terça-feira, 24 de março de 2015

Frequentando outro Templo


“Quando estiver em Roma, faça como os Romanos.” (Dito popular)

Muitos médiuns me escrevem buscando orientações sobre como agir estando em outro templo.

Nossas leis são as mesmas para todos os Templos, porém cada local começou de uma maneira diferente. Alguns iniciaram pela reunião de médiuns formados em povos diferentes, outros a partir do zero, somente com o casal que chegou na cidade e começou a missão. Alguns partiram do Templo Mãe, outros da rama, da rama, da rama de um Adjunto de Raiz...

Também contam as condições materiais... Alguns começam com muito pouco dinheiro para as despesas, em uma simples “choupana”,  outros desde o início já possuem recursos para construir uma “miniatura” do Templo Mãe. Conta também o espaço físico, casas alugadas improvisadas, terrenos “limpos”, e também aqueles que “já começam com tudo”, porque podem ou possuem merecimento.

Enfim... um início diferente marca a necessidade de adaptações do físico, do financeiro, e isso inevitavelmente influencia no andamento da missão.

Temos que considerar que os templos que começam do zero levam tempo para poder formar a primeira mesa evangélica. Para terem suas Piras, Radar e até mesmo móveis corretos para os atendimentos.

Por isso, ao frequentar um Templo, temos que ter total respeito pela missão dos que ali começaram! Não sabemos as dificuldades passadas e as improvisações necessárias para que tudo pudesse caminhar.

Porém... Podemos esbarrar com “outras” diferenças. Diferenças na condução dos trabalhos.

Neste ponto entendo que não trabalhamos em dúvida! Se for para fazer de má vontade ou preocupado se isto ou aquilo está correto, é melhor não fazer. Vou dar um exemplo prático:

Você chega a um Templo e lhe convidam para um Trabalho que você não conhece. Creio que é preferível observar antes, para poder aprender ou contar com alguém que lhe apoie, desde que o trabalho esteja em nossas Leis.

Outro: Convidam-lhe para um trabalho “fora da lei”, que não está registrado no Livro de Leis, nem no Realinhamento. Tipo conversar com sofredores, desobsessões direcionadas, trabalhos fora do Templo, curas estranhas com vários Aparás e médicos “especialistas”, trabalhos Iniciáticos em templos evangélicos, e outros. Se lhe convidam para isso, Salve Deus! A consciência é sua e a responsabilidade também. Eu não participo! Mas se você for lembre que o risco é grande e ficamos sem a proteção das Leis do Amanhecer.

É comum encontrar grandes médiuns, principalmente Aparás, que se sujeitam aos pedidos de trabalhos estranhos à Lei, com suas vidas “arrebentadas” ou deixando a Doutrina.

A cartilha de comportamento que sugiro é respeito! Tenha muito respeito mesmo que não concorde, mesmo que sua consciência lhe impeça de participar.

“Mestre, e se eu chegar em um templo que me impedirem de trabalhar porque sou de outra denominação jurídica, que que eu faço?”

Salve Deus! Se impedirem você de emitir, não importa! Ainda teremos a Mesa e os Tronos, ali alcançaremos nossa evolução. A Mesa Evangélica e os Tronos não são propriedade de nenhuma denominação jurídica.

Agora se lhe impedirem até mesmo de ir à Mesa e aos Tronos, agradeça ao Pai, porque quem lhe impediu de trabalhar está assumindo todos os irmãozinhos que estavam destinados a você encaminhar neste dia. Você ganhou sem trabalhar e alguém pagará esta conta.

Kazagrande

(Obs.: Estamos falando de “ir a outros Templos”, não de médiuns em desequilíbrio que necessitam de reciclagem até mesmo para manipular nos templos em que foram formados. O médium sem humildade no seu modo de tratar os outros perde o respeito da Corrente Indiana do Espaço).

4 comentários:

Muito bom.Triste como há mestres que na preocupação de manterem seus postos de comando e suas escalas, passam pela porta de outros templos, curiosos, mas não entram com receio que o seu Presidente tenha conhecimento e os ponha na "prateleira" Falo com conhecimento...

Concordo. Estamos trabalhando em prol da caridade e com isso avançar rumo à evolução, claro, cumprindo nossa missão conforme as leis que nos regem e que aceitamos. A prática da caridade sem dúvida não se restringe a um único templo ou você pensar "não vou ajudar em outro templo porque meu presidente vai ficar chateado". Se trabalhamos seguindo a lei, não há de cometermos erros em nossa conduta. Daí sempre penso: "estou aqui trabalhando em prol de ajudar os irmãos encarnados e desencarnados" CA-RI-DA-DE! Então se um mestre/adjunto de outro templo me convida para trabalhar/ajudar em algum trabalho que segue a lei, em um templo do amanhecer, eu estou errando? Acredito com fé que não e com certeza nenhum Santo Ministro ficará "aborrecido" por eu estar praticando o bem. Sempre lembro a história de Jesus e São Francisco de Assis, que foram peregrinos e que levaram sua luz, seu amor, seus ensinamentos, a energia bendita que tinham e tem a diferentes povos. Devemos sim, o respeito a cada templo que freqüentamos, aos adjuntos que nos recebem, ao mestrado, ao Ministro pelo qual iniciamos, mas deixar de trabalhar, de ajudar, de evoluir porque o adjunto ficará chateado... Aí realmente a gente se pergunta: quem vai pagar essa conta? Bom, o texto tira bem essa dúvida. Salve Deus!

Salve Deus! Jesus te ilumine nesta missão.

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