TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

terça-feira, 27 de março de 2012

Aninha (Uma história real)

Aninha era uma médium apará que aparentemente em um “descuido”, acabaram emplacando. Esta sempre no templo! Ia tanto ao templo, que creio que nem dava tempo de lavar o vestido, que um dia fora branquinho. Exalava um cheiro característico da falta de banho e ainda tinha os dentes mal cuidados, que aliado ao cabelo eternamente despenteado contribuía para seu aspecto quase asqueroso. Na mesa evangélica, esmurrava e gritava, além de constantemente “segurar” a incorporação, fazendo muito “mestrão” suar para concluir a elevação no fim do trabalho.

Aninha também estava todos os domingos no desenvolvimento. Freqüentava todas as aulas, repetia as aulas de Iniciação. Todo domingo perguntava ao responsável se já podia iniciar, recebendo não como resposta, não dava ouvidos e continuava como se nada tivesse passado.

Quando Clodomiro assumiu a Coordenação do desenvolvimento, reparou Aninha ela já devia estar há mais de um ano nas aulas de Iniciação.

Sabia que ela nunca ia aos tronos porque ninguém suportava o cheiro. Primeiro quis saber quem havia emplacado-a, para tentar entender. Obviamente, nestas horas, ninguém quer assumir...

Era um domingo, já passava da uma da manhã e ainda tinham pacientes na fila. Quase nenhum médium disposto a ir aos Tronos. Mas a Aninha estava por ali rondando... Clodomiro resolveu “arriscar”: Salve Deus Ninfa, Vamos para os Tronos?

Aninha nem acreditou, olhou para um lado, para o outro, procurando quem o mestrão estava convidando, até que criou coragem e perguntou:

- Eu?

- Sim, vamos para os tronos ninfa?

Quase correndo, sem acreditar, Aninha, que só conseguia ir para os Tronos com algum emplacadinho desavisado, pela primeira vez iria com um Arcano.

O Comandante dos Tronos arriscou tentar avisar Clodomiro:

- Mestre, o senhor conhece esta Ninfa? Ela...

Não pode terminar, Clodomiro disse um solene: Salve Deus! Que teve o sentido de “cale-se” bem compreendido.

O Arcano não parecia incomodado pelo cheiro. Fez o convite, e enquanto tomava seu passe, antes de iniciar o atendimento aos pacientes, o grito:

- AAAAAAAEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIOOOOOUUUUUUUU.

Incorporou o irmãozinho. Na hora da elevação “o irmãozinho não queria subir”. Recomeçou tudo de novo, como deve ser, afinal não existe este negocio de fazer 2 ou 3 “obatalás”, ou faz um só, ou faz tudo do começo: puxada, doutrina e elevação. Doutrinou sem enfado, com amor e dedicação.

Quando retornou a Entidade ela começou a falar:

- Salve Deus meu filho, esta filha precisa iniciar. Faz tempo que ela está esperando esta oportunidade.

- Salve Deus Vovó! Sei que esta vossa filha tem muito amor no coração e sente a necessidade de seu espírito trabalhar em prol dos que necessitados que a procuram. Porém, para que ela possa continuar seu progresso nesta Doutrina, precisa ainda compreender que, na grandeza desta missão, precisa aperfeiçoar seu trato com si mesma e com os espíritos, transmitindo assim a luz desta jornada.

- Sim meu filho – assentiu a Preta Velha -, esclareça meu filho os pontos que esta minha filha precisa para esta compreensão.

- Querida Vovó. O cuidado pessoal é muito importante, afinal irá receber e transmitir a vossa luz, a luz bendita que vem de nosso Senhor Jesus Cristo. Cuidar da aparência, da higiene, do uniforme, são coisas que parecem vaidade em um primeiro momento, mas considerando a missão, se transformam no reflexo do respeito que temos pelo trabalho. Dessa forma, procurar estar sempre asseada, cabelos penteados, uniforme limpo, são coisas que ficam importantes para demonstrar este respeito, a senhora não concorda?

- Está certo meu filho! É preciso que se fale isso. Continue.

- Nunca sabemos o paciente que virá ser atendido, ele normalmente é um desconhecido e vai precisar sentir confortável para confiar. Então um “perfuminho”, os dentes escovados, as unhas limpas, vai ajudar também. Não é assim Vovó?

- Sim meu filho! Às vezes é difícil conseguir as coisas materiais, sempre dá para dar um jeitinho.

- Também é importante esclarecer que não se pode render aos sentimentos dos “irmãozinhos” desencarnados que chegam. É claro que se sente vontade de gritar, de esmurrar a mesa, de falar coisas ofensivas, pois eles chegam assim mesmo, revoltados e nem todos estão dispostos a aceitar a doutrina que recebem. Porém, cabe ao Apará controlar estas forças e buscar a sintonia com a Entidade de Luz, com a senhora, por exemplo, para poder controlar esta revolta que sentem, e passar para eles a tranqüilidade e a luz da Doutrina. Esta conduta de manter o controle e passar a calma que eles precisam, é fundamental.

- É meu filho, pena que muitos não enxergam isso e acabam ensinando estes mais novos que chegam a irem por um caminho diferente, demonstrando toda a força que recebem naquele momento. Salve Deus!

- Sim Vovó! Por isso os instrutores têm que sempre orientar que a força está no controle, e não em misturar-se com os sentimentos do sofredor que chega. Quando o espírito vem, recebe a Doutrina e a Elevação, o Apará tem que liberar a incorporação! Não fará bem, nem a ele e nem ao espírito, ficar segurando, esperando que venha uma doutrina que o agrade. Alguns vêm, e compreendem, e seguem. Outros ficarão voltando, até terem condições de se libertar.

- Meu filho você tem uma bela missão neste trabalho de Desenvolvimento. Seu esclarecimento é a luz que muitos filhos de Seta Branca precisam ouvir. Tenha certeza que esta filha vai guardar na lembrança as suas palavras.

- Salve Deus, Vovó! Vamos atender os pacientes?

Então trabalharam o restante daquele fim de noite atendendo os pacientes que aguardavam na fila. Já havia uma nítida mudança no seu comportamento.

Durante a semana a Aninha sumiu. Não foi ao Templo, alguns deram “Graças a Deus” e outros se preocuparam, mas poucos não notaram sua falta.

No domingo lá estava ela no Desenvolvimento. Vestido limpo, cheirando um perfume daqueles que é forte nos primeiros minutos, mas depois “passa”. O cabelo penteado com alguma coisa que parecia gel, mas estava em ordem.

Mal entrou no Templo e foi direto ao Clodomiro perguntando se ele é que iria dar as aulas de Iniciação.

- Salve Deus! Como estou na coordenação, hoje não vou dar aulas. E você já fez suas aulas de Iniciação, não é?

- Sim – respondeu entristecida, pois tinha a esperança de que com ele nas aulas em fim dessem sua autorização.

- Mas vamos fazer o seguinte, vou lhe acompanhar hoje em uma aula do último grupo, aquela de revisão do emplacamento, você aceita?

Resignada ela concordou. Nesta aula Clodomiro, sob os olhos curiosos de outros mestres, acompanhou todo seu trabalho. Orientou passo a passo os pequenos detalhes, tão necessários a conduta de um Apará. Aninha estava diferente, concentrada, com uma cara meio contrariada, mas seguindo a risca as orientações.

Como de costume, ao final da aula, o instrutor responsável pelo grupo pediu os cartões de presença para carimbar. Clodomiro procurou o cartão de Aninha e ela disse que não tinha mais onde carimbar então jogou fora, pois não servia para mais nada mesmo. Ele então pediu para que ela esperasse um pouquinho. Quando retornou trouxe um novo cartão. Ela nem olhou, pendurou no laço de vestido e começou a se dirigir para a saída.

- Ei! Salve Deus Ninfa! Não vai nem olhar o cartão?

- Para quê? Vou ter que fazer tudo de novo, já me deram uns três cartões destes – respondeu já com a voz alterada.

- Duas coisas preciso lhe dizer, primeira: Leia o cartão!

- Já está todo carimbado!– verificou surpresa.

- Veja mais! – Observando o cartão com mais atenção viu que estava também assinada sua autorização para Iniciação Dharma Oxinto.

- Eu... Eu... Eu posso Iniciar?

- Sim, terça-feira. Posso ser seu padrinho?

- Obrigada Mestre! Claro que sim! Quem mais ia querer ser meu padrinho? Que quê eu preciso fazer, como é que eu faço agora? Ai meu Deus, não sei se tenho o dinheiro do colete...

- O quê você precisa fazer, é vir na terça-feira e fazer o Retiro completo, você pode? O resto te explico neste dia de Retiro.

- Sim, eu venho.

Com o rosto lavado de lágrimas, foi novamente se dirigindo para a saída do Templo.

- Salve Deus, ninfa! Falta a segunda coisa!

- Salve Deus! É verdade, o que é?

- A saída correta do Templo é por aquele lado.

Ela fez uma cara de quem ia perder a sintonia de novo, mas se rendeu ao sorriso do Doutrinador. Então, saíram juntos do Templo e ele explicou porque deveria sair sempre por aquele lado, e outros detalhes aos quais ela ouviu com interesse.

No Retiro do dia de Iniciação, ela estava lá as oito da manhã esperando o Templo abrir... Andando de um lado para outro pelo pátio.

Clodomiro chegou um pouco antes das dez e lhe avisou que seu colete havia sido doado pela Lojinha, a pedido do Mestre Raul. Ela tentou tirar algumas notas amassadas par lhe dar, e ele repetiu que era doação e não era nem dele, era de um filho de Tia Neiva, para que ela sentisse a responsabilidade.

Esta história ficou muito comprida, não é? Mas é uma história real! Com os nomes trocados, e contada em forma de crônica, mas toda sua trajetória é real. Passou-se há vários anos no Templo Mãe.

Aninha depois de iniciar mudou muito seu comportamento. Eu mesmo cheguei a trabalhar com ela em um fim de noite, pois ela sempre ficava até o fim do trabalho. Ela elevou e concluiu a Pré-Centúria.

Não virou uma ninfa modelo, mas procurava se cuidar. Às vezes ainda vinha com o cabelo de “doida”, mas normalmente procurava se cuidar. Uma vez ou outra ainda dava um grito na Mesa Evangélica, mas não segurava mais as incorporações, e até conseguia ir aos Tronos sem dificuldade. Alguns anos depois ela sumiu. Nunca soube o quê se passou, simplesmente desapareceu, acho que cumpriu sua missão.

Clodomiro foi duramente criticado pela sua decisão de iniciá-la, mas com o tempo, observando a mudança de Aninha, todos passaram a dizer que a Iniciação tinha consertado a ninfa.

Esta pequena história demonstra o tamanho de nossas responsabilidades, e do perfeito compromisso entre Apará e Doutrinador. Ao conversar com a Vovó sobre aqueles problemas, por fim a ninfa pode ser esclarecida, e em um momento de total sintonia compreender seus problemas. É um pequeno exemplo de muitos que ainda espero ter a oportunidade de contar. Ao “Clodomiro” que, com certeza, irá lembrar desta história, peço que me autorize a contar outras de sua passagem pelo Desenvolvimento, foi um grande instrutor para mim, naqueles primeiros anos em que me tornei instrutor.

Um Jaguar no “Inferno”


Certa vez, perguntaram para Pai Joaquim:

Por que existem jaguares que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outros sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogados num copo de água?

O preto velho, no em sua sabedoria e humildade sorriu e contou esta história...

"Era um jaguar que viveu toda sua vida, fiel às palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando passou para o plano espiritual, todos os seus irmãos diziam que ele iria para o “céu”. Um jaguar tão bondoso, caridoso, estudioso, cumpridor dos seus deveres só poderia ir para o céu e ficar ao lado de nosso Pai Seta Branca.

Mas houve um erro quando saiu da Pedra Branca. Seu mentor estava envolvido com seus outros protegidos e o esqueceu. Saindo da Pedra Branca voltou às paragens terrenas e acabou chegando a uma caverna".

"Em uma caverna, você sabe como é, ninguém vai olhar as classificações do seu colete, qualquer um é convidado a entrar. Assim o jaguar resignado, entrou e ficou lá".

"Alguns dias depois o “Exu, dono da caverna”, chegou furioso às portas do Canal Vermelho, para tomar satisfações":

Isto não é justo! Nunca imaginei que fossem capazes de uma coisa como essa." O senhor da caverna, transtornado, desabafou:

"Vocês mandaram aquele Jaguar para meu inferno particular, para minha caverna, ele está fazendo a maior bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, meditando e refletindo sobre Amor, Humildade e Tolerância, olha nos olhos delas, fala sobre vigilância e perseverança, sobre vencer as paixões carnais, agora está todo mundo dialogando, se abraçando, dizendo coisas horríveis como fraternidade, perdão, aceitação, minha caverna está parecendo o paraíso."

Então fez um apelo: "Por favor, pegue aquele Jaguar e traga-o para cá!"

Quando Pai Joaquim terminou de contar esta história olhou carinhosamente e disse:

Viva sempre com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso.

Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem em uma pessoa amargurada. As crises vão estar sempre se sucedendo, testando nossa natureza e às vezes você não terá escolha. Enfrente de coração aberto, com amor e doçura, empregue seu conhecimento, seu estudo, se você não tiver estudo nem conhecimento, reveja seus conceitos e se for necessário retorne ao processo onde você teve que morrer para renascer e comece a construir o seu templo interior novamente, nunca é tarde demais para recomeçar.

Kazagrande

COMPROMISSOS

Não são somente as pessoas que escrevem, que são capazes de acirrar os ânimos e trazer discórdia, assim como não são apenas nossos cobradores que podem formar na sua mente a divagar estados alarmante de ansiedade e revolta.

Por vezes no dia a dia, quantas vezes, em nossos lares, trabalho e até mesmo na vivência espiritual, marcamos nos outros destrutivas impressões de revolta e indiferença, com os nossos gestos impensados?

Quantas vezes nossa frustração terá causado, nas pessoas que nos cercam, o desânimo e a frustração?

Em quantos pequeninos lances da luta diária, alimentamos à calúnia e a maledicência, plasmando idéias que, hoje vagas e imprecisas, podem ser amanhã, decisivos fatores de perturbação e delinqüência? “O negativo de hoje será o mal de amanhã”.

Nos afastando de avaliar as responsabilidades que nos enriquecem o espírito, freqüentemente baixamos nosso padrão a questionamentos infelizes e improdutivos, sugerindo a maldade e disseminando a aflição entre nossos irmãos, agravando, assim, nossos débitos, consolidando as forças da ignorância e da crueldade, em desfavor de nós mesmos.

No templo de nossa fé e no campo da caridade que Pai Seta Branca nos oferta, é hora de lembrar que responderemos pelas imagens que os nossos pensamentos, palavras e ações produzem na alma dos outros.

Quando naquele esquife deitou-se o homem e levantou-se o Iniciado desta Corrente Iniciática, nos incumbimos do compromisso de evoluir na jornada da vida física também! Não temos mais o direito de esquecer a claridade de paz e bom ânimo, confiança e alegria que nos compete estender, na proteção aos que nos cercam, a fim de que possamos avançar livremente ao encontro da harmonia e do progresso, porque todas as nossas criações de pessimismo e indisciplina, desalento e amargura, em seus golpes de retorno, significarão para nós mesmos, penúria e dificuldade, infortúnio e provação.

Lembremos todas as manhãs de pedir ao nosso disciplinador, Pai João de Enoque, que nos auxilie a manter nossos pensamentos, palavras e ações, somente no que for bom e produtivo.

Kazagrande

“Quem canta seus males espanta!”

No dia a dia quando cantamos, sentimos que algo muda, nosso hemisfério cerebral direito passa a ser trabalhado, e a intuição e criatividade são despertadas.

Vocês já notaram que quando entramos no Templo, em um momento em que os médiuns estão concentrados contando os hinos, parece que chegamos no Céu? Obviamente também depende de sua atitude mental, em entrar em sintonia ao chegar, mas repare como pode ser bonito este momento... Parece que podemos sentir o “perfume” dos mantras no ar!

Cantar, emitir os hinos, ou simplesmente imantrar, é participar ativamente do trabalho espiritual. É emitir um puro ectoplasma que harmoniza a todos presentes, e equilibra energeticamente o ambiente. Impregnando e limpado a tudo, com nossa energia mediúnica.

Tecnicamente, entramos em maior contato com o hemisfério direito do nosso cérebro, permitindo um estado de consciência e percepção, inatingível no dia a dia, quando nos focamos naturalmente em questões práticas, dominadas pelo hemisfério esquerdo do cérebro.

Espiritualmente, a emissão de ectoplasma, em um Trabalho de Imantração, por exemplo, tem o poder de desalojar espíritos que se “agarraram” às colunas do Templo, ao não completarem sua elevação.

Quando fazia parte da Falange dos Magos, eu vivia fugindo dos trabalhos de Imantração, achava que era coisa de Ninfa! Como perdi oportunidades de semear um futuro melhor!!! Vejamos o quê nos diz Tia Neiva:

E mais uma coisa, meus filhos: quando vocês puderem cantar...

O canto se transforma em mantras junto ao seu ectoplasma. É um ectoplasma Crístico que lhe permite fazer seus pedidos enquanto você está cantando os mantras.

Sempre que puderem, cantem!

Nós ionizamos o nosso Templo e deixamos aqui, em haver, quando saímos, tantos mantras do nosso magnético animal extraídos do Sol Interior. Não se esqueçam disto!

Os mantras cantados são como luzes, é um trabalho em louvor à Espiritualidade, é como se vocês abrissem uma conta corrente nos Mundos Encantados!...”     Tia Neiva, em 27 de junho de 1976

O Trabalho de Imantração

Embora seja nosso dever participar sempre dos momentos em que oficialmente se emitem os hinos e mantras (abertura, trabalhos, encerramento, bênção, etc.), no Trabalho de Imantração assumimos uma responsabilidade que pode re-harmonizar todos componentes de um povo que estava a ponto de cair em desequilíbrio:

As falanges de Nityamas, Gregas, Mayas e Magos devem participar sempre do trabalho (embora todas as outras sejam igualmente importantes).

As Ninfas – Sol e Lua - se reúnem, às 16 horas, em frente ao Castelo dos Devas, e vão até diante do Pai Seta Branca, onde abrem o trabalho com a emissão do mantra “Divino Seta Branca”, e começam a circular pelo interior do Templo, passando por todos os setores de trabalho, imantrando até, no mínimo, às 18 horas.

Quando entrarem no recinto da Mesa Evangélica, devem emitir o “Hino do Sofredor”.

Para encerrar, reúnem-se novamente diante do Pai Seta Branca, cantam o hino do “Divino Seta Branca” e voltam, em corte, emitindo “Noite de Paz”, até o Castelo dos Devas, onde, sob o comando de um Devas Doutrinador, fazem a incorporação dos Pretos Velhos, sem comunicação, apenas para limpeza das impregnações recolhidas durante a Imantração.

Kazagrande

Porque não lembramos de vidas passadas ?

Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.

Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.

Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.

Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.

Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.

Adjunto Anavo

“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.“

EMMANUEL

Texto construído sob pesquisa e intuição. Baseado em outras publicações.

DOUTRINA DO AMANHECER E O KARDECISMO

Não, a Doutrina do Vale do Amanhecer, embora tenha elementos do Kardecismo, não é em absoluto a mesma coisa.

Conceituar é indicar o sentido ou dizer o porquê de alguma coisa. Assim, falar de Kardecismo é referir-se ao Espiritismo como Doutrina, uma vez que esse conjunto de princípios foi passado a Kardec pelos Espíritos.

Allan Kardec, nascido em Lyon, França, a 3 de outubro de 1804, filho de pai juiz e mãe professora, e que estudou em Yverdun, Suíça, com o educador Henri Pestalozzi, é o codificador da Doutrina dos Espíritos - o Espiritismo.

Depois de longo período triste da Idade Média, em que era proibido pensar e - mais do que isso - externar o que não fosse ao agrado da Igreja de então, novas luzes se acenderam para a humanidade, os chamados "fenômenos espíritas" deixaram de ser objeto de curiosidade, temor ou gracejo, passando a ser estudados com seriedade e respondendo a todas as questões do ser humano.

Com as cinco obras básicas do Espiritismo - "O Livro dos Espíritos" (filosofia), "O Livro dos Médiuns" (ciência), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (moral evangélica), "O Céu e o Inferno" (sobre a justiça divina) e "A Gênese" (analisando a Terra e o Universo, assim como os milagres e os predições), - a que chamamos de pentateuco kardequiano, trabalhos que foram escritos entre 1857 e 1865, além de inúmeros outros, Kardec estabeleceu a Doutrina dos Espíritos ou o Espiritismo Cristão. Sucumbiram os dogmas seculares que têm atrasado a caminhada da humanidade em busca da verdade, da luz, do esclarecimento, porque, dotados por Deus - causa primária de tudo - do livre arbítrio, somos todos capazes de fazer nosso destino, ultrapassando os obstáculos e os sofrimentos, vida após vida, desde que modifiquemos o nosso comportamento e persistamos na prática do bem.

Já o movimento doutrinário e religioso, conhecido como “Vale do Amanhecer”, tem dois aspectos distintos, duas maneiras de ser visto: a primeira, é em sua origem remota, o caminho percorrido pelos espíritos que o compõem; a das circunstâncias que presidiram sua formação atual.

Em primeira instância, trata-se de um grupo de espíritos veteranos deste planeta, todos com 19 ou mais encarnações, juramentados ao Cristo e que se especializaram no trabalho de socorro, em períodos de confusão e insegurança. Tais situações surgem, sempre, no fim dos ciclos civilizatórios, quando a Humanidade passa de uma fase planetária para a seguinte. Esses ciclos, embora variáveis em termos de contagem do tempo, se apresentam à visão intelectual da História como tendo mais ou menos 2.000 anos. A cada dois milênios termina uma etapa e começa outra. Porém, por alguns séculos, as duas fases coexistem. Podemos tomar, como exemplo, o período que antecedeu o nascimento de Jesus e os três ou quatro séculos que se seguiram. Um exame acurado dos acontecimentos históricos registrados explica essa mistura de duas etapas.

O mesmo está acontecendo em nossa época, desde o Século XVIII, em que o mundo como que explodiu em fantásticas conquistas sócio-econômicas, ao mesmo tempo em que começou a declinar no que poderia se chamar de “humanismo”. Esse fenômeno é particularmente verificável nesta segunda metade do Século XX, no qual as conquistas científicas, por exemplo, coexistem com a desvalorização progressiva do ser humano. A característica de nossa civilização atual é de descrença e desesperança nas instituições, nos marcos civilizatórios que regem nossas atitudes.

Num paradoxo aparente, essa “morte civilizatória” produz na mente do Homem a ansiedade por bases mentais mais firmes, mais calcadas na imortalidade da civilização. A descrença nas instituições regentes leva à busca de instituições mais biológicas, seguras, mais transcendentais. Isso pode ser facilmente percebido pela procura atual de soluções religiosas e de novas formas do encontro com o espírito.

Atender a essa necessidade é exatamente a finalidade e a missão desse grupo de espíritos que aparecem sob a égide do “Vale do Amanhecer”.

Sua missão é oferecer ao Homem angustiado e inseguro uma explicação de si mesmo e um roteiro para sua vida imediata.

Para que isso fosse possível, e a missão cumprida com autenticidade, o trabalho não poderia ser feito seguindo-se as velhas fórmulas de religiosidade, considerando-se “velhas fórmulas” os documentos escritos, as revelações de iluminados, de profetas, das tradições, das doutrinas secretas e da dogmática de modo geral, empregada na base da fé e do medo.

O Homem só adquire segurança quando o equacionamento de sua vida se apresenta verificável, para ele individualmente, qualquer que seja sua posição sócio-econômica. Se num primeiro momento as instituições lhe oferecem proteção e segurança, isso logo se desfaz na vivência dentro das mesmas, quando seu próprio juízo entra em contradição com elas. Nesse ponto, ele poderá não se afastar, por medo ou por falta de algo melhor, mas sempre, inevitavelmente, ele viverá em angústia.

Por esse motivo fundamental, o movimento “Vale do Amanhecer” foi calcado na existência de um espírito clarividente, cujas afirmações e ensinamentos pudessem ser testados e verificados, individualmente, pela experiência de cada participante, sem jamais dar margens a dúvidas ou incertezas.

Essa é a origem atual do Vale do Amanhecer, ou seja, a existência da Clarividência de Tia Neiva.

Em 1959, ela era uma cidadã comum, embora com traços de personalidade incomum. Viúva, com quatro filhos, dedicou-se à estranha profissão, para uma mulher, de motorista, dirigindo seu próprio caminhão e competindo com outros profissionais. Sem nenhuma tendência religiosa, nunca, até 1959, quando completou 33 anos de idade, revelou propósitos de liderança de espécie alguma.

A partir dessa data, começaram a suceder, com ela, estranhos fenômenos na área do paranormal, da percepção extrasensorial, para os quais nem a ciência nem a religião locais forneceram explicação. O único amparo razoável foi encontrado na área do espiritismo, uma vez que as manifestações se pareciam com a fenomenologia habitual dessa doutrina.

Os problemas foram se acentuando contra a sua vontade, e o acanhamento das concepções doutrinárias que a cercavam a levaram a uma inevitável solidão. Não havia realmente quem a entendesse, e isso a obrigou à aceitação das manifestações de sua clarividência. Incompreendida pelos Homens, ela teve que se voltar para o que lhe diziam os espíritos. Só neles ela começou a encontrar a coerência necessária para não perder o juízo e ter se tornado apenas mais uma doida a ser internada. A partir daí ela deixou de obedecer aos “entendidos” e se tornou dócil às instruções dos seres, invisíveis aos olhos comuns, mas para ela não só visíveis como também audíveis.

Desde então, ela teve que abandonar parcialmente sua vida profissional e se dedicar à implantação do sistema que hoje se chama Vale do Amanhecer. A primeira fase foi de adaptação e aprendizado, embora, desde o começo, seu fenômeno obrigasse a uma atitude prática de prestação de serviços. Isso garantiu, sempre, a autenticidade da Doutrina do Amanhecer, desde seus primórdios. Tudo o que foi e é recebido dos planos espirituais se traduz em aplicações imediatas e é testado na prática.

Logo que Neiva dominou a técnica do transporte consciente, isto é, a capacidade de sair do corpo conscientemente, deixá-lo em estado de suspensão, semelhante ao sono natural, e se deslocar em outros planos vibratórios, ela começou seu aprendizado iniciático.

O transporte é um fenômeno natural – todos os seres humanos o fazem quando dormem – mas o que há de diferente na clarividência de Tia Neiva é o registro claro do que acontece, durante o fenômeno, na sua consciência normal. Todos nos transportamos durante o sono, mas as coisas que vemos ou fazemos só irão se traduzir na ação em nossas vidas inconscientemente, ou seja, nós não sabemos que fazemos coisas em nossa vida com base nesse fenômeno.

Nesse período, que durou de 1959 até 1964, ela se deslocava diariamente até o Tibete e lá recebia as instruções iniciáticas de um mestre tibetano. Esse mestre, que ainda está vivo, chama-se, traduzido em nossa linguagem, HUMAHÃ. Dadas as condições específicas que isso exigia de seu organismo físico, ela contraiu uma deficiência respiratória que, em 1963, a levou quase em estado de coma para um sanatório de tuberculosos, em Belo Horizonte.

Três meses depois, ela teve alta e deu prosseguimento à sua missão, embora portadora de menor área respiratória, que limita sua vida física até hoje.

Esse, entretanto, é apenas um aspecto das manifestações de sua clarividência. Ela se transporta para vários planos, toma conhecimento do passado remoto dela e do grupo espiritual a que pertence, recebe instruções de Seta Branca e de seus Ministros e as transmite praticamente para as ações do grupo. A comunidade da Serra do Ouro chamava-se “União Espiritualista Seta Branca” (UESB).

Na UESB, no plano físico, o que existia era, apenas, um grupo de médiuns atendendo a pessoas doentes e angustiadas, tendo sempre à frente a figura de Tia Neiva. Havia um templo iniciático e algumas construções rústicas, tudo feito em madeira e palha.

Existia e existem, pois, dois aspectos distintos, que é preciso compreender para explicar o atual fenômeno “Vale do Amanhecer”: o humano, como grupamento de pessoas dedicadas à assistência espiritual a outras pessoas, mediante as normas trazidas pela Clarividente Neiva do plano espiritual; e essas mesmas normas, que foram constituindo a Doutrina, ou seja, um conjunto doutrinário.

Na proporção em que o conjunto humano cresce, ele aumenta seu poder de obtenção, controle e manipulação de energias, ou seja, sua força cresce e amplia sua base doutrinária. Por isso a Doutrina do Amanhecer apresenta um aspecto dinâmico, de contínua construção, que se adapta, a cada momento, às necessidades dos seres humanos que são atendidos. Todas as instruções para as atitudes, construções, rituais e planos de trabalho continuam vindo por intermédio de Tia Neiva.

Atualmente com o desencarne da Clarividente, formou-se um novo processo de instruções, entretanto, totalmente baseado no que ela nos deixou.

Adjunto Anavo

A humildade nas palavras de Tia Neiva


Entretanto, no Evangelho, tudo se resume na prática destas três palavras, que nós sempre repetimos: Amor, Tolerância e Humildade. Agora, chegou o momento de saber até que ponto cada um de nós adquiriu a capacidade de perdoar, de tolerar, de ser humilde, de não julgar e de amar, e assim avaliar o ponto a que chegou em termos de amor incondicional! Tia Neiva, sem data

Pai Seta Branca diz que: “A humildade e a perseverança de vossos espíritos conduziram-me ao mais alto pedestal de força básica que realizou esta corporação.” Mais uma vez você, com seu esforço, amor e humildade, encheu da maior alegria o coração de nosso Pai tão querido!”  Tia Neiva em 9 de abril de 1978

Ser humilde é ser amor. Ser humilde é ser manso de coração, é ser tratável. Toda filosofia exige humildade de tratamento, principalmente para com aqueles que precisam de nossos cuidados!  Tia Neiva em 5 de março de 1979

O verdadeiro sentido da humildade é conseguir dar vazão, através de si mesmo, da maior pureza do céu, que é a Voz Direta. Isto não diz respeito só ao Apará, mas, principalmente ao Doutrinador. Porque os Doutrinadores são os portadores do Terceiro Verbo, da Palavra, que é o fundamental do sistema crístico. Tia Neiva, sem data

A MÃEZONA

  
   (texto do Mestre Gilmar)  

Quem conviveu com Tia Neiva pode presenciar muitas de suas atitudes, e as quais surpreendiam por sua grandiosidade e sutileza. Atos que somente uma grande mãe poderia fazê-lo. Vamos aqui descrever algumas dessas situações de Nossa Mãe Mentora.

Numa dessa tardes ensolaradas, a Casa Grande, em seu burburinho natural, acrescentado pela natural movimentação de pessoas encarnadas e desencarnadas, somando se a isto a ruidosa presença do orfanato com suas crianças, Tia Neiva estava em seu Sétimo acompanhada por um de seus assessores quando entra um senhor que parecia estar bastante atordoado. Vencido os obstáculos para chegar até a clarividente ele desabafa!

 Oh! Tia Neiva! Estou muito triste, preciso que a senhora me ajude!

- O que aconteceu meu filho, me diga!

- Tia Neiva, meu cachorrinho desapareceu, já procurei em todos os lugares e nada, quem sabe em sua clarividência a Senhora consegue encontrá-lo… Por favor Tia me ajude! Dizendo isso saiu logo de imediato!

O mestre que ali estava com Tia Neiva , se dirige a ela e diz:

Mas Mãe, será que esse mestre não vê que a senhora está doente, e vem aqui pedir para a senhora encontrar para ele um cachorrinho!!!

Tia Neiva em seu jeito habitual coloca as mãos na cintura e responde ao Mestre!

- Pois é meu filho, vou pedir ao Pai Seta Branca que ache para ele o cachorrinho dele, e sabe por que meu filho? Depois de ter perdido tudo nesta vida, o cachorrinho é a única coisa que ele ainda se agarra nesta vida!

***

Havia uma reunião com vários Mestres com Tia Neiva, assim que a reunião termina, ela manda chamar um dos doutrinadores que ali estava presente! Pega várias notas de dinheiro e coloca no bolso dele sem que ninguém perceba. Depois diz baixinho em seu ouvido.

- Vai meu filho e compra a comidinha lá de sua casa!

***

Outra feita numa reunião com os Adjuntos Rama 2000 (que depois seriam Arcanos), ela para a reunião e diz:

- Juscelino, meu filho você tomou o remédio direitinho!…. Ele responde afirmativamente… ela volta a reunião!

***

Um Mestre sempre a procurava e toda vez pedia que ela o ajudasse! Ela sempre dizia que ajudava!

O Mestre que a indagou sobre o cachorrinho, novamente a interpela!

- Mas mãe este Mestre está sempre errando, e sempre volta aqui e lhe pede ajuda, e a senhora diz que o ajuda! Ele precisa é tomar vergonha!

- É meu filho e vou ajudá-lo! Pois ele está tentando melhorar! E ainda mais, continua na doutrina!

Nós outros Jaguares, hoje achamos que somos auto-suficientes, mas gostaríamos ter o colo de nossa mãe… E nós Doutrinadores como gostaríamos de termos perto nossa Mãe Mentora. a Mãe do doutrinador!

Mestre Gilmar

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nossa Fita - 01


A fé que nega a ciência é tão inútil quanto a ciência que nega a fé. Tia Neiva

A Doutrina do Amanhecer veio com a missão de unificar dois poderes: A Fé e a Ciência!

Nossa fita “roxa e amarela” simboliza justamente esta unificação. Colocada no corpo do médium, formando uma elipse, é um verdadeiro portal que abrange as duas forças.

O Roxo simbolizando a Cura, a Fé; e o Amarelo simbolizando o Conhecimento, a Ciência. Da união destas cores, destas forças, nasce o Médium do Amanhecer. Doutrinador e Apará, ambos dispondo dos poderes das duas vertentes. Sim, pois o Jaguar é um cientista dos planos espirituais. Jaguar não á apenas o Doutrinador, é o Apará também, o médium iniciado que incorpora com consciência e conduta doutrinária. Vivenciando o fenômeno da Voz Direta, compreendendo e conduzindo a incorporação, enquanto o Doutrinador, dotado do Terceiro Verbo, explica traduzindo aos olhos físicos.

A Fé que nega a Ciência é tão inútil quanto a Ciência que nega a fé!

Nesta máxima, Tia Neiva expôs claramente que nossa Doutrina não é uma religião a ser seguida de olhos fechados, sem poder se questionar os “porquês” e entender os fenômenos. Também nos disse que:

Aquele que passa pela Doutrina do Amanhecer sem conhecer as suas Leis, não se cura e tão pouco cura a ninguém.

Por isso temos o curso de Pré-Centúria! Para esclarecer, trazer a luz do conhecimento sobre os fenômenos vivenciados nos primeiros passos do desenvolvimento mediúnico, quando o mais importante é ter condições e aprender as técnicas para desempenhar os Trabalhos Espirituais.

Na simplicidade da Fita que atravessa nosso plexo, encontramos a equação perfeita para nos conduzirmos e vivenciarmos a Doutrina. Aquele que não busca sua evolução, que não vai em busca de compreender o quê se passa nos trabalhos, que simplesmente aceita tudo sem questionar; não está equilibrando os dois valores. Precisa ir em busca da Individualidade e compreender a grandeza que está ao seu redor! Somente assim poderá valorizar a oportunidade que recebeu ao ingressar, e assumir esta jornada.

Da mesma maneira, aquele que se envolve fixação das Leis e Chaves, zelando para que tudo seja perfeito, mas esquecendo-se de observar os fenômenos, apenas prendendo-se a parte técnica da Doutrina, também perde a essência do equilíbrio pregado em sua primeira arma: A Fita!

Kazagrande

O Suriê


O Suriê é um Talismã Especial, nas cores vermelha, verde ou azul. Além de toda a proteção de um talismã, o Suriê age como um poderoso receptor de energias positivas, como se fosse uma Morsa Gigantesca.

Altamente positivo e energético, deve ser usado sempre que o Mestre for participar de trabalhos como a Incorporação de Pai Seta Branca, Cruz do Caminho Turigano, Estrela Sublimação e Cura, ou comando dos demais Sandays, onde irá manipular energias poderosas.

Garante grande quantidade de energias especiais.

Acompanha o Suriê a seguinte mensagem:

“Meu filho, esta cruz é a estrutura de um Suriê, que representa Koatay 108. Pode ser colocada na cabeceira da sua cama ou no seu Aledá. Nas horas de necessidade espere, em Cristo Jesus, que ela lhe alcance.

Esta cruz só conserva o seu encanto em lugar que haja o seu calor. Ela é um ponto de irradiação das Legiões. Ela é o seu Aledá!” Tia Neiva

domingo, 18 de março de 2012

O Castelo


 
Nestor chegou zangado. As coisas no seu trabalho não tinham sido satisfatórias e ele recebeu uma carta de sua mãe pedindo para ele ir vê-la. Ele ama muito sua velha mãe, mas não gostava da vida na sua cidade natal. Colonizada por russos católicos a cidade refletia nitidamente os velhos hábitos comunitários e sua intransigência em relação às coisas espíritas. Ele tinha sido educado no seminário local e, para os olhos de certas pessoas era um herege. Também nesse dia ele chegou mais cedo que de costume e Neiva foi logo perguntando o que acontecera. “Não é por nada, Tia. Eu gosto do meu pessoal e até admiro a capacidade deles de viver. Eu tenho um velho avô que com quase noventa anos ainda levanta às quatro da manhã e vai ordenhar as vacas. O velho é um barato, mas quando se trata de religião é completamente fechado e duro. Quando vou para lá eu fico feito um peixe fora d’água”. É disse Neiva, eu conheci isso de perto. Não tanto pela religião em si, mas pela intransigência com os meus fenômenos, minha vida missionária e minha conduta. Mas a própria adversidade que me deparava me dava as lições que eu ia aprendendo. E cada dia eu ia me convencendo mais de que a fé é algo transcendental, é amor e é ternura. E eu tinha que cortejar e aprender esses valores com aqueles nos quais havia sido criada e educada. Valores da soberbia e da força dos velhos coronéis dos sertões nordestinos. Se dissesse a menor mentira ou mostrasse medo de dormir sozinha num quarto escuro era severamente castigada. Nesse meio havia pouco espaço para a imaginação e a gente era instada a só acreditar nas coisas que via ou palpava. E isso foi motivo de muitos conflitos. É meu caro Nestor Sabatovics, a missão caminha junto com o missionário.
Veja filho, depois dessa aonde eu fui parar. Meu mundo, o mundo meu e de meus filhos começou em 1950 quando eu era uma viúva recente e com apenas 29 anos de idade. Raul, meu marido, havia falecido em 1949 me deixando com quatro filhos: Gilberto com cinco anos, Carmem Lúcia quatro, Raul com dois e Vera Lúcia com apenas onze meses, além de Gertrudes com doze anos. Gertrudes era minha afilhada, mas tão apegada a mim que aproveitou uma confusão com sua certidão de nascimento e fez outra com meu sobrenome. A partir daí nos organizamos como perfeita célula familiar, pois sempre houve muito amor entre nós, muito carinho. A única dificuldade foi a de conciliar a independência que já sentia dentro de mim com a rígida determinação de meus pais, principalmente do velho Chaves meu pai. Procurando a liberdade econômica como base para uma independência mais ampla, minha primeira experiência foi montar um “Studio” fotográfico, mesmo a contragosto de meu pai. “E como foi sua carreira de fotógrafa?” Interrompeu Nestor. Foi breve. A vida confinada a um cômodo de 3x3 não estava sendo muito do meu agrado. Naquele tempo eu já começava a sentir ânsias de correr mundos, saber o que havia através daquelas montanhas. E foi assim que resolvi ser motorista profissional. Aproveitei de algumas poucas facilidades locais, juntei tudo que tinha, tirei carteira e comprei meu primeiro caminhão. “E como era esse carro?”, perguntou de novo Nestor. Era um Ford de cinco toneladas, 1946. “Ah! , já sei, era um Cara de Sapo tipo queixo duro”. Não Nestor meu caminhão não era “queixo duro” ele apenas não era sincronizado! Reagiu Neiva com um muxoxo. Daí, da Colônia Agrícola de Ceres, parti para o Brasil afora. “E seus filhos, a senhora os deixou em Ceres?” Coisa nenhuma! Ficamos todos juntos, ora na cabine do Ford ora nalguma pensão de currutela, nossa vida era na estrada. Quando eu tinha alguma viagem mais longa eu alugava uma casa e Gertrudes cuidava de tudo até a minha volta. Minhas voltas eram sempre uma alegria renovada. Eu sempre trazia presentes, novidades e fazia umas comidinhas gostosas, pois era orgulhosa da minha capacidade culinária. E assim essa vida durou uns cinco ou seis anos. Conheci uma boa parte do Brasil de norte a sul e fiz muitos amigos, principalmente entre os caminhoneiros.

“E os amores?” Perguntou Nestor com ar complacente. Nestor, por incrível que possa parecer, eu, apesar de ser viúva e bonita eu era respeitada e acatada mais pela minha capacidade profissional e camaradagem de colega do que como mulher. Realmente, Nestor, desde aquele tempo, o Pai já cuidava de mim e eu sentia intuitivamente o meu destino de missionária. Meus amores eram meus filhos e minha vida o lar mais ou menos móvel que mantínhamos. Assim, eu morei em Anápolis, São Paulo, Londrina e alguns outros lugares. Meu último pouso antes da Cidade Livre e da abertura da minha clarividência foi Goiânia. Gilberto já estava com onze anos e Carmem Lúcia com dez e eu tinha que pensar na escola deles. Aluguei uma casa nessa cidade onde eu tinha amigos, desde o tempo em que meu pai trabalhou na construção do Palácio das Esmeraldas, e eu sempre gostei de Goiânia. O jeito foi trabalhar na única empresa de ônibus que havia. Ela fazia uma linha de micro-ônibus entre Goiânia e Campinas e eu trabalhava um bocado. O sistema envolvia salário e comissão e tudo dependia do motorista em parar e ter paciência com os passageiros. Gilberto apesar dos onze anos já me ajudava como cobrador. Saíamos de nossa casa de madrugada, os dois numa bicicleta, e íamos apanhar o carro na garagem. À noite repetíamos o percurso. Quando as aulas começavam eu fazia o trabalho sozinha. “E nesse tempo a senhora tinha vida religiosa?” Não Nestor, mas já começavam a acontecer coisas estranhas, diferentes. Um dia, em 1958 cheguei do trabalho muito cansada. Deitei um pouco com a intenção de tomar um banho em seguida e fiquei olhando para o teto pensando na minha vida, nas coisas que tinha de fazer, quando comecei a ver no teto uma campina verde e um castelo, nas imediações do qual pessoas caminhavam e riam. Vi então mil coisas diferentes acontecendo e exclamei, meu Deus! Essa visão me preocupou muito e eu trabalhava pensando em voltar para casa, me deitar no mesmo lugar e ver o meu lindo castelo com as pessoas passeando e rindo. Até que um dia eu soube que aquele castelo existia numa das sete dimensões que antecedem o Canal Vermelho. Como conseqüência eu teria uma grande caminhada cármica para chegar até lá e me inteirar das coisas com segurança. Mas a vida não parava para mim, sempre com alguma novidade, alguma doutrina.
A partir de então comecei a analisar o desenrolar da vida dos homens, partindo de nova compreensão. A partir dessa observação tudo mudou em minha conduta natural. Continuava a ver castelo e as coisas que ali aconteciam me enchiam de cuidados. Minha vontade era de penetrar nele e na sua intimidade. Porém eu tinha a impressão que com isso estaria penetrando na vida de meus filhos, o que sentia ser um desrespeito e não entendia bem o meu procedimento. Noutra ocasião eu fui contratada para uma viagem grande que me daria ganhos para atender algumas necessidades prementes, pois eu já estava tendo dificuldades financeiras. A viagem era para as imediações de Luziânia em Goiás. Fui buscar a carga e, enquanto os ajudantes carregavam o caminhão eu fiquei sentada na calçada, entretida com as pessoas que sempre me olhavam com certa curiosidade e sempre queriam me conhecer. Eu já estava acostumada com isso, sempre queriam conhecer a motorista profissional. De repente eu vi um jovem que entrou como que se disfarçando no meio das pessoas que me rodeavam. Notei que eu já o tinha visto no castelo e senti o coração bater com força! No mesmo instante, porém vi que um soldado da polícia iria prendê-lo. Rápido, sem pensar, procurei atrair a atenção do soldado e fazia sinais para o rapazinho que fugisse ele me entendeu. O soldado ficou perto de mim fazendo mil e uma perguntas, que eu respondia com muito cuidado. “Neiva, viva a sua vida interior com mais intensidade, Deus está sempre dentro de você. Comece a trabalhar com amor em benefício dos outros”. Era Mãe Yara, a Senhora do Espaço e eu lhe disse: tenho medo do soldado, do que ele deve ter pensado quando eu chamei sua atenção no meio de tantas pessoas. “Filha, disse ela, não tenha prevenções contra os seus semelhantes, desperte para a vida, medite sobre as suas responsabilidades perante a humanidade e perante Deus. De você, vão depender muitas criaturas que servem na família, no trabalho e na sociedade. A ação do tempo é infalível e ele nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando as nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão. Cada pessoa emite a sua própria vibração. O que se pede, sobre tudo, filha, é o esforço mental de compreender”.
Quando comecei a ver no teto uma campina verde e um castelo, nas imediações do qual pessoas caminhavam e riam.
Meu Deus! Eu já começava a chegar, a entender. Pensei, porque não perguntei a Mãe Yara sobre o castelo? Mesmo assim a resposta veio. “Filha, o missionário tem uma criação especial e a sua aura dá uma condição especial de vida à sua família. Na verdade são tribos, e de época em época descem para a terra, espíritos como você, que estão a caminho de Deus. São tribos que já fizeram muito aqui, isto é, tribos que passaram, construíram e deixaram muitas invenções, mas que não souberam amar”. Como? Perguntei se são tribos que já morreram. “As forças são recebidas por meio do cérebro e fazem as impressões na mente por ondas de pensamento, ondas essas que podem ser medidas e gravadas como as ondas do som. E é a capacidade de emitir as ondas mentais aos planos superiores que nos dá o poder de fazer as coisas que parecem milagres. Existem aqueles que não compreendem as forças do poder superior. Mas não dê ouvidos às intrigas e às calúnias; só as árvores que dão bons frutos é que são apedrejadas por aqueles que não alcançam esses frutos. A árvore que não dá frutos, ninguém se importa com ela”. E, sorrindo, se foi. Eu quis ficar frustrada, mas pensei: Meus filhos estão comigo e eu sempre os protegi e continuarei a protegê-los. Sempre foi assim e não serei eu quem vai mudar o curso das coisas. Sim, Nestor, os conflitos aumentavam e eu me debatia só, muito só. Às vezes eu procurava algum espírita, mas, invariavelmente ele me citava algum exemplo como se Alan Kardec fosse vivo e segurasse toda a evolução do mundo dos espíritos. Os contatos foram rareando e eles acabaram por se desligar de mim. Somente Chico Xavier, de longe, me dava crédito. Eu me sentia uma pobre louca, solitária e insegura nos meus pensamentos; o pior era que eu dava explicações, esclarecendo as coisas que via. Deus aceitara o juramento dos meus olhos, quando os entreguei a Jesus. Sim, meu filho, isso tudo se passou em 1958 e as coisas lembradas me trouxeram até aqui. “Seja verdadeira em tudo, dizia Mãe Yara, deixe que a doutrina em sua ação infalível nos guie suavemente no caminho certo, aliviando as nossas dores. Filha, Deus se manifesta ao homem através do próprio homem e vive a sua figura simples e hieroglífica, sim, filha, essas são palavras dos antigos”. As palavras de Mãe Yara ficaram gravadas na minha cabeça, mas longe do meu coração. 
Certa ocasião cheguei em casa mais ou menos a meia noite e estava com muita fome. Peguei uma panelinha para esquentar um ovo e, meio desajeitada, queimei um dedo; cai no meu baixo padrão e, meu Deus! Mãe Yara estava perto e ouviu. “filha, disse ela, que vergonha! Pensar que esperamos que você seja uma líder espiritual. Vim para fazer uma prece contigo. O seu Manuel das Emas, o seu amigo, vai morrer. Na sua próxima viagem mande o Delei com a turma”. Não lembro se comi o ovo, lembro apenas que estava insegura. Perguntei ao Getúlio sobre o que ele sabia a respeito do seu Manuel e ele, ao par da minha situação disse que eu tivesse cuidado e me acalmasse, pois existiam espíritos zombeteiros e poderia ser alguma interferência. Senti-me inquieta e, pior, eu sabia que não era verdade aquilo que ele havia dito. E continuei pensando naquelas ofensas; e se ela não voltasse mais? Na hora do almoço o Delei pediu a chave do caminhão e foi fazer o serviço para me descansar. Eu esqueci completamente do aviso de Mãe Yara. Mais tarde eu soube que o seu Manuel caíra morto. Pensei: quem sabe se eu estivesse rezado com a Senhora do Espaço, como ela quisera na noite anterior, eu tivesse ajudado o seu Manuel? Tudo passou. Oito dias depois, vi a noite, com os meus olhos abertos, o seu Manuel das Emas, de pé em uma estrada luminosa e amarela, com seu chapéu de palha e com a mesma roupinha que ele sempre usava. Ele deu a entender que continuava a ser meu amigo e sorria, como se me dissesse:” estou feliz”. Sim Nestor, assim fui tendo visões.