quinta-feira, 7 de abril de 2011

A MARCA DA IDOLATRIA III: ARMADILHAS DO EGO


Anderson Augusto - Mestre Lua  

   Normalmente, acreditamos que o ego seja uma figura existente somente quando buscamos o elogio ou a fama diante dos vários acontecimentos da vida. Porém, este instrumento, concedido por Deus também o é a mesma série de entendimentos, percepções e memória de que dispõe nossa mente; um verdadeiro complexo de verdades individuais, o qual servirá de ferramenta para limpeza do espírito.

São muitas armadilhas que esta “configuração” provisória tentará criar, no intuito de firmar-se como a verdade, que em sua relatividade, deixa ou encobre o absoluto, o incogniscível, que somente será sentido através do amor universal e incondicional.

Uma das grandes armadilhas do ego, é quando quer nos fazer acreditar que já chegamos “lá”, que somos humildes, bons e perfeitos. Esta é uma proposta justamente que provará a verdadeira humildade, que encontra-se mais no sentimento do que nas palavras ou ações, que por vezes podem estar recheadas de intenções individualistas, de própria afirmação deste personagem.

A caridade quando praticada com a intenção de elevar-se, de receber algo em troca, acaba por ser a caridade por si próprio, pois faltou-lhe a emanação da doação sentimental, o trigo do espírito. Muito se fala da corrupção na política, daqueles que trocam a bem-feitoria de obras públicas por recursos que utilizarão somente em benefício próprio; porém pouco se fala quando buscamos, invariavelmente, o mesmo único bem próprio em outras ocasiões, sem a preocupação do que estamos oferecendo. Assim são os desígnios cármicos, concedendo governantes de acordo com o padrão de seu povo, para que orientem e meditem onde se encontram suas reais intenções.

Quando escutamos de nossa própria mente que somos “bonzinhos” e andamos perfeitos nas Leis é bom que possamos observar nosso padrão vibratório quando somos contrariados. O personagem sempre busca alinhar-se àqueles que lhe dão razão, mas para o espírito, muitos amigos verdadeiros são o que lhe trazem as provas, que dificilmente atenderão os desejos ou projetos deste ator.

Outra grande armadilha do ego é quando procura sempre culpar alguém por uma questão que não atendeu sua expectativa. Esta é uma situação quase automática na vivência terrena, e apenas nos cabe acreditar ou não neste raciocínio, onde a partir daí escolheremos mais um vez o sentimento que usaremos, que vibraremos. Este é o verdadeiro livre-arbítrio.

Para vencer a condicionalidade do ego é preciso sempre buscar o perdão, pois enquanto crianças espirituais formos, precisaremos perdoar, e quando merecedores da iluminação verdadeira, nem a mágoa ou a ofensa serão visíveis no amplo funcionamento de nossas consciências, pois esses sentimentos são unicamente produzidos no egoísmo interno, ainda mais por acreditarmos que a limitada forma física seja a realidade primeira de um Todo sem começo ou fim.

Nossos personagens ainda tentarão colocarem-se na posição de ídolos, como já acontecera em outras épocas distantes, trazendo mais uma vez o desafio ao Ser, na prova de sua qualidade de sentir-se completo ou como fragmento da própria incompreensão.

Aquele que anda firme no amor não busca divulgar-se como grandioso, pois todo filho do Pai está em sua mesma essência de importância. Ele não mais precisará ser provado em sua humildade, e sem valorizar sua forma transitória, receberá sim, pelo merecimento de seu coração fraterno, o brilho que o conduzirá pela bem-aventurança da felicidade eterna.

Ninguém jamais poderá contaminar-se por mim, porque em Cristo Jesus, buscarei não me contaminar com vibrações de ódio, vingança ou inveja, e quando falhar, saberei que Deus conceder-me-á outra oportunidade, pois somente Ele conduz a verdadeira perfeição.

Salve Deus!
Anderson Augusto - Mestre Lua

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