quarta-feira, 30 de março de 2011

A MARCA DA IDOLATRIA II: FALSOS PROFETAS

    
   Por - Anderson Augusto - Mestre Lua
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” 2 Pedro 2:1

Em toda mudança de ciclo terreno as personalidades que buscam para si a glória de feitos do próprio Deus vêem uma grande oportunidade de fortalecerem seus egos transitórios, e através de suas opulências em tentarem impor verdades, acabam por, sutilmente, ir aos poucos perdendo a pele de cordeiro, a qual nunca foi de sua propriedade espiritual.

O falso profeta esquece-se dos ensinamentos do Amado Mestre Jesus e raramente tem a consciência de mencioná-lo, pois justamente, para si, não encontra exemplo nas passagens do Caminheiro; apenas ocupa-se em elevar-se em altares de auto-reconhecimento onde seus seguidores andarão quase que ajoelhados ao seu lado, esperando sempre algo receber, ofertando sobretudo a bajulação em defesa irascível deste que poderá atender seus desejos terrenos.

Os verdadeiros profetas sempre foram os que tinham consciência de sua pequenez humana, sabedores do verdadeiro reino ao qual pertenciam, onde a conquista material não se fazia mister de vitória e nem o acúmulo de multidões em adoração às suas atitudes tornava-os maiores. Sempre procuraram despertar o Deus existente no íntimo de cada ser, não necessitando estarem alardeando suas glórias humanas aos quatro cantos, pois do seu trabalho incessante recebiam a própria energia da consagração do pão e do vinho de Cristo Jesus!

Os maiores profetas saíram de suas casas nos momentos oportunos, não buscavam a glória, mas foram responsáveis pela divulgação da Nova Jerusalém, souberam bem ilustrar a falibilidade da Velha Estrada e avisaram aos incautos a necessidade de acordarem sua natureza espiritual. Não prometiam riqueza e nem fortuna, muito menos a elevação de uns sobre os outros, até ao contrário, em acontecimento ocorrido quando o Profeta Daniel previa a queda do rei Nabucodonosor, o qual acabou por convencer-se da existência de algo superior a ele.

Os olhos atentos para o exterior, para a busca incessante de mudanças que o levem a vitória material em detrimento da postura elevada de sua moralidade, na qual carrega consigo almas ainda de primitiva consciência crística, certamente são características dos falsos profetas.

Aquele que alimentar um futuro de glórias e prazeres para quem não sentiu a fome do autoconhecimento estará furtivamente prendendo-se nas amarras de suas falhas. A verdadeira promessa do Mestre é para aqueles que carregam a própria cruz, pois sabe que do esforço próprio farão seus plantios nos campos elísios da paz absoluta, esta a real felicidade.

Não há profecia que concerte uma vida sem rumo, há sim, a vontade de presenciar a chegada dos raios do sol. Esta vontade até poderá ser despertada por alguma profecia, mas quando dela alguém procurar ter ganho individual, receberá toda a sua paga que refletirá no movimento energético do Ser, este que se fará presente nos futuros lares em que o seu padrão vibratório o conduzir.

Ainda assim, as piores profecias são as produzidas por animismo, pois estarão, além de acorrentando almas em sofrimento, criando possibilidades de culpas internas que perseguirão seus criadores. Para evitar este tipo de profecia, é indicado ao médium de incorporação ater-se ao agora, pois só podemos presenciar e realmente vivenciar o que no momento é perceptível. O futuro, definitivamente, não existe, pois ainda não chegou; mesmo que existisse, somente é possível que seja no agora, já que é onde encontra seu real vislumbramento.

Não esperemos um dia específico para nos encontrarmos na diretriz Crística, nela residem todos os exemplos e encorajamentos do Amado Mestre Jesus. O ego, diabo de cada um, tentará ser dono de tudo que possa entender, se apegará e tentará renovar-se como presciente do que não conhece; então, sejamos, desde já, a semente que no mais árido terreno brota e nas águas límpidas do saber se banham, florescendo na justa paz que possamos enviar ao próximo. Salve Deus!

Anderson Augusto
Mestre Lua

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