sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A volta do Anjinho - Morte de Recém-nascidos


Creio que muitos já se perguntaram o porquê do desencarne de crianças. O quê justificaria uma encarnação tão breve, por vezes tão sofrida e que causa tanto sofrimento aos pais também.

Hoje vamos falar do desencarne de um recém-nascido.

Antes de reencarnar, o espírito escolhe seus pais e estes são chamados para aceitar ou não a missão, confirmando o quê já haviam planificado antes de seus próprios reencarnes.

Tudo é calculado, para que, conforme as necessidades, cada um passe pelo que deve passar, reajustando e reequilibrando a balança energética da vida.

Muitas vezes o espírito que reencarna para uma breve passagem pela seara terrestre, sequer sofre, como é o caso dos nati-mortos e dos que morrem após algumas horas dentro de nosso plano terrestre.

Normalmente o objetivo destas encarnações-relâmpago é um reequilíbrio do perispírito do agora bebê. Seu espírito detinha alguma deformidade, por conta de sua passagem anterior, e para que tenha condições reais de reequilibra-se nos planos espirituais, ele encarna, restabelece seu corpo espiritual e pouco tempo depois terá a oportunidade de ter uma encarnação plena, sem carregar as marcas e possíveis deformações de sua outra passagem. Isso se dá por merecimento do espírito que não necessitará de uma encarnação toda de sofrimentos, carregando um corpo físico com discapacidades. Quase sempre os pais escolhidos são aqueles que provocaram seu problema, que estando perdoados, apenas sofrem o impacto da dor do reajuste energético, sofrendo a perda do ente querido e não suas cobranças dentro do seio familiar. Havendo o equilíbrio, algum tempo depois, normalmente o espírito retorna para o mesmo ambiente familiar, trazendo grandes alegrias que superam o episódio anterior.

Também existem os casos em que o objetivo é justamente a cobrança! Os pais aceitam passar pela experiência de esperar ansiosamente um filho, ficam repletos de esperanças e mimos para quando o tão esperado chegar. Com o evento do desencarne imediato, sofrem as frustrações que outrora causaram na mesma intensidade.

Como podemos avaliar, considerando apenas estes dois exemplos – existem diversas outras situações igualmente dignas de abordar, considerei apenas o evento mais comum – vemos que a Lei Divina sempre está presente. Muitos mudam suas vidas e buscam as explicações para suas dores, e acabam encontrando a revelação do mundo espiritual. Outros conseguem encontrar as forças necessárias para superar o fato e lutar pela intuição latente em seus espíritos.

Os fatos naturais de nossas vidas devem sempre ser encarados com aceitação, mesmo que provoquem intensa dor. São necessários para o reequilíbrio do que um dia desajustamos por não saber amar, ou ainda, o valioso catalisador da busca espiritual.

Compreender e aceitar a vida espiritual como um todo, deixando de olhar apenas pelas “frestas” da mente física, é o despertar para a verdade do espírito.

Oremos pelos que se foram, que tenham alcançado seus objetivos e peçamos ao Pai, sermos dignos de novas oportunidades.

Kazagrande

21 comentários:

Prezado irmão CAZAGRANDE.

Salve Deus,

Um excelente artigo, claro e objetivo como devem ser os ensinos espirituais.
Se não podemos afirmar como se dará o re-equilíbrio das energias que um dia desequilibramos, o certo é que a Lei da Ação e Reação atuará em nossas vidas repondo as coisas aos seus lugares. Não precisamos nos preocupar com a nossa "missão", os fatos da vida nos apresentarão as oportunidades de saldar nossos compromissos...
Deus nos perdoa a maldade, se dela estamos arrependidos, mas não nos isentará de consertar as consequências danosas dos atos praticados.
Fraterno Abraço.
Euleir Eller

Mestre,
Salve Deus,
Que bom eu ter tido hoje a oportunidade de abrir o seu blog e ler sobre isso....
Dia 10 do mes de junho nos perdemos nosso anjinho que foi muito amado e querido por toda a familia, principalmente por seus pais o meu filho e a minha nora que moram la na Espanha ainda estao de luto em respeito e consideraçao a nossa pequena e linda NOAH, que so viveu algumas horas aqui neste plano fisico. Ela nao teve condiçoes de sobreviver, e se vivesse iria sofrer muito por nao ter saude....Entao Deus levou nosso anjinho para perto dele com todo amor...
Salve Deus!!!!

Também passei por essa situação a menos de trinta dias. Minha tão esperada e amada Sofia nasceu após uma gestação conturbada, de risco e de muita ansiedade para que nossa princesa nascesse com saúde, apesar da já confirmada deficiencia fisica (ausencia parcial do antebraço esquerdo e mão) e possibilidade da sindrome de down. Nasceu bem, apgar 9 no primeiro e quinto minuto, porém após quinze ou vinte minutos de nascida percebi a correria da equipe pediatrica dizendo que ele teria que ser entubada e levada a UTI neonatal e de lá saiu dois dias depois e sem vida (fisica). Me revoltei, muito me questionei e questiono até hoje. Esse blog foi muito exclarecedor, mas a dor ainda é intensa.

É realmente esclarecedor... Mas passar por isso não é fácil! Em outubro de 2014 perdi um bebê de 35 semanas. Eu amava muito o meu filho, mas no fundo da minha alma eu sentia algo vazio. Desde criança quando sonhava em ser mãe, meu maior medo era de ter um aborto! Talvez esse vazio já fosse um sinal... Só sei que a dor que passamos é imensurável. Hoje rezo muito, acredito que ele está bem, talvez se recuperando, talvez não.

Passei também por uma situação assim, estava gravida de gêmeos e com 24 semanas eles começaram a descer, o colo abriu. A gravidez toda sem intercorrências e Bebes saudaveis. Fiquei internada durante uma semana e colo abriu, eles só desciam e infelizmente com 24 para 25 semanas tiveram que nascer e foram para UTI sobreviveram um dia. Não entendo em qual história me encaixo, mas sempre sonhei desde criança em me casar e ter filhos, sonhava com inumeras festas e comemorações com meus filhos e marido ao brincar. Esse sonho de ser mãe será que se encaixa em alguma história....

É muito difícil entender os planos de Deus, em 2013eu estava grávida com algumas restrições... E com 14 semanas já recuperada das restrições, minha bolsa rompeu,passei por uma internação de dois meses e meio e meu filho Ângelo veio a nascer no dia 3 /11/13 com 26 semanas e resistiu 9 hras .
Ficamos todos muito triste ,o desespero é muito grande ..mais a vontade de te-lo comigo era tão grande que logo que passou os seis meses eu estava grávida de novo....pensei Deus está me devolvendo a chance de aprender com meu bebê,poisbera outro menino,que até o momento da bolsa romper queria eu colocar o mesmo nome,mesmo que contra a vontade se meu marido,pois pra mim meu Ângelo estava voltando.
Gravidez ótima ,tudo correndo muito bem até que no dia 11/11 com 25 pra 26 semanas minha bolsa rompeu mais uma vez...meu chão se abriu um desespero sem fim...pq temia ter que ficar internada e deixar outra vez minha filha de 8 anos em casa com familiares pois ela tbm sofre tanto e sempre desejando ter um irmão (a) .
Já na maternidade aceitei trocar o nome para Andrew ,por medo de que se repetir de Deus levar ele de mim de novo.
Pois bem no dia 13/11/2014 nasceu meu outro Bebê foi para UTI.
Logo nos primeiros dias tudo ia muito bem porém depois de uma semana de vida tudo mudou meu pequeno guerreiro só sofria ,fez cirurgia,teve convulsões ,mais a minha fé de que Deus iria consagra com um grande milagre era tanto que mau pude acreditar que um mês e dois dias Deus recolhera meu anjo novamente dia 15/12/2014.
Sodro e choro muito até hj.Não sei o que fazer nem como me comportar só sei que quero muito meus bebês.
Penso em engravidar ano que vem novamente, mais nada nem ninguém vai tomar o lugar deles no meu coracao

eu tenho 25 anos,perdi dois bebes depois de nascidos,um com 6 dias de nascido e outro com 2 meses de nascido,mais mesmo lendo o artigo nao consigo entender por que eu e meu marido fomos escolhidos por duas vezes,isso que nao entendo,tem alguma explicaçao?

Eu perdi meu Danilo José com 7 dias de vida.
7 é o número da maravilha de Deus.
Não entendo, nem sei se entenderei um dia. Sofro diariamente, mas com a graça do meu bom Deus, consigo sentir a presença do meu anjo, de uma maneira boa.
Não vejo a hora de ir embora para reencontrar meu grande amor.
Sigo aqui, apoiando e recebendo apoio do meu marido e da minha família.
Ler seu artigo foi esclarecedor, apesar de ter me deixado uma certa angústia em saber que eu posso ter causado isso a ele, eu outra vida.
Beijo grande.

passei por esta situação terrível, enterrei minhas 2 anjinhas que faleceram no ventre da minha esposa com 32 semanas de gestação, concordo com o texto em partes, acredito ter sido escolhido por elas para passar o que estou passando, e aceitei, e que não é fácil, para ajuda-las, faria o que for necessário como pai, não acredito quando o texto diz que quase sempre os pais escolhidos são os que causaram o problema deles, isso soa como troco, olho por olho dente por dente, parecendo assim uma total ausência da misericórdia de deus, pois o que estou passando não desejo ao pior inimigo, pois é um fardo pesado de mais e que só deus sabe como carregamos e aguentamos

Eu já me pergunto ao contrário, estava lendo alguns artigos e este me chamou atenção, já que estou com nove meses. Minha filha não foi planejada, eu nunca quis filhos e tive sempre alguma impaciência com crianças, sempre priorizei mto a minha liberdade e sempre me cuidei demais. Ainda assim, não entendo como e nem porque, com tantas mulheres querendo ser mães, inclusive minha irmã, e não conseguem, porque eu? Porque justo eu que sempre orientei e puxei a orelha de minhas amigas esquecidas de suas pílulas ou aversas ao uso de preservativos, pq com elas nunca aconteceram nem sequer sustos? Não desejo mau pra minha filha, me cuido mto o pré natal, mudei alimentação, parei de comer e beber o que gosto ( frituras, cervejas, industrializados ) por não ser algo saudável para o feto. Mas ainda assim me sinto culpada e atormentada por não ter nenhum afeto por este anjinho que está vindo, por não me identificar com as roupinhas de bebe, nem pelo quarto que já está pronto... agora lendo o texto tenho medo que apesar de fisicamente estar tudo bem, meus sentimentos lhe causem algum dano, essa rejeição... sei que aqui não é o lugar pra escrever que eu não quero qdo todos aqui queriam mas a minha preocupação tem a ver com o post pq agora fico com medo de meu espírito não promover a paz e luz que este aqui dentro precisa e acabar devolvendo ele....

Meu Leo nasceu no dia 08 de junho, foi uma gestação difícil onde várias vezes fiquei de repouso por causa das contratações, daí com 33 semanas acordei c dor e ele nasceu. Já ao nascer meu filho teve uma parada respiratória e já foi direto pra neonatal. Ele lutou dois dias mais não resistiu e veio a falecer.
Sinto como se grande parte de mim morresse junto com ele, graças a Deus tenho outro filho maravilhoso q me dá forças pra seguir adiante. Mas confesso que ainda não sei lidar com essa perda, luto diariamente para não ficar deprimida na cama, mas tem dias q a dor e tão grande q ate fisicamente fico abalada. Espero q um dia essa dor amenize.

Gente, que interessante!
Aconteceu com uma amiga exatamente isso.
Ela teve uma gravidez tranquila, mudou a sua alimentação e no início desse mês de dezembro a nenê queria nascer. A médica receitou um medicamento para segurar mais um pouco, pois ainda não tinha os 9 meses completos de gestação. Quando a lua mudou, dia 29/12, rompeu a bolsa e ela teve a menina de 8 meses. Nasceu às 02:10h da manhã do dia 30/12, estava bem aparentemente, mas nos deixou no dia de hoje, 31/12 às 05:00h da manhã.
É triste sim, mas agora eu entendo o que aconteceu. Ela precisou desse tempo aqui na terra.
Gostei do blog, muito esclarecedor!

Olá!! Sou gêmeo com um irmão que infelizmente faleceu no parto...lindo os outros posts fique me perguntando??

Para onde foi meu irmalzinho??
Será que cresceu, teve um acompanhamento??
Será, que reencarnou, se sim como?? De que forma?? Etc,etc,etc

Meu filho desencarnou aos 4 anos e 5 meses no dia 31 de julho de 2016, vitima de um acidente. Antes disso acontecer eu sonhava em lhe dar um irmãozinho, mas após sua partida eu desisti completamente da ideia de ter outra criança em minha vida, em meu lar... não queria ninguém ocupando seu lugar. Como os planos de Deus são diferentes dos nossos... em menos de 2 meses após sua partida eu engravidei. Gravidez inesperada e indesejada, mas que foi recebida com muita alegria, surpresa e expectativa, ainda mais pelo momento em que surgiu. Com a gravidez veio também a esperança do meu filho estar voltando. Agora estou com 5 meses de gestação e essa possibilidade não sai da minha cabeça. Eu busco relatos e casos parecidos na internet, mas não encontro nada que alimente minha esperança ou que descarte a possibilidade. Logo após o desencarne do meu filho e e antes da gravidez eu sonhava com muita frequencia com o meu filho voltando. Sonhava eu o beijando e o abraçando e ele se apresentava com a fisionomia de quando tinha 1 aninho... eu o olhava encantada, o abraçava forte e dizia: "Obrigada, meu Deus! Eu te pedi tanto para ter meu filho de volta e agora ele está aqui em meus braços".
Esses sonhos se repetiram diversas vezes e em diferentes situações, mas era sempre ele voltando, quando soube que estava gravida fiquei pedindo a Deus que fosse um menino e Deus me ouviu.
Nâo consigo escolher um nome para esse bebê que está em meu ventre, não consigo o ver como "outro" filho. Para mim, Deus levou e mandou de volta o meu menininho, mas queria ter essa certeza para saber como lidar com essa situação. :(

Passei por isso em janeiro de 2014 com a minha amada primogênita Morgana que faleceu sem causa aparente as 29 semanas gestacionais. Desde o início da gestação me sentia inquieta e temorosa, as vezes tinha a sensação de que ela não viria para os meus braços.
Hoje tenho o Ivan e começo a compreender que fui instrumento da vontade divina e devo me resignar. Mas foram 3 anos pra começar a aceitar essa verdade.

Há dois anos atrás perdi meu bebê, eu, minha esposa, amigos e familiares sofremos muito, foi um "baque", estava com 08 meses de gestação, vínhamos em uma luta constante nos preparativos para a chegada dela quando em um momento onde tudo parecia estar sob controle, em uma consulta descobrimos que o feto já não tinha vida.

Fiquei buscando respostas, li esse texto que achei fantástico, e hoje 02 anos depois, abro novamente esse link, leio o texto, passa-se um filme em minha cabeça e eu desabo.

Eu acredito nesta matéria , meu sobrinho Ângelo Gabriel nasceu vivo e logo em seguida desencantou, hoje está fazendo 4 meses e temos muito amor por ele.

Eu acredito nesta matéria , meu sobrinho Ângelo Gabriel nasceu vivo e logo em seguida desencantou, hoje está fazendo 4 meses e temos muito amor por ele.

Muito obrigada,
Sou mãe de Lisbela, que a 15 dias esteve cmg, ficou 24 h e nos deixou. Agr tento viver a dor da saudade um dia após o outro e me recuperar. Esse texto,me trouxe um conforto indescrítivel. Lisbela me fez feliz de uma forma plena, e cada minuto com ela no meu ventre, foi maravilhoso, me fez descobrir sentido de td, e o que é amar mais que td. Fico feliz de ler e ter a chance de refletir sobre o texto.

Tive uma gestação tranquila. Gustavo Henrique é mt amado por todos nós.
Foram 39 semanas e 5 dias de gestação e de muito amor. Ah eu era pura luz.... Luz q tranpassava do meu filho em meu ventre,era espalhada por mim.
Nosso Filho foi (e ainda é) muito amado e desejado por todos.
Ele parou d mexer.
Mas,a Misericordia de Deus lermitiu q eu nao sentisse nada na hora da partida d meu filho.
Bom sempre o amarei. Q so peço a Deus mt força, entendimento e paz...

Tive uma gestação tranquila. Gustavo Henrique é mt amado por todos nós.
Foram 39 semanas e 5 dias de gestação e de muito amor. Ah eu era pura luz.... Luz q tranpassava do meu filho em meu ventre,era espalhada por mim.
Nosso Filho foi (e ainda é) muito amado e desejado por todos.
Ele parou d mexer.
Mas,a Misericordia de Deus lermitiu q eu nao sentisse nada na hora da partida d meu filho.
Bom sempre o amarei. Q so peço a Deus mt força, entendimento e paz...

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