segunda-feira, 9 de abril de 2012

AS MINISTRAS


Depois do filme “Nosso Lar”, apresentando a “Ministra Veneranda”, surgiram alguns questionamentos sobre “onde estariam as “Ministras” de nossa Doutrina?”.

Confesso que a princípio achei o tema um tanto irrelevante e com resposta óbvia, porém com algumas insistências e verificando que muitos já haviam interiormente feito a mesma pergunta, considerei interessante esclarecer.
Tia Neiva foi nossa Mãe! Mais do que uma líder dentro da hierarquia. Era nossa Mãe, e este termo foi empregado não apenas pelo seu maternal trato com os filhos Jaguares, mas fundamentalmente pela sua missão: Revelar a mediunidade do Doutrinador!

Tia Neiva foi a Mãe em Cristo do Doutrinador! Esta foi sua principal missão e foi cumprida com perfeição absoluta. O médium de incorporação sempre existiu, ao ponto de considerarem “médium” somente quem incorporava. Tia esclareceu que mediunidade não tinha que ser apenas “incorporação”, e deu vida a milhares, e logo milhões, de médiuns adormecidos que não se consideravam assim.

A compreensão de que a Mediunidade atua também com a expansão da consciência e a possibilidade de manipular as energias de forma consciente e sem incorporar uma entidade, abriu às portas missionárias para esta nova vertente e nasceu o Doutrinador!

Embora Tia Neiva fosse mulher, e ela tenha sido a expressão máxima de voz de comando em nossa Doutrina, ela deixou claro: O Doutrinador é o meu filho! O Doutrinador é o meu herdeiro... o comando da Doutrina é do Doutrinador.

Com estas explicações iniciais aprofundamos agora a questão espiritual: entre as Entidades de Luz não há vaidade por “cargos” e posições. Cada um exerce seu papel e se apresenta com a roupagem necessária para aquela atuação. Muitas vezes aquele espírito que normalmente se apresenta na roupagem de um Preto Velho, “veste” a roupagem de Cavaleiro para realizar uma missão ou para estar em melhores condições técnicas para participar de um resgate ou proteção de seu tutelado.

A condição de Ministro é dada a um espírito que, após muito tempo de trabalho, pode dedicar-se em uma esfera superior a projeção direta de energias em favor da formação de uma linhagem espiritual, de um povo.

Todo Doutrinador tem em suas mãos as mesmas ferramentas para poder atingir esta condição, por isso é permitido que recebam a Consagração de seu Ministro para regê-lo ao atingir a condição de liderança, formando um prefixo “Eu Adjunto Anavo...” (por exemplo).

O Ajanã recebe também a Consagração do Ministro para a formação de um prefixo espiritual, de uma linhagem de espíritos que dispõem daquele aparelho para diversas situações.

Com as Ninfas é diferente!. Sua condição em nossa Doutrina as conduziu às Falanges Missionárias, recebendo suas Guias Missionárias com a assistência e ligação direta com uma Princesa responsável por toda uma grandiosa Falange Espiritual. O prefixo das Ninfas se forma através da “Missionária Muruaicy” (por exemplo), onde ela já se identifica como Missionária diretamente ligada a uma grandiosa Princesa.

Obviamente a condição espiritual de uma Princesa de Falange e de muitas Guias Missionárias é igual ou superior (não nos é possível avaliar com precisão) a dos Ministros, visto que muitas delas comandam e projetam sobre Falanges internas tão, ou mais numerosas, que muitos dos povos de diversos Ministros.

Desse modo não existe a necessidade de Consagração de “Ministra”, pois a própria Guia Missionária pode ter adquirido esta condição. A Ninfa não emite “representante da Ministra”... É a representante da Princesa Samara (por exemplo).

Respondendo a pergunta: Onde estão as Ministras do Vale? Elas se apresentam como nossas Princesas Missionárias. Simples assim!

O mais importante é lembrar que nem todos conseguem efetivamente “chegar” ao seu Ministro... Você pode ter passado pela Consagração, mas somente pelo merecimento e sintonia é que poderá um dia chegar à condição de receber a projeção dele, formando o seu real prefixo.

Kazagrande

2 comentários:

Muito bom mestre, gostei bastante da relação das guias de falange, nunca tinha pensado sob esse ponto de vista. parabens!

Muito bem lembrando meu irmão. Alguns temas tratados em livros espíritas podem suscitar dúvidas que às vezes achamos bobas, mas merecem consideração por trazerem esclarecimentos maiores. Atualmente se discute muito sobre a condição dos direitos civis de homens e mulheres. Isso porque durante a história da humanidade efetivamente as mulheres sempre foram tratadas com extrema desigualdade. Porém, para além da matéria densa, não há essa diferenciação de sexos como entendemos no mundo físico. Pelas sucessivas encarnações num mesmo gênero um espírito pode adquirir características mais femininas ou masculinas. O que não impede que reencarne num corpo diverso da característica predominante de acordo com a sua missão. Ou, até mesmo se apresente, como você bem lembrou, numa “roupagem” específica para o melhor trabalho na lei do auxílio. No caso específico do livro Nosso Lar, André Luiz traz uma rotina espiritual comum a milhares de cidades transitórias presentes no orbe terrestre. De todo modo, é bom sabermos que essas cidades oferecem suporte para a vida no nosso planeta, sendo uma situação passageira para todos que lá residem, inclusive, os Ministros. Assim como ocorre aqui no nosso mundo, o Ministério é um cargo administrativo que é ocupado de tempos em tempos por espíritos extremamente capacitados. A Lei do Progresso é para tudo e todos. Muito obrigado pelo artigo meu irmão.

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