quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Interação Familiar – 2 - Esposo(a)


A mulher, esposa e Ninfa!

Como a maioria dos relacionamentos no Vale do Amanhecer o meu encontro, ou diria reencontro, com minha Ninfa, foi “relâmpago”.

Conhecemos-nos na saída da Mesa Evangélica e pela primeira vez fui convidado por uma Ninfa para ir aos Tronos. Trabalhamos durante algumas horas e imediatamente reconhecemos nossa afinidade no trabalho. Após o primeiro encontro sem uniforme já estávamos enamorados. Dali para o casamento foram apenas três meses.

Após o período inicial de identificação de afinidade é que aparecem as diferenças de personalidade e reajustes. Passamos a conviver diariamente e surgem as diferenças de opiniões, as incompreensões e as discordâncias.

No nosso caso, após um ano e meio de relacionamento “encomendamos” a primeira filha. Deus nos brindou com uma menina linda “do jeitinho que eu pedi”.

Tivemos períodos difíceis, em virtude de nossas diferenças de personalidade, mas fomos nos conhecendo, nos compreendendo e, passadas as primeiras crises, acabamos descobrindo, um no outro, uma fonte constante de provas de evolução.

Ela aprendeu a tolerar, e depois respeitar, minha “madrugadas fora de casa” por conta de trabalhos “extra-templo”. A reforma da Casa Grande foi o primeiro grande teste, pois eu a deixava dormindo e ia para a casa de Tia Lúcia só retornando quase ao amanhecer. Depois vieram os trabalhos junto a Editora, e ainda, a seguir, as intermináveis viagens aos Templos do Amanhecer, acompanhando o Adjunto Aluxã. Devido ao seu trabalho material, em um hospital, ela pouco podia participar.

Porém ela superou tudo isso! Passou a valorizar o quê eu fazia e a esforçar-se para, dentro do possível, se fazer presente. Somos ainda muito diferentes, mas muitos elos nos unem, e nos fazem a cada dia mais fortes. Descobri nela algo além da personalidade tão diversa da minha, e aos poucos, juntos, encontramos o amor incondicional. Incondicional porque realmente não impõe condições para se amar. Aprendemos juntos com nossas falhas, como nossas necessidades de evolução e ao nos conscientizarmos da necessidade de melhorar em algo, procuramos nos ajudar.

Superamos muitas situações difíceis e diariamente descobrimos um pouco mais do outro e em que podemos contribuir para melhorar. Ela diz que aprendeu muito comigo, mas não sei se foi mais do que eu já aprendi com ela! Companheira, amiga, mãe, esposa e Ninfa!

Compreender as mulheres e elas nos compreenderem já não é uma tarefa simples... Agora quando a mulher torna-se sua esposa e Ninfa, deixa de ser uma tarefa e passa a ser uma missão!

Interligam-se física e espiritualmente para a realização de vários objetivos comuns, entre eles destacam-se a família e o Templo!

Ser um casal dentro da Doutrina implica em buscar a evolução conjunta e exercitar, em todos os momentos de convivência, os ensinamentos praticados dentro do Templo.

Sua companheira(o) não convive somente com o Mestre/Ninfa... Convive com sua personalidade também... Conhece seus defeitos mais graves e naturalmente se torna quem primeiro irá verificar suas faltas. Não tem como esconder, como ter uma vida dupla! É preciso trazer para dentro de casa a harmonia que sente durante os trabalhos espirituais e transformar a companheira(o) no doce porto de equilíbrio e segurança, necessárias no cumprimento da jornada!

Nossas ligações espirituais ocorrem por dois motivos: afinidade ou reajuste! Porém, mesmo as que são nitidamente um reajuste, começam pela atração, pela sensação de reconhecimento mútuo e uma “vontade de estar perto” de alguém que significa algo ainda a ser desvendado. Manipulada a energia inicial de atração, começam as cobranças e os reajustes. Se superamos a etapa do necessário reequilíbrio da balança, além de reajustarmos, podemos conquistar a grande companheira(o) da vida toda!

Não se iludam que “encontrar a alma gêmea” é sinônimo de felicidade garantida... Não! Mesmo entre as almas gêmeas podem existir difíceis reajustes e somente pela tolerância e que se pode chegar ao verdadeiro amor, ao amor incondicional. Não temos como saber em que parte da grande escada evolutiva está nosso amor, por isso ao deparar-se com quem amamos, devemos nos esforçar para não “perdê-lo” de vista, acompanhando sua evolução.

Voltando ao meu caso... Aprendemos a “abrir mão” das coisas serem do jeito que queremos, pois não se pode planejar pensando que tudo deve acontecer como sonhamos, se os acontecimentos não dependem exclusivamente de você, existe o outro envolvido, com seus próprios planos e sonhos, e que também deseja as “coisas do seu jeito”.

Hoje registro minha homenagem a todos que conseguem se compreender, se aceitar e passam a entender a necessidade de semear a harmonia no lar. Respeitando as diferenças, colocando-se no lugar do outro para compreender suas atitudes, não condenando nos momentos de fraqueza, e sim, auxiliando a reerguer-se mais forte!

De todos os relacionamentos podemos tirar uma única e comum conclusão: Não foi por acaso que ficaram juntos! Há uma razão! Seja para descobrir o grande amor de sua vida, ou para transformar um antigo desafeto, em um amigo fiel e verdadeiro, para juntos, semeando o perdão, terem o direito de pedir perdão aos outros que irão chegar. Salve Deus!

Kazagrande

3 comentários:

Nossaaaa fiquei muito emocionada ao ler esse depoimento...como seria bom se todos pensassem e agissem assim;talvez muitas almas gêmeas,não as deixassem de ser uma da outra ao deparar-se com as grandes provações, com os reajustes como foi falado acima.Verdade...encontrar sua alma gêmea não significa felicidade eterna, e sim reencontro, reconhecimento,equilibrio no amor que um tem pelo outro, seja por provações ou por afinidades! Salve Deus Mestre!Cada dia nos ensina mais com seus maravilhosos textos, só tenho a agradecer por tantos ensinamentos! Um maravilhosa noite, fique em paz!

Obrigada mestre mais uma vez veio me socorrer. Foi muito esclarecedor este texto, três pretos velhos me contou que o amor da minha vida era minha alma gêmea, e eu fiquei na duvida, o amor é grande, mas nem tudo é mil maravilhas. Quando li este pedaço do texto... (Não se iludam que “encontrar a alma gêmea” é sinônimo de felicidade garantida... Não! Mesmo entre as almas gêmeas podem existir difíceis reajustes e somente pela tolerância e que se pode chegar ao verdadeiro amor, ao amor incondicional.)... Pude compreender a verdade que os pretos velhos tinham me falado, chorei de emoção, e vi que por intolerância estava decidida a abandonar aquele que os pretos velhos me contaram ser a minha alma gêmea. Mestre obrigado, eu amo meus mentores, que usou o seu espaço para me mostrar esta verdade. Agora neste instante só posso chorar de emoção é falar muito obrigado. Ninfa Lua...

Salve Deus, Mestre!
Que belas ponderações...
Muito obrigada por ser um elo maravilhoso com a Espiritualidade Maior e nos trazer necessárias orientações na hora certa.
Que Jesus o ilumine e Pai Seta Branca aumente suas forças para estar sempre nos brindando com tão belas pérolas.

Abraço fraterno.

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