segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O que outros querem…


As grandes dificuldades que enfrentamos nos relacionamentos normalmente esbarram nas diferenças de objetivos de cada ser envolvido.

Cada pessoa tem suas próprias prioridades, seus desejos, fantasias, metas, e, nem sempre são as mesmas em um relacionamento. Seja este relacionamento um casamento, uma amizade ou mesmo uma sociedade.

Aparentemente podem comungar dos mesmos ideais, mas os caminhos e as prioridades para atingi-los podem ser muito diferentes.

Ainda conta a questão da maneira como cada um observa e interpreta cada situação vivida em comum. Um mesmo fato pode ser avaliado e interpretado de maneiras muito diferentes.

Assim vemos naufragar grandes amores e amizades por conta da personalidade de cada um.

Conviver significa compreender! Somente compreendendo o outro é que podemos exercitar nossa tolerância com verdadeira sinceridade. Entender mesmo sem concordar!

Não é preciso anular nossa personalidade, mas pode ser necessário abrir mão de certas “certezas” em favor da convivência.

Tia Neiva já nos dizia que “ninguém é de ninguém” e também que na escada fatal da evolução somente ficaremos próximos daqueles que possuem a mesma faixa vibracional. Assim, um grande amor hoje, ou mesmo a melhor amizade, não poderá nos manter próximos na “verdadeira vida” se nossas faixas evolutivas forem desiguais.

Para compreendermos o outro é preciso “calçar seus sapatos”! É necessário que procuremos entender os fatos e comportamentos usando a ótica da outra pessoa. Repito: mesmo que não concordemos! Entender os outros significa procurar as razões pelas quais as atitudes são tomadas, as palavras proferidas e os objetivos traçados. Deste modo a tolerância fica mais fácil!

Claro que certas atitudes podem parecer injustificadas, mas não temos a mesma maneira de ver. As experiências do espírito por vezes trazem alguns traços traumáticos para a personalidade atual. A educação recebida, o convívio na infância, a família, todos são fatores de formação desta personalidade atual que se reflete em atos que podemos julgar como insanos oou “impensados”.

Também por este motivo Tia Neiva nos afirmava “o julgamento é o pior desequilíbrio”. Isso para nós: Médiuns conscientes das encarnações e da vida além da matéria! Não podemos julgar nunca e, ao “avaliarmos” uma situação ou pessoa (que na verdade é uma forma dissimulada de julgar) temos que tomar em conta todos os fatores conhecidos e ainda considerar tudo que desconhecemos a respeito dela.

Podemos ser felizes em nossas relações, o segredo é respeitar o que outros querem.

Kazagrande


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