domingo, 19 de junho de 2016

Prevendo o futuro


Uma das nuances marcantes da mediunidade de Tia Neiva era a CLARIVIDÊNCIA. Clarividência: Ver com clareza!

Tia conseguia ver, e perceber, os enredos kármicos projetados na aura das pessoas, e com isso vislumbrava também o futuro que se projetava para aquele paciente ou mesmo médium. Digo vislumbrava, porque o futuro é construído a cada dia! De acordo com nossas decisões, atitudes e oportunidades evolutivas, o futuro vai se modificando.

Temos um “roteiro de viagem”, programado por nosso espírito em conjunto com nossos Mentores, porém, encarnados, nossas decisões nos levam a desvios do caminho naturalmente traçado, e com isso, o “futuro” traçado neste planejamento vai sendo alterado, adiantado ou atrasado.

Tia afirmava que não gostava de fazer “profecias”, de prever o futuro. Dizia que somente fazia as previsões de início de ano, tão esperadas e muitas vezes divulgadas em programas de televisão, por conta de seu transcendente. Seu espírito de Profetiza do Templo de Delfos, trazia um charme a ser manipulado. Porém, não era algo que fazia com alegria, pois tinha absoluta consciência da impossibilidade de “acertar tudo” em um futuro ainda em construção.

Em nossa Doutrina alguns médiuns possuem certos graus de “vidência”, não falo de clarividência! Falo do dom mediúnico de projetar e receber as energias projetadas para um futuro iminente. E quantos se perdem por conta disso!!!

É triste, meus irmãos e minhas irmãs, ver médiuns que alardeiam pretensas profecias, que falam abertamente de pequenos flashes, pressentidos na aura de outras pessoas, como se fossem uma verdade absoluta! Muitos geram dívidas kármicas que chegam a comprometer suas encarnações, mesmo com toda a gama de possibilidades de trabalhos espirituais de nossa Doutrina.

Falar “do futuro de uma pessoa” gera a grande possibilidade de interferir em seu karma, pois pode ocasionar uma mudança de direcionamento nas atitudes do ser, que nem sempre pode ser benéfica!

Lembremos sempre da história que Tia contava sobre o Monge que, sendo abordado na saída do Templo, com pressa de aproveitar sua ida à cidade, descreveu para um grande fidalgo, uma vida de martírios para seu filho. Ele passou a vida toda esperando que chegassem os infortúnios, que nunca chegaram, e suas vibrações acabaram por destruir o impensado mestre (no final está a carta original de Tia Neiva).

Visualizar um quadro não significa que deva sair falando! Tenha absoluta certeza que, se a pessoa necessitar saber de algo, e se tiver preparo e merecimento para tanto, a mensagem chegará pelas comunicações adequadas e no local propício, ou será não confiamos nos Mentores?

Para finalizar vou contar uma historinha real: Certa vez uma Ninfa, necessitando chamar a atenção, parou ao lado de um grupo de quatro amigas e disse: Olhem! É uma Amacê sobre a Estrela Sublimação, vocês estão vendo? Nenhuma delas viu, mas uma delas, querendo aparecer um pouco afirmou que sim. Logo uma outra, não querendo se sentir “menos médium” que as outras confirmou também. E ali ficaram as três, olhando para o nada, enquanto outras duas sentiam-se frustradas.

Muitos “veem” coisas para chamar a atenção... Outros realmente podem até vislumbrar algo, mas É ALGO PESSOAL.

Lembremos sempre: Tudo que é da Luz é útil!!! Qual a utilidade de sair vendo coisas, fazendo profecias e escravizando os sentimentos dos que ouvem?

Kazagrande


Fragmento da Carta “Minhas Palestras com Humarran” Maio de 1960

Houve um tempo em que a Índia era o ponto principal para as revelações, vinham de muito longe, curiosos e romeiros, Magos... videntes; viviam por aí à espreita das oportunidades de suas alucinações. Em uma destas, aconteceu com um famoso Lorde que veio da Inglaterra para saber o destino de seu filho recém nascido: o “Mestre” que lhe atendeu estava de saída, os seus companheiros já estavam esperando na célebre porteira, para assim, cada um ter a sua direção. O fidalgo insistia e o “Mestre” contou sem amor o que via: disse que o seu filho teria um mal destino e, deu todo o roteiro de sua vida: em tal tempo te acontecerá isto, em tal tempo será assim e, na verdade, o fidalgo saiu dali louco. Seu filho que até então era sua alegria, passou a ser sua própria sentença, e até então não fez nada, senão sofrer à espera dos acontecimentos em toda a sua vida, porém, nada aconteceu. O jovem foi feliz, casou-se e nada de mal, enquanto o fidalgo, seu pai, amargurou toda sua vida. As vibrações do fidalgo não preciso dizer que destruiu o impensado “Mestre”.
Ninguém teve intenção de magoar ninguém, porém, o “pecado” das palavras impensadas de um Mestre ou Clarividente, é algo muito sério. Veja sempre em sua frente o fidalgo, o homem que sofreu a conseqüência do seu orgulho, porém, nunca faças como o impensado Mestre, nunca participe com ninguém; serás antes de tudo uma psicanalista. É bem melhor que as pessoas saiam de perto de ti, lhe desacreditando, do que desacreditando em si mesmas.
Carta “Minhas Palestras com Humarran” Maio de 1960

2 comentários:

Oi mestre, Salve Deus, acompanho sua trajetória doutrinária e aprecio muito seus ensinamentos e sempre procuro minha reforça íntima, enfim, mas, o que acontece comigo é o seguinte, sou ninfa lua e tenho a transcendência cigana muito forte, eu leio a mão das pessoas, vejo coisas da vida da pessoa que eu nem entendo do pq vejo, é uma coisa natural que flui, eu tenho sensações das pessoas, falo de energias mesmo, enfim, sou uma cigana aganara e tenho o povo cigano muito forte, agora lhe pergunto, faço algo demais em sentir isso tudo e deixar fluir minha mediunidade da leitura de mãos? até pq nunca estudei sobre isso e simplesmente flui as coisas, as visões e tem certas coisas que não falo e não interfiro, lendo esse texto me fez me sentir culpada, o que devo fazer? amo me vestir de cigana e dançar, é errado ser assim como eu sou?? aguardo resposta, Salve Deus!!!

Minha estimada irmã,
Salve Deus!

Mande sua pergunta por e-mail e poderei lhe responder. Este espaço aqui é inadequado e não admite as necessárias formtações.

Um fraterno abraço,
Kazagrande - exiliodojaguar@gmail.com

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