domingo, 14 de março de 2010

HOMENAGEM - MESTRE BÁLSAMO



A homenagem desta semana vai para o Adjunto Trino Jarua, Mestre Bálsamo.

Aqui homenageio meu amigo, meu grande instrutor, o Mestre Jaguar!

Bálsamo era uma figura su-generis. Dotado de mente ágil e uma eloqüência invejável, tornou-se um dos maiores instrutores da história do Vale do Amanhecer. Os trabalhos de contagem por ele comandados eram inigualáveis! Como sabia conduzir a mente dos jaguares, levando-nos verdadeiramente a cada uma das paragens que nos fazia mentalizar.

Um homem normalmente mal-humorado, mas com rompantes de grande humor inteligente.

Amava a obra de Tia Neiva e sofria muito pela incompreensão daqueles que sequer compreendiam as coisas mais simples.

Poderia escrever um livro sobre ele, sobre suas histórias, sobre o quê aprendi ouvindo e observando este homem. Trabalhei com ele um bom tempo e confesso que é difícil escolher uma passagem específica para contar, são tantas!!! Instrutivas, divertidas, peculiares...

Mas vou falar sobre o acervo, como ele tornou-se o Guardião do Acervo de Koatay 108.

Uma manhã encontrei o Bálsamo bem humorado! Era difícil, principalmente pela manhã, pois embora acordasse cedo, normalmente chegava na editora já “invocado”. Cheio de pensamentos que dominavam sua mente irrequieta. Neste dia aproveitei para conversar com ele e perguntar um pouco sobre ele:

- Bálsamo, como você começou com esse trabalho no acervo da Tia?

Ele sorriu e disse:

- Roubando!

- Como?

- Assim, Tia escrevia muito, cartas a todo tempo e distribuía de qualquer forma. Sem separar nada, ela queria que assim que estivesse escrito já estivesse nas mãos de todos. O Mário (Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi) era muito desorganizado, muitas vezes deixava tudo “jogado” ali no sétimo, ficava por cima da mesa, sem nenhum controle do que ela escrevia. Eu me sentia incômodo com aquilo e resolvi começar a guardar as cartas. Então passava logo cedo na Casa Grande e escondia os papéis debaixo da camisa. Saia copiava, e quando dava certo devolvia. Certa vez, quando fui devolver uma carta dei de cara com a Tia... Ela me olhou com “aqueles olhos”, entendi imediatamente que ela estava mediunizada e eu frito! Já fui tirando as cartas debaixo da camisa e pensando que seria expulso do Vale como ladrão. Foram segundos intermináveis! Então ela disse:

- Bálsamo... Pai Seta Branca está aqui e diz que você será responsável por este acervo! Toma, esta é a chave do armário.

- Falando isso ela abriu uma pequena cômoda com um monte de papéis. Assim que tudo começou. Acho que nunca falei esta história antes.

Quando ele terminou a história disse que precisava sair e que só voltaria no fim da tarde, pediu para que eu fechasse a editora para ele. Assim que ele saiu olhei em cima de sua mesa e lá estava a chave de um arquivo de ferro onde ele guardava todo o acervo. Ele nunca tirava aquela chave de um chaveiro preso no passador da calça!

Claro que não resisti... Abri o armário cheio de medo, acima de tudo estava os manuscritos do livro “De Esparta a Brasilia” que nunca foi publicado, por orientação da Tia. Sai de lá correndo! Corri até o chaveiro mais próximo...

6 comentários:

ola meus irmãos e mestres,acredito que esse acervo doutrinário, pela atualizaçao do blog, deveria ser mandado, a todos os jaguares, pela importançia do trabalho, a facilidades de acesso,
vamos tornar, essa ideia uma realidade, que todos os nossos irmãos, tenham essa oportunidade acho que e possível que o grande mestre continue abençoando vocês mestre marcus reboyças adj. januy ssa ba

Ahhhhh.... então você tem a cópia do tal armário do Bálsamo!!! Sinal de que se depender de você, caro Kazagrande, nunca ficaremos sem os elos que nos prendem às origens desta corrente. Imaginava que para ter o conhecimento do qual detém, você deveria mesmo ter passado pelo Castelo do Bálsamo. Também frequentei, mas minhas idas àquele não tão imponente castelo se limitavam aos sábados, quando saía do Correio Braziliense, onde era redator. Acho que entre 88 e 92, por aí. Procurava fitas para o Bálsamo no subsolo, onde papéis - velhos manuscritos se misturavam às fitas K-7 e, passando sobre essas, ouvia-se o estalar do plástico quebrando. Tinha que se andar rápido, ou ele gritava dizendo que se estava demorando. Parecia que "pensava que todos eram ladrões de originais da Tia". Pior que ele estava realmente certo. Abraço, Kazagrande. Salve Deus. Felicidades e concretizações em 2013. Vicente Filgueira.

ola amados e nobre jaguares com o sol escaldante e entre as 12 a 14 o saldoso e competente mestre balsamo dava umas aulas aos novatos e veteranos para quem quizesse neste horario idos 95 /97 aprender um pouco mais com uma eloquencia, capacidade e argumentaçao extrema criativa ele fazia uma critica saudavel aos seus pares arcanos e executivos e deixava varios ensinamentos ela falava sobre o acervo e a documentaçao da tia dando a ele poderes sobre o acervo, e afirmava sao muito poucos os escritores, na sua maioria nos somos TRANSCRITORES ele tinha as aulas do curso de setimo. e as cartas da tia manuscritas originais, mas o publico presente era bom , o horario era o problema, ao mestre deixo as minhas sinceras e humildes homenagens. adj. januy mestre marcus rebouças ssa. ba

Salve Deus...concordo com o M.Kazagrande. O Mestre Bálsamo foi muito importante na doutrina. Ouvi palestras nas reuniões gerais em Brasilia quando morei uma temporada. Em uma dessas, ouvi-o dizer: "Seguir o caminho de Jesus não é um bom negocio". Fui para casa intrigada. Como não é um bom negocio? Depois entendi pela intuição: realmente é caminho estreito, de renuncia, reforma intima, conscientização...Que ele esteja dando continuidade com sua eloquencia nos planos superiores.

O livro DE ESPARTA A BRASILIAS, ja foi publicado>... onde posso encontrar um exemplar>

Que levou mestre bálsamo?

Já ouvi várias histórias. Mas qual foi a realidade?

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