TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Simplesmente… Tia Neiva!



Tantas homenagens e flores… Rosas vermelhas como ela gostava!

Tantos corações vibrantes, alguns com uma saudade estranha por não a terem conhecido encarnada, mas que igualmente sentem o amor materno que nos uniu nesta Doutrina.

Tanto amor pela missão assumida com coragem e fé! Trazendo ao mundo a Luz do Doutrinador, confirmando a Voz Direta do Apará e transferindo todo um acervo Iniciático dos Planos Espirituais para o físico. Forças capazes de enternecer os mais duros corações, de encaminhar os mais recalcitrantes espíritos, de parar uma guerra!

Hoje amanheci sonhando e pensando no único presente que ela aceitaria além das flores: Unificação, meus filhos, unificação! Se dividiu, não é Doutrina.

Diante da passividade dos inconscientes, unifiquemos ao menos nossas mentes despertas! Sem esquecer nenhum irmão e irmã, filhos da mesma Mãe de Amor que nos uniu em Cristo. Ao menos assim, entre aqueles que sentem a Doutrina como uma só, possa este presente de aniversário ser entregue por seus filhos espirituais.


Kazagrande

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Homenagem aos APARÁS



30 de outubro: o Dia do Apará!

Apará! Apará! Assim chamavam os escravos, acorrentados nos porões dos navios negreiros, aquela doce imagem da senhora que vinha lhes acalentar e dar forças para suportar a tenebrosa viagem.

Em meio a dor, a revolta, o medo, o sofrimento físico e emocional, surgia a esperança vestida de luz.

Assim também é hoje em nossa Doutrina! O Apará simboliza para o paciente, muitas vezes, a última esperança, o único alento possível, o porto seguro que por fim traz de volta a luz do sol!

Meus respeitos Mestres e Ninfas Lua! 30 de outubro é seu dia! Escolhido pela Mãe em Cristo do Doutrinador.

Dia de nós Doutrinadores nos curvarmos aos portadores da Voz Direta que nos consola, ilumina e conduz.

Apará! Médium que vive com a consciência desperta para as mensagens do Céu! Seres que superam o conflito de, face à imperfeição humana, serem receptáculos da Luz dos mensageiros de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Por vezes, mal contendo as próprias lágrimas, ao se depararem com dramas semelhantes aos que vivem, transmitem aquilo que precisam primeiramente ouvir, com fidelidade, com resignação, com perfeição. Porque que perfeita é a sua mediunidade!

Mestres Lua, Ajanãs, 50 Yurês! Forças do Reino Central, capazes de realizar todos os fenômenos. Em sintonia podem curar e emanar a tudo e a todos que sua mente alcançar.

Ninfas Lua! Rosas de Pai Seta Branca! Ternura de Mãe Yara! Meus respeitos pela vossa missão que nos sustenta como fieis companheiras de jornada, trazendo em nossas vidas a certeza de que o amor incondicional é possível!

Aparás! Parabéns seu pelo seu dia! Obrigado pela presença, pela sintonia e pela preciosa companhia em nossas missões!

Não, o Doutrinador não é tudo! Sem vocês seria impossível crer em tudo que nossa Mãe nos trouxe!

Com carinho,

Kazagrande


Mestres Luas, Aparás, vejam a maravilha que está acontecendo naquela Estrela Candente!
Uma maravilha deste século - as Sereias!
Elas não falam. Só emitem ectoplasma, só emitem Luz.
Elas não vêm para orientar o Homem em sua conduta. Elas já encontram todos com uma conduta perfeita... Assim somos nós, Aparás!

...

Nós estamos aqui para trazer a Luz do Céu.
Nós somos porta-vozes do Céu.

Não se preocupem com o destino do Homem, porque, aqui na Terra, mesmo com um anjo dentro de nosso coração, não temos a capacidade de remover um Homem sem sentimentos, um Homem desajustado. Nós temos capacidade para remover, nós temos capacidade para muito mais, se soubermos, se nos compenetrarmos do nosso papel, mas do papel sem refúgio, este papel pelo qual o Espírito da Verdade nos guia, curando, emanando, isto sim, sem pretensão de ficarmos ali num Trono, ou onde quer que seja, com espírito de profeta ou profetiza! Esta é uma das coisas mais erradas que ainda temos, um ranço aqui na nossa Corrente.

A maioria dos Aparás diz assim para mim: Tia, estou ouvindo a minha comunicação! Eu sempre repilo: Você está ouvindo a comunicação do Preto Velho! Salve Deus!

...

Lembrem-se, apenas, de que são aparelhos divinos, que são medianeiros, que atraem todas as forças benditas do Céu e que têm capacidade perante suas consciências... Às vezes, se assustam, pensando estar mistificando. Somente essa consciência bendita pode impedir, muitas vezes, um desajuste maior!
Tia Neiva, em 27 de junho 1976


A Centúria do Doutrinador não me emocionou tanto como a do mestre Apará. Esta Centúria significa para nós, Aparás, a Chave de um portal de desintegração para mundos ainda desconhecidos nesta encarnação, a vocês. Lembro-me de quando recebi esta Chave e, com ela, percorri uma grande parte deste Universo!

Deste Universo, aqui na Terra e no espaço. Recebi todo o conhecimento e energia, andei e me transportei  mil vezes, para trazer ao Doutrinador tudo o que temos e o muito que ainda vamos receber. Receberam esta Chave, e com ela vão adquirir mil conhecimentos como eu recebi! Jesus lhes dê as forças necessárias, aquela força que recebi há vinte anos.

O Apará é um filho querido, como o Doutrinador. O Apará não é um médium comum de incorporação.
Tia Neiva, em 16 de março de 1978

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Para mim: Basta ser Doutrinador!



Salve Deus!

Para servir à Espiritualidade é preciso apenas ser Doutrinador ou Apará. É preciso ter o desejo de fazer o bem, praticar a caridade. Respeitar a todos e ir transformando sua vida com harmonia e equilíbrio.

Em nossa Doutrina o uniforme é usado para nivelar todos à categoria de Servidores da Luz. Consagrações, Comandos, Invocações, Regências, e outras condições, que venham a determinar algum tipo de hierarquia, somente agregam mais responsabilidade! Trazem o dever de o missionário tornar-se um exemplo pelo seu comportamento, e muito mais trabalho!

Porém, para cumprir nossa missão, e consequentemente trilhar o caminho da evolução, basta estar em condições de “encaminhar espíritos”.

Ser um Doutrinador(a), portador do Terceiro Verbo, que emite e emana com amor sua doutrina e sensibiliza pela emoção de suas palavras aquele espírito mais endurecido.

Ser um Apará, portador da Voz Direta, que transmite a esperança, trazendo o conforto para os encarnados desesperados e agasalhando o mais temível sofredor com um amor jamais vivido por ele.

Não é preciso Comandar ou ter posições de destaque. Não é preciso bajular os Trinos, Adjuntos ou Primeiras. Basta ser simples e ter amor no coração.

Observamos diariamente tantos que se perdem pelas hierarquias ou por uma falsa sensação de poder... Poder, meus irmãos, nesta Doutrina, somente o poder do amor incondicional!

Sim... Existe uma ilusória sensação de “glamour” entre muitos que disfrutam suas hierarquias. Uma perigosa vaidade que já levou a perdição de tantas encarnações passadas. Orgulhosas ilusões que contrastam com a simplicidade de Tia Neiva ao receber seus filhos e amar a cada um.

Muitos me questionaram por que deixei a “posição de coordenador”... Salve Deus! Primeiro eu nunca considerei uma “posição”, e sim uma missão! Estar na “corte” para mim apenas significou ter mais responsabilidade. Emitir na Regência de um Trino pode ser bonito para inglês ouvir, mas eu entendo o real compromisso. Quando somos ignorantes temos uma proteção, mas quando somos conscientes de tudo ao nosso redor, só podemos nos tornar coniventes ou nos afastar. Nosso Templo continua na CGTA, pois entendo que devemos estar dentro da hierarquia deixada por Tia Neiva.

Amo aos meus tios (Beto e Raul) e meu maior desejo é que pudessem dar um presente de aniversário para sua mãe e unificar novamente nossa Doutrina. Enquanto isso não acontece, não vejo necessidade em ostentar qualquer título, ser Doutrinador já me basta!


Kazagrande

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Você é Ninfa Lua


Carta de um Adjunto a uma Ninfa Apará que acaba de passar pela Triagem e identificar sua Mediunidade.

Salve Deus!

Você é Apará! Tens nas mãos a difícil missão de ser um Receptáculo da Luz e emitir a Voz Direta de nossos Mentores, que irão trazer a harmonia e a esperança aos que foram a ti confiados.

Quantos desesperados chegarão aos banquinhos ansiosos por uma palavra de compreensão, por um toque de energia, por uma esperança em meio à dor que vivem.

Quantos incompreendidos, sofridos, machucados... Que chegam ali, por vezes com a última esperança de suas vidas! A beira do suicídio, ou logo após cometer um crime.

Quantos brutos despirão suas máscaras e irão expor suas fraquezas.

Quantos humilhados revelarão suas revoltas.

E mais, muito mais! Quantos espíritos que há anos, há décadas e por vezes há séculos ficaram vagando esperando o momento em que poderiam se aproximar de uma Entidade de Luz e receber o aval para sua partida para um mundo melhor!

Quantos desencarnados, cegos de ódio, ou mutilados pelo sofrimento, encontrarão na singeleza da união de Doutrinador e Apará, o conforto, o caminho, o recomeço em uma nova jornada!

Não se sinta nunca pequena ou incapaz perante tanta responsabilidade! Você nunca estará sozinha! Não será você! Você será apenas o instrumento da Luz.

Não lembre dos erros do passado, das imperfeiçoes, das dores que causou ou das mágoas que ainda possam existem em seu interior.

Você iniciou sua jornada agora! Ainda é um “bebê”! Protegido e amparado pelos paizinhos de Luz que lhe receberam para o cumprimento de sua missão.

Logo irá fazer sua Iniciação, e, ao deitar-se no Castelo Iniciático, levantará como outra pessoa. Ali vai ficar a jovem ........... e vai levantar-se a Médium ............! Iniciada na Corrente Indiana do Espaço, com o nome registrado no Grande Livro dos Iniciados dos Himalaias.

É longa, dura e extremamente gratificante a sua jornada!

Não irá receber nada em troca de todo trabalho realizado. Acumulará responsabilidades e por vezes sofrerá com a ingratidão.

Não vai ficar rica e nem resolver sua vida de uma vez por todas.

Terá seu Karma e seus reajustes acelerados e muitas das situações difíceis que teria que passar apenas daqui há alguns anos, passará de uma vez, parecendo que tudo ficou mais difícil.

Ao mesmo tempo, estará se libertando de seus compromissos mais rapidamente e se tornando mais capaz de servir e mais rapidamente preparada para evoluir verdadeiramente.

Recompensas? Só verá ao deixar esta roupagem física!

Irá prestar a verdadeira caridade: Aquela feita ao desconhecido, a aqueles que não têm nada de material para lhe dar!

Com isso, conquistará a evolução, a possibilidade de integrar-se a verdadeira felicidade de fazer o bem.

Não vai precisar tornar-se “santinha”! Sua vida será normal, acertará e errará naturalmente. Terá seus momentos de desequilíbrio e ainda sofrerá pelas incompreensões. Poderá viver com total liberdade, apenas respeitando as máximas de evitar ingerir drogas e álcool; jamais cobrar por trabalhos mediúnicos, sejam quais forem e onde forem; e não cruzar correntes. Apenas isso lhe é pedido.

Com o exercício da caridade você irá se tornar uma pessoa melhor, olhando os outros com mais tolerância e aprendendo a ser compreensiva. Isso fará com que vibre melhor, com que eleve sua tônica vibratória com pensamentos positivos e olhar de caridade. Desta maneira também passará a atrair pessoas boas e coisas boas para sua vida.

Somos reflexo de nossos pensamentos... Já reparou que quando está “mal” sempre aparecem outras pessoas para contar seus dramas? De mal a pior... Porém, quando vibramos positivamente passamos a atrair pessoas boas! As situações se resolvem com mais naturalidade e estamos acompanhados de gente com a mesma tônica.

Vai se afastar de alguns amigos e encontrar outros. Dentro e fora da Doutrina. Pois também entre nossos irmãos de crença encontraremos os incompreendidos e aproveitadores. Nunca se iluda! São pessoas como você e eu! Com seus méritos e deméritos.

Minha querida filha, sua vida vai mudar! Com nuances que esta cartinha lhe ajudará a compreender com o tempo. Guarde estes escritos para as horas que necessitar de compreensão.

Kazagrande

Obs.: Redigi este texto para uma jovem que acabava de passar pela Triagem e determinar que é Apará (domingo passado). Achei por bem compartilhar com todos vocês. Kazagrande

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O “Reclamão”



Adergildo já saia de casa pensando nos “problemas” que iria enfrentar no Templo.

Sem dúvidas ele tinha muito amor pela Doutrina, embora não tivesse compreendido sua essência em seus quinze anos de caminhada.

Observava os novatos em suas falhas e não deixava passar nada! Estava sempre chamando a atenção e procurando corrigir qual coisa que considerasse mal feito. Seu olhar de repreensão estava sempre presente e nada escapava de sua reprovação.

Claro que sua intenção era a melhor possível! Em sua cabeça passava apenas a necessidade de que tudo estivesse perfeito e nenhuma falha comprometesse os trabalhos.

Angariava assim uma legião de desafetos... Com o tempo, nenhuma Ninfa aceitava seu convite para ir aos Tronos e muitos fugiam de trabalhos sob seu comando.

Estava sempre policiando qualquer arrecadação da lojinha e da lanchonete, mesmo isso não fazendo parte de suas atribuições. Cada vez que contribuía com algo, fazia questão de falar aos quatro ventos, trazendo desconforto para os que não podiam contribuir e constrangimento para os que trabalhavam na manutenção material do Templo.

Espiritualmente as vibrações assolavam sua vida. Era objeto de intermináveis conversas onde o tema central sempre estava associado a sua maneira áspera e intolerante.

Sua vida não mudava. As características de rispidez e mesquinharia eram sempre potencializadas pelas vibrações que angariava.

Certa vez aproveitou uma Ninfa que ainda não tinha sido “avisada” de seu caráter e seguiu para os Tronos.

Após ensinar a posição que acreditava ser a correta para mãos, como ela deveria mentalizar o Mentor e ainda dizer exatamente como deveria se sentar nos Tronos, o fez o convite. Embora ainda emplacada e participando de seus primeiros trabalhos, a jovem tinha uma sintonia incrível com seus Mentores e permitia, em sua pureza, que as mensagens fluíssem sem qualquer interferência.

- Salve Deus! Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, quem se encontra no aparelho?

- Salve Deus, meu filho, em Cristo Jesus, quem se faz presente é Vovó Cambina de Aruanda.

Então começou a desfilar seu rosário de reclamações, esquecendo que uma das coisas que mais reclamava era dos médiuns que partiam para consulta pessoal antes de atender os pacientes.

Reclamou do Adjunto que não olhava o comportamento dos médiuns, da lojinha que poderia arrecadar muito mais se fizesse do jeito que ele indicava, da lanchonete que vendia tudo barato demais e só dava trabalho. E foi falando de médium por médium, aumentando a voz quando citava um nome, talvez na esperança que fosse escutado.

Pacientemente Vovó Cambina ouviu tudo. Não podia interromper nem mesmo para uma saudação, pois a metralhadora de reclamações era incansável.

Quando começaram a lhe faltar assuntos, depois de um bom tempo, a Vovó pode se manifestar:

- Meu filho, você é acima de tudo responsável pela sua missão. Como está sua missão? Tem trabalhando bastante, encaminhado muitos espíritos?

- Ah Vovó, estas Ninfas são muito preguiçosas. Cada vez que chamo sempre preferem ir tomar café ou comer. Vão ficar todas gordas.

E já ia começar a desfilar outra resenha de reclamações, mas desta vez a Vovó foi firme:

- É preciso, meu filho, que observe primeiro o seu comportamento antes de julgar os outros. Já parou para pensar nos motivos? O que está fazendo, que coloca elas pra correr?

- Eu faço tudo certo e só quero que façam também!

- Mas meu filho, sua missão precisa ser cumprida! Afastar os irmãos pelo julgamento e pelas cobranças também lhe afasta do cumprimento da missão, onde a tolerância faz parte do aprendizado. Sei do amor em seu coração, mas a personalidade precisa evoluir! Rever os conceitos em favor do cumprimento da missão que lhe foi confiada. Neiva sempre afirmou que veio para ensinar e não corrigir. Você não é o responsável por qualquer falha na instrução, mas é responsável por qualquer vibração que semeia. E cada dia mais elas se acumulam prejudicando sua caminhada.

- Eu sabia! Ficam vibrando em mim porque quero as coisas certas.

- Não meu filho! Ficam vibrando pela maneira como você se conduz. Recorde as palavras de Humarran: Raciocínio sem aspereza; sentimento sem preguiça, caridade sem pretensão; conhecimento sem vaidade; cooperação sem exigência; devotamento sem apelo; dignidade sem orgulho; firmeza sem petulância; respeito sem bajulice.

O mestre começou a chorar.

- Não chore meu filho! O julgamento é um reajuste muito duro e o único juiz deve ser o juiz de si mesmo. Vamos trabalhar agora!

Neste dia, inúmeros pacientes, entre os quais alguns médiuns, foram atendidos naquele Trono. Então ele pode ouvir os dramas vividos por vários que julgava e pode compreender parte dos “porquês” de cada um.

Durante um bom tempo não o ouvimos mais reclamar e, ainda com bastante insistência, passou a conseguir oportunidades de trabalho nos Tronos. Ele só precisava de um pouco de amor!!!


Kazagrande

sábado, 24 de outubro de 2015

Idolatria


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Estes dias eu falei em “seguidores de homens”. Escrevi sem qualquer desrespeito a hierarquia, pois aprendi que temos que respeitar àqueles que estão no comando, estejam certos ou, em nossa avaliação, errados.

Mas existe uma grande diferença entre respeitar e seguir! Respeitamos a hierarquia, os poderes e a confiança depositada pela Espiritualidade naqueles que nos conduzem no plano físico. Porém seguimos à Espiritualidade e as diretrizes Crísticas de Amor, Humildade e Tolerância. Tudo que sai fora desta tríade espiritual não condiz com os valores pregados pela Doutrina do Amanhecer.

Bajuladores que se aproveitam de situações para se aproximam das lideranças e ganhar a confiança pelas palavras, não são líderes! São o “sal da terra” a serem tolerados, mas jamais seguidos.

Nossos Trinos e Adjuntos são homens, não santos a serem venerados em todas suas atitudes. Merecem nosso respeito incondicional pela hierarquia deixada, e devem representar com total fidelidade os valores espirituais que nossos Mentores não cansam de insistir... A Conduta Doutrinária!

Os valores espirituais são inerentes à personalidade e ao livre-arbítrio de cada um. Cada qual age em acordo com sua capacidade de assimilação e caráter. Por isso para alguns é muito fácil compreender a Doutrina e evoluir suas ações, permitindo a melhoria de seus pensamentos, palavras e ações. Enquanto para outros qualquer mudança de atitude é sofrida.

Seguir a Espiritualidade é entender e procurar cumprir a jornada  com Amor, Humildade e Tolerância.

Seguir aos homens é nivelar-se ao caráter de outra pessoa, cujo karma e defeitos pessoais normalmente desconhecemos. Apenas temos a absoluta segurança de que se está aqui, neste plano físico, é porque ainda tem o que aprender, assim como todos nós.

Tia Neiva afirmava que quando fizesse sua passagem seus filhos iriam sofrer muito, mas os Filhos de Pai Seta Branca conduziriam a Doutrina! Quando ela falava em “seus filhos” nesta afirmação, não falava dos filhos de sangue e sim daqueles que estavam na Doutrina apenas por ela! Estes realmente sofreram muito, pois sem sua presença, sua clarividência e amor maternal, ficaram perdidos... Seguiam a ela, e não a obra que ela trouxe dos planos espirituais.

Por isso digo que não vamos ao Templo pelo Adjunto, mas sim pela nossa fé! Pelo que já entendemos e pelo muito que nos falta compreender desta jornada Crística. Os que deixam a Doutrina pelas decepções com os homens é porque efetivamente seguiam aos homens... Mas os que perseveram, independente dos conflitos, permanecem porque são Filhos de Pai Seta Branca, e seu compromisso é com a Espiritualidade.


Kazagrande

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mercenários


Salve Deus!

Para cumprir fielmente os desígnios de nossa Doutrina é indispensável desenvolver os Princípios Divinos! É necessária uma quota de sacrifício em favor dos espíritos que se desviaram de Jesus.

Precisamos buscar o “Caminho Luminoso da Fé”, através da caridade e da virtude, e nos dedicarmos à verdade, principalmente diante daqueles que tombaram dos cumes sociais pelo abuso de poder, de autoridade, da riqueza e da inteligência.

Tia Neiva dizia que seria feliz se nos visse na paz e compreensão de Reili e Dubale, terríveis e valentes mercenários, que se encontraram diante de Jesus.

Reili e Dubale haviam jurado a morte um do outro! O ódio os envolvia na espera do encontro, porém, em sua disciplina de guerreiros, não permitiam que seus comandantes, ou capitães, se digladiassem perante a tropa, fato que seria tomado como covardia.

Mas quis a vontade do Pai que seu encontro acontecesse de maneira inusitada, no momento que o Divino Mestre preparava-se para deixar o plano físico. Jesus, açoitado e maltratado injustamente, trazia no olhar a “paz e esperança do mundo”. E, mesmo naquele instante em que poderia ter sua dor física terminada pelo apoio de um, os dos dois, líderes mercenários, considerou a missão em primeiro lugar.

Na alegoria desta descrição da carta de Tia Neiva temos a lição de que o Amor supera a tudo! O imenso Amor de Jesus pela missão suplantando as dores físicas e contagiando aqueles homens duros ao ponto de fazer com que se abraçassem.

Este relato que muitos questionam por que não teria sido descrito nos Evangelhos, na verdade oculta os verdadeiros personagens, e aqueles que olharem a história saberão identificar perfeitamente quem foram os dois. Porém identificar os personagens não trará acréscimo à beleza da lição retratada por Tia Neiva. Que fique apenas a lição!

É preciso absorver a essência do ensinamento recebido. Entender que sob o olhar de Jesus podemos superar qualquer diferença, qualquer mágoa. Transformar aquele que hoje é inimigo, em companheiro de uma nova jornada.

O grande ciclo está fechando! É a hora da Individualidade! Temos nossos desejos, nossas paixões, e tudo nos é permitido se mantivermos a verdade, se formos honestos com nós mesmos!

Tia Neiva dizia que sonhava em nos ver nas figuras de Reili e Dubale. Que nos abraçássemos despertando a fé e o amor. Afirmava que sua esperança nunca morreria. Que morria aos poucos ao ver um filho dizer que “trabalhava, trabalhava e não via mudança e com isso ia deixar a Doutrina”...

Os que despertaram podem imaginar seu sofrimento ao ver tanta incompreensão! Ao ver que milhares de sofredores ficam esperando e muitos são nossas vítimas do passado. O pagamento do trabalhador espiritual será sempre pérolas de Luz!

Meus irmãos e irmãs, tudo escrito acima é da Carta “Reili e Dubale”, de 24 de novembro de 1981. Nenhuma novidade, apenas um pouco de Tia Neiva para refletirmos.
Kazagrande


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ela deixou a Doutrina


Estes dias recebi um e-mail de um Mestre que perguntava o quê dizer a uma Ninfa que havia deixado a Doutrina. Contou que havia consultado o Preto Velho e este disse: "Para amarmos o nosso irmão temos que amar primeiro a Doutrina".

Nesta pequena frase o Preto Velho traduziu a essência de nossa jornada! A pergunta é: Mas qual é a Doutrina que devo amar primeiro? Nossa Doutrina não são nossos rituais, indumentárias e toda a beleza que envolve nossos trabalhos! Nossa Doutrina é fundamentalmente a Doutrina do Divino Mestre Jesus, cujo Evangelho foi traduzido magistralmente por nosso Pai Seta Branca em apenas três palavras: Amor, Humildade e Tolerância!

Se não assumirmos e amarmos esta missão, de nos convertermos em pessoas melhores, de praticar a caridade ao desconhecido, encarnado e desencarnado, sem nenhuma recompensa material poder receber, não poderemos verdadeiramente nos amar!

Poderia me estender por muitas páginas apenas neste assunto, mas nosso abnegado mensageiro traduziu tudo o quê poderia escrever naquela frase.

Nem todos possuem uma missão dentro de nossa Corrente. Os que verdadeiramente fazem parte desta tribo, se encontram, e acabam entendendo que no Templo atua apenas a Individualidade, regida pela Razão do Amor, e assim isolam-se para os dramas que envolvem os complicados relacionamentos e reajustes existentes entre os componentes, que juntos já tiveram outras difíceis passagens por este plano físico.

Ela entregou as armas dela, mas sua missão como médium continua. A busca, a necessidade de realização espiritual, farão com que ela procure outros caminhos e quem sabe encontre o quê precisa para ser feliz e cumprir sua jornada. Se não encontrar e sentir que, o quê deixou para traz, escondia a verdade que ela precisava desvendar, as portas da Casa do Pai estarão sempre abertas.

Deixe que ela viva sua vida e não se decepcione com seus irmãos e nem mesmo com você! Se estão ali não é porque foram bonzinhos nas outras vidas e agora vem em mais uma missão de Luz. Vieram como médiuns para auxiliar a resgatar os inúmeros débitos de vidas passadas, que seriam impagáveis apenas pelo reequilíbrio sem a verdadeira caridade. O importante é considerar que, podemos ser “ruinzinhos” (como dizia o Trino Araken), cheios de defeitos e ainda muito arraigados a nossa difícil personalidade, ainda assim estamos a caminho! Escolhemos servir! Escolhemos esta Doutrina que nos acolheu, ou mesmo, fomos escolhidos! Estamos a caminho, todos iremos evoluir. Alguns mais rápido, outros ainda sofrerão muito por suas personalidades, mas todos evoluirão!

Se encontrar um “cobrador” dentro da Doutrina, onde ele está ao menos tentando mudar e evoluir, imagine como seria muito pior se encontrássemos este cobrador pela rua... ou como seu chefe... ou seu vizinho..???  Salve Deus!

Quando falar com ela, diga apenas que as portas sempre estarão abertas e que todos continuarão tentando evoluir, devagar ou depressa, mas se estão lá é porque tentam melhorar.

Um fraterno abraço,
Kazagrande

O “Salve Deus!”

O “Salve Deus!” é mais do que nosso cumprimento mediúnico, é nossa chave de reconhecimento, uma demonstração de respeito e sincero afeto fraterno.

Vou escrever hoje sobre coisas que muitos irão considerar estranhas, mas creiam, elas acontecem, e muito!

“Oi Mestre! Que saudades!” E aí vem um sorriso, um carinhoso abraço, ou aperto de mãos e até três beijinhos. Pode parecer uma cena social normal, um encontro incidental na rua, mas isso acontece com alguns médiuns uniformizados, e pasmem, até mesmo dentro do Templo! Não, não na área do templo, estou falando dentro mesmo do Templo, em frente ao Radar ou qualquer outra área!

Salve Deus! Não existe nenhum intuito de corrigir, mas sim de ensinar, pois provavelmente aqueles que praticam não receberam as instruções corretas e, em algum momento, se acostumaram em agir assim com naturalidade.

Meus irmãos, o Primeiro Mestre Jaguar, Trino Araken, chegava a abordar este tema nas aulas de Sétimo Raio. Ressaltando a importância do “Salve Deus!”, pois este sim é nosso único e verdadeiro cumprimento quando estamos a serviço, quando estamos a disposição da espiritualidade.

O carinho, a saudade, o respeito, quando estamos uniformizados, deve ser substituído pela nossa forma doutrinária de saudação. Um olhar, um “Salve Deus!” e seguimos nosso caminho. Ao ingressar dentro do Templo, devemos também buscar ingressar em nossa individualidade, deixando “lá fora” todas as manifestações que não condizem com a missão que nos propomos a realizar. Estamos para servir e devemos estar atentos ao nosso trabalho. Devemos ser profissionais, como o Trino Tumuchy sempre enfatizava.

Manifestações de carinho e afeto dentro do Templo, por vezes podem ser mal interpretadas, quando não, com certeza alguma vibração irão atrair. Desde nossas primeiras aulas, aprendemos que jamais devemos atrair vibrações por conta de nossas atitudes e palavras. Dentro do Templo não é lugar para parar conversando, e nem mesmo para comentar o quê pretende, ou não, fazer naquele dia, afinal nem isso você deve planejar, vestiu o uniforme está para servir onde de você necessitar.

Voltando ao Trino Araken... Ele dizia nas aulas de Sétimo Raio, que quando um paciente vinha em sua direção com a mão estendida para cumprimentá-lo, ele só retribuía o cumprimento se fosse alguém de quem não pudesse se esquivar, pois se fosse um Jaguar ou Ninfa, Salve Deus! Quem conheceu o Nestor sabe como ele reagiria...

Outro aspecto, que também vale a pena comentar, é que quando você encontra alguém dentro do Templo, não sabe como ele está. Que energia está carregando, com que trabalho estava envolvido, ou em que sintonia “estava” se direcionando, pois ao ser desviado de seu objetivo, pelo inoportuno cumprimento, normalmente sairá desta sintonia e, infelizmente, muitas vezes acaba entrando na “sintonia do cafezinho”.

Claro que mais uma vez tenho que reforçar a questão do bom senso... Não é para sair por aí bancando o mal educado e dizendo: “Você não sabe que não se deve cumprimentar aqui dentro?”. Não, com toda educação responda: “Salve Deus! Estou indo para tal trabalho, me acompanha?”. E siga verdadeiramente se comportando como um médico em um belíssimo hospital. Com seriedade, elegância e educação. Vamos aprender desde já como nos comportar nos planos espirituais... Quem sabe não conseguimos uma oportunidade de trabalho quando partimos para a grande viagem? 
Salve Deus!

Kazagrande

Um dia de Retiro


Às vezes fico a recordar quantos Retiros eu já perdi, antes de adquirir a consciência de sua fundamental importância em nossa jornada.

Um dia de Retiro é um dia especial! Você vai trabalhar também pela sua evolução espiritual, chegando mesmo a recolher bônus se esta participação for em sintonia e com isso adquirir merecimento. E não pensem que bônus se adquire com qualquer trabalho e a todo o momento! Muitos confundem os bônus que se pode receber durante os trabalhos realizados quando prisioneiros, com bônus que podem ser contabilizados em seu “tesouro espiritual”... Nada disso! Nada de pensar: “eu dou uma passadinha em uma Contagem e já tenho 1.000 bônus!”. Os bônus registrados em um Trabalho de Prisão são específicos para aquele trabalho, para a libertação que está sendo trabalhada, e são contabilizados muitos mais pela sua real sintonia do que por qualquer participação em trabalhos.

No Retiro é que você pode, efetivamente, auferir “bônus-hora” em termos de merecimento espiritual. Com este “ganho” é que seus Mentores podem “acertar” sua vida, libertar um cobrador e até mesmo atender um pedido.

O Retiro é a instituição básica da Corrente Indiana do Espaço. Desde os primórdios de nossa Doutrina, ainda na UESB, foram implantados como “obrigação principal” de um médium, em relação aos trabalhos mediúnicos.

Embora o Retiro comece as 9hs45min (a Espiritualidade já tem todo o ambiente pronto 15 minutos antes – por isso o toque da sirene), na verdade seu Dia de Retiro inicia a partir do momento em que você sai de casa em direção ao Templo. O atraso só é tolerado espiritualmente se algo acontece no trajeto contra a sua vontade. Mas a distração ou negligência invalida o Dia de Retiro. O trabalho será realizado, mas os bônus-hora não serão computados.

O mesmo acontece quando o médium abandona o Retiro antes de seu encerramento, antes do “Noite de Paz”, tema que já abordamos em artigos anteriores. Claro que se for motivo de força maior, seus Mentores entenderão e manterão o registro.

Não existem “pedaços de Retiro”... Não dá para fazer uma parte do Retiro. Você foi para o Trabalho Espiritual, mas não participou na realização do Retiro.

Não existe “meio Retiro”... Só pela manhã ou só depois das 15 horas. Existe um trabalho, que pode ser realizado com todo o amor, mas NÃO É UM RETIRO!

Durante o Retiro o médium não deve afastar-se do Templo. Somente na hora da refeição ou banheiro, e mesmo assim por um curto período de tempo, só o necessário mesmo! Afinal, o Templo não deve ficar “vazio”, é necessária a presença de médiuns, mesmo no período de intervalo, dentro do Templo. Na hora do almoço, devem revezar-se para a alimentação.

Esclarecendo ainda mais:

9hs45 – Toque da Sirene (3 toques: um curto, um breve e um longo) e início da Imantração;

10hs00 – Início da Abertura (pontualmente);

12hs00 – Almoço (uma parte dos médiuns fica de honra e guarda);

13hs00 – Neste horário já é conveniente que todos estejam no Templo, exceto os que permaneceram de honra e guarda, que devem então seguir para alimentarem-se;

14hs45 – Repete-se o ritual da manhã, reabrindo os trabalhos.

O Encerramento do Retiro é quando se canta o “Noite de Paz”. Havendo necessidade, o Retiro pode ser encerrado por volta das 22hs00 e um Trabalho Especial aberto para que se possam liberar os médiuns que não podem permanecer até muito tarde.

Abandonar um Retiro por um motivo fútil é “dar um tiro no próprio pé”.

Ao iniciarmos nesta Doutrina, assumimos o compromisso de ao menos realizar um Retiro por mês... Temos cumprido esse compromisso? É claro que existem dificuldades inúmeras para conciliar o trabalho material, e a lida diária. Mas quase todo mês tem feriado, e quando nossa intenção é pura, nossos mentores auxiliam de verdade! Não tenham dúvidas disso!

Temos neste dia, uma das mais ricas oportunidades de semearmos nosso futuro, de plantarmos para colher uma vida melhor até mesmo neste plano físico ainda. A sintonia, a verdadeira dedicação, a seriedade deste dia, TOTALMENTE dedicado ao Trabalho Espiritual nos torna pessoas mais conscientes, responsáveis e exercita nossa capacidade de concentração, de manter o equilíbrio e o padrão vibratório.

Quinta-feira... Dia de Retiro... Que tal a idéia?

Kazagrande

Experiências para viver bem


De todas as coisas que fazemos diariamente, preocupar-se é que mais destrói nossa produtividade, que mais atrapalha nosso dia a dia. Quando temos medo, bloqueamos energeticamente as coisas que nos favorecem. A maioria das coisas que nos assustam, em nossas conjecturas, nunca acontecem!

A mágoa e o rancor também nos prejudicam seriamente. São venenos potenciais para os missionários que tem como principal missão semear o perdão.

Quando os problemas aparecem, normalmente em um turbilhão desestabilizador, devemos ter a consciência que só poderemos tratar de um por vez. Não adianta dispersar nossa energia pensando em tudo ao mesmo tempo. Temos que escolher de qual tratar prioritariamente, e assim nos concentrarmos. Um por vez. No fim das contas dessa maneira é que teremos que resolver tudo, então por que perder tempo e energia com soluções milagrosas que nem sempre merecemos? O merecimento vem com o entendimento da origem do problema inicial.

Levar os problemas para o Templo também diminui nossa capacidade de reação espiritual. Se está totalmente aflito e isso impede o trabalho espiritual, com certeza também não estará em condições de absorver as energias espirituais a você destinadas. Vá aos pés do Pai, e naquele instante, entregue seus problemas e parta para o trabalho espiritual. Sentindo necessidade, coloque seus problemas em um papelzinho e simbolicamente entregue tudo ao Pai, para que possa ter tranqüilidade e desprendimento em sua jornada de trabalho (como foi difícil para mim compreender e aceitar isso... Tudo teria sido tão mais fácil!).

Separe os problemas dos trabalhos e de seu leito. Não adianta dormir preso aos pensamentos que lhe afligem, seu espírito poderá ficar preso ao corpo e a mente, não podendo desprender-se e partir em busca das necessárias instruções para o delicado momento que vive.

Algo que sinto que devo compartilhar também, é sobre os problemas “dos outros”. Nunca devemos negar ajuda a quem nos pede, porém, sair oferecendo ajuda a quem não está pedindo, pode ser uma faca de dois gumes. Você oferece, então você se compromete, passa a dar o direito de ser cobrado pelo seu oferecimento e sequer pode falar, qualquer coisa, quando lhe dizem: “eu não te pedi nada, você que ofereceu”. Cuide da sua vida e ajude sempre quem lhe é encaminhado pela espiritualidade. Sua parte principal, nesta jornada, é uma missão espiritual! Somos na maioria um povo pobre materialmente. Já desfrutamos de grandes riquezas no passado e a muitos não souberam aproveitar. Hoje, nossa riqueza a ser aproveitada é espiritual, e é ela que devemos distribuir.

O passado... Passou! Serve apenas para a valiosa experiência a ser compartilhada com humildade. Martirizar-se sofrendo com pensamentos tristes por erros cometidos não vai, de forma alguma, contribuir para sua realização futura. Pelo contrario, irá atrair uma energia pesada da mesma faixa vibracional que você recorda. Lembre das coisas boas e de tudo que pode fazer com a consciência dos erros passados. Do mal que pode evitar compartilhando sua experiência com outros, que passam pelas mesmas situações, e correm o mesmo risco de falhar pela ignorância.

Querer que tenham pena de você ou sentir pena de si próprio, também é uma forma de destruir coisas boas. Ou você ainda acha que este sentimento de pena é positivo? Tia Neiva ficava brava só de ouvir a palavra “coitadinho” se referindo a algum médium.

Saber ouvir é um dom. Para mim que falo muito então... Mas como é gratificante saber ouvir. Saber ouvir não é escutar qualquer coisa que queiram lhe contar. SABER... Escolher o quê ouvir e ter tolerância para ouvir aos que necessitam colocar para fora “aquela energia” e receber de você palavras emanadas de amor, humildade e tolerância.

Finalizando, dedique-se ao que for bom e produtivo, que tenha sentido real em sua vida. Lembre sempre de tudo que é bom e que pode fazer bem a você ou a alguém. Às vezes parece que não temos nada de muito grande para lembrar, mas várias pequenas coisas boas constroem uma grande.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ser Adjunto… (parte 01)


Hoje recordava quando recebi a missão de abrir o Templo em Cochabamba, Bolívia. Sinceramente... Eu nunca pensei em abrir um Templo! Mas, uma junção de fatores, que só posso considerar de origem espiritual, se formou em favor e assumi a missão.

Antes de iniciar por este caminho, que hoje vejo tão belo, parti em uma viagem de férias pelo Brasil, percorrendo vários Templos, revendo amigos e desfrutando de férias depois de muitos anos de trabalho ininterrupto.

Minha esposa e Ninfa ainda não via como seria possível, e sentia um grande conflito em deixar a missão de Muruaicy. Eu não me sentia confortável com a palavra “presidente” dentro da emissão. Mas em nossa última visita a um templo, o então “Petanaro do Amanhecer” (hoje Eldorado do Amanhecer), reencontrei meu grande irmão: Márlio. Um encontro de espíritos afins, com certeza, programado pela Espiritualidade. Recordo ele dizer: “Eu não vejo isso de presidente, sou um Adjunto de Povo, isso me faz feliz”. Esta simples frase mudou algo dentro de mim!

Eu já me sentia um “Adjunto de Povo”! Afinal sempre considerei a todos vocês que acompanham, quase que diariamente, estes pequenos escritos como “meu povo”. Um povo que me foi confiado e que faz parte de minha vida em tantos e-mails e conversas. Tantos desabafos, tantas histórias, tantas revelações pessoais e coletivas. Confidências que somente um Adjunto seria digno de ouvir (ler). Era hora de conviver com as pessoas além dos muros virtuais.

Em outra ocasião irei relatar a formação deste Pronto Socorro de Pai Seta Branca, pois envolve nuances que irão interessar a tantos que assumem esta missão e ficam sem saber por onde começar.

Mas hoje escrevo sobre o contato com os primeiros componentes.

Congregar pessoas, mesmo que imbuídas pelo mesmo ideal de servir o próximo, é sempre difícil. Cada um possui uma personalidade diferente e formada pelas suas experiências vividas. Alguns desejam claramente servir ao Pai, outros se prendem às características do Adjunto que os recebem. Alguns chegam pela Espiritualidade, outros, pelas pessoas...

Os seguidores de homens normalmente acabam se decepcionando, pois ninguém é santo nesta Doutrina. Somos espíritos que voltamos a este plano para aprender e, aos poucos, suprimir nossas falhas de caráter. Aqueles que vão ao Templo por causa do Adjunto, ou por causa dos irmãos de Doutrina, irão se frustrar sempre. Não importa qual seja o Adjunto e o quanto este possa estar se empenhando em acertar. As diferenças de personalidade irão um dia prover o inevitável choque.

Mas os que seguem a Espiritualidade, que vão ao Templo pelo Pai Seta Branca, ou pela missão que verdadeiramente sentem clamar no peito, estes seguirão adiante! Não estão pelos homens! Não vão para falar da vida dos outros. Vão para prestar a caridade aos encarnados e desencarnados.

Entendem que estamos todos em busca de evolução, mesmo que possa parecer que alguns “não evoluem nada”. Cada um tem seu tempo!

Percebem que escolheu, ainda antes de encarnar, a missão de médium porque precisava fazer algo pelo próprio karma e pela Humanidade! É Jaguar! É Filho de Pai Seta Branca, de verdade ou adotivo! Encontrou onde manipular a energia excedente que produz em favor da caridade, e não pelas emoções inerentes às frustrações pessoais! Escolheu emitir em favor do próximo a energia em forma de luz, e não destilar suas incompreensões contra todos e contra si mesmo.

Ser Adjunto de Povo não é TER um povo, é manter as portas abertas! Para os que vêm e ficam, para os que vão e voltam, e para os que vão... e não voltam!

Não é a Doutrina que precisa de nós, somos nós que precisamos da Doutrina!
Salve Deus!

Kazagrande

sábado, 17 de outubro de 2015

Valores Espirituais


Todo nosso acervo doutrinário foi trazido diretamente dos Planos Espirituais por Tia Neiva.

Nada dentro Templo é insignificante ou sem uma função específica. Cada cor, cada objeto, cada posição, tem uma razão de ser e não deve ser alterada, pois não temos mais a Clarividente entre nós. Nem sempre sabemos os reais motivos de cada arrumação, mas devemos ter a consciência de que foi assim deixado por uma razão coerente e concernente à Espiritualidade.

As velas têm uma razão de ser e não podem ser desprezadas. O tule cumpre um importante papel. A localização dos quadros, o uso do defumador, da água, do sal, do perfume, nada é sem sentido ou sem uma explicação plausível.

Os desenhos na Pira cumprem um papel e tem um simbolismo que não pode perder-se pelo desconhecimento.

A iluminação, o modelo dos Tronos, da Mesa, do Radar! Os formatos dos bancos da Junção e Indução, a distribuição dos médiuns na Linha de Passes, na formação da Mesa Evangélica.

A maneira como se entra nos Tronos, como se aplica o Passe Magnético. Qual o médium adequado a  cada trabalho e qual a real função de cada missão assumida como Filho de Devas, Cavaleiro da Lança Vermelha, Comandante Janatã... etc...

Não digo com isso que todos devem saber tudo, mas recordo a grande responsabilidade que pesa sobre os ombros dos que se posicionam como dirigentes desta Doutrina! Estes devem, precisam saber, conhecer e ensinar sempre que procurados.

Podemos participar da Estrela sem saber por que mudamos de lado (Doutrinador e Apará) ao ingressar nos Quadrantes, mas quem deseja ser Comandante tem a obrigação de saber.

Podemos entrar no Templo e trabalhar livremente sem questionarmos o porquê de cada coisa, mas quem constrói uma obra, quem se propõe a ser líder, dirigir ensinar, instruir, tem que ter o conhecimento. Tem que saber responder se questionado!

Não basta copiar de outros Templos, tem que saber o que faz, entender o que está fazendo, para que possa compreender a necessidade de preservação.

Podemos trabalhar na Mesa sem saber por que se usam as velas ali, mas o Comandante precisa conhecer o significado e a importância para preservar a responsabilidade em cumprir o Ritual com perfeição.

Não podemos perder estes valores espirituais! Não podemos sair alterando pela conveniência ao bel prazer ou ceder às facilidades de fazer "da maneira que der"! Tia Neiva ofertou sua existência para trazer dos Planos Espirituais formas e Rituais em perfeita simetria com o Mundo Espiritual que via com clareza!

Não podemos dar, nem alterar, o que não nos pertence e tão pouco criar sem conhecer a origem.

Sei que a maioria dos que acompanham estes pequenos escritos no Exílio do Jaguar já conhecem quase todos os assuntos abordados neste texto, mas pergunto: quantos ignoram por completo grande parte das respostas? Quantos que alteram, por completa ignorância, aquilo que com tanto sacrifício nos foi deixado? Quantos que possuem o conhecimento e vão esquecendo sem antes terem semeado outras mentes, sem terem distribuído?

Aprendamos para poder ensinar! Vamos resgatar nossos valores espirituais e fazer o correto, como nos foi deixado.

Podemos seguir com nossos trabalhos sem questionar, sem nos instruir, e não fará mal, se não alterarmos nada. Mas a quem muito é dado, muito será cobrado. Quem deseja ensinar tem que ter aprendido para compartilhar.

Kazagrande