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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PRIMEIRO DIA DO ANO

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 - 3 Comments

Meu irmãos e irmãs, do meu coração !!!

Nesse limiar de um Novo Ano, vale a pena cultivar a tradição de um Novo Tempo, que será sem dúvida de lutas, trabalho, de alegrias e de decepções, mas podemos impregnar de fé e de esperança.

Não importa que sejamos jovens ou velhos no corpo. A esperança no futuro renova-se sempre nas almas que descobrem o verdadeiro roteiro da busca de felicidade.

E nós todos estamos diante deste caminho iluminado pelo proceder da boa consciência tendo como base o Evangelho. Cumpre-nos apenas seguir em frente, sem receios ou vacilos, em demanda da vida abundante, ajudando nossos companheiros de jornada e sendo ajudado por eles, não importando os rótulos que ostentem.

A idéia de destruir, antes que a de construir, é comum no homem, em seu estágio evolutivo ainda muito atrasado. A intolerância dos indivíduos e dos grupos tende para a destruição de tudo o que se lhe opõe à visão distorcida. Os sentidos do Cristo amigo, regras de comportamento para todos nós, visam antes de tudo, a conscientizar cada um na necessidade de amar seu próximo, seja ele seu filho, seu parente, seu amigo ou que se diga seu inimigo.

Amar não significa concordar com as idéias alheias, que muitas vezes não combinam com as nossas. Mas requer a aceitação do próximo, desejar-lhe o bem e a felicidade, ajudá-lo, tolerar-lhe as imperfeições sem se comprometer com os seus possíveis erros.
A tolerância é, assim, uma das virtudes evangélicas que nos compete cultivar sempre, como os dos componentes da caridade moral. Na sábia palavra de Emmanuel, o homem não se encontra diante das obras do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado. Portanto, antes de pensar em destruição, cuidemos, nós que pensamos, de construir ou reconstruir, usando dos poderes que já conquistamos - a inteligência, a bondade, os conhecimentos, tudo o que pode e deve estar a serviço do bem.

Para mim, um eterno viajante, “caminheiro da vida eterna”, ano novo significa mais um trecho que temos que percorrer em nossa caminhada aqui na crosta planetária, nos insurgindo a uma nova viagem. Vale lembrar que quando pensamos em viajar, pensamos logo de preparar a bagagem, pondo tudo em ordem, separando as coisas necessárias para levar. Tomamos uma série de providências que acomodem da melhor maneira possível as coisas a levar. Nos prevenimos levando o dinheiro necessário para as despesas. Tomamos os devidos cuidados, em matéria de roupas, hospedagem e alimentação. Dependendo do destino, verificamos nosso passaporte, tomamos, enfim, todas as medidas cabíveis para nos assegurar uma ida e uma volta sem complicações.

Diante deste ano que se finda e de outro que irá começar, deve ser bem essa nossa mentalidade, isto é, devemos apresentarmo-nos com um estado de espírito igual ao de quem tem uma viagem a fazer. Em se tratando de viver, todavia, naturalmente, outras deverão ser as preocupações. No caso, compete-nos examinar e conhecer as condições da nossa intimidade psicológica. Analisando nos confins da nossa mente, saberemos que pensamentos e ideais nos farão companhia. Escutando o nosso coração, identificaremos os sentimentos que se deslocarão conosco, ao longo do trajeto.

Com elementos dessas duas fontes é que formaremos a nossa bagagem para a imprevista viagem de trezentos e sessenta e cinco dias, se não formos colhidos pela senhora morte. Não pode haver melhor oportunidade para um balanço total da nossa vida. Nem outra ocasião será mais bem indicada a uma tomada de posição claramente definida, seguramente balizada.

Elevemos ao alto o pensamento em prece e peçamos-lhe inspiração para escolhas acertadas, que se traduzam na posse de elementos que nos garantam o nosso real bem estar, de nossa verdadeira felicidade.

Acontecerá então assim:

Do princípio ao fim, do primeiro ao último dia do ano novo, observaremos conduta tão elevada quanto possível, senão de todo superior.

Pensaremos tão somente no bem, que elegeremos por luz do nosso caminho. Desejaremos exclusivamente o que for nobre e justo. Mentalizaremos unicamente coisas e casos construtivos e edificantes. Buscaremos mais estreito convívio com os livros instrutivos e de sã orientação. Guardaremos fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Daremos cumprimento a missão doutrinárias, engrandecendo a herança de Tia Neiva e aprofundando os atributos da alma.

Filhos - passaremos a dedicar mais respeito e afeto aos pais.

Pais - envidaremos nossos melhores esforços no sentido de discernir, compreender e solucionar satisfatoriamente os problemas dos filhos.

Cônjuges - desdorbrar-nos-emos em atenções e delicadezas, em esforços e sacrifícios, se necessário, por instituir, no trato da vida conjugal, o amor fraterno, a amizade sã e leal, dedicada e sincera, como o princípio normativo de conduta.

Sociedade - conduzir-nos-emos de modo a cumprir condignamente os deveres funcionais e cívicos, sem cairmos nas armadilhas do mundo, nem nos desfigurarmos como filhos de Seta Branca.

O que importa, em essência, não é propriamente a passagem de um ano para outro, coisa que sempre se deu e se dará à nossa revelia, e sim as condições da bagagem espiritual com que entramos no ano novo, que, para ser realmente bom, como o concebemos, é preciso que nos tornemos efetivamente melhores.

Adjunto Anavo,
Mestre Kazagrande

FIM DE ANO



Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

Com a graça de Deus temos tido grandes realizações nesta passagem pelo Brasil.

Recebidos aqui no Espírito Santo, por antigos e novos amigos, temos vivido experiências que, com certeza, ainda serão compartilhadas neste nosso pequeno espaço doutrinário.

Infelizmente a oportunidade de acesso a Internet ainda está difícil, por isso não tenho conseguido atualizar diariamente como de costume. Mas os textos estão fluindo e um novo livro já desponta para ser publicado: A A Doutrina no Terceiro Milênio” por fim está espiritualmente autorizado e em fase de composição final, para ser distribuído.

Estarei programando algumas republicações automáticas, de maneira a que não desanimem de visitar este  pequeno farol, e, a partir do próximo fim de semana, já em Salvador-BA, voltarei com publicações inéditas e com um pouco do que será a nova obra.

O projeto do Portal do Exílio do Jaguar, com a formação de uma grande biblioteca doutrinária, devidamente classificada e de fácil acesso para arquivos de texto, áudio e vídeo, também já está bastante adiantado e creio que em breve poderá ser apresentado, facilitando a obtenção de todos nossos acervos e outras obras de apoio a nossa jornada missionária.

Agradeço de coração compreensão neste momento e peço ao Pai que possam sentir um pouco do imenso amor que nutro por cada um de vocês e que parece crescer a cada dia.

Um fraterno abraço com o desejo de muitas vitórias, de muito sucesso, nos três planos de nossas vidas,

Desta pequena família que vos ama,
Kazagrande, Nilma, Nyara e Isis

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desequilíbrios

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 - 5 Comments


Mestre, muitas vezes ao chegar em casa, após trabalhar no Templo, com grandes e harmoniosas realizações espirituais, deparo-me com o marido de cara amarrada, o filho desobedecendo ou algum outro fato gerando uma total desarmonia dentro do lar. Como é possível? Não deveria ser o contrário?

Minha Estimada irmã, Salve Deus! 

Nossa vida baseia-se em equilíbrio... E nosso equilíbrio não se dá pela balança tradicional de dois pratos, que vemos representada nas figuras. Nossa balança de equilíbrio tem três pratos: espiritual, emocional e material.

Para que se posicione: Espiritual – Seus trabalhos na Lei do Auxílio, as orações, o perdão e o amor condicional; Emocional – As coisas da alma e da mente, suas emoções, sentimentos e pensamentos, a família; Material – Cuidados com o corpo físico, a vida econômica, trabalho, e tudo mais que envolva a parte física do encarnado.

Qualquer área que seja esquecida, ou qualquer uma delas que seja priorizada em detrimento das outras, leva ao desequilíbrio e suas nefastas conseqüências.

Não podemos trabalhar espiritual e esquecer a família e o trabalho material. Tão pouco dedicarmo-nos à vida familiar, sem priorizar o conforto proporcionado pelo trabalho material e a harmonia da vida espiritual. O mesmo desequilíbrio se dá quando nos dedicamos aos ganhos materiais, esquecendo a educação dos filhos e da vida espiritual (pequenos exemplos apenas, há muito mais).

Temos que ter pesos que sejam colocados de maneira a manter uma vida que atenda a todas estas prioridades. O emocional tem que estar bem, com a família, com o coração... O material tem que estar progredindo e garantindo a necessária tranquilidade, para dar tempo ao espiritual que complementa esta balança.

Nada adianta trabalhar espiritualmente e deixar a família abandonada, esperando... Os filhos sem ajuda no dever de casa, a esposa com ciúmes pelos horários de retorno, ou o esposo mal cuidado e sem jantar após um dia que dedicou seu trabalho pelo bem da família. Não podemos dedicar ao trabalho espiritual e esquecer as responsabilidades materiais que garantem nosso sustento e o conforto que sim, merecemos! Temos que trabalhar ou dedicar-se da mesma maneira em procurar o emprego. Temos que dar atenção e afeto aos que nos são confiados. Temos que ter no trabalho espiritual a representação da caridade e desprendimento em favor do próximo, pois vamos ao templo não para arrumar nossa vida ou para nossa família melhorar. Vamos ao Templo exclusivamente para praticar a caridade e nos doar aos outros. Somente receberemos bônus espirituais, de acordo com nossa sintonia, intenções e merecimento, e estes de nada servirão para nossa vida material ou emocional.

Somos seres tríplices e esta triplicidade tem que ser aceita e respeitada, sob pena do desequilíbrio daninho em qualquer um dos pratos da balança.

Deixo estas palavras, ainda sem correção, que se tornarão um novo texto, para sua reflexão e conclusão pessoal.

Um fraterno abraço,
Kazagrande

Pai Seta Branca nunca desanima de nós!


Mestre, as me considero sem condições de seguir na Doutrina. Ainda erro muito, penso muita besteira e até faço algumas. Sou Doutrinador e às vezes penso que não deveria pregar para os espíritos coisas que ainda não consigo fazer. Salve Deus!

Meu irmão, Salve Deus!

Não somos “santinhos”... Temos pensamentos incompatíveis com nossa cultura doutrinária, falamos o quê não deveríamos mais falar e, por vezes, ainda praticamos atos inadequados com nossa condição de médium.

Mas nada disso invalida nossa possibilidade de realização e prática da caridade! Com a prática e o amadurecimento e compreensão espiritual, passamos a deixar, cada vez mais, a nossa personalidade, e permitir nossa Individualidade prevalecer. Por isso este seu questionamento! É o primeiro passo do despertar!

Muitos chegaram à Doutrina egressos de prisões, cometeram crimes... Conta-se que no tempo de Tia “só chegava tranqueira”... Mas todos tiveram a mesma oportunidade de evoluir, de melhorar e muitos se tornaram grandes Mestres de nossa Doutrina. Não seria ético citar nomes, mas tivemos instrutores que foram drogados convictos, Avaganos que foram assassinos de aluguel (Avagano era o assessor direto da Clarividente) e por aí vai... A própria história “oculta” de grandes personalidades de nossa atual hierarquia está repleta de homens que chegaram totalmente desacreditados pela sociedade e sem nenhuma condição moral. No entanto tornaram-se líderes espirituais, hoje de conduta ilibada.

Ao Doutrinar um espírito, as palavras chegam primeiro aos nossos próprios ouvidos! Somos os primeiros a ouvir! Por tanto, dependendo da dureza de nosso coração, vamos evoluir... Mais cedo ou mais tarde! O quê não podemos é deixar de seguir a jornada por conta destas “culpas”.

Você é Doutrinador, mas imagine como fica a cabeça de um Apará ao receber uma Entidade de Luz? O conflito de ser um receptáculo da Luz, quando sequer a Luz o habita e emana? Não! Não podemos desistir de nós mesmos! Pai Seta Branca nunca desanima de nós!

Texto incidental – 8 minutos de desequilíbrio

Meus irmãos e irmãs, nossa vida apresenta situações que nem sempre são fácies de controlar. Mesmo os mais preparados médiuns cedem às emoções de um momento de transtorno e se enfurecem, sentem raiva, se magoam, choram... É muito difícil escapar das emoções, dos sentimentos que fazem parte de nossa jornada de convívio humano, onde nossas emoções são um reflexo das situações que se apresentam.

Ninguém é tão “santinho” a ponto de não apresentar mais nenhuma emoção negativa, e nem isso nos foi pedido ao assumirmos esta jornada.

Porém uma recomendação nos foi claramente deixada: Não podemos transformar nossos momentos de desequilíbrio em pesadas vibrações que se mantém e se transformam em correntes negativas.

Uma explosão face um grave desagrado, uma tristeza perante a incompreensão, uma reação negativa face a uma agressão... Isso tudo são sentimentos negativos, pertencentes a nossa pesada natureza física, que aos poucos vamos aprendendo a controlar e manipular. Controlando cada vez melhor e com mais intensidade estas manifestações.

Faz parte de nossa evolução aprendermos a controlar nossas “explosões” e pensamentos... Mas, independente de sua força de vontade, ainda acontecerão situações que nos desagradem profundamente.

Diante destas situações, em que a emotividade nos domina, o importante é buscar a consciência imediata das conseqüências desta liberação energética negativa.

Não podemos mais nos manter neste desequilíbrio! Não temos, pela nossa consciência espiritual, o direito de nos mantermos neste desequilíbrio, emitindo venenosas vibrações e perigosamente formando correntes de em desfavor de nossos semelhantes, normalmente menos esclarecidos.

O risco não reside em nossa natural reação negativa face uma provação, ou provocação. O risco reside quanto insistimos em continuar remoendo nossos pensamentos e direcionando uma energia pesada contra alguém ou contra determinado fato.

Sendo mais claro, sentimos raiva de algo que se passou ou de uma pessoa que nos fez passar por alguma situação que nos desagradou (ponto!). Mas imediatamente, ou o mais rapidamente possível, devemos buscar o amparo da Luz para manipular esta energia e voltar nossos pensamentos para coisas boas e produtivas, totalmente distantes do que nos afligiu! É esse o segredo!

Devemos nos liberar o mais rapidamente possível de tudo que nos faz mal. É isso! Aconteceu algo “ruim”... O mais rápido possível temos que nos “livrar” da pesada energia que nos invade e buscar o equilíbrio!

Com filhos, pais, outros parentes, colegas de trabalho, clientes, funcionários públicos... Não importa com quem! Teve um contratempo, não conseguiu controlar sua reação (o quê seria realmente o ideal), procure o mais rápido possível encontrar o “médium” em você! Por em prática nossos conhecimentos sobre energia, e ser Jaguar.

Tia dizia que um médium não poderia ficar em desequilíbrio por mais de 8 minutos, sob risco de entrar em total desequilíbrio. Não me perguntem o porquê desta medida de tempo, mas poderei explicar que se nos mantemos com os pensamentos, com a aura, com a vibração negativa, iremos formar uma corrente energética e esta será, a cada instante que passa, mais difícil de ser rompida. Ela se fortalece pelas nossas experiências anteriores, pelas energias que circulam ao nosso redor, pelos “irmãozinhos” sedentos de que, em desequilíbrio, você possa ser vampirizado, tornando-se um agente do desequilíbrio alheio. Salve Deus!

Kazagrande

Prece do General (a pedidos)


A poderosa “Prece do General” deve ser realizada à noite, sem passar de meia-noite: acender uma vela e um defumador – o defumador pode ser um incenso ou um tablete.

PRECE DA CORRENTE BRANCA ORIENTAL DO UNIVERSO
Pelo Espírito do General - UESB, Tia Neiva, 21 de março de 1961

JESUS!
TU QUE BAIXASTES NA TERRA, COMO BOM ENSINADOR DOS TEUS IRMÃOS,
ENSINASTE-NOS O MAIS PURO E VERDADEIRO CAMINHO,
AQUECENDO-NOS DAS CHAMAS DO TEU IMENSO AMOR!...
COLOCASTES EM CADA CORAÇÃO UMA CANDEIA VIVA
EM QUE RESPLANDECEM AS TRÊS PALAVRAS
DO TEU DIVINO ENSINAMENTO: FÉ, HUMILDADE E CARIDADE!
DERRAMASTES O TEU BENDITO SANGUE PELO NOSSO AMOR;
ADMITISTES EM TEU CORPO AS CINCO CHAGAS TÃO DOLOROSAS;
BEBESTES, SEM NENHUMA RECUSA, A TAÇA DE FEL
TRAZIDA PELO PRÓPRIO PUNHO DE TEUS LEGÍTIMOS IRMÃOS!...
CRUCIFICADO, SOBRE A TUA CRUZ DESPRENDESTE-TE DO CORPO E,
CORAJOSAMENTE, DEIXASTES AQUELE MORRO DO CALVÁRIO,
SUBISTES AOS CÉUS E FOSTES TER COM DEUS!...
EXPLÍCITO DEIXASTES, JESUS DE AMOR,
QUE O SOFRIMENTO E A DOR SÃO A PURIFICAÇÃO DOS NOSSOS ESPÍRITOS
PARA A RENOVAÇÃO DOS QUE AQUI PASSAM,
SABENDO ATRAVESSAR OS VALES DA INCOMPREENSÃO...
JESUS, SÃO ..... HORAS DA NOITE!...
VENHO, HUMILDEMENTE, PEDIR-TE A PERMISSÃO
PARA MELHOR ME CONDUZIR NO TEU EXÉRCITO ORIENTAL.
ESTA ESPADA DE LUZ ENCORAJA-ME;
ESTE DEFUMADOR EMBRIAGA-ME, CONDUZINDO MEU ESPÍRITO
À MESA REDONDA DA CORRENTE BRANCA DO ORIENTE MAIOR!
Ó, DEUS, DE INFINITA BONDADE, COMO É BELO SENTIR-ME JUNTO A TI!
E, EM DOCE PRECE, DIZER-TE: SENHOR, PROTEJA-ME, POR PIEDADE!
ENTRELACE-ME, SENHOR, CADA VEZ MAIS,
COM ESTA BENDITA LINHA ORIENTAL!
COMPADECE-TE DESTES IRMÃOZINHOS QUE AINDA NÃO TE CONHECEM...
DÊ-ME, SENHOR, A PAZ! QUE AMANHÃ, AO LEVANTAR-ME,
POSSA ME SENTIR VERDADEIRAMENTE PROTEGIDO:
O MEU CORPO, A MINHA BOCA, OS MEUS OUVIDOS, OS MEUS OLHOS...
QUE TUDO, ENFIM, SEJA EMANADO PELO TEU AMOR,
PARA QUE EU POSSA VENCER NA LUTA PELO MEU PÃO DE CADA DIA,
SENTINDO QUE A PAZ DO SENHOR, POR TODA A PARTE, ME GUIA!
SALVE DEUS!      

O VELHO LINO



Ninguém sabia seu nome completo até o dia em que foi necessário verificar seus papéis para seu enterro. Conheciam-no, apenas, como o Velho Lino.

Ele chegara à UESB por seus próprios meios, mas tão doente que foi logo encaminhado para o modesto “hospital”. O diagnóstico foi de cirrose hepática, sem possibilidade de recuperação. Assim mesmo, durou alguns meses e, durante todo esse tempo, Neiva cuidou dele com carinho e afeição.

Na sua clarividência, ela ia vendo seus quadros e os relatava a ele.

Seu corpo era todo inchado pela perniciosa moléstia e sua pele tinha um tom esverdeado, que causava repugnância. Isso tudo era agravado pela sua boca desdentada. Mas o Velho Lino quase não se queixava. Dia a dia, ele ia morrendo com a tranqüilidade dos que se acham “em casa”. Entre ele e Neiva havia amizade e respeito. Os dois tinham longas palestras, que ninguém entendia.

Alguns meses depois de sua morte, Neiva sentiu saudades dele. Só então se dera conta da sua solidão, em meio à multidão que viva. Afinal, o Velho Lino tinha sido um bom companheiro, na visão dos caminhos que conheciam pouco.

Lembrou-se, então, de seus transportes, e pensou que, talvez, tivesse oportunidade de saber notícias dele. Com essa idéia em mente, encaminhou-se para sua plataforma de contato, e lá sentou-se à espera.

Sua concentração foi tão natural e imperceptível que até se assustou um pouco quando ouviu a voz familiar de Johnson Plata a lhe dizer “Salve Deus!”. Eris estava com ele.

Já fora do corpo, ela respondeu, e Johnson foi logo dizendo:

- Vamos, Natachan, vamos que está na hora de encontrar o Velho Lino!

Ela ficou meio encabulada, talvez devido à maneira de como que eles conheciam seus pensamentos, e sentiu certa relutância em aceitar o convite. Ao ouvir o nome do Velho Lino ser mencionado por Johnson, com seu ar nobre e saudável, perdeu parte do seu entusiasmo. Na sua mente passaram quadros dos últimos dias de sua vida e do cadáver inchado daquele velho de setenta anos. Mas, imediatamente, sentiu vergonha de seus pensamentos, e seguiu-o, sem mais comentários.

A chalana pousou suavemente numa espécie de plataforma iluminada.

Saíram da nave e se encaminharam por um longo corredor, que terminou num parque iluminado pelo luar. No meio do terreno, tapetado de uma erva que reverberava à luz da Lua, e pontilhado de árvores simétricas, erguia-se enorme edifício, que se alongava para os fundos do parque. Ela ficou olhando aquelas árvores, que sempre lhe chamavam a atenção pela simetria.

Para ela, que gostava das flores artificiais da Terra, elas pareciam ser de plástico colorido. Reparou, também, que, em todas elas, estavam dependurados medalhões, com inscrições que ela não distinguia. Estranha música pairava no ar, mas Neiva não tinha muita certeza de que se tratasse de música. Parecia mais um som agradável, um zumbido modulado. Johnson falou:

- Aqui, Natachan, é um hospital de recuperação da Casa Transitória e, também, o ponto de partida para Capela.

Apontou um lado para o qual Neiva ainda não olhara, e ela viu várias naves de grande porte, que se pareciam muito com os zepelins (dirigíveis) da Terra, só que tinham enormes janelas, cuja luz amarelada se destacava na luz branca do luar.

Chegaram ao saguão do enorme edifício, e Neiva se preparou para o choque. Sentia saudades e um certo receio. Ficou olhando as pessoas que se movimentavam nos seus afazeres e, momentaneamente se viu sozinha. Johnson e Eris conversavam com alguém, junto a um balcão. Nisso, ouviu seu nome sendo chamado pela voz do Velho Lino. Levantou os olhos, receosa, e viu, diante de si, um homem que aparentava uns quarenta anos, cujo sorriso amplo revelava dentes alvos e perfeitos. Trajava roupas semelhantes às dos Capelinos, e tinha um ar saudável e desenvolto. Ela custou a acreditar que estava diante do Velho Lino!

Daquele pobre velho, inchado e desdentado, só restava o ar de serenidade e segurança que caracterizavam seu espírito evoluído. Ele estendeu a mão, sempre sorrindo, e, olhando-a com ar carinhoso, falou:

- Neiva, que satisfação em vê-la! Queria muito lhe agradecer o tanto que fez por mim, até meu desencarne! Tudo que sou, devo a você e à UESB. Mas, principalmente a você, que me amparou com seu amor e seu carinho. Graças a Deus!

Neiva estava tão emocionada que não conseguia falar. Sentia as lágrimas descerem pelo seu rosto e procurou, como fazia na Terra, um lenço para disfarçar.

A diferença que se operara em Lino era fantástica. Há apenas alguns meses, ele deixara um corpo esverdeado pela infeção, como um fruto apodrecido, um ser humano sofrido e pobre. A figura que tinha, agora, diante de si, era a de um homem em plena forma e com a tranqüilidade de um ser humano realizado.

Pelo seu espírito passaram as mais variadas implicações, comparações, lembranças, doutrinas e tudo o que aprendera. Quantas conclusões, quantas provas da multiplicidade do espírito, da veiculação variada, de corpos e personalidades ocupados por um mesmo espírito!

E o que pensar da fabulosa capacidade moldadora, na maleabilidade da matéria nos planos fora do físico? Ali na figura esbelta de Lino, estava a prova viva de cada uma daquelas assertivas. Enquanto refletia, ia ouvindo os comentários de Lino, que lhe contava, com sobriedade, o que acontecera desde que chegara, trazido pelos Médicos do Espaço.

Enquanto ouvia, percebeu que aumentara muito a movimentação de gente em torno do edifício, e sentiu certa curiosidade pelo que estaria acontecendo. Lino apressou-se em explicar que aquele povo todo estava de partida para Capela, inclusive ele.

Neiva compreendeu a razão da presença de todas aquelas naves. Viu que todas tinham grandes comportas, por cujas rampas pessoas iam e vinham. Era o embarque em andamento, como em qualquer aeroporto da Terra. Lino continuou falando e pedindo notícias do pessoal da UESB, mas os sentidos de Neiva estavam alertas para alguma coisa que pairava no ar, uma estranha expectativa. Notando seu estado, Lino apressou-se a lhe explicar que a curiosidade era em torno da espera de uma pessoa que estava chegando da Terra e que iria para Capela na mesma frota que ele. Tratava-se de um político do Brasil, muito conhecido, e cuja influência fora muito grande nos destinos desse país, pois fora um ditador.

Daí a pouco, chegou um pequeno veículo e pousou bem junto ao edifício. Dele saíram homens com roupas semelhantes à de enfermeiros. Levavam uma espécie de maca, e Neiva, do ponto onde se achava, distinguiu claramente as feições transtornadas do homem ali deitado. Subitamente, a palavra “ditador” calou na sua mente e ela deu um grito.

- Mas, seu Lino, – exclamou – esse homem morreu há muitos anos e só agora está chegando aqui?

- Sim, Neiva, de fato ele morreu há alguns anos, mas não conseguiu se desligar dos seus compromissos cármicos, e permaneceu na Terra, ligado aos seus interesses. Por muito tempo, continuou entrosado com seus correligionários e ao magnetismo das mentes dos que o odiavam e dos que o amavam. Ultimamente, porém, ele estava se imiscuindo com a falange dos Falcões, e os Mentores Espirituais acharam por bem retirá-lo de circulação, para que não se atrasasse. Era um homem honesto que se deixara influenciar pelo orgulho e pela desonestidade de muitos de seus adeptos.

As recordações de Neiva em torno do antigo ditador, cujo domínio do país fora exercido, inclusive, nos tempos em que ela era uma viúva jovem e lutando pela vida, misturaram-se com o quadro que acabara de presenciar, e ela sentiu certo desequilíbrio.

Johnson se aproximou e convidou-a, gentilmente, a se reequilibrar. Ela, um pouco envergonhada pelo lapso momentâneo, retomou sua compostura habitual. Johnson fez alguns comentários em torno da viagem, e Neiva notou que alguns dos veículos já haviam recolhido as rampas de embarque. Viu, nas suas janelas iluminadas, as sombras dos passageiros, e Johnson comentou que eram espíritos que haviam terminado sua recuperação na Casa Transitória e estavam indo para Capela. A aparência, entretanto, era igual à de uma plataforma de trens, na Terra, com sua balbúrdia. “Assim na Terra como no Céu!...” – pensou ela.

Nisso, Lino apresentou suas despedidas, e Neiva notou que ele estava muito alegre com a partida. Mais uma vez agradeceu tudo o que ela fizera por ele:

- Deus lhe pague, Neiva, por tudo. Creio que vai ser difícil a gente se encontrar nesse mundão para onde vou.

Ela sentiu um aperto no coração, e acenou para ele, que se encaminhava para uma das naves.

Uma a uma, as naves foram decolando silenciosas e, aos poucos, o terreno foi ficando vazio. Johnson pediu-lhe que aguardasse um pouco, pois tinha alguns assuntos a tratar ali. Neiva ficou pensando naquilo tudo, olhando a movimentação, agora bem menor. Mas, a tranqüilidade não durou muito. Outras naves, semelhantes às que haviam partido, foram chegando. Só que, desta vez, se procedia a um desembarque. Neiva viu que delas saíam espíritos nas piores condições, amparados por enfermeiros e médicos espirituais. Eram os “mortinhos”, como ela costumava dizer. Tomada de piedade, exclamou:

- Pobrezinhos!

- Pobrezinhos, por que? – perguntou Johnson Plata, se aproximando – Essa leva de espíritos que está chegando resulta de um desencarne coletivo que acaba de se fazer na Terra. São espíritos terríveis, Neiva, mas que pagaram boa parte de suas dívidas, contraídas na antiga Roma. Todos eles foram colaboradores em torturas e queima de pessoas daquele tempo. Agora, acabam de desencarnar no incêndio de um circo, no Brasil. Na verdade, só agora é que vão, realmente, se recuperar totalmente dos carmas contraídos, naquele tempo, em Roma. Ainda há muitos deles na Terra, mas, até 1984, todos estarão neste plano.

Johnson continuou dando explicações, enquanto olhavam o desembarque. Neiva, sorrindo, pediu-lhe que, agora, tivesse cuidado com tanta informação, pois sua cabeça era muito pequena.

Ele também sorriu, e disse-lhe que era teria que absorver muitos fatos para o exercício de sua missão na Terra.

- Entre elas, Natachan, você irá agora receber as iniciações de um Mestre do Tibete, que Seta Branca conseguiu. Você irá aprender a Alta Magia no próprio Tibete!

Neiva recebeu a informação e indagou de Johnson como é que ela, uma missionária, iria trabalhar com um “mortinho”.

- Não, – disse Johnson, sorrindo – não se trata de um “mortinho”, mas sim de alguém do seu próprio plano e adequado à sua altura evolutiva, pois se trata de um monge altamente evoluído. Mas, porque essa sua intransigência com os que você chama de “mortinhos”? Não será isso influência do catolicismo, que proíbe a invocação dos mortos?

Ela não fez comentários, e ele continuou:

- É preciso a gente se lembrar de que não existem “mortos”, mas, apenas, recém-chegados a um plano ou outro. Num ponto, talvez, os católicos estejam certos, pois os que aqui chegam têm muito em que se concentrar e a invocação da Terra os prejudica.

Pouco depois, todos estavam no interior da chalana, que decolou, silenciosa, em direção à Terra. Neiva permaneceu absorta, pensando em tudo o que vira e ouvira. Despertou ouvindo um comentário de Eris em torno do Xingu. Para ela, pareceu que, naquele momento, estavam passando por sobre essa região do centro do país.

- Ali – dizia Eris – estão os verdadeiros missionários de Deus!...

Ela não entendeu bem o que ele queria dizer com aquilo, mas deixou para se informar em outra oportunidade. Afinal, ela já tinha um bocado de informações para catalogar em sua pequena cabeça!

Eles se despediram com um caloroso “Salve Deus!”, e Neiva sentiu frio, pois começava a cair uma chuva fina. Johnson continuou em sintonia, pela sua vidência, e recomendou que ela tomasse um medicamento para a febre e que fosse logo para casa, se abrigar da chuva. Ouvindo isso, ele disse, meio agastada:

- Por que, agora, essa preocupação? Se meu corpo estava aqui, na chuva, de que adiantam esses cuidados agora?

- Não, Natachan! – respondeu Johnson – Enquanto seu espírito estava conosco, seu corpo estava protegido pelos nossos médicos e não corria perigo algum. Pode estar certa disso! Agora, porém, você está entregue às leis do mundo físico e de sua faixa cármica. Vá se cuidar!

E sempre sorrindo, desapareceu do campo de sua vidência.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Eu não sei rezar…

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 - 8 Comments


Não sei para vocês foi ou é assim, mas para mim foi uma grande dificuldade passar a ter em minha vida o hábito da oração. Confesso que somente há pouco tempo que verdadeiramente me disciplinei (melhor dizendo, acho que foi Pai João que me disciplinou) para rezar todos os dias.

O hábito da oração tem benefícios incalculáveis! Não é quando você coloca o uniforme e vai para o Templo e muito menos quando está desesperado por algum problema que está atravessando.

Falo da oração como legítima forma de manter elevado seu padrão vibratório e fazer com que sua sintonia espiritual seja mais eficiente no contato com seus Mentores. A oração realiza nosso espírito e permite que a Individualidade comece a prevalecer sobre a personalidade transitória de nossa alma.

Sempre soube que seria importante rezar... Mas daí a por em prática, foram muitos anos.

Quando Iniciamos, nos programamos para manter nossos três horários do compromisso assumido, porém, com o passar do tempo, envolvidos pelo trabalho e pelos afazeres do dia a dia, acabamos esquecendo, e aos poucos cortamos um horário, depois dois... Ficamos um apenas, tentando se manter fiel... Mas logo a maioria “esquece também”.

Falar em rezar, às vezes é até mal interpretado: “Eu não sou santo” – “Ainda vou evoluir para poder começar a rezar” e outras justificativas infundadas vão aparecendo. A verdade é que, apesar da consciência real da necessidade, temos muito apego aos nossos pensamentos mundanos e a oração acaba atrapalhando nossos desejos físicos.

Acabamos nos apegando ao Templo, como forma de por em dia a oração, ou a um Terceiro Sétimo, realizado no momento de angústia, como se fosse possível “compensar” nosso descaso com aquilo que aprendemos, e por vezes ensinamos.

Na dificuldade aprendi a rezar... Fui tirando a terra do coração e verificando que o dia ficava “melhor” quando havia rezado. E isso é natural! Durante a oração elevamos nosso padrão vibratório e passamos a atrair mais coisas e pessoas boas ao nosso redor, além de isolarmos quase por completo as influências de “irmãozinhos” interessados em nossa energia mediúnica.

É compreensível que muitos acordem já envolvidos pelos afazeres e não encontrem o clima desejado para iniciar suas preces. Quantas vezes resolvemos ficar na cama “mais uns minutinhos só” e levantamos correndo, apressados e sem qualquer condição de poder rezar? Às vezes aquele “soninho de cinco minutos” é pesado, e acaba com nosso bom humor, fazendo com que já nos levantemos atrasados e com uma preguiça ainda maior já ao iniciar o dia.

Quanto tempo você gasta para fazer sua emissão? Já marcou? Marque e vai perceber que não precisa de mais do que cinco ou dez minutos para começar direito o seu dia! Vale a pena acordar uns minutos antes, parar diante do seu Aledá e rezar um pouco.

Ao fazer sua emissão procure recordar cada passagem que ali é relatada! Como foi sua chegada à Doutrina, sua Iniciação, Elevação, Centúria. Visualize cada passo dentro daquilo que emite. Entre em contato com seu espírito! Vivencie cada palavra!

Depois agradeça por tudo que já recebeu. Então pode pedir a segurança, a proteção para seu lar, sua família, seus estudos e trabalho!

Registre a presença de seus Mentores! A cada dia sinta a sintonia de quem está lhe assistindo.

Minha vida mudou muito ao encontrar-me com a oração, por isso venho compartilhar com vocês esta experiência e testemunhar o quanto vale a pena. Vai iniciar seu dia com o padrão elevado, e será mais fácil mantê-lo assim, do que ter que ir buscar sintonia quando os problemas chegam.

A disciplina é fundamental! Ao iniciar seu dia assim, e ainda marcar no celular para despertar uns 3 minutos antes dos horários das preces do compromisso (para que tenha tempo de dar “uma escapadinha” do tumulto diário), modifica toda a sua tônica vibratória, e vai passar a atrair mais coisas boas, terá a assistência de seus Mentores com mais facilidade, afinal, só pode ser ajudado quem está em condições de receber o auxílio.

Salve Deus! Ser Jaguar 24 horas é uma meta a ser atingida, e ela é possível! Basta começar pela oração, o restante virá como natural conseqüência.

Kazagrande

Espíritos Sofredores e a Cura Desobsessiva


Se hoje existimos como Doutrina, a razão maior é a cura desobsessiva. Através do processo mediúnico, na manipulação ritualística cabalística, estaremos também realizando nossa cura espiritual.

Nos outros segmentos doutrinários e religiosos, e principalmente nas doutrinas cristãs, o sofredor sempre foi tido como um espírito que essencialmente tem propósito de causar o mal aos encarnados. Recebem denominações (demônios, diabos, etc.) que não correspondem a realidade pregada pela nossa Mãe Clarividente.

Um espírito denominado “sofredor” é uma individualidade, e não importa o plano em que se encontra e sua condição evolutiva, é um doente, um marginalizado nos planos espirituais. As células que compõe seu corpo espiritual estão doentes.

Temos que considerar que as células da estrutura biológica humana, após o desencarne, continuam carregando a patologia que continham no estado biológico-orgânico que nós conhecemos como “vida”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde: “Saúde não é apenas a ausência de doenças, mas sim o completo bem estar físico e mental”. Em nosso caso soma-se o estado espiritual. Principalmente considerando as células nervosas que carregam toda nossa informação, e essas informações formam a personalidade, e esta, continua a ser mantida até depois da chamada “morte”. Portanto as patologias contidas no individuo serão mantidas depois do desencarne. Somente quando o sofredor é levado a tratamento espiritual que essas células são tratadas.

Então podemos afirmar que o sofredor é um espírito doente, cuja visão está deturpada, não consegue ver com clareza o que está ao seu redor e nem tão pouco divisar o certo e errado. Muito embora exista uma afirmação de Tia Neiva que nos faz pensar muito sobre este “certo e errado”, ela nos diz: “Meus filhos! Acima de nossas cabeças quem pode afirmar o que é certo ou errado”. Então mais uma vez observamos que essas individualidades agem sem ter consciência plena de seus atos e conseqüências, e até podem achar que estão agindo corretamente.

Neste caminhar, lembremos do espírito desencarnado que é apegado a sua família demasiadamente, que não tem um esclarecimento da vida fora da matéria... Ele pode se apegar virando um “encosto” nos membros de sua família, ou sofrer pelos seus “bens materiais”, achando que ainda está encarnado. Porém esta atitude gera um mal estar nos encarnados. A condição mediúnica do encarnado, principalmente pelo padrão vibratório, “assimila”, “atrai” e, em certas condições, ele não tendo um plexo preparado para manipular essa forças, acaba sendo afetado. Isso leva as manifestações psicológicas não só da alteração do comportamento, mas também alterações fisiológicas causando as doenças físicas.

Na corrente mediúnica essas individualidades são tratadas através do ectoplasma dos médiuns cujo teor é propicio aquele individuo. Não há nenhum milagre, e na lei de causa e efeito todo espírito tem sua oportunidade de reencontrar sua trajetória de volta a Deus!

Essa cura desobsessiva é realizada através da modificação do campo de energia nas células, alterando sua tônica, levando-as ao seu funcionamento normal. Também por essa razão o plexo dos médiuns da Doutrina do Amanhecer necessita estar isento de substancias alcoólicas e entorpecentes, pois essas substancias quando presentes na corrente sanguínea alteram a composição  química sanguínea, que por sua vez modificam, alteram a qualidade do ectoplasma.

Os médiuns quando em contato com esses sofredores os alimentam através do esclarecimento doutrinário e também pelo ectoplasma fornecido na comunicação em um trabalho mediúnico. Quando o Doutrinador faz a limpeza, podemos afirmar que é uma limpeza magnética e no estalar de dedos há uma desimpregnação dessas energias.

Ao atingir a densidade molecular adequada, onde o corpo fluídico daquele espírito sofredor fica menos pesado, ele é transformado, desmaterializado, para depois ser reintegrado nos planos espirituais pelos seus Mentores.

O Doutrinador, filho de Tia Neiva, é o cientista da Nova Era que chegará ao patamar de compreender e explicar com clareza estes fenômenos. Para isso recordemos suas palavras em uma entrevista de 1985:

Perguntaram a Tia Neiva quem iria ficar em seu lugar e ela respondeu:

- “O DOUTRINADOR, DESDE QUE TENHA MUITO AMOR NO CORAÇÃO”

Texto do Adjunto Adelano, Mestre Gilmar

Coisas de família


Quando vamos amadurecendo (para não dizer ficando mais velhos), guardando experiências e criando juízo, vamos aprendendo certas coisas que sinto a obrigação de compartilhar.

Não existe felicidade senão soubermos amar. O amor rompe todos os obstáculos, elimina os preconceitos, dá vida! E não existe quem saiba amar que não seja verdadeiramente amado, que não tenha bom humor, que não descubra que sabendo amar, e tratar bem a todos, desarmamos aqueles que se dizem nossos inimigos.

Descobri com o tempo a ineficácia dos ciúmes, ter ciúmes não vai tornar ninguém que você goste fiel. As paixões passam e o amor não se implora, sequer se pede, ou espera. Vivemos o amor... ou não!

Nossos filhos são o maior presente, a mais bela forma de reajuste que Deus nos concede. Não adianta querer ensinar os filhos com aquilo que você fala, eles só absorvem verdadeiramente o quê você faz.

Também aprendi que amigos de verdade nunca lhe abandonam, não importa o tempo, a distancia, o “sumiço”... Gostam de você pelo que você é, e nada mais. Não importa o que representa, o seu bolso, o seu conhecimento... Almas ligadas espiritualmente a tudo relevam, e nestas que reside a verdadeira amizade.

Passei a notar que todas as pessoas que falam de outras pessoas para mim, sempre falam de mim para outras pessoas... Negativa ou positivamente. Falar de pessoas é uma pobreza de espírito a ser sanada.

Ser verdadeiro no que se faz e fala vai agradar a quem precisa e desagradar a quem merece.

Muito obrigado, por favor, me perdoe, fui eu... São palavras abençoadas em qualquer idioma do Universo.

Não guardar mágoas, perdoando verdadeiramente e esquecer o quê não lhe fez bem, nos renova interna e externamente.

Deus é harmonia, é equilíbrio, é infinito. Sendo assim não criou extremismos e coisas finitas. Deus está em nosso íntimo e não em templos de paus e pedras. Deus nos fez infinitos, para chegarmos pela harmonia ao equilíbrio.

OS DESAFIOS DO MISSIONÁRIO – VIDA E FAMÍLIA.


Texto de Anderson Augusto - Mestre Lua

Entrei para a Doutrina e parece que tudo piorou na minha vida. Isto realmente acontece?

NÃO. Acreditar nisto é como se houvesse uma punição para aquele que encontrou seu caminho no orbe terrestre. Quem está falando isto, ou dando a noção de que tudo piorou, é a mente. Na verdade muitos chegam em desequilíbrio espiritual, com forças agindo contra suas vontades superiores, os fazendo acreditar estarem “mal-colocados” no mundo, ou até mesmo fracassados e perdidos. Ao chegarem à Doutrina recebem um alinhamento e podem continuar suas caminhadas com maior equilíbrio, que se reflete em sua porção emocional. Os acontecimentos na vida, assim como ocorreram com o maior missionário presente na Terra (Jesus Cristo), não deixarão de se realizarem, mas devido o trabalho padrão da mente humana, que age sempre no ganhar, acabará a mesma propondo uma noção de que as coisas pioraram ou não se resolverão. A mente traz o futuro e sempre o recheia de sombras ou alegorias, justamente para o teste do espírito, que se manterá em sua presença, vivendo os fatos imediatos ou se, em conjunto com ela, se transportará em sofrimentos de coisas que nem aconteceram ou poderão não acontecer. A ação cármica é aliviada pelos Mentores dos que empregam suas forças na Lei do Auxílio, e se não houvesse esta intervenção, muitos teriam que passar por desencarnes dolorosos, situações de lástima moral ou processos graves de perdas de órgãos e/ou membros físicos.

Mas se estou na Doutrina, por que ainda certas coisas parecem acontecer com frequência, principalmente desentendimentos familiares?

Só estar na Doutrina não resolve as coisas que você precisar trabalhar internamente. O conhecimento do bem sempre é trazido pelos Mentores, e cabe a cada um a prática do que compreendeu, quando necessário for. Os Mentores não resolverão os problemas que criamos através de nossa intolerância ou falta de humildade. Quem valoriza a humildade utiliza mais a audição do que a fala, e o tolerante saberá se portar quando desafiado ou desacreditado. Para que haja uma discussão é necessária a presença de dois agentes, pois senão haverá nada além de um monólogo. Quando as brigas forem de outras pessoas, cabe ao expectador não buscar aflitamente tomar partido, e sim, quando presente, transmitir seu equilíbrio e agir quando sentir abertura em uma das partes, que inevitalmente buscará conversar a respeito. A oportunidade surgirá para a transmissão das palavras de perdão e tolerância, que tanto já foram ditas pelos seus Mentores durante os “trabalhos espirituais”. Buscar a causa ou culpados das situações de desentendimentos não vai resolver a questão, primeiramente, é preciso saber como se sentiria enquanto estivesse na posição do outro, e somente após, começar a vê-la com os conceitos próprios e que nem sempre se assemelham aos nossos. Ninguém é obrigado a concordar com o outro, mas estará exercendo a compreensão quando lhe der o direito de ser como quiser, pois só Deus pode modificar alguém. A própria postura de quem acredita em seus Mentores fará com que os outros, mesmo em seus sofrimentos, vislumbrem como chegarem neste estado de maior equilíbrio.

Mas se forças negativas estiverem atuando sobre pessoas que gosto?

Então lhe caberá, se assim quiser, auxiliar. Sendo condutor de forças positivas, ou de integração e do entedimento. Por já ter consciência que tal pessoa esteja sendo influenciada por forças de baixa vibração, saberá então que ela merece maior compreensão, pois que em determinado momento, talvez por invigilância, esta pessoa começou a sintonizar-se com energias negativas e, em nenhum momento isto pode servir de julgamento. Já que, necessariamente, é um processo que conduzirá esta pessoa a ter suas provas e expiações. Assim o maior auxílio estará quando o mesmo for solicitado e não quando acreditarmos que alguém precise dele. Ao passo que se agirmos somente de nossa própria vontade, sem uma abertura do outro para isso, de todo modo, aí haverá algum tipo de julgamento e estaremos, mesmo sem intenção explícita, a expandir a contrariedade desta pessoa e a dificultar sua saída para um padrão vibracional mais elevado.

Sinto-me só e preciso de alguém para enfrentar a vida, o que faço?

Não procure. A busca incessante é cheia de sentimentos de abandono, tristeza e amargor, e poderá trazer uma pessoa que se tornará uma grande prova, pois normalmente, esta busca é através da mente e das sensações físicas. Procure estar tranqüilo, que a pessoa vai chegar, quando tiver que chegar. É melhor estar só do que passando por questões a dois que só iriam trazer descontentamento a ambos. Estar com alguém ao lado não é garantia de felicidade, pois a mesma é interna. É de conhecimento comum que os grandes relacionamentos tem um início sutil, no “acaso” e às vezes de forma inesperada. Os que precisarem cumprir missão juntos, inevitavelmente terão este encontro, mas entregar a paz interior a um relacionamento inexistente é perder momentos preciosos que não retornarão.

Anderson Augusto - Mestre Lua

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