TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

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MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A MARCA DA IDOLATRIA II: FALSOS PROFETAS

    
   Por - Anderson Augusto - Mestre Lua
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” 2 Pedro 2:1

Em toda mudança de ciclo terreno as personalidades que buscam para si a glória de feitos do próprio Deus vêem uma grande oportunidade de fortalecerem seus egos transitórios, e através de suas opulências em tentarem impor verdades, acabam por, sutilmente, ir aos poucos perdendo a pele de cordeiro, a qual nunca foi de sua propriedade espiritual.

O falso profeta esquece-se dos ensinamentos do Amado Mestre Jesus e raramente tem a consciência de mencioná-lo, pois justamente, para si, não encontra exemplo nas passagens do Caminheiro; apenas ocupa-se em elevar-se em altares de auto-reconhecimento onde seus seguidores andarão quase que ajoelhados ao seu lado, esperando sempre algo receber, ofertando sobretudo a bajulação em defesa irascível deste que poderá atender seus desejos terrenos.

Os verdadeiros profetas sempre foram os que tinham consciência de sua pequenez humana, sabedores do verdadeiro reino ao qual pertenciam, onde a conquista material não se fazia mister de vitória e nem o acúmulo de multidões em adoração às suas atitudes tornava-os maiores. Sempre procuraram despertar o Deus existente no íntimo de cada ser, não necessitando estarem alardeando suas glórias humanas aos quatro cantos, pois do seu trabalho incessante recebiam a própria energia da consagração do pão e do vinho de Cristo Jesus!

Os maiores profetas saíram de suas casas nos momentos oportunos, não buscavam a glória, mas foram responsáveis pela divulgação da Nova Jerusalém, souberam bem ilustrar a falibilidade da Velha Estrada e avisaram aos incautos a necessidade de acordarem sua natureza espiritual. Não prometiam riqueza e nem fortuna, muito menos a elevação de uns sobre os outros, até ao contrário, em acontecimento ocorrido quando o Profeta Daniel previa a queda do rei Nabucodonosor, o qual acabou por convencer-se da existência de algo superior a ele.

Os olhos atentos para o exterior, para a busca incessante de mudanças que o levem a vitória material em detrimento da postura elevada de sua moralidade, na qual carrega consigo almas ainda de primitiva consciência crística, certamente são características dos falsos profetas.

Aquele que alimentar um futuro de glórias e prazeres para quem não sentiu a fome do autoconhecimento estará furtivamente prendendo-se nas amarras de suas falhas. A verdadeira promessa do Mestre é para aqueles que carregam a própria cruz, pois sabe que do esforço próprio farão seus plantios nos campos elísios da paz absoluta, esta a real felicidade.

Não há profecia que concerte uma vida sem rumo, há sim, a vontade de presenciar a chegada dos raios do sol. Esta vontade até poderá ser despertada por alguma profecia, mas quando dela alguém procurar ter ganho individual, receberá toda a sua paga que refletirá no movimento energético do Ser, este que se fará presente nos futuros lares em que o seu padrão vibratório o conduzir.

Ainda assim, as piores profecias são as produzidas por animismo, pois estarão, além de acorrentando almas em sofrimento, criando possibilidades de culpas internas que perseguirão seus criadores. Para evitar este tipo de profecia, é indicado ao médium de incorporação ater-se ao agora, pois só podemos presenciar e realmente vivenciar o que no momento é perceptível. O futuro, definitivamente, não existe, pois ainda não chegou; mesmo que existisse, somente é possível que seja no agora, já que é onde encontra seu real vislumbramento.

Não esperemos um dia específico para nos encontrarmos na diretriz Crística, nela residem todos os exemplos e encorajamentos do Amado Mestre Jesus. O ego, diabo de cada um, tentará ser dono de tudo que possa entender, se apegará e tentará renovar-se como presciente do que não conhece; então, sejamos, desde já, a semente que no mais árido terreno brota e nas águas límpidas do saber se banham, florescendo na justa paz que possamos enviar ao próximo. Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua

Novo Templo em Portugal


O Adjunto Eganor e o Adjunto Abazo, meus particulares amigos e irmãos de jornada, comunicam que dia no próximo sábado, dia 02 de Abril de 2011, terá lugar na Vila de Ribeirão, cidade de V. Nova de Famalicão, a inauguração do novo Templo do Vale do Amanhecer.

Os trabalhos terão inicio às quinze (15) horas.

A este valente povo de Portugal dedicarei um artigo, na data de Inauguração, com todo o carinho que seja possível retribuir face à amizade e respeito que demonstram a este Jaguar Exilado.

Kazagrande

domingo, 27 de março de 2011

LIBERTANDO NOSSO RÉU


Anderson Augusto - Mestre Lua

Somos conhecedores da imortalidade do espírito e da transitoriedade da alma, mas por vezes acreditamos nas percepções equivocadas e verdades condicionadas de nossas personalidades.

A natureza humana, animal em sua essência, por diversas vezes transtorna-se ao visualizar um outro alguém em algum local que nossa falsa divisão de posse territorial física ou moral permeia por entre nossa consciência.

O valor do contraditório é de uma grandiosidade para o espírito, que dificilmente conseguiríamos supor através de nossa intelectualidade terrena. Assim, o “outro” que às vezes adentra-se em um ambiente, onde teoricamente, somos os “mestres”, vem sim, trazer-nos a oportunidade do amor incondicional.

Porém, muitas vezes, a rapidez do padrão humano de sectarismo é a ciência que move o ego em desafio aos princípios Crísticos, e aquele irmão que teve a simples oportunidade de estar em um cenário do qual fazemos parte, acaba por ser intimamente julgado por nós.

Mas, a prova da incapacidade do amor incondicional se delineia na mesma razão de sentidos a que surgiu o julgamento imperfeito. E este ser, parte do Todo, carregando consigo a simplicidade de até querer doar-se em fraternal auxílio, acaba por descortinar a força desequilibrada gerada pelo julgamento de seu próximo.

Se formos a origem deste julgamento, o que há em nós em semelhança ao que há em toda criatura viva, acaba por adquirir um sentimento de culpa tão interiorizado que provocada arranhões na própria alma, atraindo por sua vez, forças esparsas para uma aura em desalinho.

Quando o Divino e Amado Mestre Jesus pediu para que evitássemos o julgamento, bem sabia de sua conseqüência nefasta para o progresso do espírito em busca de si mesmo.

Enumeremos com gratidão os que passam por nós, pois trazidos como sementes que se espalham pelo vento, terão a oportunidade de crescerem em solo fértil de compreensão, ou poderão bater e sentir as dores do obstáculo da desconfiança, em firmeza de pedra.

As terras de Capela para cá não podemos transmutar, mais além do infinito estarão o que entendem sua dor, sem frutificá-las em imposição aos demais deste Orbe em transição, mas recebendo-as com a fé de um pássaro que não se preocupa com o alimento do amanhã.

O respirar é uma oportunidade concedida aos que saberiam o valor da transpiração, e não há força contrária que destrone a verdade do Ser.

Estas terras já foram de desafios impensáveis, e agora é o agora a melhor tônica das paisagens. Mágoas, ressentimentos e vinganças não são alternativas na proposta de criação do Novo Mundo, este que os novos Equitumans vieram à serviço do Oleiro de Deus.

O julgador sempre será réu de suas próprias conclusões. Deixemos que a vida transcorra entre nossas idéias, pois assim como a água, ela não observa construção exterior que possa alterar sua composição básica.  Novos tempos, novas virtudes, o mesmo evangelho de Cristo Jesus! Salve Deus!

Nada seremos que o nosso padrão vibratório não nos faça merecedores. Se quiseres saber por quem as luzes do Amanhecer acendem? Sim, elas acendem por ti.

Anderson Augusto - Mestre Lua

terça-feira, 22 de março de 2011

Carta a uma Ninfa no Desenvolvimento


Tudo tem seu tempo! Você sente suas Entidades, emociona-se com a presença Divina, mas ainda lhe falta um pequeno detalhe: Segurança!

Somente isso!

Para chegar a este necessário fator, que abrirá definitivamente sua mediunidade, vai precisar seguir alguns simples passos.

Primeiramente desprenda-se de seu passado! Ele já passou, nada vai mudar se você se mantiver presa às amarras do que possa considerar erro. Afinal, erro é somente o que pesa em nossa consciência. Liberte-se de uma vez e tire de sua cabeça os pensamentos que “lhe assopram” dizendo que você “não seria digna de tal grandeza”, de ser um receptáculo de um espírito de Luz.

Nenhum de nós na verdade é totalmente digno! Todos temos nossas falhas, nossas faltas, mas nosso compromisso é semearmos o bem! Viemos com a mediunidade programada em nossa encarnação justamente para superarmos o passado, desta e de todas as outras encarnações.

Muitos dos primeiros médiuns que acompanharam Tia Neiva era pessoas totalmente desregradas e que na Doutrina encontraram a fortaleza da mudança que precisaram. Liberte-se do passado e lembre que quando estiver de uniforme não será mais você, espírito encarnado, mas sim a sua Individualidade! Um espírito com dezenas de outras encarnações e passagens por este plano. Veterana de grandes experiências e hábil para despertar o seu transcendente e semear o bem.

Jamais uma Entidade de Luz dirá que você deve “mudar a fita”! Salve Deus! Este é um dos primeiros sinais que existe um animismo ou mistificação. Nossos Pretos Velhos e Pretas Velhas se manifestam dando conselhos sem jamais interferir na jornada de cada um. Nunca dão uma decisão, ou se colocam como donos da verdade. Não dê ouvido a isso!

Voltando a sua necessidade de segurança... Veja bem, nossa incorporação é consciente. Você não vai simplesmente “apagar” e deixar a Entidade tomar conta de seu corpo. O que se passará, na verdade é uma projeção que no momento da incorporação será totalmente consciente. Você sentirá o desejo de mover seus braços e mãos, mas se não der o primeiro passo, isso não acontecerá.

Sentirá repetir-se em seus ouvidos a frase “Louvado seja Nossos Senhor Jesus Cristo”, mas se não der o primeiro passo para falar, nenhuma palavra sairá forçosamente de sua boca.

É preciso que você dê o primeiro passo! Que fale, que mova os braços e as mãos! É você que irá dar o primeiro passo! Depois de liberada esta “permissão” para Entidade, tudo irá se passando com mais naturalidade. Acontece de uma forma como se só você estive no “comando”, mas depois da incorporação irá perceber que “misteriosamente” as lembranças desaparecem... Se desvanecem, é o termo correto.

Nunca irá passar de você “apagar” e descobrir o quê passou quando forem lhe contar (isso é papo de gente vaidosa)! Você estará consciente de todas as palavras que disser, de todos os movimentos, de tudo que ouvir, tanto do paciente, quanto do seu Doutrinador. O processo é ao inverso, a inconsciência vem DEPOIS da incorporação! Vai se apagando tudo e só fica em sua mente o quê foi deixado para seu proveito.

Kazagrande

segunda-feira, 21 de março de 2011

Roteiro de Trabalho – 01 – A Mediunização


Quando ingressamos no Templo para trabalhar espiritualmente devemos abandonar nossa personalidade e mergulhar na Individualidade.   Mas como fazer isso?

Através da Mediunização!

Ao entrar no Templo, o ideal é que dediquemos alguns instantes para esta finalidade. Busquemos o Castelo do Silencio, ou nos sentemos diante da imagem do Pai, quando não há o Castelo no Templo. Ali vamos nos encontrar com nosso “verdadeiro eu”!

O processo pode parecer simples, mas infelizmente grande parte dos médiuns se esquece da fundamental importância destes gestos e começa logo a trabalhar sem estar devidamente preparado.

Nossa obrigação é chegar antes! Ter um tempinho de solidão, com os olhos fechados e em silêncio. Olhos fechados porque assim nos desligamos das imagens que nos dispersam a concentração. Sem a vista do físico fica mais fácil mentalizar seu Mentor, Preto Velho ou Princesa, e buscar a grandeza deste encontro. É hora de sua prece interior, de entrar em contato com a sua verdade! De pedir o auxílio necessário para execução do trabalho que se propõe a fazer, da caridade que pretende realizar.

Neste momento não há mais amigos, conhecidos ou desafetos. Você é seu espírito! Dispõe de suas heranças e de toda a experiência transcendental acumulada. Sentir-se-á mais forte, “mais alto”, e não olhará mais nada e nem ninguém com os mesmo olhos. Esta transformação é que determina sua real mediunização. Deixou de existir o homem, a mulher, passou a existir o Médium!

Além de mentalizar seu Mentor, de direcionar seus pensamentos somente para a realização da caridade, de fechar os olhos para o físico, você pode (atrevo-me a dizer que “deve”) colocar sua mão de força com os dedos pressionando levemente sua fronte, exatamente nos pontos onde pulsam as veias. Este movimento auxilia o processo físico, mas não deve ser realizado por mais de um minuto, pois pode provocar pequenas vertigens.

A Mediunização, como podemos observar, é o Ritual de encontro com o Espírito.

Somente após se Mediunizar é que vamos para a fila da Preparação para imantrar e aguardar a abertura, ou nos dirigirmos para o trabalho objetivado.

Kazagrande

sexta-feira, 18 de março de 2011

CARMAS COLETIVOS



Recentemente vi no noticiário um senhor japonês, que com um cartaz com a foto de sua esposa dependurado no pescoço, a procurava por entre os escombros na cidade de Otsuchi, após o terremoto que destruiu parte da zona litorânea japonesa.

Confesso que a imagem me trouxe uma grande vontade de chorar, e chorar em lágrimas das que não são transparentes, destas que molham a alma e desprende as razões do mero pensamento moral.

Tão logo este sentimento fez-se presente, o conhecimento da emanação de Deus Pai Todo Poderoso em todas as coisas confortou a minha alma, e assim pude enviar a este senhor uma vibração de paz e apoio, já que ao sofrer a perda de um ente querido, nada além do consolo amigo poderia lhe ofertar.

Ainda não vivemos em um planeta de luz, muita expiação será trazida, e somente a confiança e entrega aos ensinamentos do Mestre Jesus poderá fortificar-nos diante do caos e das alterações geológicas que ocorrem neste pequeno ponto do espaço infinito do Criador.

Os espinhos, que em outras eras, machucaram nossos pés, trouxeram a beleza de nossa coragem a brilhar em caminhos estreitos. Sabíamos dos desafios e não nos deixamos intimidar, empunhando a primeira espada contra nosso personagem, nosso ego.

A todos será dada a oportunidade de resgatar aquilo que um dia deixaram pelos caminhos de amarga solidão. O Jaguar não consegue mais deixar nenhum irmão para trás, pois sente em sua vibração a essência da virtude do verdadeiro Pai.

As populações que se encontram em regiões que são e serão atingidas pelos movimentos firmes da natureza, lá estão não por um acaso, e sim pela oportunidade de cura espiritual; pois já confrontaram suas verdades, em transcedentes esquecidos, e escolheram a melhor maneira de encontrarem dentro de si, algo além da dominação e das vitórias em guerras sangrentas.

Somos o bem que chega através de muitos raios, a vida que amanhece rejuvenescida pelo Sol, a força que desponta no pela Lua.

Somos também participantes de um carma coletivo, onde mãos humildes podem muito fazer. Mãos fortes que podem erguer milhares de irmãos, e fazê-los acreditar que nenhuma tragédia pode destruir o Templo que há em cada um, pois a matéria, o transitório, são só como cadernos, que servem ao aprendizado, e depois são substituídos por aqueles que um dia também ensinarão. Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua 

terça-feira, 15 de março de 2011

Caiu a Carapuça?


Neste Blog, diferente do que muitos possam pensar, falo apenas de coisas simples de nossa Doutrina. De valores, diretrizes, de fundamentos e princípios deixados pela nossa Mãe Clarividente.

Não sei se tenho coragem... Considero apenas a inspiração para escrever sobre temas tantas vezes esquecidos, ou mesmos encobertos pelas conveniências.

Tenho consciência de que abordar temas como a “Fábrica de Médiuns”, “Cruzamento de Correntes”, “Incorporações e Vidências”, “Política”, “Troca de Adjuntos e Falanges”, podem incomodar os que desejam cegar àqueles que buscam a essência da Doutrina e a pureza com que foi concebida por Tia Neiva.

Hoje mesmo, soube de um Adjunto que após o “Fábrica de Médiuns” proibiu que copiassem os textos do “Exílio do Jaguar”... Proibiu??? Bem, quem sou eu para julgar, deve ter aprendido assim, mas será responsável por ensinar assim.
Não me preocupo! Cumpro diariamente minha pequena jornada e surpreendo-me a cada dia com o aumento dos emails, das visitas, dos downloads e da grande carência de informações que assola a maioria dos médiuns.

Escrever sobre coisas básicas, do “Sal e Perfume” ao comportamento na Prisão e Angical, rejuvenesce o coração deste Exilado e me conduzem de volta ao convívio com vocês, meus amados irmãos e irmãs.

Temos muito ainda a “falar”, fico perplexo com a quantidade de sugestões e verdadeiramente vivo a cada uma delas, quando um novo texto surge. Registro categoricamente que ao receber uma sugestão imediatamente coloco na “fila de espera” e inicio uma pesquisa em nossos acervos, livros, áudios, até que chegue a abençoada inspiração para escrever.

O carinho recebido a cada novo texto me faz viver!

Existem assuntos que parecem esquecidos, mas que um dia já fizeram parte do cotidiano de nossa Doutrina: detalhes Ritualísticos da Estrela Candente; origens da Cruz do Caminho; revivendo nossas heranças no Turigano; o magnífico Ritual de uma Estrela Sublimação; trabalhos que contam com um apoio direto não só da Espiritualidade, mas também de nossos irmãos de Capela. As Amacês capelinas e a verdade sobre a condição física de nosso planeta de origem ficam relegadas ao medo do ridículo, sendo que seu Mário (Trino Tumuchy) e Tia Neiva, falavam abertamente sobre estes assuntos hoje tidos como “polêmicos”. Esquecemos que o Mestre Jhonson Plata está entre nós encarnado, cumprindo silenciosamente a sua missão e tudo isso nos foi dito, escrito, gravado...

Sim! Há muito mais para desvendarmos e nada é verdadeiramente polêmico! Deve ser visto sob o manto do que seja bom e produtivo em favor de nosso conhecimento, do descortinar de nossa visão pela Individualidade!

Aos que temem pelas suas lideranças, peço que compreendam que sou apenas um Jaguar comum, escrevendo sobre o que deveria ser totalmente comum a todos nossos irmãos. Nada aspiro, ainda tenho alguns anos neste exílio e espero ser merecedor de tudo que tenho recebido tão distante de vocês.

Não sou nenhum “sabe tudo” e nem tenho as “chaves de nenhum templo”, apenas compartilho o quê demorei para aprender a viver e ver, e ainda confesso que aprendo, ou “desperto”, mais a cada dia que me é permitido escrever de novo!

Aos que se incomodam... Só me resta repetir a frase de Tia: “Caiu a carapuça?”

Kazagrande

segunda-feira, 14 de março de 2011

Orações de outras religiões


Podemos fazer preces de outras religiões? Podemos estudar o Evangelho em casa? São perguntas de uma nossa irmã...

As orações que aprendemos desde nossa tenra idade jamais apresentam qualquer contra-indicação! É claro que devemos meditar sobre suas palavras e ver até que ponto nossos pensamentos reais condizem com o quê estamos proferindo. Sendo verdadeira a nossa oração, não há o quê temer. Na verdade, a melhor oração é aquela que vem do seu coração, com espontaneidade e dentro da sua realidade vivida.

Os modelos prontos servem de base para nossa inspiração. Nada impede que modifiquemos estas formas acrescentando o quê nos deixa mais a vontade, como foi feito com o “nosso” Pai Nosso (no dito “original” não havia, por exemplo, “os círculos espirituais”).

Crie suas próprias orações, com sentimento, com vibração, com a emoção necessária para fazer seu espírito vibrar e sentir a Presença Divina.

Lembro que, ainda criança, gostava do “Creio em Deus Pai...”, mas mesmo sem ainda ter consciência, “cortava” o “creio na ressurreição dos mortos” e colocava “reencarnação”. Fazia isso ainda sem saber o porquê. Gostava da oração, queria repeti-la, mas não concordava com aquela parte, creio algo já me alertava espiritualmente.

O Terço é uma belíssima oração! Uma verdadeira meditação se realizada sem envolver-se com a descrição das dores, pois vemos Jesus como o “Divino Mestre”, temos a imagem do Jesus Caminheiro e não do Cristo ensangüentado e crucificado. Pai João carregava seu Terço e este símbolo continua até hoje sobre os Tronos. Não considero que seja um cruzamento de correntes, pois para haver um cruzamento, teríamos que estar ligados em outra sintonia em um outro Ritual diferente de nossas Leis. Porém, não aconselharia a fazer, pois temos em nossas mãos um grandioso acervo de luz, orações e preces que pode ser aproveitado sem que nos preocupemos.

Procure aprender a Prece da Alta Magia, a Prece Cigana, a Prece de Sabá, Prece Luz, Prece do Equilíbrio, e verá que irá se encontrar muito mais com os termos que usamos no dia a dia de nossos trabalhos espirituais.

Estudo do Evangelho em casa

O Estudo do Evangelho é uma bênção! Faça sim, sempre que tiver oportunidade. Porém recomendo que use os produtivos textos do “Evangelho segundo o Espiritismo”, que usa uma interpretação e comentários mais próximos de nossa realidade. Temos também o “Evangelho do Jaguar” com uma visão doutrinária de algumas passagens do Evangelho.

Kazagrande

Obs.: Este texto é parte de uma resposta enviada por email a uma irmã nossa que questionava sobre preces e estudo do Evangelho no lar.

domingo, 13 de março de 2011

EMAILS ATRASADOS


Salve Deus!

Estes dias acumulei alguns emails para responder e por isso venho contar com a paciência de vocês. A consciência não me deixaria em paz se não me explicasse publicamente.

Recebi diversos emails com temas bastante delicados e também alguns comentários que não publiquei por que realmente são inspiradores para novos textos.

Agradeço de coração a todo este apoio e auxílio na construção deste nosso espaço. As perguntas, as sugestões, os emails e comentários, jamais são esquecidos. Alguns precisam de mais tempo para serem “amadurecidos” e transformados em um texto acessível a todos.

Todos serão sempre respondidos com o mesmo carinho e respeito, que tenho demonstrado, só peço que não esperem uma resposta imediata, estas só posso prometer quando a intuição bate de imediato.

Fico sem palavras para agradecer tanto amor e boas vibrações colhidas por este trabalho que não me pertence, do qual sou apenas um instrumento. Afinal tenho consciência de que sem nossos Mentores, tudo aqui postado seriam apenas palavras repetidas sem a emanação para chegar ao coração de tantos irmãos.

Mais umas duas semanas e o trabalho material volta a normalidade, e poderei manter a caixa de emails em dia como sempre!

Um fraterno abraço e obrigado pela compreensão,

Kazagrande

Homossexualidade – Uma visão Doutrinária


“Meus filhos, o pior desajuste é o julgamento”! Tia Neiva

Escrever sobre este tema é bastante delicado, pois ainda envolve muitos preconceitos e desinformação. Iniciemos então falando de dois fatores que podem conduzir a homossexualidade:

1º - Predisposição Espiritual – Onde o espírito já vem fadado, por suas dívidas cármicas, a enfrentar a homossexualidade.

2º - Predisposição Ambiental – Onde o ser encarnado, sem uma natural inclinação é envolvido pelo meio que vive (amizades, timidez, rebeldia, rejeições, traumas, etc) e desenvolve a tendência em forma de resposta.

Na Predisposição Espiritual, homens e mulheres nascem homossexuais com a destinação específica do melhoramento espiritual, jamais sob o impulso do mal. Estão em claro reajuste de suas faltas passadas e necessitam de esclarecimento e muita compreensão. Não são passíveis de duras críticas e preconceitos, precisam de esclarecimento sobre a situação em que vivem, de claríssima origem cármica.

O homossexual sempre passa por grandes provações, desde o seio familiar, até sua convivência na sociedade. Temos que ser verdadeiros nesta hora e admitir que, muito embora muitos possam aparentar estar “resolvidos”, sofreram e sofrem com a condição. Ficam a margem de uma sociedade que não compreende e invariavelmente discrimina sem apresentar os necessários esclarecimentos e encaminhamento para a situação.

No lar, não adiantam brigas entre os pais e muito menos acusações recíprocas. Violência ou ameaças contra os filhos portadores da homossexualidade, geralmente agravarão a convivência, tornando-a insuportável.

O confronto entre os costumes sociais e as exigências da libido já expõe o homossexual a um penoso combate, pelo que precisa ser ajudado. Dificilmente, sem ajuda externa, ele se livrará dos perigosos caminhos do abandono do lar, da promiscuidade, dos tóxicos, da violência e até mesmo do crime.

É no meio familiar que o homossexual deverá encontrar sólidos alicerces preparativos para os embates da vida, contando com o incomparável arrimo da compreensão, principalmente do respeito.

Pela Lei de Justiça divina, esse filho ou essa filha estão no lugar certo, entre as pessoas também certas: sua família.

Os pais, assim evangelizados, jamais condenarão o filho ou a filha, mas também jamais deixarão de orientá-los quanto à necessidade do esforço permanente para manter sob controle os impulsos da homossexualidade.

A chegada na Doutrina de um homossexual deve ser vista sob os olhos da Espiritualidade. Sem discriminações e com total respeito pela sua condição. Porém jamais apoiando insensatamente, afinal sabemos tratar-se de uma cobrança a ser manipulada normalmente durante toda a encarnação.

Entender que tal tendência tem raízes no passado, em vida anterior, e que somente a abstenção, agora, livrará seu portador de maiores problemas, já nesta, quanto em vidas futuras...

Perseguir a vitória na luta travada entre o "impulso" e a "razão", ou melhor, entre o corpo, exigente desse prazer e o Espírito, decidido à conquista da normalidade sexual.

A oração, o Evangelho e a vontade, juntos, darão ao homossexual outros prazeres, outras compensações, pacificando assim corpo e Espírito.

A fé em Deus e a certeza das vidas futuras, sem tais infelicidades, serão inestimável catalisador para o êxito. Nesses problemas, como em todos os demais, a união familiar e a companhia de Jesus constituem sempre a melhor solução.

Longe de condenar os homossexuais, nossa Doutrina sugere-lhes o esforço da sublimação, único meio para livrá-los de tão tormentoso débito.

Tia Neiva nos deixou um interessante relato no livro “Sob os Olhos da Clarividente”, sob o título de Sodomia, o qual transcrevo sua opinião final:

E quanto à religião, é uma faca de dois gumes. Se, de um lado, traz um comportamento moral, por outro traz a má interpretação dos fatos naturais. Em todo caso, creio que o balanço ainda é favorável à religião. Sem ela, as manifestações sodomitas seriam mais numerosas com a liberdade social. Talvez a prisão moral-religiosa seja mais dolorosa, faça com que o indivíduo sofra mais. Mas será sempre menor o número de indivíduos anormais, isolados nos seus complexos. Já a atitude liberal, não religiosa, tira o sentido verdadeiro de anormalidade, para conceituar a sodomia quase como uma coisa normal. Haja visto a notícia que a gente tem de classes, ajuntamento de sodomitas e, até mesmo, casamento entre homens, como os jornais noticiam de vez em quando. Não, Mário, é preferível a tirania religiosa! Tia Neiva

Kazagrande

AS FILAS E A HIERARQUIA


Muitos acreditam que hierarquia é a classificação que lhe foi dada, e por isso correm desesperadamente atrás dela. Não vêem a hora de poder estar “na frente da fila”!

Aí eu pergunto: para quê?

A necessidade de estar na frente de uma fila é somente quando se exige a presença de determinado Adjunto, ou mesmo um Comandante que precisa se antecipar na preparação de seu setor de trabalho. Em outras ocasiões, todos são médiuns em busca de trabalho e possuem exatamente as mesmas condições de realizá-los.

“Eu tenho que passar na frente”... Para quê? Repito!

Hierarquia de verdade é uma conquista, e não uma imposição pelas medalhas do colete! Um Mestre, independente de sua classificação, que está presente nos trabalhos e verdadeiramente trabalha, é que tem a real preferência.

Os que conquistam sua hierarquia compreendem que não necessitam se impor pela força da classificação e sair “pedindo licença” para passar na frente. São naturalmente aceitos e respeitados, e todos nós devemos abrir o caminho para que passem sem sequer solicitar. Afinal, algo que devemos primeiro aprender é sobre humildade! Um Adjunto naturalmente se posiciona e é aceito pelo que representa: conquistou um prefixo! Não é sua classificação estampada no colete, e sim sua moral, sua presença, seu comportamento e seu trabalho que abrem o caminho com naturalidade.

Observemos nossos Adjuntos de Raiz, eles jamais saem pedindo “licença” para passar na frente. Conquistaram o respeito e naturalmente se posicionam, ou são imediatamente chamados pelo que representam.

Ao mesmo passo, observamos os que exigem suas posições para dar “duas voltinhas” na Mesa e depois sentarem-se comodamente, esperando o fim do trabalho, com a desculpa de “estar dando oportunidade para os novatos”. Salve Deus! Passar na frente para isso?

Ir para a Estrela formando desnecessárias filas paralelas? Para quê? O trabalho vai ser realizado seja no primeiro ou no último esquife! Como seguir para um trabalho espiritual se preocupando com a posição que vai assumir? Trabalhamos em nossa individualidade e nela não temos a menor idéia de como está nossa “real classificação”.

É hora de pensamos na Doutrina como uma realização espiritual, e não como uma forma de obter um “destaque social”, que não fomos capazes de obter na vida material. Estamos na Doutrina para servir... Só isso! O quê ganhamos não são honrarias físicas, nossos “rendimentos”, nossos bônus, são auferidos de acordo com nossa sintonia, conduta e merecimento em cada jornada. Assim, podemos afirmar que a preocupação com a posição não pode fazer parte de nossa necessária mediunização.

Devemos respeitar a todos de acordo com sua classificação, isso sim! É nosso dever ceder o espaço para quem de direito conquista uma gama maior de responsabilidades e de trabalhos, e precisa estar na frente, justamente para nos proporcionar mais segurança e orientação.

A reflexão vai para os fura-filas, que insensatamente acreditam que estarão em destaque. Na verdade, estarão semeando vibrações, nada positivas, pelo comportamento vaidoso e sem nexo perante um trabalho espiritual.

A todos nós cabe apenas deixar... Deixe que sigam seus caminhos, furem suas filas e se envaideçam sem antes conquistar. Temos a certeza de que todos, mais cedo ou mais tarde, irão evoluir e compreender que nossa doutrina é Cristã e os fundamentos do Evangelho são Amor, Humildade e Tolerância.

Kazagrande

domingo, 6 de março de 2011

A MARCA DA IDOLATRIA


Texto do Mestre Lua Anderson 

O Mestre Jesus nunca buscou para si os incontáveis milagres e conseqüentes curas que praticou durante sua curta encarnação, sempre aludia tudo à fé de quem recebia a graça. Entidade superior do amor e unidade com o Pai, era além de si uma grande ventura na prova da humildade. Não saiu divulgando sua capacidade de processar até mesmo o controle das forças da natureza e do mundo etéreo, veio e trouxe-nos a sabedoria, onde o conhecimento intelectual cedia espaço à demonstração do amor ao próximo e da hipocrisia dos que se fixavam em suas escrituras religiosas para prática da intolerância.

O Caminheiro estava na sua estrada de vitória sobre o mundo, pois o ego humanizado normalmente busca destacar-se e jogar-se no abismo de tentar ser Deus. Mas Ele, o Mestre, provou que somos espíritos passando por experiências materiais e não seres materiais que, eventualmente, têm algum sentido espiritual.

Todos viemos de uma mesma origem e o que nos completa faz parte de cada consciência eterna e vivificada em muitos momentos de evolução. Então, se o próprio Cristo Jesus afastava de si a idolatria, qual motivo teríamos em elevar qualquer ser vivente a um altar de exaltação do seu ego? Se este mesmo ser trouxer um bom exemplo em amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, dou graças ao Pai por este irmão e procurarei seguir o seu caminhar, ganhará meu fraterno respeito, mas não lhe prejudicarei transformando-o em um ídolo, que poderá figurar em um rico altar, do tipo mencionado na Mensagem de Pai Seta Branca, de 1979.

Assim como não buscar um personagem externo para vangloriá-lo como maior essência de Deus, também não posso acreditar na minha própria figura humana como algo acima de qualquer importância que os demais, já que o pior ídolo é aquele que se funde com o próprio idólatra. A verdade nos chega em raios claros de compreensão. Temos muitos esclarecimentos trazidos por aqueles que de luz se moldam. Eis o Templo que somos e em nosso lar refulge a glória de Deus Pai Todo Poderoso. Salve Deus!

Oh Jaguares! Dos trabalhos das forças do Sol e da Lua, do transcendente de lutas e aprendizado, não sereis tu a ser levado pelas águas que carregarão aqueles imiscuídos na intencionalidade do ganho individualista através da prática da idolatria! Já tens tudo, até a coragem da renúncia do prazer e da dor, na busca da verdadeira bem-aventurança do Espírito! És o guerreiro da Nova Era, onde todos se encontrarão pela própria beleza da igualdade!

O Rei, em seu castelo, pode ser um grande ídolo, mas sem o amor de seu povo recebe apenas a carga amarga de um fantoche sem luz a ostentar-se pela força dos sacrifícios que recebe.

Mesmo que eu vivesse na época do Mestre Jesus e quisesse oferecer-lhe elogios e bajulação, em lugar nenhum chegaria, pois não era seu propósito escravizar sentimentos ou mentes e sim mostrar-nos a verdadeira liberdade de nossa identidade espiritual.

A marca da idolatria (a si mesmo) é o timbre da inconsciência, desagregadora, maledicente, vilipendiosa; construída pela constante observação e absorção das porções negativas das atitudes e dos pensamentos em detrimento da prudência, da similitude, da elegância e do amor incondicional. Não precisamos carregar esta marca de dor, daquela que o gado recebe a ferro de fogo para identificar seu proprietário. Somos do compromisso coletivo, da união de forças e sabedoria, do brilho que alegra o horizonte e dos rios não represados. Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua