TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

COMUNIDADE NO ORKUT


Por iniciativa do Mestre Juliano Leite, Adjunto Numanto, foi criada no Orkut uma Comunidade com o título “Exílio do Jaguar”. No intuito de aproximar os Mestres e Ninfas que participam desta pequena jornada. Confira e se adicione:


É uma forma de nos conhecermos, médiuns de diversos Adjuntos, Templos, cidades e países, somando nossas forças para o quê for bom e produtivo.

Obrigado meu irmão Juliano por esta iniciativa de deixar o Jaguar Exilado um pouco mais próximo de seus irmãos!

Kazagrande

O bilhete de Chico Xavier


“À prezada irmã Neiva, rogando as suas preces em meu favor.
Seu irmão e reconhecido, Chico Xavier. Goiás, 2-9-74”

Tia Neiva e Chico Xavier nunca se encontraram fisicamente, porém o respeito mútuo pela jornada em favor da Luz, os unia espiritualmente.

Aqui fica este registro!

O bilhete faz parte do acervo da Clarividente e foi cedido por Tia Lúcia (Carmem Lúcia Zelaya) por ocasião da publicação do “Jornal do Jaguar nº 10”.

Nunca encontrei um registro, mas afirmam que Amanto e Emmanuel seriam roupagens de um mesmo mentor de Luz. Não duvido, afinal relendo as mensagens que temos de Amanto, suas citações, podemos encontrar uma semelhança de abordagem espiritual.

Kazagrande

domingo, 26 de setembro de 2010

Seu Cavaleiro


Muitos ficam se perguntando, logo após receberem a Consagração de Ministro e Cavaleiro, qual é a função do Cavaleiro, se só chegou a partir daquela Consagração, etc.

Para que possamos compreender bem, sempre usei uma definição forte: O seu Cavaleiro é a Polícia Federal! Sua guarda e segurança!

Força bendita dos planos espirituais, recebe a missão de lhe acompanhar, de estar ao seu lado sempre que você invocá-lo. Zelando pela sua segurança, seu equilíbrio. Não permitindo que nada, que não pertence ao seu carma, ou que seu próprio padrão vibratório permita, lhe atinja.

Dessa forma, ao consagrar a Centúria, e não somente quando receber o nome, você já está sob proteção especial. Só necessita velar pelo seu padrão vibratório para ter toda a segurança no cumprimento de sua jornada e compromisso espiritual.

A invocação do Cavaleiro com – 0 – é o seu “190”! Ele irá lhe atender sempre que a sua sintonia permitir.

Kazagrande

Lembrete: No Canto do Cavaleiro Especial, muitos emitem: “...este poder decrescente iniciático da cura e do plexo físico...”. O CORRETO É: “...este poder decrescente iniciático da cura do plexo físico...”.

Carta
Não serás mais como a nuvem que vive a vaguear no caminho do Vento do Mundo.

Porque quis a vontade de Deus te agraciar com este rico Cavaleiro da Lança, companheiro da última hora, vindo de mundos afins da Luz e do Amor, com a missão, nesta jornada, de avaliar contigo, nos carreiros terrestres, e aliviar os teus tristes destinos cármicos.

Porque, filho, os cristãos apontam os anjos, os cientistas engrandecem a Terra.

A Doutrina junta os dois e forma a Luz para a Nova Era!

Contigo ele caminhará, se tiveres a fé do teu amor!

E não serás, também, crepúsculo.

Jesus, que é testemunha dos meus olhos, responderá por mim, na Luz de nosso Pai, que é Simiromba de Deus!

Tia Neiva em 5 de julho de 1980.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lição da Semana - 2

Filho, procure dialogar com o Aspirante, sem intrometer-se em sua vida particular, ensinando-o a respeitar a família - não o documento de casamento.

Seja humano acima de tudo, pois a religião consiste em respeito moral.

Respeite uma mulher.

Se não houver respeito ou se desrespeitar uma ninfa, é como desrespeitar toda a guarda de Pai João, é tê-lo no seu calcanhar, o que não é bom, porque eles não nos castigam, porém nos deixam à mercê de nossos carmas!

Tia Neiva em 13 de setembro de 1984

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chegando à Doutrina

Independente do fator levou a pessoa a procurar o Vale do Amanhecer, existe um ponto em comum entre todos os que “ficam” na Doutrina: têm energia mediúnica em excesso e ela precisa ser manipulada.

Todos os seres humanos produzem energia mediúnica. Uma parte dela é consumida por nosso próprio espírito, em suas incursões fora da matéria, outra parte é liberada naturalmente sob dois formatos, que de forma simplista podemos caracterizar por positivo e negativo.

Positivamente, esta energia pode ser liberada através do contato com algum ritual. As diversas denominações religiosas existentes são prova da necessidade do homem em liberar e bem conduzir esta energia. Obras sociais, realizadas com o claro propósito de servir ao semelhante, com dedicação e concentração, também liberam a energia de forma positiva.

Negativamente, as “explosões” de sentimentos negativos atuam da mesma forma.

Quando você recebeu seu convite para desenvolver sua mediunidade significa que estava com o plexo “encharcado” de energia. Produz mais energia do que consegue liberar naturalmente, e tinha a necessidade de ligar-se a um grupo que o ajude a liberá-la de forma positiva, pois, do contrário, situações desagradáveis iriam fazê-lo liberar de forma negativa (se é que já não estavam fazendo).

O convite nunca é diretamente para que ingresse na “Doutrina do Amanhecer”, a Entidade de Luz que o atende recomenda que “precisa desenvolver sua mediunidade”, e isso pode ser feito em qualquer lugar onde sinta a afinidade pelo grupo. Obviamente as portas do Vale do Amanhecer estão abertas, e se a pessoa optar por realizar seu desenvolvimento aqui, será bem-vinda.

O Doutrinador

Quando um médium, que ainda não sabe que será um Doutrinador, chega a nossa Corrente, ele chega com a vida em total desequilíbrio! Normalmente é uma pessoa angustiada, questionadora, cheia de dúvidas e não raramente já dominada pelo ceticismo. Por vezes é agressivo, ou cala-se enfurecido com a própria passividade.

Sente dores de cabeça freqüentes e, muitas vezes já identificou que pode ter algum problema cardíaco, que não foi claramente explicado pelos médicos. Sua descrença na Medicina é outra característica.

Sente uma melhora imediata ao entrar em contato com a Entidade nos Tronos, naquele curto período de atendimento parece que tudo melhorou instantaneamente, mas pouco tempo depois de deixar o templo, os sintomas parecem já iniciar o seu regresso.

A energia mediúnica é liberada em forma de um fluído que denominamos ectoplasma, no Doutrinador, que ainda não desenvolveu nenhuma técnica de liberação desta energia, o ectoplasma se acumula na cabeça.

Quando passa por um trabalho mediúnico, em que haja absorção do ectoplasma excedente no organismo, a melhora é quase instantânea.

Ao mediunizar-se, o Doutrinador tem características claras: sua percepção fica mais apurada, mais alerta. É como se sua consciência se expandisse e dominasse tudo ao seu redor. Por isso a insistência na necessidade concentração ao realizar o trabalho espiritual, porque naturalmente sua mente se “abre” para tudo que se passa em sua volta.

O Apará

No caso do Apará, quando chega ao Vale do Amanhecer, ele normalmente apresenta problemas no abdômen (barriga), principalmente no estômago, intestino, rins, bexiga e outros órgãos energizados pelo plexo solar e circunvizinhos. Também são comuns problemas de coluna.

Todos estes problemas também o levam a sentir dores de cabeça (por vezes crônicas), tonturas, “labirintite” e sintomas semelhantes.

Os que já chegam com muita energia acumulada, ou a produzem em grande excesso, costumam apresentar alucinações, medos e fobias. Ficam inseguros com facilidade e transformam sua insegurança em irritabilidade. Se emocionam com facilidade, e de forma exagerada.

Quando passa por um trabalho de Tronos, ou em outros recomendados, sai sentido-se “a pisar em nuvens”. Fica “leve”, divagando e querendo que o tempo não passe. Um estado feliz de torpor, raciocinando com clareza, mas se perguntado terá dificuldade em expressar as suas idéias.

Ao mediunizar-se, o Apará, sente-se relaxado, tranqüilo e entrega-se ao trabalho com a assistência de seu Mentor. Sua consciência fica levemente entorpecida, porém sem perdê-la durante a realização.

Kazagrande

sábado, 18 de setembro de 2010

Um dia na vida do Exilado (2)

“Acordei” atrasado! Coloquei o “acordei” entre aspas porque não posso dizer que tenha dormido. Tinha trabalho para fazer no computador durante a madrugada e quando tomei café, no horário de minhas filhas irem para a escola, resolvi “deitar um pouquinho”... Aí já imaginam não é?

Pois bem, despertei já em cima da hora de um compromisso importante. Nem disse “oi” para o chuveiro! Mergulhei dentro do terno, colei o cabelo com gel, coloquei um chiclete na boca, e saí esbaforido a procura de um táxi. Obviamente, pelas Leis de Murphy, eles nunca aparecem quando você está atrasado, sem contar que meu protótipo de barba só cresce nestes dias.

Cheguei ao compromisso tentando disfarçar minha cara de doido que escapou do hospício, é como fica cara da gente que anda correndo para “ajeitar” um mal feito. Mas aqui na Bolívia existe uma situação que deve constar até na Constituição, pois parece uma lei maior do país: o horário do relógio, não é o horário real! Sim, não se cumpre horário aqui. Até hoje nunca conheci um único boliviano que conheça o quê é pontualidade. Sei que posso escrever sem estar ofendendo, pois eles mesmos assumem esta situação.

Resultado: atrasado, segundo o meu relógio, ainda fiquei esperando por mais 45 minutos até o cliente chegar à empresa dele, tomar um café, cantar a secretária e resolver me atender.

Fiz minha apresentação sem o ânimo de sempre, pois esperar já me deixa naturalmente irritado, por isso procuro nunca deixar ninguém esperando, e aí minha preocupação inicial em chegar atrasado.

A resposta do projeto foi marcada para o dia seguinte, sem qualquer perspectiva avaliável. Nem positiva, nem negativa.

Sai da empresa procurando meu bloco de notas, onde estaria escrito meu “roteiro do dia” e obviamente havia ficado em casa. Sem saber direito a ordem das tarefas do dia, fui cumprindo o quê lembrava. Não consegui um único encontro, perdi a manhã toda, de um lado a outro sem concretizar nada do quê havia planejado. Olhei para o relógio e já eram meio dia e quinze: Esqueci a hora da prece! Neste momento lembrei que também não tinha feito minha oração pela manhã.

Voltei para casa, comi alguma coisa e pensei em deitar de novo para recomeçar o dia (a “siesta” também é uma instituição nacional – mas essa é boa!). Troquei de roupa e o telefone toca. Tinha que sair novamente, pois o arquivo que havia deixado em uma empresa estava corrompido e era muito grande para enviar por email, só pessoalmente.

Lá vou eu debaixo do sol quente procurar um táxi. Saí da empresa e já eram 4 da tarde. Dia perdido! E nem lembrei da prece das 3 horas.

Voltei para casa e dei uma “espiadinha” na caixa de email... Lotada!!!

Ainda tive que correr atrás de um técnico para a geladeira que começou a descongelar sozinha. Fato que me rendeu uma dor de cabeça violenta (física) e consumiu meu tempo até as oito e vinte...

Estressado, cansado, com dor de cabeça e sem nem saber como seria o “dia de amanhã” resolvi me render... Tomei um banho e fui deitar! Nem olhei para a internet.

Acordei a meia noite. Ainda estava com dor de cabeça, mas a consciência pesava pelo fato de não ter respondido nenhum email naquele dia e também porque não tinha o quê postar para o dia seguinte.

Comecei a refletir sobre o quê poderia estar errado... Não me ocorria nada! Parecia que eu estava fazendo tudo certo!

Então veio a intuição e a “mágica”.

Resolvi rezar. Parei diante do Aledá lembrando que não tinha nem passado ali... Emiti, agradeci, pedi esclarecimento e acima de tudo que tivesse condições de cumprir minha jornada junto ao “Exílio do Jaguar”, sabia que tinha gente esperando, e não podia esquecer o compromisso, decepcionando os que me são confiados.

Ao terminar a prece, tomei umas aspirinas e um copo de água fluídica. Um santo remédio!

Sentei-me frente ao computador e escrevi! Desliguei-me por completo de todos os problemas, da dor de cabeça, do cansaço. Tudo passou! Aprofundei-me no enredo de cada email, respondendo com carinho, e de forma pessoal, a cada um deles. Ao terminar, escrevi dois artigos: um que postei naquele dia e este outro, que hoje venho revisar, concluir e postar.

Terminei de novo ao amanhecer o dia. Mas não me sentia cansado. Tomei um banho, fiz minha “tentativa de quase barba”, escolhi uma boa roupa, comi bem e fui rezar. Com fé, com gratidão, lembrando dos emails redigidos e tendo a consciência do quanto meus problemas são pequenos.

Resumindo: Tive um dia maravilhoso! Até o meio dia, na hora certinha da prece, tudo já estava encaminhado. Todos os compromissos cumpridos, o projeto aprovado, a grana no bolso e a prece feita no terraço de um prédio, com muito amor, gratidão e sob a luz de um belíssimo sol.

Tirei minha “siesta” com tranqüilidade e passei o resto dia escrevendo.

Qual a diferença dos dois dias? As duas noites anteriores foram sem dormir. Os compromissos eram os mesmos, as possibilidades também. Por que um foi um desastre e outro uma bênção? Foi só a oração? Não!

Tem algo mais “escondido” dentro do nosso dia a dia: nosso padrão vibratório! A oração nos faz voltar para a individualidade e nosso espírito é muito mais “esperto” que esta nossa personalidade transitória. Quando nos voltamos para o espírito podemos “sentir” a energia fluir e ter a intuição sobre como agir. No dia em que deu tudo certo, eu simplesmente não me estressei. Saí de casa mais tarde que no dia anterior. Achei um táxi com ar condicionado (raridade por aqui), quando cheguei à empresa, a pessoa já me esperava, mas acostumado com o padrão boliviano de atrasos, não se incomodou com o meu.

Quando rezei pela manhã, tendo consciência da pequenez de meus problemas, eu passei o dia sorrindo! Olhei com amor a cada pessoa que encontrei, e sei que deixei, em cada uma delas, um pouco do amor que recebi ao fazer minhas preces. Mesmo os hostis se retraíam face ao encontro com um sorriso amigo, um olhar nos olhos e um cumprimento gentil.

Um dia, quando tudo em minha vida parecia perdido, eu me reencontrei com a prece, e fui novamente “resgatado”. Não posso jamais esquecer meu compromisso de Iniciação (os três horários) e nem mesmo minha prece matinal.

Outros dias difíceis passaram, mesmo com a oração, mas aprendi a não me estressar com o quê não pode ser resolvido.

Existem situações as quais temos inevitavelmente que passar.

Existem situações as quais os que amamos têm que passar, e que não podemos evitar.

Porém, todas as demais, podem ser vividas com felicidade, pela consciência do que somos e do que podemos fazer.

Kazagrande

Obs.: Antes que perguntem se não rezo também antes de dormir... A oração de antes de dormir ainda está em fase de implantação, mas eu chego lá!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Hierarquia do Mestrado - Parte III - (do Arcano ao Aspirante)


Adjuntos Arcanos:

A formação de Adjuntos Koatay 108 (atualmente Arcanos) foi feita para estabelecer uma hierarquia dentro da Corrente, um elo de sustentação das forças, cada um recebendo sua consagração que o ligou a um Ministro.

Passou, assim, a se constituir no poder básico da Corrente do Amanhecer, sendo seus componentes integrados pelos médiuns - Doutrinadores e Aparás - que a ele devem filiar-se após a Consagração da Centúria, conclusão do Curso de Pré-Centúria.

Os Adjuntos Presidentes de Templos Externos já compõem seu povo com a totalidade dos médiuns locais.

Os Adjuntos Arcanos foram carinhosamente nominados como Príncipes deste Amanhecer.

“Sabendo que tudo que atinge a Humanidade tem a sua Raiz ou Adjunto, que trabalha distintamente em seus Oráculos, em sintonia cabalística, vamos, meu filho, penetrar no mundo encantado de Simiromba, nosso Pai e de seus Ministros.

Removendo séculos, encontraremos, dos nossos antepassados, suas heranças nos destinos que nos cercam.

Você, meu filho, denominado ADJUNTO DO JAGUAR, ORÁCULO DO AMANHECER!”

Tia Neiva em 1º de novembro de 1977



Rama 2000:

Rama é a consagração que busca as energias da antiga Índia, originarias da linha de Arjuna Rama, o príncipe que levou as forças da Raiz Capelina a uma grande região asiática, ampliando o conhecimento e a pratica de leis de origem divina.

Ao chegar à classificação de Rama 2000, o Mestre assume um compromisso de estar presente em todos os Trabalhos Oficiais possíveis! Por isso, deve refletir muito antes de buscar esta Consagração.

JURAMENTO DA CONSAGRAÇÃO DOS RAMA 2000:

Jesus!

Venho nesta bendita hora, compungido, receber o alimento do meu Sol Interior, que me harmoniza e me ioniza nesta jornada, fazendo-me Jaguar entre o Céu e a Terra, iluminando-me para o que é bom e o que não é.

Nesta Consagração, a força do movimento esotérico me faz viver em Deus Pai Todo Poderoso!

Oh, Jesus, quero a paz interior do meu espírito!

Vivo no físico e não posso parar.

Conservo a Tua mensagem quando nos dissestes: “A mil chegarás; de dois mil não passarás!”

Hoje, recebo esta força básica em que fizestes esta Cruz de Ansanta, das minhas heranças transcendentais, e colocastes essa perfeição na harmonia do meu plexo físico, fazendo-me encontrar comigo mesmo.

Estou na vida de Deus, vivendo Nossa Senhora.

Aqui ficará o meu crepúsculo e partilharei o meu rincão e o meu amor incondicional.

Dá-me força, Jesus, para que eu possa romper esta triste desarmonia dos que não Te conhecem!

Sinto-me Jaguar da última hora.

Enfrentarei povos e mundos designados ao Cavaleiro Verde, ao Cavaleiro Especial.

Salve Deus!

Tia Neiva em 4 de fevereiro de 1985



Centuriões Adjuração e Ajanãs:

O Centurião é o Mestre preparado e consciente para trabalhar em qualquer setor de trabalho. É o sustento do Mestrado. É o médium completo! Preparado, e conhecedor das Leis e Chaves do Amanhecer. Tem a responsabilidade de conhecer nossas leis, e saber conduzir-se em um trabalho, seja comandando ou comandado.

Elevados:

Mestres e Ninfas que já deram seu Segundo Passo Iniciático, aptos para todos os trabalhos que não necessitem ainda a realização da Emissão.

Iniciados:

Mestres e Ninfas que deram seu Primeiro Passo Iniciático, ainda usam somente o “branquinho”, mas já com o colete e a plaquinha de seu Mentor.

Aspirantes (Emplacados):

Mestres e Ninfas que recém ingressaram na Corrente. São Aspirantes a Iniciação Dharma Oxinto. Necessitam de todo nosso apoio e compreensão. Principalmente facilitando oportunidades nos trabalhos que podem executar (Mesa, Tronos, Cura, Linha de Passe). Usam somente o “branquinho”, a fita e a plaquinha do Mentor.

Hierarquia entre Doutrinadores e Ajanãs:

Um Centurião é um Centurião! Ponto!

Um Rama 2000 é um Rama 2000! Ponto!

Não importa se Ajanã ou Doutrinador, os dois dispõem, dentro da diferença de sua individualidade, a mesma hierarquia física. As distinções somente ocorrem quando se está responsável por um setor ou pelo comando do trabalho.

Lembremos que os Ajanãs também comandam a Estrela Candente (na Consagração dos Aspirantes, aos domingos).

Discutir hierarquia é uma das maiores futilidades que acontecem entre os médiuns. Sua hierarquia? Servo da Luz! Sou Doutrinador, sou Ajanã, é o quê deve bastar! Conforme foi descrito no inicio desta série sobre hierarquias, na Doutrina do Amanhecer não existem distinções promovidas por fatores físicos, materiais, estéticos ou culturais. Já em nossas primeiras aulas aprendemos que a única diferença a ser observada dentro do Templo é: Está de uniforme é para servir, está sem uniforme é para ser servido. Porém, como todo sistema organizado, foi necessário implantar uma ordem hierárquica dentro do Mestrado, para que servisse de modelo disciplinar e determinasse as funções e prerrogativas de cada médium.

Qual a melhor posição hierárquica? Ser Iniciado! Possuir a simplicidade e o entusiasmo de quem está dando os primeiros passos, que sabe que sua posição é de aprendiz e que como tal deverá aprender com humildade e interesse. Costumo escrever que entre um Arcano e um Emplacado não existe diferença, somos todos aprendizes da Luz!

Kazagrande

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hierarquia do Mestrado - Parte II - (Os Trinos)


Trinos Triadas Presidentes:

Quando Tia Neiva foi preparada na Alta Magia, foi levada por Humarram ao Oráculo de Simiromba e ali recebeu o direito de trazer a Estrela Candente e de formar os Trinos, que seriam os representantes das nossas Raízes.

São Eles:

Trino Tumuchy – O Mestre Mario Sassi foi Consagrado em 1978. Desencarnou em 25/12/1995. Foi o grande intérprete de nossa Doutrina. Escreveu diversos livros e livretos, aos quais é interessante que todo Centurião tenha conhecimento. Foi também responsável por todo o Acervo de Koatay 108.

Pai Seta Branca, incorporado em Tia Neiva, fez a Iniciação do Trino Tumuchy, e lhe disse:

“Você é um missionário de Deus e, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, terá que anunciar as premissas da civilização do Terceiro Milênio, recebidas por intermédio desta médium Clarividente.

Você dará testemunho do Espírito da Verdade, cuja missão é marcar a transição milenar.

Os três anos que teve de aprendizado e disciplina seriam poucos de não fosse a grande bagagem de que é portador, pelas vidas que já teve neste planeta. Hoje mesmo dar-lhe-ei provas dessas vivências transcendentais.

Mas não tente, nunca, ultrapassar a verdade, pois o Homem se alimenta apenas daquilo de que se pode dar testemunho.

A transição real irá começar em 1984, quando Capela, o Planeta Monstro, fizer sentir à Terra sua aproximação. Abrirei para você um novo mundo e você escreverá com o Espírito da Verdade.

A Clarividente, que coloco à sua disposição, tem seus olhos entregues a Nosso Senhor Jesus Cristo. Também você confiou a Ele sua paz e sua tranqüilidade, cujo penhor é a ausência de qualquer deslize moral.

Tudo será feito pelo amor de um Deus todo poderoso e estarei aqui sempre que você precisar de alguma afirmação.”   Pai Seta Branca na Iniciação do Trino Tumuchy

Trino Arakem - O Mestre Nestor Sabatovicz foi Consagrado como 1º Mestre Jaguar e Executivo da Doutrina. Após o desencarne de Tia Neiva tornou-se responsável pela disciplina e o correto funcionamento de nossos Trabalhos.

“Salve Deus, Nestor, meu filho Jaguar!

Jubilosa intimamente por tudo que tens me proporcionado no desenrolar de nossa missão, espero sempre, meu filho, que novos mundos, novos conhecimentos, sejam de bom aproveitamento.

Hoje temos muitos jovens como você, por isso vou narrar a linda passagem de um jovem, culto e de grande formação espiritual.

No grande Templo do Sol vivia o Conselho dos Sete. Todos pensavam que ali se registravam os grandes mistérios.

O nosso jovem personagem, valendo-se de seus poderes de príncipe daquele povo, foi, com toda a sua arrogância, bater à porta do Conselheiro, exigindo sua entrada e muitas explicações. Porém, o velho guardião bateu-lhe a porta no rosto! Frustrado e odiando aquele povo, voltou - e foi sempre a mesma coisa - até que, na sétima vez, ele teve medo de sua reação.

O guardião não lhe dava forças de reagir como ele gostaria.

Sentou-se num degrau e adormeceu.

Sonhou com o guardião, que lhe dizia docemente: “Meu Príncipe, lá fora teus homens te traem! Expulsei-te para que não morresses aqui. És arrogante demais e o teu povo quer te matar.

Há poucos sábios e muitos príncipes. Só saberás o meu Segredo dos Sete se tiveres a simplicidade de uma criança, a força de um leão, limpas as tuas mãos, o amor dos justos, a humildade e a tolerância das raízes das árvores. Então, entrarás no Conselho e visitarás o Templo Real!”

O sol se abatia sobre seu rosto suado quando abriu os olhos, sorrindo. Ouviu a porta abrir-se mas não teve forças para se levantar.

Vendo o guardião de pé, à sua frente, gritou:

“Oh, meu mestre, salve os deuses! Fostes tu!... Reconheço os teus olhos... Como pude ser tão insolente?”

Beijando os pés do mestre, juntos choraram as lágrimas da redenção de uma nova Doutrina!

Assim, meu filho, nada recebemos sem o devido preço.

Jesus, o nosso Guardião, nos dá a contagem dos Sete Guardiões, por quem dorme em sua porta.

Carinhosamente, a Mãe em Cristo,

Tia Neiva em 9 de abril de 1978

Trino Sumanã – O Mestre Michael Hanna foi Consagrado para representar as forças ligadas aos Grandes Curadores e as Organizações Desobsessivas.

“Filhos, hierarquia foi do que avisei!

Somente o Adjunto pode remover seus mestres e promover eventos, ou, sabe Deus, o que lhe convém.

Em iminência de fatos contrários à Doutrina, princípios sociais do Templo ou na conduta doutrinária, os Trinos Presidentes estão autorizados por mim, na figura de Koatay 108, a impedir ou mudar uma ordem de um mestre Adjunto.

As Escalas só devem ser feitas pelo 1º Mestre Jaguar, 2º Trino de Arakém Nestor; o comando de viagens ou missões fora do Templo, cabem ao Mestre Sol Tumuchy, 1º Trino Mário Sassi e, no caso do Desenvolvimento, ao 1º Mestre Sol Sumanã, Michel.”

Tia Neiva em 18 de fevereiro de 1979

Trino Ajarã – O Mestre Gilberto Chaves Zelaya foi Consagrado como “Primeiro Doutrinador do Amanhecer” (sendo o primeiro filho de Tia Neiva e ela a mãe do Doutrinador, naturalmente ele é o Primeiro Doutrinador). É o responsável pela Coordenação dos Templos Externos.

“O teu sacerdócio é o teu Oráculo.

Quando entras para um Adjunto, tu depositas tua herança transcendental nas mãos de um Ministro, que passa a te reger.

Não deve ser tão fácil tomares daquele Ministro o que depositastes e dar a outro Ministro. Alguma coisa não fica bem naquela contagem.

O Ministro gastou muito contigo ou tu gastastes muito, confiado no teu Ministro.

Tu te esqueces; porém, o Ministro não!

Por isso eu digo sempre a todos: venho de um mundo onde as razões se encontram. Não temos erros!

Existem muitas causas que podem levar a mudar de Adjunto. Há os que não precisam, mas sofrem influências.

É preciso falar com o Coordenador dos Templos Externos, Gilberto Zelaya, meu filho, Trino Herdeiro Ajarã, e receba dele as explicações, e escute onde estão as causas. Graças a Deus, foi uma das coisas boas que Deus colocou em meu caminho, porque ele tem a capacidade de ver os motivos pelos quais chegastes até mim.

Com carinho, Gilberto Zelaya, Trino Herdeiro Ajarã, tenho certeza que fará ao meu lado, numa harmonia mandada por Pai Seta Branca, tudo o que eu sempre preciso.”

Tia Neiva em 17 de maio de 1985 - Lei Dharman Oxinto

Aos Trinos:

“Meu filho Trino!

O desenvolvimento se avança diante de uma prosperidade. Quisera eu, assim, trazer afirmações precisas para a grande jornada que é este Terceiro Sétimo!

O mundo exige a tua força! Serás o medianeiro do Sol, da Lua e do Mar...

O vento te soprará eflúvios do ouro e da prata para que eu, filho querido, possa sentir-me em paz, sabendo que a tua mesa está completa. E então, filho, sabendo-te completo, enviarei a ti todos aqueles que sofrem pelo frio e pela fome no triste propósito de te encontrar.

Espero, filho, que as intempéries das mudanças cármicas, ao caírem de chofre em tua orbe, não te atinjam, porque de ti dependerão os demais abnegados deste Terceiro Sétimo.

Não duvides dos grandes sinais no céu, nem dos furacões, nem menosprezes os seres que tentarem erguer-se do chão, porque, filho querido, dias virão onde a tua voz será o governo, será ouvida e ressoará no canto universal.

Filho Jaguar, filho de Esparta, ao cruzar as espadas em teu peito exigi que as empunhasses sempre dividindo da Direita para a Esquerda, resguardando-te na conduta doutrinária... Na Ciência e na Fé! Porque tudo te pertencerá na alegria e na dor!

Na filosofia dividirás o Bem e o Mal; na religião, com amor unirás todas as pérolas e, com elas, enfeitarás o caminho por onde, um dia, caminharás junto a quem por que tanto suspiras. Aprendas para melhor ensinar, não te esquecendo de que um dia, aqui em teu plano, deixarás de me ouvir em “Neiva”, tornando-se mais difíceis os nossos contatos.

Aproveita, filho, para aprender a falar com Neiva a linguagem universal em sua lei: amor, tolerância e humildade!

Tens as rédeas da força eteromagnética, força absoluta que vem de Deus. Jesus, em seu manto sagrado, tudo emite.

Todo o universo ouviu o teu sagrado juramento, que fizestes com as seguintes palavras: Oh, Senhor, fira-me quando o meu pensamento afastar-se de Ti! E mais, ao tomar o cálice: Este é o Teu sangue! Ninguém jamais poderá contaminar-se por mim! De Deus terás tudo por estas palavras!

Salve Deus, filho!

O Teu Pai Seta Branca, que ora vive o teu amor, Simiromba também teu Pai!”

Pai Seta Branca em 30 de dezembro de 1978

Trinos Herdeiros

Os Trinos Herdeiros são um Raio direto de Koatay 108 (por isso não emitem “7º Raio Adjuração”).

Inicialmente foram consagrados quatro Trinos Presidentes Triada, e quatro Trinos Herdeiros Triada. A Consagração em número de quatro nos recorda que uma pirâmide tem quatro faces, considerando que nossa estrutura hierárquica é piramidal, não poderia ser diferente.

Os quatros Trinos Herdeiros consagrados por Tia Neiva foram: Trino Ypuarã, Mestre Raul Zelaya; Trino Ypoara, Mestre Albuquerque; Trino Dorano, Mestre Jairo e Trino Japuã, Mestre Ataliba.

Trino Regente Triada Tumarã:

Mestre José Carlos do Nascimento Silva foi consagrado como Regente dos Presidentes Triada, podendo representar qualquer um deles em consagrações e trabalhos que exigem a presença de um Trino Triada.

Tumarã é um Raio, porém em outras graduações, pertencentes aos Equitumans. Raio Sol Tumuchy é o mesmo que Tumarã, que é o Reino dos Tumuchys. É, também, uma Legião que existe na linha intelectual, onde estão se comprometendo as grandes conquistas científicas. É um poder absoluto de amplo desenvolvimento.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hierarquia do Mestrado – Parte I


Na Doutrina do Amanhecer não existem distinções promovidas por fatores físicos, materiais, estéticos ou culturais. Já em nossas primeiras aulas aprendemos que a única diferença a ser observada dentro do Templo é: Está de uniforme é para servir, está sem uniforme é para ser servido.

Porém, como todo sistema organizado, foi necessário implantar uma ordem hierárquica dentro do Mestrado, para que servisse de modelo disciplinar e determinasse as funções e prerrogativas de cada médium.

Esta ordem, obviamente, não é elaborada de acordo com qualquer posição social, racial, ou de nível cultural. “Assim na Terra como no Céu!” Dessa forma se estabelecem os graus de hierarquia do Mestrado, de acordo com o quê os Mentores projetam em nosso Plano.

Fisicamente, nossa maior hierarquia foi Tia Neiva, que recebeu a Consagração de “Koatay 108”. Como se fosse o “topo da Pirâmide”, gerando uma força decrescente, seguindo uma Chamada Oficial, onde na base da Pirâmide estão os Aspirantes.

O posto hierárquico não é prêmio ou atestado de capacitação maior, mas, sim, uma posição de maior responsabilidade por suas heranças transcendentais e pela missão que lhe foi confiada, em relação aos demais componentes da Corrente.

A Chamada Oficial Original sofreu alterações dentro de seus componentes, com o desencarne de alguns, novas Consagrações, afastamentos, substituições, novos Templos... Mas sua Estrutura permanece intacta, a saber:

  • Koatay 108
  • Trinos Presidentes
  • Trinos Herdeiros
  • Trino Regente
  • Adjuntos Arcanos
  • Adjuntos Rama 2000
  • Centuriões
  • Elevados
  • Iniciados
  • Aspirantes
                    (Continua...)                     Kazagrande

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O dono da verdade

O jovem de “branquinho” estava revoltado!

Reclamava verdadeiramente decepcionado. Não conseguia enxergar um único Mestre que atuasse totalmente dentro dos padrões estabelecidos no Desenvolvimento. Eram Passes Magnéticos aplicados de forma incorreta, convites mal feitos, doutrinas robotizadas realizadas enquanto o Doutrinador olhava para outros lados, até na Preparação já havia ficado atento e encontrado quem dizia as palavras de forma incorreta.

- Como podem querem fazer o bem se não fazem nada direito? Eles não tiveram aulas que nem eu? Será que só eu vim para fazer tudo corretamente? E mais, são arrogantes, não me dão atenção só porque ainda estou de Branquinho. De que adianta ter o colete repleto de medalhas se não sabem nem o básico da Doutrina? Como querem atuar dentro da Disciplina e na Lei do Amor, se depois de tantas Consagrações, ainda estão tão cheios de erros e imprecisões? Não vejo ninguém, além do senhor, que faça tudo direito. Teremos uma longa missão!

Escutei tudo que ele me dizia, com toda a paciência do mundo. Deixei que falasse tudo que desejava, que liberasse aquela energia e fiquei observando-o um instante, em silêncio, depois que terminou, eu lhe disse:

- É meu irmão... Verdade. Os que só conseguem ver os defeitos dos outros, é porque ainda não podem, ou não querem amar ninguém...

Kazagrande

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mayante


“Na casa do meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos um lugar”.

Ao encarnarmos sorvemos o doce líquido do esquecimento, para estarmos prontos a cumprir nossa jornada, e por vezes nossa missão, de forma simétrica e incondicional.

Jaguares... Estes não poderiam vir com a riqueza de tantas passagens e lembranças, ainda mais quando a maior prova para o espírito espartano, é vencer o orgulho e a vaidade.

Chegamos cheios de incertezas.

Porém, uma certeza nos consola! Há um lugar preparado para nós, a nossa espera no bom cumprimento de nossa missão.

Ao encerramos nossa existência terrena no corpo físico, bem cumprindo nossa missão, teremos o direito de passar por Mayante. Para onde tantos espíritos já encaminhamos, que então, já recuperados e doutrinados estarão a nos auxiliar na nova transição.

Uma Casa Transitória é uma cidade no mundo espiritual. Próximas da Terra recebem missionários que já passaram pela mesma experiência que nós, e que, tomados pela gratidão, ali ficam como verdadeiros anjos de recepção a auxiliar os que ficaram para traz na jornada evolutiva.

Mayante é a Casa Transitória a qual estamos intimamente ligados, porém muitas outras, em diversos pontos e estágios do Mundo Espiritual, também cumprem seu papel junto a esta tribo.

Mayante possui toda uma estrutura para prestar atendimento com todas as formas de socorro.

Hospitais, clínicas, unidades educacionais básicas e avançadas.

Falanges Missionárias, Legiões de Cavaleiros, abnegados Mentores de Luz, e toda logística necessária para o cumprimento desta missão simétrica.

Kazagrande

Naquela tarde, mais do que nunca, um misto de sonho e de realidade, uma coisa esquisita, parecia comprimir a minha cabeça.

Saí caminhando, fui até o meu trono, no pico da serra. Visitei todos os pequenos grupos. Comecei a pensar que aquela coisa estranha fosse um aviso, uma mensagem de alguém do além, que estivesse me avisando.

Sim, realmente, era uma mensagem, mais que uma mensagem!

Recebi MAYANTE, o rico MANTRA DE ABERTURA, que também se afirmou em todo o meu ser, fazendo-me encontrar comigo mesma, harmonizando o meu Sol Interior.

Porém, não ficou somente nesta tarde. Dali parti e fui decidir, com amor, a minha vida, no quadro sentimental, emocional. Parti dali. Fui, fisicamente, seguindo o meu destino, e fui decidida na continuação do meu sacerdócio, da minha missão!...

Era 9 de novembro de 1959...                     Tia Neiva

SIMBOLOS NA DOUTRINA


O Vale do Amanhecer é uma das mais ricas doutrinas em termos de simbolismos agregados. Muitos símbolos não são exclusivamente nossos, e podem gerar uma certa confusão nos médiuns que não buscam suas origens. Tentando explicar pelos conhecimentos pré-adquiridos, chegam a conclusões nem sempre aplicáveis dentro de nosso ritualismo.

Símbolos católicos, egípcios, gregos, romanos e tantos outros universalmente utilizados dentro de diversos segmentos religiosos, estão presentes em nossa rica Doutrina, com características próprias, e que devem ser devidamente desvendados sob a Luz das informações deixadas por nossa Mãe Clarividente.

Recentemente a 1ª Muruaicy, Carmem Lúcia Zelaya, filha de Tia Neiva, realizou um resgate histórico de nossos símbolos, publicando um belíssimo livro com o título “Símbolos na Doutrina do Vale do Amanhecer sob os Olhos da Clarividente”.

Neste livro, Tia Lúcia, como é carinhosamente por nós conhecida, com a autorização e apoio de seus irmãos, Gilberto, Raul e Vera Lúcia, apresenta de forma clara, explicações históricas sobre temas que despertam muita curiosidade por parte dos médiuns.

Ricamente ilustrado e primorosamente composto, além dos símbolos e acessórios, também encontramos fotos e um histórico da formação do atual Vale do Amanhecer. Resgatando nossa história, que antes só tinha a “Casa Grande” como fonte de consulta material. Qualquer médium assim, mesmo recém chegado a Doutrina, pode ter acesso a estas informações.

Aproveitando este artigo, gostaria de esclarecer que diversos termos empregados em nossa Doutrina também não são exclusivos, mas que obviamente possuem uma característica própria.

Por exemplo, “Orixá”...

Estes dias um médium me questionava sobre o uso o termo orixá para denominar os comandantes de um Trabalho Oficial ou Retiro. Considerava que este termo era do “candomblé” e não concordava com o seu uso.

Creio que tudo é uma questão de esclarecimento.

A etimologia da palavra Orixá, na verdade, é obscura. É realmente adotada por diversos cultos africanos e afro-brasileiros.

Costuma-se atribuir o significado de “divindade intermediária entre os crentes e a suprema divindade”.

Não podemos deixar de lado nossa estreita ligação com o africanismo, afinal, nossas principais Entidades de atendimento atuam com a roupagem de Pretos Velhos.

Orixás, na Linha Africana da Corrente do Amanhecer, são regentes de determinadas forças.

Em diversas cartas Tia Neiva empregou o termo denominando Entidades que portavam forças específicas para a realização de suas missões, e que na Doutrina do Amanhecer, assumiam separadamente ou em conjunto, a responsabilidade da projeção de forças em cada trabalho ou ritual.

Os dirigentes dos Retiros e dos Trabalhos Oficiais são denominados Orixás do Dia em função de estarem, naquele momento, regendo as forças que são distribuídas por todo o Templo, durante aquele dia de trabalho. Assim, sua responsabilidade é muito grande, tão grande quanto a denominação que recebem.

Kazagrande

sábado, 11 de setembro de 2010

A história de Pedro e Nilce - História real


- Salve Deus! Seja bem vinda! A Entidade incorporada é Vovó Catarina das Matas, por favor, diga seu nome e a sua idade.

- Nilce Amadeu Pereira, 27 anos.

Após o passe inicial, a Vovó, com doçura falou:

- Salve Deus minha rosa, é uma grande felicidade recebê-la aqui, na Casa de Pai Seta Branca, seu Mentor lhe acompanha, e diz que você vai encontrar a paz que procura. Pode contar o quê lhe aflige o coração...

- Sabe, eu realmente estou sentindo uma paz que há tempos não sentia. Este lugar é mesmo muito bonito! Mas Vovó, o quê traz aqui é que há tempos tento engravidar e não consigo. Já fui a diversos médicos, fiz vários tratamentos e parece que não tem nada de errado, mas mesmo assim, não consigo engravidar, temo que isso venha a enfraquecer meu casamento. Minha irmã, que não tem condição material nenhuma de ter um filho, que é solteira, está grávida e é viciada em drogas, mas nossa religião não permite que realize um aborto, enquanto eu, que estou casada com um bom homem, e sonhamos com um filho, não conseguimos.

- Minha filha, seus filhos já estão sendo preparados para vir. Tranqüilize seu coração e confie, virão da forma correta e na hora certa. Tenha fé, e aprenda com esta lição, buscando o sentindo espiritual de tudo que por ora está passando.

Está é apenas uma pequena parte da deste atendimento realizado nos Tronos, que durou na realidade uns vinte minutos.

Nilce saiu dali com uma sensação estranha. Não se sentia culpada por ter “traído” seus fieis princípios religiosos ao buscar o Vale do Amanhecer. Ninguém poderia saber que estivera ali, era uma última tentativa, já que nada mais dera certo.

Nilce estava casada com o Professor Pedro, um homem muito bom e religioso. Professor universitário com a vida estabelecida, e que cobrava muito a realização do sonho de ser pai, de poder dar ao filho tudo que não havia tido durante a difícil infância e juventude. Sua irmã mais nova, Nara, tinha uma vida desregrada, viciara-se em crack e entrava e saia das clínicas de tratamento, sempre voltando a cair neste terrível vício. Estava para dar a luz, e o menino seria deixado em orfanato para adoção.

Quando o filho de Nara nasceu, dois meses após aquela consulta no Vale, foi deixado em um orfanato para ser adotado, pois embora exista uma grande procura por recém-nascidos, ninguém queria um “bebê do crack”, pelo temor dos danos que a criança poderia ter sofrido durante a gestação.

Dona Clotilde, mãe de Nara e Nilce, admiradora do Professor Pedro, que tão bem cuidava de sua filha, por fim registrou o menino, dando-lhe o nome de Pedro. Mas sem condições de criá-lo, acabou deixando-o definitivamente no orfanato.

Um ano passou, e nada de Nilce engravidar. Em uma visita familiar, Dona Clotilde convidou o casal para ir ao orfanato visitar o neto. Pedro, meio a contra gosto aceitou levar as duas.

Ao chegarem ao orfanato, o Professor ficou extremamente penalizado com as condições do local. Eram muitas crianças e poucos para cuidar. Pedrinho, com um ano, já andava e estava todo machucado pela constantes quedas sem muitos curativos. O professor nada disse, mas seu coração ficou tocado. Tanto que no próximo fim de semana, sem que ninguém esperasse, ele chamou a esposa para ir novamente ao orfanato.

Levou roupas, doces e alguns brinquedinhos baratos que pudessem ser distribuídos entre vários pequenos. Seus olhos brilhavam ao olhar o Pedrinho.

Nilce habilmente percebeu o coração enternecido do marido, mas ficou relutante em falar, pois sabia de seus modos fechados e determinados. Se ele decidisse, estaria decidido.

Durante a semana seguinte, o professor Pedro já estava decidido. Iria fazer um teste! Levar o menino para passar um fim de semana em sua casa. Nada de atitudes precipitadas e pensar em adoção... Teria que primeiro avaliar e pensar muito.

Três meses de visitas constantes e Pedrinho já tinha um quarto na casa do casal. Estavam decididos a adotá-lo!

Nilce resolveu voltar ao Vale do Amanhecer para agradecer e dizer que havia compreendido enfim a mensagem que receberá um ano antes. Passou com uma Entidade que, ao ouvir o agradecimento, lhe disse:

- Sim minha filha, seus filhos estão chegando! Agradeça a Jesus esta oportunidade e saiba que este lindo enredo espiritual trará uma oportunidade inigualável de reajuste.

O Professor já estava ganhando presentes dos alunos na faculdade, e pensavam em uma festinha para marcar a data, quando...

Nilce há alguns dias sentia enjôos, mas não considerava nada sério. Por insistência da mãe, procurou um médico para um exame de rotina... Assim soube que estava grávida!

O Professor exultava de alegria! Simplesmente esqueceu todos os planos em relação ao Pedrinho e passou a viver o momento feliz da noticia.

Nilce tentava argumentar que poderiam manter os planos, e ficar com Pedrinho também. Mas ele estava irredutível. Não poderia criar duas crianças de uma só vez.

Sempre de acordo com as razões lógicas que o marido apresentava, Nilce não insistiu.

A gravidez seguia difícil e cheia de cuidados. Nilce vomitava a cada instante, as náuseas não passaram após os três meses, como normalmente ocorre.

Novamente a “maratona” atrás de Médicos e tratamentos inúteis.

Pensava muito em ir ao Vale, mas precisaria ser acompanhada e não poderia revelar a ninguém, deste modo, não pode ir.

O Professor teve que pedir licença no trabalho para poder acompanhar a gestação, Nilce passava por constantes internamentos, inclusive perdendo peso, ao invés de ganhar com a gravidez. Quando estava com cinco meses de gestação, sua mãe passou em sua casa, e comentou que estava com Pedrinho em sua casa, pois havia encontrado um emprego melhor e o orfanato estava encaminhando todos os que tinham família.

- Pedro, me leva ver o Pedrinho na casa da mamãe?

- Não amor, você a cada instante vomita, melhor não sairmos muito de casa.

- Mas eu queria ir, acho que estou precisando respirar um pouco de ar fresco mesmo. Prometo não sujar o carro.

Ele riu e concordou.

Naquele dia Nilce não teve ânsias e brincou muito com o Pedrinho. Voltaram para casa tarde da noite ela estava renovada, tinha de novo um aspecto saudável.

No dia seguinte estava prostrada novamente. Náuseas, vômitos, dores de cabeça. Assim passou a semana. No fim de semana, dona Clotilde, sua mãe, foi novamente visitá-la, desta vez levando Pedrinho, e de novo o “fenômeno” se passou: Nenhum tipo de mal estar.

Professor Pedro reparou este acontecimento e resolveu fazer um novo teste. Marcou uma viagem para a praia em que passaram a lua de mel. Queira ver se o quê ela precisa não era realmente renovar os ares e sentir-se feliz... Quem sabe era apenas isso.

A viagem programada para durar duas semanas, durou apenas quatro dias. Tiveram que voltar às pressas, devido ao constante mal estar de Nilce e a falta de assistência médica adequada na praia.

Restava então mais um teste...

Pediu para que dona Clotilde fosse passar uns dias em sua casa e que levasse Pedrinho.

O menino entrou na casa como um furacão e agarrou a barriga de Nilce, balbuciando ainda as primeiras palavra:

- aínho, aínho! (Maninho, maninho)

Durante aqueles dias Nilce não apresentou qualquer sintoma, voltou a se alimentar bem e não ter mais problemas de vômito.

O Professor então, com seu jeito direto, falou a Dona Clotilde:

- A senhora ainda quer deixar o menino conosco?

Nilce que mastigava uma torta de maça, quase se engasgou. E a mãe respondeu:

- Vocês sabem que eu não tenho condições de criá-lo bem, trabalho o dia todo e ganho pouco, a mãe dele está novamente na clínica e a única vez que perguntou do menino foi para saber se eu já o havia “despachado”... Sei que com vocês ele estará bem encaminhado.

Assim, dois dias antes da cesariana marcada para o nascimento de Leandro (nome escolhido para o bebê), Pedrinho se tornava Pedro Afonso Pereira Júnior, ou Juninho, como passou a ser chamado.

Com o bebê no colo, e Juninho admirando a pequena mãozinha do irmãozinho, que insistia em beijar e dizer que amava, Nilce revelou ao Professor sobre suas idas ao Vale do Amanhecer.

Ele riu:

- Pensei que nunca ia me contar!

- Você já sabia?

- Sim! Quando você foi a primeira vez, eu já tinha ido...(risos) Lá me disseram que eu iria realizar o meu sonho de ser pai “com muito mais intensidade do que eu imaginava”... E não é que deu nisso mesmo! Sou pai em dobro de uma só vez! Também voltei lá quando você estava passando mal direto, justamente naquela semana fomos visitar sua mãe e o Pedrinho na casa dela. Acredito mesmo que foi uma bênção aquela visita!

O tempo passou...

Hoje encontramos Pedro e Nilce quase todos os domingos no Templo. Levam fielmente o pequeno Pedrinho, ou Juninho se preferirem, e Leandro, ao Pequeno Pajé. Pedrinho, em virtude do desregramento de sua mãe biológica é extremamente hiperativo e tem uma “energia interminável”. Somente após passar pelo Pajé, é que fica uns dois ou três dias “tranqüilo”... Mas é o irmão mais cuidadoso do mundo! Tudo na vida dele vem primeiro o “pequeno Leandro”, um verdadeiro guarda-costas.

Eu fui o Doutrinador do primeiro atendimento de Nilce. Os dois entraram para a Doutrina do Amanhecer e tiveram conhecimento de uma parte do enredo espiritual que os uniu. Com a autorização deles é que posto este texto, apenas alterando os nomes para evitar desnecessárias identificações.

Kazagrande