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Editorial - Janeiro de 2014


Meus Estimados irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Hoje volto a escrever um editorial pessoal de reflexão e agradecimento de maneira pessoal, diferente dos textos que normalmente publico diariamente aqui no “Exílio do Jaguar”.

É possível tudo mudar em nossas vidas!

É possível recomeçar, sair do zero absoluto. É possível olhar ao redor e de repente, estar sem perspectivas, sem soluções, “sem saída” e apenas com uma verdadeira mudança interior, mudar também o exterior de nossa vida.

Quando cheguei à Bolívia, terra em que nosso Pai Seta Branca encarnado viveu, vim para realização de sonhos e metas. Mas inicialmente “tudo deu errado”. Gastei todo o dinheiro de reserva e tudo o quê poderia dar errado, aconteceu. Cheguei ao ponto de ir deitar-me a noite sem qualquer possibilidade para o dia seguinte, além de “sair andando” por aí...

Não sou sozinho, tenho duas filhas menores e a esposa. Não havia nada para dizer a elas...

Nos primeiros meses eu ficava revoltado, fazendo planos mirabolantes e contando com a sorte. Perguntava aos céus: “mas por quê?” Eu não compreendia o quê estava errado! O quê eu teria feito para que nada desse certo e que coisas aparentemente simples se complicassem tanto. Revolta? Sim revolta! Eu sou humano e tenho todos os sentimentos negativos que todos podemos ter quando nos sentimos ameaçados e sem possibilidade de reagir.

Havia deixado um bom emprego, uma casa confortável, poder, liderança, influência política, crédito, reconhecimento e muito, mas muito orgulho e vaidade. Agora amanhecia sem perspectiva nenhuma, em um país estranho, onde ninguém me conhecia, acreditava ou abria uma porta de verdade.

Em um momento, em que quase exclusivamente por falta de qualquer opção, voltei os olhos ao Pai, sabendo que simplesmente não havia o quê pedir, eu aceitei.

Aceitei que havia uma lição a ser aprendida. Que o quê estava passando tinha que ter algum sentido, ou toda a minha crença seria uma ilusão. Desejava aprender e entender o quê se passava. Voltei a rezar. Lembrei de cumprir nossos três horários e procurar manter a mente focada o máximo de tempo possível.

Após uns dias mantendo o padrão assim elevado, sem pedir, vivendo um dia de cada vez e com a mente voltada apenas para o quê eu poderia fazer de bom naquele dia, vigiando meus pensamentos, palavras e ações... Após uns dias, senti vontade de voltar a escrever e criei o Exílio do Jaguar. Nascido exatamente no meio do maior turbilhão de minha vida. Pensei que se não podia fazer nada além de ir vivendo um dia de cada vez, que tal se eu aproveitasse para semear um pouquinho para o futuro?

No dia em que postei o primeiro artigo senti a presença de uma Entidade, uma presença tão forte e luminosa que eu achei que iria mudar de mediunidade. Não tive dúvidas: era Pai João!

Pai João não chega na vida de um Jaguar para “passar a mão na cabeça”! Vem para disciplinar e abrir os olhos para a razão. E assim foi!

Em plena descoberta do “Exílio do Jaguar” eu vivia um inferno material. Cheguei ao ponto de literalmente gastar minha “última moeda”. Isso mesmo, a última moeda que tinha na vida. Dali para frente só vendendo as coisas de dentro de casa. Mas neste dia... o dia da última moeda, eu senti claramente a mensagem “não vai se revoltar de novo agora?”; “você está acabado!”; “não tem nada para fazer e nem para comer amanhã”; Mas diante disso, eu sentia uma tranqüilidade explicável somente pela confiança de que “estava tudo certo”.

Realmente estava tudo certo! No dia seguinte me chamaram para realizar um trabalho, recebi adiantado e nunca mais tive uma grande dificuldade material.

Não que tudo tenha virado um mar de rosas, mas tudo passou a fluir com naturalidade. Vivi os percalços, que todos nós estamos fadados a passar, mas com dignidade e mantendo o padrão elevado. A cada final de dia, ou início de dia, eu parava para escrever aqui no Exílio, e isolava-me de qualquer influência externa, ou mesmo pensamento, que não fizesse parte da linha de “semear” que impulsionou os primeiros passos e que até hoje se mantém.

Passei por um assalto, fui “inexplicavelmente” mordido por um cachorro, passei dias como o que republiquei em “um dia na vida do exilado”... Mas realmente minha vida interior mudou e estas mudanças chegaram ao exterior com o tempo, mas com muito pouco tempo.

Sem nada, sem ninguém, sem dinheiro, sem nem falar o idioma do país, e estou aqui! Valeu, e vale a pena!

Queria escrever compartilhar com vocês as mudanças de minha vida, contar que passado menos de um ano da data da “última moeda”, tudo já havia mudado: já morava em uma casa bastante confortável, tinha um bom carro, a geladeira cheia, a família feliz... Em menos de um ano havia mudado! E os avanços seguiram nos três aspectos (e seguem) até hoje, a nível material, familiar e espiritual.

Quase quatro anos depois... Mais de 1.200 textos publicados; três livros editados com recursos próprios e integralmente doados, inclusive todos os direitos autorais; mais de 2.000.000 acessos únicos no Exílio e mais de 7.000.000 de acessos múltiplos; mais de 9.000 seguidores nas páginas do Facebook...

Queria contar, mas não por orgulho ou vaidade, mas para dizer apenas: É possível sim! É possível mudar tudo em nossas vidas. Não desista! Pare de ficar clamando ajuda e permita ser ajudado! Nossos Mentores só podem nos auxiliar se nosso padrão vibratório permitir!

Pare de ficar se envolvendo em “política doutrinária”, de participar e até ouvir conversar improdutivas. Pare de pedir e passe a fazer! Lembre de seus três horários! Já pensaram em quanta energia se movimenta nestas horas? Peça apenas a compreensão da lição que precisa aprender!

Não vá ao Templo para “ver se a vida melhora”... Vá pelos outros! Você não vai para “ser ajudado”, vai para ajudar! Somente receberá algo de acordo com sua sintonia e merecimento! Horas de trabalho espiritual são muitos diferentes de “horas dentro do Templo”.

Acordei com esta recordação... Precisava compartilhar com vocês!

Deixo-lhes um fraterno abraço, agradecendo de coração a presença de vocês nesta pequena jornada!


Kazagrande