar e auxiliar nas dificuldades. Ser Padrinho e Madrinha de um Adjunto de povo é um dos maiores compromissos da Doutrina do Amanhecer!

Assumir esta missão específica, bem como outras (Janatã, Lança Vermelha, Recepção, etc.), é espontaneamente agregar mais um compromisso em sua jornada. Não iludam com poderes e vaidades!!! Somente assuma se puder cumprir!

Existem muitos médiuns, mas poucos são verdadeiramente jaguares. O Jaguar tem compromisso! Sente falta de ir ao Templo, e não troca um trabalho espiritual por qualquer outra atividade que não seja verdadeiramente importante. Jaguar é Filho de Pai Seta Branca, o restante é apenas médium.

Com isso, percebendo seu compromisso, tendo consciência de sua classificação e da posição que ocupa, é que se pode definir “sua frequência no Templo”.
Salve Deus!


Kazagrande

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Escolhas

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016 - 5 Comments



Nosso livre-arbítrio é o fiel da balança!

Tudo posso, mas nem tudo me convêm.

Meus irmãos e irmãs, é necessário que aprendamos a escolher sem sofrer. E falando em sofrer, lembremos que o próprio sofrimento não deixa de ser também uma escolha.

Quando nos ferimos, ou somos feridos, temos sempre a opção de perdoar, de nos perdoar, e, após um breve período para a necessária absorção energética, seguirmos adiante sem ficar remoendo as mágoas do passado.

Consideremos que as perguntas para nortear nossas escolhas são muito simples: Agir assim, pensar assim, falar assim, me fará bem? Fará bem aos outros?

Com esta resposta já podemos escolher com segurança. Podemos escolher nossa atitude, sentimento ou pensamento, e decidir se devemos mantê-lo!

Não existe justificativa para seguirmos sofrendo com ações passadas que não nos fizeram bem e cuja energia impregnada pode seguir nos fazendo mal. Valerá a pena? Por isso afirmei que o sofrimento também é uma escolha! Ao sermos feridos não vale a pena seguir com o pensamento atrelado a dor sofrida, tem que perdoar e seguir em frente. E perdoar de verdade é esquecer! Não é isso que pedimos aos nossos cobradores quando os encontramos nos Angical, ou no Julgamento?

Temos também nos perdoar, deixar de sofrer com nossos próprios erros. Somos humanos e a Terra é um planeta escola. Erramos e somente a consciência de que podemos e devemos fazer melhor é que nos dará alento de prosseguir na jornada. Ficar estagnado se culpando e pensando que “poderia ser diferente”, não vai resolver nada. Daqui tiramos a segunda grande pergunta a ser feita antes de uma escolha: “Vai resolver?”. Simples assim: Resolve se revoltar, se culpar, jogar a culpa em algo ou alguém? Não!

Apesar de termos um plano espiritual traçado para esta encarnação, somos senhores de nossos destinos! Vai fazer bem? Resolve? São duas pequenas máximas a serem levadas à reflexão na hora de nossas escolhas. Guarde em seu coração estas perguntas e antes de permitir que qualquer negatividade persista em sua mente e coração, responda com sinceridade, assim poderá seguir adiante evoluindo e sem sofrer.

Kazagrande

Encontro com familiares desencarnados



Uma das maiores dores, pelas quais passa um ser humano, é a perda de um parente ou de um ente querido.

É um dos momentos em que se sente a necessidade de buscar o lado espiritual da vida, ansiando por um “contato”, uma comunicação que possa tranquilizar os familiares e aplacar um pouco a grande saudade que se sente com a perda.

Em nossos atendimentos nos Templos do Amanhecer, diariamente encontramos pacientes angustiados por um contato. Mesmo médiuns, com anos de casa, ao depararem-se com a situação, ficam ansiosos, esperando uma resposta e por vezes questionando a Espiritualidade.

Por este motivo venho esclarecer sobre assunto.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Para que se possa obter uma comunicação com um familiar, existem fatores que devem ser considerados e inevitavelmente pesados na balança, antes de qualquer revolta:

As condições espirituais da pessoa desencarnada;
O merecimento dos envolvidos;
A afinidade do médium que realizará a comunicação, e,
Fundamentalmente a utilidade desta comunicação, pois tudo que provêm da Luz deve ser útil!

Abordemos separadamente cada um destes quesitos:

Um espírito ao desencarnar passa por um período de adaptação. 

Um novo “corpo”, uma nova realidade. É outra vida! Existe uma consciência transcendental a ser despertada, as lembranças de outras vidas, de outros familiares... O nível de apego do ser, que deixou na vida física, é que vai determinar o tempo que durará este período de adaptação. Por isso, muitas vezes a comunicação torna-se prejudicial, pois faz com que o espírito reforce sentimentos e consequentes apegos, retardando seu processo de adaptação à realidade espiritual que agora vive. Existem aqueles que libertam-se das “amarras” físicas e emocionais rapidamente, mas é um processo que pode durar de horas a anos e anos.

Uma comunicação é uma dádiva dos céus! Por isto existe o fator “merecimento” envolvido. O merecimento tem que ser de ambas as partes. Do espírito, já liberado de seus apegos e verdadeiramente encaminhado no plano espiritual; e da pessoa que solicita esta comunicação... Quais as intensões? Existe pureza no pedido? A pessoa que pede a comunicação terá o merecimento de movimentar toda uma estrutura de proteção espiritual para trazer um espírito recém-desencarnado às condições necessárias de uma comunicação presencial? Quantos bônus (dos dois) serão necessários para tanto?...

Existe ainda a questão do preparo do médium. Não é fácil ter uma sintonia tão grande com um espírito que ainda não possui preparação para incorporar. O médium tem que ser muito puro ou muito experiente, para que, ao receber perguntas que somente aquele espírito pudesse responder, não turvar a sua mente com seus próprios pensamentos e acabar no descrédito. O médium precisa ter uma grande afinidade com o espírito para conseguir passar uma comunicação precisa.

Finalmente entra a questão da “utilidade”. Será que a comunicação será útil? Irá fazer com que a pessoa desperte para uma realidade espiritual, ou somente trará mais dúvidas? E o fator vaidade, não estará envolvido também? É preciso que uma movimentação espiritual desta grandeza possa ter uma aplicação útil e beneficie a ambos os lados. Lembremos sempre: Se é da Luz, é útil! Nada proveniente da Luz é inútil!

Por estes fatores é que, na maioria das vezes, ao pedir a comunicação com um parente, ou ser amado, nossos Mentores “dão notícias”. Contam como está a situação do espírito, mas muito raramente permitem a presença. Mesmo porque, em nossos Tronos, somente uma Entidade de Luz pode manifestar-se verbalmente. Em alguns Angicais acontecem excepcionalmente estas comunicações, mas sempre respeitando: condição, merecimento, afinidade e utilidade.


Kazagrande

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Adjunto Koatay 108

sábado, 16 de janeiro de 2016 - 3 Comments


Meus irmãos e irmãs, especialmente, meus irmãos Adjuntos Koatay 108,
Salve Deus!

Um dia, um homem assumiu a missão de levar a Doutrina de Pai Seta Branca além das portas sagradas do Templo Mãe.

Talvez ele ainda não tivesse todo o preparo, ou ainda carregasse as marcas da dureza desta e de outras encarnações. Porém tinha amor em seu coração! Não poderia se afastar da Doutrina e assim, mesmo temeroso por seus próprios defeitos e falhas, despertou o espírito espartano da coragem e disciplina e encarou esta jornada.

O começo de uma missão é sempre muito difícil. Materialmente envolve compromissos a serem assumidos, um aluguel, a compra de um lote, ou ainda chegar a abrir mão do espaço físico de seu próprio lar, deixando de lado o sonho da churrasqueira ou o cantinho para confraternizar com os amigos.

Deixa de ser dono de muitos objetos pessoais, pois invariavelmente se misturam com as coisas do templo. Não se sabe quais são suas panelas, pratos e talheres. A mesa da sala fica sem cadeiras. Abre mão de um valioso tempo com a família e de dinheiro que poderia gastar para alegrar os seus, passando a construir uma grande família.

O fim de semana que poderia ser dedicado ao descanso da vida material normalmente atribulada pelos tempos atuais, passa a ser o único momento em que convive com a própria família, que procura integrar nesta missão. Sempre tem algo a ser construído, limpo, arrumado, ampliado.

Começa seu trabalho em meio a muitas inseguranças, afinal formará um povo! Os primeiros testes mediúnicos trazem o medo de errar, o sentimento que sua decisão poderá influenciar toda a vida daquela pessoa que está depositando nele tanta esperança.

Abre um Pajezinho, corre para o Desenvolvimento e testes mediúnicos, desdobra-se para comandar todos os trabalhos... Tantas vezes sozinho, ou com apenas a companheira para dividir sua esperança na missão que lhe foi confiada. Mas só pode dividir a esperança, pois seus medos e temores ficam ocultos para não contaminar a família que nem sempre entenderá completamente o sentido de tanto esforço.

Este homem, com o tempo, vê a missão crescer! Primeiro chegam os médiuns que vêm para cobrar... Questionam seu conhecimento, buscam informações e promovem perguntas capciosas. E depois de superada esta prova chegam os que realmente vêm para ajudar. A missão começa a crescer e fluir com mais naturalidade.

Muitos daqueles primeiros médiuns acabam esquecendo, não recordam, ou às vezes sequer conhecem tantos esforços para que a missão, que desfrutam agora, fosse implantada.

Esquecem, ou deixam de valorizar, aquele homem, por vezes rude, que teve a coragem de enfrentar seus próprios fantasmas para trazer a Luz do Doutrinador para terras distantes. Apresentam-se cheios de conhecimentos, falam melhor que ele, questionam de maneira incisiva... Perdem o respeito e mergulham na vaidade de seus pseudoconhecimentos.

Falo pseudoconhecimentos porque o verdadeiro conhecimento vem da experiência vivida e não dos livros lidos. A intuição é despertada pela necessidade e não pela leitura de regras que servem apenas de diretrizes. O dinamismo de nossa Doutrina conduz o Adjunto Koatay 108 a proporcionar a caridade em suas intuições e responsabilidades. Não se aprende isso... Somente podemos viver isso!

Às vezes o homem é bastante distante do Mestre, mas o Mestre é que merece sim o nosso respeito. Suas conquistas e coragem trouxeram a possiblidade de estarmos aqui.

Salve Deus! Não falo para meu povo, pois somente tenho a agradecer o carinho com que sou tratado, mas vejo tantos que mergulham na incompreensão e julgamento e esquecem que sem “o seu Adjunto” talvez não conhecessem a Doutrina, talvez não pudessem sequer merecer o espaço que hoje convivem. Talvez sem o caráter firme daquele homem que hoje podem considerar “superado” a obra do Pai não chegaria até eles.

Meus respeitos a todos Adjuntos Koatay 108.

Kazagrande

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Vibrando no Adjunto

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 - 10 Comments


Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Muitos dos e-mails que recebo são de Mestres e Ninfas que reclamam a respeito de seus Adjuntos. Talvez protegidos pelo anonimato encontrem este canal para um desabafo a respeito de tudo que não consideram correto, ou simplesmente pelas suas diferenças de pensamentos.

Sempre procuro aconselhar que não julguem, afinal nossa Mãe Clarividente sempre alertava que o maior desajuste é o julgamento!

Entendo que muitos, sob a sua ótica e com apenas uma das versões presentes, poderiam ter razão.

Porém nossa Doutrina opera em comunhão com a Espiritualidade e, portanto, recebe uma projeção energética-espiritual de maneira decrescente, é o que chamamos de “Força Decrescente”.

Para que entendam bem: Nossa maior hierarquia física era Tia Neiva – Koatay 108, o topo desta pirâmide. Temos nossos Trinos, as Raízes do Amanhecer, que representam a base da sustentação hierárquica e trouxeram as heranças para a formação do Adjunto Koatay 108.

Ao Consagrar Centúria o médium entra para um Adjunto Koatay 108, que representa a topo da Pirâmide de Forças em um Templo do Amanhecer. Passa a emitir na “Ordem” do Ministro daquele Adjunto e na “Linha” daquele Mestre que o representa.

As forças que manipula partem dali! Vamos refletir... O quê acontece se rompemos a sintonia com nosso Adjunto? Como fica nossa emissão, ou mesmo nossos pensamentos no momento em que estamos emitindo especificamente o nome do Adjunto? Será que estaremos partindo em busca das forças que nos competem ou estarem “interrompendo” o canal por nossa vibração baixar ao recordar do Mestre?

Nossa emissão traz toda nossa procedência, somente é eficaz quando estamos em real sintonia com todos seus termos e “vivendo” cada pedacinho das frases que pronunciamos.

Vamos um pouco mais longe... O que acontece com um componente que vibra contra seu Adjunto? Simples! Choque energético! O desequilíbrio torna-se inevitável! Por vezes a vida material começa a desmoronar... Outras vezes o lado emocional pesa tanto que mal se pode controlar as reações... Ou ainda, espiritualmente passamos a deixar de alcançar todas nossas possibilidades... A força decrescente está interrompida! Salve Deus!

Entendo que muitos podem ter grande motivos para entrarem em choques com seus Adjuntos, mas separem o Mestre, do homem! Procurem entende-lo, respeitar e manter viva a esperança de compreender para poder ser compreendido!

Lembrem que estamos juntos na Doutrina por algum motivo que ainda não desvendamos, e muitos de nós possuem cobranças pesadas entre si. Um Adjunto é aquele que necessitou reunir um povo para melhor reajustar com todos, considerando sempre que por vezes ele é o maior devedor, e em outras vezes... o maior cobrador!

Estamos todos a caminho! Nos entendendo ou não, pois o quê nos uniu foi uma Doutrina Crística, um compromisso firmado ainda nos Planos Espirituais.

Abandonemos as fofocas manipuladoras, os grupinhos e principalmente o desequilíbrio causado pelo julgamento! O maior desajuste é o julgamento! 

Que nosso reajuste possa sempre ser por amor!

Um fraterno abraço,

Kazagrande

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Quando o espírito “não sobe” – o Apará segura?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 - 7 Comments


Salve Deus!

Creio que quase todo Doutrinador já passou pela triste experiência de terminar uma elevação e o “espírito não subir”.

Quando Doutrinador, ou Doutrinadora, já é Centurião, a experiência já não é tão traumática, mas quando é um médium de branquinho ainda... Salve Deus! Passam todo tipo de conclusões em sua cabeça. Então vamos abordar o tema com mais clareza, nas visões, do Apará e do Doutrinador, e nos dois trabalhos principais, Mesa e Tronos.

NA MESA EVANGÉLICA:

Em suas instruções de Desenvolvimento o médium Apará é orientado para que, ao ouvir uma Chave de Elevação, libere a incorporação. Porém, na Mesa Evangélica, podem se apresentar situações que impulsionam o Apará a manter esta mesma incorporação: o espírito necessita de mais fluído para fazer sua passagem, ou necessita de um fluído diferente.

Nestes casos, o Doutrinador, percebendo que a incorporação não foi liberada, deverá seguir com sua circulação pela Mesa, pois em seguida outro Doutrinador irá assumir sua posição atrás do Apará para complementar o necessário trabalho. Nada demais e é perfeitamente normal.

O que não está certo é quando o Apará “segura” a incorporação no encerramento do trabalho! Quando o Comandante toca o sininho, é o alerta para sintonizar com o encerramento do trabalho, liberando a incorporação assim que ouvir a chave de Elevação. Algumas vezes, sentindo ainda irradiação, uma última passagem é permitida, mas o dever é entrar em sintonia com o encerramento daquele trabalho. Neste caso, se a incorporação não é liberada e a Mesa fica sendo “segurada”, não é “por falta de força do Doutrinador”, mas sim por falta de esclarecimento do Apará, ou porque permitiu seus sentimentos se misturarem aos sentimentos do sofredor, dando mais força a ele.

Neste caso não sintonizou com o encerramento e vai ficar recebendo vibração de todos os demais. Ninguém fala disso, mas não lembram do Doutrinador que “não conseguiu elevar”, mas sim do Apará que segurou a Mesa. Como ninguém quer ficar “pagando mico”, acabam se afastando daquele médium, visando evitar terminar a mesa justo com ele...

NOS TRONOS:

Nos tronos não tem meio termo! Ouviu a chave de Elevação, tem que liberar a incorporação. Salve Deus! Existe uma ionização ligando a aura do Doutrinador responsável e não se pode trazer outro médium para fazer mais doutrina...

Libera a incorporação, e, sentindo ainda irradiação, permite uma nova incorporação, para que o Doutrinador possa fazer nova Puxada, Doutrina e Elevação.

Não existe isso de três Elevações nos Tronos! Salve Deus! A Elevação é uma só! Esta prática de fazer três Elevações “vai virando moda” e hoje vemos médiuns que seguram a incorporação para ouvir outros dois “Obatalás”. O que poderia significar isso??? Que o Doutrinador não teve força? Ou que o Apará não tem equilíbrio para liberar a incorporação no momento preciso? Salve Deus!

Casos extremos, de acrisolamento do sofredor na aura interligada de Doutrinador e Apará são raríssimos! E aí não são três “Obatalá” que vão resolver.

Kazagrande

domingo, 10 de janeiro de 2016

Compreender e Auxiliar

domingo, 10 de janeiro de 2016 - 4 Comments

Quando olhamos para dentro de nós mesmos podemos ver o quanto é difícil mudar certos hábitos e até pensamentos para nossa verdadeira evolução. Vemos também que certas atitudes parecem impossíveis de serem mudadas e preferimos justificá-las, com uma pretensa desculpa de justiça, ou necessidade de agir para o sustento material.

Quantas vezes vislumbramos as conseqüências de nossos atos, e palavras infelizes, e mesmo assim fazemos pela intolerância ou pela insana justificativa, acabando conscientemente mergulhando em algo que nos trará sofrimentos futuros em troca de uma pequena estabilidade presente.

Muitos jaguares, aos nossos olhos físicos, parecem afastados do que chamamos de “verdadeiro caminho” e condenamos suas ações e palavras, mesmo sabendo que nada enxergamos do que se opera espiritualmente.

Escolhemos condenar ao invés de auxiliar, de unir, respeitando o pensamento e as decisões de cada um. Cada um responde pelo que é seu, pelo que faz. Nosso dever é respeitar e ter ser uma palavra amiga de união, que quebre as barreiras impostas no físico, e eleve-se ao ideal espiritual que nos une.

Muitos de nós erramos pela pressão das necessidades de ordem material. Cedemos às tentações que parecem irresistíveis. Mergulhamos em sentimentos de auto-piedade alegando a dor familiar. Ou ainda nos enredamos em problemas cada vez mais insolúveis e realmente não encontramos forças naquele momento para resistir e vencer o orgulho.

Temos que compreender o quê é abrir o coração aos que sofrem. Não importa se seu sofrimento é proveniente de suas próprias falhas, e assim é sempre! Importa apenas a atitude de caridade, de amor e fraternidade.

Não será posando de donos da verdade, de senhores da justiça, ou colocando-se em um patamar superior, onde se afirma que “ali eu não errei”, que vamos ajudar alguém.

Caridade não é perguntar por quê. Apenas ajudar! Recordo sempre uma passagem que vivi ainda no Templo Mãe, onde estava na rua quando um jovem, filho de médiuns, com uns 18 anos, se aproximou para pedir dinheiro para comprar pão. Estava no meio da rua conversando com um Arcano veterano que havia encontrado na padaria. Eu não tinha o hábito de dar “esmolas”, e ao ver as condições claramente alcoolizadas do jovem, imediatamente disse que não daria dinheiro para ele sair bebendo mais. Ele saiu xingando e senti o impulso de confirmar minha atitude com o Mestre. Ele me disse: se você quer e pode dar, dê! Não importa o que ele vai fazer. Dê o dinheiro e uma palavra amiga se possível, mas não condene, não julgue! Sua parte é a caridade, acreditar que ele pede porque precisa, se ele vai comprar pão ou bebida é o livre arbítrio dele. Caso consiga inspirar nele alguma coisa boa, seus mentores estarão lhe ajudando para isso.

Ouvindo isso, lembrei de quando cheguei ao Vale e extremamente envergonhado fui pedir um prato de comida pela primeira vez na vida. Se aquele Mestre que dividiu seu almoço comigo tivesse negado, eu estaria disposto a me matar e sequer teria recebido tudo que recebi naquele bendito dia!

Nunca mais julguei quem me pede alguma coisa. Se posso dou, se não posso, nunca deixo a pessoa se afastar sem uma palavra amiga ou um sorriso de esperança.

O remédio para todas as dores é o AMOR! Que atua de forma homeopática, gota a gota, e cada gota vem de um espírito que semeia a Luz.

O remédio destinado à recuperação do corpo é o símbolo do amor com que nos será possível reajustar a harmonia da alma doente.

Aos nossos irmãos ofertemos sempre a humildade e a compreensão, sem julgamentos. Apenas uma gota de Amor e Luz e nossas Entidades farão sua parte com aquela energia depositada em favor.

Em nossa jornada, muitas vezes escapamos “por um fio” e temos o desplante de dizer que “tivemos sorte”. Somos poupados do pior, a custa de lágrimas em certas situações. Então porque exigir que seja diferente com nossos irmãos?

Encontrando aqueles que nos são enviados, ou mesmo confiados, vamos agir com a máxima do Evangelho do Divino Mestre, traduzida por nosso querido Pai Seta Branca por Amor, Humildade e TOLERÂNCIA. Ajudando sempre a erguer e jamais nos tornando mais um peso daquela cobrança. Não importa o quê levou o irmão a sucumbir, ou o conduziu àquela situação. É óbvio que a resposta esta sempre em suas atitudes! Assim como o quê também afasta nós mesmos dos caminhos da felicidade.

Kazagrande

sábado, 9 de janeiro de 2016

Abandonando a missão

sábado, 9 de janeiro de 2016 - 9 Comments


Eu gostaria que vocês conhecessem a historia de um missionário, que num certo dia resolveu entregar a sua missão, e num caminho feliz de suas intuições, acabou por descobrir uma estrada nova; um novo caminho; um novo horizonte.

Ele era um doutrinador, que havia começado a sua vida mediúnica três anos antes desta inesperada decisão. Antes de ingressar na vida missionaria, e colocar as suas energias a serviço do bem, tinha muitos conflitos pessoais, crises e variações de humor que nenhum médico ou terapeuta havia conseguido resolver. Vivia a tomar medicamentos para dormir e antidepressivos, mesmo sem ter nenhuma “visível” dificuldade.

Pouco depois de iniciar a sua trajetória como doutrinador, já se via liberto de muitos destes medicamentos, e antes, era inimaginável a conquista desta libertação. Mas por alguma razão, que ele mesmo desconhecia, o seu trabalho, após três anos de caminhada, parecia não mais lhe servir, e novamente aquele vazio veio tomando lugar em seu peito. Quanto mais ele se dedicava ao trabalho, menos aparecia a solução as suas crises. Muitos eram os conflitos emocionais e materiais. Até que um dia, cansado de esperar, ele entregou os pontos. Era um dia chuvoso no templo e já passavam das 23 horas, muitos médiuns já encerravam os seus trabalhos para retornarem as suas casas. Ele procurou cumprir o roteiro que havia aprendido três anos antes. As palavras de Pai Seta Branca soavam frescas em sua mente:

“O dia em que as forças lhe faltarem, entregue as suas armas e nada lhe acontecerá!”.

Então assim ele fez. Dirigiu-se a imagem de Pai Seta Branca, ao centro do templo, e proferiu uma prece de despedida ao Cacique Tupinambá:

- Querido Pai! Venho nessa hora triste de minha vida, entregar-te as minhas armas. Não quero ser mal interpretado, nem quero que pense que estou sendo ingrato, pois muito o senhor fez por mim estes anos, mas não me sinto mais parte desta missão. O trabalho já não me ajuda mais como antes, e me sinto cada vez mais vazio. Por respeito e gratidão a tudo que fizeste por mim, meu Pai Seta Branca, eu veio aqui deixar as consagrações que tu me destes. Após sair daquela pira, depois de encerrar o meu trabalho, sei que não serei mais um missionário seu, mas o senhor estará sempre em meu coração como o meu pai. Obrigado por tudo! Que Jesus ilumine cada vez mais sua obra!

Com os olhos cheios de lagrimas, e o coração cheio de dor, ele se virou para se dirigir a pira, quando se deparou com uma médium apará, que portava apenas uma plaquinha em seu peito com o seguinte nome: Vovó Catarina do Oriente. A médium se dirigiu a ele, convidando-o para ir aos tronos. Ele relutante, se negou, com argumento que teria de ir embora, mas ela insistente o pediu novamente:

- Por favor, mestre! Eu comecei a desenvolver há pouco tempo, e não me sinto bem. Já não tem quase nenhum médium dentro do templo, e nem paciente também, só para que eu possa manipular um pouco! Por favor!

Quando ele leu em sua plaquinha de identificação, a preta velha a qual ela havia sido emplacada, foi uma feliz surpresa pra ele. Anos antes, no inicio de suas aulas de desenvolvimento avançado, ele havia passado com aquela preta velha, e recebido uma linda mensagem, a qual ele nunca tinha esquecido. Em belas palavras ela disse a ele o quanto ele seria feliz naquela jornada, mas que tudo dependia exclusivamente dele. Ao se recordar, resolveu então aceitar o convite, daquela recém-chegada e ir aos tronos, mas convicto que aquela seria a sua ultima oportunidade dentro da casa do pai.

Logo que se sentou e se concentrou para dar inicio àquele trabalho, lhe chamou a atenção uma criança sentada no banco dos pacientes. De longe ele fixou o olhar naquela criança, que logo em seguida o iluminou a alma inteira com um belo sorriso. Foi como um banho de puras energias, em que todas as suas aflições e medos, naquele instante, simplesmente sumiram, apenas uma paz era sentida em seu coração a partir de então. Logo após a identificação da entidade que havia incorporado, confirmando a presença daquela tão querida vovó Catarina do Oriente, ele recebeu a seguinte mensagem:

- Meu filho, salve Deus! Com a sua permissão, irei manipular em favor deste aparelho.

Imediatamente concordando com aquele pedido, e com muita paz no coração, ele aguardou pacientemente trinta minutos de manipulação, entre saudações de forças e passagens de irmãos sofredores. Em pensamentos ele havia feito uma constatação: aquela era a forma que Pai Seta Branca havia arrumado de lhe mostrar que aquela decisão seria a melhor, confirmando a sua ideia de que ele realmente não fazia mais parte daquela missão. Então aquela vovó, com a simplicidade luminosa de uma preta velha, o indagou:

- Meu filho! Há alguma coisa que eu posso fazer pelo meu filho?

Com um sorriso no rosto ele respondeu:

- Não vovó! Eu já confirmei uma questão que eu tinha!

Então ela insistiu:

- E que questão é essa meu filho? Meu filho pode dizer?

Meio sem jeito, mas ainda tranquilo, ele tentou resumir:

- Claro! Hoje eu me despedi da minha missão vovó! E a paz que eu consegui alcançar, só de sentar ao seu lado, me demonstrou que realmente tomei a decisão certa.

- Graças a Deus, meu filho! Mas será que essa nega velha, pode lhe dizer algumas palavras, antes que meu filho se vá?

- Claro, vovó! Fique a vontade, é um prazer escuta-la!

- Graças a Deus, meu filho! São muitas as forças do meu filho; é imenso este coração que carregas no peito filho. É uma pena que isto, muitas vezes, não seja o suficiente nesta jornada terrena. São muitas as expiações e provas desta caminhada, é preciso muita vigília para não cair nas armadilhas do caminho. Meu filho sentiu-se em paz, graças à presença de Janaina, a sua princesa, que veio pessoalmente traze-lhe esta rosa, a qual eu coloco em suas mãos. Mas não é uma rosa de despedida meu filho. Sua princesa me incumbiu de lhe esclarecer de algumas coisas, mas eu preciso lhe perguntar meu filho, é da sua vontade escutar essa humilde nega velha?!

- Claro, vovó!

- Graças a Deus, meu filho! Fico muito feliz por esta feliz oportunidade, em que nos concede o grande Simiromba de Deus! Meu filho tem se queixado de suas forças; de que não alcança mais a realização que antes alcançava; e que por isso crê que não faz mais parte desta missão não é meu filho?! Graças a Deus! Meu filho se lembra de como a paz era presente no coração de meu filho; e de como as coisas se clarearam na vida de meu filho, desde que começou a trabalhar?!

Surpreso com tantas afirmações assertivas, o doutrinador confirmava e cada vez mais se mostrava interessado no que dizia a preta velha, que prosseguiu:

- Graças a Deus, meu filho! Eram as suas conquistas meu filho. Nada é de graça ou dado nesta missão, porem, tudo é permitido pelo pai Seta branca e conquistado pelos os seus missionários. Meu filho quando começou nesta jornada, veio com muitas feridas, muitas cicatrizes das tristes e solitárias caminhadas, daqueles que não conhecem o amor de nosso senhor Jesus Cristo. Logo que aqui chegou, meu filho já se sentiu em casa, pelo seu transcendente, pois você é um Jaguar meu filho! Demonstrando total interesse e simplicidade, meu filho seguiu atento a tudo que lhe ensinavam. A cada dia o meu filho crescia mais nesta missão, se preparando e atendendo, cada vez com mais amor em vosso coração. Meu filho não tinha olhos para outra coisa, que não fosse aprender a trabalhar nesta casa. Isto foi a sua grande conquista meu filho! O que te fez neutralizar a dores do teu carma, e tão eficientemente, esclarecer o teu espirito. Mas com o passar do tempo, o meu filho caiu na grande armadilha do orgulho e da vaidade. O meu filho, na ideia de que já era um “grande” mestre, achou que não tinha mais nada a ouvir ou a aprender. Sempre que adentrava um trabalho em suas oportunidades, ao invés daquela vibração de amor e cumplicidade pelos seus irmãos, o meu filho agora carregava a arrogância de um fiscal, que vivia a avaliar e julgar os erros alheios. A carne é fraca meu filho! Se dedicares a tua vida a procurar nos teus irmãos os erros, nunca terminará a tua busca, pois ela será tão infinita quanto o universo. Quem vê nas pessoas, o que de ruim elas possuem, não consegue enxerga o que de bom é vivo dentro delas. A grande arma de um missionário é a sua humildade; sua maior força é o amor; o seu segredo é a tolerância. O conhecimento, tão somente, não é suficiente para a conquista da evolução meu filho. É preciso amor! Existem milhares de espíritos, altamente conhecedores da magia e da ciência, que não aceitam a lei universal do amor, por acreditarem que se submeter ao sistema de Cristo é uma demonstração de fraqueza. Mal sabem eles meu filho, que aceitar a lei de Cristo é aceitar o amor, e assim, buscar em si mesmo o melhor; oferecendo ao universo as suas boas vibrações. Muitos filhos de Pai Seta Branca pendem consagrações, e elas veem, mas não conseguem carrega-las e acabam por cair. Ser um grande missionário vai muito além de estar dentro do templo uniformizado, ou cheio de obrigações; ser um missionário é verdadeiramente ser um escravo do amor. Ficar em silencio em meio a uma discussão; ou perdoar os erros dos seus irmãos, não é uma fraqueza, e sim, sua maior força meu filho. Não se perca de Cristo nesta jornada, pois Cristo não quer ser o seu Deus, mas o seu guia, até que possas se guiar sozinho em meio à escuridão do medo e da solidão. Meu filho! Quanto maior for a patente de um homem na terra, menor tem que ser o seu ego, pois é pelo ego que os grandes manipuladores, do mundo da escuridão, pegam os que se destacam. Seja simples! Pois simplicidade é um escudo para a vida na terra.
- Meu filho recebeu esta orientação, desta nega velha, a pedido de sua princesa, que neste momento coloca em suas mãos o teu destino. Se meu filho ainda desejar seguir a tua decisão, o fará com as bênçãos do Pai. Se caso o meu filho achar por bem repensar esta decisão, sua princesa manda lhe dizer que muitas serão as realizações que trará a terra o seu amor. Você só precisa decidir o que quer meu filho; ou estamos servindo ao amor, se alimentando do perfume da flor, ou estamos nos arrastando, colhendo os espinhos da dor.

Salve Deus!
Autor desconhecido

* Os textos em “itálico” são as falas de Vovó Catarina do Oriente
* Procurei bastante encontrar o autor deste texto que recebi em formato de áudio, mas não encontrei.

Kazagrande

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