sábado, 11 de setembro de 2010

A história de Pedro e Nilce - História real


- Salve Deus! Seja bem vinda! A Entidade incorporada é Vovó Catarina das Matas, por favor, diga seu nome e a sua idade.

- Nilce Amadeu Pereira, 27 anos.

Após o passe inicial, a Vovó, com doçura falou:

- Salve Deus minha rosa, é uma grande felicidade recebê-la aqui, na Casa de Pai Seta Branca, seu Mentor lhe acompanha, e diz que você vai encontrar a paz que procura. Pode contar o quê lhe aflige o coração...

- Sabe, eu realmente estou sentindo uma paz que há tempos não sentia. Este lugar é mesmo muito bonito! Mas Vovó, o quê traz aqui é que há tempos tento engravidar e não consigo. Já fui a diversos médicos, fiz vários tratamentos e parece que não tem nada de errado, mas mesmo assim, não consigo engravidar, temo que isso venha a enfraquecer meu casamento. Minha irmã, que não tem condição material nenhuma de ter um filho, que é solteira, está grávida e é viciada em drogas, mas nossa religião não permite que realize um aborto, enquanto eu, que estou casada com um bom homem, e sonhamos com um filho, não conseguimos.

- Minha filha, seus filhos já estão sendo preparados para vir. Tranqüilize seu coração e confie, virão da forma correta e na hora certa. Tenha fé, e aprenda com esta lição, buscando o sentindo espiritual de tudo que por ora está passando.

Está é apenas uma pequena parte da deste atendimento realizado nos Tronos, que durou na realidade uns vinte minutos.

Nilce saiu dali com uma sensação estranha. Não se sentia culpada por ter “traído” seus fieis princípios religiosos ao buscar o Vale do Amanhecer. Ninguém poderia saber que estivera ali, era uma última tentativa, já que nada mais dera certo.

Nilce estava casada com o Professor Pedro, um homem muito bom e religioso. Professor universitário com a vida estabelecida, e que cobrava muito a realização do sonho de ser pai, de poder dar ao filho tudo que não havia tido durante a difícil infância e juventude. Sua irmã mais nova, Nara, tinha uma vida desregrada, viciara-se em crack e entrava e saia das clínicas de tratamento, sempre voltando a cair neste terrível vício. Estava para dar a luz, e o menino seria deixado em orfanato para adoção.

Quando o filho de Nara nasceu, dois meses após aquela consulta no Vale, foi deixado em um orfanato para ser adotado, pois embora exista uma grande procura por recém-nascidos, ninguém queria um “bebê do crack”, pelo temor dos danos que a criança poderia ter sofrido durante a gestação.

Dona Clotilde, mãe de Nara e Nilce, admiradora do Professor Pedro, que tão bem cuidava de sua filha, por fim registrou o menino, dando-lhe o nome de Pedro. Mas sem condições de criá-lo, acabou deixando-o definitivamente no orfanato.

Um ano passou, e nada de Nilce engravidar. Em uma visita familiar, Dona Clotilde convidou o casal para ir ao orfanato visitar o neto. Pedro, meio a contra gosto aceitou levar as duas.

Ao chegarem ao orfanato, o Professor ficou extremamente penalizado com as condições do local. Eram muitas crianças e poucos para cuidar. Pedrinho, com um ano, já andava e estava todo machucado pela constantes quedas sem muitos curativos. O professor nada disse, mas seu coração ficou tocado. Tanto que no próximo fim de semana, sem que ninguém esperasse, ele chamou a esposa para ir novamente ao orfanato.

Levou roupas, doces e alguns brinquedinhos baratos que pudessem ser distribuídos entre vários pequenos. Seus olhos brilhavam ao olhar o Pedrinho.

Nilce habilmente percebeu o coração enternecido do marido, mas ficou relutante em falar, pois sabia de seus modos fechados e determinados. Se ele decidisse, estaria decidido.

Durante a semana seguinte, o professor Pedro já estava decidido. Iria fazer um teste! Levar o menino para passar um fim de semana em sua casa. Nada de atitudes precipitadas e pensar em adoção... Teria que primeiro avaliar e pensar muito.

Três meses de visitas constantes e Pedrinho já tinha um quarto na casa do casal. Estavam decididos a adotá-lo!

Nilce resolveu voltar ao Vale do Amanhecer para agradecer e dizer que havia compreendido enfim a mensagem que receberá um ano antes. Passou com uma Entidade que, ao ouvir o agradecimento, lhe disse:

- Sim minha filha, seus filhos estão chegando! Agradeça a Jesus esta oportunidade e saiba que este lindo enredo espiritual trará uma oportunidade inigualável de reajuste.

O Professor já estava ganhando presentes dos alunos na faculdade, e pensavam em uma festinha para marcar a data, quando...

Nilce há alguns dias sentia enjôos, mas não considerava nada sério. Por insistência da mãe, procurou um médico para um exame de rotina... Assim soube que estava grávida!

O Professor exultava de alegria! Simplesmente esqueceu todos os planos em relação ao Pedrinho e passou a viver o momento feliz da noticia.

Nilce tentava argumentar que poderiam manter os planos, e ficar com Pedrinho também. Mas ele estava irredutível. Não poderia criar duas crianças de uma só vez.

Sempre de acordo com as razões lógicas que o marido apresentava, Nilce não insistiu.

A gravidez seguia difícil e cheia de cuidados. Nilce vomitava a cada instante, as náuseas não passaram após os três meses, como normalmente ocorre.

Novamente a “maratona” atrás de Médicos e tratamentos inúteis.

Pensava muito em ir ao Vale, mas precisaria ser acompanhada e não poderia revelar a ninguém, deste modo, não pode ir.

O Professor teve que pedir licença no trabalho para poder acompanhar a gestação, Nilce passava por constantes internamentos, inclusive perdendo peso, ao invés de ganhar com a gravidez. Quando estava com cinco meses de gestação, sua mãe passou em sua casa, e comentou que estava com Pedrinho em sua casa, pois havia encontrado um emprego melhor e o orfanato estava encaminhando todos os que tinham família.

- Pedro, me leva ver o Pedrinho na casa da mamãe?

- Não amor, você a cada instante vomita, melhor não sairmos muito de casa.

- Mas eu queria ir, acho que estou precisando respirar um pouco de ar fresco mesmo. Prometo não sujar o carro.

Ele riu e concordou.

Naquele dia Nilce não teve ânsias e brincou muito com o Pedrinho. Voltaram para casa tarde da noite ela estava renovada, tinha de novo um aspecto saudável.

No dia seguinte estava prostrada novamente. Náuseas, vômitos, dores de cabeça. Assim passou a semana. No fim de semana, dona Clotilde, sua mãe, foi novamente visitá-la, desta vez levando Pedrinho, e de novo o “fenômeno” se passou: Nenhum tipo de mal estar.

Professor Pedro reparou este acontecimento e resolveu fazer um novo teste. Marcou uma viagem para a praia em que passaram a lua de mel. Queira ver se o quê ela precisa não era realmente renovar os ares e sentir-se feliz... Quem sabe era apenas isso.

A viagem programada para durar duas semanas, durou apenas quatro dias. Tiveram que voltar às pressas, devido ao constante mal estar de Nilce e a falta de assistência médica adequada na praia.

Restava então mais um teste...

Pediu para que dona Clotilde fosse passar uns dias em sua casa e que levasse Pedrinho.

O menino entrou na casa como um furacão e agarrou a barriga de Nilce, balbuciando ainda as primeiras palavra:

- aínho, aínho! (Maninho, maninho)

Durante aqueles dias Nilce não apresentou qualquer sintoma, voltou a se alimentar bem e não ter mais problemas de vômito.

O Professor então, com seu jeito direto, falou a Dona Clotilde:

- A senhora ainda quer deixar o menino conosco?

Nilce que mastigava uma torta de maça, quase se engasgou. E a mãe respondeu:

- Vocês sabem que eu não tenho condições de criá-lo bem, trabalho o dia todo e ganho pouco, a mãe dele está novamente na clínica e a única vez que perguntou do menino foi para saber se eu já o havia “despachado”... Sei que com vocês ele estará bem encaminhado.

Assim, dois dias antes da cesariana marcada para o nascimento de Leandro (nome escolhido para o bebê), Pedrinho se tornava Pedro Afonso Pereira Júnior, ou Juninho, como passou a ser chamado.

Com o bebê no colo, e Juninho admirando a pequena mãozinha do irmãozinho, que insistia em beijar e dizer que amava, Nilce revelou ao Professor sobre suas idas ao Vale do Amanhecer.

Ele riu:

- Pensei que nunca ia me contar!

- Você já sabia?

- Sim! Quando você foi a primeira vez, eu já tinha ido...(risos) Lá me disseram que eu iria realizar o meu sonho de ser pai “com muito mais intensidade do que eu imaginava”... E não é que deu nisso mesmo! Sou pai em dobro de uma só vez! Também voltei lá quando você estava passando mal direto, justamente naquela semana fomos visitar sua mãe e o Pedrinho na casa dela. Acredito mesmo que foi uma bênção aquela visita!

O tempo passou...

Hoje encontramos Pedro e Nilce quase todos os domingos no Templo. Levam fielmente o pequeno Pedrinho, ou Juninho se preferirem, e Leandro, ao Pequeno Pajé. Pedrinho, em virtude do desregramento de sua mãe biológica é extremamente hiperativo e tem uma “energia interminável”. Somente após passar pelo Pajé, é que fica uns dois ou três dias “tranqüilo”... Mas é o irmão mais cuidadoso do mundo! Tudo na vida dele vem primeiro o “pequeno Leandro”, um verdadeiro guarda-costas.

Eu fui o Doutrinador do primeiro atendimento de Nilce. Os dois entraram para a Doutrina do Amanhecer e tiveram conhecimento de uma parte do enredo espiritual que os uniu. Com a autorização deles é que posto este texto, apenas alterando os nomes para evitar desnecessárias identificações.

Kazagrande

7 comentários:

Não importa a fé que profeça, quando o pai chama devemos estar prontos.

muitas vezes nos é mostrado através de narrativas o quanto temos que amar o nosso próximo, o quanto temos reajustes para fazer.
essa história mostra e esclarece muito bem
adorei a narrativa
Salve Deus!

Salve Deus
As luzes benditas de Deus Pai todo poderoso em Cristo Jesus e Pai Seta Branca, só nos trás páz interior e confiança de dias melhore vindouro.
Que nosso Pai continue nos abençoando em Cristo Jesus.
Ninfa Sol
Salve Deus e Graças a Deus!

salve deus sou um pequeno doutrinador embora com 22 anos de doutrina e á 9 como adj de povo venho lhe parabenizar pelo grande trabalho que esta fazendo
estas historias que se desenrola nos tronos com nossos queridos pretos velhos que me da gas e convicçao de que rumo certo promovendo encontros trancedetais que sem estas manipulaçao nao se realizaria porque as pessoas jamais teria um esclarecimento p/ entender esta istoria de nilce e pedro
sera narada por mim no desinvolvimento pa meu pequeno povo que hora se forma na luz bendita de seta branca sao salve deus meu mestre que jesus te ilumine sempre abs ADJ NARUZO MESTRE JOSE ROBERTO

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