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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um pouco de História - Parte III

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 - 5 Comments


A chegada dos escravos africanos impulsionou a economia mundial. Era o braço forte a ser explorado na colonização das novas terras descobertas. Tornou-se um hábito normal e aceitável, inclusive pelas religiões, que dominavam o sistema educacional e pregavam que os negros eram uma “sub-raça”, incapazes de evoluir intelectualmente, e deveriam ficar sob a tutela do “branco”, que os redimia na religião salvadora. Até mesmo nos livros escolares daquela época encontramos as referencias que citei.

A escravidão no Brasil durou até 1.888 (por isso no mantra cantamos “na era dos 8" – referindo-se a 1.888). Entre estes escravos, diversos Jaguares e até mesmo Tumuchys e Equitumans reencarnaram.

A lição obtida deste período é extremamente relevante: Não podendo impor e atender os desejos do corpo e da alma (personalidade transitória = alma), o escravo era praticamente obrigado a ceder às exigências de seu espírito. Encontrando em sua individualidade a única liberdade que dispunham. Assim, nasceram as primeiras práticas mediúnicas no Brasil e a “didática dos Pretos Velhos”.

Muitos destes espíritos alcançaram nesta época a redenção do carma, e hoje, continuam sua jornada nos auxiliando para que possam nos receber, nas mesmas condições, ao voltarmos ao Plano Espiritual.

Dentre os grandes líderes de outrora, dois tiveram um papel fundamental em nossa atual jornada no Vale do Amanhecer: Pai João e Pai Zé Pedro de Enoque. Nos 372 anos que durou a escravidão no Brasil, eles foram escravos em duas encarnações.

Na primeira encarnação, Pai Zé Pedro e Pai João eram escravos vindos em um navio negreiro, contavam com aproximadamente 14 anos (os dois tinham quase a mesma idade). Como bons missionários, foram os primeiros a sentir na carne os rigores da dolorosa experiência encarnatória.

Sofreram todas as dores, violências físicas e psicológicas passíveis da escravidão. Diferente do que muitos pensam, eles não eram irmãos e muito menos gêmeos. Ao contrário, viveram inicialmente em fazendas distantes, mas encontrando o contato com a Individualidade, se transportavam e conversavam entre si. Muitas vezes inconscientemente, e outras com a consciência desperta.

Pai Zé Pedro tinha um “senhor” na figura de um homem muito bondoso, que admirava suas palavras de sabedoria. Em determinado tempo, “converteu-se” a fé e sabedoria deste admirável africano, e acabou aceitando comprar um negro indiano (proveniente da Índia) que viera no mesmo navio que Pai Zé Pedro. Este indiano era ninguém mais que Pai João de Enoque. Juntos fisicamente e sob a proteção de seu senhor, podiam fazer na senzala praticamente tudo que sentissem a intuição.

Pai João, um dos antigos imperadores de Roma, mais habituado aos reinados e comandos, era o executivo. Pai Zé Pedro, mais místico, executava a Magia. O sincretismo religioso transformava as entidades espirituais que cultuavam em “santos da Igreja Católica”. Unindo assim as forças da Raiz Africana e Indiana, Olorum e Obatalá, em uma nova raiz, iniciando assim o Terceiro Sétimo.

Ao envelhecer o escravo era considerado inútil para o trabalho, e quando esta fase chegou para nossos amados dirigentes, dedicaram-se a prática dos “encantos e da magia”.

O Imperador, líder de tantos, o poderoso e influente político, os dois, agora reduzidos a forma de escravos, já haviam convivido em outra civilizações onde não se usava a escrita. As ordens eram transmitidas e recebidas pelo som, pelo comando da voz, pelas senhas secretas, pela magia vibratória. Suas memórias estavam treinadas, nesses milhares de anos, pela gravação dos fatos narrados, cantados e expressos pelo som.

Como espíritos veteranos deste planeta e integrantes da missão do Cristo Jesus, Pai João e Pai Zé Pedro eram possuidores da necessária bagagem mediúnica e iniciática que lhes facilitava a tarefa.

Assim, os escravos se comunicavam, davam vazão aos anseios de seus espíritos, pelo gesto, pela dança, pelos cânticos e pelos gemidos...

O instrumento mais simples e mais prático foi o ATABAQUE. Pai João sentava-se num toco e tocava seu atabaque. Seu som cadenciado ia formando os MANTRAS, que se espalhavam misteriosamente nas florestas e nas almas dos homens. Nasciam os cultos afro-brasileiros.

Na próxima semana uma nova Trilogia, dando continuidade e apresentando a chegada das Princesas e a formação da Cachoeira do Jaguar. Também a explicação sobre a diversidade de religiões formadas a partir destes episódios, e o papel de Pai Seta Branca e da Cigana Natasha neste período.

Kazagrande

Este breve relato, se lido em sua individualidade, vai trazer a luz a muitos dos questionamentos internos, explicando parte do caráter de nossa jornada.

Um pouco de História – Parte II

Salve Deus!

Chegarmos a “era moderna do Jaguar”, como seu Mário descrevia. Hititas, jônios e dórios... Macedônia, Esparta e Atenas... Egito e Roma!

A partir destas origens, a Tribo dos Jaguares foi ingressando na Era de Peixes, aguardando o nascimento de Jesus. Muitos encarnaram nesta época para preparar o caminho, para salvaguardar a chegada do Grande Mestre. Também muitos ali se perderam, pois envolvidos pela riqueza e poder que desfrutavam, acabaram por perseguir justamente os que deveriam proteger, pois já estavam sob o juramento da Bandeira de Jesus e sua Lei de Perdão.

A chegada de Jesus inaugurou uma nova fase planetária: a Redenção! Especificamente a redenção cármica através do Sistema Crístico. A grande barreira do etérico da Terra foi rompida, em uma gigantesca operação para o encarne deste Mestre Planetário. Estrelas, Amacês, e todo um deslocamento energético foi realizado, e partir daquele momento nunca mais a Terra foi o mesmo planeta.

Os Jaguares assumiram o compromisso de se preparem para o socorro final, e foram fazendo parte de momentos decisivos da história da Humanidade.

Durante este novo ciclo de “Redenção Crística” os espíritos passaram a poder voltar a sua origem. A colocarem-se a Caminho de Deus, por isso o “Sistema Crístico” também é chamado de “Escola do Caminho”.

Como na escola, espíritos passam por diversas lições, onde o maior conhecimento a ser adquirido (em termos de conhecimento!) é a distinção entre personalidade e individualidade.

Aqui necessitamos de uma pequena pausa para aclarar bem a idéia de personalidade e individualidade:

Personalidade – refere-se a cada uma das encarnações vividas, inclusive a atual. É o conhecimento momentâneo adquirido pelo ser encarnado e que fica disponível em sua mente.

Individualidade – é a soma dos conhecimentos de seu espírito. Suas encarnações como um todo, e mais todo o conhecimento, e instrução, recebido nos planos espirituais no período em que se encontra sem um corpo físico, ou fora do corpo físico.

A personalidade é um “papel a ser representado por um artista” e a individualidade é “o artista”. Um artista pode interpretar diversos personagens em sua vida. Assim também o espírito, vivendo em cada uma de suas encarnações, um novo personagem. A soma do conhecimento de todas as suas atuações é que compõe toda a bagagem do artista.

No Sistema Crístico, o artista é mais importante que o personagem que ele representa.

Seguindo esta linha comparativa de raciocínio, tão brilhantemente traduzida pelo Trino Tumuchy, ainda nos falta questionar: e o público?

Não podemos conceber uma apresentação artística sem o necessário apoio ou rejeição do público.

Em cada “palco da vida” que ingressamos com nossos “personagens”, o artista é considerado bom ou não, de acordo com sua atuação e sua contribuição para a totalidade da obra.

Todos nossos encontros e reencontros estão enredados com nosso “público” ou com artistas em papeis dentro da mesma obra.

Voltando a nossa História...

Grandes líderes políticos e religiosos! Como despertar novamente a individualidade destes espíritos endurecidos pelo poder? Espíritos que já ocuparam personalidades importantes entre os Equitumans, Tumuchys e Jaguares. Na sua maioria, foram líderes também nas ciências, nas artes, nas guerras e na direção dos povos e nações. Isso os tornara orgulhosos e soberbos, e, como conseqüência, eles haviam se endividado muito.

Com a chegada da “Escola do Caminho” e a implantação do Sistema Crístico, teriam que passar pelo crivo da Humildade, da Tolerância e do Amor, como, aliás, todos os espíritos que iriam compor a humanidade desses dois milênios. Mas, para eles, habituados às lideranças, seu papel teria que ser de destaque.

A sábia resposta da espiritualidade veio em conjunto com um novo planejamento, trazer a Raiz Africana para o “Novo Mundo”... Para o Brasil, especificamente!

Os Lusitanos dominavam os mares, nos séculos XV e XVI. Suas naus singravam as águas dos continentes, e iam deixando colônias onde aportavam. Dessas colônias, em países considerados exóticos pelos europeus, iam para a Europa as mercadorias especiais, as chamadas “especiarias”. Com essas mercadorias vieram, também, os escravos.

Sim! A escravidão foi a resposta encontrada para aplacar as personalidades agregadas ao espírito dos Jaguares, e ao mesmo tempo, trazer a Raiz Africana para o Brasil.

Os europeus estavam habituados, desde tempos remotos, com a idéia da escravidão de prisioneiros de guerra ou devedores de dinheiro. A idéia do escravo pela simples escravização existia, nessa época, mais na África e no Oriente.

Dessa forma, muitas de nossas Entidades que hoje apresentam como Pretos Velhos e Pretas Velhas, tiveram sua passagem por este período difícil da História. São espíritos que evoluíram, graças a esta penosa passagem que fez com que despertassem novamente para a individualidade, e conseqüentemente para as suas missões.

Para a História, a escravidão ficou registrada como apenas um episódio, às vezes chamado de “mancha negra da História do Brasil” ou, como resultante dos fatos econômicos da época.

Espiritualmente, a escravidão foi, na realidade, o movimento redentor, a grande prova dos espíritos missionários, dos endividados, dos orgulhosos, pois tinha o mais profundo sentido iniciático: a morte, a eliminação da personalidade, com isso obrigando a emersão da individualidade.

Assim, no palco da vida, o artista pode se sobrepor ao personagem, e determinados escravos lançaram as bases da etapa final da Escola do Caminho, criando raízes na religiosidade brasileira.

Na próxima continuação tomaremos conhecimentos das duas encarnações de Pai João e Pai Zé Pedro nas terras Brasileiras. (Continua...)

Kazagrande


Este breve relato, se lido em sua individualidade, vai trazer a luz a muitos dos questionamentos internos, explicando parte do caráter de nossa jornada.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um pouco de História – Parte I

terça-feira, 29 de novembro de 2011 - 6 Comments


Salve Deus!

No início de minha jornada no Vale do Amanhecer, eu desejava acima de tudo “respostas”! E foi por encontrar estas respostas que pude seguir minha missão e ter certeza de que estava no lugar certo.

Meu espírito questionador não podia aceitar as “verdades bíblicas” e os dogmas da “Igreja Católica”, histórias surreais que soavam como fantasias de um povo derrotado, que havia encontrado na religião, uma forma de controlar as massas mantendo a liderança e união.

No Vale do Amanhecer encontro todas as respostas de uma maneira clara, objetiva e embasada em explicações convincentes, que saciam a necessidade de compreensão das coisas, gritante em meu espírito.

Umas das mais fascinantes histórias, que explica perfeitamente a origem da colonização deste planeta, bem longe do mito de “Adão e Eva”, foi contada pelo Trino Tumuchy, ao qual eu humildemente peço licença para apresentar.

Antes da história oficial, relatada nos livros e pergaminhos, provenientes das mais diversas partes do mundo, contada a partir do “surgimento da escrita” somente há 6.000 anos (considera-se o surgimento da escrita por volta do ano 4.000 a.C.), houve uma outra história...

A história da colonização do Planeta Terra, nunca oficialmente escrita pelos seus habitantes físicos.

De uma maneira bem resumida vamos despertar este conhecimento já obtido por nosso espírito e adormecido em nossa individualidade.

Há cerca de 320 séculos (32.000 anos), uma frota de naves extra-planetárias pousou na Terra, e dela desembarcaram homens e mulheres, duas ou três vezes maiores do que o tamanho médio do homem atual. Sua missão era a de preparar o planeta para futuras civilizações. Para isso, mudaram a topografia e a fauna, trouxeram técnicas de aproveitamento dos metais, além de outras coisas essenciais para aquele período e os que se seguiriam.

Chamavam-se Equitumans, e seu domínio do planeta durou 2.000 anos. Depois disso, o núcleo central desses missionários foi destruído por uma estranha catástrofe, e a região em que viviam se transformou no que hoje se chama Lago Titicaca.

Este início de colonização fazia parte um grande plano celestial para preparar nosso planeta para receber espíritos “a caminho”.

A catástrofe, a que me referi, foi a passagem programada de uma gigantesca nave, chamada de Estrela Candente, pilotada por um espírito que hoje conhecemos por “Seta Branca”. Seta Branca foi um dos Equitumans que iniciaram o plano de colonização deste planeta.

Muitos destes Equitumans decidiram que não retornariam ao Planeta Mãe (Capela) após a missão inicial cumprida, e a tal catástrofe ocorreu para forçar este retorno dentro do planejamento.

Podemos encontrar detalhes preciosos desta época no livro “2.000 – Conjunção de Dois Planos”, elaborado pelo saudoso Trino Tumuchy, com supervisão direta de nossa Mãe Clarividente e de Pai Seta Branca.

Após está primeira etapa, um novo grupo interplanetário veio a Terra. Eram os Tumuchys, que por aqui ficaram durante 5.000 anos, ou seja, entre 25.000 e 30.000 atrás.

Os Tumuchys eram cientistas, e estabeleceram uma avançada tecnologia de captação de energias cósmicas, para a sustentação energética deste planeta. Permitindo, desta forma, a encarnação dos espíritos para o qual o planeta era destinado.

Podemos citar a construção de diversos pontos energéticos que, até hoje, o cientista encarnado não consegue decifrar como foram verdadeiramente estabelecidas. As Pirâmides (no Egito e em outros pontos do Planeta), e diversos outros monumentos gigantescos, impossíveis de estabelecer um pensamento coerente que esclareça sua construção.

O quê mais confunde a história e a ciência, é justamente o fato destes edifícios e construções terem sido utilizadas por civilizações posteriores, que transformaram a ciência, em crendices e religiões. Importante mesmo é ressaltar que a energia armazenada, e a finalidade a que foram destinados, foi cumprida.

Após a vinda dos Tumuchys, durante 10.000 anos (entre 15 e 25 mil anos atrás), um novo grupo veio a Terra: os Jaguares.

Os Jaguares vieram para estabelecer as bases sociais dos povos e nações. Eram os grandes manipuladores destas forças coletivas. Bem mais numerosos que os Equitumans e os Tumuchys, os Jaguares deixaram suas marcas em todos os povos antigos. Por isso é fácil encontrar a figura do felino que os simbolizava em diversos monumentos de variados povos.

Os Jaguares já chegaram com o planeta “pronto”, sua missão era reunir, agrupar e direcionar. E depois foram encarnando entre estes mesmos povos que ajudaram a criar.

Nesse ponto já podemos iniciar o encontro com a História Oficial da Humanidade. Podemos reconhecer diversas das civilizações em que o Jaguar esteve presente e ajudou a formar. Nomes como chineses, caldeus, assírios, persas, hititas, fenícios, dórios, incas, astecas, gregos, etc. já nos são familiares pela História que aprendemos nas escolas.

Muitas persistem até hoje, e nessas raças e povos, através de milhares de anos, esses experimentados espíritos acabavam sempre ocupando posições de mando, e se destacavam como reis, nobres, ditadores, cientistas, artistas e políticos.

Pai Seta Branca, esteve presente em todo este processo, como Equituman, como Tumuchy e como Jaguar.

Este breve relato, se lido em sua individualidade, vai trazer a luz a muitos dos questionamentos internos, explicando parte do caráter de nossa jornada.

Continua...



Kazagrande

(Foto da "Lágrima da Estrela Candente" - o Lago Titicaca)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Atualização na Página de Vídeos

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 - 1 Comment


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Atualizei nossa página de vídeos com quatro novos vídeos, gentilmente editados e cedidos pelo Mestre Vilmondes. São belíssimas edições com imagens primorosamente escolhidas e editadas com o áudio da Prece de Simiromba, Prece Luz, Prece do Apará e Pai Nosso.

Para aqueles que ainda não conhecem a página o link direto é: http://exiliodojaguar.blogspot.com/p/textos.html

Também estão disponíveis neste espaço outros nove vídeos que vão de entrevistas a áudios de cartas de nossa Mãe Mentora.

Um fraterno abraço,
Kazagrande

Para ver e baixar do YouTube no Canal do Mestre Vilmondes:
Prece de Simiromba
Prece Luz
Pai Nosso
Prece do Apará

“Os Dragões”


Recebi por e-mail, do Mestre Walton, Adj. Aranto, o livro “Os Dragões”, uma obra do médium Wanderley Oliveira pelo espírito de Maria Modesto Cravo, ou “Dona Modesta”, como era conhecida.

“Os dragões - o diamante no lodo, continua sendo um diamante”, narra a historia dela e do resgate de vários espíritos chamados “dragões” e de nossas ligações com eles, e suas ações nas historia como a implantação do sistema “olho por olho”, 1ª, 2ª guerra mundial, cruzadas, inquisições, impérios, etc.

Percebemos como eles, mesmo com objetivos nefastos, ajudam a longo prazo (inconscientemente), o cumprimento e a aplicação da Lei Divina.

Mestre Walton

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA HIERARQUIA

segunda-feira, 7 de novembro de 2011 - 3 Comments


Texto do Mestre Lua - Anderson Augusto

Se nos ativermos à questão liberdade, poderemos até nos confundir e acreditar que a hierarquia seja algum tipo de quebra da igualdade. Em verdade, devido à natureza humana de, normalmente, seguir somente aquilo que acredita em atendimentos aos desejos individuais, as instituições para que sejam duráveis ou executem suas funções com o menor nível de falhas, precisam de uma contenção hierárquica, pelo menos enquanto perdurar neste plano terrestre o quantum maior de individualismo.

Nos planos superiores, a hierarquia é naturalmente conduzida pela aproximação das consciências na participação no Todo, ou todos trabalhando para todos, ainda mantendo suas individualidades, mas com objetivos comuns e essencialmente participantes do plano geral de evolução. Deste feito, são como o brilho maior que alcançam, por entregaram-se em doação de vida, algo muito distante à compreensão ao viajante no mundo de provas.

Acima de tudo, hierarquia é responsabilidade. Não são títulos concedidos, como na Idade Média, em que Reis, Condes, Duques, etc, mostravam-se imponentes e portadores da “verdade” diante dos plebeus, divulgando seus nomes acompanhados de suas aquisições, pela prata, pelo ouro e ainda por muitas disputas e intrigas. O ego buscará sempre se alimentar das consagrações, sendo o tentador do Ser, quando se esforçará em apresentar todas as suas “qualidades” ou títulos aos possíveis “aprendizes”. Mas isto é apenas uma ilusão para o espírito, o qual usará o seu livre arbítrio, vibrando na vaidade ou escolhendo a simplicidade das forças.as de Cristo Jesus.


Espíritos de “alta hierarquia” são apenas aqueles que se aproximaram mais de Deus, enxergando-se como fractais que são e portadores das energias transformadoras da igualdade. Já não se deixam levar pelo “bem” ou pelo “mal”, adquiriram um posicionamento distante à compreensão humana, porém, revestem-se da humildade, pois não acreditam mais na inferioridade de formas.

Qualquer agrupamento ou reunião de trabalhadores será melhor direcionada às suas funções quando houver aqueles dispostos a emanarem suas forças em momentos mesmo que boa parte preferirá estar agindo em causa própria. A esses condutores, tantas vezes, sem horários certos de finalização de suas jornadas e até mesmo deixando suas vontades pessoais de lado, são entregues os “títulos” ou consagrações de representantes dos missionários da Nova Era. Buscar tais consagrações apenas para os desfiles diante dos “plebeus” é uma grande porta que se abre para o desequilíbrio, pois a personalidade não consegue sustentar o compromisso da energia que chega para uma causa maior.

Então, qual a obrigação de exercer a hierarquia, após uma consagração? Nenhuma. Cada um é dono do seu trabalho e compromisso. A maior ‘obrigação’ seria entendermos e através da compreensão buscar o respeito dentro de nós àqueles que se dedicam em esforço contínuo as suas árduas tarefas de gerência e organização dos trabalhos de seres, tantas vezes, pouco tolerantes, apressados, desconfiados ou prontos ao combate fútil. Nosso trabalho interior do respeito não deixará qualquer propensão de ignorância espiritual atingir aos irmãos que comandam.

Por isto, a hierarquia, para que os olhos humanos possam ter um norte à pronta recondução de possíveis pensamentos desagregadores e tenham alguém pronto à preparação e alinhamento dos rituais de forças. Isto para quem está de ‘fora’. A quem recebe, conduz, se responsabiliza é algo que somente a própria sintonia pode encontrar voz além do som distinguível pelo corpo físico terreno.

Muitos de nós executaremos melhor nosso trabalho quando percebermos o alto nível de comprometimento daqueles que se propõem a seguirem à frente. Não há presentes e sim merecimento dos que ergueram suas missões acima de propostas diversas de castelos de areia, e agora precisam sublimar, na verdadeira simplicidade do Caminheiro, as suas heranças transcendentais.

Graças a Deus temos a hierarquia, ser o menor ainda é uma oportunidade. Mas sempre, podemos acessar a igualdade, ainda na diferença, pois somos a força que a força já contempla.

Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua

E-mails em dia


Meus irmãos e irmãs, finalmente consegui colocar todos os e-mails em dia, por isso não escrevi tanto no site na última semana.

Logo após o lançamento do livro “O Centurião” houve uma enxurrada de e-mails e justamente neste momento eu mudei de computador. Ocorreu um problema na migração de minhas contas de e-mail e muitas mensagens haviam ficado sem resposta.

Agora creio que está tudo em dia! Caso você tenha escrito e não tenha recebido uma resposta, peço que me perdoe e, por favor, reenvie a mensagem. Eu nunca deixo ninguém sem resposta. Posso demorar às vezes, mas respondo a todos, um por um, com o mesmo carinho e respeito.

Tenho alguns assuntos que foram sugeridos e que aceito com alegria: estão “no forno”, a qualquer momento poderão ver postados aqui.

Obrigado de coração pela presença de vocês nesta pequena jornada! Já somos muitos vibrando em favor do que seja bom e produtivo.

Um fraterno abraço,
Kazagrande


O MSN é teacherprof@hotmail.com – Não recebo e-mails por este endereço e entro muito pouco.

Facebook:
Página do Exílio do Jaguar – https://www.facebook.com/valedoamanhecer


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Comunicação no Angical (Rep. a pedido)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011 - 16 Comments


O Angical é um trabalho da mais alta importância para o corpo mediúnico. Seria bom que pudéssemos participar de todos os Angicais do ano. Particularmente, quando perdia um Angical, por motivo de total força maior, ficava muito chateado.

O Angical é uma oportunidade única de conversar abertamente com uma vítima do passado. Uma das maiores provas que um Doutrinador ou um Apará pode passar.

Inicialmente o Angical era restrito aos reajustes de nossa encarnação coletiva dentro da “Era dos 8”... Mas como o avinhamento do trabalho, e o crescente aumento de médiuns, muitos sem nenhuma ligação com esta passagem, espíritos de outras encarnações passaram a ter a oportunidade de encontrarem-se com seus devedores... conosco!

Passei dias procurando o quê escrever sobre este trabalho sem cair na mesmice das descrições de funcionamento, do ritual e da parte técnica, hoje, porém encontrei o que realmente nos falta.
Como comunicar-se com nossos cobradores!

Primeiramente o Preto Velho ou Preta Velha vai incorporar, dar sua mensagem e passar as primeiras informações sobre o espírito a ser recebido. Suas condições de revolta, de mágoa, sua atual situação... Nem sempre irá descrever a situação específica onde o desajuste ocorreu, pois demanda uma grande sintonia do Apará e uma segurança incontestável do Doutrinador, que normalmente está um pouco receoso sobre o quê vai acontecer.

Ao chegar nosso irmãozinho, damos as boas vindas, agradecemos a oportunidade, fazemos uma doutrina básica sobre o lugar, a missão desenvolvida e nossa atual condição, de espíritos encarnados em busca e a serviço da luz, que daquele momento em diante ele tem a oportunidade de falar. Não havendo uma comunicação imediata, deve-se voltar à doutrina, buscando sempre esclarecer que não somos mais as mesmas pessoas, que temos consciência que muito erramos no passado, e que hoje nossa missão é buscar reparar estes erros, mesmo sem saber exatamente quais são, devido a bênção do esquecimento pela reencarnação; estamos dispostos a encontrar uma forma de reajustar, de oferecer nosso trabalho como forma de auxiliar encontrar um mundo melhor do que aquele que por hora vive.

Normalmente esta segunda colocação, provoca o espírito a falar sobre suas atuais condições, e afirmar que você em parte, ou totalmente, é o culpado pela sua atual condição. Os relatos do irmãozinho têm duas finalidades: Primeiramente lhe fazer sentir culpado, arrojando sobre você a culpa de todas as desgraças pelas quais tenha passado; e segundo a bendita troca de energias. Ao permitir que o espírito fale, ele coloca para fora suas energias pesadas dando espaço a receber toda a emanação de luz e amor, presentes na grandeza do trabalho de Angical. Por isso, durante todo o tempo de conversação, a limpeza de aura não deve ser esquecida, pode ser feita com menos freqüência do que durante a doutrina propriamente dita, porem não pode ser deixada de lado.

Temos que ter a consciência de que nossa missão é encaminhar aquele espírito! Ele é o nosso paciente ali. Não importa o quanto de detalhes ele irá fornecer sobre nossa encarnação passada. Isso é o que menos conta, pois ele sempre dará a sua própria versão, e aproveitará a oportunidade para nos culpar de tudo, esquecendo suas próprias falhas, e o que ele possa ter feito para contribuir com sua atual situação.

O esclarecimento de que, ele pode sim, ir para um lugar melhor, é importante. Deixar claro que a oportunidade chegou, que pelas bênçãos de Deus este reencontro tem a finalidade de proporcionar-lhe uma passagem de reencontro com o perdão.

Não fique pedindo perdão, você não tem a consciência de seus atos passados, mas esclareça que todos temos os nossos erros, e nossos cobradores. Somente semeando o perdão é que podemos pedir perdão aos outros aos quais devemos. Assim, ele poderá compreender que, em algum momento, ele também se encontrará com seus próprios cobradores, e a atitude dele ao perdoar seus devedores também será levada em conta.

Não se trata de convencer o espírito a lhe perdoar. Isso seria uma atitude egoísta. Sua missão é encaminhá-lo é fazer ver que a atual condição dele não é boa, e o etérico não é seu lugar. Ele é um espírito que acima de qualquer coisa ainda tem em seu peito a centelha Crística que brilha, mesmo escondida pela capa de energia pesada que o envolve neste plano ao qual não pertence.
Aos poucos vá mostrando que você hoje é uma pessoa diferente. Que embora ainda assuma que tem muitas falhas, colocou-se a caminho de Deus. Que deseja sinceramente tornar-se uma pessoa melhor e sente que ele também merece esta oportunidade, de ir em busca de uma vida melhor.

Algumas vezes o espírito tem alguma hierarquia no plano em que vive. Esse é um ponto delicado. Pois seu temor de perder as conquistas que teve no etérico, adquiridas normalmente através de muita dor, pode fazer com que ele se recuse a seguir para a luz. Imagine que um general não ira aceitar tornar-se um mero soldado do “outro lado”.

Esta recusa, por parte do espírito, tem uma contra argumentação bastante efetiva: Fale de você! Mostre que sendo você a pessoa que o feriu, que o magoou, que era talvez bem pior do ele, conseguiu voltar-se para Deus. Obteve a oportunidade da reencarnação para esta bendita escola e hoje, ainda encarnado, sente que vale a pena ser um soldado da luz. Agora passo a passo vai conquistando sua hierarquia também na luz. E sem os dramas, dores, perseguições que se passam quando se está no etérico.

Fale que na Luz se pode confiar. Não existe o perigo eminente da traição. Daqueles que hoje ocupam um posto inferior e que esperam ansiosamente uma forma de derrubá-lo. Na Luz a fraternidade é real, a conquista é meritória e o amor é impulsiona a todos! Desperte neste irmão a vontade de viver de uma forma diferente. Sem a tensão do dia a dia que enfrenta.

Durante este tempo todo de conversação, permita ao irmãozinho ir falando, argumentando, nunca se revolte ou coloque qualquer sentimento negativo. Assuma os erros, independente de serem reais ou engrandecidos por ele. Sinceramente você não faria tudo de novo, porque acredita no caminho que agora trilha e lhe faz uma pessoa melhor. Continue limpando sua aura e tendo em mente seu objetivo principal de amar incondicionalmente aquele que lhe foi enviado!

Este amor, ao conversar, ao doutrinar, ao limpar a aura, ao falar com segurança é o ultimo a ser abordado. É a Chave de Ouro para encerrar o trabalho! Afinal, todos desejam ser amados. Encontrar seu grande amor perdido em alguma das estradas de nossas muitas vidas. Falar de deste amor, da necessidade de poder confiar, da paz!!! Sim, isto realmente comove o espírito. Pois são sentimentos que ele não desfruta e sente seu coração clamar por eles. Desperte nele a vontade de ir em busca deste tempo perdido! De voltar a amar! A confiar e redescobrir o sentimento de paz, de verdadeira paz que há tanto tempo não sente.

Explique que ele tem o livre arbítrio. Que não é obrigado a nada que não queira, desta forma ele deve dar a si mesmo a oportunidade, de ao menos ir conhecer o outro lado. Que se ele não gostar... Que volte para onde está! Mas que ao menos vá conhecer o quê deixou para trás.

Ao sentir a aceitação, ao sentir que despertou neste irmão sua vontade de reparar o tempo perdido, coloque toda sua emoção, todo seu amor e finalize a doutrina pedindo por ele! Deseje boa sorte, e que Deus Pai Todo Poderoso ainda permita um dia se abraçarem nos Planos Espirituais.

... Oh! Obatalá...

Muitas vezes, ainda no meio da conversação, nosso irmãozinho pode recusar-se a continuar ouvindo, e o Preto Velho voltar. O mentor responsável por este trabalho irá lhe auxiliar a como conduzir o restante da conversação, orientando e explicando o quê ainda falta ser dito, ou mesmo corrigindo algum relato feito na versão do irmãozinho. Isso para tranqüilizar e trazer a segurança na conclusão do trabalho.

Então trará de volta nosso irmão para a conclusão.

Também para o encerramento, a Entidade vem trazer sua bênção e recomendação final.

Meus irmãos. Queria descrever a parte técnica deste trabalho, mas achei que todos já devem ter lido e relido as Cartas de Tia Neiva sobre o Angical, já devem ter escutado muitas observações sobre como começar e encerrar, e também já decorado toda a ritualística. Logo me restava falar sobre a comunicação com nosso irmãozinho. Este é o verdadeiro objetivo! Vejam que nossas oportunidades para isso são poucas. Além do Angical, apenas excepcionalmente em alguns trabalhos de julgamento, e nos Tronos Milenares, é que podemos ter esta grandiosa oportunidade.

A restrição das comunicações com espíritos chamados sofredores, é justamente em virtude da necessidade de grande preparação para este evento. Somente 12 trabalhos por ano! Enquanto não se sentir devidamente preparado para doutrinar, ou receber um espírito, que poderá apresentar as mais diversas argumentações, e até mesmo desestruturá-lo com seus relatos, você pode continuar na Mesa do Angical. Lá passam os mesmos espíritos, só que já preparados pela espiritualidade, pelos seus mentores, para receber a doutrina daquela forma específica.

Para formar um par no Angical deve-se ter a consciência da responsabilidade que é esta comunicação. A oportunidade única de dialogar e colocar em prova toda sua experiência doutrinaria!

Um trabalho essencial para os que desejam evoluir dentro da doutrina, compreendendo as próprias falhas sem deixar baquear-se por elas.

Kazagrande

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