sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Esquizofrenia de Hórus


Com o claro início da Conjunção dos Planos, cada vez mais “aparecem” Aspirantes com a Esquizofrenia de Hórus, bem explicada por Tia na terceira parte da carta que publiquei no tópico “Para os Instrutores – 03”.

A maioria destes Aspirantes infelizmente consegue desarmonizar o Instrutor. Dotado de mente ágil, inquisitivo, conhecedor de diversas seitas, correntes filosóficas e até mesmo iniciáticas, é um “sabe-tudo”!

Explica a seu modo tudo o quê se passa em nossa Doutrina, baseando-se em seus conhecimentos prévios, pinçados de diversas teorias. Normalmente é convincente, e acaba confundindo, não só o Instrutor, como também outros aspirantes.

Acompanhei pessoalmente um caso destes há algum tempo atrás. Identificando o problema, devido à descrição precisa de Tia Neiva, pude isolar sua ação e buscar conduzir de uma forma discreta o seu tratamento.

O primeiro passo é mostrar as regras do Desenvolvimento. Não se pode permitir que lhe interrompa a cada instante com uma pergunta, que em seguida vira uma afirmação contundente, onde ele procura demonstrar que sabe mais que o Instrutor. Tem que colocar a premissa de que as perguntas ficarão para o final, e deixar o final com tempo bastante reduzido, impedindo suas divagações. Cobrar dele a perfeição nas técnicas, elogiando sempre sua conduta e reafirmando a necessidade da postura silenciosa ao realizar o trabalho.

No fim de cada aula, após dispensar o restante do grupo, deixá-lo falar o que desejar, sem nunca desmerecer seus pretensos conhecimentos e usar toda a tolerância possível. Não é fácil, mas é possível e gratificante quando atingimos o objetivo. Normalmente o médium que chega nestas condições, ao superar a Esquizofrenia de Hórus, torna-se um Mestre exemplar! Consegue ordenar seus conhecimentos pré-adquiridos e tem um aproveitamento fantástico, tornando-se o que costumávamos chamar de “pé-de-boi”, no Templo Mãe.

A esquizofrenia, em geral, é uma enfermidade espiritual. Obviamente existem casos de deliro mental, o que não deixa de ser uma obsessão do próprio espírito. Todos os demais casos, além da Esquizofrenia de Hórus, são de trato particular. Um Aspirante com esta enfermidade deve ser identificado e tratado com um carinho e cuidado espiritual. Levando-o a consciência do problema, sem jamais apontá-lo como “doente”. Cabe ao Instrutor estar preparado para identificar e tratar o problema.

Kazagrande

1 comentários:

Salve Deus Mestre Kazagrande!!
A doutrina no seu modo campo "palpável".. Identificar, apontar.. "Chamar as coisas pelo nome".. É necessário tornar a nossa doutrina mais pratica, com problemas e instruções para a sua resolução.. obrigado por este post

Postar um comentário

Comente com amor! Construa, não destrua! Críticas assim serão sempre bem vindas.