sábado, 30 de maio de 2015

O Roubo no Templo


A Ninfa entrava esbaforida no Templo e comunicava no Radar:

- Fomos roubados! A caixinha que ficava com o dinheiro reunido nas últimas semanas pela lojinha, lanchonete e doações dos médiuns sumiu da secretaria!

Inadvertidamente comentou em voz alta, e instantes depois, o burburinho tomava conta dos outros médiuns.

Alguns revoltados, querendo já procurar a velha espada de espartano e partir para procurar o ladrão. Outros apenas contendo a mesma revolta em respeito ao ambiente que se encontravam.

Quando finalmente o Adjunto inteirou-se do ocorrido, sentenciou:

- Salve Deus! Alguém deveria estar precisando mais do que nós.

Todos calaram, mas uma quase que inevitável tristeza abalou os corações dos missionários que consideravam injusta a situação.

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Certa vez um Adjunto, imbuído em tentar a recuperação de um médium que havia se envolvido com drogas, levou-o para uma grande reunião em outro Templo. Pela ausência de acomodações, instalou-se em uma barraca cedida pelos membros locais, deixando o componente se acomodar junto com os demais médiuns de outros templos.

Ao despertar pela manhã deparou-se com um grupo na porta da barraca pedindo para revistar o local. Constrangido, porém respeitoso, saiu e permitiu que entrassem. Embaixo de seu colchonete encontraram um laptop, uma câmera fotográfica e alguns celulares.

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Salve Deus!
Meus irmãos e minhas irmãs,

Roubos sempre são algo chocante, e mais ainda se ocorrem na área do Templo ou realizados por um irmão de doutrina.

Porém, como em todas as situações que se apresentam em nossa caminhada, não podemos nem assim julgar!

É natural que uma revolta inicial tente nos dominar, ou ainda sentimentos de decepção, raiva, injustiça, desconfiança e acusação, se apresentem em nossas mentes.

Mas, nem mesmo em grandes perdas podemos nos deixar abalar! Não nos é mais admissível permanecer em negatividade, gerar comentários e com isso vibrações negativas.

Permitir que uma corrente negativa forme-se pelas nossas vibrações em face de um ocorrido desta natureza somente irá atrair ainda mais situações negativas.

É preciso recordar da humildade do Adjunto do segundo texto e da simplicidade do Adjunto do primeiro relato: “Alguém precisa mais do que nós”. Nestas palavras reside a sabedoria da compreensão (da tolerância), a humildade de tratamento e o amor incondicional!

Cuidemos de nossos bens, tomemos mais precauções para evitar os problemas de furto, mas jamais nos apeguemos ao material de maneira que sua perda possa significar também a formação de uma corrente negativa e um preço ainda maior a ser pago pela nossa incompreensão.


Kazagrande 

1 comentários:

Salve Deus mestre kasagrande, gostaria quepublicase sobre a história do Pajė Inca , ddesde já agradeço .

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