sábado, 20 de agosto de 2011

O Centurião e Jesus


Por Anderson Augusto, Mestre Lua

Na antiga Roma eram os deuses os orientadores ocultos dos destinos dos homens. A força física era considerada como uma virtude de beleza e poder, e quando aliada à experiência de combates e conquistas, transformava qualquer homem em um semi-deus as vistas de um povo marcado pela adoração do ouro.

Idos de 27 a.C. e começava um período de grandes transformações nas regiões próximas ao Mar Mediterrâneo, quando Otaviano, também nomeado como Augusto, o primeiro Imperador Romano, daria início a um período de grandes batalhas e conquistas territoriais, que atingiriam toda a borda marítima da região.

Mais uma vez, espíritos Capelinos que já haviam tido outras oportunidades encarnatórias no planeta Terra, estariam ocupando cargos notáveis nesta cultura expansionista, ao passo que tantos outros exilados estariam assim também expiando, agora sob o domínio de algozes, seus destemperos sentimentais praticados em outras vidas quando haviam estado na posição de mandatários.

Naquele tempo, a escravidão e os maus tratos ainda eram marcas indeléveis quando do reencontro de consciências que não aproveitaram tantas oportunidades em acender a chama da fraternidade.

O tempo era, literalmente, marcado pelo sol, que rodeava escravos e senhores, em diversas glebas de produção de milho, sorgo e trigo e outros cultivos. A espada reluzia a cessar muitas vidas, principalmente a dos que não honrassem seus deveres com o Estado. Havia os que empregavam suas forças no plantio nas próprias terras ou nas de outrem, outros canalizavam suas energias na administração pública e tantos outros transformaram-se em condutores de ordens imperiais ou de cobranças de impostos.

A Força Militar era de orgulho e respeito singular entre o povo romano, pois seus conhecimentos nas artes do estratagema e da disciplina era o que sustentava uma elite de homens destemidos e que muito amedrontava os oponentes. Uma figura destacava-se naquela época, carregava sempre um histórico pessoal de vitórias e coragem, além de possuir um tratamento de dignitário: era o Centurião.

A base de todas as conquistas territoriais romanas estava alicerçada nesta figura de imponente presença à época. Os Centuriões não iam observar seus agrupamentos em batalhas, mas sim estar sempre à frente dos mesmos, sendo, por vezes, os primeiros a serem feridos. Grande parte perecia em Campos de Batalhas e os que retornavam colhiam suas glórias em reconhecimento e prêmios materiais.

Mas, apesar de tamanha imponência histórica, o fato maior, que nos faz perseverar na fé, foi o encontro entre o Mestre Jesus e um Centurião quando o Amado Mestre passava pela localidade de Carfanaum (Mateus 8:5)(Lucas 7:1), na época um vilarejo e ponto de apoio às tropas romanas, hoje uma pequena localidade pertencente ao Estado de Israel, ao norte do Mar da Galilélia. O Centurião estava com um de seus servos bastante enfermo, sem mesmo poder locomover-se, e encontrando-se com o Mestre Jesus solicitou-lhe que intercedesse em seu favor.

“E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.” (Mateus 8:7)

Imediatamente o Centurião disse que não era digno ter Jesus sob o seu telhado, mas que uma única palavra que o Mestre dissesse, saberia que o seu servo seria curado (Mateus 8:8).

Naquele momento, o Centurião estava dando provas da verdadeira fé, que na verdade, em seu significado maior, não é aquilo que queiramos que aconteça e criamos uma certeza nisto, mas sim uma entrega e comunhão sincera com o poder de Deus Pai-Todo Poderoso, que naquela situação era representado pelo Amado Mestre Jesus.

“E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.”(Mateus 8:10)

O Romano, naquele momento como “invasor” nas terras das tribos na região de Israel, surpreendeu a Jesus de maneira tal que o Mestre concedeu-lhe energia Crística e esse se dirigiu a seu servo, o qual recebeu a cura e se restabeleceu de imediato. Naquele momento, o bravio Centurião transformara-se, em realidade, em servidor, e deste modo, um pouco pôde entender da proposta da vinda do Caminheiro.

Muitos e muitos Jaguares são feitos Centuriões nesta transição planetária e receberam uma nova Missão! Agora cientes da causa de suas espadas contra si mesmos, emanam a razão e o poder do encontro com a força de Cristo Jesus! Revigora a Luz do Sol!

Desta vez, a maior conquista e reconhecimento é ver-se definitivamente sob a égide da Cura e do Conhecimento, e os maus tratos, estes já se foram, tudo neste ponto é transformação.

Não há maior dignidade para um Centurião do que a sua humildade.

Não há maior preparo para um Centurião do que a sua tolerância.

Não retornariam tantos Centuriões se não fosse o amor.

Anderson Augusto - Mestre Lua

3 comentários:

Já conhecia esta passagem, mas é certo que adequada com tanta propriedade e carinho merece tantos quantos forem os parabéns que devas receber...

Adj. Numanto, Mestre Juliano
www.diariodojaguar.blogspot.com

Ao mestre lua nossos agradecimentos por doar suas energias, a nós, por ser um colaborador que nos enriquece com textos esclarecedores, que muito tem ajudado a nos jaguares, que fazemos do Exílio do Jaguar nossa leitura matinal. Se lemos e recebemos coisas boas de manha, encontramos forças para vencer as adversidades do dia, e sentimos preparados para lutar com as armas do bem. Obrigado mestre Anderson por mais uma vez mostrar que a base para a nossa evolução aqui nesta jornada, nesta nossa passagem pelo planeta terra è a humildade; a tolerância; e o amor. Pois acredito eu, que só em um coração capaz de ter tolerância, conhecedor da humildade, é detentor do verdadeiro amor cístico. O amor e fator principal para que os jaguares possam trabalhar na lei do auxilio. Se não temos amor dentro de nossos corações, como vamos mostrar aos nossos irmãozinhos desencarnados o amor, como vamos pedir a eles que amem, se eles vão enxergar que nossos corações são vazios. Só se pode dar o que se tem, se temos amor doamos amor. Se formos vazios o que teremos para doar?
Salve Deus.
Por: Ninfa Lua.

Inexplicavelmente esse texto me causa muita emoção

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