segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Mestre do Sorvete - Choques entre Jaguares


Era um dia de festa no Templo! Após o almoço bem servido, os médiuns se enfileiravam no balcão da cantina para receber o sorvete de sobremesa, doado por um dos Jaguares do Templo.

- Rapaiiz! Me dê um desse de coco queimado!

- Não tem coco queimado, meu irmão.

- Como não? E este aí na sua mão? Deixa de frescura e me dá logo!

- Este é de doce de leite, não quer nenhum outro?

- Eu sei que este é de coco queimado, que lembra a minha infância. Me dê o sorvete hómi!

- Meu irmão, já disse que é de doce de leite, mas se você acha que é coco queimado, pode levar!

- Você se entrouxe com este sorvete então, animal! _ E saiu espraguejando outras barbaridades. Deixando estarrecidos, o mestre que o atendia e sua esposa, que dedicavam-se voluntariamente a servir a sobremesa.

Muitas vezes choques energéticos, entre Jaguares, acontecem sob égide de uma necessária passagem de um irmãozinho. Inesperadamente, e até mesmo inexplicavelmente, sob um ponto de vista meramente físico, passamos situações em que uma agressão gratuita libera a energia necessária, aproveitada pelos nossos Mentores, para o restabelecimento de um espírito, de modo que possa ser conduzido até nossos trabalhos.

Vejamos o quê se passou com o casal da cantina e o “mestre do sorvete”. A energia em desequilíbrio dele, agregada a natural disposição em servir do casal, pode ter sido aproveitada, naquele instante, para dar o quê um irmãozinho precisava e ter condições de ser conduzido ao Templo.

Liberamos nossa energia mediúnica de duas formas: positiva ou negativa. Nos trabalhos mediúnicos e em nossa emanação em favor de alguém; ou nas explosões emotivas (in)justificadas por pequenas coisas do dia a dia.

Os choques podem acontecer até mesmo dentro de casa, sob a proteção dos nossos Mentores, que nos inspiram à reflexão imediata após o triste episódio, para que não comprometa nossos relacionamentos.

Estes choques, quando assistidos espiritualmente, levam o agredido a refletir imediatamente e desconsiderar o fato, exercitando sua tolerância e superando mais um passo de sua jornada.

O espírito, auxiliado naquela passagem, é conduzido ao Templo, para que possa receber a Doutrina e o encaminhamento.

O promotor do desequilíbrio pelo seu padrão vibratório, conscientizando-se de sua intolerância, pode ter a feliz oportunidade de procurar semear o perdão. Do contrário, resta relembrar: “O escândalo há de vir, mas ai de quem for seu instrumento”.

Finalizando, consideremos que os pequenos choques entre médiuns, às vezes de uma forma injustificada, podem ser aproveitados pela Espiritualidade e também para os encarnados envolvidos, se estes compreenderem o momento vivenciado e exercitarem a humildade, em busca do perdão; e a tolerância, com a incompreensão alheia.

Que este texto não sirva de desculpa para os mal-educados! Mas sim de alerta para o exercício constante da fraternidade! Somos verdadeiramente irmãos, e como tais, os choques acontecem, mas até estes podem nos levar a algo bom e produtivo. Salve Deus!

Kazagrande

Obs.: A História acima é real, mas teve alterações para evitar a identificação de seus personagens.

6 comentários:

hans disse...

Salve Deus Mestre
Em parte concordo com o Sr. Mestre.
Mas hoje em dia o que vemos em templos sao pessoas de mau carater e sem educaçao, utilizando dessas desculpa de estarem com irmaozinhos apra agredirem
Geralente sao Mestre com alto nivel de consagração pois se acham o todo poderosos.
Sao aqueles que Tia neiva disse ao Mario Sassi.
Els estao no Vale mas o Vale nao esta neles
Salve Deus
Hans

Kazagrande disse...

Salve Deus!
Nao podemos julgar, mas sem dúvida, que ousar se utilizar de uma desculpa espiritual erra tanto quanto o que se recusa a perdoar.
Kazagrande

Anônimo disse...

Salve Deus Mestre

kazagrande

admiro o citado acima assim comos outros em seu blog.
continua assim!

joao disse...

Aos poucos agente aprende q a tolerância é como treinamento aos poucos agente vai aperfeiçoando!


Mestres são pessoas comuns no seu dia a dia, mas passando do portão pra dentro se tornam 'MESTRES' e devem esquecer os seus problemas lá fora. Nada de trazer problemas da sua vida particular pra dentro do vale.


Mas é claro que existem casos que a espiritualidade se utiliza desses fatos pra uma posivel libertação de espiritos... mas isso vai depender muito de que é 'vitima'nesses casos, pq tem que ser tolerante!




SALVE DEUS!
heloy

Anônimo disse...

Interessante,sabe acontece muito isso aqui em minha casa quero dizer no templo!rsrsrsr


ninfa Samaritana lua em cristo Jesus.

Mestre Amorim disse...

A coisa mais feia que pode existir num templo do vale do amanhecer no Brasil é a de que uma APONARA viva dissiminando discórdia, inveja, rancor num templo... e isso ocorre no meu templo! Aí sim é a verdadeira prova de intolerância, egoísmo, rancor, desprezo, interesse nas coisas alheias, etc... isso tudo vejo em meu templo, por parte da Aponara e seus seguidores... Faz tempo que não vou ao templo principal por coisas desse tipo... pois uso o seguinte ditado: Se o mal o tira de sintonia, afasta-se dele e deixa-o sozinho perdido em sua ignorância e incompreensão!

Postar um comentário

Comente com amor! Contrua e nâo destrua! Críticas assim serâo sempre bem vindas.