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sexta-feira, 27 de julho de 2012

INCONFIDÊNCIAS - A Cabana dos Pretos Velhos

sexta-feira, 27 de julho de 2012 - 3 Comments


Há um ano nascia o o blog "Inconfidências" (http://ministroabazo.blogspot.com/) somando forças a nossa pequena jornada de semear o "bom e produtivo" para todos nossos irmãos e irmãs. Também nascia a "cabana dos Pretos Velhos".


Nas terras de além-mar, em Portugal, despontava a chegada de uma nova fase para nossa Doutrina.


Mestre Cristiano Patrício! Amigo, irmão, meu e de minha família, passava compartilhar seu grande amor pela missão que se deslindava no velho continente. Ainda não posso acreditar que não conheço no plano físico este homem, pois seu carinho, respeito e atenção o levaram a fazer parte das orações desta pequena família exilada aqui nas terras que Pai Seta Branca encarnado pisou! 


Parabéns, meu irmão! Sei que você não precisa de agradecimentos, pois compreende perfeitamente que é apenas um instrumento nesta jornada. Mas também sei que é a vibração dos que esperam diariamente nossos pequenos textos que nos permite respirar e prosseguir, independente de qualquer adversidade ou falta de tempo. Por isso, neste mês de grande recordações, registro este singelo agradecimento: Obrigado por fazer parte de nossas vidas! O Pai sempre estará retribuindo com frutos, todas as sementes que leva aos corações de nossos irmãos e irmãs!


Em sua homenagem, o Exílio do Jaguar republica um texto postado poucos dias antes de nascer o "Inconfidências".


Um fraterno abraço,
Kazagrande - Exílio do Jaguar


Em um tempo de modernidades e facilidades, onde a condição material é extremamente valorizada e o início de qualquer obra primeiramente passa pela avaliação das condições financeiras do grupo, vejo ainda surgirem exemplos de fé, perseverança e humildade, distantes da “pseudo-realidade material” que nos distancia do verdadeiro objetivo espiritual da Doutrina.

Permitam-me esta pequena crônica, sem pretensões de analisar o que é “certo ou errado”, mas de apenas valorizar a intuição, a fé e o amor pela missão.

No meio do campo, em uma estrada ainda por firmar-se, afirmam-se os troncos de sustentação física do que espiritualmente já se encontra presente.

Toma forma no mais improvável ambiente físico uma cabana... A Cabana dos Pretos Velhos.

Assim humildemente denominada, a rústica construção fundamentada em troncos e com pequena proteção para o sol do verão europeu, reflete uma Luz que emociona até aos mais céticos.

Fé, confiança, missão! Antes de pensar no dinheiro a ser gasto, em ter muitos médiuns, em localização, em beleza...

Assim nasce mais um Templo do Amanhecer no Velho Continente!

Perdoem-me os grandes construtores de Templos, os que “pensam grande” e no futuro... Mas minha mais sincera homenagem vai para os que lembram do início da jornada de nossa Mãe Clarividente e não temem as intempéries do tempo, erguendo a obra de Pai Seta Branca onde a Espiritualidade intui e com as condições que naturalmente se apresentam.

A Cabana dos Pretos Velhos, que um dia, se for esta a missão, tornar-se-á um Templo como o concebemos, revive a força da era dos oito. De Pai João e Pai Zé Pedro, que junto de outros escravos, realizaram os fenômenos da Cachoeira do Jaguar, precursores de nossa atual Doutrina do Amanhecer.

Lembra ainda a Serra do Ouro, onde as dificuldades eram encaradas apenas como parte do extenso aprendizado da própria Clarividente que despertava sua Individualidade para esta missão que hoje se estende até nós.

Salve Deus Mestre Cristiano! Muita força, perseverança humildade e amor! Jamais se renda aos olhos físicos dos que ainda gemem nas suas incompreensões. Acredite no que se descortina a sua frente e siga a bendita intuição que o encaminha em mais este passo junto aos seus irmãos de jornada.

Kazagrande

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Algo de Bom

sexta-feira, 20 de julho de 2012 - 3 Comments


É inegável que todas as pessoas têm algo de bom, precisamos é observar e buscar compreender os outros com os olhos do bem.

Existem os que se dizem nossos inimigos, os mal amados, os incompreendidos, mas se faz mister verificar que em todos habita a mesma centelha Crística (encarnados ou desencarnados).

Aos que ainda receberam a meritória oportunidade da reencarnação, mais disputada a cada dia nos planos espirituais, principalmente neste momento em que nosso planeta se encaminha para um a mudança de tônica vibratória, devemos o bom senso da compreensão e respeito.

Pensar nos que vivem suas vidas de forma desregrada, ou ainda praticando o mal, pode nos levar ao julgamento, por total desconhecimento de suas reais condições espirituais. Hoje sabemos que Judas não foi o “maldito traidor”, mas sim o instrumento do escândalo que haveria de vir de alguma maneira.

Como Jaguares, não temos mais o direito de julgar. Devemos amar ao anjo e ao demônio, porém sabendo distinguir as forças. Isso implica em compreender os incompreendidos, em buscar neles o quê de bom houver, nem que sejam apenas o instrumento feliz de nosso reajuste, pelo que ferimos por não saber amar.

Encontramos em nossa jornada ferozes cobradores, dispostos a nos destruir e fazer de nossa encarnação um martírio nestas paragens terrenas. Mas lembremos sempre que o ódio não é infundado, e sim a resposta às nossas ações pretéritas, que hoje temos como reequilibrar no amor incondicional, e na força desta Doutrina.

Todos, todos sem exceção, querem a paz! Querem poder amar de novo e sentirem-se amados. Mesmo o mais cruel ditador. Devemos a eles a oportunidade da compreensão, do não julgamento e de enviar sementes de bons sentimentos, que em algum momento da vida, irão despertar da hibernação provocada pela cegueira dos instintos e desejos humanos, e serem regadas pela água renovadora da necessária evolução.

O Plano Etérico irá findar! O tempo urge para os socorristas da última hora! Precisamos trabalhar cada vez mais em prol destes cujo tempo se extingue para a oportunidade de uma nova encarnação.

A conjunção de dois planos já é uma realidade! Nunca o espiritismo foi tão amplamente divulgado com tanta seriedade e importância. A cada dia mais pessoas encontram as respostas para suas existências, ao compreender a Lei da Causa e Efeito.

Em que parte da história deixamos de ser bruxos e magos e passamos a ser missionários? Nem se pode mais definir... Apenas tornou-se clara esta modificação, e nossa necessidade cumprir o que transformou-se na maior missão confiada!

Doutrinar, emanar e curar!

Para tanto é preciso aceitar, compreender e amar! Incorporar com o carinho de quem recebe um verdadeiro irmão, mesmo que este seja a expressão da mais terrível revolta. Doutrinar como a quem recebe este irmão, há tempos esperado, para ser esclarecido, encaminhado e ter toda a sua trajetória modificada.

Todos têm algo de bom... Fiquemos com as palavras do Divino Mestre em sua parábola:

Quando Jesus, juntamente com seus discípulos, se locomovia de uma localidade para outra, em determinado momento, no caminho que estavam percorrendo, os apóstolos se depararam com um cachorro morto, em estado bem avançado de putrefação.

Os apóstolos, que caminhavam um pouco à frente, prenderam a respiração e passaram rapidamente, para evitar aquele terrível mau cheiro e ficaram preocupados com Jesus, gritando para que ele contornasse o caminho, pois ali havia um cão morto, já putrefato. Porém, Jesus, tranquilamente, aproximou-se da carcaça do cachorro e começou a observá-lo por um determinado tempo.

Em seguida falou em voz alta, para todos pudessem ouvi-lo:

― Que dentes lindos tem este cachorro...

Os apóstolos se aproximaram vagarosamente e, juntos com Jesus, passaram a admirar a beleza dos dentes daquele animal em estado de decomposição, esquecendo-se do mau cheiro que dele exalava.

Salve Deus!

Kazagrande

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Paciente

terça-feira, 17 de julho de 2012 - 6 Comments


Texto de Tony Duda – Mestre Lua     

Quando nos tornamos missionários da Casa do Pai, nem sempre percebemos as reais necessidades dos pacientes, que chegam ao Templo em busca de uma palavra, um consolo, uma solução, uma cura, um atendimento...

Colocamos nosso uniforme, nos mediunizamos e nos entregamos à Espiritualidade.

Participamos de alguns trabalhos, olhamos para o relógio, encerramos e vamos embora. Afinal, fizemos nossa parte e cumprimos nossa missão por aquele dia, não é mesmo?

Aparentemente, sim! Mas redescobri que nem sempre é ocorre como pensamos. Nossa missão naquele dia talvez ainda não tenha encerrado de fato.

Reaprendi isso quando eu estava adoentado, na semana de minha Consagração, e resolvi ir ao Pronto Socorro Universal na condição de paciente, já que dois médicos não sabiam do que se tratava. Sai do hospital e fui direto ao Templo, onde lá cheguei pouco depois das 21 horas. Ao aproximar-me do Setor de Tronos, o Comandante informou que o atendimento havia encerrado me virtude da hora, porém adiantou que se o Presidente do dia permitisse, tudo bem. Fui até ele e perguntei se eu ainda poderia me consultar. Ele olhou para mim, olhou para o relógio e concedeu.

Voltei ao trono, vi onde estava o fim da fila e, em silêncio, mentalizando a Espiritualidade, aguardei a minha vez.

Neste momento recordei da orientação dos Instrutores, de que muitos Mestres trazem problemas quando estão na condição de pacientes, porque querem prioridades. Entendi que deveria fazer por merecer aquele atendimento, sem recorrer aregalias.

A minha vez

Lembrei que, quando ainda estava no consultório, antes de ir ao Templo naquela noite, uma senhora chegou irritada porque não havia conseguido prioridade no atendimento, mesmo estando com um bebê. A atendente então se dirigiu a mim e perguntou se eu poderia ceder minha vez àquela senhora. Prontamente disse que sim. Lembrei ainda que quando estamos na condição de prisioneiros, por exemplo, a gente não deveria ceder mais? Ficar mais tolerantes? E se aquela senhora estivesse precisando mais do que eu? Assim como no hospital, eu deveria fazer por merecer e aguardar minha vez ali no Templo.

A hora avançava e, aos poucos, os Tronos iam encerrando um a um. O Comandante tentava emplacar mais um paciente, mas nem sempre tinha êxito.
Perto das 23 horas a maioria dos Tronos havia encerrado. Além de mim, havia outros dois pacientes na minha frente para serem atendidos e um trabalho especial.

Nessa hora, fiquei pensando: "Não era para eu estar aqui pedindo e sim me doando". Mas realmente não tinha condições físicas de colocar o uniforme e prestar a caridade. Doía minha cabeça,  coluna e os “ossos das pernas”... Meu corpo estava fraco. Era incômodo ficar sentado e de pé não agüentava.

Precisava ter paciência e se fazer merecedor de chegar a um Preto Velho.

No banco de espera

As horas corriam e os Comandantes gentilmente tentavam segurar os aparelhos. Até que os dois últimos tronos sinalizaram que não iriam mais atender. Aí apelei a Pai João de Enoque. Disse que estaria nas mãos dele e se fosse de meu merecimento e de algum espírito sofredor que porventura me acompanhasse, que segurasse ainda algum preto velho ali nos Tronos. Baixei a cabeça e fiquei mentalizando. Nesta hora um preto velho mandou chamar o Comandante para falar de tanta demora nos atendimentos. Comecei a chorar.

O Comandante pediu que eu tivesse calma, pois nem que ele tivesse que “garimpar” algum Apará no entorno do Templo, para seguir o trabalho, ele deixaria alguém sair sem atendimento.

Todos os demais trabalhos haviam encerrado e eu era o último paciente daquela noite. Só estava eu ali no banco de espera, os Comandantes dos Tronos, o último Trono Aberto e o Presidente do Dia.

Como o ambiente estava em silêncio, ouvi o Mentor dizer ao Comandante que tudo tem a hora de acontecer. Como se os louros, as pérolas de todo o dia de trabalho estivessem concentradas naquele exato momento.

A lição

Esse instante foi muito singelo para mim, pois me deixou uma grande lição: de que precisamos estar prontos para servir. De que somente recordando quando fomos pacientes ou mesmo voltando a sentir na pele a fila de espera, para compreender e reaprender nossa real necessidade de prestar a caridade e não apenas ficar preocupado em encerrar o expediente e seguir para casa.

Quantos pacientes não chegam ao Templo em busca de um atendimento ou para passar por um trabalho, que muitas vezes não acontece por falta de Mestres para completar? Quantos não depositam em nós a esperança e a cura? Se não fosse assim, para que um paciente ficaria até altas horas da noite, sentado em um banco duro de cimento aguardando, como eu fiquei?

Tenho a impressão de que naquela noite outras lições ficaram marcadas. Para o Presidente, que permitiu meu atendimento, pois ele poderia ter dito que os trabalhos haviam encerrado e pronto! Para os comandantes, que viram que eu estava precisando e não era capricho. Para o Doutrinador, que se compadeceu com a situação e se manteve firme para não encerrar o atendimento. E ao aparelho, que permitiu mais uma vez que a Entidade pudesse fazer seu trabalho de luz e caridade. Para mim, tudo serviu de aprendizado e o Preto Velho confirmou isso no Trono. Agradeço muito por esse momento. Sai de lá renovado no físico e no espiritual.

Tony – Mestre Lua

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tsunami de problemas

sexta-feira, 13 de julho de 2012 - 7 Comments


Às vezes a vida da gente parece que “resolve” se atrapalhar toda. O dinheiro desaparece, o carro quebra, o gás se acaba na hora do almoço e o chuveiro queima justamente no dia mais frio.

Mesmo com toda nossa consciência dos fatores espirituais envolvidos, torna-se difícil manter o bom humor e reverter tudo.

Existem dois fatores que devemos levar em consideração para “dar a volta por cima”: Primeiro – nada acontece por acaso! Segundo – somos reflexo do quê atraímos, ou como diria Tia Neiva, “nosso padrão vibratório é a nossa sentença!”.

Nada acontece por acaso porque temos uma programação espiritual traçada antes de nossa encarnação. O quê temos que passar (nossos reajustes, reencontros positivos e negativos, nossos momentos de possíveis vitórias e nossas necessárias derrotas materiais, que podem envolver vitórias espirituais), tudo traçamos em uma “cartilha”, e partimos com nosso livre-arbítrio para cumprir o planejamento com naturalidade, ou enfrentar grandes adversidades por tentar fugir de nossas metas cármicas.

Nosso padrão vibratório é a nossa sentença, porque somos reflexo de nossas atitudes mentais. Construímos com nossa energia emitida, a cada novo passo, o nosso próprio futuro. O quê pensamos, emitimos! A energia vai e volta trazendo o reflexo na materialidade.

Quando a vida nos inunda de problemas e passamos a nos debater em meio de tantas situações pequenas, que somadas parecem um tsunami material, mental e espiritual, é hora de parar!

Parar para refletir a origem... Para buscar o quê temos que aprender com a passagem, afinal nada é por acaso! Existe sempre algum fator catalisador de tantos problemas. Seria a energia que retornou e agora exige o reequilíbrio? Ou talvez alguma atitude negativa que já se tornou inaceitável e que nossa passagem pela Terra exige a mudança?

Bem, o importante é parar para buscar a compreensão. Para retirar as máscaras e entender que o futuro depende do hoje. A atitude mental face às dificuldades é que irá determinar o quê estamos emitindo e semeando para o nosso futuro.

Nada de envolver-se nas culpas do passado, não! Nada disso! É hora de identificar o quê precisa ser mudado no “agora”, para que naturalmente a energia se equilibre e possa vibrar positivamente com o quê de bom existe.

O padrão vibratório é fundamental. Encarar as dificuldades com atitude e bom humor, sem entregar-se a depressão e ao desânimo, é passo fundamental.

Nem pensar em “internar-se” no Templo! Tem que fazer tudo possível de maneira concreta, física, material. Espiritualmente, nossos três horários trazem a segurança e a preciosa lembrança da presença da assistência de nossos Mentores.

Não vamos ao Templo “para resolver nossos problemas”!!! Lá somos servidores e vamos é para “resolver os problemas dos outros”.

A oração, a manutenção do padrão vibratório e a vigilância dos pensamentos, palavras e ações, é que permite que recebamos o precioso auxílio de nossas Entidades de Luz. Seu Mentor sabe de tudo que você realmente precisa! Pedir nas orações é somente para que você mantenha a sintonia e coloque-se em condições de receber.

Peça primeiramente a compreensão do momento vivido e não fale de seus problemas. Fale das soluções que se apresentam, ou que ainda podem ser vislumbradas! Falar de problemas, só vai atrair ainda mais problemas!

Já reparou que quando estamos mal, vamos encontrando pelo caminho pessoas em iguais condições? Sim, semelhante atrai semelhante! Justo na hora em que precisamos atrair quem possa nos ajudar, pois cego não guia cego.

Kazagrande

Posso fumar?

Na Doutrina do Amanhecer não se proíbe o fumo... Mas por quê?

Inegavelmente o fumo é altamente prejudicial para a saúde humana tendo conseqüências desastrosas para o corpo físico. Além de ser malcheiroso, incomodar aos não fumantes e “estar fora de moda”.

Costuma-se justificar que Tia Neiva não teria proibido o fumo por ser fumante. Está é a mais triste justificava que se pode ouvir, sendo somente proferida para justificar aqueles que ainda não compreendem a necessidade de ir eliminando gradativamente todos os vícios terrenos.

Quando Tia Neiva foi iniciar sua missão, pediu ao Pai Seta Branca que pudesse manter sua personalidade, que não precisasse tornar-se uma “monja”. O Pai, permitiu que pudesse continuar senhora de todas suas decisões, e responsável por todas as atitudes de seu livre arbítrio, permissão que se estende a todos nós. O fumo não altera sua consciência, sua capacidade de decisão e a avaliação de situações não é modificada, desta forma fica relegado ao livre arbítrio de cada um, decidir como se conduzir.

Obviamente, qualquer atitude nossa que diminua nossa saúde e possa provocar uma enfermidade física, terá um custo.

Nossa obrigação é sempre alertar para os males provocados pelo tabagismo e suas funestas conseqüências, mas não podemos proibir ou interferir nas decisões de cada um. O único pré-requisito que pesa como “Lei” e que restringe alguma liberdade, em nossa Doutrina, é a “proibição” do uso de álcool e demais drogas entorpecentes, por motivos claramente técnicos. Recomendando que se deixe estes hábitos antes de ingressar na Doutrina. Em relação ao fumo, embora nossa missão seja alertar, não podemos tecnicamente impedir o desenvolvimento de um médium que ainda não se libertou deste vício.

Tia Neiva considerava proibido proibir... O livre arbítrio, sagrada lei de evolução, deve ser respeitado! Tia manteve o hábito de fumar mesmo quando seu quadro médico recomendava o contrário. Sua deficiência respiratória foi inclusive agravada pelo fumo. Foi sua decisão pessoal como Neiva, como ser humano encarnado e dotado de livre arbítrio. Não podemos precisar quais prejuízos passou por esta decisão, mas todos somos responsáveis por nossos atos, palavras e pensamentos. Ela acabou por demonstrar o quê fisicamente pode ser agravado pelo fumo.

Desta forma, a Lei se mantém, o fumo não é proibido, e cabe a nós avaliar se já estamos prontos para nos libertar deste hábito desagradável.

Certa vez Chico Xavier foi inquirido especificamente sobre o “fumo e mediunidade”, e respondeu que os Mentores avisavam que o fumo seria dos menores vícios da personalidade humana, que o “hábito de cultivar pensamentos infelizes” seria uma condição muito pior que o fumo.

Vejamos suas respostas na íntegra:

Muitos candidatos à mediunidade nos aparecem, confessando, no entanto, sua predileção pelo vício de fumar. Que fazer nestes casos?

Chico - Ponderam os Mentores da Vida Maior que o vício da utilização do fumo cotidianamente é considerado dos menores vícios da personalidade humana. Não obstante, qualquer candidato à mediunidade cristã deverá esforçar-se diariamente por superar suas próprias inibições, consciente de que o quadro de serviços redentores a que se candidata exigir-lhe-á renúncias e abnegações incessantes em favor do próximo. Dentro deste particular é que os Amigos Espirituais nos dizem que, principalmente nas tarefas de auxílio desobsessivo e nas tarefas de alívio aos doentes, é totalmente desaconselhável o hábito de fumar. Assim, sendo, os médiuns psicofônicos, os passistas e os de efeitos físicos fazem muito bem quando abandonam o cigarro.

A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?

Chico - O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do perispírito, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante.

Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no Mundo Espiritual, ainda exige cotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.

Se o fumante não abandonar o cigarro durante o transcurso da Vida Física terá de faze-lo inarredavelmente, na Esfera Espiritual? E quanto tempo exigirá tais tratamentos antibágicos para fumantes desencarnados? Na Vida Extrafísica também ocorrem reincidências ou recaídas dos dependentes do fumo?

Chico - Justo esclarecer que não apenas quanto ao fumo, mas igualmente quanto a outros hábitos prejudiciais, somos compelidos na Espiritualidade a esquece-los, se nos propomos seguir para diante, no capítulo da própria sublimação.

O tratamento da Vida Maior para que nos desvencilhemos de costumes nocivos perdura pelo tempo em que nossa vontade não se mostre tão ativa e decidida quanto necessária para a libertação precisa, de vez que nos Planos Extrafísicos, nas vizinhanças da Terra propriamente dita, as reincidências ocorrem com irmãos numerosos que ainda se acomodam com a indecisão e a insegurança.

Pesquisas médicas revelam que a dependência física dos fumantes costuma ser mais compulsiva que a dependência orgânica dos viciados em narcóticos. Isto é certo se o enfoque for do Plano Espiritual para o Plano Físico?

Chico - Acreditamos que ambos os tipos de dependência se equiparam na feição compulsiva com que se apresentam, cabendo-nos uma observação: é que o fumo prejudica, de modo especial, apenas ao seu consumidor, enquanto os narcóticos de variada natureza são suscetíveis de induzir seus usuários a perigosas alucinações que, por vezes, lhes situam a mente em graves delitos, comprometendo a vida comunitária.

Você considera o hábito de fumar um suicídio em câmara lenta? Por que?

Chico - Creio que o hábito de fumar não pode ser definido por suicídio conscientemente considerado. Será um prejuízo que o fumante causa a si mesmo, sem a intenção de se destruir, mas prejuízo que se deve estudar com esclarecimento, sem condenação, para que a pessoa se conscientize quanto às conseqüências do fumo, no campo da vida, de maneira a fazer as suas próprias opções.

Você teria alcançado condições de desempenho de seu mandato mediúnico, ao longo de mais de meio século de trabalho incessante, se fosse um dependente de nicotina?

Chico - Creio que não, com referência ao tempo de trabalho, de vez que a ingestão de nicotina agravaria as doenças de que sou portador, mas não quanto a supostas qualidades espirituais para o mandato referido, de vez que considero o “hábito de cultivar pensamentos infelizes” uma condição pior que o uso ou abuso da nicotina e, sinceramente, do “hábito de cultivar pensamentos infelizes” ainda não me livrei.

(Trecho de entrevista extraído da Revista “Planeta” – ano de 1991).

Chico Xavier/Emmanuel
Entrevista com Fernando Worm

Drogas...

Vamos distinguir primeiramente as drogas medicinais, das drogas consideradas ilícitas, embora ambas provoquem uma alteração do estado consciencional o quê desestabiliza a possibilidade de manipular mediunicamente.

Após lermos o texto sobre o álcool, já temos uma compreensão do motivo pelo qual deve ser evitado o consumo de drogas pelo médium. A contaminação de seu ectoplasma, e agora com o agravamento de sua limitação de consciência e danos irreparáveis ao seu sistema nervoso, este, extremamente exigido durante um trabalho mediúnico.

Cabe apenas acrescentar comentários sobre o uso de medicamentos que podem levar a dependência e profundas alterações emocionais. Quando recomendado, por um “médico da terra”, o uso de substâncias químicas que podem interferir no equilíbrio mediúnico, o caso deve ser avaliado particularmente. Cabendo ao Adjunto Maior sua liberação final. A situação toda deve ser criteriosamente avaliada dentro de uma perspectiva franca e com total desprendimento.

Existem situações em que o medicamento atua exclusivamente para um balanceio químico no organismo da pessoa, desta forma, embora seja quimicamente tóxico, sua atuação dentro do organismo obtém um efeito reverso, ou seja, reequilibra ao invés de desequilibrar. Mantendo as funções neurológicas estáveis e aptas para o trabalho mediúnico. Estes casos devem ser tratados com muito critério e avaliados particularmente pelo Adjunto Maior, quem se sentir necessidade, buscará orientação profissional para corroborar sua decisão.

Novamente reafirmo que cada caso, é um caso especial.

Kazagrande

O jovem do novo milênio procura sua identidade, sente-se ameaçado, um natural sentimento de desajuste, sofre intensamente com as decepções amorosas e ainda enfrenta problemas de adaptação junto aos familiares e amigos.

Buscando seu espaço, demarcar um território, conceituar seus sentimentos, ele quer ser aceito, reconhecido, amado, notado, apoiado, compreendido e entender a sensação intensa de saudade inexplicável de coisas que não consegue definir materialmente, tem um imenso vazio interno a ser preenchido que o atormenta.

Resistir ao uso do álcool, cigarro, maconha ou outras drogas, pode às vezes significar um sinal de “bobeira”, de desajuste com o grupo, conduzindo-o a uma angustiante solidão.

As drogas (Um texto de Apoio)

Podemos defini-las como o nome genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas que podem causar danos físicos e psicológicos a seu usuário. Seu consumo constante pode levár à mudança de comportamento e à dependência.

Falamos que um indivíduo é dependente ou viciado a uma substância quando ele perde sua liberdade de escolha diante de um objeto específico predominando uma ação impulsiva e irrefreável em relação ao mesmo. Na toxicomania, esse objeto é a droga, e a ação impulsiva é o seu consumo. Conseguir estabelecer um limite entre "curtir um barato" e se tornar dependente de um objeto é uma linha tênue muito difícil de ser definida.

Se perguntarmos a qualquer usuário se ele é dependente, a resposta é quase que unânime: NÃO!!! Mas, será que é tão fácil sabermos se estamos pulando para o outro lado do muro ou não?

Quem tem, ou teve um contato esporádico com as drogas já deve estar considerando este mais um texto de “velho careta” (ainda se usa esta expressão?). Que eu não tenho nada a ver com isto, e que não sei nada sobre seus problemas. Tudo bem!!! Eu não tenho nada mesmo a ver com sua escolha, mas você certamente tem! Será que você está consciente dela? Ou será que você é daquele tipo que vai levando a vida imaginando que não tem nada a perder, que o corpo é seu e que a liberdade de usar ou não, não é da conta de ninguém? Se você pensa assim, continuo a não ter nada a ver com isso, mas gostaria que você me desse uma chance de eu te contar algumas coisas que sei.

Eu também tive sofrimentos, feri e fui ferido, tive minha auto-estima destruída, mas consegui me recuperar e, acima de tudo, aprendi muito sobre a vida e como me defender.

Sabe, na minha adolescência... (também já fui adolescente e quem me conhece fora do trabalho e do templo acha que ainda sou) conheci muita gente que usava drogas. Amigos que eu estimava e apoiava nas horas do desespero. Vi alguns se livrarem delas depois e outros que destruíram completamente suas vidas. Foi triste!!!! Mas, não deixei de amá-los assim mesmo. Infelizmente, eles que pensavam que nada tinham a perder, perderam a coisa mais preciosa: a sua liberdade de escolher, pois ficaram para sempre escravos das drogas. Você já imaginou o que é ser escravo de uma simples substância química? Será que precisavam se sentir tão insignificantes assim?

Ainda hoje me pergunto por que as pessoas precisam de muletas para caminhar na vida, quando ela nos oferece uma infinidade de opções sadias. Eu sei, que na hora da tristeza, não conseguimos enxergá-las, mas será que precisamos desistir tão facilmente assim?

Vamos pensar um pouco: se eu obtenho prazer ao usar uma substância psicoativa eu não preciso do outro para obter prazer, certo? Eu me sinto independente e no controle da situação. Não preciso aceitar críticas, tenho a sensação de poder, de ser especial, de ser admirado, minha performance melhora, encubro minha timidez, me sinto feliz, pertencente a um grupo....... O que tem, então, isto de errado?

Num primeiro momento parece ser legal, os problemas parecem diminuir. Mas, sua vida não se resume nestes pequenos momentos. Ela é muito mais extensa e cheia de boas e más surpresas que precisam ser vividas, experimentadas e enfrentadas com coragem.

Se formos analisar mais profundamente, aqui estamos falando de problemas e incertezas próprios não só da adolescência, como neste caso, mas de coisas que todos nós passamos várias vezes na nossa vida. Mas, então, por que será que alguns têm que usar drogas e outros não para ultrapassá-los?

Neste milênio estão chegando espíritos diferentes, com uma nova tônica já a ser adaptada ao novo padrão pelo qual nosso planeta deve ingressar. Por isso a sensação de “eu sou de outro planeta” é cada vez maior para grande parte dos jovens.

Desde que nascemos, cada um de nós tem um limiar para suportar as frustrações, para enfrentar a realidade. Quando este limiar é baixo usamos de mecanismos defensivos, como o uso de drogas, por exemplo. Através deste comportamento mergulhamos, então, na alienação e buscamos fantasias regressivas para compensar aquilo que não está sendo encontrado no mundo real, atitude esta que com o tempo nos leva a vitimar e destruir a nós próprios. Ou seja, aqui percorremos na contra-mão da existência, buscando o tudo no nada, imolando-nos a nós mesmos, estreitando nossas relações com o mundo.

Sendo assim, o que estou tentando fazer não é acusá-lo ou discriminá-lo porque você acha legal usar drogas, mas sim, preveni-lo sobre as conseqüências do uso indevido destas substâncias. Ou seja, evitar que você estabeleça uma relação destrutiva com a droga.

Neste sentido, é importante você sempre levar em consideração as circunstâncias em que ocorre o uso, com que finalidade e qual o tipo de relação que você mantém com a substância, seja ela lícita ou ilícita. Faça estas perguntas a você mesmo e quem sabe você começará a descobrir que talvez esteja na hora de você modificar algumas coisas em sua vida.

Se você não conseguir resolver isto sozinho, não se acanhe. Procure uma ajuda espiritual e começará a descobrir as respostas para as suas angústias. Pode não acertar de primeira na escolha da “religião”, mas em algum momento irá encontrar-se “em casa”. Sentirá que pertence a aquele grupo, seja evangélico ou espírita. Lá encontrará outros com a mesma destinação espiritual e que possuem uma tônica “parecida” com a sua.

Não quero ser aqui mais um a apontar o dedo para você, acusando-o quando sequer sei quem é você. Você deve ter suas razões quando fez esta opção. O que quero é apenas estender uma mão amiga e dividir com você seus medos, angústias, frustrações. Ensiná-lo a olhar no espelho todas as manhãs e ver a imagem de alguém feliz, forte, consciente de suas escolhas. Isto não é impossível. A nossa felicidade não pode ser comprada, nem substituída por uma droga qualquer, ela tem que ser conquistada e a maior conquista que podemos fazer é primeiro nos conhecer profundamente, aprendendo a nos amar e a nos respeitar, antes mesmo de pedir que os outros façam isto por nós. Vamos valorizar a vida e a capacidade que temos, através de nossa vontade, de modificar a nós e ao meio.

Nunca se esqueça que a nós só compete mostrar o caminho, mas não podemos caminhar por ninguém. Cada um tem que ser respeitado em suas escolhas, mas nem por isso devemos nos alienar, enquanto vemos o outro se afundar. Tente!!!! Reflita, antes de ignorar minhas palavras. Se assim mesmo, você continuar a pensar que tudo isto é bobagem, eu te respeitarei da mesma forma e a ti só me resta desejar-lhe boa sorte!!!!!

Bebi só um pouquinho...

Álcool

Falar dos efeitos nocivos do álcool para a saúde seria cair no lugar comum. Todos, mesmo os que ainda têm o vício, ou o hábito, de fazer uso de bebidas alcoólicas, já tem disponíveis informações sobre as conseqüências deste uso.

Desta forma, vamos nos ater aos aspectos práticos, e dúvidas, que ainda nos perturbam.

Primeiramente é importante esclarecer porque não fazemos uso do álcool, haja visto que não temos absolutamente nada contra aqueles que o fazem. Qualquer paciente deverá ser atendido da mesma forma e sequer questionado sobre suas preferências gustativas. Apenas o médium de nossa corrente é que deve abster-se por completo de qualquer ingestão de bebida alcoólica.

Tecnicamente:

Ao trabalhar mediunicamente você passa a colocar a disposição da espiritualidade os seus fluidos energéticos. Seu ectoplasma é mesclado com a energia de nossos mentores e transforma-se em um “remédio”, próprio para a cura desobsessiva.

A impregnação por substâncias alcoólicas “envenena” seu fluido ectoplasmático, tornando-o impróprio para a realização da cura desobsessiva, nossa fundamental missão! Fisicamente o álcool deprime o sistema nervoso e afeta a sensibilidade do ectoplasma. Circulando no sangue, impregnado de ectoplasma, o álcool volatiza sua energia mediúnica. Permite que ela seja liberada sem uma incorporação ou sem uma manipulação dentro de um trabalho espiritual.

Liberando sua energia desta forma, ou seja, “envenenada”, ela servirá apenas para alimentar irmãozinhos menos esclarecidos, espíritos que necessitam do magnético animal para suas criações. O dito popular fala que Deus protege os “bebinhos”... Creio que a maioria já deve ter testemunhado alguma situação de extremo risco em que uma pessoa alcoolizada “escapou por milagre”. Óbvio analisar que na verdade são espíritos ainda fora da Luz, que fazem o quê podem para salvar sua fonte de alimentação e induzi-lo cada vez mais ao vício.

Considerando a afirmação acima, podemos compreender que de nada adianta “beber” e ir trabalhar espiritualmente. Além de contaminados, já estaremos sob a “observação” de algum irmãozinho interessado em nos atrapalhar e fazer com que novamente voltemos a consumir. Para um espírito sem Luz, um médium, que dispõe de uma grande quantidade de energia em franca produção (esta é a principal característica do médium, um ser que produz energia ectoplasmática em excesso - mais do que precisa – para poder doar), é o alvo ideal!

Cabe ainda ressaltar que o consumo de uma bebida alcoólica leva uma direta distorção em nossa capacidade de avaliação. Clinicamente a bebida nos torna mais audaciosos e desinibidos, avançando por limites que em nosso estado normal estariam claramente definidos. Falamos mais e normalmente demais, e temos “coragem” além da exigência de nosso bom senso.

A explicação pode ser muito mais embasada tecnicamente, mas prefiro ser objetivo e passar a responder logo as perguntas:

Mestre, se eu ingerir alguma bebida alcoólica não posso mais trabalhar?

Salve Deus! O médium ao contaminar-se deve em primeiro lugar refletir sobre sua condição. Deve avaliar sinceramente se pode deixar definitivamente sua compulsão e somente após ter total segurança que não irá “recair”, é que pode iniciar seu processo de retorno. É importante considerar a possibilidade de voltar a ser um paciente, não correndo riscos de agravar sua condição de encarnado, pois insistindo em trabalhar sob alguma contaminação, com certeza poderá prejudicar a muitos outros. Pense em um espírito, ao qual um Mentor investe todo seu tempo, seu trabalho, para trazê-lo ao Templo, acompanhando um paciente, e ao chegar na hora do atendimento o médium não tem nada para ofertar. Ou ainda pior, oferta um “veneno” que pode deitar por terra tudo que foi planejado.

Para voltar a trabalhar mediunicamente, após buscar a segurança de suas decisões, deve primeiramente passar como paciente, consultar uma Entidade de Luz que irá esclarecer sua condição energética. Se já está devidamente em condições de voltar aos trabalhos sem oferecer riscos para alguém. A humildade, o respeito e reconhecer a falha são os primeiros passos! Após saber se deve continuar mais algum tempo como paciente, ou se já está em condições de retomar o uniforme, é só seguir as orientações.

Mestre, mas eu só bebi um pouquinho no Ano Novo...

Acontece... Mas mesmo assim quem somos nós para avaliar qual foi a real impregnação? Somente uma atitude de humildade, buscando a orientação de nossos mentores é que poderá definir o retorno aos trabalhos.

Mas dizem que em três dias o álcool já estará completamente eliminado. E têm outros que falam em três meses de afastamento... Qual é o certo?

O certo é não beber! Um médium só deve assumir a missão em nossa corrente se estiver seguro de sua decisão e força de vontade. Porém se recaiu, deve considerar vários aspectos: ao assumir sua missão dentro da Doutrina do Amanhecer, você não trabalha apenas quando vai ao Templo. Quando está dormindo, seu espírito completa os trabalhos, planeja junto com seus Mentores outras jornadas, e estando impregnado tudo tem que ser refeito.

O retorno ao trabalho tem que ser seguro! Por isso, creio que somente uma Entidade de Luz poderá ver sua aura e avaliar se já está em condições de reassumir suas armas. Lembrando que é sua consciência e livre arbítrio que tomarão a decisão final.

Mestre, cerveja sem álcool pode, né?

Bem... Se o título “Sem Álcool” for 100% verdadeiro, não vai gerar impregnação, somente terá um efeito mental que poderá induzi-lo ao erro, mas cada um é cada um...

É importante ressaltar que QUASE TODAS as bebidas SEM ALCOOL têm em letras pequenas no rótulo a inscrição “considerada sem álcool – teor alcoólico X”, assim, na verdade apenas têm uma quantidade considerada desprezível (pela sociedade) de álcool, mas não são completamente livres do nocivo veneno!!! Leiam os rótulos!

Mestre, existem remédios a base de álcool, posso tomar?

Praticamente todos os medicamentos formulados com algum teor de álcool podem ser substituídos por outros que não necessitam deste componente. Não havendo nenhuma possibilidade de substituição do medicamento (consulte seu “médico da terra”) consulte a espiritualidade sobre a possibilidade de continuar seus trabalhos durante o uso. Assim demonstra respeito, humildade e poderá contar com uma proteção especial. O Trino Tumuchy costumava afirmar que “nem uma colher de Biotônico Fontoura” deveríamos ingerir.

Bombons, balas, sorvetes, ou comidas preparadas com bebidas alcoólicas, tudo deve ser eliminado de nossa degustação. Não nos fará falta alguma e não ficaremos questionando nossas consciências. Uma única gota de álcool somente é eliminada após oito horas depois de ingerida. Por que ficar testando limites? Não há motivo justo! Coisas simples que podem ser evitadas são um passo importante para dominarmos todos os nossos desejos.

Posso passar álcool pelo corpo? Desinfeccionar uma ferida, etc?

Existem diversas alternativas, também para este uso, porém nada de fanatizar as coisas. O uso tópico do álcool não gera nenhuma contaminação. Porém devemos nos abster de qualquer possibilidade de inalação, pois através das vias respiratórias chegaria à corrente sanguínea.

Kazagrande

ACOMPANHEM A SEQÜÊNCIA SOBRE AS DROGAS E O FUMO A PARTIR DE AMANHÃ.

Interpretando (Sobre o álcool):

Gálatas 5:19-21 - A palavra grega empregada neste texto para “bebedice” é: methai, que significa literalmente, bebida alcoólica e alcoolismo. O uso excessivo de bebida alcoólica causa prejuízos no corpo e na mente de quem o pratica, daí a palavra bebedices está inserida na lista das obras da carne.

1 - Perde o dinheiro e ganha miséria.

2 - Perde a capacidade e ganha inaptidão.

3 - Perde a saúde e ganha enfermidade.

4 - Perde a virtude e ganha perversidade.

5 - Perde a honra e ganha desprestígio, menosprezo.

6 - Perde o bem-estar e ganha mal-estar e sofrimento.

7 - Perde a tranqüilidade e ganha inquietude.

8 - Perde o vigor e ganha abatimento e decadência.

9 - Perde a alegria e ganha tristeza e desespero.

10 - Perde a inteligência e ganha embrutecimento.

Avaliando

O alcoolismo é útil para:

1 - Fazer perder o tempo, o dinheiro e a vergonha. Sócrates.

2 - Acabar com o lar, a sociedade e a pátria. Suderman.

3 - Levar os filhos a perder o respeito aos pais e a consideração a si mesmos. Carducci.

4 - Transtornar o corpo, perverter os nobres sentimentos e destruir as faculdades mentais. Francisco I.

5 - Fazer papéis ridículos e praticar toda classe de vulgaridades. Bismarck.

6 - Pedir fiado um copo de aguardente enquanto falta valor para pedir um pão para que comam os filhos. Carlos V.

7 - Levar o homem ao suicídio. Napoleão.

ACOMPANHEM A SEQÜÊNCIA SOBRE AS DROGAS E O FUMO A PARTIR DE AMANHÃ.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

TRONO MILENAR - 2ª Parte

segunda-feira, 9 de julho de 2012 - 7 Comments


Transcrição de Aula do Trino Araken – Gravado em Fita K-7

Vejam bem, esses dias me perguntaram porque eu tirei os Rama 2000 do Trono Milenar.

Eu tirei essa oportunidade feliz dos Rama 2000, no Trono Milenar, porque na verdade os Ramas 2000 não sabem o quê é um Trono Milenar e nem estão preparados para ele. Fizeram do Trono Milenar um Angical, um nem sei o quê, um Trono Vermelho ou um Trono Amarelo. O Trono Milenar é para espíritos milenares.

Observem: Suponhamos que está preso em Marcela, na Torre de Marcela, no Vale das Sombras, um espírito, senhor de uma falange imensa... No Canal Vermelho há lugar chamado Reservatório Universal, onde nossas energias são armazenadas. Quando nós fazemos a Contagem, em nossos trabalhos, no Retiro, essas energias são levadas para esse Reservatório. As Entidades quando chegam perto de um espírito desses, elas precisam dessa energia. Então vão lá buscam, levam, manipulam sobre ele para quebrar um pouco aquela força, aquela arrogância. Mas a doutrinação é muito difícil. Então do Trono Milenar é aberto um Canal, é aberto o neutron, fica como uma chaminé, um tubo ligando daqui ao local onde está aquele espírito. E aquele espírito é trazido amarrado pelos Cavaleiros de Oxosse ou pelas Entidades. Ele é trazido até aqui com a finalidade de quebrar a resistência deles.

Reflitam: às vezes levam duzentos, trezentos, quatrocentos, mil anos para pegar um espírito daquele, e eles vão trazer para qualquer um que está ali sentando? Correr o risco? Não, eles só vão trazer um espírito desses se tiverem a segurança de que quem está sentado lá tem condições de receber e doutrinar aquele espírito.

Trono Milenar não é um trabalho para ser feito para vida material, para resolver problemas de médium - "Ah! O Preto Velho me mandou para o Trono Milenar para resolver minha vida". Se um espírito desses estiver montado em cima de um médium, ele nem aqui ele chega, ou melhor, ele vai ficar no manicômio porque não tem condições nenhuma. Vocês têm que raciocinar: é um trabalho exclusivo para essa finalidade. Salve Deus!

Ali você não vai conversar com um espírito daquele e convencê-lo a voltar para Deus, nunca, não tem jeito, não tem nem condições. Às vezes vem espírito ali que tem falanges de dez mil, vinte mil espíritos, cem mil espíritos e um espírito desses, com a falange dele, pode obsediar uma cidade inteira. Vocês entenderam? Só vai mesmo quem tem condições e quem vai lá é um médium que tem vinte e cinco anos de casa e muitas consagrações.

Gostar, você pode gostar mestre, mas, aquilo lá, não é para agradar médium. Tem que gostar é de trabalhar nos Tronos, na Mesa Evangélica, etc. É ali o trabalho para esse tipo de mestre.

E o que me fez tomar essa decisão? Porque um Preto Velho me disse assim: “olha meu filho, hoje um filho nosso, um Doutrinador só não entregou o uniforme porque nós não deixamos, porque ele tinha bônus. Em vez de Doutrinar ele foi doutrinado".

Esse espírito vem aqui com a resistência quebrada, e é quebrado pela manipulação da energia e então ele é levado de volta e tudo e todos têm o livre arbítrio e depois uns dias eles soltam aquele espírito. Só que quando ele for solto, ele já não é mais o rei daquele povo, ele já não tem mais o reino que ele tinha, ele já não tem a força que ele tinha, e o que acontece? Ele fica muito mais fácil de ser pego de novo e tem espírito aqui dentro que eu doutrinei que já estava há oito anos aqui dentro, aqui no Vale, oito anos, ele e os amiguinhos dele tinham uma caverninha aqui dentro, porque em torno do Vale tem uma rede magnética em volta e se entra não sai, então eles ficam por aqui, lógico que sob vigilância. Ele começa a seguir o médium. Agora tem uma coisa, se você der acesso, dependendo da sua conduta doutrinária, o problema é seu. Salve Deus!

Eu conversei com um espírito de uma ninfa que já fazia vinte e cinco anos que ela estava aqui e ela me disse que cada pedra desse Templo tem a sua dor e me disse mais, eu estou cansada de ver as carrancas do Vilela, ir na lojinha da Carmem Lúcia, estou cansada de ouvir aula de sétimo, e ela foi embora. Eu disse: "você vai para junto de irmã Lívia?” Ela respondeu: "Não, eu vou para o albergue de Vovô Nana". Salve Deus!

Então, meus irmãos, nesse mundo aqui nós somos físicos, mas em torno de nós tem muitas entidades. Umas assistindo aula, outras dando aula. É um mundo, gente, um mundo constante em torno de nós. Salve Deus!

"Na vida nada acontece por acaso, tudo tem sua explicação, seu motivo e a sua razão de ser".

Salve Deus!

"- Mestre e quando eu poderei ir ao Trono Milenar?"

É ir com o seu Adjunto e começar a treinar. Um dia você chega a Adjunto. Salve Deus!

Trino Araken – 1º Mestre Jaguar

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