domingo, 27 de março de 2011

LIBERTANDO NOSSO RÉU


Anderson Augusto - Mestre Lua

Somos conhecedores da imortalidade do espírito e da transitoriedade da alma, mas por vezes acreditamos nas percepções equivocadas e verdades condicionadas de nossas personalidades.

A natureza humana, animal em sua essência, por diversas vezes transtorna-se ao visualizar um outro alguém em algum local que nossa falsa divisão de posse territorial física ou moral permeia por entre nossa consciência.

O valor do contraditório é de uma grandiosidade para o espírito, que dificilmente conseguiríamos supor através de nossa intelectualidade terrena. Assim, o “outro” que às vezes adentra-se em um ambiente, onde teoricamente, somos os “mestres”, vem sim, trazer-nos a oportunidade do amor incondicional.

Porém, muitas vezes, a rapidez do padrão humano de sectarismo é a ciência que move o ego em desafio aos princípios Crísticos, e aquele irmão que teve a simples oportunidade de estar em um cenário do qual fazemos parte, acaba por ser intimamente julgado por nós.

Mas, a prova da incapacidade do amor incondicional se delineia na mesma razão de sentidos a que surgiu o julgamento imperfeito. E este ser, parte do Todo, carregando consigo a simplicidade de até querer doar-se em fraternal auxílio, acaba por descortinar a força desequilibrada gerada pelo julgamento de seu próximo.

Se formos a origem deste julgamento, o que há em nós em semelhança ao que há em toda criatura viva, acaba por adquirir um sentimento de culpa tão interiorizado que provocada arranhões na própria alma, atraindo por sua vez, forças esparsas para uma aura em desalinho.

Quando o Divino e Amado Mestre Jesus pediu para que evitássemos o julgamento, bem sabia de sua conseqüência nefasta para o progresso do espírito em busca de si mesmo.

Enumeremos com gratidão os que passam por nós, pois trazidos como sementes que se espalham pelo vento, terão a oportunidade de crescerem em solo fértil de compreensão, ou poderão bater e sentir as dores do obstáculo da desconfiança, em firmeza de pedra.

As terras de Capela para cá não podemos transmutar, mais além do infinito estarão o que entendem sua dor, sem frutificá-las em imposição aos demais deste Orbe em transição, mas recebendo-as com a fé de um pássaro que não se preocupa com o alimento do amanhã.

O respirar é uma oportunidade concedida aos que saberiam o valor da transpiração, e não há força contrária que destrone a verdade do Ser.

Estas terras já foram de desafios impensáveis, e agora é o agora a melhor tônica das paisagens. Mágoas, ressentimentos e vinganças não são alternativas na proposta de criação do Novo Mundo, este que os novos Equitumans vieram à serviço do Oleiro de Deus.

O julgador sempre será réu de suas próprias conclusões. Deixemos que a vida transcorra entre nossas idéias, pois assim como a água, ela não observa construção exterior que possa alterar sua composição básica.  Novos tempos, novas virtudes, o mesmo evangelho de Cristo Jesus! Salve Deus!

Nada seremos que o nosso padrão vibratório não nos faça merecedores. Se quiseres saber por quem as luzes do Amanhecer acendem? Sim, elas acendem por ti.

Anderson Augusto - Mestre Lua

1 comentários:

O texto é de grande valia, porque ele provoca e nos convida a refletir apartir de nosso interior.

edsonfotografo

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