TIA NEIVA

TEU PADRÃO VIBRATÓRIO É A TUA SENTENÇA

O CENTURIÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

ADJUNTO ANAVO

MESTRE KAZAGRANDE

PÉROLAS DE PAI JOÃO

Todos os direitos autorais e edições impressas doadas à Doutrina do Amanhecer.

MINHA MISSÃO É MEU SACERDÓCIO

EXÍLIO DO JAGUAR - KAZAGRANDE.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Homenagem - Adjunto Ypuena

Mestre Lacerda


Hoje este blog homenageia um dos maiores Adjuntos de Povo da Doutrina do Amanhecer: O Primeiro Mestre Luz Evangélico da Falange de Consagração – Mestre Manoel Feitosa Lacerda, ou Mestre Lacerda – Adjunto Ypuena!


Nunca fui muito próximo fisicamente deste excepcional Mestre, mas espiritualmente minha ligação sempre foi muito forte. Sem ele saber, muitas das iniciativas, que tive em minha jornada missionária, foram inspiradas pela conduta deste valoroso exemplo.


Tive a oportunidade de conhecer parte de sua jornada ao trabalhar na “reforma” da Casa Grande, na década de 90 (coloco assim por não recordar com precisão o ano). Entre as pessoas envolvidas no “monta e desmonta painel”, classificação de fotos, confecção de legendas, sempre estava presente algum componente expressando sua admiração pelo Mestre. A cada foto, uma nova passagem... Afinal, reconhecer-lo ainda com os cabelos soltos e sua característica cor branca, não seria possível para quem não conviveu com ele nos primeiros tempos.


Mestre Lacerda, além de assumir a missão de ser um Adjunto de Povo, sempre se preocupou verdadeiramente com a situação de quem o procurava. Inspirado em não deixar jamais a fé sem obras, iniciou a “Mansão dos Ypuenas”, hoje conhecida como a Casa Transitória do Povo Ypuena. Alimentando o Espírito e o corpo físico. Sua obra serviu de referência para muitos outros Adjuntos, que seguiram o mesmo caminho depois.


Sem recursos, ele e seu numeroso, porém humilde povo, começaram com almoços (sopas), até que pela perseverança e segurança na missão, transformou-se na grandeza hoje respeitada em todos os planos, físicos e espirituais.


Um homem simples, de fácil acesso, nas poucas vezes que o procurei nunca tive dificuldade. Empenhado nos trabalhos espirituais, sempre cumprindo todas as suas obrigações e julgando que ainda fazia pouco pelo que havia recebido.


Minha admiração, pela qual hoje presto homenagem, estende-se a seu povo! Mestres e Ninfas que passaram, ou que ainda fazem parte de minha jornada.


Salve Deus, Mestre Lacerda! Meus respeitos e homenagem,


Deste seu “quase” componente exilado!

Doe Palavras...


O Hospital Mário Penna, em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil e rápido; todos podem doar um pouquinho. Você acessa o site:
escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. É muito linda a reação de esperança dos pacientes. Participem, não apenas hoje, mas todos os dias. Deem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Baixe Grátis


Salve Deus!
Mantendo o compromisso de todas as semanas, aqui temos mais alguns livros para baixar grátis. Recomendo particularmente o "Memórias de um suicida" e, para aqueles que ainda desconhecem: "Os exilados de Capela" - Livro completo.
Boa leitura!

EXILADOS DE CAPELA
http://www.4shared.com/document/YBzlAL5s/OS_EXILADOS_DE_CAPELA_-_EDGARD.html


JOANA DARC
http://www.4shared.com/document/ZOQ_UP2x/JOANA_DARC_-_LEON_DENIS.html

DEIXE-ME VIVER
http://www.4shared.com/document/zRYESFE3/LUIZ_SRGIO_-_DEIXE-ME_VIVER.html

MEMÓRIAS DE UM SUICIDA
http://www.4shared.com/document/RkdM2tW5/MEMRIAS_DE_UM_SUICDA_-_IVONE_A.html

domingo, 25 de abril de 2010

Coca Cola

Esses dias meu novo “chefe” veio almoçar aqui em casa.


Quando chegamos lembrei que não tinha coca-cola para servir. Então o convidei para um rápido passeio, e comprarmos o refrigerante.


Chegando ao mercadinho, o proprietário respondeu ao meu “Buenos Días” com um incompreensível grunhido.


Olhou o vasilhame de coca-cola retornável e bateu uma garrafa cheia sobre o balcão.


Paguei, agradeci e lhe desejei novamente um bom dia, falando e emitindo um amigável sorriso que sempre procuro demonstrar.


Quando voltávamos para casa, meu chefe perguntou:


- Este tipo é sempre assim grosseiro?


- É, parece que ele está sempre de mau humor. Respondi.


- Mas você nem sempre consegue se segurar, não é?


- Bem, até hoje eu sempre o trato com o mesmo respeito e simpatia.


- Mas por quê? Ele é um estúpido!


- Olha chefe, ele não tem que decidir nada sobre minha vida, muito menos como ele quer que eu o trate. Procuro ser dono de meus atos e eu mesmo decidir como quero ser, e não me deixar levar pelo humor das pessoas. Já passei do tempo em que ficava mudando de humor a todo momento, dependendo de eu como era tratado. Diante da estupidez, como você mesmo falou, é claro que não vou ceder ao desejo de quem está com um padrão mais baixo que o meu. Se eu puder contribuir para ajudar, ótimo, se não puder, não vou me render ao seu padrão. Não são as pessoas e os lugares por onde passamos que devem nos transformar, e sim, nós que devemos tentar transformar os lugares e pessoas.


Não podemos curar o próximo dando-lhe de seu próprio veneno.


FIM


Meus irmãos, perdoem-me por não postar as mudanças completas de todo domingo. Estive viajando e só voltei agora. Vou escrever sobre esta passagem de hoje e, amanhã, devo fazer o “post” completo de sempre.


Salve Deus!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ATENDIMENTO DO PRETO VELHO

Salve Deus, meu filho Jaguar!

Preto Velho é amor, humildade e tolerância. Ele não diz a determinado paciente que ele está carregado porque fizeram um despacho para ele. Ele não leva ninguém ao desespero e, sim, ao conforto espiritual. Ele nada promete. Ele ajuda, dentro dos limites cármicos e do merecimento de cada um.

Filho, é muito triste ouvir falar que um Apará fez isso ou aquilo e, o que é pior, veio desarmonizar um visitante nosso.

Também é muito triste saber que um Apará, com toda sua sensibilidade mediúnica, se deixou levar por uma influência negativa e transmitiu o que não devia.

Filho, ao sentir em seu trabalho de Trono uma possível interferência, uma aproximação negativa, proceda a passagem e deixe que o Doutrinador doutrine e faça a elevação, para que você retorne com seu Preto Velho, transmitindo a voz direta do Céu!

Filho, evite tocar no paciente, evite o contato físico e procure trabalhar com as emanações de nossas energias, que são fluidos benéficos aos pacientes.

Saudações tais como: “Salve o fogo!”, “Salve a Terra!”, “Salve as areias das praias!”, “Salve o trovão!”, etc. devem ser evitadas, porque nada significam em nossa Doutrina.

Filho, tenha sempre em mente que você é um ser especial que recebeu a missão sagrada de ser um medianeiro entre o Céu e a Terra, e que todos os que o vêm confiam em você.

Salve Deus! Que o Divino Mestre Jesus o abençoe!

Tia Neiva.

Sem data

Postada originalmente pelo Adjunto Trino Amurâ - Mestre Décio

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Percurso de uma Vida

Onze meses antes da reencarnação o Espírito percorre, acompanhado de seu Mentor, os lugares onde viveu suas várias encarnações. Vai em busca dos pontos magnéticos gerados pelas Energias Cármicas deixadas por ele.

Dentro dessas coordenadas ele escolhe o seu plano encarnatório, a começar pela mãe, o pai, os amigos e os inimigos que irá ter. Prevendo as próprias vacilações, ele escolhe também um futuro Amigo e Protetor que irá ajudá-lo na penosa experiência.

Depois disso ele entra para o chamado sono cultural, enquanto o plano é executado pelos Mentores.

Isso mostra claramente que o livre arbítrio é que preside todos os atos. Mesmo depois de encarnado, quando esquecido da escolha feita, se ele não quiser aceitar as condições que se impôs, pode fugir ao cumprimento do programa. Essa fuga, entretanto, apenas lhe traz mais angústias e transfere os problemas para mais tarde. Mas, o importante é que Deus não tem pressa...

E assim, um Ser Humano nasce em determinado lugar, sua família muda-se para outro lugar, ele cresce e viaja para outro lugar e pode acabar sua vida em algum lugar bem distante de onde começou. Acaso?

Não, não existe acaso na vida humana a não ser na aparência sensorial. Atrás de cada acontecimento de nossas vidas, do mais banal ao mais importante, existe sempre um intrincado mecanismo, cujo funcionamento é mais complicado ainda porque muda a cada momento. Essa mudança se opera a cada instante na dependência de nossas decisões. Se a decisão é certa, se está de acordo com o programa traçado pelo nosso Espírito, o resultado é bom, nos sentimos em harmonia com o Universo. Se a decisão é errada, com isso contrariamos nosso destino transcendente, sentimos angústias e dor.

O Homem é feliz ou infeliz dependendo de como vive e de como estabelece seu sistema de decisões. Naturalmente, a pergunta que essa questão suscita de imediato é: como saber o que está certo e o que está errado? - mas esse é exatamente o enigma da vida, o desafio evolutivo, o preço da autonomia, do Livre Arbítrio. Foi talvez essa questão que levou os sábios da mais remota antigüidade a inscrever nos pés da Esfinge:

"Decifra-me ou te devoro"

E que levou São Francisco de Assis a dizer:

"Senhor, dai-me forças para tolerar as coisas que não podem ser mudadas; dai-me amor para mudar as coisas que devem ser mudadas e dai-me sabedoria para distinguir umas das outras".

Mas, para sermos bem objetivos, para que possamos realmente saber a decisão certa, a Natureza nos deu um mecanismo de percepção que nos permite saber qualquer que seja nossa posição no contexto humano - as coisas da Lei no Plano Físico, as coisas da Lei no Plano Psíquico e as coisas da Lei no Plano Espiritual.

Normalmente, nós estamos habituados a ouvir a voz de nossos desejos e a voz de nossa Alma (mente transitória), uma vez que seus reclamos são facilmente discerníveis: eu sei quando tenho fome e sei do que gosto ou não gosto. Essas exigências produzem uma pequena dor. Mas temos também que nos acostumar a ouvir a voz de nosso Espírito, pois a falta disso nos produz a grande dor, a verdadeira dor. Perder um corpo é um fator natural - não existe corpo eterno; perder a Alma (nossa personalidade transitória) também é um fator natural - não existe Alma eterna. Mas perder o Espírito, tirar a oportunidade de uma encarnação arduamente conquistada é desafiar a Lei em seu aspecto mais amplo, é fato mais grave e mais doloroso.

Por essa razão é que o Grande Mestre Jesus nos deu, de forma clara e adequada, o Sistema Crístico na sua Escola do Caminho, para que pudéssemos ouvir facilmente a voz de nosso Espírito.

Por tanto, não tem como querer interpretar as palavras do Divino Mestre seguindo o texto dos Evangelhos de forma literal. Suas parábolas e grandiosas lições nos remetem a reflexão. E, baseados nessa reflexão é que trazemos o resumo todo dos Evangelhos em três palavras: “Amor, Humildade e Tolerância”.

Seguindo esta suma lição, podemos ouvir a voz de nosso espírito, de compreender os percalços que passamos e as vitórias que ainda podemos conquistar. “Sentimos” verdadeiramente o quê está em nossa jornada. Para onde devemos ir, com que devemos nos relacionar. Seremos reflexos do quê atraímos com nossos pensamentos, palavras e ações! E agindo dentro da máxima destas três palavras, somente atrairemos o quê possa ser bom e produtivo.

Salve Deus!

Adaptação dos textos do Trino Tumuchy de 1977

Mais Livros Grátis

Atendendo a pedidos, posto mais livros espíritas de minha bilbioteca. Vamos ver se toda semana consigo colocar mais alguns. Enriquecem nosso espírito e nos auxiliam firmemente em nossas doutrinas e no entendimento dos diversos carmas.

Boa leitura!
Obs.: Para baixar basta clicar no link, na janela que vai abrir, espero a contagem de segundos terminar e click em download.


Violetas na Janela
http://www.4shared.com/document/B0QLWjqy/VIOLETAS_NA_JANELA_-_VERA_LCIA.html
O Escravao Bernardino
http://www.4shared.com/document/WAPix5is/VERA_LCIA_MARINZECK_-_ESCRAVO_.html
Véu do Passado
http://www.4shared.com/document/YVGAmBDV/VERA_LCIA_MARINZECK_-_ANTONIO_.html
O Mistério do Sobrado
http://www.4shared.com/document/9B2DNmog/VERA_LCIA_MARINZECK_-_ANTONIO_.html
 A Mansâo da Pedra Torta
http://www.4shared.com/document/ubV0X6JO/VERA_LCIA_MARINZACK_-_A_MANSO_.html

sábado, 17 de abril de 2010

HOMENAGEM - Adjunto Aluxã - Mestre Mário Kioshi

Falar do Adjunto Aluxã é quase cair no lugar comum. Mario Kioshi foi o maior exemplo de dedicação doutrinária que conheci. Incansável nos trabalhos, tinha uma vitalidade invejável! Sempre empenhado em trabalhar o máximo possível. Quase nunca se podia vê-lo descansando!

O Adjunto Aluxã foi o símbolo máximo que conheci da concentração e dedicação.

Mas eu, sendo seu “filho”, não posso deixar de falar um pouco do outro lado deste homem! Para a maioria dos Mestres, temos que esquecer seu lado “homem” e lembrar somente do mestre. Mas com o Mário é diferente... Claro que ele cometeu seus erros como qualquer ser humano, mas era admirado também como pessoa.

O japonês era um homem simples! Quase sem vaidades, de um bom humor que transcendia a seriedade de seus trabalhos. Com ele aprendi também a separar o quê é trabalho espiritual e o quê é vida! Nada de virar um monge, ou um robozinho enfiado no templo. Mário sabia divertir-se e divertir! Junto dele brincávamos o tempo todo (fora dos trabalhos).

Nunca "aprontávamos" um com o outro, uma cumplicidade nos unia e nos fazia felizes. Mas... brincávamos com todos. Juntos, fora do templo, éramos dois moleques. Nos trabalhos, nossa sintonia era perfeita.

Muitas vezes passávamos a madrugada toda conversando sobre os trabalhos, sobre a situação em determinados locais, sobre como ajudar este ou aquele. Outras vezes, um olhar, já traduzia o quê precisávamos saber. Não sei alguém além de mim, chegou a ver o Mário chorar, desabafar um pouco... Sei que também, somente a ele, eu falava de tudo abertamente.

Quantas vezes bati de frente em sua defesa... Quantas vezes ele me protegeu de tudo e de todos!

Mário foi melhor amigo, meu maior companheiro de jornadas, meu maior cúmplice de “armações”, foi meu pai!

Não consigo escrever mais... A emoção é muito forte!!!

Tia dizia que a gente tinha que escolher um Adjunto pensando em ter um pai... Eu sim posso dizer que tive um Adjunto de verdade. Eu sou Aluxã! Para sempre Aluxã! Pelo Ministro e pelo Mestre... Mestre Mário Kioshi!
(Na foto o Japonês e sua japona)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novos Livros Espíritas para Download Grátis

Salve Deus!

Mais alguns Excelentes livros espíritas para baixar grátis.

Compartilho de meus arquivos, mais alguns livros, para que possam baixar e ler diretamente em seus computadores ou imprimir.


Não são livros de nossa Doutrina, mas apresentam grandiosas lições de vida, baseadas no espiritismo kardecista.

Pessoalmente recomendo estas leituras como forma de compreendermos melhor o mundo espiritual que nos cerca, e os dramas que convivemos ou observamos.

A leitura de bons livros espíritas enriquece nossa cultura e nossa argumentação doutrinária.

Adjunto Anavo



DESOBSESSAO


E A VIDA CONTINUA


SEXO E DESTINO


CONDUTA ESPIRITA


MECANISMOS DA MEDIUNIDADE


EVOLUÇAO EM DOIS MUNDOS


AÇAO E REAÇAO

sábado, 10 de abril de 2010

A missão do professor



Esses dias minha filha, que cursa o terceiro ano primário conversava com a mãe sobre a escola. Falava de cada professor, como se comportava e como ensinavam.

Contava que gostava muito da professora de matemática, mesmo não sendo fã da matéria (não puxou o pai).

Dizia ainda que sua matéria preferida estava cada dia mais chata por causa da nova professora.

Com a inocência de seus oito anos falou: A professora de Ciências está sempre “enojada” (enorrada em espanhol é mal humorada). Ela grita com a gente por qualquer coisa e nunca sorri.

Quando passa uma “tarea” (dever) e alguém esquece ou não faz do jeitinho que ela mandou, faz um escândalo. Todo mundo tem medo dela.

Já a professora de Linguagem está sempre sorrindo. Brinca com a turma e só chama atenção quando alguém está atrapalhando a aula. Eu até fiz uma “broma” (gracinha) com ela um dia desses, e ela riu um monte.

Depois de prestar a atenção em tudo, minha esposa perguntou:: E por que você não gosta das aulas de religião?

Hoye (hodje – expressão de enfado), o professor é rudo (bruto) e cínico. Humilha todos os colegas que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não falam o quê ele quer ouvir.

E, antes de sair para subir nas árvores do quintal, ainda disse: Já sei que, por mais chata que seja a matéria, o que faz vale a pena mesmo, é o professor.

Desta simples conversa de mãe e filha, podemos retirar sérias advertências.

A primeira é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar.

Quantos se esquecem do poder que têm de influenciar as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar bons cidadãos.

Muitos pensando mais no salário do que na missão (ser professor não pode ser chamado de profissão), tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula.

Mas, é mais sério ainda, quando se arvoram a dar aulas de Religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade, semeando no coração da criança as sementes do ceticismo.

Ao aceitar a abençoada missão de educar, o mestre deve especializar-se nessa arte de formar o caráter dos seus alunos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente.

É necessário que aqueles que querem ser professores tenham consciência de que cada ser que passa por uma sala de aula, levará consigo, para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não. É imprescindível sejam missionários, verdadeiramente mestres, no verdadeiro sentido do termo.

Que ministrem suas aulas com sabedoria, entusiasmo e alegria.

Que sejam exemplos de confiança, de paz, de amizade e respeito.

E, estes que assumem a elevada missão de ensinar “Religião”, deverão estar revestidos de verdadeira humildade e da mais sincera fraternidade, colocando Deus acima de qualquer bandeira religiosa.

“Religiao” é a criatura ao seu Criador, independente da fé que professe, sem proselitismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.

Finalmente, todo educador deverá ter sempre em mente que a sua profissão (missão) é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.

Um verdadeiro Mestre ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria. Segue à frente, sinalizando a estrada com seus próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.

Vingança e Perdão

As tramas da psicologia moderna têm pregado que o ódio é uma necessidade, que tanto devemos amar como odiar. Alguns psicólogos mais ousados em sua análise da mente, chegam mesmo a afirmar que devemos odiar com o máximo de intensidade e externar o ódio para que ele não nos envenene.

O conceito de vida que essa psicologia nos apresenta é em si mesmo um grave sintoma de enfermidade mental. A imagem desse homem animalesco decorre de uma visão mórbida da criatura humana esmagada pelos instintos animais. Não obstante, a própria Psicanálise, imantada inicialmente ao conceito da libido, já desde Freud encontrou a válvula da sublimação. É que avanços posteriores, ao lado de progressos notáveis da Psiquiatria e das pesquisas psicológicas em vários campos, confirmaram a teoria espírita dos instintos espirituais que orientam a nossa formação humana.

Pensar em extinguir o ódio com a prática de externar a fúria é o mesmo que pretender apagar o fogo com gasolina.

O ódio gera o ódio. Por isso, o incêndio do ódio, que alimentarmos em nós e nos outros, terá de ser apagado pelos princípios da vida através da reencarnação. O Evangelho de Jesus substitui a lei bíblica do olho por olho e dente por dente pela lei do amor ao próximo, incluindo no próximo os próprios inimigos.

Enquanto não existir a luz do perdão as reencarnações dolorosas se processarão em círculo vicioso. Ficaremos presos à roda viva dos resgates penosos, por séculos e milênios, até aprendermos a amar os inimigos.

O ódio é força de destruição, é o ácido corrosivo da inferioridade espiritual. O homem que odeia se animaliza, rebaixa-se ao nível das feras.

O amor é a força criadora que distingue o homem do bicho. A vingança do homem inferior é a injúria, a agressão, o assassinato, o “olho por olho”. A desforra do homem superior é o perdão.

Quando perdoamos, desarmamos o adversário, ajudamo-lo a fazer-se criatura humana, a ser gente. Toda cultura humana se assenta no amor. O ódio é a negação da cultura, o domínio da barbárie, como vemos diariamente no mundo do crime. Só os loucos defendem e pregam o ódio, porque a mente desequilibrada semeia o desequilíbrio.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

APARÁS 01

A nenhum espírito - de Luz ou sem Luz - é dada permissão para incorporar, usar o corpo de um médium, sem que ele o permita. Por isso existe o mecanismo da percepção do que acontece durante uma incorporação, garantindo ao médium a idoneidade de seu trabalho e lhe fazendo sentir sua responsabilidade, pois existe sutis diferenças entre as manifestações de um espírito incorporado e as do próprio médium.

A força da incorporação é recebida no plexo solar e transmitida aos plexos vizinhos, em perfeita harmonia com os chakras, concentrando o fluxo sangüíneo na região, o que provoca diminuição da irrigação cerebral e, conseqüentemente, diminuição dos sentidos físicos do médium, resultando em uma emissão fluídica alheia ao processo psicológico.

Deve o médium de incorporação manter-se alerta para estar em condições de proporcionar perfeitas manifestações tanto dos espíritos sofredores como das mais complexas e elevadas formas de entidades espirituais. Também é preciso lembrar que o trecho da Prece do Apará, em que se roga a Deus “tira-me a voz quando, por vaidade, enganar os que me cercam” não significa ficar mudo, sem voz, mas, sim, ser tirada a Voz Direta da Espiritualidade daquele médium, que passa a agir por simples animismo ou a ser instrumento de espíritos sem Luz, que se fazem passar por Mentores.

O médium de incorporação deve ter as seguintes condições básicas:

Incorporar um sofredor sem fazer muito alarde, sem palavras inconvenientes e sem cair em posições grotescas ou desagradáveis;

Incorporar e saber distinguir a emanação do Preto Velho, do Caboclo, do Médico ou de qualquer outra Entidade que se faça presente através dele;

Assimilar as mensagens e as transmitir, sem nelas interferir ou dar algum toque pessoal;

Ser suficientemente humilde para trabalhar no Templo, com amor, sempre que for convidado, sem escolher o trabalho ou o comandante;

Saber mediunizar-se profundamente, de modo a evitar cansar-se no trabalho, pois, bem mediunizado, não terá noção do tempo nem do calor, ou do frio, não sentirá fome nem tomará conhecimento do que acontece a seu redor.


Kazagrande

HOMENAGEM - Tia Lúcia

GUERREIRA




Deveria ser muito fácil falar de Tia Lúcia. A mãe, a missionária, a filha, a conselheira, uma pessoa especial em todos os sentidos.

Mas procurar uma palavra para defini-la me tirou o sono! Como encontrar a primeira palavra para iniciar este texto de homenagem? Em relação a ela sou passional em todos os sentidos e qualquer qualidade que fosse mencionar seria no superlativo.

Mas relembrando uma passagem especial, quando ela buscava um texto para o Manual das Muraicys para definir Mãe Yara, neste dia estávamos cansados e faltava esta página para o Manual, e veio na mente a inspirada palavra “LUZ” e o cansaço mais uma vez se desfez! Lembrando disso veio na mente...
  GUERREIRA!

Tia Lúcia é incansável! Uma verdadeira guerreira! Sempre mantendo vivo o espírito criativo de sua Mãe, nunca curvou-se ao desânimo ou ao cansaço. Iniciando uma nova missão antes mesmo de colher os resultados da que estava acabando. Na área física da Casa Grande, no Solar dos Médiuns, nos painéis, murais, manuais, no próprio templo onde o mérito da beleza das reformas tem que ser dado a quem tem a coragem de ir lá lutar para fazer.

Nunca suas missões foram sem grande esforço, sem o sacrifício da própria família. Madrugadas intermináveis de trabalho verdadeiro e gratificante.

Seu carinho, seu cuidado com tudo relacionado à nossa doutrina só pode ser avaliado por quem convive ou conviveu ao seu lado, por quem participou e viu os frutos de cada obra. Que sabia da sinceridade de suas intenções e da grandeza de nunca impor-se como dona da idéia.

Tenho guardadas dezenas de lembranças dignas de nota, ensinamentos valiosíssimos, pérolas de luz inspiradas em momentos em que outros se sentiriam incomodados.

Certa vez, quando realizávamos um trabalho de distribuir alimentos, roupas e brinquedos, no fim de ano, para os médiuns mais carentes, uma senhora vinha e buscava as coisas e ia distribuir como se ela estivesse dando por conta própria, escolhendo que podia ou não podia receber. Eu, atento ao que se passava, já me preparava para “cortá-la”, não admitindo aquele tipo de atitude. Quando comentei minhas intenções com Tia Lucia, ela sorriu e disse: “Deixe ela fazer a caridade dela! Vai estar ajudando de qualquer forma”.

Outra vez, um senhor roubou uma peça de mortadela que havia sido doada para o orfanato. O homem, não precisava, e os meninos haviam visto chegar e já contavam com um café da manhã especial no dia seguinte. Fiquei enraivecido, já pensava em delatar o sujeito por todo o Vale, acabar com ele! Aí Tia Lúcia chegou e me disse: “Quem não serve para ser seu amigo, vai ser muito pior como seu inimigo”. E me deu o dinheiro para que eu comprasse a mortadela para o dia seguinte.

Nos meus primeiros passos doutrinários, vivendo por ali, sempre a rodeando pelo salão de costura, eu me calava para ouvir.

Tia Lucia me ensinou um sentimento que eu desconhecia: Amor de Família! Perdi minha estrutura familiar muito cedo, e nunca consegui entender ou valorizar as ligações familiares. Graças a ela pude compreender o quê significa a palavra mãe. Graças a ela pude ter como construir uma família linda, extremamente unida e feliz, mesmo eu sendo proveniente de um lar devastado pela dor.

Quando deixei Brasília, minha maior dor era não poder fazer contato com ela, ouvir sua voz, sentir o cheiro da sua casa... Da minha casa! Pois assim me sentia quando lá chegava e era recebido. Mas eu estava recomeçando, dolorido, orgulhoso e precisando provar que era capaz. O tempo passou, a cada dia foi ficando mais distante e mais difícil. Nas minhas outras jornadas por este Brasil eu sempre pensava em voltar e nunca voltei. Sempre segui adiante... E infelizmente desta vez também não foi diferente.

Não sei se ainda mereço o carinho desta mãe, mas sua foto nunca saiu do meu Aledá, nunca deixei de tomar café sem açúcar, como ela gostava, só para lembrar dela... Ficou como se fosse uma chave para ouvir um bom conselho, para tomar uma boa decisão.

Tia Lucia... Posso voltar para casa?
Do Jaguar Exilado, filho pródigo talvez,

Rodrigo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cuidados...


Mantenha o equilíbrio na hora da justiça, evitando qualquer inclinação de vingança.

Cuidado com sua perplexidade, para não entrar na temeridade.

Vigie até mesmo sua firmeza, para que se não transforme em imobilidade.

Peça luz para sua metas, para não tornar-se um tirano.

Examine sua habilidade, evitando que se torne malandragem.

Analise suas dores para não transformarem-se em revolta.

Controle suas insatisfações, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio.

Cuide de sua sinceridade, para que suas palavras não destilem veneno.

Vigie seu entusiasmo para que não caia na impulsividade.

Mantenha seus princípios no que acredita, mas não faça deles um motivo para a agressão de quem te contradiz.
Kazagrande