TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MACUMBA


“Não creio nas bruxas... Mas que elas existem, existem!” (dito popular)

Pode parecer um pouco surreal, mas existe uma boa quantidade de médiuns de nossa Doutrina que recorrem às praticas errôneas e incomodamente denominadas “macumba”.

O preconceito popular passou a denominar de “macumba” qualquer culto de origem africana. Mesmo a nossa Doutrina, muitas vezes é chamada de “macumba” pelos que desconhecem seus princípios, e nós, de “macumbeiros”. Lembro que certa vez, quando trabalhava de garçom em Sobradinho-DF, pouco tempo depois de deixar o Orfanato (quando foi fechado), ao contar que morava no Vale do Amanhecer, um colega explicou para os outros, que o Vale era um “terreiro de macumba do tamanho de uma cidade”.

Mas vamos ao que interessa! No lado físico das coisas, a macumba (repito, erroneamente denominada) é quando uma pessoa procura médiuns, ou charlatães para realizar um “trabalho espiritual” que envolva pagamento, para obter benefícios pessoais. Faz um verdadeiro pacto com espíritos que contrata para a realização de terminada tarefa.

Este envolvimento, quando não processado através de um falso médium, envolve uma conseqüência kármica e um preço a ser pago, que vai muito além dos despachos e da remuneração do médium.

Os espíritos que habitam nosso etérico, ainda sem esclarecimento, repletos de mágoas, desequilíbrios, atuando totalmente na horizontal, sustentam-se exclusivamente pelo magnético animal. No etérico não se produz energia e, por tanto, seguem atrelados aos destinos da humanidade encarnada.

Ao “contratar um trabalho”, o ser encarnado ignorante, se propõe a interferir no destino kármico de outra pessoa, envolvendo em um desajuste, espíritos que normalmente não pertenceriam a aquela história. Gerando assim um novo ciclo kármico. Envolvendo-se em novas dívidas e postergando a própria evolução.

Quando o encarnado não é ignorante e tem consciência do que está fazendo... Salve Deus! O custo é ainda muito mais alto.

Quando o trabalho é encomendado a um charlatão, que não tem mediunidade desenvolvida e que apenas procura aproveitar-se dos incautos, as conseqüências espirituais são menores, mas mesmo assim existem. Pois embora não passe de ilusão, a própria pessoa que procura o trabalho, se enreda em uma corrente negativa formada pelos seus pensamentos e desejos.

Perguntaram-me quais e por que determinados espíritos se envolveriam nestas situações. Creio que a “História de Manoel Truncado”, redigida por Tia Neiva, explica com total clareza e propriedade esta pergunta (podem conferi-la no final desta postagem).

Tem “macumba” para tudo! E cada uma sua conseqüência, maior ou menor, de acordo com o envolvimento de espíritos.

Fizeram uma macumba para mim, macumba pega?

Depende... Depende de você! Não importa o “tamanho” da macumba, ela só vai lhe atingir se você permitir. Nenhum espírito pode penetrar em sua aura energeticamente ou mesmo através de sugestões e insinuações, se o seu padrão vibratório não permitir. Um espírito só se liga ao outro se estiver na mesma sintonia ou faixa vibracional. Assim, quando um espírito é contratado para lhe atingir, ele fica a sua espreita esperando que você baixe seu padrão para que ele possa atuar. Não encontrando oportunidade, ele voltar para assediar o “macumbeiro”... Por isso dizem que macumba volta.

Nós Doutrinadores temos uma intuição aguçadíssima e podemos pressentir “quando algo está errado”. Os Aparás já contam naturalmente com a “Voz Direta em seus ouvidos”. Assim, ao nos darmos conta de que tem alguma energia que tenta nos derrubar (aquela sensação de plexo revirado), não precisamos fazer nada além de vigiar nosso padrão vibratório e nos dedicarmos um pouco mais ao trabalho espiritual, assim, por vezes mereceremos a oportunidade de encaminhar um espírito que tentava nos abalar. Isso vale não apenas para as “macumbas”, mas para todo tipo de correntes e vibrações.

Nada de medo ou proteções mirabolantes! Apenas seguir a máxima, tantas vezes repetida, sobre nosso padrão vibratório.

Aos médiuns de nossa Doutrina, que procuram trabalhos de outras linhas: Não são dignos das armas que envergam! Nossa Doutrina não é uma mera formalidade, se ela não atende suas expectativas, você deve estar no lugar errado!

Mestre, mas vou só fazer uma visita... Respondo com uma simples pergunta: Precisa mesmo?

Kazagrande

MANOEL TRUNCADO – Por  TIA NEIVA

         Há uns dez anos, vivia em uma cidade de Goiás, bem próxima da capital do estado, um cidadão chamado Manoel Truncado. Casado com uma mulher pacata e jovem, chamada Maria, o casal tinha três filhos: José, o caçula; Marília e Josefa, duas mocinhas.

         Manoel Truncado estava com mais de quarenta anos, e havia lutado muito para sobreviver com sua família. Seu pai fora um fazendeiro no interior de Goiás, e Manoel crescera na dura vida de peão. Apesar de as terras serem boas, o pai de Manoel Truncado nunca soubera tirar melhor proveito delas e, com isso, a vida para eles sempre fora de lutas e sofrimentos.

         Em face das dificuldades, o pai de Manoel acabou por perder a fazenda, e eles se mudaram para aquela cidade. Os velhos logo morreram, e Manoel teve que se ajustar a um vida para a qual não fora preparado. Trabalhou aqui e ali, mas não conseguiu se firmar em lugar algum.

         Um dia, ele conheceu Maria, jovem bonita e simples, que trabalhava para ajudar os pais. Os dois se amaram e logo se casaram, sem muitos planos para o futuro. As pessoas acostumadas com a pobreza não olham muito à frente, e resolvem seus problemas com certa facilidade. Assim fizeram Manoel e Maria, e o casal logo ganhou uma filhinha, a Josefa.

         No primeiro ano de casado, Manoel procurou se firmar no trabalho de carroceiro. O casal morava num barracão construído no fundo de um terreno, deixando a frente toda livre, onde Manoel mantinha uma concheira e guardava a carroça e seus dois animais. Nas tardes quentes e sem vento, o cheiro ocre do estrume invadia a pequena moradia, mas eles já estavam tão acostumados que nem o sentiam. Manoel Truncado gostava de acariciar o corpinho tenro de Josefa, que ficava deitada numa bacia forrada de panos.

         Depois nasceu Marília, e, por último, José. A vida ficou tão apertada como a casinha em que moravam. Manoel começou a freqüentar com mais assiduidade o botequim da beira da estrada e a se descuidar dos seus negócios. Logo começou a se manifestar, nele, um gênio arrogante e agressivo, que atemorizava os vizinhos e deixava as crianças com os olhos arregalados de medo.

         Enquanto isso, Maria, sempre quieta e acostumada ao trabalho duro, se resignava lavando roupa para ganhar algum dinheiro.

         Manoel começou a se ausentar de casa e chegava a passar noites fora. Nos dias que se seguiam a essas ausências, ele costumava chegar na carroça, com os cavalos meio estropiados, e os largava no pátio. Resmungava qualquer coisa e se deitava, em pleno dia, sem sequer trocar a roupa.

         Maria desatrelava os cavalos, com auxílio dos filhos, e a casa ficava quieta, ouvindo-se, apenas, os roncos surdos de Manoel. Quem mais sofria com isso era o pequeno José. Ele já estava no primeiro ano do grupo escolar, e sua inteligência viva procurava explicações de coisas que a escola não lhe ensinava. No princípio, Manoel procurava ajudá-lo em suas lições, e José adorava fazer-lhe perguntas. Mas, depois que Manoel começou a beber e a se ausentar, ele passava um tempo manuseando seus cadernos, na esperança que o pai lhe ajudasse.

         A situação foi piorando, a ponto de se tornar insustentável. Começou a faltar comida, e as discussões violentas se processavam sem mais nem menos. Maria, que habitualmente mal tinha tempo de chegar até a cerca para falar com a vizinha, começou a sair, em busca de auxílio. As crianças ficavam trancadas em casa, e deixaram de ir à escola.

         Maria, acostumada exclusivamente na dura lida do lar, começou a se atrapalhar na vida fora de casa. Começou fazendo dívidas, e das dívidas passou aos favores ilícitos. Em pouco tempo, estava separada de Manoel Truncado e se prostituiu por completo. Um dia, Manoel se viu sozinho, com seus cavalos estropiados. Maria o abandonara, levando consigo as crianças, e não deixara qualquer endereço.

         No princípio, Manoel pouco se importou. Juntou o pouco que restava de sua vida material, e se lançou nas aventuras baixas da periferia da cidade. Depois de muitas loucuras, um dia, bateu-lhe a saudade da família, e decidiu sair à sua procura.

         Sua busca foi infrutífera, até que ele encontrou a morte, num desses tristes episódios que acontecem na calada da noite. Nos seus últimos tempos na Terra, ele começara a atribuir toda a sua desdita à esposa que o abandonara.

         Seus sete dias em Pedra Branca foram de intensa agonia. Ele não conseguia dominar seus desejos de vingança, sustentados por sua mente desvairada. Ao terminar seu prazo, ele se encaminhou, como um relâmpago, em direção à família.

         Os Mentores Espirituais ficaram temerosos do que podia acontecer à já tão sofrida família, e o desviaram de seu rumo. Cheio de rancor e agressividade, Manoel Truncado acabou por ser atraído pelos bandidos do espaço, e foi vendido a uma falange, em um terreiro.

         Essa falange pertencia ao reino do Exu Tranca Rua, e Manoel Truncado passou a sofrer nas garras dos exus tarimbados do terreiro. Ele, agora, era um prisioneiro da Lei Negra!

         A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação. Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nômades e sem protetores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.

         Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.

         Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em ação. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus.

         Manoel Truncado conheceu, então, o que era realmente sofrer.

         Os anos, na Terra, foram se passando, enquanto ele foi adquirindo tarimba. Sua índole agressiva o ajudava muito, e ele começou a se destacar em meio a tenebrosas tarefas. Em pouco tempo, ele adquiriu o direito de se chamar Exu Tranca Rua – nome do titular comandante daquele grupo – e passou a ser temido e respeitado pelos mais ferozes espíritos da falange.

         Logo ele havia formado um grupo de adeptos, e estabeleceu seu reino. Com sua esperteza, fez um convênio com o Exu Tenório, especialista em hipnose magnética, o que lhe dava terrível força no submundo etérico. A hipnose é muito usada nas macumbas, e o novo Exu Tranca Rua, ex-Manoel Truncado, sabia como se aproveitar disso.

         Corria o ano de 1959, e um fato inteiramente oposto aconteceu nas imediações da caverna de Tranca Rua. Nessa época, mudara-se para o local, chamado Serra do Ouro, o grupo de Tia Neiva, formando a UESB, a  primeira comunidade da Corrente Indiana do Espaço. E o tempo continuou a correr na ampulheta da vida.

         Certo dia, Truncado, agora chamado Tranca Rua, estava sentado em seu trono, quando ouviu alguém praguejando com violência. Sabia, por experiência, que se tratava de algum novato trazido pelos Exus Caçadores. Muniu-se do seu chicote magnético e se encaminhou para o local do barulho. Lembrava-se de como fora tratado quando chegara, e seu maior prazer era aplicar, pessoalmente, a correção nos novatos. Ele tinha um jeito especial de chicoteá-los e de convencê-los.

         O espírito estava seguro pelos Caçadores, e Truncado desfechou a primeira chibatada. A vítima urrou de dor e seus olhos lançaram chispas de ódio impotente. Truncado ia dar a segunda chibatada, quando seu braço estancou no ar, como se tivesse batido num rochedo invisível. O espírito que estava chicoteando era o do seu filho José!

         A cena terrível ficou paralisada num momento de agonia. Os dois espíritos – pai e filho – se fitavam com horror e espanto. Subitamente, Truncado achou a voz e gritou, em desespero:

- Zezinho, meu filho! Você aqui? Não!...Não!... Não o quero aqui! Levem-no daqui!...

         Passado o instante da surpresa, os Caçadores largaram Zezinho e começaram a zombar da fraqueza de Truncado, espezinhando-o pela atitude tão diferente de seus hábitos. Zezinho, aproveitando-se do descuido de todos, arrebatou o chicote da mão de Truncado e passou a chicoteá-lo com ódio arrebatado. Truncado não se defendia, e Zezinho o chicoteou até ele cair, sem forças. Enquanto ele lhe batia com o terrível chicote magnético, vociferava com ódio:

         - Tome, miserável, pelo mal que nos causou! Minha mãe se prostituiu por sua causa, seu canalha! Ela foi obrigada a isso para dar de comer a mim e a minhas irmãs, seus filhos! Elas, agora, vão pelo mesmo caminho de minha mãe, a prostituição! Tudo por sua culpa, seu miserável! Mas, eu disse que, um dia, o encontraria e, agora, o encontrei!

         O tempo continuou a correr e, agora, Zezinho se tornara um terrível Tranca Rua, mais feroz que o pai.

         Truncado, desmoralizado no próprio reino, mas não querendo se afastar de Zezinho, tornou-se um nômade do submundo dos exus. Cheio de ódio e confuso com a cilada que a vida lhe preparara, redobrou suas atividades maléficas, sem cautela nem medidas. Suas estrepolias puseram em sobressalto toda a região entre Anápolis e Alexânia, durante longo tempo.

         Nessa época, aconteceram desastres incríveis. Carros perdiam a direção sem causa aparente, e a estrada começou a ter cruzes fincadas, marcando os locais dos desastres onde as vítimas haviam desencarnado. Crimes aconteciam nos sítios ao longo da rodovia, e aumentou muito o consumo de cachaça nos botequins de beira de estrada. A atmosfera da região começou a se modificar visivelmente. Os macumbeiros aumentaram de número e os trabalhos tétricos varavam as noites, nas várzeas e encruzilhadas.

         Na comunidade da UESB, Tia Neiva recebia as lições dos Mundos Encantados dos Himalaias, e os médiuns se desdobravam no serviço de Cristo Jesus.

         Um dia, Tia Neiva recebeu a notícia de que estava para chegar um circo que se instalaria nas imediações da UESB. Mas, não se tratava de um circo comum, desses que a gente está habituado a ver. Tratava-se de um circo etérico!

         De fato, o mundo invisível da região estava alvoroçado. O circo chegou com estardalhaço, com seus palhaços, seus acrobatas e seus carros coloridos. O palhaço principal chamava-se Remendão. Com o circo em funcionamento, os espíritos desencarnados para ele afluíam em massa. Entravam e... desapareciam da região!

         Manoel Truncado, o Tranca Rua, também não resistiu à curiosidade, e foi ver o circo. Mal entrou e, quando deu por si, estava capturado pela falange de Centuriões! Urrou e ameaçou, mas de nada adiantou. Foi levado para a UESB, onde começou a ser doutrinado, e acabou por conversar longamente com Tia Neiva. Ela, na sua proverbial paciência, foi-lhe mostrando seu quadro espiritual, e ele se deixou ficar ali. A fagulha de ódio de seus olhos foi sendo substituída pela luz baça do arrependimento. Às vezes, seu gênio rancoroso o dominava, e ele dava trabalho aos médiuns da UESB. Por fim, os Mentores, com auxílio de Tia Neiva, conseguiram encaminhá-lo para o Canal Vermelho.

         Lá, ele foi atraído para um lugar, chamado Umatã, mudou sua roupagem de exu, mas sua maior preocupação continuou sendo seu filho Zezinho. Na Terra, na caverna do antigo Tranca Rua/Truncado, um outro rei agora imperava, no seu reinado de ódio: o Tranca Rua/Zezinho, com ferocidade maior do que a do seu pai. O chicote magnético que fora usado por seu pai, continuava a sibilar nas costas de outras vítimas, espíritos perdidos, apanhados pelos Exus Caçadores.

         Naquele tempo, Tia Neiva sentia certa frustração no Canal Vermelho. Na verdade, para um espírito que conserva a consciência, a mesma consciência nos vários planos em que penetra, a paisagem do Canal Vermelho assusta um pouco, de início.

         Apesar de bonito, com seus enormes jardins, suas pontes, seus belos edifícios, sua vida complexa, sua luz cambiante de tons lilás e sua simetria, seu conjunto dificulta a sintonia. É como um cidade criada artificialmente, e cheia de truques mágicos.

         Essa construção do plano etérico se destina à adaptação de espíritos arraigados a formas obsessivas de idéias. Ele estabelece um clima de transição entre a concepção que alimentaram na Terra e a realidade do mundo invisível, da outra etapa da estrada da vida.

         Tia Neiva vai com freqüência ao Canal Vermelho, em sua missão. Nesse dia, enquanto aguardava a presença de seus amigos espirituais, ela observava com curiosidade as atividades em torno dela. De onde se achava, via o enorme letreiro de Umatã, que parecia mudar constantemente. Às vezes, lia a palavra umbanda, e outras vezes parecia que ali estava escrito candomblé. Ficou a pensar no assunto, até que decifrou o enigma: tratava-se de uma forma adequada para fazer com que certos espíritos se sentissem em casa. Não muito distante, havia uma espécie de templo, com um letreiro onde se lia Igreja Presbiteriana, e, pouco além, havia um outro templo com aspectos nitidamente católicos.

         Dessa forma, os espíritos desencarnados encontram um ambiente similar ao que tinham na Terra. Só que a realidade é bem diferente. Seja em termos de Candomblé, de Umbanda, de Catolicismo, de Protestantismo ou de qualquer outra doutrina, a direção é dos espíritos missionários, que mostram lentamente a esses espíritos sua sobrevivência depois da morte terrena.

         Nessa madrugada, ela se encontrou com Manoel Truncado. Imediatamente, ele se lembrou dela, e sua primeira manifestação foi em torno de seu filho Zezinho e sua família. Tia Neiva notou que ele ainda pensava muito em termos do exu que foi na Terra. Embora tenha modificado sua roupagem, ele ia os templo Umatã como fora aos terreiros da Terra. Ela tem uma pena imensa desse espírito e o ajuda sempre que pode.

         Eram quase cinco horas da manhã quando ela voltou para a Terra. Preocupada com a promessa feita a Manoel Truncado, ela procurou ver Zezinho. Mas não conseguia vê-lo com sua roupagem de exu. A única coisa que conseguiu captar, em sua visão espiritual, foi a figura de um menino de sete anos, esperando o pai para lhe ensinar a lição da escola...  Salve Deus!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CURSO DE CONHECIMENTOS DOUTRINÁRIOS


Salve Deus!

Venho lembrar a todos sobre nossa aula de hoje! As 19:30hs no Templo Anavo do Amanhecer – Cochabamba / Bolívia.

Tema do Dia: OS TRONOS

  1. Qual a real função dos Tronos?
  2. Que espíritos atendem nos Tronos?
  3. Entidades de Alta Hierarquia passam pelos Tronos?
  4. Ciganos podem atender nos Tronos?
  5. Pacientes desencarnados.
  6. Quais os irmãozinhos que passam nos Tronos?
  7. Em que condição o desencarnado chega?
  8. Pode haver comunicação de sofredores?
  9. Qual o comportamento do Apará ao receber projeções mais fortes?
  10. Qual o comportamento do Doutrinador?
  11. Qual a doutrina ideal para os Tronos?
  12. O quê fazer em situações especiais (espírito se recusa a deixar o aparelho; incorporação de pacientes; desequilíbrios; acrisolamento de energias entre Doutrinador e Apará)
  13. O paciente encarnado nos Tronos.
  14. Como normalmente podem chegar os pacientes nos Tronos.
  15. Quais os tipos de desequilíbrios físicos, magnéticos e espirituais?
  16. Como é o trabalho do Preto Velho, o quê ele realmente faz naquele atendimento?
  17. Como identificar os casos?
  18. Como manter a sintonia nos atendimentos demorados?
  19. Importância da Ionização, o quê é e como acontece espiritualmente.
  20. Existe diferença entre Tronos Vermelhos e Amarelos?
  21. Qual a contagem dos Tronos?
  22. A função do Comandante.
  23. A entrada correta para o trabalho.
  24. A identificação das Entidades.
  25. Mudança de energias.
  26. Mudanças de incorporação.
  27. Caboclo nos Tronos.
  28. O quê é e como se processa um Trabalho Especial de Tronos?
  29. Interferências
  30. Existem três elevações nos Tronos?
  31. Mitos e invenções.
  32. Qual a Lei dos Tronos? Trabalhos fora das leis do Amanhecer são permitidos?
  33. O segredo dos Tronos para o Doutrinador.
  34. O segredo dos Tronos para o Apará.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Portal do Jaguar


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Com grande alegria e total confiança venho apresentar o “Portal do Jaguar” (http://www.portaldojaguar.com/) para vocês!

Em uma iniciativa pura e despretensiosa, os mestres Henrique Rolim e Elvis Alencar passaram a dedicar parte de seu tempo à construção e manutenção de um portal doutrinário que muito tem contribuído para informar e aculturar os médiuns da Doutrina do Amanhecer.

Acervo Oficial, resgastes históricos, artigos e reportagens, informativos de consagrações, comunicados oficiais... Tudo isso é apenas uma parte deste grande projeto que já está totalmente ativo e que segue avançando rumo à construção do maior portal de informações doutrinárias do Vale do Amanhecer.

Sim, eu apoio esta iniciativa e, após acompanhar criteriosamente todas as postagens dos últimos meses, posso recomendar com grande satisfação a todos nossos irmãos e irmãs!

Estejam atentos, cadastrem-se, “curtam” o Facebook e mantenham-se atualizados! Vale a pena! Todos os conteúdos até hoje publicados são bons e construtivos. Não encontrei nada que pudesse gerar polêmicas ou semear divisões, portanto: apoiemos e incentivemos o trabalho destes mestres e somemos com eles, enviando nossas criticas, sugestões, participando efetivamente.

Nestes anos a frente do “Exílio do Jaguar” (http://exiliodojaguar.blogspot.com/) , acompanhei muitos que tentaram seguir este mesmo caminho de semear o bom e produtivo para nossa Doutrina. É preciso emanação! Não render-se à vaidade e tratar a todos que nos procuram com total carinho e respeito, mesmo os que chegam em total desequilíbrio. Jamais podemos ter uma palavra negativa, de divisão, de sectarismo... Opiniões fortes e seguras, mas que jamais desarmonizem a quem nos é confiado, confia em nós, ou cruza nosso caminho.

Acessem o Portal do Jaguar (http://www.portaldojaguar.com/) e conheçam os conteúdos, baixem os arquivos e divulguem! Divulguem tudo que fizer bem para vocês.

Um fraterno abraço,

Kazagrande

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As Imagens de nossos Mentores


Já escrevi anteriormente sobre a roupagem, e também sobre o nome, de nossos Mentores, porém creio restar um esclarecimento mais específico sobre as imagens (quadros, pinturas, fotos), que obtemos através do contato com o artista Vilela, oficialmente deixado por Tia Neiva para retratar nossas Entidades.

Conforme já expliquei anteriormente, nossos Mentores usam uma roupagem, ou seja, se apresentam dentro das Leis do Amanhecer seguindo uma das linhagens espirituais que fazem parte de nossa Corrente.

Existem diversos Mentores que utilizam “um mesmo nome”, mas não quer absolutamente dizer que seja o mesmo Mentor ou que use uma roupagem idêntica. Temos por exemplo, Vovó Catarina das Cachoeiras... Existem centenas delas, com o mesmo nome, mas é pouco provável que vá aparecer uma mesma imagem retratando a mesma Vovó!

Quando você passa a identificar seu Mentor, por intermédio de um nome, é natural que se queira buscar de imediato uma visualização desta Entidade, de modo a facilitar a mediunização e concentração, porém o seu Mentor, terá uma imagem própria, que no momento em que for possível, você poderá pedir para ser retratada. Não será a mesma imagem que você viu anteriormente em alguma foto! Será pintada para a sua Individualidade. Repito: É o “seu” Mentor!

Nossos Cavaleiros, Guias Missionárias e Ministros são Entidades que fazem parte de uma Corte Celestial que necessita estar devidamente sintonizada para que a imagem possa ser “trazida”.

Existem casos em que o médium se apresenta ao artista e este já visualiza de imediato a imagem! Outros, esperam um bom tempo para que tenham seus quadros pintados. Isso acontece porque o artista deve seguir efetivamente o compromisso que fez, ser verdadeiro, e só retratar o quê vê! Não adianta pagar adiantado e querer pressionar! Muitas vezes simplesmente ele não visualiza e não deverá pintar apenas para satisfazer sua ansiedade. Pessoalmente já o presenciei pedindo ao médium que participasse de um Retiro, ou de uma Estrela, para que então pudesse “ver” se a imagem chegava.

Assim, desejo concluir que nossos retratos de Entidades não são só para enfeitar o Aledá de sua casa! São o reflexo de nossa Individualidade e das conquistas que ainda podemos obter pelos nossos trabalhos, sintonia e merecimento.

Não há nada de errado em querer ter em seu Aledá uma Entidade pela qual você sente grande afinidade, porém o respeito e a consciência do quê realmente está fazendo, devem suplantar qualquer vaidade!

A Entidade que ilustra este texto é o Ministro Hitupan, do Mestre Hugo. Atendendo ao pedido dele, e seguindo a intuição, é que redigi este artigo. Aproveito também para agradecer a participação deste Mestre (Adjunto Hitupan), do Mestre Julio Cezar (Adjunto Aman) e de todo o povo Hitupan, que estão sempre presentes em minhas orações e nesta pequena jornada no Exílio do Jaguar.

Kazagrande

Os Nomes de Nossos Mentores


Uma grande ansiedade, para a maioria de nós, é conhecer o nome de nossos Mentores, sejam Princesas, Pretos Velhos e Pretas Velhas, Caboclos, Médicos de Cura, Cavaleiros e Guias Missionárias, Ministros.

Como é gratificante, desde os primeiros passos doutrinários, este benéfico contato e conhecimento, ou reconhecimento.

Para o Doutrinador(a), que escolhe sua Princesa e depois irá receber nas Consagrações os nomes de Cavaleiro (Guia Missionária) e Ministro, é mais simples.

Já o Apará tem que identificar os primeiros nomes. Suas dúvidas ficam por conta, principalmente, da eterna questão: Será que é este mesmo o nome que recebi? Ele conta somente com aquele momento da incorporação para buscar esta identificação. Por vezes já ouviu nomes com os quais se afinizou, e teme estar interferindo, colocando sua vontade acima da intuição. Para um Doutrinador pode parecer uma dúvida boba, mas para ele, que irá carregar a plaquinha com o nome da Entidade, tem um peso enorme.

Questiona-se como pode estar incorporada com Vovó Catarina das Cachoeiras, se fica sabendo que naquele mesmo momento tem outra Vovó com o mesmo nome incorporada? Aí já entra a dúvida: Será que a minha não era Cambina das Cachoeiras, ou Catarina das Águas? Como pode a Entidade dividir-se?

Vamos analisar por partes, primeiramente a questão da originalidade do nome.
Tomemos o nome de Vovó Catarina das Cachoeiras, por exemplo. Uma das Entidades que mais freqüentemente está presente em todos os trabalhos de Tronos. Nos grandes Templos mesmo, é difícil um trabalho em que não tenha ao menos uma incorporada. Mas como? Existe mais de uma?

Bem, o quê é o “nome” de uma Entidade? Vejamos: Sua Entidade “principal”, o Preto Velho ou Preta Velha, usa uma roupagem para apresentar-se como tal. Sim! Não quer dizer que necessariamente aquele espírito, que assim se apresenta, tenha tido uma encarnação como escravo, ou escrava. Ele é o seu mentor que vem na roupagem padrão do Vale do Amanhecer, obedecendo as nossas leis e trabalhando seu desenvolvimento espiritual. Pode ser que nunca tenha tido uma encarnação na época da escravidão, mas assim se apresenta, porque esta é a roupagem de Mentor do Vale do Amanhecer. Dificilmente seu nome espiritual, seu nome verdadeiro, será o mesmo com que se apresenta durante o uso da roupagem.

Ele vai escolher uma roupagem dentro de uma falange de Pretos Velhos e se apresentar com o nome do mentor daquela Falange. Filia-se a Falange de Vovó Catarina das Cachoeiras e apresenta-se como tal. Por isso, quando buscamos um “retrato”, feito pelo nosso artista oficial (Vilela), as imagens de Entidades com o mesmo nome são tão diferentes. Aquela retratada é a Vovó Catarina daquela médium! É roupagem daquela Entidade específica, que é mentora da médium que a incorpora.

E se eu errar o nome? Se ainda inseguro, inexperiente, no início do Desenvolvimento, der um nome diferente do que a Entidade tinha escolhido? Como é que vai ficar isso espiritualmente?

Espiritualmente uma Entidade de Luz não vai deixar de lhe atender se você chamá-la de João ou José. O quê chega não é a sua voz, e sim sua energia, sua sintonia buscando o contato. Você não sabe o seu nome espiritual, aquele que você irá assumir ao deixar o plano físico e, se tiver merecimento, ingressar em sua nova vida, livre dos restos cármicos, porém não deixará de me atender quando eu lhe procurar pelo seu nome terreno, a energia que nos liga permanecerá, e chegará até você quando a prece for dirigida.

Outro fato é que até o momento do emplacamento tudo pode mudar. Uma energia diferente pode chegar, e seu mentor se apresentar com outra roupagem, ou mesmo uma Entidade diferente da que participou de seu desenvolvimento de forma ativa, e na última hora, vem um nome totalmente diferente do que lhe acompanhou nas aulas.

Para evitar a vulgarização de nomes de nossas principais Entidades, as que participaram na implantação da Doutrina do Amanhecer, Mãe Tildes, Pai João e Pai Zé Pedro de Enoque, entre outros, o emplacamento não se realiza com estes nomes. Mas nada impede que eles, ou outros membros desta falange bendita, venham a incorporar e trabalhar quando necessário. Temos que evitar os egos daqueles que com certeza iriam querer aparecer, usando estes nomes nas plaquinhas. Para as Entidades, não importa como sejam chamadas, importa é a sintonia que o médium tem ao invocá-las.

Os nomes de Ministros, Cavaleiros e Guias Missionárias têm um processo diferente, pois você não participa diretamente de sua escolha. É uma missão específica dos Devas. Lembro que nas primeiras Consagrações, teve um Mestre que recebeu o “Ministro Ajarã” o mesmo nome do Ministro do Trino. Medidas para evitar que acontecesse de novo, também foram tomadas.

Considerando que o quê efetivamente nos é passado, é energético, espiritual e vibracional, posso afirmar, com certeza, que muitas vezes nos Tronos chegam Entidades de Alta Hierarquia para realizar o atendimento, sem a necessidade de identificarem-se, usando a roupagem de um Humilde Preto Velho.

Kazagrande

Quem é o seu Mentor?


Seu Mentor é o espírito designado a lhe acompanhar nesta jornada física.

É um Espírito de Luz, não possui mais real necessidade de encarnar neste plano, salvo se para cumprir uma determinada missão. Já superou nossos conceitos de “bem e mal” e agora cumpre a missão de acompanhá-lo durante toda sua encarnação.

Sendo um Espírito de Luz, seu Mentor usará a roupagem de acordo com a sua crença, para que possa “fazer contato”. Por exemplo, quando um irmão católico desencarna, normalmente ele encontra com seu Mentor em uma roupagem sacerdotal.

Em nossa Doutrina, quem conduz um Apará ao Castelo de Iniciação é sempre um Preto Velho (ou Preta Velha). Assim, seu Mentor estará usando esta roupagem, e nenhuma outra! Por isso que somente se pode emplacar um Apará com o nome de um Preto Velho na plaquinha. Exceções? Somente aquelas que foram deixadas por Tia Neiva, que podia ver claramente a roupagem do Mentor, sem a necessidade que este trocasse de roupagem por ocasião do emplacamento! Hoje não temos mais exceções. Repito: Quem conduz um Apará ao Castelo de Iniciação é um Preto Velho (Preta Velha)!

Nossa relação com os Mentores vai se estreitando de acordo com nossa prática e sintonia.

Quando deixamos a Doutrina, nosso Mentor não nos abandona! Ele tem esta missão e não irá deixar de cumpri-la por você realizar uma opção que pertence exclusivamente ao seu livre arbítrio. Ele mudará de roupagem, se necessário for, para poder continuar lhe acompanhando e tentando inspirá-lo a cumprir o quê programou ao reencarnar.

Quando chegamos, provenientes de outras Correntes espiritualistas, é bem provável que nosso Mentor já tenha se manifestado por lá (se forem ambientes que permitam a manifestação da Luz), e trocará de roupagem da mesma forma, para que possa continuar ao seu lado, dentro de sua jornada em nossa Doutrina.

Não existem Mentores “das Sombras”, existem sim cobranças, reajustes e até mesmo afinidades com espíritos “inluz”, provocadas pela nossa falta de esclarecimento e padrão vibratório compatível.

Muitos perguntam se pode “trocar de Mentor” no transcorrer da vida mediúnica... Salve Deus! O Mentor que o conduziu ao Castelo de Iniciação lhe acompanhará por toda a jornada! Porém, nada impede, que durante sua missão, se apresentem diversos outros Guias Espirituais, compatíveis com a missão que você desempenha e designados para auxiliá-lo nos seus compromissos transcendentais. É perfeitamente natural que um Apará incorpore outros “Pretos Velhos” em determinadas faixas da missão, mas repito, seu Mentor nunca lhe abandonará. Poderá afastar-se, por você não colocar-se em condições de receber suas vibrações e energia (no Plano Espiritual predomina o “Amor e Razão”), mas lhe atenderá assim que você emitir com sinceridade a necessidade de sua presença.

Sofrerá ao ver que você desvia-se de seu caminho, procurando formas de escapar de suas metas cármicas, mas jamais irá interferir em seu livre arbítrio.
Em outro texto tratarei particularmente da condição do Mentor dos Doutrinadores.

Kazagrande

Você e seu Mentor


Certa vez, em um Curso de Sétimo Raio, o Trino Araken usou a seguinte expressão “seu Mentor não é o seu amiguinho”, e foi bastante criticado pelos que não entenderam o real contexto de suas palavras.

Seu Mentor não é seu “amiguinho” no sentido de que não pode ser tratado como alguém que você não precisa mais de absoluto respeito no convívio. Um amigo permite que falemos besteira, brinquemos com coisas sérias e até passemos do limite na relação de intimidade.

Seu Mentor é seu pai, a quem você deve respeito! Temos que guardar este primeiro grande valor espiritual: respeito às Entidades de Luz que nos assistem e nos acompanham. Não podemos brincar, perder o respeito e até mesmo a formalidade, no trato com estes seres que se revestiram de Luz, ao terminarem seus ciclos kármicos encarnatórios na Terra.

Preto Velho é a máxima expressão de humildade que um Mensageiro de Jesus se reveste para poder enfrentar a densidade de nosso plano físico e se fazer acessível a todos que lhe procurem, independente de seus níveis culturais ou socioeconômicos.

Respeito! Esta é a palavra chave! Este é o valor espiritual a ser resgatado ao se estar na presença de um ser que deixa o Plano Espiritual de Luz para vir, com todo o amor, tutelar os que ainda sofrem as dores dos próprios desatinos.

Trate sua Entidade com todo o respeito que ela merece, não brinque com seu nome, não o envolva nas piadas “inocentes” na hora do café!

A Princesa do Doutrinador é a responsável pela inspiração da Doutrina ao Sofredor. Ela que auxilia na intuição e principalmente emana sua energia com o plexo do Doutrinador para a efetividade do trabalho.

Fala-se tão pouco das Princesas... A maioria esquece por completo de uma reverência ao passar por sua imagem... Esquece de entrar em sintonia com ela nos momentos da Doutrina...

Ah!!! Se todos Doutrinadores e Doutrinadoras estivessem em sintonia com suas Princesas, não haveriam interferências nas comunicações. A energia poderia ser sentida, e grandes problemas evitados.

Cavaleiro e Guia Missionária, já escrevi anteriormente: é a Polícia Federal! Quando são chamados corretamente eles vêm na mesma hora! Jamais brinque com algo tão sério, fazendo do nome de seu Cavaleiro uma palavra em meio às outras.

Seu Ministro, ou o Ministro do seu Adjunto, não são seus vizinhos! Precisa ter merecimento, ter bônus para uma audiência.

Escrevo tudo isso em continuidade a necessidade que se apresenta de resgatar nossos Valores Espirituais. Não podemos banalizar o contato mágico que temos com seres tão iluminados que se prestam a vir nos ajudar! Temos que respeitar, valorizar, lembrar da grandeza que temos nas mãos e o quanto ainda precisamos ser dignos para a jornada que nos é confiada.

KAZAGRANDE

Trejeitos de “Preto Velho”


... e: Posso desencarnar nos Tronos?

Mestre, todos os Pretos Velhos do Vale são espíritos de Luz? Se forem, por que tem estes trejeitos físicos nas incorporações?

No Vale do Amanhecer somente trabalham Espíritos de Luz. Para chegarem ao nosso plano físico e atuarem em nosso socorro, escolhem uma roupagem que será usada na incorporação. Em nossa Doutrina, a linha de roupagem escolhida para as comunicações e trabalhos desobsessivos nos Tronos, foi a de Pretos Velhos.

Ao “vestirem” esta roupagem, nossos Mentores trazem as características físicas, que podem ser retratadas pelo artista Vilela, deixado por Tia Neiva exclusivamente com esta missão.

Os trejeitos inerentes à roupagem podem ser sentidos inicialmente, mas a tendência, é que, com o tempo e maior afinidade na incorporação do Mentor, eles passem a ser gradativamente eliminados.

Desse modo, quanto maior for sua sintonia com a Entidade, menor será sua sensação da roupagem que ela utiliza. É uma questão de tempo e de afinar a sintonia.

O linguajar brejeiro e simplificado é uma característica dos Pretos Velhos, pois assim podem falar com todos os pacientes de maneira envolvente e humilde. A sabedoria não está nas palavras rebuscadas, e sim em como se emprega a emanação recebida no trabalho, traduzida em mensagens de amor.

Imagine como ficaria um paciente humilde, sem alfabetização, se soubesse que está conversando com uma entidade de alta hierarquia e com palavras intelectualizadas por uma cultura que nunca teve acesso?

Assim são nossos Pretos Velhos, assim é nossa Doutrina: simples e acessível a todos, sem discriminar ninguém pela sua condição social, econômica ou cultural.

Mestre, corro o risco de meu espírito sair e eu desencarnar em uma incorporação?

Os Doutrinadores têm total responsabilidade sobre o quê acontece nos Tronos. Devem estar preparados para identificar e saber como agir, sempre. Sua sintonia é fundamental para um trabalho perfeito e a obrigatoriedade de ouvir com precisão toda a comunicação é uma das primeiras leis ensinadas, ao lado da necessária identificação da Entidade presente.

Incorporado, o Apará estará protegido. Recebe a projeção de seu Mentor(a), conta com a Ionização com o Doutrinador e a consciência livre para controlar a situação. Independente da chegada de um “irmãozinho”, estará sob a proteção direta de uma Entidade de Luz, na realização de um trabalho de caridade, e tudo só se passa de acordo com a sintonia e merecimento no trabalho. Não existe o risco de “seu próprio espírito sair do corpo e não voltar”, não nos Tronos.

Kazagrande

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

4ª Aula - Curso de Conhecimentos Doutrinários / 04 de setembro


Templo Anavo do Amanhecer – Cochabamba – Bolívia

Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Considerando o grande número de pedidos por e-mails, mensagens e comentários, irei disponibilizar o material de nosso Curso de Conhecimentos Doutrinários para todos os leitores do Exílio do Jaguar.

O material está sendo elaborado no decorrer do Curso, incluindo gravações, filmes e uma apostila que será fornecida na última aula para uma revisão final de todos os temas abordados.

Estarei verificando a possibilidade transmitir nossas aulas online ou, pelo menos gravar em vídeo e disponibilizar em link interno. Caso seja possível a transmissão online, poderemos abrir espaço para interação de todos, mas isso dependerá de nossa conexão via internet. No Templo usamos apenas um modem portátil 4G, faremos um teste de transmissão na quarta-feira 11/09, aceito sugestões de como proceder!!!   

Com este texto espero responder a todos que solicitaram o material.

Um fraterno abraço,
Kazagrande  -  kazagrande@bolivia.com