segunda-feira, 28 de julho de 2014

A ótica do paciente


Todos nós, embora com frequência esqueçamos, fomos pacientes um dia. Estivemos naqueles banquinhos dos Tronos em busca de acalanto, de conselhos, de curas ou mesmo procurando ajudar alguém. Também buscávamos respostas para as dores ou fenômenos que passavam em nossas vidas.

Um paciente ao chegar ao Templo carrega, normalmente, as dores do mundo! É comum que já tenha passado por diversas outras tentativas de equilíbrio e cura, em outras doutrinas ou religiões. Restam-lhe duas tônicas: esperança ou desespero! Claro que existem os céticos, mas até mesmo estes, despem-se da maioria de seus preconceitos, na esperança de ouvir algo que quebre o gelo de seus corações endurecidos pelas desilusões.

O paciente é frágil e susceptível. Sente-se incômodo na fila de atendimento dos Tronos e observa cada ação que antecede seu atendimento. Observa o comportamento do Comandante, sua educação e respeito. Observa o atendimento dos outros e por vezes fica vibrando para passar com determinada Entidade, devido ao comportamento que observa.

Não sabemos quem nos aguarda naqueles banquinhos... Muitos chegam à beira do suicídio ou já com estas idéias povoando as suas mentes. Alguns carregam dores físicas que já foram objeto de estudo de vários médicos, sem solução. Outros estão enredados em terríveis cobranças familiares e precisam de uma palavra de pai, de mãe, de filho... Quantos ainda chegam pelo desespero da vida material, envolvidos em dívidas impagáveis, em empregos que nunca conseguem... Outros tantos sofrendo pelo amor não correspondido ou pela obsessão sentimental que julgam amor. Não poderia deixar de citar também os que vêm movidos pelo sentimento de caridade, procurando ajuda para um ser querido.

Repito: O paciente carrega as dores do mundo! Sua dor é a maior do mundo e não importa qual o motivo delas! Não podemos jamais julgar fútil o motivo da dor de outrem, pois dor é dor. Seja porque seu bichinho de estimação desapareceu ou porque perdeu um filho. Conheci uma jovem que chegou à Doutrina porque não encontrava uma blusa em sua casa e isso lhe afligia... Vocês nem imaginam que médium fantástica ela se transformou!

Com isso tudo devemos despertar nosso profissionalismo, como dizia o Trino Tumuchy, temos que ser profissionais, sem julgar e respeitando ao máximo os que chegam em busca de alívio.

Lembremos que estamos sendo observados, que nosso comportamento e apresentação devem ser de total respeito. Devemos nos mover com elegância, nossa Doutrina é fidalga (lembrando Tia Neiva agora)!

Ao ingressar no Templo o paciente deve ter a sensação que entrou em uma casa de Paz e Luz. Não pode ver discussões da personalidade de médiuns. Não fica bem ele observar brincadeiras (de mau gosto ou não), somo profissionais e estamos ali para trabalhar! Nosso salário é alto, é pago em bônus espirituais que poucos percebem a condição de adquirir ainda encarnados.

Voz baixa, olhar caridoso e desarmado, um sorriso discreto de atenção, são atitudes que devem pautar o verdadeiro missionário que sabe estar no Reino da Individualidade, quando ingressa no Templo.

Mesmo o comportamento na área externa é observado. O quê pensará um paciente ao ver o médium que o atendeu lá dentro, na lanchonete falando obscenidades ou agindo com malícia? Onde fica a credibilidade?

O quê seria de nós, da maioria dos médiuns de hoje, se houvesse se decepcionado nos Tronos? Se ao chegar visse desordem, falta de amor, de tolerância, picuinhas entre irmãos, falta de seriedade, desrespeito, olhares maliciosos, Doutrinadores desligados, Aparás desequilibrados? O que seria de mim, de você?

Eu teria desencarnado...

Vamos ao Templo para praticar a caridade, para pedir pelos nossos irmãos encarnados e desencarnados, não para tratar de nossa vida pessoal. Deixamos a personalidade em casa, quem vai ao Templo é a Individualidade! Sendo assim, cuidemos de nossos pacientes com amor e respeito.

Kazagrande

3 comentários:

excelente, maravilha de texto! muiiito grato

Sem dúvidas !

O paciente é o meio de tornamo-nos mais compreensíveis; quero dizer, quantas coisas são faladas nos tronos e que servem para nós, que serão utilizadas em nossas vidas, que nos servirão de móvel-condutor para o aperfeiçoamento ? Sim ! A nossa individualidade deve suplantar a nossa personalidade. "O templo é um santuário, um local santo, uma terra santa", como bem nos alertou o Ministro responsável pelo templo do qual faço parte. Antes de entrarmos no 'templo sagrado', devemos, no mínimo 'limpar os pés'; ou seja, nos despojar das lamentações, dos dramas da vida cotidiana e trabalhar. TRABALHAR !

Graças a Deus !

FORÇA, EQUILÍBRIO E LONGÂNIMO em sua jornada, mestre. Salve Deus !

Ninfa Sol.

O interessante é que quando começamos a nos tornar cada vez mais úteis para a Espiritualidade, ou seja, deixamos de ser pacientes e decidimos nos tornar aparelhos cada vez mais ágeis para nossos mentores, o vale das sombras cerca o fecho contra a gente. Obviamente que esses ataques servem como testes a serem superados pelos Iniciados. São testes que tem o consentimento de nossos mentores, já que em algum nível tivemos ligação com o ideal desses seres trevosos. Tais entidades não atacam pessoas quem já estão contribuindo com a deterioração da humanidade - e até ajudam; é por isso que vemos tanta gente subindo na vida cometendo crimes diversos.

Essa reação do vale das sombras, de atacar quem está ajudando espiritualmente quem necessita, é uma das frentes de combate mais ativa. O objetivo deles é manter a humanidade na letargia que se encontra, e é bastante evidente que os Jaguares, assim como outros que trabalham com a finalidade de ajudar, atrapalham seus planos. Há muito médium que ignora que somos os mais odiados pelo vale das sombras. Ignoram porque desconsideram que trabalhamos na infantaria espiritual: desobsessão. Somos os mais odiados do vale das sombras por termos acesso aos trabalhos desobsessivo mais eficazes.

Aparentemente enxergamos o domínio do vale das sombras em praticamente todos os setores da sociedade através dos aparelhos ideológicos do estado. Mas esse domínio é apenas aparente e serve para "separar o joio do trigo"; fortalecendo os fortes de espírito e enfraquecendo os fracos. Por incrível que possa parecer, há uma lógica espiritual muito antiga que reforça esse ponto de vista:

"Mil são chamados;
Cem escutam;
Dez entendem;
E um pratica." (autor desconhecido)

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