quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MACUMBA


“Não creio nas bruxas... Mas que elas existem, existem!” (dito popular)

Pode parecer um pouco surreal, mas existe uma boa quantidade de médiuns de nossa Doutrina que recorrem às praticas errôneas e incomodamente denominadas “macumba”.

O preconceito popular passou a denominar de “macumba” qualquer culto de origem africana. Mesmo a nossa Doutrina, muitas vezes é chamada de “macumba” pelos que desconhecem seus princípios, e nós, de “macumbeiros”. Lembro que certa vez, quando trabalhava de garçom em Sobradinho-DF, pouco tempo depois de deixar o Orfanato (quando foi fechado), ao contar que morava no Vale do Amanhecer, um colega explicou para os outros, que o Vale era um “terreiro de macumba do tamanho de uma cidade”.

Mas vamos ao que interessa! No lado físico das coisas, a macumba (repito, erroneamente denominada) é quando uma pessoa procura médiuns, ou charlatães para realizar um “trabalho espiritual” que envolva pagamento, para obter benefícios pessoais. Faz um verdadeiro pacto com espíritos que contrata para a realização de terminada tarefa.

Este envolvimento, quando não processado através de um falso médium, envolve uma conseqüência kármica e um preço a ser pago, que vai muito além dos despachos e da remuneração do médium.

Os espíritos que habitam nosso etérico, ainda sem esclarecimento, repletos de mágoas, desequilíbrios, atuando totalmente na horizontal, sustentam-se exclusivamente pelo magnético animal. No etérico não se produz energia e, por tanto, seguem atrelados aos destinos da humanidade encarnada.

Ao “contratar um trabalho”, o ser encarnado ignorante, se propõe a interferir no destino kármico de outra pessoa, envolvendo em um desajuste, espíritos que normalmente não pertenceriam a aquela história. Gerando assim um novo ciclo kármico. Envolvendo-se em novas dívidas e postergando a própria evolução.

Quando o encarnado não é ignorante e tem consciência do que está fazendo... Salve Deus! O custo é ainda muito mais alto.

Quando o trabalho é encomendado a um charlatão, que não tem mediunidade desenvolvida e que apenas procura aproveitar-se dos incautos, as conseqüências espirituais são menores, mas mesmo assim existem. Pois embora não passe de ilusão, a própria pessoa que procura o trabalho, se enreda em uma corrente negativa formada pelos seus pensamentos e desejos.

Perguntaram-me quais e por que determinados espíritos se envolveriam nestas situações. Creio que a “História de Manoel Truncado”, redigida por Tia Neiva, explica com total clareza e propriedade esta pergunta (podem conferi-la no final desta postagem).

Tem “macumba” para tudo! E cada uma sua conseqüência, maior ou menor, de acordo com o envolvimento de espíritos.

Fizeram uma macumba para mim, macumba pega?

Depende... Depende de você! Não importa o “tamanho” da macumba, ela só vai lhe atingir se você permitir. Nenhum espírito pode penetrar em sua aura energeticamente ou mesmo através de sugestões e insinuações, se o seu padrão vibratório não permitir. Um espírito só se liga ao outro se estiver na mesma sintonia ou faixa vibracional. Assim, quando um espírito é contratado para lhe atingir, ele fica a sua espreita esperando que você baixe seu padrão para que ele possa atuar. Não encontrando oportunidade, ele voltar para assediar o “macumbeiro”... Por isso dizem que macumba volta.

Nós Doutrinadores temos uma intuição aguçadíssima e podemos pressentir “quando algo está errado”. Os Aparás já contam naturalmente com a “Voz Direta em seus ouvidos”. Assim, ao nos darmos conta de que tem alguma energia que tenta nos derrubar (aquela sensação de plexo revirado), não precisamos fazer nada além de vigiar nosso padrão vibratório e nos dedicarmos um pouco mais ao trabalho espiritual, assim, por vezes mereceremos a oportunidade de encaminhar um espírito que tentava nos abalar. Isso vale não apenas para as “macumbas”, mas para todo tipo de correntes e vibrações.

Nada de medo ou proteções mirabolantes! Apenas seguir a máxima, tantas vezes repetida, sobre nosso padrão vibratório.

Aos médiuns de nossa Doutrina, que procuram trabalhos de outras linhas: Não são dignos das armas que envergam! Nossa Doutrina não é uma mera formalidade, se ela não atende suas expectativas, você deve estar no lugar errado!

Mestre, mas vou só fazer uma visita... Respondo com uma simples pergunta: Precisa mesmo?

Kazagrande

MANOEL TRUNCADO – Por  TIA NEIVA

         Há uns dez anos, vivia em uma cidade de Goiás, bem próxima da capital do estado, um cidadão chamado Manoel Truncado. Casado com uma mulher pacata e jovem, chamada Maria, o casal tinha três filhos: José, o caçula; Marília e Josefa, duas mocinhas.

         Manoel Truncado estava com mais de quarenta anos, e havia lutado muito para sobreviver com sua família. Seu pai fora um fazendeiro no interior de Goiás, e Manoel crescera na dura vida de peão. Apesar de as terras serem boas, o pai de Manoel Truncado nunca soubera tirar melhor proveito delas e, com isso, a vida para eles sempre fora de lutas e sofrimentos.

         Em face das dificuldades, o pai de Manoel acabou por perder a fazenda, e eles se mudaram para aquela cidade. Os velhos logo morreram, e Manoel teve que se ajustar a um vida para a qual não fora preparado. Trabalhou aqui e ali, mas não conseguiu se firmar em lugar algum.

         Um dia, ele conheceu Maria, jovem bonita e simples, que trabalhava para ajudar os pais. Os dois se amaram e logo se casaram, sem muitos planos para o futuro. As pessoas acostumadas com a pobreza não olham muito à frente, e resolvem seus problemas com certa facilidade. Assim fizeram Manoel e Maria, e o casal logo ganhou uma filhinha, a Josefa.

         No primeiro ano de casado, Manoel procurou se firmar no trabalho de carroceiro. O casal morava num barracão construído no fundo de um terreno, deixando a frente toda livre, onde Manoel mantinha uma concheira e guardava a carroça e seus dois animais. Nas tardes quentes e sem vento, o cheiro ocre do estrume invadia a pequena moradia, mas eles já estavam tão acostumados que nem o sentiam. Manoel Truncado gostava de acariciar o corpinho tenro de Josefa, que ficava deitada numa bacia forrada de panos.

         Depois nasceu Marília, e, por último, José. A vida ficou tão apertada como a casinha em que moravam. Manoel começou a freqüentar com mais assiduidade o botequim da beira da estrada e a se descuidar dos seus negócios. Logo começou a se manifestar, nele, um gênio arrogante e agressivo, que atemorizava os vizinhos e deixava as crianças com os olhos arregalados de medo.

         Enquanto isso, Maria, sempre quieta e acostumada ao trabalho duro, se resignava lavando roupa para ganhar algum dinheiro.

         Manoel começou a se ausentar de casa e chegava a passar noites fora. Nos dias que se seguiam a essas ausências, ele costumava chegar na carroça, com os cavalos meio estropiados, e os largava no pátio. Resmungava qualquer coisa e se deitava, em pleno dia, sem sequer trocar a roupa.

         Maria desatrelava os cavalos, com auxílio dos filhos, e a casa ficava quieta, ouvindo-se, apenas, os roncos surdos de Manoel. Quem mais sofria com isso era o pequeno José. Ele já estava no primeiro ano do grupo escolar, e sua inteligência viva procurava explicações de coisas que a escola não lhe ensinava. No princípio, Manoel procurava ajudá-lo em suas lições, e José adorava fazer-lhe perguntas. Mas, depois que Manoel começou a beber e a se ausentar, ele passava um tempo manuseando seus cadernos, na esperança que o pai lhe ajudasse.

         A situação foi piorando, a ponto de se tornar insustentável. Começou a faltar comida, e as discussões violentas se processavam sem mais nem menos. Maria, que habitualmente mal tinha tempo de chegar até a cerca para falar com a vizinha, começou a sair, em busca de auxílio. As crianças ficavam trancadas em casa, e deixaram de ir à escola.

         Maria, acostumada exclusivamente na dura lida do lar, começou a se atrapalhar na vida fora de casa. Começou fazendo dívidas, e das dívidas passou aos favores ilícitos. Em pouco tempo, estava separada de Manoel Truncado e se prostituiu por completo. Um dia, Manoel se viu sozinho, com seus cavalos estropiados. Maria o abandonara, levando consigo as crianças, e não deixara qualquer endereço.

         No princípio, Manoel pouco se importou. Juntou o pouco que restava de sua vida material, e se lançou nas aventuras baixas da periferia da cidade. Depois de muitas loucuras, um dia, bateu-lhe a saudade da família, e decidiu sair à sua procura.

         Sua busca foi infrutífera, até que ele encontrou a morte, num desses tristes episódios que acontecem na calada da noite. Nos seus últimos tempos na Terra, ele começara a atribuir toda a sua desdita à esposa que o abandonara.

         Seus sete dias em Pedra Branca foram de intensa agonia. Ele não conseguia dominar seus desejos de vingança, sustentados por sua mente desvairada. Ao terminar seu prazo, ele se encaminhou, como um relâmpago, em direção à família.

         Os Mentores Espirituais ficaram temerosos do que podia acontecer à já tão sofrida família, e o desviaram de seu rumo. Cheio de rancor e agressividade, Manoel Truncado acabou por ser atraído pelos bandidos do espaço, e foi vendido a uma falange, em um terreiro.

         Essa falange pertencia ao reino do Exu Tranca Rua, e Manoel Truncado passou a sofrer nas garras dos exus tarimbados do terreiro. Ele, agora, era um prisioneiro da Lei Negra!

         A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação. Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nômades e sem protetores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.

         Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.

         Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em ação. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus.

         Manoel Truncado conheceu, então, o que era realmente sofrer.

         Os anos, na Terra, foram se passando, enquanto ele foi adquirindo tarimba. Sua índole agressiva o ajudava muito, e ele começou a se destacar em meio a tenebrosas tarefas. Em pouco tempo, ele adquiriu o direito de se chamar Exu Tranca Rua – nome do titular comandante daquele grupo – e passou a ser temido e respeitado pelos mais ferozes espíritos da falange.

         Logo ele havia formado um grupo de adeptos, e estabeleceu seu reino. Com sua esperteza, fez um convênio com o Exu Tenório, especialista em hipnose magnética, o que lhe dava terrível força no submundo etérico. A hipnose é muito usada nas macumbas, e o novo Exu Tranca Rua, ex-Manoel Truncado, sabia como se aproveitar disso.

         Corria o ano de 1959, e um fato inteiramente oposto aconteceu nas imediações da caverna de Tranca Rua. Nessa época, mudara-se para o local, chamado Serra do Ouro, o grupo de Tia Neiva, formando a UESB, a  primeira comunidade da Corrente Indiana do Espaço. E o tempo continuou a correr na ampulheta da vida.

         Certo dia, Truncado, agora chamado Tranca Rua, estava sentado em seu trono, quando ouviu alguém praguejando com violência. Sabia, por experiência, que se tratava de algum novato trazido pelos Exus Caçadores. Muniu-se do seu chicote magnético e se encaminhou para o local do barulho. Lembrava-se de como fora tratado quando chegara, e seu maior prazer era aplicar, pessoalmente, a correção nos novatos. Ele tinha um jeito especial de chicoteá-los e de convencê-los.

         O espírito estava seguro pelos Caçadores, e Truncado desfechou a primeira chibatada. A vítima urrou de dor e seus olhos lançaram chispas de ódio impotente. Truncado ia dar a segunda chibatada, quando seu braço estancou no ar, como se tivesse batido num rochedo invisível. O espírito que estava chicoteando era o do seu filho José!

         A cena terrível ficou paralisada num momento de agonia. Os dois espíritos – pai e filho – se fitavam com horror e espanto. Subitamente, Truncado achou a voz e gritou, em desespero:

- Zezinho, meu filho! Você aqui? Não!...Não!... Não o quero aqui! Levem-no daqui!...

         Passado o instante da surpresa, os Caçadores largaram Zezinho e começaram a zombar da fraqueza de Truncado, espezinhando-o pela atitude tão diferente de seus hábitos. Zezinho, aproveitando-se do descuido de todos, arrebatou o chicote da mão de Truncado e passou a chicoteá-lo com ódio arrebatado. Truncado não se defendia, e Zezinho o chicoteou até ele cair, sem forças. Enquanto ele lhe batia com o terrível chicote magnético, vociferava com ódio:

         - Tome, miserável, pelo mal que nos causou! Minha mãe se prostituiu por sua causa, seu canalha! Ela foi obrigada a isso para dar de comer a mim e a minhas irmãs, seus filhos! Elas, agora, vão pelo mesmo caminho de minha mãe, a prostituição! Tudo por sua culpa, seu miserável! Mas, eu disse que, um dia, o encontraria e, agora, o encontrei!

         O tempo continuou a correr e, agora, Zezinho se tornara um terrível Tranca Rua, mais feroz que o pai.

         Truncado, desmoralizado no próprio reino, mas não querendo se afastar de Zezinho, tornou-se um nômade do submundo dos exus. Cheio de ódio e confuso com a cilada que a vida lhe preparara, redobrou suas atividades maléficas, sem cautela nem medidas. Suas estrepolias puseram em sobressalto toda a região entre Anápolis e Alexânia, durante longo tempo.

         Nessa época, aconteceram desastres incríveis. Carros perdiam a direção sem causa aparente, e a estrada começou a ter cruzes fincadas, marcando os locais dos desastres onde as vítimas haviam desencarnado. Crimes aconteciam nos sítios ao longo da rodovia, e aumentou muito o consumo de cachaça nos botequins de beira de estrada. A atmosfera da região começou a se modificar visivelmente. Os macumbeiros aumentaram de número e os trabalhos tétricos varavam as noites, nas várzeas e encruzilhadas.

         Na comunidade da UESB, Tia Neiva recebia as lições dos Mundos Encantados dos Himalaias, e os médiuns se desdobravam no serviço de Cristo Jesus.

         Um dia, Tia Neiva recebeu a notícia de que estava para chegar um circo que se instalaria nas imediações da UESB. Mas, não se tratava de um circo comum, desses que a gente está habituado a ver. Tratava-se de um circo etérico!

         De fato, o mundo invisível da região estava alvoroçado. O circo chegou com estardalhaço, com seus palhaços, seus acrobatas e seus carros coloridos. O palhaço principal chamava-se Remendão. Com o circo em funcionamento, os espíritos desencarnados para ele afluíam em massa. Entravam e... desapareciam da região!

         Manoel Truncado, o Tranca Rua, também não resistiu à curiosidade, e foi ver o circo. Mal entrou e, quando deu por si, estava capturado pela falange de Centuriões! Urrou e ameaçou, mas de nada adiantou. Foi levado para a UESB, onde começou a ser doutrinado, e acabou por conversar longamente com Tia Neiva. Ela, na sua proverbial paciência, foi-lhe mostrando seu quadro espiritual, e ele se deixou ficar ali. A fagulha de ódio de seus olhos foi sendo substituída pela luz baça do arrependimento. Às vezes, seu gênio rancoroso o dominava, e ele dava trabalho aos médiuns da UESB. Por fim, os Mentores, com auxílio de Tia Neiva, conseguiram encaminhá-lo para o Canal Vermelho.

         Lá, ele foi atraído para um lugar, chamado Umatã, mudou sua roupagem de exu, mas sua maior preocupação continuou sendo seu filho Zezinho. Na Terra, na caverna do antigo Tranca Rua/Truncado, um outro rei agora imperava, no seu reinado de ódio: o Tranca Rua/Zezinho, com ferocidade maior do que a do seu pai. O chicote magnético que fora usado por seu pai, continuava a sibilar nas costas de outras vítimas, espíritos perdidos, apanhados pelos Exus Caçadores.

         Naquele tempo, Tia Neiva sentia certa frustração no Canal Vermelho. Na verdade, para um espírito que conserva a consciência, a mesma consciência nos vários planos em que penetra, a paisagem do Canal Vermelho assusta um pouco, de início.

         Apesar de bonito, com seus enormes jardins, suas pontes, seus belos edifícios, sua vida complexa, sua luz cambiante de tons lilás e sua simetria, seu conjunto dificulta a sintonia. É como um cidade criada artificialmente, e cheia de truques mágicos.

         Essa construção do plano etérico se destina à adaptação de espíritos arraigados a formas obsessivas de idéias. Ele estabelece um clima de transição entre a concepção que alimentaram na Terra e a realidade do mundo invisível, da outra etapa da estrada da vida.

         Tia Neiva vai com freqüência ao Canal Vermelho, em sua missão. Nesse dia, enquanto aguardava a presença de seus amigos espirituais, ela observava com curiosidade as atividades em torno dela. De onde se achava, via o enorme letreiro de Umatã, que parecia mudar constantemente. Às vezes, lia a palavra umbanda, e outras vezes parecia que ali estava escrito candomblé. Ficou a pensar no assunto, até que decifrou o enigma: tratava-se de uma forma adequada para fazer com que certos espíritos se sentissem em casa. Não muito distante, havia uma espécie de templo, com um letreiro onde se lia Igreja Presbiteriana, e, pouco além, havia um outro templo com aspectos nitidamente católicos.

         Dessa forma, os espíritos desencarnados encontram um ambiente similar ao que tinham na Terra. Só que a realidade é bem diferente. Seja em termos de Candomblé, de Umbanda, de Catolicismo, de Protestantismo ou de qualquer outra doutrina, a direção é dos espíritos missionários, que mostram lentamente a esses espíritos sua sobrevivência depois da morte terrena.

         Nessa madrugada, ela se encontrou com Manoel Truncado. Imediatamente, ele se lembrou dela, e sua primeira manifestação foi em torno de seu filho Zezinho e sua família. Tia Neiva notou que ele ainda pensava muito em termos do exu que foi na Terra. Embora tenha modificado sua roupagem, ele ia os templo Umatã como fora aos terreiros da Terra. Ela tem uma pena imensa desse espírito e o ajuda sempre que pode.

         Eram quase cinco horas da manhã quando ela voltou para a Terra. Preocupada com a promessa feita a Manoel Truncado, ela procurou ver Zezinho. Mas não conseguia vê-lo com sua roupagem de exu. A única coisa que conseguiu captar, em sua visão espiritual, foi a figura de um menino de sete anos, esperando o pai para lhe ensinar a lição da escola...  Salve Deus!

26 comentários:

Salve Deus, que o amor possa estar sempre presente em nossos corações, que nós jaguares consigamos levar o amor até os nossos irmãos encarnados, para que eles possam ter a compreensão dos males que o ódio adquirido aqui na terra pode causar a um inocente espírito, depois do seu desencarne. Lendo esta história, vejo o quanto o adio a falta de amor pode ser destrutiva. Temos a rica oportunidade de reencarnar para evoluir, e por não saber amar, corremos o risco de nós perdermos para sempre. E assim vejo o quanto é importante amar, o amor tem a capacidade de nós liberta de todo o mal.
Salve Deus, se para um humano comum já é grande o estrago feito na busca de soluções, de barganha. Salve Deus, fico a imaginar qual enorme é o estrago feito na vida de um jaguar conhecedor do mundo espiritual. Jaguares vamos vibrar com amor, por todos aqueles que não conhecem o amor , ou que não sabem amar, seja eles da nossa doutrina ou um humano comum. Salve Deus.
Por : Ninfa Lua.

como diz os velhos Nagôs
"Meus filhos recebem aquilo que emitem"
emitindo luz e amor se realiza maravilhosos
trabalhos na luz divina
más se cair o padrao vibratório
só Deus sabe o que pode acontecer
Sauve Deus!

APLICATIVO ''Mensagens do Amanhecer'' no FaceBook
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Com mensagens na luz da doutrina - pra participar, basta curtir o aplicativo!

Salve Deus, mestre jaguar, é com alegria que folheio este caderno eletrônico quase todos os dias e que muito tem me ajudado no meu caminhar, a reciclar o que dos meus instrutores aprendi há um bocado de anos.

Infelizmente, há entre nós, médiuns da doutrina que recorrem a estes rituais, é uma pena, por não confiarem na força da qual dispõem.

"SALVE DEUS"
EU FICO IMAGINANDO O QUANTO ESSAS PESSOAS Q FAZEM ISSO AO ATURMENTADAS. E FICO IMAGINANDO! A PESSOA CONHECE O LADO ESPIRITUAL E AINDA PREFERE FICAR DESTE LADO, O Q PODEMOS FAZER E PEDIR A PAI SETA BRANCA Q PROTEJA ESSAS PESSOAS IMCOMPREENCIVEIS.

SOU VICE PRESIDENTE DO TEMPLO VELANO DO AMANHECER DE GRAJAÚ MARANHÃO, E FICO MUITO TRISTE QUANDO VEJO MÉDIUS DA DOUTRINA SE ENVOLVENDO NESSES PADRÕES E DESRESPEITANDO AS ARMAS E O COMPROMISSO COM NOSSO PAI SETA BRANCA. SALVE DEUS! MEUS FILHOS VAMOS CONFIAR MAIS EM VÓS E NO SEU PADRÃO VIBRATÓRIO. FILHOS KOATAY 108 NÃO VEIO AO PLANO FÍSICO POR ACASO, ELA TROUXE A VERDADEIRA DOUTRINA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E PAI SETA BRANCA, SÃO MILHARES DE REENCARNAÇÕES E DESENCARNADOS ESPERANDO PELO TRABALHO DE CADA UM. CONFIEM EM SÍ NA FORÇA DO JURAMENTO QUE FIZESTES NA PRESENÇA DIVINA, CONFIE NO AMOR DE NOSSO PAI SETA BRANCA E ENTRE NO SEU PATAMAR VIBRACIONAL POSITIVO, NÃO SE DEIXEM ABATER E NÃO FUJA DE SUA META CÁRMICA, POIS SÓ O PAI LHE DAR DIREITO DE SE ENCONTRAR COM SEUS COBRADORES. E ASSIM CONSEGUIRÁS A EVOLUÇÃO DE VOLTA PARA CASA, NÃO FUJA DE SUAS METAS CÁRMICAS OU JURAS TRANCEDENTAIS, PARA NÃO SE PERDER COMO PÁSSARO QUE TENTA VOAR NA ESCURIDÃO DA NOITE, LEMBRE-SE DESSA MENSAGEM DE NOSSO PAI.

não acredito! bom muito interessante tudo que foi dito a respeito de macumba e relevante mais não cabe a ningue sómente a deus o julgamento quem somos nos pr dizer quem é digno de alguma coisa se somos egoistas,mentirosos,prepotentes,vaidosos talves não porque queremos mais porque vivemos o fisico e estamos num plano de espiação e prova porque inves de dizer que nossos irmão não são digno de usar as armas por tais atitude não vamos pedir a deus por esses mesmo!o coração do homem é terra que ninguem pisa e infelizmente cada um é cada um e não posso dize do que se passa dentro de ninguem sómente dentro de mim cada um tem sua evolução não é porque eu absolvi certo conhecimento pelo estado de meu espirito que meus irmão tem que absolve e não podemos crucificar ninguem porque um dia fisemos isso i ó nos aqui de novo.desculpe minha observação mais essa é a minha verdade não sou falso apenas eu mesmo

é muito triste ver um mestre jaguar nessa condição nao estou fazendo julgamentos estou simplismente relatando o estado que se encontra esse mestre pois uma irma em cristo jesus,procurou um lugar desse e preço que ela pagou e paga é carissimo.infelismente é o livre arbitrio.jaguares nao tem livre arbitrio, é ser ou nao ser

é muito triste ver um mestre jaguar nessa condição nao estou fazendo julgamentos estou simplismente relatando o estado que se encontra esse mestre pois uma irma em cristo jesus,procurou um lugar desse e preço que ela pagou e paga é carissimo.infelismente é o livre arbitrio.jaguares nao tem livre arbitrio, é ser ou nao ser

é muito triste ver um mestre jaguar nessa condição nao estou fazendo julgamentos estou simplismente relatando o estado que se encontra esse mestre pois uma irma em cristo jesus,procurou um lugar desse e preço que ela pagou e paga é carissimo.infelismente é o livre arbitrio.jaguares nao tem livre arbitrio, é ser ou nao ser

Infelizmente é muito triste quando sabemos que médiuns da Doutrina se envolvendo nesses Padrões! Eu mesma,entreguei minhas "Armas" por decepção com um Templo que frequentava. Pois a coordenadora fazia em seu Templo durante o dia Trabalhos macabros. Fazia também dentro do templo coisas que percebi que não era permitido pela "Doutrina" com relação ao povo cigano. Hj continuo a acompanhar tudo sobre a 'Doutrina Vale do Amanhecer" Pela internete; pq minha família também ficou sabendo e fui obrigada a escolher entre eles e a "Doutrina". Eles generalizaram o 'A Doutrina". Foram até um "Arcano" e colocaram tudo para ele. Mas pelo que tenho notícias nada foi feito. E o Templo continua aberto. e o pior Mestre kazagrande e que até pela internete acompanho tudo escondido. Mas como sou dependente deles não tenho como continuar. Fazer o que? Salve Deus!

Salve Deus!
17/09/2012
Salve Deus.

bom dia mestre sou niva lua estu conhecendo agora a nossa doutrina do vale do amanhecer: eu sei da experiência q a macumba faz passei cincos anos perdido,na minha vida era só tristezas,choro e só trabalhava para pagar por trabalhos e nada era resolvidos. graças adeus conhecir o vale a casa de meu pai seta branca e conseguir me liberta e liberta mas algums amigos q era da macumba... hoje estarmos feliz em cristo jesus é só alegria não tem como explicar (obrigada pai seta branca e minha mãe yara por vcs me acolherem )salve deus.....

EU PESSOALMENTE FICO MUITO TRESTE QUANDO UM JAGUAR DESAGREDITA DISEMES, ISTO MOSTRA QUE ELE NÃO EDIGNO DE USA ESTAS ARMAS ESPIRITOAL QUE NOSSA MAE K108 NOS TROUXE ISTO PROVA QUE (ELE/ELA) NÃO É UM VEDADEIRO FILHO DE PAI SETA BRANCA PORQUE UM VEDADEIRO FILHO DE PAI SETA BANCA E ESPATANO NÃO NUNCA TRAI SEU POVO É SEUS LITE.

sofro constantemente com envio de espiritos para acabar com meu casamento e atualmente estão pagando para atingir outras pessoas a meu redor para que possam me abalar, sempre recorro ao meu Adjunto para me ajudar ele permite um trabalho especial no qual falo com o espirito responsavel e se possivel uma defumação em minha casa. Estou muito cansada, é como se constantemente eu desse murro em ponta de faca, elas foram feitas por minha sogra e não aguento nem ficar perto dela quando aparece, meu casamento esta muito abalado e minha vida num todo, estou muito... muito cansada. Pode me orientar em qual trabalho da doutrina seria o mais permitido a ajudar a quebra essas demandas?
Obrigada.

Mestre já me perguntaram, mas não soube responder. Isso se aplica à confecção de mapas astrais, jogos de cartas, búzios, etc?

Não soube explicar se seria cruzamento de correntes ou um caso como esse entende?
Qual sua orientação ?

Att,
Michele Mascarenhas
NinfaLUa
Ssa-Bahia

A respeito do tema inicial, temos que estar onde nos realizamos de todas as formas, caso contrário, não deveríamos estar aí. A história do Truncado, nunca tinha ouvido na íntegra. Fiquei muito emocionado, realmente muito mal acontece por falta de amor, ou seja, Zezinho se tornou mal pelo amor que lhe foi negado. Uma história pra se pensar bastante.
Parabéns Casagrande, mais uma vez foste muito feliz em seus comentários.
Salve Deus!

Boa noite a todos os Jaguares do amanhecer!!! Boa noite ao meu querido irmão e amigo Kazagrande!!! Venho humildemente deixar minha colaboração ao EXILIO DO JAGUAR.

Acredito eu na minha atual ignorância humana de eterno aluno, que realmente é muito complexo fazer um juramento, conhecer as forças, e experimentar um cruzamento de corrente. Penso eu que a unica coisa que posso fazer é pedir com pensamentos positivos para que os mentores destes jaguares ajudem o mesmo aterem um melhor esclarecimento para assim continuarem sua jornada, como foi assim trassada. Mais eu outro ponto de vista não podemos esquecer que estamos em sete tribos neste plano fixo e não somos retentores da verdade, e sim fazemos parte dela. Que cada um tem a sua benção por Deus, tem seu papel neste plano físico. Repito novamente dento do meu limitado conhecimento físico acredito que até as "macumbas" tem seu papel de ajuda a evolução de alguns espíritos. Mas cada um com seu cada um. Abrigado pela atenção de todos e que Jesus renasça a cada dia em nossos coraçoes.

Igor Eduardo

Salve Deus, meu irmão Kazagrande !
"Ao “contratar um trabalho”, o ser encarnado ignorante, se propõe a interferir no destino kármico de outra pessoa, envolvendo em um desajuste, espíritos que normalmente não pertenceriam a aquela história. Gerando assim um novo ciclo kármico. Envolvendo-se em novas dívidas e postergando a própria evolução."

Essas pessoas, no qual as "macumbas" são direcionadas, passam a viver em um novo ciclo cármico. Isso interfere na evolução desses espíritos? Já que foram desviadas inconcientemente de seus carmas ..

Existem muita coisa ... escondida atras disso... não compreendo muita coisa meu marido me largou por conta e uma yuricy acredito que tenha feito muita coisa contra mim...fiquei doente muito doente...a familia brigava a cada dia... mas graças a Deus a familia esta hoje mais unida ele morando com ela e eu me recuperando a cada dia que passa ficando mais forte.

nunca tinha tido noção na minha vida de como existiu esse lado da macumba! GRAÇAS a esse depoimento fiquei surpresa! SALVE DEUS e SALVE O VALE DO AMANHECER por nos esclarecer tantas dúvidas e nos dar tantos ensinamentos espirituais. comentado por Rejane Falcão. SALVE DEUS !

Boa Noite a todos os irmãos.
Meu nome é Geraldo Nunes.
e-mail: nunes_geraldo@yahoo.com.br
Fiz o meu cadastro hoje no site
Li com muita atenção a matéria e as respostas dos irmãos.
Tia Neiva, se assim posso chamá-la, segundo um amigo do Vale do Amanhecer, deu muitas aulas de doutrina sobre o assunto em tela.
Segundo soube, Tia Neiva, jamais fez qualquer julgamento negativo em relação a Umbanda ou mesmo ao Candomblé. Porém alertou sobre o dano que pode se causado.
Pois sempre deixou claro que "seu padrão vibratório será sua sentença, quando atravessares o portal do mundo espiritual, ou mesmo os efeitos causados por pessoas neste plano".
Problemas todos temos no nosso dia a dia, sejam familiares, profissionais e sentimentais. Algumas provas são necessárias para os resgastes que deixamos em outras vidas, pois ninguém neste planeta veio a passeio.
Só não entendo, porque as pessoas ao invés de pedirem ajuda nas horas tristes ao seus mentores espirituais, procurarem trabalhos desta natureza, achando que vão resolver em tempo hábil seus problemas.Pelo pouco que sei os espíritos que habitam as esferas do Astral Superior, tem conhecimento dos nossos atos, principalmente, quanto a lei do livre arbítrio, recorremos a trabalhos desta natureza, achando que vamos resolver um problema, seja pela vingança, inveja ou mesmo ódio, só traz uma problema, seremos responsáveis pelos atos praticados. Boa parte das pessoas, esquecem que existem espíritos doutrinários, equipes de cavalheiros ligados a falange do São Miguel Arcanjo, um príncipe da potestade de Deus, que desfaz de imediato este tipo de trabalho. Porém, aquele que fez, recebe de volta o que praticou. Estou dizendo isso, não para amenizar a dor de alguém. Há muito tempo, pois sou leigo no assunto, ouvi um Pai de Santa de um Terreiro de Umbanda falar uma coisa interessante: Não pense que invocar espíritos "ele citou o nome de kiumbas que alguns conhecem como obsessores ou sofredores", vão obter êxitos levados pela inveja, sentimento de ódio, vingança ou mesmo desejo de morte.Completou ele: existem espíritos que não se prestam a este tipo de trabalho, dando como exemplo os Exus, considerados guardiões dos cemitérios, cruzeiro das almas, calunga (não sei o que é). continuou... As pessoas se enganam achando que estão diante de entidades que fazem puramente o mal por fazer. Completou ainda, existe uma balança onde o peso da consciência de cada um é levado em consideração. Deixou bem claro e transparente o assunto, dizendo, temos guias espirituais, pedimos proteção para afastar o mal dos nossos caminhos, mas fazer uso deste tipo de trabalho com kiumbas para prejudicar os outros, a resposta é rápida, pois ira reverter contra aquele que fez.
Perguntei humildemente se ele fazia este tipo de trabalho. A resposta foi não. Ele discorda em grau, gênero e número e repudia este tipo de atitude impensada de médiuns ou mesmo pessoas leigas no assunto. Não frequento o Terreiro deste Pai de Santo da Umbanda, mas pude ver a seriedade e a doutrina nos seus olhos, refletida pela em sua alma.
Por este motivo, acho que não vale a pena, as pessoas procurarem este tipo de trabalho, achando que vão resolver suas vidas. Um cruzamento de corrente é uma descarga elétrica que pode causar um dano irreparável num médium ou numa pessoa leiga.
Segundo este Pai de Santo da Umbanda, aquele que evolui moralmente, com fé, amor, perdão, proteção e oração sincera dentro do seu coração, ajuda a evoluir, aqueles que perambulam pelas vias escuras do mundo espiritual, pois todos são filhos da mesma essência do altíssimo.

Minha mãe mandou fazer macumba para o ex dela eu tô preocupada que volte tudo pra ela

A INVEJA É PIOR DO QUE QUALQUER TIPO DE TRABALHO QUE ALGUNS DESAVISADOS FAZEM PRA GENTE,É FACA DE DOIS GUMES,VAI E VOLTA,MACUMBA EM IORUBÁ SIGNIFICA FESTA,FESTA DE FAZER TODO TIPO DE TRABALHO,NÃO PRECISA NECESSARIAMENTE SER UM TRABALHO PARA O MAL,SURGEM CURAS INACREDITAVEIS,CLARO QUE SEMPRE POR NOSSO MERECIMENTO !!!!

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