domingo, 9 de janeiro de 2011

OS EXILADOS DA TERRA


Após um ciclo evolutivo o orbe planetário passa a vibrar em uma nova consciência, onde as individualidades que o habitam conseguem através de seus esforços próprios aproximarem-se mais um pouco do Pai Amantíssimo. Suas inclinações animalescas e apegos à matéria são substituídos por posições de união e compreensão da ligação inquebrantável que existe entre todos os seres viventes, independente de suas configurações corporais ou de personalidade.

O Mestre Jesus já alertara da importância da misericórdia acima do sacrifício. Vejamos o que disse o Apóstolo Paulo em Romanos 4: “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.” Assim se acreditarmos que ao fazer alguma coisa estaremos atingindo a perfeição do espírito, podemos estar nos enganando nos caminhos do interesse próprio. De nada adianta estarmos todos os dias trabalhando no Templo e na caridade se não separarmos uma ínfima hora para trabalharmos dentro de nós mesmos. Sacrificar-se através de obras em busca de algum galardão é o mesmo que receber apenas a quitação de uma dívida, não é a garantia para a permanência no Eldorado.

Um homem que trabalhava num vinhedo foi alertado pelo dono das videiras que separasse um pouco de seu tempo para limpar sua casa, porém este homem queria estar à frente de seus irmãos de profissão, sempre procurando produzir acima da média e não observando o cuidado com o seu domicílio. Um dia, o Senhor do vinhedo chamou este trabalhador e lhe entregou um bom pagamento pelo trabalho que realizara, porém informando-o que não poderia mais trabalhar ali. O homem incompreensível disse que havia dedicado os melhores momentos de sua vida àquela plantação, se sacrificando e renunciando muito do seu tempo, que poderia passar com sua família, para trabalhar no cultivo daquela plantação, e que, logo, não seria justo ser demitido. Porém, o Senhor do vinhedo disse que para tudo que este trabalhador havia feito estava sendo recompensado com a mesma paga material, e que seu gerente havia lhe informado que o homem não havia cuidado de sua casa, deixando de limpá-la, sendo observada a presença de muitos insetos e sujeira por todo lado; o cuidadoso proprietário informou ainda que suas vastas plantações seriam agora transformadas em armazéns, onde os trabalhadores fariam menor esforço físico, viveriam em condições de melhor salubridade e teriam mais opções de diversão; porém só poderiam ficar os trabalhadores que tivessem realizado a limpeza em suas casas, já que aquele local só comportaria os merecedores que buscaram o saneamento de suas moradias; nenhum negligente referente ao conselho para trabalhar seu íntimo poderia permanecer em suas terras.

O homem, inconformado, começou a xingar a todos, inclusive ao seu Senhor, que muito o ajudara durante vários anos, estava com tamanho ódio que chegou a ranger dentes de raiva e de dor. Mais uma vez o justo Senhor das terras explicou àquele trabalhador que sua atitude não combinava com os operários que foram selecionados, pois mesmo não tendo suas vontades atendidas, eles mantinham sua tranqüilidade e procuravam entender as ordens e as leis adotadas pelo proprietário, eram portadores da verdadeira paz. E o Senhor das terras disse ao indignado homem que havia uma fazenda próxima onde ele poderia trabalhar, na qual estavam começando a adotar o plantio de videiras, ainda que de forma muito rudimentar, mas muitos trabalhadores inexperientes e sem conhecimento técnico estavam naquele campo precisando de alguém com mais experiência; seria uma oportunidade para este trabalhador, ainda que lhe fosse exigido um grande esforço físico, até maior do que estava acostumado, e viveria o recomeço de toda sua jornada, ele poderia novamente ter a chance de limpar sua casa e um dia viver em local menos denso de obrigações.

Este é um exemplo de exílio. Mas o Senhor das terras usou de grande justiça, pois aquele trabalhador não era adequado às novas condições e não entenderia o sentido de felicidade vivido nos armazéns, já que só conhecia a competição e o interesse no pagamento por suas obras; acabaria por desviar muitos outros operários ou mesmo adentrar-se em extrema depressão.

Os capelinos exilados têm toda a chance possível neste planeta azul, vieram com muito conhecimento científico, trabalharam a matéria, manipularam o átomo, a física quântica lhes fora um brinquedo e os quarks lhes foram inocentes peças de um quebra-cabeças decodificado. Mas o desafio é interno, é a liberdade em usar o perdão que sempre lhes fora um enigma.

Novamente os tempos são chegados! A implantação de uma nova vibração é iminente. O Caminheiro por aqui já esteve, oferecendo as chaves da estreita porta, diminuindo o peso do jugo e aumentando a possibilidade de esclarecimento. Não esperemos o futuro, pois ele não existe. Tudo começa e termina no agora. Muito já é oferecido e muito será esperado. O que adiantaria eu ficar todas as horas do dia a trabalhar ‘espiritualmente’ se na primeira oportunidade de perdão vier a faltar-me a fraternidade? Somos mais que corpos densos, e temos a grandeza de muitos que nos regem e nos guardam; guardemos a nossa vitória sobre a própria vontade de verdades e crenças radicais e individuais. ELE está em nós e por nós se faz a criação. A matriz só ajusta uma experiência para enxergamos o azul de ilusão, e mesmo em cores não descortinadas viveremos a nossa capacidade de Ser um com o Todo...

Salve Deus!
Anderson Augusto
Mestre Lua

3 comentários:

Certa vez,ouvi um mestre falando a respeito dos exilados de capela, dizia que alguns capelinos, ainda em seu planeta(Capela), não agiam corretamente e por isso foram exilados(expulsos) vindo a formar o mundo negro. No meu entendimento, esse fato não ocorreu. Entendo que, os capelinos, ao chegarem a Terra com um dado objetivo, cumpriram parcialmente suas missões, mas que, pela vaidade acabaram se perdendo e fugindo da sua missão original, inclusive rejeitando o apoio das naves comandadas por grandes iniciados de Capela que desde o início da missão vinham e voltavam em auxílio aos que aqui ficavam e tinham como missão, preparar o planeta Terra para os futuros habitantes. O fato de terem aprisionado(ou tentado aprisionar) uma amacê fez com que eles fossem excluídos da missão e não mais poderem retornar ao Capela, a não ser por um processo de reeducação ou evolução, uma vez que suas mentes já não vibravam em harmonia com os capelinos que se mantinham em seu planeta(Capela). Daí a origem do termo "Exilados de Capela".

Gostaria que esclarescesse melhor esse fato e se eu também tiver entendido mal, favor corrigir o erro.

Salve Deus!

É um tema bastante extenso, meu irmao! Por favor, escreva diretamente para o meu email e poderemos abordar este assunto embasados em textos mais extensos e direcionados.

Um Fraterno Abraço,

Kazagrande

Postar um comentário

Comente com amor! Construa, não destrua! Críticas assim serão sempre bem vindas.