domingo, 6 de março de 2011

A MARCA DA IDOLATRIA


Texto do Mestre Lua Anderson 

O Mestre Jesus nunca buscou para si os incontáveis milagres e conseqüentes curas que praticou durante sua curta encarnação, sempre aludia tudo à fé de quem recebia a graça. Entidade superior do amor e unidade com o Pai, era além de si uma grande ventura na prova da humildade. Não saiu divulgando sua capacidade de processar até mesmo o controle das forças da natureza e do mundo etéreo, veio e trouxe-nos a sabedoria, onde o conhecimento intelectual cedia espaço à demonstração do amor ao próximo e da hipocrisia dos que se fixavam em suas escrituras religiosas para prática da intolerância.

O Caminheiro estava na sua estrada de vitória sobre o mundo, pois o ego humanizado normalmente busca destacar-se e jogar-se no abismo de tentar ser Deus. Mas Ele, o Mestre, provou que somos espíritos passando por experiências materiais e não seres materiais que, eventualmente, têm algum sentido espiritual.

Todos viemos de uma mesma origem e o que nos completa faz parte de cada consciência eterna e vivificada em muitos momentos de evolução. Então, se o próprio Cristo Jesus afastava de si a idolatria, qual motivo teríamos em elevar qualquer ser vivente a um altar de exaltação do seu ego? Se este mesmo ser trouxer um bom exemplo em amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, dou graças ao Pai por este irmão e procurarei seguir o seu caminhar, ganhará meu fraterno respeito, mas não lhe prejudicarei transformando-o em um ídolo, que poderá figurar em um rico altar, do tipo mencionado na Mensagem de Pai Seta Branca, de 1979.

Assim como não buscar um personagem externo para vangloriá-lo como maior essência de Deus, também não posso acreditar na minha própria figura humana como algo acima de qualquer importância que os demais, já que o pior ídolo é aquele que se funde com o próprio idólatra. A verdade nos chega em raios claros de compreensão. Temos muitos esclarecimentos trazidos por aqueles que de luz se moldam. Eis o Templo que somos e em nosso lar refulge a glória de Deus Pai Todo Poderoso. Salve Deus!

Oh Jaguares! Dos trabalhos das forças do Sol e da Lua, do transcendente de lutas e aprendizado, não sereis tu a ser levado pelas águas que carregarão aqueles imiscuídos na intencionalidade do ganho individualista através da prática da idolatria! Já tens tudo, até a coragem da renúncia do prazer e da dor, na busca da verdadeira bem-aventurança do Espírito! És o guerreiro da Nova Era, onde todos se encontrarão pela própria beleza da igualdade!

O Rei, em seu castelo, pode ser um grande ídolo, mas sem o amor de seu povo recebe apenas a carga amarga de um fantoche sem luz a ostentar-se pela força dos sacrifícios que recebe.

Mesmo que eu vivesse na época do Mestre Jesus e quisesse oferecer-lhe elogios e bajulação, em lugar nenhum chegaria, pois não era seu propósito escravizar sentimentos ou mentes e sim mostrar-nos a verdadeira liberdade de nossa identidade espiritual.

A marca da idolatria (a si mesmo) é o timbre da inconsciência, desagregadora, maledicente, vilipendiosa; construída pela constante observação e absorção das porções negativas das atitudes e dos pensamentos em detrimento da prudência, da similitude, da elegância e do amor incondicional. Não precisamos carregar esta marca de dor, daquela que o gado recebe a ferro de fogo para identificar seu proprietário. Somos do compromisso coletivo, da união de forças e sabedoria, do brilho que alegra o horizonte e dos rios não represados. Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua

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