ÚLTIMOS TEXTOS

terça-feira, 29 de maio de 2012

Agradecimento Especial

terça-feira, 29 de maio de 2012 - 2 Comments


Não posso deixar de registrar aqui todo meu agradecimento ao povo do Templo Olamor, de Vila Velha, Espírito Santo. Salve Deus!

O imenso carinho da recepção calorosa, proveniente do Presidente e sua Aponara e de todos os componentes, dos mais diversos Adjuntos, dos “branquinhos” aos Comandantes, encheu este coração exilado da pátria mãe de profunda alegria e gratidão.

Não é possível me envaidecer, pois tenho total consciência da grande responsabilidade que implica estar presente na jornada de tantos irmãos e irmãs, que acompanham estes pequenos textos e que esperavam com grande entusiasmo o novo livro.

Não posso parar, não posso permitir que o orgulho contamine a beleza dos encontros e reencontros, proporcionados por textos e mensagens que não me pertencem. Pertencem a todos nós, Jaguares, irmãos em Cristo Jesus. Sou apenas um imperfeito instrumento buscando maneiras de cumprir a missão que por ora me é confiada.

Ficarão registradas em meu espírito lembranças difíceis de narrar, pois envolvem uma emoção intraduzível em palavras, capaz apenas de ser compreendida por que as vivenciou e sentiu. Porém esforço-me, para aos poucos, ir marcando nestas linhas um pouco da gratidão. Como é importante agradecer, mesmo que pareça desnecessário, agradecendo elevamos o espírito e emitimos amor!

A Ninfa Yuricy Valéria, que se deslocou de Minas Gerais apenas para receber o livro, como uma verdadeira mãe, abraçando-me com maternal carinho e emoção. Sentindo a realização “de um filho”.

As jovens Shirley e Milena, de enfrentaram mais de 2.000 quilômetros, saindo de Tocantins, para dar-me a oportunidade de apadrinhar a Iniciação de uma aspirante! Milena: você é minha filha adotiva!

Ao Mestre Lua Ezequiel, que anteriormente já havia ido até a Bolívia para o lançamento do primeiro livro e que novamente esteve presente no Espírito Santo, saído a partir de Brasília.

A tantos irmãos e irmãs de outros Templos, que sequer tive a oportunidade de conversar, mas que com um fraterno abraço transmitiram toda a energia que este Jaguar Exilado necessita para perseverar sempre!

Salve Deus! Adjunto Olamor, Mestre Lélio e Ninfa Alzinete! Obrigado, obrigado, obrigado! Pelo carinho e pela receptividade tão intensa, extensiva a minha Ninfa, que até agora se emociona ao recordar de vocês.

Salve Deus! Adjunto Numanto, Mestre Juliano Leite e Ninfas Rita e Maby! Obrigado de coração! O único que consigo dizer é que os tenho como uma extensão da família: os amamos de coração!

Meu compadre Mestre Paulo Mairink e sua Ninfa Karli... Que posso escrever? Nada que escrevesse seria capaz dar a mínima noção de nosso, amor, gratidão, carinho, respeito... Entregamos a vocês nossa pequena estrelinha para batizar já prevendo o quanto nossas famílias seriam unidas.

Raphael Colona, meu irmão!

Vitório, Elizete, Reinaldo, Francisca, Helena e dona Nair... Quem explica a ligação?

Margarete, Marília, Junia... Nunca esquecerei o olhar e o sorriso do fraterno reencontro!

Tantos que nos receberam com igual carinho e não conseguiria citar a todos, mas que recebam nesta hora minhas preces, minha sincera e grata vibração de amor incondicional.

Tenho muito mais para registrar, muitos outros para citar, mas a emoção já impede de continuar. Recebam este forte e fraterno abraço, com toda gratidão e carinho que se consiga anexar nestas simples palavras!

De coração, obrigado!

Kazagrande e Nilma

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Para baixar grátis:

segunda-feira, 28 de maio de 2012 - 10 Comments


LIVRO PÉROLAS DE PAI JOÃO   

Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Humildemente, mas com grande alegria, apresento a todos o livro “Pérolas de Pai João”.

Considerando este livro como obra mediúnica (de diversos médiuns), todos os textos aqui presentes trazem a marca de uma autoria espiritual, da qual sou apenas um mero agente físico. Os textos de autoria de Tia Neiva igualmente pertencem à Doutrina do Amanhecer, como todos os direitos sobre este livro.

Kazagrande

Para baixar clique no link abaixo:


Ao abrir a página clique em “Baixar Agora” (um botão azul, não clique no botão verde: “Download”);

Irá abrir uma contagem regressiva de 20 segundos;

Espere a contagem chegar a zero, quando isso acontecer aparecerá logo acima um link “Baixar o arquivo agora”.

Pronto! Sem qualquer custo.

Caso ainda tenha dificuldade, pode solicitar por e-mail, que enviarei diretamente para você.

Um Fraterno Abraço,
Kazagrande

Índice – Pérolas de Pai João

Alguns dos textos já foram publicados no Exílio do Jaguar, porém outros seguem inéditos. Este livro foi dividido em capítulos, a saber:

Textos Introdutórios – Textos pessoais que relatam a presença de Pai João em minha vida.

Histórias – Relatos em forma de crônicas de narrativas de Pai João de Enoque.

Pérolas – Mensagens de Pai João.

Atendimento – Passagens de atendimentos relatadas de forma a impossibilitar a identificação dos interlocutores.

Pretos Velhos – Mensagens, histórias e atendimentos de outros Pretos Velhos.

A Cachoeira do Jaguar – Texto.

Índice

Contatos
Esclarecimento Inicial
Participaram deste livro
Agradecimentos
Demais Esclarecimentos
Prefácio
Dedicatória
Prólogo

Textos Introdutórios
O Início
O Encontro
Seguindo com Pai João
Parando para agradecer
O Terço de Pai João

Histórias
O Pastor e Pai João de Enoque
O Líder Espiritual
O livro ponto
A Lojinha
O Para-brisas
Exemplo de Tia Neiva
A Vida em um Cemitério
Mãe Tildes
A Passagem no Império Romano

Pérolas
Paciência
Mensagem ao Jaguar Exilado
Adjunto de Jurema
Quando chegam melhores que nós
A vida é amor
Resistindo às mudanças
Reprimendas
Aprendendo a falar menos
Pecado
Páscoa 2012
Pobre Imperador
Pai João é Razão
Dor e Bom Senso
Respeito às Ninfas
Castelo de Autorização
Capa do Livro de Autorizações
Julgamentos
Erros Mediúnicos
Conduta Doutrinária
Primeiro de Maio
Importância da Oração
Natal
Vida Nova
Experiência
Sintonia
Profecias
Com o Ministro Ypuena

Atendimentos
Disputas no Vale
Reclamando da Vida
Críticas
Pai João e o Primeiro de Maio de 2011
Órfãos
Aceitação
No Evangelho
Quero ir embora
Sou Jaguar?
Consagrado por acaso
Conduta do Ajanã
Médium ou Paciente?
Fé e Força
Sou Arcano?
Vergonha da Verdade
Aborto
Pai João e o Presidente de Templo
Auxílio de Preto Velho
Ajanã bebendo
Deixa-me ir embora
Quem está perdendo?
Só de Passagem

Pretos Velhos
Doutrinando o Adjunto
História de Severino – Pai Joaquim
Reajuste injusto?
Sem Vidência!
Um Jaguar no Inferno
Tolerância de Preto Velho
Pedro e Nilce
As Pérolas de um Preto Velho
Perdas
Agitação e ansiedade
Posses
Pai Joaquim das Cachoeiras
As Lágrimas de Pai Zé Pedro

A Cachoeira do Jaguar

domingo, 27 de maio de 2012

De volta ao Exílio

domingo, 27 de maio de 2012 - 3 Comments


Meus irmãos e irmãs,  

Salve Deus!  

Puxa! Uma semana fora e o trabalho acumulado neste pequeno espaço doutrinário aparece sem tréguas!

Estou feliz, muito feliz com o lançamento do novo livro e com tanto ainda por fazer.

Hoje o Exílio do Jaguar está passando por uma nova reformulação e até o fim deste dia, ou da madrugada que chegará sem eu nem sentir, voltarei a publicar somente textos inéditos em um layout preparado para este momento.

O livro “Pérolas de Pai João” também será disponibilizado gratuitamente para baixar, bem como a previsão de novos envios para o Brasil, pois os 300 que levei para a apresentação sequer foram suficientes para atender ao público presente.

Registrarei meus agradecimentos passo a passo, pois há muito para agradecer: a vocês leitores, ao maravilhoso povo capixaba e a tantos que não poderei deixar de fazer uma menção especial, em face de grande contribuição nesta pequena jornada.

Tenho muitos e-mails acumulados destes dias, mas responderei um a um, com o mesmo carinho e respeito de sempre, só peço um pouquinho de paciência, pois o trabalho material, com certeza igualmente acumulado, ainda não foi nem trazido para a realidade.

Um fraterno abraço, deste irmão exilado na terra de Pai Seta Branca,

Kazagrande

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Minha Vida, Meus Amores .

segunda-feira, 21 de maio de 2012 - 13 Comments


Salve Deus! Quem ainda não conhece este maravilhoso livro de Tia Neiva tem a obrigação de baixar, ler e reler!

Em um relato simples encontramos belíssimas histórias e preciosas lições de Amor, Conduta e exemplo de jornada.

O livro está completo e o formato para leitura é PDF.


Um fraterno abraço e boa leitura!
Kazagrande

Áudio do Terceiro Sétimo

Estes dias me deparei com um áudio do Terceiro Sétimo completo.

Visando auxiliar na realização deste grandioso trabalho disponibilizo para todos vocês baixarem em seus computadores.

Mais informações sobre a realização deste Trabalho estão no artigo “Terceiro Sétimo” publicado aqui, no Exílio do Jaguar, em 31 de julho de 2010, sábado.


ou

Vésperas de Eleição...


REPUBLICANDO - Em tempo de Campanha Política

Publicado inicialmente em 19 de agosto de 2010.

Há alguns dias atrás recebi um email, de um Mestre, que amigavelmente solicitava a divulgação de um candidato vinculado à “Doutrina do Amanhecer”. Cordialmente, respondi que iria refletir sobre o assunto, pois já abandonei o risco do impulso em agir de acordo com meus primeiros pensamentos. Já paguei muito caro pela minha impulsividade de tempos atrás...

Respondi assim porque tenho particular apreço pelo cidadão, e acredito em suas boas intenções. Preferi consultar minha intuição e não me deixar levar pelo impulso imediato.

No dia seguinte, navegando pelos sites e blogs de nossa Doutrina, verdadeiramente “garimpando” e filtrando tudo que é publicado, encontrei um texto que se referia a política, em um relato pessoal sobre a opinião de Tia Neiva. Li de forma desatenta, mas salvei o texto para analisar com calma, e conferir sua fidelidade e origem, hábito que mantenho diante de tudo que encontro pela internet.

Ontem é que fui parar para reler com calma... É um texto do Adjunto Otalevo, e sua origem é totalmente fidedigna. O relato das lágrimas de Tia Neiva, quase me leva às lágrimas também. Não há mais nada para acrescentar, e faço minhas as palavras deste grande instrutor, ao qual tive a felicidade de acompanhar em várias aulas de Centúria, e que só guardo boas lembranças, embora nosso contato tenha se restringido praticamente às aulas que vi e revi, dentro do curso citado.

Abaixo, o texto na íntegra, para que analisem e reflitam. Salve Deus!

Kazagrande

OS REENCONTROS E AS LEMBRANÇAS QUE SÓ O DIA DO DOUTRINADOR PROPORCIONA

Adoro o 1º de maio. Aqui, no Templo Mãe, ficamos muito tempo sem nos encontrarmos com alguns médiuns dos quais gostamos, simplesmente, por estarmos freqüentando os trabalhos em dias diferentes. Interessante como iniciamos uma conversa com um médium hoje, paramos no meio, e só a continuamos meses, às vezes anos, depois, exatamente de onde a deixamos, quando nos reencontramos. Com os mestres concentrados nos demais templos do Amanhecer isso, de ficar tempos sem ver, se agrava, dá saudades, ainda mais quando já vivemos momentos interessantes e inesquecíveis ao lado daquele mestre ou ninfa. Ficamos torcendo para eles não faltarem ao ritual do Dia do Doutrinador. Ultimamente, andava me lembrando do mestre Tavares direto, É típico dos anos eleitorais. Sabe por qual motivo?

Certa feita estava eu sentado no Radar, naquele intervalo entre o primeiro e o segundo intercâmbio, e Tavares, hoje presidente do Templo do Amanhecer de Crato – CE, encostou para uma prosa ligeira, já que ali não é lugar para se ficar de papo comprido. Eis que chega um adjunto maior (nós ainda éramos adjuntos regentes) e, prontamente, respeitando a hierarquia, lhe perguntei o que “mandava”.

Ele vinha nos convidar para participarmos da inauguração do “diretório” de um certo partido político, em sua casa, situada na rua principal do Vale, a ocorrer mais tarde. Eu e Tavares nos olhamos desconfiados, mas não polemizamos. Apenas agradecemos o convite e, após tecer alguns comentários sobre as hipotéticas vantagens de termos um núcleo partidário no Vale, o nosso politizado irmão foi embora.

O meu companheiro de Radar vinha chegando e eu e Tavares fomos relatar o convite para Tia. Quando soube, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. Chegava a tremer. Entre grossas lágrimas, disse: - Eles estão me envergonhando perante Pai Seta Branca!

O espartano em mim logo quis se manifestar: - Deixa, Tia, que vou lá e dou um jeito nisso! Acabo com essa história rapidinho.

Ela, ainda chorando, não permitiu: - Não, meu filho. Você está no Radar e não pode se desequilibrar. Deixa que o Tavares vai, como quem não quer nada, vê o que está acontecendo e vem me contar. Mas esses homens não sabem que eu não aceito dinheiro do Governo, não deixo fazer comício aqui dentro, nem carro-de-som com propaganda de político deixo rodar aqui? Parece até que fazem só para me chatear...

Tia se referia aos avisos que nos dava sobre o envolvimento dos jaguares com a política. Tivemos muitas encarnações no poder material. Aliás, o jaguar vem à Terra, costumeiramente, em momentos relevantes do planeta, em grandes transições, e, geralmente, alguns de nós são colocados em pontos estratégicos, nos governos, donos de grandes fortunas, líderes populares, em condições de auxiliarmos a espiritualidade nos seus projetos.

Foi assim com a passagem de Jesus pelo plano físico. Encarnamos antes, durante e depois, com a missão de favorecermos o trabalho do Grande Mestre. Em vez de fazê-lo, todavia, nos encantamos com a riqueza, com o poder, com as vantagens e os prazeres que trazem, e acabamos, isso sim, atrapalhando os mentores e perseguindo os cristãos, atirando aos leões aqueles mártires que tínhamos vindo proteger.

Arrumamos carma pesado em Roma, por exemplo, por causa dessas perseguições. Os desencarnes brutais em Angical foram reajustes oriundos daquela época. Pai João, que lá tombou, junto com Mãe Tildes, Pai Zé Pedro, Mãe Zefa e outros, tinha sido o sanguinário imperador Tibério e, por sinal, acabara perseguindo e mandando matar Veleda, espírito que, séculos depois, teve a missão de proteger e orientar como um mentor, quando encarnada como Neiva Chaves Zelaya. A ataca dos prisioneiros é igual àquela usada pelos gladiadores, nos tristes momentos no Circulo Máximo do Coliseu. Mas ainda tem a história da Queda da Bastilha e tantas outras encrencas políticas na nossa velha estrada.

Como nós, os jaguares ainda encarnados, somos os mais enrolados carmicamente (os que se desenrolaram já são caboclos, pretos-velhos, e nós ainda por aqui, marcando passo e dando trabalho), entrar no padrão vibratório dos políticos representa se expor aos cobradores daquelas épocas e, pior, abrir a guarda para os falcões, uma terrível falange negra, surgida no Império Romano e “especializada” em atuar na área política. Ficamos no dizer de Tia, “sem moral para doutrinarmos aqueles espíritos”.

Ainda tem a questão do atendimento. Tia atendia a todos os políticos que a procuravam, não sendo raro ver um carro com a “chapa branca” estacionado diante da Casa Grande, altas horas, naquelas noites em que não havia Trabalho Oficial e o movimento era menor. Eles chegavam, o mais discretamente possível (até porque ela não lhes permitia o espalhafato), contavam as suas angústias e anseios, se consultavam, riam, choravam, tomavam um cafezinho, às vezes até jantavam aquela comidinha simples, mas tão gostosa, da Casa Grande, e iam embora. Dependendo do político, saia com um pedido de Tia, para arranjar um emprego para um de nós. Mas ficava nisso. Nossa mãe nos ensinou que, se tomarmos um partido, os do outro partido não virão nos procurar e falharemos com a lei-de-auxílio incondicional, que é fundamental para a nossa missão.

Não é que não possamos trabalhar para os políticos, mas mantendo a relação no campo profissional, sem nos empolgarmos demais, sem entrarmos no campo vibracional deles. Também não quer dizer que não possamos nos candidatar e, vencendo no pleito, cumprirmos mandatos, mas temos de ter a consciência do que isso, carmicamente, irá representar, dos problemas pessoais, como na saúde, na família etc., que podem surgir, como um efeito colateral, pelas nossas dívidas do passado. Simplesmente, para nós, isso é velha estrada, não é mais a nossa missão. O custo/benefício, muito provavelmente, não compensará.

Por todos esses motivos, Tia nunca permitiu, enquanto encarnada, manifestações políticas no Vale do Amanhecer. Com a Constituição de 1988 (Tia desencarnou em 1985) e o regime democrático imperando, não há como impedir o livre exercício do pluripartidarismo, da liberdade de reunião etc. Mas não há como esquecer as lições da Clarividente. Não há como ver um jaguar envolvido com a política sem sentir um aperto no coração, uma preocupação com o nosso irmão. Especialmente, não há como esquecer das lágrimas da nossa mãe. Eu e Tavares, ontem, quinta-feira, momentos antes de participarmos da terceira consagração do dia 29 de abril de 2006, na Estrela Candente do Templo Mãe do Amanhecer, nos lembramos daquela tarde quente, de um domingo tão antigo, em que tivemos que nos controlar muito, para não chorarmos também.

Espero que essa mensagem não seja interpretada como uma crítica àqueles que pensam diferentemente, ou uma afronta aos direitos fundamentais constitucionais de ninguém, algo inconcebível para um professor de Direito Constitucional, como eu. São só fatos, só emoções. Conviver com a Clarividente nem sempre era o mesmo que ouvir o que se queria, o que se esperava, o que se pretendia, sequer o que se acreditava.

Como Tia perguntava: - Caiu a carapuça?

Salve Deus!

Adjunto Otalevo

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Convite - 20 de Maio

quinta-feira, 17 de maio de 2012 - 3 Comments



Lançamento de “Pérolas de Pai João”

Convido a todos meus irmãos e irmãs para o lançamento do livro “Pérolas de Pai João”, dia 20 de maio, no Templo do Amanhecer de Vila Velha – Espírito Santo.

Nos dias 19 e 20 haverá Consagrações de Iniciação, Elevação e Centúria, com a presença do Trino Ajarã, reunindo os Templos de todo Estado do Espírito Santo em uma belíssima festa espiritual e confraternização de Jaguares.

Pérolas de Pai João apresenta as mensagens do Mentor Executivo da Doutrina do Vale do Amanhecer: Pai João de Enoque. Espírito veterano deste planeta, com participações importantes na história da humanidade atual. Devido ao karma, e a necessidade de abrandar o espírito de grande liderança, teve suas duas últimas encarnações como escravo, onde obteve sua redenção.

Mesmo sendo hoje um espírito de elevada hierarquia dos Planos Luminosos, para nós, apresenta-se com esta roupagem humilde de Preto Velho, e na simplicidade de suas palavras, incorpora a razão, a caridade e a humildade.

“Pai João não alisa”, costumam comentar os veteranos de nossa Doutrina. É verdade! Suas mensagens invariavelmente alertam para a necessidade de disciplina e de agir dentro das leis da Razão. Porém, seu Amor é tão grande, que mesmo face as maiores reprimendas, saímos com o espírito aliviado e sem as nocivas máscaras da personalidade. Basta verdadeiramente “querer” ouvir!

As palavras de uma Entidade de Luz são revestidas de uma emanação que chega aos nossos corações, toca profundamente nossa alma e gravam-se em nossos espíritos.

Leia este livro sem preconceitos, sem falsos moralismos ou desculpas esfarrapadas pelos erros que todos nós cometemos.
Um dia chegou a hora do meu encontro com ele, e sua disciplina mudou minha vida. Talvez aqui você também comece a marcar a sua hora.

Kazagrande

“Disciplina, meus filhos! O Amor nunca será verdadeiro se não for amparado pela razão e consciência”.
Pai João de Enoque

Índice – Pérolas de Pai João



Alguns dos textos já foram publicados no Exílio do Jaguar, porém outros seguem inéditos. Este livro foi dividido em capítulos, a saber:

Textos Introdutórios – Textos pessoais que relatam a presença de Pai João em minha vida.

Histórias – Relatos em forma de crônicas de narrativas de Pai João de Enoque.
Pérolas – Mensagens de Pai João.

Atendimento – Passagens de atendimentos relatadas de forma a impossibilitar a identificação dos interlocutores.

Pretos Velhos – Mensagens, histórias e atendimentos de outros Pretos Velhos.
A Cachoeira do Jaguar – Texto.

Considerando este livro como obra mediúnica (de diversos médiuns), todos os textos aqui presentes trazem a marca de uma autoria espiritual, da qual sou apenas um mero agente físico. Os textos de autoria de Tia Neiva igualmente pertencem à Doutrina do Amanhecer, como todos os direitos sobre este livro.
Kazagrande
Índice
Contatos
Esclarecimento Inicial
Participaram deste livro
Agradecimentos
Demais Esclarecimentos
Prefácio
Dedicatória
Prólogo
Textos Introdutórios
O Início
O Encontro
Seguindo com Pai João
Parando para agradecer
O Terço de Pai João
Histórias
O Pastor e Pai João de Enoque
O Líder Espiritual
O livro ponto
A Lojinha
O Para-brisas
Exemplo de Tia Neiva
A Vida em um Cemitério
Mãe Tildes
A Passagem no Império Romano
Pérolas
Paciência
Mensagem ao Jaguar Exilado
Adjunto de Jurema
Quando chegam melhores que nós
A vida é amor
Resistindo às mudanças
Reprimendas
Aprendendo a falar menos
Pecado
Páscoa 2012
Pobre Imperador
Pai João é Razão
Dor e Bom Senso
Respeito às Ninfas
Castelo de Autorização
               Capa do Livro de Autorizações
Julgamentos
Erros Mediúnicos
Conduta Doutrinária
Primeiro de Maio
Importância da Oração
Natal
Vida Nova
Experiência
Sintonia
Profecias
Com o Ministro Ypuena
Atendimentos
Disputas no Vale
Reclamando da Vida
Críticas
Pai João e o Primeiro de Maio de 2011
Órfãos
Aceitação
No Evangelho
Quero ir embora
Sou Jaguar?
Consagrado por acaso
Conduta do Ajanã
Médium ou Paciente?
Fé e Força
Sou Arcano?
Vergonha da Verdade
Aborto
Pai João e o Presidente de Templo
Auxílio de Preto Velho
Ajanã bebendo
Deixa-me ir embora
Quem está perdendo?
Só de Passagem
Pretos Velhos
Doutrinando o Adjunto
História de Severino – Pai Joaquim
Reajuste injusto?
Sem Vidência!
Um Jaguar no Inferno
Tolerância de Preto Velho
Pedro e Nilce
As Pérolas de um Preto Velho
Perdas
Agitação e ansiedade
Posses
Pai Joaquim das Cachoeiras
As Lágrimas de Pai Zé Pedro
A Cachoeira do Jaguar

Como obter o livro


O livro “Pérolas de Pai João” será distribuído gratuitamente entre os médiuns da Doutrina do Amanhecer.

Parte da edição impressa será entregue dia 20 de maio, no Templo do Amanhecer de Vila Velha –ES, por ocasião de seu lançamento oficial. Outra parte, será gradativamente enviada ao Brasil de acordo com as oportunidades.

Após o lançamento, em meu retorno à Bolívia, deverei disponibilizar um link para que seja baixado em versão digital, obviamente de maneira gratuita, igual ao “O Centurião”.

Este ano teremos ainda, já programadas, duas visitas de um grupo de Mestres até a Bolívia, os quais, com certeza, poderão providenciar o envio dos exemplares remanescentes para o Brasil.

Reitero que o livro poderá se ser reimpresso por qualquer médium de nossa Doutrina, pois os direitos autorais foram doados em favor da mesma, permitindo, pelo termo de doação registrado, que qualquer médium assim o faça. O livro não é meu, é de todos nós!!!

Espero poder atender a todos os presentes no dia lançamento, dependerá apenas da quantidade a ser liberada pela Aduana Brasileira e as possibilidades de negociação com a empresa aérea (pelos custos de excesso de bagagem).

Um fraterno abraço,
Kazagrande

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães

domingo, 13 de maio de 2012 - 0 Comments



Mãe Clarividente - Por Jurema M. Nogueira.
Os dias passam e as noites
os anos, lentamente, passam também...
mas não nos separam
apesar da distância... do tempo...
tudo no universo nos aproxima...
Você me chamou "filha"
quando eu ainda não havia nascido
e na minha hora
cheguei ao lugar que você me preparou
no dia do meu nascimento espiritual
e sabia, que seus braços, há muito abertos,
tinham me envolvido, afinal!
Mãe Querida
Nada pode nos afastar
ninguém pode deter este amor
Subo e desço cordilheiras
atravesso todas as distâncias
para te encontrar
preciso sentir que não cheguei tarde
nem cedo:
cheguei quando pude chegar!
O importante, Mãe Querida,
é que nunca mais vou partir
jamais vou te abandonar!
Amo você, Mãe Clarividente
Feliz dia das Mães. Mãe de todos os jaguares!
* Fotomontagem- capa do livro- " De Mãe para Filha- Minhas palestras com Tia Neiva". http://ciganaaganara.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quais suas intenções?

sexta-feira, 11 de maio de 2012 - 14 Comments



Mas o quê é que o Kazagrande quer com esses livros?

Salve Deus! Meus irmãos e irmãs, sei que quem acompanha com mais frequência esta pequena jornada no Exílio jamais faria esta pergunta, pois ficam claras minhas intensões a cada novo texto que publico. Identifiquei minha missão e esforço-me para cumpri-la, escrevendo, atualizando este site e respondendo centenas de e-mails, um a um, sempre com o mesmo carinho e dedicação de quem sabe que tem muito a retribuir, face ao que já recebeu desta Doutrina e de vocês, meus irmãos e irmãs.

Porém, sei que esta pergunta andou nas mentes de alguns de nossos grandes líderes e, como de costume, não me furto em responder.

Materialmente não obtenho nenhum provento da edição dos livros. Não vendo e não tenho nenhuma vantagem financeira. Edito e imprimo com meus próprios recursos e não peço nenhuma ajuda, porque as condições atuais me permitem. Já passei grandes dificuldades materiais no passado e entendo que se hoje tenho condições para viver bem e ainda poder fazer algo de bom com o dinheiro: eu devo fazer!

Não sou presidente e nem tenho esta intenção, pois creio que isso é uma missão e não basta querer, tem que realmente ter a herança para tanto. Sinto que minha jornada é escrever e esclarecer, não tenho nenhuma pretensão sair “procurando missão”.

Não moro no Brasil, portanto nem posso ter nenhuma pretensão de liderança e de nada me serviria ser reconhecido e obter destaque junto aos grandes líderes de nossa Doutrina. Sou apenas um Jaguar Exilado, e não sei por quanto tempo ainda ficarei por aqui... Ou mesmo se merecerei um dia estar novamente convivendo fisicamente com vocês. Ainda temos pelos menos mais três anos ou cinco anos de estudos fora do Brasil, pois após a conclusão do curso de Medicina de minha esposa, deveremos ir a outro país, possivelmente Portugal ou Espanha, para uma especialização. O futuro a Deus pertence e aprendi claramente a seguir o “Caminho Natural”, que tanto tento ensinar. Deixo as portas abertas, se for um dia para voltar, voltarei, se não... Salve Deus! Seguirei por onde me for destinado.

Mas... Se eu não ganho dinheiro com isso, apenas gasto; e se não me serve de nada ganhar reconhecimento; e se não tenho nem como ficar próximo dos grandes comandantes... Por quê continuo???

Por vocês!!! Pela missão que por ora me é confiada. Pelo amor a nossa Doutrina. Pelo compreensão de que muito recebi e que nada me pertence, que devo compartilhar tudo.

Sou um Jaguar comum, não possuo mais aspirações doutrinárias e já passei da fase de correr atrás... Apenas cumpro a minha jornada!

Quero escrever para o mundo inteiro! “O Centurião” foi para nossos médiuns, não é um livro que possa ser compreendido facilmente por quem não é de nossa Doutrina, é o Curso de Pré-Centúria. “Pérolas de Pai João” vem abrindo caminho com as mensagens de Luz de nosso Executivo. E se me for confirmado “A Doutrina do Terceiro Milênio”, virá apresentar a nossa Doutrina para o mundo inteiro – este é o título do próximo livro, que falará da maneira como Tia Neiva transformou a mediunidade do “fantástico”, para o “prático”; possibilitando que a cura pela compreensão e consequente aplicação da energia mediúnica. Ela nos trouxe esta solução e esta deverá ser compartilhada em todos os pontos do planeta. Serei eu a fazer isso? Não acredito! Sei apenas que estou dando os “segundos passos”, pois nem são os primeiros, estes pertenceram ao Trino Tumuchy. Sou só um “pedaço do meio do caminho”, nada mais!

Qual minha intenção? Cumprir minha missão e tentar merecer entrar ao menos de branquinho pelas portas do Canal Vermelho.

Kazagrande

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Injustiça?

quinta-feira, 10 de maio de 2012 - 3 Comments



Não existe verdadeira injustiça quando olhamos com os olhos da Espiritualidade.

Não conhecemos ninguém e não podemos avaliar o que carrega cada um, oculto pela nova roupagem carnal. Por vezes nosso grande amor, nossos familiares, são espíritos enormemente endividados e que pediram as mais duras provas.

Não podemos carregar a cruz de ninguém. Não podemos trazer para nossas costas o quê não nos pertence, pois não estaremos ajudando, somente protelando o que inevitavelmente o outro terá que passar. Pois os reajustes, a energia um dia desequilibrada, deverão sempre ser realinhados.

Por vezes sofremos junto, ao ver sofrer a pessoa amada. Julgamos haver injustiças, nos revoltamos e, finalmente, acabamos interferindo no karma de outrem. Pensamos que como médiuns podemos tudo...

Somos missionários, mas encarnados pela força do nosso próprio karma. Temos nossos próprios reajustes e as ferramentas concedidas para atenuar as dores, pelo fiel cumprimento da missão. E todos, todos os espíritos encarnados chegam a este plano com a condição de cumprirem suas jornadas, equilibrarem seus desajustes e ainda serem felizes. Nem o mais endividado dos espíritos virá a este mundo somente para sofrer.

Atendemos a todos que nos são confiados, enviados ou que desesperados nos procuram, mas jamais devemos nos deslumbrar com as ferramentas mediúnicas que nos foram dadas, para sair buscando consertar a vida dos outros. O quê cada um terá que passar, irá passar de qualquer maneira, mais cedo ou mais tarde.

Podemos sim, orar, pedir com todo nosso coração, mas jamais se envolver com o que não nos pertence. Como disse acima: “Não conhecemos ninguém e não podemos avaliar o que carrega cada um, oculto pela nova roupagem carnal”.

Já nos ensinava Tia Neiva que “ninguém é de ninguém” e que na escada fatal da evolução, as vezes nosso grande amigo, ou nosso grande amor, se adiantará ou ficará para trás, e não os encontraremos mais ao retornar à pátria espiritual.

Nosso esforço é para manter sempre alto nosso padrão vibratório e seguirmos avançando em direção à Luz. Pedimos pelos que nos acompanham, os incentivamos, animamos, mas não podemos carregar o peso que está em suas costas... Temos nossa própria bagagem e nosso próprio karma vem na medida exata que poderemos suportar.

Injustiça? Como avaliar? Por vezes não passa da mais feliz oportunidade que o próprio espírito pediu para passar, em prol de sua evolução.

Kazagrande


segunda-feira, 7 de maio de 2012

O DESFALQUE

segunda-feira, 7 de maio de 2012 - 2 Comments



        Noite de intensa atividade curativa no Templo do Amanhecer. Uma pequena multidão se comprime na área, grande, porém insuficiente para tantas pessoas simultaneamente. Médiuns e clientes, pobres e ricos, homens e mulheres, crianças e adultos, cada qual com seu problema e sua angústia!

        Ora sentada, ora cuidando de um e de outro, a Clarividente não pára um minuto, seus dois sentidos alertas, no mundo físico e no mundo espiritual.

        Três homens se aproximam dela. Pelas roupas, se percebe serem pessoas de certo trato. Nota-se o constrangimento em disputarem a atenção da preciosa médium, com os clientes mais familiarizados com o ambiente. Por fim, conseguem seu intento, e sentam-se com ela na pequena mesa de atendimento.

        Os olhos negros e profundos fitam, corteses, os três homens, enquanto eles se entreolham, embaraçados. Dois são de meia idade e outro aparenta ter uns cinqüenta anos. A tensão entre eles é visível. O mais velho toma a palavra:

        - Dona Neiva, – diz ele – viemos aqui lhe fazer uma consulta. Temos uma firma de assistência, e estes dois trabalham comigo. Este é Jairo, meu contador, e o João a senhora já deve conhecer, pois tem freqüentado este Templo. João é meu administrador, e foi quem me aconselhou a procurar a senhora. O problema é o seguinte: nossa firma vai mal, estamos passando por muitas dificuldades e, por último, para piorar a situação, descobrimos um desfalque de quase cem milhões de cruzeiros! Pois bem, Dona Neiva, a direção da firma está entre nós três e o fato é inexplicável. O que quer que seja, só pode ter sido feito por um de nós, pois os outros empregados têm pouco acesso a quantias tão vultosas. Somos amigos há muitos anos, e entre nós há muita confiança. Não quero que uma falsa interpretação venha a manchar essa confiança, mas a verdade é que a diferença do dinheiro existe e, se não localizarmos onde está o engano, correremos o perigo de uma falência. Por isso decidimos vir juntos consultá-la. A senhora é quem vai nos dizer o que está acontecendo. Se um de nós está sendo desonesto, a senhora vai nos dizer quem é.

        Do meu setor de trabalho eu vira os três homens se aproximando de Neiva, e tivera minha atenção despertada por eles, por conhecer um deles, que freqüentava o Templo.

        Naquele dia, o trabalho terminou um pouco mais cedo que de costume e, no caminho de casa, a Clarividente me descreveu a cena acima. Mais tarde, ela me contou o resto da consulta:

        Comecei a grifar seus nomes: Júlio, o engenheiro, sócio principal da firma, 48 anos; Jairo, o contador, 27 anos; e João, o administrador, 31 anos.

        Jairo, o contador, olhava-me intensamente, e tinha um ar de incredulidade, como se me desafiasse a dizer a verdade. Os outros estavam visivelmente constrangidos.

        De pronto afastei João de qualquer suspeita, pois conhecia seu quadro de uma consulta que me fizera dias antes. Como um raio, a culpa do contador se fez presente na minha clarividência, e sua atitude confirmava isso.

        A fim de ganhar tempo e ouvir Mãe Etelvina, a profetiza que me assiste nas consultas, comecei a grifar lentamente cada um dos nomes, como é meu hábito.

        Ali estava eu diante de um fato consumado, de um ladrão e suas vítimas! Meu primeiro impulso foi o de dizer claramente o que estava acontecendo. Bastava responder à pergunta do engenheiro ou à insolência do ladrão, e pronto... Por fim, Mãe Etelvina veio tirar-me da situação incômoda, pois já começava a ter raiva do contador desonesto.

        - Minha filha, – disse ela – diga-lhes que você prefere das as respostas depois de ver o quadro de cada um, separadamente, de consultar um de cada vez. Diga-lhes que você não tem capacidade de adivinhar quem roubou, mas que você pode ajudá-los olhando o quadro de cada um deles.

        Um pouco decepcionados, eles concordaram, e pedi ao contador que fosse o primeiro. Os outros se levantaram e foram se sentar no banco. Vi-me, então, frente a frente com o culpado. No mesmo instante, Mãe Etelvina começou a desenrolar o quadro pretérito dos três.

        Numa pequena província, de uma era remota, o atual engenheiro era um industrial próspero e pai de três filhas. O atual contador, o homem que esperava, impaciente, o meu pronunciamento, era um funcionário burocrático do industrial, e desposara a filha mais velha dele.

        A cena se desenrolava rapidamente diante de meus olhos.

        Outro quadro, e vejo o genro e empregado tornar-se amante da filha caçula. Outra cena, e o vejo esbanjando o dinheiro da mulher no jogo e, por fim, o desencarne repentino dele numa mesa de jogo.

        Depois dessa triste cena, vi o industrial, homem bom e paciente, recuperando as duas filhas com o auxílio de um amigo de ambos, o atual João. Por fim, os tempos terminaram, e vejo os três homens se encontrando no plano astral.

        A reação do industrial foi terrível, no seu encontro com o ex-genro terreno, mas este era um espírito estacionado e sua reação foi pouco diferente da sua atitude quando na Terra. O amigo comum, como sempre, procurava, junto aos Mentores, uma forma de conciliar aqueles destinos tão antagônicos.

        Os Mentores resolveram, então, recartilhar o programa do genro desonesto, e todos se prepararam para nova encarnação. Aqui chegados, todos se encontraram na presente situação. Para completar o quadro, o atual contador tornara-se amante da irmã do engenheiro, que, na encarnação anterior, fora sua filha caçula e amante do cunhado.

        Como um raio, passou pela minha cabeça a culpa do contador, e que bastava uma palavra minha para denunciá-lo. Procurei entender a razão de tudo aquilo. Mãe Etelvina veio em meu socorro.

        Pelo recartilhamento, o genro desonesto pedira a Deus para voltar junto ao industrial e sua filha, para reparar seu erro. Para isso, escolhera a prova terrível de ser ladrão e condenado. Essa era a razão porque me desafiava. Inconscientemente, queria ser denunciado, acusado e condenado! Ali estava eu, meu Deus, como uma espada da Justiça!

        O quadro era claro e insofismável. Para que aquele espírito considerasse o seu erro reparado, era preciso ser descoberto e condenado pelo engenheiro e pelo desprezo da sua atual amante, com o sofrimento que isso iria trazer a ela.

        Meu desejo era o de poder sumir dali e não ser obrigada a dizer coisa alguma, como tantas vezes acontece nessas consultas. Olhei para o homem à minha frente, e disse:

        - O senhor sabe que eu sei, não é verdade?

        Ele empalideceu e baixou a cabeça; nem sequer tentou negar.

        - Pois bem, – continuei – o senhor sabe, também, que sou obrigada a denunciá-lo aos seus companheiros. Caso contrário, passarei a ser sua cúmplice. O senhor foi quem deu o desfalque, não foi?

        - Sim, – disse ele – não sei onde estava com a cabeça quando fiz isso!...

        Meu coração doía, mas o olhar de Mãe Etelvina me obrigava a manter a atitude firme.

        - O senhor ainda está com esse dinheiro, não está?

        - Sim, gastei apenas sete mil cruzeiros.

        - Pois bem,, vou lhe fazer uma proposta: o senhor devolve esse dinheiro até amanhã, e eu farei tudo para ajudá-lo.

        - A senhora fará isso por mim? – perguntou, e seus olhos se encheram de lágrimas.

        - Sim, pode deixar por minha conta. Mande entrar o outro!

        O engenheiro Júlio olhou-me, apreensivo. Percebi, no seu pensamento, que considerava o contador culpado, e tinha quase certeza de que eu iria dizer-lhe a terrível verdade.

        Olhei para Mãe Etelvina, e seus olhos me fitaram firmes.

        - Então, Dona Neiva, já descobriu o autor do roubo?

        - Não, – disse eu – não vejo roubo na sua firma. O que vejo é um enorme engano bancário, um assunto complicado de cheques e um erro na escrituração. Só isso que vejo! Se o senhor confiar em mim, esse dinheiro irá aparecer e o senhor irá sossegar. Prometo, ainda, fazer um trabalho para sua firma, e o senhor irá pagar as dívidas e equilibrar sua situação. Seu contador é um homem bom e é seu amigo. Quanto ao João, nem se discute; conheço o quadro dele e é muito bom. Vá para sua casa tranqüilo, que, em dois dias, tudo estará solucionado. Deixe tudo por minha conta.

Em seguida, chamei o administrador e lhe disse mais ou menos a mesma coisa.

Vida espiritual intensa. Nessa noite levantei uma prece silenciosa em prol desses espíritos em conflito, e pedi a Deus que sempre iluminasse a Clarividente em sua missão espinhosa.

Dias depois, vi de novo os três homens no Templo., conversando animadamente com Neiva. Ela fez um aceno, e me aproximei do grupo.

- Mário, quero que você conheça esses meus amigos. Sugiro que você bata um papinho com o Jairo, aqui, e lhe explique um pouco da nossa Doutrina. Ele está propenso a trabalhar espiritualmente.

Como de hábito, expus da melhor maneira possível o que significava “trabalhar espiritualmente”, e meu atual amigo Jairo hoje é um dos companheiros de luta.

Logo que eles saíram, procurei uma brecha no trabalho e me aproximei de Neiva.
- Como é que foi o resultado da coisa? – perguntei.

- O melhor possível. O contador fez uma complicada manobra bancária e o dinheiro apareceu. Até os sete mil cruzeiros ele arranjou emprestado, e fez a reposição. A firma pagou todos os seus compromissos, e os negócios melhoraram. Ficou tudo azul! E você não sabe da melhor. O contador arrependeu-se tanto do mal que estava causando, que resolveu se casar com a irmã do engenheiro... Está bom?

EXTRAÍDO DO LIVRO “SOB OS OLHOS DA CLARIVIDENTE” – Mário Sassi

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