sábado, 19 de fevereiro de 2011

As dúvidas do Doutrinador "?"


A Entidade começa a falar com o paciente, e com o barulho do Templo ele não consegue ouvir. Bem, ele pensa: Sei que aí está uma Entidade de Luz, este apará é conhecido, então está tudo bem! Me proteja meu Pai! Certo? ERRADO!!!

Um Doutrinador não pode atender um paciente sem ouvir claramente a comunicação! Vou repetir: Não pode atender nenhum paciente sem saber exatamente o quê está sendo dito ali! É sua responsabilidade, tem que ouvir! Falo de minha experiência pessoal, quando não escuto, pode ser minha Ninfa, em quem tenho total confiança e pelos anos de trabalho sinto claramente qualquer alteração energética, se não escuto, abaixo a cabeça perto do ouvido do Apará e digo bem baixinho: “Salve Deus Vovó! Hoje o Templo está um pouco barulhento, a senhora poderia falar um pouquinho mais alto?” Qual Entidade de Luz vai ficar “chateada” com isso? A Entidade, jamais!

Outro ponto, às vezes sentimos claramente que a energia mudou, é possível que outra entidade tenha se aproximado para atender um paciente especificamente. Então o correto é não ter dúvidas! Com muito carinho e respeito, baixinho e com elegância para não chamar a atenção: “Salve Deus! Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, quem está presente neste aparelho?” Muitas vezes o próprio apará tinha sentido uma mudança de energia, e esta simples pergunta vai dar a ele a certeza que precisa. Se conseguir se identificar sem problemas, graças a Deus! E também pode acontecer de neste instante, o Apará não tendo a certeza, mas reconhecendo a mudança, simplesmente dá passagem.

O Doutrinador só pode trabalhar em segurança total e sem dúvidas, senão não é Doutrinador. É um robozinho, como dizia Tia Neiva.

Não havendo sintonia, segurança ou tendo qualquer tipo de dúvidas, senta-se após o paciente sair e com toda delicadeza diz: “Salve Deus Vovó, que trabalho maravilhoso! Gostaria de ter outras oportunidades de trabalhar com a senhora, mas agora preciso sair um pouco dos Tronos”. Não é uma mentira, ou subterfúgio! É a mais clara realidade. Todos nós almejamos a honra de trabalhar com uma Entidade de Luz. Se naquele momento a sintonia não está bem, não é por culpa da Entidade, é uma falha nossa (do Apará ou do Doutrinador). Falando desta forma é simples! Sem mágoas, sem comentários posteriores, nada. Somente o bom senso e educação! É melhor deixar um paciente esperando mais tempo para ser atendido, do que ser atendido em um Trono onde algum médium possa estar em dúvidas.

Lembremos sempre que a vida de uma pessoa nos é confiada naquele momento. Existem os que chegam aos Tronos como sua última esperança, a beira do suicídio mesmo!

Mestre, tem uma fila de pacientes gigante e me deu dor de cabeça, dor de barriga, ou simplesmente a bexiga quer estourar, o quê eu faço?

“Salve Deus! Minha querida vovozinha, gostaria muito de poder continuar esta grande oportunidade, mas tenho uma necessidade física neste momento, podemos encerrar nosso trabalho?”

Mestre, e naquela incorporação escandalosa com socos, gritos e mensagens pessoais... Que quê eu faço se acontecer comigo?

Assim que terminar o atendimento, encerre o trabalho! Sentindo que o paciente ficou assustado e não está saindo melhor do que chegou, faça sinal ao Comandante e discretamente peça para que ele encaminhe o paciente a outro Trono. Em seguida, sente-se e encerre seu trabalho.

Trabalhar nos Tronos é muito sério para os dois, mas a responsabilidade é do Doutrinador!

Para os Aparás... É compreensível que chegue um irmãozinho querendo gritar, socar o Trono, dizer impropérios. Isso acontece com freqüência, mas o controle da incorporação é do médium. Para isso é que está consciente! Demonstração de força não é ceder aos impulsos e se harmonizar com a entidade sofredora, e sim saber controlar-se e buscar a sintonia do seu Mentor.

Para um Apará trabalhar nos Tronos tem que se ter Equilíbrio! Para um Doutrinador trabalhar, tem que ter segurança. Não pode trabalhar em dúvidas, repito novamente.

Salve Deus! Enquanto o médium ainda não é Centurião, podemos orientar, ou pedir aos Instrutores que o procure e oriente. Depois de Centurião, todo seu comportamento é de sua total responsabilidade.

Tia Neiva foi clara nos dois pontos a esse respeito: A responsabilidade dos Tronos é do Doutrinador e o comportamento do Apará é de sua própria responsabilidade. Ele tem que estar em sintonia com sua Entidade, e não com o irmãozinho que chega aos Tronos.

Kazagrande

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