TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Último Editorial - 2011


Remontar os séculos, reviver as heranças... Nas margens do Titicaca eu chorei!

Chorei pela história não contada, perdida entre lendas e mistificações.

Chorei ao sentir o espírito livre e desperto, aberto além dos mistérios da mente e atento a tudo que verdadeiramente o cerca.

Não foi triste e nem alegre, apenas consciente do tanto que existe a ser feito e quanto já foi abandonado em outras civilizações.

Como é grande nossa responsabilidade! Muito grande para se perder em banalidades do físico, entre fofocas, maledicências e improfícuas divisões. Ainda nos perdemos em busca de um poder temporal que não é regido pela Espiritualidade.

Mesmo com tanta responsabilidade, nossa missão é tão simples: Amar e Curar! Nada mais verdadeiramente importa, pois não nos trará evolução. O poder não evolui, o quê evolui é a nossa capacidade de amar. Se perguntássemos a cada nova atitude: Estou amando? Ou simplesmente: Meus atos, palavras e pensamentos estão fazendo o bem? Saberíamos exatamente como agir, como sermos felizes!!!

Para muitos a felicidade ainda está ligada diretamente ao “ter”, pois eu afirmo: você terá!

Para outros ainda existe a necessidade de ter alguém ao seu lado, e novamente afirmo: você encontrará!

Tudo o quê precisamos para bem cumprir esta missão, estará em nossas mãos, sim: é possível!

Não escrevo com a mente sonhadora, mas com a experiência de quem viveu e sabe que despertar o espírito lhe traz tudo para sua felicidade. Já somos Jaguares, e temos o poder de plasmar nossos pensamentos em realidade. As palavras proferidas tem um poder incalculável na realização de nossos sonhos e no cumprimento desta jornada.

As chaves são: o equilíbrio de nossa tríplice balança e o padrão vibratório!

Há um ano, tudo o quê hoje vivo era impensável. Recordando este passado tão recente vejo que é possível!

Ser Doutrinador, ser Apará, ser Médium!!! Despertar o poder adormecido, a herança abandonada por não saber amar... Aprender a amar!!! É o quê basta! Não importam opiniões e posições. Está em nossas mãos e pronto! Cumpra sua jornada, Jaguar! Desperte para sua missão e seus caminhos se abrirão. Não se envolva em energias que não fazem parte do que deve ter aprendido. Disputas, intrigas e questionamentos são inúteis. Vá ao Templo para trabalhar e depois volte para sua casa. Forme seu lar e traga felicidade aos seus familiares. Dedique-se no seu trabalho material ou abra sua mente para as oportunidades que chegam naturalmente, não importa quão pequenas ou “humilhantes” possam parecer. Há um ano, considerando os fatores materiais, eu sequer poderia sonhar. A oportunidade de trabalho que recebi mal daria para cobrir as necessidades básicas...

Sei que não sou a voz solitária que clama a beira da lágrima da Estrela Candente, somos muitos e aos poucos vamos despertando, cada um no seu tempo. Sei apenas que meu tempo chegou e não posso mais brincar.

Kazagrande

Obs.: As republicações dos últimos dias são em virtude de, após sete anos, ter conseguido uns dias de férias com a família e estamos percorrendo diversos roteiros pelas terras que nosso amado Pai Seta Branca pisou. Logo estarei com energias renovadas e muito para escrever. Um fraterno abraço a todos. Kazagrande

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A PIRA


Mestre, o quê são aqueles “desenhinhos” que tem na Pira?

Salve Deus! Infelizmente, muitos já estão se esquecendo e até mesmo formando Mestres que desconhecem o significado. Já encontramos hoje Templos que sequer têm a representação correta devidamente pintada na Pira.

A Pira é nosso primeiro contato ritualístico com a Doutrina. Onde aprendemos a fazer nossa preparação e onde firmamos nosso primeiro compromisso iniciático.

Claro que nem todos são “obrigados” a saber seu significado simbólico, mas os instrutores e principalmente os presidentes, devem ter o cuidado de estar atentos para responder corretamente se são questionados.

Infelizmente este conhecimento vai se perdendo em uma pressa injustificada de “preparar” médiuns e futuros instrutores, sem o devido cuidado.

Coisas simples, básicas, e que aqueles que tem o “espírito de Jaguar” questionam, perguntam, sentem “fome” de conhecimento, devem ser respondidas! Quem chegou antes tem esta obrigação de estar preparado para responder ou para encaminhar a quem sabe responder com segurança.

Vamos a resposta:

A Pira representa o centro de controle do Templo e, ao mesmo tempo, é uma síntese da Doutrina do Amanhecer.

Colocando-nos de costas para a estátua de Jesus vemos o seguinte:

a Terra, representada pela base;

o Sol a sua esquerda e a Lua a sua direita.

No centro está colocada a Presença Divina. Essa figura não é privativa de nosso Templo e é encontrada em uso em outros grupos iniciáticos. Ela representa os 7 planos do Homem, ou seja, do Espírito encarnado na Terra com seus 7 raios de forças.

No centro, na parte espelhada, está representado o Corpo Físico, seu sistema nervoso, os 7 plexos, seus “chakras” correspondentes e o sistema circulatório do sangue.

O sangue venoso e o sangue arterial representam os pólos positivos e negativos.

O círculo maior destaca o Plexo Solar e o seu respectivo “chakra” umbilical.

As duas taças representam o sangue que fornece o ectoplasma.

As duas setas, uma subindo e outra descendo, simbolizam a macro-circulação.

Temos então representados o Micro-Cosmo, que é o Homem, e o Macro-Cosmo que representa seu Universo.

As estrelas simbolizam Mayanti e as nossas casas transitórias.
Kazagrande

domingo, 18 de dezembro de 2011

Eu sou eu mesmo?


Muita gente que recentemente me reencontrou por conta do blog, ou pelo atendimento do site, ou ainda pelo Orkut, MSN e outras parafernálias da internet, me faz esta pergunta: você é você mesmo? rsrsrsrs

Sim, sou eu... Acho! Na verdade creio que mudei um bocado em vários aspectos, mas na essência, ainda devo ser o mesmo. Pelo menos não troquei a roupagem física ainda!

Mudei em relação a minha forma de me comportar. Não tenho a mesma impulsividade e a língua solta. Dominei-me aprendendo a me calar mais, a observar mais, a analisar mais.

Creio que devo ter amadurecido. Cheguei aqui na Bolívia, onde minha esposa e ninfa (A mesma! Esso não mudo mesmo!) veio estudar Medicina, realizando o sonho de sua vida. Cheguei aqui depois de uma ascensão relâmpago, onde de “quebrado” recomecei a vida como professor, depois diretor, depois conferencista, apresentador de tevê e por último Diretor de um canal de televisão.

Ao chegar aqui as coisas mudaram radicalmente! Todos os tipos de dificuldade apareceram. Não vou ficar contando meu drama pessoal, mas para que tenham uma idéia, cheguei a gastar minha última moeda literalmente!

Durante o período de maior provação, foi quando reencontrei-me comigo mesmo e com as coisas simples de nossa doutrina. Impedido de chegar ao templo, por não ter sequer o dinheiro da passagem, busquei apoio em nossos três horários (lembram... aquele compromisso que fazemos na Iniciação?). Amanhecia o dia e lá estava eu, emissão e canto, oração e fé. Ao meio-dia, as três da tarde, as oito da noite, e lá estava eu, em frente ao Aledá improvisado com uma caixa de papelão, umas fotinhas, sal e um perfume que ganhei de presente. Nestes momentos em que não sabia se conseguiria passar o dia eu sentia cada vez mais forte a presença de nossas entidades, particularmente de Pai João. Eu estava sendo disciplinado! Necessitava aprender algo, compreender onde estava errando até então!

O quê aprendi, o quê compreendi, é muito pessoal para contar aqui na internet, mas agradeço todos os dias pelas dificuldades que passei (digo todos os dias mesmo, pois preservo o hábito da oração matinal e continuo mantendo nossos três horários). Tenho a certeza que meu orgulho jamais seria quebrado de outra forma. Que somente vivendo o quê vivi, é que poderia resgatar minha fé! Quando deixei de reclamar e pensar em me revoltar e ameaçar “largar tudo”, quando parei com estas infantilidades e agarrei-me aos conhecimentos que tinha, tudo começou a mudar. Compreendi as cobranças, identifiquei as energias, evitei envolver-me em energias que não fossem boas e produtivas, afastei-me de quem vivia de sonhos e ilusões e pus os pés-no-chão!

Hoje as coisas estão encaminhadas, ainda existem dificuldades, mas tiro de letra! As pessoas que me conhecem comentam: “Não tem como encontrar com você e não sair sorrindo!” Sei que isso é bom, que aprendi a alguma coisa enfim!

Se eu ainda sou o mesmo? Bem, continuo brincalhão, não perco uma frase mal colocada e se bobear ainda coloco um rabo para o seu carro puxar. Inspiro-me no meu saudoso Adjunto, Mestre Mario Kioshi, que resolveu me esperar lá em cima e não aqui em baixo, mas conhecendo o japonês como eu conhecia, é capaz de ele reencarnar antes de eu chegar só para me sacanear!

Abandonei as ironias e aprimorei o bom humor.

Compreendi que somos frutos do que semeamos, e que ainda há tempo para semear um futuro melhor.

Consegui me perdoar, me compreender.

Aprendi a respeitar as diferenças das pessoas que amo e a dedicar tempo de qualidade para elas! Não importa a quantidade de tempo, mas o quanto você verdadeiramente está presente quando está ao lado de quem ama!

Vale registrar que entendi que minhas verdades não devem destruir as ilusões de ninguém, e que é melhor sair desacreditado do que deixar alguém chorando!

Creio que este texto ficou muito pessoal, mas vou publicar assim mesmo, hoje é só o Rodrigo que escreve. Um fraterno abraço, e opinem mais sobre os textos, o espaço de comentários é para isso! Assim vou conhecendo o quê vocês mais gostam de ler e busco manter a mesma linha.

QUEM É MEU IRMÃO?


“Senhor, se meu Irmão pecar contra mim, quantas vezes eu deverei perdoar-lhe? Até sete vezes? – Disse-lhe Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mat. l8:21-22)

Sabemos que só irmãos consangüíneos possuem características comuns que deveriam conduzir ao afeto sólido e desinteressado, cultivando o amor familiar.

Em nossa doutrina, por vezes, temos o tratamento cordial e afetuoso de “irmão”, que a maioria recebe sem nenhuma restrição, tornando-se uma saudação quase tão natural como o nosso “Salve Deus”.

A essência da fraternidade é o amor, e nós, jaguares, dedicamos muito amor uns aos outros; é essa prática que funde o sangue para que haja nesta tribo uma só criatura.

O Amor, a Humildade, a Tolerância, e a Fraternidade dentro de nossos templos devem transformar-nos em seres amáveis, espontâneos e fieis, aptos a conviver bem com todos, mesmo fora da missão.

Na verdade, o amor fraternal deveria estender-se a toda a humanidade; mas é claro que ainda não estamos preparados para isso.

Os Jaguares da Doutrina do Amanhecer são estimulados, pelo conhecimento deixado por nossa Mãe Clarividente, a viver de uma forma que produza um nível elevado em suas relações com seus Irmãos, assim como, com toda a humanidade. Em outras palavras, é preciso não perder o significado e tornar verdadeira a expressão IRMÃO, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo; que cada um de nós se torne útil segundo as capacidades e os meios que Deus Pai Todo Poderoso nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante faz desaparecer o sentimento da personalidade.

Quando os homens tiverem se libertado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, não se fazendo nenhum mal, ajudando-se mutuamente pelo sentimento natural da solidariedade; então o forte será o apoio e não opressor do fraco, e não se verão mais homens desprovidos do indispensável para viver, porque todos praticarão a lei da justiça.

A atuação da vibração energética pela força-pensamento coletiva de jaguares reunidos em um mesmo templo, emitindo vibrações fortes e idênticas, pensamentos da mesma natureza, concentrados na realização de um mesmo trabalho espiritual, cria uma poderosa cadeia do bem! Que não pode ser desfeita por aqueles que chegam fora desta sintonia de realização, aparecendo para disputar primazia, brigar, discutir classificações, cargos, assumir a postura divina de donos da verdade, etc., etc..

Um Jaguar verdadeiro cumpre seu trabalho espiritual na sintonia da realização do bem, de atender os que desesperados nos procuram ou nos são enviados.

Existe é claro, o “chorão”. Que vê a vida como um terremoto: o chão ameaçando a abrir, o mundo caindo sobre ele. Corre desesperado para lugar algum ao encontro do nada. Não devemos receber esses estados depressivos, com a idéia de que estaremos ajudando um Irmão a carregar seu fardo.

Há, também, o “desagregador” criador da discórdia e do sofrimento. Sua atmosfera mental fica carregada de uma força destruidora. Vai ao Templo já dominado por sentimento de angústia, de obrigação, com ódio, melindres e ressentimentos para gerar culpa ou acusações ou tentar criar tensões nos demais e jamais se entender com os que divergem de suas opiniões. Planta a semente da desintegração nos que são suscetíveis às suas influências. Sua mente se torna como que uma nuvem escura que encobre a luz e o poder da verdade. Ele abafa sua alma com pensamentos maus. Regozija-se com o mal de seus irmãos, pois, no seu orgulho, imagina que o não afetará. Aqueles que se deixam fascinar pelas suas falsidades, não podem ver a verdade e são levados a crer que o falso é verdade, que só a vontade egoísta triunfa. Este está tirando o valor da vida dos outros e impondo a sua. Não os condenem, esses por si mesmos se destroem.

Outro “problema” entre nossos irmãos jaguares são os “mágicos”, com aparições inesperadas, trocam a festa, a TV, o passeio, a viagem, pela tarefa que assumiram livremente. Quando o responsável pela escala lhes cobra comportamento responsável, zangam-se. O argumento usado é que eles dão a sua colaboração livremente e têm o direito de comparecer quando lhes convier. Afinal, trabalham de graça e têm seus compromissos particulares para atender.

Estamos todos sujeitos a cometer erros. Ninguém alcançou classificação tão alta que se ache tão livre do erro, que possa julgar com retidão todas as causas que levaram outros jaguares ao erro. Uma Entidade de Luz não condena; compadece-se das condições limitadas do encarnado e procura fazer-lhe mais fácil a vida pela alegria e a bondade. Perdoemos nossos erros, pois até o direito de errar é sagrado, desde que corresponda ao intransferível dever de assumir a conseqüência do que se praticou.

Somente reconhecendo nossos defeitos é que podemos vencê-los. Quando estudarmos o quê nos desagrada em nossos Irmãos chegaremos a eliminar os nossos defeitos, que são muitas vezes semelhantes. Assim teremos tudo que se precisa para vivenciar a Tolerância. Sejamos tolerantes para com as opiniões e os atos dos nossos semelhantes. Aprendamos a perdoar as ofensas que nos são feitas. Não tenhamos senão pensamentos, palavras e ações positivas.

Deixemos de lado nossas desavenças, nossas dificuldades, passemos ao entendimento mútuo, e nos irmanemos em torno do Amor, da Humilde e da Tolerância.

Kazagrande

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Com preguiça de vencer!


Salve Deus!

Ontem eu comprei uma nova carteira, a minha anterior já estava literalmente se desmanchando. Ao retirar o conteúdo da antiga, para organizar na nova, encontrei um bilhete que escrevi há pouco mais de um ano, quando havia comprado a tal carteira, logo após ter sido assaltado (uma hora destas conto esta passagem também).

Recordei que quando escrevi o bilhete, eu estava em uma situação difícil. Sem emprego, sem perspectivas, sem apoio de ninguém e ainda em um país de costumes e até idioma diferente.

Escrevi neste pedaço de papel tudo que eu gostaria de fazer e ter e em seguida coloquei em um espaço oculto da carteira.

Ao reler hoje, quase nem acreditei! O primeiro item da lista, em função do Exílio do Jaguar, que dava seus primeiros passos aqui na internet, era: Escrever um livro! Algo inimaginável, pois implicaria em muito tempo e recursos financeiros para a edição. Escrevi uma porção de coisas materiais também, cuja única maneira aparente de adquirir seria se eu ganhasse na loteria... Mas... Está tudo aqui! Nem vou descrever para não ostentar o desnecessário! Está tudo aqui e nem ganhei na loteria! Foi com muito trabalho e padrão elevado para atrair, dia por dia, a energia necessária para materializar meus sonhos. Já escrevi antes: é possível!

Não existe nada que justifique a preguiça. É um dos sentimentos negativos mais bem disfarçados e utilizados pelos espíritos sem esclarecimento. Insuflam a preguiça por meio de nosso desanimo diante de novos obstáculos e da falta de coragem para encarar como novos desafios a serem vencidos.

A preguiça não se manifesta apenas diante das tarefas do dia a dia. Ela chega para afastar-lhe dos trabalhos espirituais, disfarçada em questionamentos improfícuos que em nada irão mudar as situações presentes.

Ela manifesta-se como timidez para impedir que manifeste seu amor e abrace os seres amados.

Destrói o momento que lhe foi reservado para vencer, para superar ou simplesmente mudar e dar um passo a mais rumo à verdadeira evolução.

Domina seu corpo e sua mente, transformando seu olhar em um contagiante negativo para os que lhe observam. Seus gestos, sua fala, seu toque, tudo fica negativado e a energia emanada é sempre prejudicial.

Já repararam os sentimentos que temos diante de uma pessoa preguiçosa? Ou temos raiva, ou nos contagiamos. De qualquer forma é sempre negativo.

Hoje é o dia de resolver seus problemas. Há quanto tempo você se propõe a mudar sua vida, melhorar seus atos, direcionar seus pensamentos e cessar definitivamente as fraquezas?

Então deixemos de preguiça! Limpemos a casa. Fisicamente e espiritualmente. Iniciemos pelo físico, pois nosso ambiente é sempre o reflexo mental projetado. Se estamos em meio da bagunça é porque nossa mente está bagunçada, ou suja...

Depois preparemos, direcionemos os pensamentos. Escrever os objetivos, pensar no quanto podemos atingir é fantástico! Melhora nosso padrão vibracional e nos dá  a sensação de organização.

Dificilmente resolveremos tudo do dia para noite, mas projetar a energia em favor de nossos objetivos é fundamental. Vale a pena sonhar e criar o novo futuro. Escrevo com a certeza de quem verdadeiramente mudou a própria vida e que sabe que você também é capaz.

Kazagrande

domingo, 11 de dezembro de 2011

O orgulho de nossa caminhada


  Texto do jovem Mestre TONY DUDA

“Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”.

Nem sempre essa frase é válida. Mas às vezes se faz necessário praticá-la!

Passei por uma recente experiência, que me reacendeu essa velha idéia como um alerta. Minha mãe precisou passar por uma cirurgia e foi nesse momento que percebi o quanto estamos aparentemente “dormindo nesse mundo acordado”.

No dia da cirurgia, eu e minha irmã precisávamos chegar bem cedo ao hospital para conversar com o medico, e também falar com minha mãe, que já havia se internado no dia anterior para realizar os procedimentos antecedentes. Como a cirurgia estava marcada para as 7hs30 e morávamos razoavelmente perto do hospital, resolvemos acordar umas cinco horas da manhã e sair de casa no máximo às 6hs para dar tempo fazer tudo.

Quando chegamos ao quarto, ela tinha acabado de ser chamada para fazer os procedimentos iniciais, que foram antecipados. Nessa hora, bateu uma sensação de remorso porque não havíamos chegado ainda mais cedo ao local. Ela estava ansiosa e não poderíamos ter faltado nesse momento. Como ela iria a uma sala de cirurgia sem falar com ninguém da família antes??? E se a ultima vez que eu teria falado com ela fosse a conversa da noite anterior, quando estive no hospital? Afinal, tudo poderia acontecer, não é mesmo? E a cirurgia tinha indícios de que poderia ser complicada.

Tentamos entrar no local que era restrito, mas sem êxito. O jeito então era esperar. Sentei-me em um banco da entrada e peguei o celular para ver a hora. Foi quando vi uma chamada não atendida dela. Era exatamente 6hs40. Seria a ultima ligação dela, provavelmente para dizer que estava indo se preparar para a cirurgia. O celular estava no vibracall e não ouvi. Meus olhos se encheram de lagrimas. E se algo acontecesse a ela e eu não conseguisse mais falar com ela? É nessas horas que a consciência bate mais forte. Num momento de perda. De muitas vezes deixar para amanhã o quê podemos fazer hoje. De estar mais junto das pessoas que amamos, de nossos familiares, amigos, de dizer que ama ou que perdoa, de sorrir e falar no lugar de ficar calado e reclamar, em algumas situações.

......

Quantas vezes não expressamos o quê realmente sentimos de verdadeiro, dentro de nossa própria casa, e não falamos com a sinceridade que nosso coração pede. E o orgulho? A chaga que muitas vezes emudece nossas palavras, que ficam vagando em nossa mente, e não são pronunciadas porque nos mesmos travamos nossa língua. Ai não somos gentis e nem sempre agradecemos ou elogiamos. Então perdemos a oportunidade e nem sempre temos uma segunda chance de fazer o que poderíamos ter feito. Mas ainda dá tempo de reparar isso.

Às vezes estamos de mal com alguém e não damos o braço a torcer. Ficamos intrigados e deixamos por isso mesmo. Empurrando com a barriga. Chegamos a destratar alguém de nossa convivência ou até mesmo um desconhecido e a ultima fala que fica registrada pode ser uma palavra ríspida.

O orgulho muitas vezes também nos engessa e não nos deixa sair do canto, impedindo-nos de praticar um gesto humilde e sem esperar algo de troca. Em resumo, o orgulho é como um freio em nossa caminhada. Por isso, se não mudarmos desde já nossos pensamentos e atitudes, talvez não consigamos deixar para amanha o que poderemos fazer hoje. Que isso comece comigo!

Tony Duda
Príncipe Maya Em Cristo Jesus!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Condessa Natanry e o Marido da Condessa


Observação Inicial: Não é Condessa de Natharry, como muitos da falam pela tradição de usar a partícula “DE” indicando origem do local do condado. O nome desta grandiosa Entidade é Natanry (pronuncia-se NA-TAN-RRY), com “N” no “meio” e sem o “DE”, pois é seu nome próprio e não a origem do local que provem. Resgatemos esta lembrança: Condessa NATANRY!

A história da Condessa Natanry, começa antes do episódio da Queda da Bastilha, marco da Revolução Francesa, entre o fim do século XVIII e início do século XIX, que inclusive nesta época do ano revivemos as tristes vibrações e sofremos ainda as conseqüências do que desajustamos por não saber amar.

A primeira Ninfa preparada para representar a Condessa foi Teresinha Bastos, a “Teresinha Cantora”, a quem Tia Neiva também entregou a missão de interpretar nossos mantras cantados. Ela assumiu esse papel nos primeiros rituais.

Revolucionários que não concordavam com o regime monarquista na França entravam nas casas dos nobres, cometiam atrocidades, assassinavam as pessoas, marcavam essas casas com cruzes de sangue.

Tia Neiva dizia ser a Condessa era uma mulher rica, poderosa, altiva e era muito influente na sociedade francesa da época, porém seu marido foi acusado, antes da tomada do poder, de fazer parte desse movimento revolucionário.

A condessa assistiu ao julgamento de seu marido e mesmo com todo o seu poder e influência, o mesmo foi condenado à morte, apesar de ser inocente. A partir deste dia, por causa dessa injustiça, ela mudou seu comportamento e começou a participar de todos os julgamentos que aconteciam naquela época, lutando para que a justiça sempre prevalecesse.

Nos planos espirituais, quando um líder se desvia do roteiro traçado para sua encarnação, correndo o risco de colocar a perder muitos mais, pela sua condição de liderança, existe um julgamento, chamado de Leilão, que ocorre quando os mentores daquele espírito, em conjunto com altas entidades, julgam se devem ou não desencarná-lo, pois aquela conduta desviada pode levar inocentes a agravarem seus carmas.

Quando a Condessa desencarnou, a espiritualidade a colocou junto a estes Leilões. Ela ainda se veste de preto devido ao seu papel de “testemunha dos tempos”, como também por ter sido viúva de um homem injustiçado. Hoje é uma entidade de altíssima hierarquia e teve várias encarnações junto aos Jaguares.

No ano de 1982, por determinação de Pai Seta Branca, Tia Neiva iniciou o trabalho de Julgamento. Preparou, então, a representante da Condessa Natanry, na qualidade de testemunha dos tempos vividos pelos Jaguares, figura que tornou-se obrigatória nos Julgamentos e Aramês, perante a qual os prisioneiros e prisioneiras devem passar e prestarem reverência antes de retirarem suas atacas e exês, pois representa o espírito da justiça zelando pelo cobrado e pelo cobrador.

Ser representante da Condessa Natanry é ter o compromisso de zelar pela sua conduta e equilíbrio perante o corpo mediúnico, tornando-se um referencial positivo para seus irmãos e irmãs da Doutrina do Amanhecer. Importante lembrar que as representantes não são uma falange missionária específica, podendo pertencer a qualquer outra falange.

Kazagrande

Abaixo estão os links para a gravação de “Diálogo com o marido da Condessa”:



Assista também esta belíssima apresentação feita em homenagem à Ninfa Teresinha Bastos, que foi a primeira a representar a Condessa. A apresentação contém belas fotos do Vale (algumas históricas) ilustrando um emocionado texto da Ninfa Muruaicy Nilma Mayrá. (Recomendo!)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Eu te amo!


Três de outubro de 1994 – A Ninfa aproveitava o feriado para realizar seu Retiro, na semana em que faria a Elevação de Espadas. Acabava de sair da Mesa Evangélica e sabia que iria receber o convite para os Tronos, pois estava sempre disposta a trabalhar!

- Salve Deus, Ninfa Lua, vamos para os Tronos?

Ao ouvir a voz do Mestre, ela recordou da última doutrina recebida na Mesa e sentiu a mesma emoção que havia sido repassada ao espírito encaminhado. Era o mesmo Mestre, cuja face não conhecia, mas que marcara pela doutrina realizada do fundo do coração.

Trabalharam juntos o dia todo, em todos os trabalhos. Reencontraram-se no dia da Elevação de Espadas, e, após o término do Ritual, sob a luz do Cruzeiro do Sul e de um belíssimo luar, trocaram o primeiro beijo.

No dia seguinte ela viajou. Ficou fora por quinze dias. Quinze longos dias para os dois, que ficaram pensando no significado daquele beijo. Quinze dias pensando e formando uma corrente magnética que os envolveu e envolve até hoje... Dezessete anos depois!

Tivemos que abrir mão opiniões e costumes, em favor de uma boa convivência. Sofremos com nossas personalidades “espartanas”, por assim dizer. Saímos do zero e quando tudo estava bem, perdemos tudo e tivemos que recomeçar, uma... duas vezes... Nunca nos separamos, apenas “quase”...

Ela esteve ao meu lado na hora mais difícil de minha vida, quando pela dor tive que aprender a dura lição do orgulho.

Quando perdi tudo e tive que recomeçar minha vida do zero, ela não se amedrontou e me seguiu. Deixou tudo para traz: seu emprego estável, seus familiares, seus amigos e sua vida pessoal. Acompanhou-me rumo ao desconhecido e incerto recomeço que se apresentava.

Por isso, quando surgiu a oportunidade dela realizar o sonho de sua vida (Estudar Medicina, depois de tantos anos trabalhando na Saúde Pública com Enfermagem), eu também não pestanejei e larguei tudo para que ela pudesse realizar este verdadeiro “chamado”.

Deixei um bom emprego e o “poder temporal” adquirido e parti para outro país, com outro idioma, para recomeçar de novo, e também reviver e finalmente passar no teste do orgulho.

Juntos multiplicamos o amor que nos uniu em duas lindas meninas (dizem que homem de carma pesado só “faz” menina). Trabalhamos muito, mas muito mesmo e por vezes ficamos recordando nossos trabalhos e entendendo ainda mais o porquê de estarmos juntos.

Somos almas gêmeas? Não tenho a menor idéia! E nem me importa! Somos almas afins que juntos constroem uma família com muito amor. Que semeia alegria por onde passa.

Neste texto estão apenas algumas recordações, sem uma precisa cronologia e sem qualquer pretensão além de registrar o Amor e o Carinho pela minha companheira: Nilma Mayrá! Minha esposa, cumplice, amiga, amante, companheira, Muruaicy e Ninfa Lua!

Hoje, 07 de dezembro, é seu aniversário (não perguntem quantos anos!!!!) assim que deu Meia-noite, a despertei com uma bela serenata. A foto acima foi realizada há pouco. Eu estou vestido a caráter, misturado com o grupo que contratei para a legitima seresta mexicana (Mariachis).

Kazagrande
Que nosso Amor não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

LUZES DO AMANHECER 3 e 4


Nem sempre é fácil conciliar todos nossos afazeres com sabedoria e responsabilidade.

Nesta semana, mesmo sendo curtinha em função do Carnaval, o trabalho foi dobrado em todos os aspectos: muitos emails, comentários, muito trabalho também na Universidade e sobrou pouco tempo para a família, porém... Tenho demais a agradecer!

Observando meu esforço para poder conciliar tudo, com o pouco tempo que um dia de 24 horas parece comportar, minha esposa presenteou-se com todas as mensagens do “Luzes do Amanhecer” digitadas (eu sempre vivia prometendo para mim mesmo que ainda faria isso). Minha filha separou algumas fotos de excelente qualidade lá do Templo Mãe e restou-me organizar tudo e formatar mais duas apresentações em PowerPoint com frases de Tia Neiva.

Vemos circulando pela Internet centenas de mensagens de todas as origens e correntes. Creio que está na hora de valorizarmos um pouco a “prata da casa” e distribuirmos também as pérolas de Luz que nossa mãe Clarividente deixou. Assim, logo abaixo estão os links para as novas apresentações para que possam baixar e distribuir por emails aos seus contados.

São mensagens que servem para qualquer pessoa e de qualquer religiosidade. Traduzem o infinito amor de nossa Mãe e sua grande preocupação com o nosso bem. Fica claro que muito antes da publicação do livro “O Segredo”, Tia Neiva já nos mostrava que era possível criar nossa própria realidade, semear nosso próprio futuro de acordo com o que pensamos, falamos e fazemos.

Registro o agradecimento a maravilhosa família que Deus me presenteou e presenteio a todos vocês estas duas pérolas parA serem compartilhadas, auxiliando na semeadura do “Bom e Produtivo” para todos nossos irmãos.

Um fraterno abraço,
Kazagrande

LUZES DO AMANHECER 3

LUZES DO AMANHECER 4

O dono da verdade


O jovem de “branquinho” estava revoltado!

Reclamava verdadeiramente decepcionado. Não conseguia enxergar um único Mestre que atuasse totalmente dentro dos padrões estabelecidos no Desenvolvimento. Eram Passes Magnéticos aplicados de forma incorreta, convites mal feitos, doutrinas robotizadas realizadas enquanto o Doutrinador olhava para outros lados, até na Preparação já havia ficado atento e encontrado quem dizia as palavras de forma incorreta.

- Como podem querem fazer o bem se não fazem nada direito? Eles não tiveram aulas que nem eu? Será que só eu vim para fazer tudo corretamente? E mais, são arrogantes, não me dão atenção só porque ainda estou de Branquinho. De que adianta ter o colete repleto de medalhas se não sabem nem o básico da Doutrina? Como querem atuar dentro da Disciplina e na Lei do Amor, se depois de tantas Consagrações, ainda estão tão cheios de erros e imprecisões? Não vejo ninguém, além do senhor, que faça tudo direito. Teremos uma longa missão!

Escutei tudo que ele me dizia, com toda a paciência do mundo. Deixei que falasse tudo que desejava, que liberasse aquela energia e fiquei observando-o um instante, em silêncio, depois que terminou, eu lhe disse:

- É meu irmão... Verdade. Os que só conseguem ver os defeitos dos outros, é porque ainda não podem, ou não querem amar ninguém...

Kazagrande

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Eldorado da Eletrônica


  “Então, o espírito do El Dourado pousará pela eletrônica e tudo se modificará.”  Tia Neiva em 11 de dezembro de 1972. 

  Tia Neiva não gostava das “profecias e previsões”, dizia que apenas se manifestava porque fazia parte de sua herança e não podia negá-las simplesmente.

Nas poucas previsões que registrou, temos a recordação da carta “Brasil – Celeiro do Mundo”, redigida em 1972, onde encontramos confirmações de tudo que hoje vivemos em nosso país.

Na finalização desta carta, nossa Mãe Clarividente afirmou que “o espírito do El Dourado pousará pela eletrônica e tudo se modificará”, fazendo referencia à transição dos momentos mais difíceis para a chegada da Luz por todo nosso planeta.

Hoje já vivenciamos a chegada do Eldorado e começamos a sentir seus eflúvios iluminadores. Muitos pensam que o mundo está pior, com mais violência, catástrofes, etc... Mas na verdade o quê existe é mais luz, que permite que possamos ver, com mais clareza, tudo o quê nos cerca.

Antes do advento das comunicações “ao vivo”, informações em tempo real, câmeras por todas as partes do mundo, internet acessível, computadores mais baratos; as notícias chegavam devagar, desatualizadas e com menos impacto. Não temos grandes registros de todas as catástrofes naturais, ou epidemias que aconteciam antes.

A Gripe Espanhola (1918-1919), que afetou 50% da população do mundo e ceifou de 20 a 40 milhões de vidas, por exemplo, nem é tão comentada.

Em de Maio de 1960, um terremoto em nosso vizinho Chile matou mais de 1.600, deixou 3000 feridos, 2.000.000 de desabrigados.

Hoje acreditamos que as novas catástrofes naturais ou epidêmicas são o fim do mundo, apenas porque a informação existe e é muito rápida e precisa.

Existe mais Luz para permitir que enxerguemos melhor o quê estava oculto! É como chegar em casa à noite: antes de acender a luz, tudo parece em ordem e não aparece tanta bagunça assim. Ao ligar o interruptor, podemos ver melhor e saber o quê precisa ser arrumado.

A Eletrônica, especialmente no mundo informatizado das comunicações, vem trazendo esta luz. Mostrando que existe muito mais desordem do que antes aparentava, não é que tudo está pior, na verdade está mais visível e passa a ter condições de ser arrumado.

Aqui, no Exílio do Jaguar, chegam e-mails de irmãos nossos espalhados por todo nosso planeta. Médiuns que encontraram um ponto de união doutrinária e que já pensam em retomar suas missões e seguir em frente. Sentem-se mais seguros por encontrar um pouco de apoio e respostas para suas dúvidas.

Além de Brasil, Portugal, Estados Unidos, Bolívia, Inglaterra, que já possuem Templos do Amanhecer, já recebi contatos da Alemanha, Japão, Rússia, Inglaterra, Escócia, França, Argentina, Bélgica, Holanda, Ucrânia, Polônia... Nunca pensei que poderíamos ter irmãos Jaguares, que já iniciaram suas caminhadas e foram parar nestes recantos do mundo. Será por acaso? Chegaram lá “à toa”? Ou existe uma missão? Um porquê... Encontraram nosso pequeno site sem motivo? Já passei da época em que acreditava em coincidências!!!

Hoje entendo a seriedade de uma frase que marcou minha caminhada: eu disse que o dia que não encontrasse respostas em nossa Doutrina, deixaria meu colete e seguiria para busca-las. Nunca fiquei sem respostas (coerentes, plausíveis e que não agredissem minha inteligência), logo, não posso deixar ninguém sem respostas!

O Espírito do Eldorado já pousa sobre a aura deste plano! Deixemos de lado o quê não é produtivo, as discussões infrutíferas, os absurdos questionamentos jurídicos e olhemos para o espiritual! Para tudo que temos em nossas mãos! Para a missão que nos foi confiada! Unifiquemo-nos a tantos outros que hoje são Jaguares Exilados, mas que podem retomar a missão, e levar a Doutrina por todo nosso planeta!

Kazagrande

(Peço ao Pai que permita que esta mensagem chegue aos nossos Trinos)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um pouco de História - Parte III


A chegada dos escravos africanos impulsionou a economia mundial. Era o braço forte a ser explorado na colonização das novas terras descobertas. Tornou-se um hábito normal e aceitável, inclusive pelas religiões, que dominavam o sistema educacional e pregavam que os negros eram uma “sub-raça”, incapazes de evoluir intelectualmente, e deveriam ficar sob a tutela do “branco”, que os redimia na religião salvadora. Até mesmo nos livros escolares daquela época encontramos as referencias que citei.

A escravidão no Brasil durou até 1.888 (por isso no mantra cantamos “na era dos 8" – referindo-se a 1.888). Entre estes escravos, diversos Jaguares e até mesmo Tumuchys e Equitumans reencarnaram.

A lição obtida deste período é extremamente relevante: Não podendo impor e atender os desejos do corpo e da alma (personalidade transitória = alma), o escravo era praticamente obrigado a ceder às exigências de seu espírito. Encontrando em sua individualidade a única liberdade que dispunham. Assim, nasceram as primeiras práticas mediúnicas no Brasil e a “didática dos Pretos Velhos”.

Muitos destes espíritos alcançaram nesta época a redenção do carma, e hoje, continuam sua jornada nos auxiliando para que possam nos receber, nas mesmas condições, ao voltarmos ao Plano Espiritual.

Dentre os grandes líderes de outrora, dois tiveram um papel fundamental em nossa atual jornada no Vale do Amanhecer: Pai João e Pai Zé Pedro de Enoque. Nos 372 anos que durou a escravidão no Brasil, eles foram escravos em duas encarnações.

Na primeira encarnação, Pai Zé Pedro e Pai João eram escravos vindos em um navio negreiro, contavam com aproximadamente 14 anos (os dois tinham quase a mesma idade). Como bons missionários, foram os primeiros a sentir na carne os rigores da dolorosa experiência encarnatória.

Sofreram todas as dores, violências físicas e psicológicas passíveis da escravidão. Diferente do que muitos pensam, eles não eram irmãos e muito menos gêmeos. Ao contrário, viveram inicialmente em fazendas distantes, mas encontrando o contato com a Individualidade, se transportavam e conversavam entre si. Muitas vezes inconscientemente, e outras com a consciência desperta.

Pai Zé Pedro tinha um “senhor” na figura de um homem muito bondoso, que admirava suas palavras de sabedoria. Em determinado tempo, “converteu-se” a fé e sabedoria deste admirável africano, e acabou aceitando comprar um negro indiano (proveniente da Índia) que viera no mesmo navio que Pai Zé Pedro. Este indiano era ninguém mais que Pai João de Enoque. Juntos fisicamente e sob a proteção de seu senhor, podiam fazer na senzala praticamente tudo que sentissem a intuição.

Pai João, um dos antigos imperadores de Roma, mais habituado aos reinados e comandos, era o executivo. Pai Zé Pedro, mais místico, executava a Magia. O sincretismo religioso transformava as entidades espirituais que cultuavam em “santos da Igreja Católica”. Unindo assim as forças da Raiz Africana e Indiana, Olorum e Obatalá, em uma nova raiz, iniciando assim o Terceiro Sétimo.

Ao envelhecer o escravo era considerado inútil para o trabalho, e quando esta fase chegou para nossos amados dirigentes, dedicaram-se a prática dos “encantos e da magia”.

O Imperador, líder de tantos, o poderoso e influente político, os dois, agora reduzidos a forma de escravos, já haviam convivido em outra civilizações onde não se usava a escrita. As ordens eram transmitidas e recebidas pelo som, pelo comando da voz, pelas senhas secretas, pela magia vibratória. Suas memórias estavam treinadas, nesses milhares de anos, pela gravação dos fatos narrados, cantados e expressos pelo som.

Como espíritos veteranos deste planeta e integrantes da missão do Cristo Jesus, Pai João e Pai Zé Pedro eram possuidores da necessária bagagem mediúnica e iniciática que lhes facilitava a tarefa.

Assim, os escravos se comunicavam, davam vazão aos anseios de seus espíritos, pelo gesto, pela dança, pelos cânticos e pelos gemidos...

O instrumento mais simples e mais prático foi o ATABAQUE. Pai João sentava-se num toco e tocava seu atabaque. Seu som cadenciado ia formando os MANTRAS, que se espalhavam misteriosamente nas florestas e nas almas dos homens. Nasciam os cultos afro-brasileiros.

Na próxima semana uma nova Trilogia, dando continuidade e apresentando a chegada das Princesas e a formação da Cachoeira do Jaguar. Também a explicação sobre a diversidade de religiões formadas a partir destes episódios, e o papel de Pai Seta Branca e da Cigana Natasha neste período.

Kazagrande

Este breve relato, se lido em sua individualidade, vai trazer a luz a muitos dos questionamentos internos, explicando parte do caráter de nossa jornada.

Um pouco de História – Parte II

Salve Deus!

Chegarmos a “era moderna do Jaguar”, como seu Mário descrevia. Hititas, jônios e dórios... Macedônia, Esparta e Atenas... Egito e Roma!

A partir destas origens, a Tribo dos Jaguares foi ingressando na Era de Peixes, aguardando o nascimento de Jesus. Muitos encarnaram nesta época para preparar o caminho, para salvaguardar a chegada do Grande Mestre. Também muitos ali se perderam, pois envolvidos pela riqueza e poder que desfrutavam, acabaram por perseguir justamente os que deveriam proteger, pois já estavam sob o juramento da Bandeira de Jesus e sua Lei de Perdão.

A chegada de Jesus inaugurou uma nova fase planetária: a Redenção! Especificamente a redenção cármica através do Sistema Crístico. A grande barreira do etérico da Terra foi rompida, em uma gigantesca operação para o encarne deste Mestre Planetário. Estrelas, Amacês, e todo um deslocamento energético foi realizado, e partir daquele momento nunca mais a Terra foi o mesmo planeta.

Os Jaguares assumiram o compromisso de se preparem para o socorro final, e foram fazendo parte de momentos decisivos da história da Humanidade.

Durante este novo ciclo de “Redenção Crística” os espíritos passaram a poder voltar a sua origem. A colocarem-se a Caminho de Deus, por isso o “Sistema Crístico” também é chamado de “Escola do Caminho”.

Como na escola, espíritos passam por diversas lições, onde o maior conhecimento a ser adquirido (em termos de conhecimento!) é a distinção entre personalidade e individualidade.

Aqui necessitamos de uma pequena pausa para aclarar bem a idéia de personalidade e individualidade:

Personalidade – refere-se a cada uma das encarnações vividas, inclusive a atual. É o conhecimento momentâneo adquirido pelo ser encarnado e que fica disponível em sua mente.

Individualidade – é a soma dos conhecimentos de seu espírito. Suas encarnações como um todo, e mais todo o conhecimento, e instrução, recebido nos planos espirituais no período em que se encontra sem um corpo físico, ou fora do corpo físico.

A personalidade é um “papel a ser representado por um artista” e a individualidade é “o artista”. Um artista pode interpretar diversos personagens em sua vida. Assim também o espírito, vivendo em cada uma de suas encarnações, um novo personagem. A soma do conhecimento de todas as suas atuações é que compõe toda a bagagem do artista.

No Sistema Crístico, o artista é mais importante que o personagem que ele representa.

Seguindo esta linha comparativa de raciocínio, tão brilhantemente traduzida pelo Trino Tumuchy, ainda nos falta questionar: e o público?

Não podemos conceber uma apresentação artística sem o necessário apoio ou rejeição do público.

Em cada “palco da vida” que ingressamos com nossos “personagens”, o artista é considerado bom ou não, de acordo com sua atuação e sua contribuição para a totalidade da obra.

Todos nossos encontros e reencontros estão enredados com nosso “público” ou com artistas em papeis dentro da mesma obra.

Voltando a nossa História...

Grandes líderes políticos e religiosos! Como despertar novamente a individualidade destes espíritos endurecidos pelo poder? Espíritos que já ocuparam personalidades importantes entre os Equitumans, Tumuchys e Jaguares. Na sua maioria, foram líderes também nas ciências, nas artes, nas guerras e na direção dos povos e nações. Isso os tornara orgulhosos e soberbos, e, como conseqüência, eles haviam se endividado muito.

Com a chegada da “Escola do Caminho” e a implantação do Sistema Crístico, teriam que passar pelo crivo da Humildade, da Tolerância e do Amor, como, aliás, todos os espíritos que iriam compor a humanidade desses dois milênios. Mas, para eles, habituados às lideranças, seu papel teria que ser de destaque.

A sábia resposta da espiritualidade veio em conjunto com um novo planejamento, trazer a Raiz Africana para o “Novo Mundo”... Para o Brasil, especificamente!

Os Lusitanos dominavam os mares, nos séculos XV e XVI. Suas naus singravam as águas dos continentes, e iam deixando colônias onde aportavam. Dessas colônias, em países considerados exóticos pelos europeus, iam para a Europa as mercadorias especiais, as chamadas “especiarias”. Com essas mercadorias vieram, também, os escravos.

Sim! A escravidão foi a resposta encontrada para aplacar as personalidades agregadas ao espírito dos Jaguares, e ao mesmo tempo, trazer a Raiz Africana para o Brasil.

Os europeus estavam habituados, desde tempos remotos, com a idéia da escravidão de prisioneiros de guerra ou devedores de dinheiro. A idéia do escravo pela simples escravização existia, nessa época, mais na África e no Oriente.

Dessa forma, muitas de nossas Entidades que hoje apresentam como Pretos Velhos e Pretas Velhas, tiveram sua passagem por este período difícil da História. São espíritos que evoluíram, graças a esta penosa passagem que fez com que despertassem novamente para a individualidade, e conseqüentemente para as suas missões.

Para a História, a escravidão ficou registrada como apenas um episódio, às vezes chamado de “mancha negra da História do Brasil” ou, como resultante dos fatos econômicos da época.

Espiritualmente, a escravidão foi, na realidade, o movimento redentor, a grande prova dos espíritos missionários, dos endividados, dos orgulhosos, pois tinha o mais profundo sentido iniciático: a morte, a eliminação da personalidade, com isso obrigando a emersão da individualidade.

Assim, no palco da vida, o artista pode se sobrepor ao personagem, e determinados escravos lançaram as bases da etapa final da Escola do Caminho, criando raízes na religiosidade brasileira.

Na próxima continuação tomaremos conhecimentos das duas encarnações de Pai João e Pai Zé Pedro nas terras Brasileiras. (Continua...)

Kazagrande


Este breve relato, se lido em sua individualidade, vai trazer a luz a muitos dos questionamentos internos, explicando parte do caráter de nossa jornada.