sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Reclamar ou Fazer?


O Adjunto Aluxã, Mestre Mário Kioshi, tinha o dom da tranquilidade. Não importava a situação, ele estava sempre disposto a ouvir sem expressar aborrecimento, mesmo face às mais absurdas colocações.

Recordo de uma reunião em um Templo (não citarei qual) em que muitos médiuns queriam mudanças. Clamavam por uma atuação mais intensa do corpo mediúnico, reclamavam uns dos outros, sempre desejando que houvesse mais comprometimento dos irmãos.

Então marcou uma reunião afirmando que daria oportunidade a todos se manifestarem.

Neste dia o templo estava cheio! Parecia que até mesmo aqueles que só apareciam no Templo “quando o calo aperta”, estavam presentes. Fez longos instantes de concentração, uma bela prece e abriu a reunião.

Primeiramente falou da Doutrina. Do quanto era agradecido pelos trabalhos espirituais e que jamais desanimava, pois compreendia que não era Pai Seta Branca que precisava dele, e sim ele que precisava da Doutrina.

Depois abriu espaço para que todos se manifestassem. Um dos comandantes mais antigos começou a reclamar da falta de compromisso com a manutenção do Templo. Mário não interferiu... Deixou que falasse tudo que queria. Quando terminou, ele perguntou:

- Mas o que você considera importante agora?

- Mestre, o templo está sempre sujo. Dá até vergonha dos pacientes em alguns dias. Todos chegam para trabalhar, mas cadê que vêm limpar?

- Está certo, meu irmão, então você pode começar a assumir a limpeza e ir formando um grupo para manter? Passo a você esta missão!

- Salve Deus! Mestre!!! Eu não posso!  - respondeu o Mestre e em seguida apresentando uma porção de justificativas.

Outro então se manifestou:

- Adjunto. O senhor já viu como está o Pajé? Nunca foi terminado! As telhas velhas doadas já estão caindo em tempo de machucar alguém. Precisamos urgentemente terminar esta obra.

Com sua tranquilidade inabalável, Mário respondeu:

- Está bem meu irmão. Então entrego em suas mãos esta missão! Pode começar a reforma, eu mesmo faço a primeira doação.

- Salve Deus! Eu??? Não dá Mestre! – E também apresentou uma série de desculpas esfarrapadas.

Outro mais ainda se manifestou:

- Mestre Mário, ninguém contribui para manter o pátio limpo também.

Novamente aconteceu o mesmo. Mário concordando e entregando a missão e a pessoa “dona da grande idéia” pulando fora na hora de assumir.

E foi assim até que todos que desejavam se manifestaram.

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Não basta observar os defeitos, as falhas, as necessidades. É preciso ter coragem de enfrentar e fazer!

Basta de reclamar! Reclamar do seu irmão é muito fácil. Difícil é fazer o que se precisa! Vejo em nossa Doutrina muitos “reclamadores”, cheios de idéias e até boas intenções... Mas os “fazedores” são poucos!

Se você observa uma necessidade em seu Templo, não fale! Vá e faça! Aprendi esta lição com o grande Adjunto Aluxã. Ele era Dentista, reconhecido, um dos Adjuntos de Raiz consagrados por Tia Neiva, mas nunca se furtou a ele mesmo empunhar o carrinho de mão e carregar concreto para as obras quando era necessário. Fosse no Templo que fosse!


Kazagrande

2 comentários:

Meus respeitos! Querido mestre Mario Kiochi!Um breve encontro e um eterno carinho! Salve Deus!!

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