TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

KARMA E MEDIUNIDADE



Todos nós, salvo raras exceções, como por exemplo dos espíritos missionários que, às vezes, encarnam neste planeta para auxiliar no desenvolvimento da humanidade ou para auxiliar no resgate de um ser amado e querido, a maioria se encontra aqui neste mundo em função de nossos reajustes kármicos, em função de espíritos a quem, de alguma forma, prejudicamos no nosso passado transcendental.

Esses espíritos tanto podem tanto encontraram-se no plano espiritual (etérico), na forma de obsessores, em nossos próprios corpos,  transubstanciados em elítrios; ou então encarnados, em nossa família, em nossos trabalhos ou em outro lugar esperando a oportunidade do encontro para o "acerto de contas", ou melhor, para o reajuste final.

A esse compromisso transcendental, que representa a lei de ação e reação, afirmamos ser o nosso carma.  Palavra essa originária da raiz hindu, ou indiana. É através do carma que sofremos os desajustes de nossa vida, ou seja, que surgem os conflitos, a dor e o sofrimento e que muito vezes não temos compreensão a razão de tal sofrimento. Nem a ciência, nem a filosofia não podem explicar. Somente uma doutrina, como a do Amanhecer poderá elucidar e explicar. Essas dores e sofrimentos são causados pela vibração de nossos cobradores, consciente ou inconscientemente.

Todavia, o karma, ao contrário que muitos possam pensar, não é algo estático. Ele pode ser transformado de uma maneira que possamos passar pela vida e não sentir tanto os seus efeitos danosos, o seu peso em nossa existência, podendo inclusive ser extinto.

Ligado ao carma, acha-se intimamente relacionada a energia ectoplasmática, que é produzida em nossa corrente sanguínea, a qual favorece o aparecimento de sintomas mediúnicos. Essa energia, quando não detectada a tempo, ou bem diagnosticada, poderá acarretar diversos distúrbios físicos e psíquicos nas pessoas, principalmente aquelas de cunho psiquiátrico. Enquanto não atingir o sistema nervoso, o aparelho físico ela poderá se equilibrada sem sequelas.

Segundo Mário Sassi, em Sob os Olhos da Clarividente, nós nascemos com uma quantidade de energia chamada "charme", que é proporcional a nossa cobrança. Pelo desenvolvimento mediúnico essa energia  ou ectoplasma será refinado, e os cobradores a medida que dele forem se servindo, vão se afastando, na medida que tiverem aquilo que julgam ter direito em termos energéticos.

Dessa forma a pessoa atravessa a sua faixa kármica  com relativa tranquilidade. Se não trabalhamos essa energia fica concentrada, puxando os cobradores para perto, de forma que sugarão até os últimos momentos de nossa vida, caso não haja uma intervenção doutrinária. Acontece que, às vezes, o organismo, o sistema nervoso já está tão deteriorado que pouco resta-se a fazer.

Nem todas as pessoas têm necessidade de se integrarem a uma doutrina espiritual. Umas urgem que entrem imediatamente; outras irão precisar de muita integração; e outras mais jamais irão precisar entrar para um trabalho mediúnico. Somente aquelas que trazem em sua trajetória kármica previsão de acontecimentos pesados. O trabalho rotineiro emitirá o ectoplasma necessário suficiente pra pagar os seus cobradores. 
É tudo uma questão de troca de energia.

Os médiuns que queixam de suas dificuldades, apesar do constante trabalho mediúnico, deve pensar o que seria de suas vidas se não houvessem se entregados à Lei do Auxílio, talvez estivesse numa situação desesperadora, numa cadeira de rodas, numa prisão, com uma doença incurável, com problemas familiares insolúveis.

Ainda usando as palavras de Mário Sassi, no mesmo livro citado, ao reproduzir o ensinamento de Tia Neiva, ele ensina: "Na verdade, o karma, esse efeito de uma causa anterior, pode ser modificado, recartilhado, como dizem os espíritos, e até mesmo evitado. No fundo, é uma questão de compensação energética que tem que se feita, energia a ser devolvida. A vantagem é que pode ser feita sem dor, sem sofrimento".

Pela mediunidade entramos em sintonia com o transcendental, com a manifestação kármica, mas também permite o contato do transcendental, tornando possível fazer-se a compensação energética pela prática mediúnica, evitando-se as tragédias kármicas.

Cristo ensinou: busquem o meu julgo que é leve. Logo é preferível viver sob um sistema Crístico, sob uma doutrina cristã, na lei do auxílio, curando e sendo curado, do que entregue ao julgo do mundo que é cruel e implacável. Assim, temos a oportunidade de ter uma passagem pela vida de uma forma mais ou menos indolor, na constância de uma doutrina evangélica. Os reajustes, de um jeito ou de outro, virão, mas a dor e o sofrimento, necessariamente, não precisam vir.

Por Roberto Roque

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Os Pacientes Desencarnados



Nossos Templos estão cheios, meus irmãos e irmãs! Salve Deus!

Existem filas imensas de espíritos em busca do atendimento espiritual. Não podemos apenas pensar nas cobranças e reajustes, é hora de olhar com os olhos do espírito e compreender a quantidade de irmãozinhos em busca da oportunidade de seguirem uma nova jornada.

Chegam cansados, revoltados ou agradecidos, desiludidos ou esperançosos, mas todos carentes e, consciente ou inconscientemente, em busca da verdadeira caridade praticada em nossa Doutrina: o atendimento desprendido, sem pretensões, sem custos e realizado em prol do desconhecido.

Recém-desencarnados, amparados pelos seus Mentores, conduzidos à Mesa Evangélica para receberem os fluídos necessários e poderem partir em busca de seus verdadeiros destinos espirituais.

Irmãozinhos perdidos pelas ruas do etérico, que se ligam a pacientes de mesma sintonia vibracional e, pelas bênçãos de Deus e influência dos Mentores, chegam a nossa casa e recebem a inesperada oportunidade de encontrar-se consigo mesmo.

Cobradores de pequenas ou grandes cobranças, que tocados pela Doutrina do Doutrinador e pelo imenso amor do Apará que os recebe, decidem pelos benefícios do perdão e libertam suas vítimas.

A casa está cheia! A mesa está posta! Vamos nos libertar das mesquinharias e abandonar os julgamentos insensatos, pois nada vemos além do físico. Somente em contato com a Individualidade é que podemos vislumbrar, pressentir e vivenciar a beleza espiritual de nossa missão.

Passamos do tempo de brincar. É hora de parar de pensar nas mazelas da vida humana e dedicar-se com fervor ao acervo de Luz que nos foi confiado. Não se pode mais perder tempo, nosso tempo neste plano físico é muito curto. Aproveitemos, igual ao irmãozinho que aceita perdoar, e vamos viver verdadeiramente nossa missão, nosso destino traçado ainda nos Planos Espirituais.

O livre arbítrio é soberano, mas mais soberana deve ser nossa compreensão de tudo que nos foi confiado.

Kazagrande

domingo, 26 de agosto de 2012

Revisado - Cisman de Irechim (Carta da África)



Há milênios, um grupo de Grandes Iniciados se reuniu, na África, formando um centro emissor de luz, de energias fantásticas, que eram emitidas para diversos pontos da Terra - o Oráculo de Ariano, que significa Raízes do Céu. Mas a vaidade tomou conta deles, e os sacerdotes se acharam tão evoluídos e poderosos que foram se afastando de Deus.

Com a decadência, a Raiz que alimentava aquele povo foi recolhida pela Espiritualidade Maior. Tendo sido recolhida a chave mestra, uma porta foi fechada e outra velada. Isso quer dizer que restou apenas uma esperança, já que uma porta velada pela Espiritualidade jamais será reaberta.

As forças manipuladas pelos sacerdotes já não eram originárias daquela Raiz, e isso gerou o feiticismo, grande perigo do saber demais sem a assistência da Espiritualidade Maior. As grandes luminosidades foram veladas, a porta se fechou, e todo aquele antigo esplendor se perdeu, passando eles a manipular forças nativas neutras em simples correntes magnéticas.

Surgiram, então, grandes linhas religiosas como o Candomblé, a Umbanda, e também o feiticismo, este último com manipulação de forças das Trevas, em seitas distantes da estrada do Amor, com incorporações e manipulações de energias usadas indistintamente para o Bem e para o Mal, misturadas, que até hoje causam o quadro de dores e sofrimentos nos espíritos reencarnados na África.

Naquela época, os Grandes Iniciados retiraram toda aquela poderosa energia, e um Iniciado, chamado Cismam de Irechim, presidiu toda aquela eclosão e formou um Oráculo, isolando-o dos homens mergulhados no fanatismo, nos fetiches e nas macumbas. Fechada aquela Luminosidade na África, os homens ficaram entregues a si mesmos.

O símbolo da Sabedoria resgatada por Cisman de Ireshin é a Cruz Ansata ou Cruz de Ansanta.

Extraído do livro “Encontros com a Clarividente”,
do Adjunto Oliban, Mestre José Donato

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mylena



No próximo mês o Exílio do Jaguar deverá completar oficialmente 1.000.000 de visitas! Oficialmente, porque em números de acessos múltiplos internos não registrados, já superamos esta marca há bastante tempo.

Longe de me envaidecer, sinto o peso desta responsabilidade em fazer parte da jornada de tantos irmãos e irmãs. Entendo perfeitamente a confiança depositada e o quanto representa, espiritualmente, escrever com desprendimento, sem sectarismo e preferências.

Nesta caminhada, ao longo de dois anos de publicações e de mais de três anos no “exílio” voluntário nestas terras abençoadas que Pai Seta Branca encarnado pisou, foram inúmeros contatos por e-mail, mensagens e telefone. Quase mil textos, mais de 9.000 e-mails respondidos e 6.000 comentários. Ainda dois livros oficialmente publicados e outros três em fase de finalização.

Muitos, silenciosamente e anonimamente, acompanham este trabalho, esta missão que por ora me é confiada. Outros escrevem, participam, contribuem, desabafam, choram, emanam... Em um verdadeiro universo de vibrações, vindas de todas as partes do Brasil e do globo, que modificaram minha vida, de minha família e fundamentalmente modificaram minha jornada.

Existem ainda os que se aproximam, que permanecem vivos na lembrança diária, gerando uma relação somente explicada pelo transcendente, pela ligação espiritual. Poderia falar de muitos que são meus irmãos, irmãs, filhos e filhas, e praticamente componentes deste Adjunto Virtual que se tornou nosso pequeno espaço no Exílio do Jaguar, mas escolhi uma jovem para representar a todos neste sincero agradecimento: Mylena!

Mylena conheceu o Exílio ainda como paciente. Escrevia suas dúvidas, angústias e emanava um amor missionário latente e sem direcionamento. Acompanhei quando resolveu aceitar o convite para o Desenvolvimento. Vibrei muito com seu emplacamento e, quando chegou o momento de sua Iniciação, Deus nos permitiu que coincidisse com a época do lançamento do livro Pérolas de Pai João e nos encontramos fisicamente em Vila Velha, para que pudesse recebe-la como afilhada!

Eu e minha esposa a recebemos como uma filha que deveríamos encontrar, e talvez assim realmente seja. Sentimos que gostaríamos de ser padrinhos de todos que acompanhamos deste os primeiros passos, como ela. Não sendo possível, ela representou a tantos que fazem parte de minha vida e que ainda não conheço fisicamente. Hoje é nossa “filhota” de coração!

Este texto de hoje é apenas para registrar meu agradecimento pela oportunidade de estar presente na vida de todos vocês, mesmo estando tão distante fisicamente. Aqui da Bolívia, vibramos todos os dias, com muito amor, em favor de todos que me são encaminhados ou confiados nesta jornada! Agradeço ao Pai, todos os dias, pela oportunidade e apenas rogo que possa seguir digno do que por ora me é confiado.

Obrigado a todos e especialmente obrigado a você Mylena: Feliz Aniversário, “filhota”! Como não poderia deixar de ser, demorado, igual ao tempo de espera nas respostas dos e-mails, mas com todo o carinho acumulado por este mesmo tempo de espera.

Kazagrande e Nilma

domingo, 12 de agosto de 2012

Aos mais jovens...


Fiquei sozinho no mundo muito cedo. Não tive a feliz orientação de um pai durante os principais anos da formação de meu caráter. Para muitos a “liberdade” da vigilância paterna é considerada um grande alívio. Fazer o quê quer, na hora que quer. Comer o quê sentir vontade, ir aonde outros não podem, parece um sonho!

Mas como nos enganamos com essa liberdade. Descobrir a vida por si próprio, sem contar com exemplos, e experiência, é uma tarefa quase impossível após passar o deslumbramento inicial.

Precisamos de referencias, de descobrir valores, de saber o quê vamos encontrar quando pisamos em um solo desconhecido. Mesmo que não acreditemos no quê nos dizem, ou que nos achemos muito mais capazes do que aqueles que insistem em nos alertar.

Cinema, televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar. A vida não é fácil, acostume-se com isso. Celular, tênis e roupas caras, carro, visitas constantes aos shoppings, etc. Não são seus direitos. Além do custo que tudo isso representa, a vida real não nos oferecerá estes benefícios por conta de seu amor por nós.

O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Não, você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Não adianta apenas estudar e viver a vida durante a adolescência, que para alguns parece interminável. Ou que só termina depois dos 30 anos.

Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone, e com seu próprio dinheiro!

Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

Lavar um carro, cuidar de um jardim, fazer entregas, trabalhar de office-boy durante as férias não está abaixo da sua posição social. Não é uma humilhação para um “estudante de futuro”. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade!

Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Nas escolas de hoje em dia se pode estudar e repetir o ano até por fim “aprender e passar”, ou mesmo sua escola pode adotar a temerária posição de “não reprovar o aluno”, eliminando desta forma a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.

Faça certo da primeira vez. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período. A propósito, seja legal com os CDF´s (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.

Na minha vida já fiz de tudo um pouco, já ganhei muito e perdi muito várias vezes. Meus recomeços nunca foram fáceis, mas não culpo a ninguém a não ser a mim mesmo. Pelo meu caráter extremista e pela dificuldade que sentia em aceitar sem rebeldia as conseqüências de meus atos.

Porém o tempo sempre nos ensina como recomeçar um pouco melhor. E creio firmemente estar atingindo o equilíbrio tão sonhado. A todos que tem nas mãos a oportunidade de começar direito apenas alerto para que aproveitem esta chance. Façam certo da primeira vez! Não permitam que a dor é que venha trazer a experiência que seus pais tanto tentar lhes trazer pelo amor.

Algumas das partes das frases acima não são minhas, são de Bill Gates, dono de uma das maiores fortunas pessoais do mundo, e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a IBM desde a sua fundação em meados de 1900. Mas todos os comentários pessoais são meus e verdadeiros. Fazem parte de minha vida e do que por amor tento passar aos mais jovens.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

D A N I E L


O Sol entrava pelas frestas das tábuas da Casa Grande, e eu pensava comigo: quando é que Neiva vai mandar consertar esses buracos? Nisso, ela entrou na sala, falando em tom de raiva, e pensei: Pelo jeito, no mínimo, matou um dos meninos...

A Casa Grande era um milagre de arquitetura e decoração. Num lote padrão de Taguatinga, felizmente um lote de esquina, era um barraco alongado e esticado pelos quatro pontos cardeais. Telhas de toda espécie, madeiras que já haviam conhecido outras situações arquitetônicas, e outros materiais. Nela viviam, exatamente, sessenta e três pessoas, incluindo o cronista. As idades variavam de um a sessenta anos, de ambos os sexos.

Uma diferença na altura do assoalho e um tabique delimitavam o orfanato e a casa de Neiva. Usava-se a palavra orfanato, mas era proibido usar-se a palavra órfão, a não ser para o Zé Órfão. Ele havia chegado junto com outros meninos e, no meio deles, havia dois chamados José. Um deles tinha perdido os pais e a turma se penalizou porque ele era órfão. Ligar a palavra Zé com órfão foi a coisa mais fácil, e daí a tradição de ser um orfanato que só tem um órfão...

Tão pronto me viu, Neiva passou do ar raivoso para o seu sorriso benevolente. Sua disciplina era assim. Gritava como se estivesse possessa, mas só exteriormente. O amor que dedicava àqueles meninos era demasiado e, para disfarçar, fazia-se, como dizia ela, de mauzona.

Sentamo-nos na sala de visitas, a única que tinha um relativo espaço livre, e onde se realizavam os bailes de sábado.

- Mário, – disse ela – não sei o que fazer com tanto menino. Não tem mais onde por. Hoje de manhã, uma mulher queria deixar os seis filhos dela de uma vez. É lógico que recusei!

- Mas, – objetei – não foi essa que você mandou Gertrudes atrás agora há pouco?

Ela disfarçou e passou a outro assunto... Assim era a Casa Grande, tão grande quanto o coração de Neiva. Sempre havia lugar para mais um.

Nisso, pára um jipe à porta, e dele desce um rapaz empoeirado, acompanhado por um menino de uns sete ou oito anos.

- A senhora é dona Neiva? – foi logo falando.

- Sim! – respondeu ela – O que o senhor deseja?

- Sei que a senhora tem um orfanato, e queria ver se ficava com esse menino.

- Que menino? – perguntou ela, e foi logo acrescentando, diante do meu olhar de mofa: – Não, não posso! Não tenho mais onde pôr. O senhor me desculpe!

Realmente, na sala, só estávamos nós três. Cheguei a desconfiar que me havia enganado, e que o homem descera só, sem nenhum menino com ele.

Nisso, ouviu-se um grito lancinante de criança, e Neiva saiu correndo para o orfanato. Daí a pouco, voltou ela, trazendo um menino pelo braço. Mirrado, calcinha rasgada no traseiro, nariz meio achatado, olhos negros e fundos, forçava para se livrar da mão de Neiva.

- É este o menino de quem o senhor está falando? Muito obrigada, pode ficar com ele! Quem vai poder com um bichinho desses? Já quase quebrou a cabeça de Manezinho, lá dentro! Não, muito obrigada! Pode levar seu diabinho...

Neiva largou o menino, que solto, começou a futucar o velho aparelho de televisão existente na sala. Meu sangue começou a subir à cabeça, tal o medo de ter que consertar, pela quinta vez, aquele heróico aparelho do tempo pioneiro da televisão.

O rapaz começou a contar sua história:

- Dona Neiva, a senhora vai-me perdoar por insistir. Sou pobre, tenho um pequeno sítio em Cavalcante, no interior de Goiás, que pertence à minha família, há muitos anos.  A terra é pobre e mal dá pra gente viver. Tinha um pessoal que morava lá há algum tempo, e eles tinham muitos filhos. O pai da família deu pra beber cachaça e, um dia, acabou morrendo na ponta de uma faca. As crianças ainda eram pequenas, e a mão deles ficou meio doida com isso. Mas iam vivendo, mesmo assim, ao Deus-dará, com as crianças soltas no sítio. Um dia, deu um acesso de loucura na mãe, e ela passou a mão num machado e matou as três meninas. Daniel, aqui, que era o menorzinho, com uns quatro anos de idade, ia ser o último a morrer, quando acudiram. Levaram a mulher para um hospício, e passei a criar Daniel junto com meus filhos. O problema, dona Neiva, é que, agora, não estou dando conta de ficar com ele. Já fui ao Juizado de Menores, mas eles não têm onde colocá-lo. Lá me disseram que a senhora iria aceitá-lo, e vim lhe pedir essa caridade. Daniel está acabando com o sítio. Já matou galinhas, porcos, e destrói tudo o que encontra. Briga com todo mundo, some no mato, e fica dias desaparecido. Canso de receber reclamações dos vizinhos e tenho medo de que, um dia desses, aconteça algo pior. Por favor, dona Neiva, me ajude!

Nisso, Gertrudes veio chamar Neiva para o interior da casa, e ela nos deixou. Nessa altura, Daniel já tinha conseguido tirar a tampa traseira do televisor, mas, para meu alívio, se desinteressou do aparelho e passou a desfolhar uma velha avenca de um vaso.

Impressionado com a história e receoso de que Neiva resolvesse ficar com o menino, fui procurá-la.

- Você está doido, Mário? É lógico que não vou aceitar esse menino! Onde é que vou pô-lo? E você acha que seria louca de colocar esse menino junto com os outros?

Ouvimos o ruído do motor do jipe, que se afastava. Respirei aliviado. Graças a Deus o homem desistira de insistir. Encaminhei-me para a sala e a primeira coisa que vi foi o televisor virado em cima da mesa, e Daniel mexendo em seu interior, com os dedinhos gretados de terra preta. O rapaz se fora e o deixara para trás!...

Passaram-se cinco anos. A Casa Grande é, hoje, apenas uma recordação, um barraco alugado em Taguatinga. Atualmente, existe um Vale do Amanhecer, e um enorme dormitório chamado orfanatão. Nele dormem uns 120 meninos, e outros tantos dormem no quartel, ou na nova Casa Grande. Ao todo, são mais de duzentos, fora os em trânsito...

José Ferreira de Brito, o seu Brito, tem a mania de abrigar meninos. Como Neiva tem a mesma mania, os dois se entendem muito bem. Todos os dias, ele chega para Neiva e diz:

- Neiva, chega de por meninos no orfanato. Eu não dou mais conta!

- Mas, Brito, – diz ela com calma – não foi você quem mandou aquela mulher aqui, hoje cedo, com aqueles três pretinhos?

- Eu? Não mandei ninguém trazer crianças pra cá!...

- Mas Brito, – diz Neiva, calma – ela trouxe até um bilhete seu!...

E assim a discussão continua, há uns quatro anos, mais ou menos, e chegamos a duzentos e tantos meninos, de ambos os sexos, de um a vinte anos!...

Oito horas da noite. No Vale do Amanhecer, gente para todo lado, médiuns de retiro com seus uniformes queridos. Gente que conversa animadamente, em todos os cantos da complexa Casa Grande. Rádios e televisores pipocam por toda parte, numa cacofonia impressionante.

Seu Brito pára o carro no pátio e desce, apalpando, com carinho, o cinto apertado de um homem que atravessa a casa dos quarenta.

Daniel se aproxima dele, e os dois se cumprimentam afetuosamente. Entram para a sala de visitas. Um homem grande e um homenzinho. Daniel tem, hoje, uns doze anos. A mesma voz um pouco agarrada na garganta, o mesmo olhar inquieto, verificando tudo que o cerca, a roupa estriada de poeira do Vale. Sentam-se ambos.

- Seu Brito – diz Daniel – a professora hoje disse que já posso ir para o ginásio. Sabe, ganhei um prêmio!

Brito afaga-lhe a cabecinha despenteada. Um visitante, sentado na sala, olha para ambos. Brito explica:

-       Daniel, aqui, é meu secretário!...

Tia Neiva (Sob os Olhos da Clarividente)

Choque de ânimo


Estar encarnado é um merecimento, pois nem todos que desejam, conseguem, a oportunidade de voltar, nesta mudança de ciclo planetário, para concluir seus reajustes e obter a condição evolutiva nas leis da Escola do Caminho.

O momento é de grande festa por esta oportunidade! Estamos em um momento em que o perdão se sobrepõe ao “necessário dente por dente” que imperou neste planeta durante séculos. Temos a possibilidade de semear, pela prática, o perdão e obter nossa própria remissão kármica.

O sentimento de “estar desanimado”, “apagado” e com parcas perspectivas para a vida física (material), psíquica (emocional) e espiritual, somente podem imperar pelo desconhecimento, ou mesmo “esquecimento”, de tudo que temos nas mãos.

Não escrevo para que se conforme com o quê a vida lhe apresenta e siga mansamente sua jornada... Não! Escrevo para que desperte para as possibilidades reais ao seu redor!

Temos a consciência de que pelo padrão vibracional podemos atrair as oportunidades certas, que sempre chegarão de maneira natural e inquestionável.

Na vida material, sentimental e espiritual, somos o reflexo de nossos pensamentos e ações passadas, e não falo de vidas passadas, falo da vida atual, do que agora mesmo estamos semeando com nossas vibrações.

Não visualize os problemas e nem fique se preocupando por eles, não resolve! Pense e mentalize as soluções que virão naturalmente pela mudança e seu padrão vibracional.

Não entre em depressão por considerar que o amor físico lhe parece distante ou não é como você esperava... Primeiro porque nem todos conseguem se expressar e quando se expressam, podem ainda ser mal interpretados. Segundo, porque atraímos as pessoas compatíveis com nosso padrão também! Teremos ao nosso lado pessoas para compartilhar nossas reclamações (ou serem mais motivos para tais) ou teremos pessoas que compartilham nossos sonhos e vibram em conjunto para o sucesso.

Espiritualmente o que nos incumbe é o trabalho! Apenas o trabalho! Vamos ao Templo para nos doar. Não vamos para consertar nossas vidas, vamos pedir pela vida dos outros e pelos nossos irmãozinhos desencarnados que nada têm com nosso próprio karma. Trabalho espiritual é caridade, e não um mecanismo para solucionar nossos próprios problemas.
Com o equilíbrio é que solucionamos tudo! O trabalho espiritual, verdadeiramente realizado em prol do próximo, e sem segundas intenções, nos torna pessoas melhores, e com isso atraímos pessoas e situações melhores para nossas vidas.

O mecanismo é simples e funciona a partir do momento em que passar a tornar frequente o direcionamento de suas forçar em favor do que seja bom e produtivo para você e para as pessoas que convivem com você.

Sim, meu irmão, é possível! Ninguém está fadado a ser infeliz nesta vida! Voltamos por não saber amar e temos a oportunidade de aprender agora, de vibrar com amor e semear um futuro feliz, independente de nosso próprio comprometimento kármico. Pois a Escola do Caminho propõe o perdão a quem semeia o perdão.

Do zero a estabilidade, gastei um ano... Apenas um ano onde não tinha nenhuma, mas nenhuma perspectiva mesmo, à tranquilidade material, emocional e espiritual. Se eu consegui, você também pode! É possível sim!

Kazagrande

Segunda Turma de Araken


Ah!!! Esses Jaguares!

Espíritos com tantas passagens por este plano físico e com tantas heranças acumuladas, e ainda sofrem com suas tramas kármicas.

Possuem um sentimento intenso que só consigo definir por saudade... Saudade de um lugar que não sabem se conhecem e de pessoas que ainda não encontraram... Saudade de casa!

Um certo vazio no peito quando rodeados de tanta gente.

Um amor tão grande sufocado pelas teias kármicas de tantos compromissos assumidos.

Alguns se apagam, se angustiam, sofrem por não se compreenderem, e acabam apontando suas armas contra o próprio  peito.

Outros se descobrem entre irmãos e dedicam-se ao trabalho espiritual, única fonte de real realização para os que sentem o clamor do espírito.

Vivemos juntos em outras eras... Endividamo-nos mutuamente e reencontramos como irmãos vários dos grandes desafetos do passado, porém agora na roupagem de missionários.

É preciso resistir aos impulsos de cobrança, de reajuste, e ver o outro como irmão.

Amar como a abnegada mãe que nos confiada ensinou! Tia Neiva é um exemplo a ser seguido!  Não podemos deixar de conhecer sua história, suas lutas e as dificuldades aceitas e vencidas. Antes de mergulharmos na sintonia da incompreensão, da injustiça e dos pesares de um mundo físico que tanto imploramos para voltar, recordemos a imagem da MÃE!

Daquela que abriu mão de tudo pela certeza de seu espírito. Que se entregou ao Pai de maneira incondicional em favor de nossa redenção.

“A mesa esta posta”, certa vez ela afirmou... Sim! A mesa está posta, mas não no sentido de que teremos tudo para materialmente nos servimos. Está posta porque somos os convidados de honra para uma missão silenciosa, que se opera primeiramente em nosso íntimo! Temos que nos resgatar de dentro para fora e estar em condições de resgatar a tantos que nos foram confiados. Materialmente? Tudo nos será dado por acréscimo.

Nem todos precisam de muito. A maioria apenas deseja ter tranquilidade para cumprir sua missão. Reafirmo: a maioria deseja apenas tranquilidade para cumprir a missão! Não estão preocupados com poder, fama, classificações, dinheiro para saciar os desejos. Os verdadeiros jaguares já passaram do tempo de brincar de humanos com um espírito dentro; são um espírito envergando temporariamente uma roupagem humana, e possuem esta consciência.

“Para que fazer de nossa vida e da vida dos nossos entes queridos, um rosário de dores?” Não é mais necessário!!! O verdadeiro Jaguar desperta sua consciência “e tudo lhe é dado por acréscimo”.

Propala-se tanto a “segunda turma de Araken”... A “segunda turma” já está aí!!! Cumprindo sua missão. Muitos ainda de branquinho e sem se preocuparem em correr atrás de medalhas. Sentem... Sabem que seu espírito clama pelo que necessita: trabalho espiritual!

Somente isso é o quê verdadeiramente importa: aproveitar a oportunidade!!!  Não seremos cobrados pelo que fizemos, e sim pelo que deixamos de fazer, lembram???

Evangelho!!! Evangelizar!!! Isso é preciso, é necessário, é a verdadeira missão! Evangelho na sua verdadeira tradução: amor, humildade e tolerância!

Vamos ter nesta pequena mensagem a elevação do padrão vibratório. Vamos sentir o imenso amor da mãe que nos reuniu, vamos nos amar como irmãos! Independente de nossos reajustes, vamos nos compreender, nos aceitar e verdadeiramente aprender em conjunto. Mestres ensinando mestres, ninguém é tão tonto que não tenha nada a ensinar e nem tão sábio que não tenha nada para aprender.

A mesa está posta! Nela está o vinho da sabedoria, sorvido pela nossa experiência transcendental; a sopa do amor como entrada para o prato principal chamado caridade; de sobremesa teremos a tranquilidade e a paz de espírito necessária para o fiel cumprimento desta jornada.

Kazagrande

Trabalho e Divisão


Não faz muito tempo que um Adjunto Arcano aproveitou a oportunidade de estar com Pai João e perguntou:

- Pai João, que vai acontecer com nossa Doutrina? Esta separação sem sentido, as disputas por poder, uma inconcebível política dominante, mudanças no que foi deixado por Koatay 108... 

Continuou as reclamações por mais 8 minutos, sempre enfatizando sua real preocupação com o que poderia passar com o futuro da Doutrina.

Após deixa-lo desabafar e colocar para fora toda a energia que o afligia, pacientemente, mas com voz firme Pai João perguntou:

- Meu filho, antes de lhe responder, vou lhe fazer algumas perguntas: A Mesa Evangélica está funcionando agora? – Perguntou Pai João.

- Sim, meu pai. – Respondeu o Adjunto

- E aqui nos Tronos, ainda tem pacientes para serem atendidos? – Continuou Pai João.

- Sim, meu pai.

- Sei... Está tudo funcionando direitinho então?

- Não, meu pai! Tem muita gente do lado de fora falando deste momento delicado que passa a Doutrina. Tem gente posando de paisagem para o Trino, tem gente que passa o dia vivendo de política doutrinária e sectarismo.

- Mas os Tronos e a Mesa ainda estão encaminhando espíritos, meu filho? – Perguntou ainda Pai João.

- Sim, meu pai, mas tem mais médium lá fora sofrendo pela Doutrina, do que aqui dentro trabalhando!

- Mas continuamos encaminhando espíritos aqui, não é?

- Sim meu pai...

- Faça sua parte, meu filho! Estão todos juntos, reunidos por Neiva em Koatay 108, mas cada um, é cada um, e a jornada é pessoal. Quem fica vibrando com a sintonia dos falatórios e divisões, arca com as consequências do retorno desta energia. E ela volta sempre, meu filho! É um ciclo vicioso. Enquanto o Jaguar continuar questionando suas lideranças e deixando o trabalho em segundo plano, seguirá sofrendo as consequências destas vibrações. Falatórios não consertam nada, mas pode ter certeza que nenhuma energia é emitida sem consequência.

- Mas Pai João, os médiuns se reúnem querendo encontrar uma solução, vibrando em favor de uma unificação. – Insistiu ainda o Adjunto.

-  Não importa que digam que as intensões são boas, porque no Plano Espiritual conta apenas a qualidade da energia. Se está emitindo seus falatórios, não vai ser aproveitada... Se está aqui dentro doutrinando, emanando e curando, vai se libertando e libertando aos que lhes são encaminhados. Já passou da hora de vocês entenderem que cada um é responsável pela própria missão! Ninguém vai ser o salvador da doutrina, porque ela não precisa ser salva! A Doutrina do Amanhecer é perfeita, é uma grande nave emitindo em prol de todo este Universo, por intermédio dos médiuns que passaram do tempo de brincar. Aqui, no verdadeiro comando desta nave, nós não nos preocupamos com os comandos, estamos aqui para libertar espíritos e preparar o planeta para a nova era que chegou.

- Mas Pai João... Eu sou um Arcano!!! Tenho que me posicionar!

- Meu filho, espiritualmente a hierarquia é ditada da seguinte forma: Mais Luz para quem trabalha mais! Trino, Arcano, Adjunto... Aqui, Jaguar, a cor da sua aura determina qual é  sua vibração! Não dá para se esconder, mascarar, mentir, iludir. Está na aura a hierarquia de cada um!  Em Cristo Jesus, meu filho, eu afirmo que tem muito “branquinho” mais bem classificado que muitos Arcanos. A luz da classificação provém do seu padrão vibratório, e não das medalhas no colete.

- Entendi meu pai... Não preciso me preocupar então?

- Não meu filho, enquanto houver mesas, tronos, estrelas e principalmente pacientes, a Doutrina prosseguirá, independente da real condição espiritual de seus dirigentes. Vocês ainda passarão momentos mais difíceis, porque receberão seus irmãos da segunda grande guerra, que somente agora estão em condições de reencarnar. Existem vários jaguares entre eles e muitos chegarão como vossos irmãos de Doutrina.  Trabalhe muito, meu filho, para que possa embarcar usando seu colete por conquista e não por tempo de serviço.

Banho de descarrego


Mestre Kazagrande, gostaria de compartilhar com o senhor uma dúvida e pedir sua orientação. É em relação a minha vida amorosa, conheci uma garota por quem me apaixonei de cara e ela também disse estar apaixonada por mim, porém tão logo começamos o relacionamento ele acabou e nem sei por que... Perguntei a uma entidade e ela disse que o motivo foi causado por mim mesmo, pelos meus pensamentos em desarmonia. Na verdade minha vida amorosa nunca foi boa, sempre que me interesso por uma garota o relacionamento não vai pra frente. Um irmão de doutrina que lê cartas disse que existem uns trabalhos de banhos que me ajudaria, uma vez ele colocou o baralho pra mim e quase tudo aconteceu. Estou em dúvida se devo ou não aceitar esse trabalho de banhos, não seria cruzamento de corrente? Ou falta de fé nos meus mentores? Ajude-me, por favor.

Meu Estimado irmão, Salve Deus!

Nossa vida é tríplice: somos espírito, alma e físico, reunidos neste terceiro plano em busca de reequilíbrio, reajuste, aprendizado e a consequente felicidade.

Todos nós podemos ainda ser felizes neste plano. Ninguém é fadado a ser infeliz, nem mesmo o mais endividado dos espíritos. Todos que recebem a oportunidade de uma encarnação vêm com todas as condições de cumprir seus compromissos e ainda serem felizes.

O equilíbrio emocional, que faz parte da alma, é parte de nossa necessidade, assim como o material (físico) e espiritual.

Somos consequência do que pensamos e de como vibramos. Esta é uma lei natural implacável!

Atraímos pessoas e situações de acordo com nosso padrão vibratório e ingressamos em um ciclo de progresso ou de desânimo de acordo com nossa sintonia.

Mude sua tônica de pensamentos! Passe a visualizar seu lado emocional realizado, sinta que pode ser feliz e fazer feliz uma pessoa ao seu lado. Atraia pessoas boas com seus bons pensamentos, seja positivo e alto astral! Somente assim terá a possibilidade de trazer para junto de si a pessoa que a ti está destinada.

Não espere uma alma gêmea, pois este encontro, neste plano, é muito raro. Mas vibre em favor da companhia que precisa! Não com desespero ou ansiedade, mas com segurança e determinação. Sinta que sabe que a pessoa a você destinada está esperando, em algum lugar e em algum momento, mas ela somente lhe encontrará quando estiver realmente bem e vibrando neste favor.

Se seguir vibrando negativamente, na sintonia do rejeitado, atrairá pessoas com igual padrão e corre o sério risco de juntar-se com alguém com as mesmas dificuldades, traumas e que juntos poderão completar um ciclo de infelicidades.

Nenhum Preto Velho vai resolver sue problema pessoal, eles não estão aí para isso! Vamos ao Templo para sanar os problemas dos outros e não os nossos. O Templo é lugar para a prática da caridade e não para ficar choramingando ao Preto Velho. Vá lá e cumpra sua missão, sinta-se realizado e atrairá naturalmente pessoas realizadas e com a mesma sintonia. Uma pessoa que irá compartilhar o mesmo sentimento de felicidade de realização.

Não adiantam banhos, cartas, tarot, etc... Isso pode apenas gerar em você uma segurança temporária e lhe fazer dependente de algum ritual para ser feliz! Não precisa de nada disso! Nossa Doutrina é completa! Banhos não fazem parte de nosso aprendizado e as cartas somente são colocadas em nossas festas ciganas, não podem ser um “brinquedo” nas mãos de um médium, pois geram um dos mais perigosos reajustes: podem escravizar sentimentos.

Perdoe-me se fui duro neste texto, mas não sou o amiguinho, sou o médium em busca de trazer meu irmão à realidade e ajudar de verdade, sem passar a mão na cabeça. Vá em frente Jaguar! Seja forte, tenha fé e cumpra seu verdadeiro papel como filho de Seta Branca, tudo mais lhe será acrescentado.

Um fraterno abraço,

Kazagrande